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quarta-feira, 20 de maio de 2009

PARECE QUE TODOS MORREM, MENOS A GENTE!


"Walzinha, minha filha querida!
Quanta saudades sinto de você. Éramos uma família bem feliz, não é? Nem sempre tive a cabeça muito no lugar, gostava de jogar bola (era bom nisso); o tio Carlinhos falava : 'O Nelsinho é bom de bola', lembra?

Era meio moleque, gostava de estar com os amigos e a família. Nem sempre estávamos juntos, porque o trabalho exigia que me ausentasse por vezes. Mas eu sempre os levava comigo, em meu coração. Vani, companheira fiel e sempre alegre, Tivemos uma vida simples, mas as alegrias não faltaram.

Wal, não entendi bem quando fui tirado de vocês, mas com o tempo, com muito estudo e fé, compreendi que antes mesmo de estarmos juntos, nos comprometemos e aceitamos uma vida que raramente pode ser mudada. Parti e a deixei. Sofreu e sofri também. As orações que fez por mim foram como um bálsamo e me fez ver que realmente era um ser privilegiado por ser amado assim, como sempre fui. Você nunca me pediu ou impôs condição para me amar. Me amava, simplesmente, por ser boa e por ser melhor e mais evoluída que o pai.

Quero pedir perdão pelas vezes que deixei de ser o pai companheiro que talvez devesse ser. Mas tudo o que fiz foi sem maldade. Sempre fui feliz assim e nunca me aquilo. Preocupei com a morte. Parece que todo mundo morre, menos a gente, né! Agora sei que estava errado e me arrependo por não ter feito mais por vocês, ou a deixado em melhor situação.

Aqui tudo é tranquilo. Passei tempos sem poder dar notícias porque precisava aprender muita coisa, mas agora tive a oportunidade de deixar uma mensagem e lhes dizer que sinto muita falta de vocês. Que eu as amo de todo o meu coração e que sempre que me é permitido as visito e deixo o meu carinho e o meu amor.

A você, Wal, desejo tudo de bom: saúde, paz e muito amor em seu coração. Quero que saiba que nada acaba e que nos encontraremos um dia. A vida e a morte não existem. Existe um lapso de tempo, uma lacuna que nos obriga e permite aprender coisas que não demos importância, para só depois reencontrarmos e voltarmos, melhores, mais maduros e mais 'pé-no-chão'.

Saudades grandes de vocês todos. Que Deus os abençoe e guarde. Estou bem e feliz e, principalmente, em fase de aprendizagem. É como começar a primeira série sem saber ler ou escrever, só que as lições são em relação à alma, ao amor, à caridade, a Deus. Lições que servirão para todo o sempre. Voltarei, se me for permitido, para trazer mais notícias. Fiquem em paz. Oro e peço sempre por vocês. Um beijo carinhoso do pai que te ama muito."

Assinado : Nelson (psicografia)

Data: 14 de maio de 2009
Local: Sorocaba (SP)
Médium: S.A.O.G.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

QUANDO AGONIZAVA, VI O QUANTO ERREI

“Meu nome é José Luiz. Morri num acidente horrível numa viagem de negócios; sofri muito, fiquei preso nas ferragens e ainda sinto o gosto do ferro na minha garganta.

Fiz muita coisa errada e, enquanto estava agonizando, um filme da minha vida passou pela minha frente e vi quanto errei com as pessoas. Fui um monstro. Fiz mal a muitas pessoas. Não roubei, mas tirei o pouco que eles tinham em nome da minha justiça. Meu sócio Alfredo me pressionava para que fizesse as cobranças. As vezes o odeio por isso, mas quando fazia, fazia sem dó nem piedade. Pouco importava se era viúva e tinha crianças envolvidas. Queria o que me era devido a qualquer custo. Hoje vejo fazerem o mesmo com minha família. Minha companheira Eloíza — da qual nunca fui companheiro — sofre e não tem como se manter e as dívidas que deixei, materiais e espirituais a deixam desesperada.

Sofro muito, sinto dores horríveis e não sei como sair disto. Peço ajuda e apesar de não acreditar em orações, vejo que talvez só isso foi verdade, seja a única coisa que pode curar meu sofrimento. Meu filho Alberto e meu filho Rodrigo só aprenderam a gastar o que eu tirava dos outros. Tinha uma vida fútil e ‘boa’ pra eles, mas não quero que sigam o mesmo caminho do pai. Pai que não fui; pai que fez falta no exemplo e na dignidade... Peço que me ajudem em nome de um Deus pra quem nunca tive tempo. Um Deus que nem eu mesmo acreditei que existisse.

Nada posso fazer por mim ou pelos meus além de implorar que lhes seja aliviado o sofrimento. Que Deus me ajude e ajude a minha família e a todos que prejudiquei. Assim me despeço e agradeço e a oportunidade.

Um abraço dolorido e angustiante de uma pessoa que precisa de ajuda.”

Assinado : José Luiz (psicografia)

Data : 08 de maio de 2009
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

QUERO DESFAZER O ESTRAGO QUE PROVOQUEI


"Mamãe Clarinda e Papai Natal, graças a Deus recebem este espaço que me permite entregar-lhes notícias capazes de amenizar um coração saudoso. Quanto a mim, procuro encontrar com oportunidades para que eu seja capaz de me desfazer de vez do estrago que fiz através de um ato impensado. Tenho encontrado com muitos que me aceitam na condição de amigo e, tenho na vovó Luzia um anjo cuidadoso que tem me oferecido condições de me encontrar, com o carinho que penso eu ser o mesmo que minha querida mãe deseja me entregar.

Não posso escrever por muito tempo, mas o que entrego à vocês, penso eu que poderá nos auxiliar e nos sentir mais próximos um ao outro. Morgana, minha irmã, meus beijos; preciso de suas lembranças, e sua proteção, ...Beija por mim a vocó Nilza, o vovô Braz e o vovô José. Mãe e Pai, Deus nos ajuda e não nos deixará sem forças para que não cumpramos com nossas obrigações perante a esta dificuldade que sentimos ser a maior encontrada por nós. Meu carinho à todos."

Assinado : Elton Alves Oliveira (psicografia)

Data: 10 de junho de 2006
Local: Fraternidade Espírita José Xavier - Três Lagoas (MS)

Médium:
Celso de Almeida Afonso

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quinta-feira, 19 de março de 2009

TIVE ANJOS AO MEU REDOR


"Sempre haverá um lugar ao sol, para aqueles que acreditam no novo amanhecer interior. Não devemos temer o amanhã, porque hoje é o nosso dia, o qual devemos sempre aproveitar para ter em mente que somos eternos aprendizes, que mesmo que errarmos poderemos ter a chaves de aprendizado e voltar atrás nos erros.

Não sei como pude me enganar através de minhas escolhas, poderia sim, tomar caminhos menos infelizes. Mas, é tudo válido nessa escola da vida, e eu estou aprendendo. Sinto falta de meus amados, os quais, muito me ajudaram e sempre me deram apoio em minhas dificuldades. Sou eternamente grato, porque tive anjos ao meu redor, que me auxiliaram a encontra além o verdadeiro caminho da paz. Com amor."

Assinado : Ronaldo (psicografia)
Data : 14 de junho de 2007
Local : CE Nova Esperança - Mongaguá (SP)
Médium : L.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

SE QUEREM AJUDAR, QUE OREM POR MIM !


"Mamãe Clarinda e papai Natal, pego um lápis para me dirigir a vocês e confirmar minha presença nesta festa em que vejo cada coração, entregar e entregue ao outro como a lembrar o ensino de Jesus. Amar-vos da maneira que eu vos amei. Mãe e pai, me sinto no dever de pedir sempre o perdão, que sei não me negarão. Espero que eu possa retribuir um dia todo bem que vocês me entregam.

Não quero ofender a ninguém, mas gostaria que aqueles que me condenam esquecessem um pouco, digo a eles que eu sei sim que cometi um grande erro, mas não é necessário que fiquem repetindo o que eu sei de cor. Se querem me auxiliar se tem por mim alguma estima, que orem por mim. Morganna, minha irmã, você a cada dia está mais linda, é bom encontra-lá assim. Dá por mim um beijo na vovó Nilza, no vovô Braz, vovô José.

Luciane, a Luzia e nosso Antônio abençoou você, obrigado pelo carinho dedicado a mim. Mamãe Clarinda, Papai Natal confio que faço de tudo para estar bem, meus beijos e a certeza de que meu coração permanece protegido pelo seus.Beijos. Elton"

Assinado : Elton Alves Oliveira (psicografia)

Data: 17 de junho de 2007
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso

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sábado, 10 de janeiro de 2009

A FELICIDADE POSSÍVEL


"Eu estava lendo um artigo do Angel Blog (Vende-se tudo), que falava de pessoas que iriam se mudar de um país para outro e tiveram que se desfazer de tudo o que tinham de material. Mas na vida o que vale é o que se leva no coração,os sentimentos, o bem que se faz para os outros e para si.
Estava pensando em tudo isso (e na minha vida). Que tive um marido maravilhoso um companheiro, um amigo... Mais não sei se fiz tudo que eu poderia fazer por este amor. Agora que não tenho mais ele acho que não falei tudo o que queria ter falado. Do quanto o amava e amo e o quanto ele era importante para mim. Como é a vida... Precisa acontecer certas coisas para que a gente dê valor para o que se tem de mais precioso: um grande amor. Eu posso disser que fui muito feliz e que amei e fui muito amada, só que deveria ter demonstrado muito mais o que senti por essa pessoa. Sempre fica um ponto de interrogação. Será que deveria ter feito mais, ter curtido mais, ter falado mais o que sentia? Fique com Deus meu amor um dia vamos nos encontrar."
Giselda

Os relacionamentos são a experiência mais importante de nossa vida. Sem eles, não somos nada. Isso porque nós só sabemos quem somos quando nos relacionamos com alguém. Felizmente, não há um sequer de nós que não tenha um relacionamento. Tudo que sabemos e experimentamos a respeito de nós mesmos vem através de nossos relacionamentos, que são essenciais para nossa felicidade. Bem por isto, o escritor Neale Donald Walsch (autor de "Conversando com Deus"), disse que "todos os relacionamentos são sagrados". E explica: "Em algum lugar, bem dentro de nosso coração e de nossa alma, sabemos disso. Daí em nosso imenso desejo de multiplicar os relacionamentos e de que tenham significado". E não entendemos porque temos tantos problemas nas relações.

Mas, via de regra, os conflitos resultam das dificuldades de dar importância ao outro, utilizando o conceito romântico, mas absolutamente realista e necessário, de que "somos um só". Falo da imensas possibilidades de um relacionamento feliz, sincero, cúmplice, companheiro... Algo que, como no depoimento acima, por vezes só percebemos quando já não mais o temos.

Por isto, espero que possamos (todos) aprender mais sobre as relações e melhorá-las. Espero que todos nos lembremos de como amar. Já soubemos como amar. Sabíamos como viver sem expectativa, sem medo, sem necessidade de dominar o outro ou de ser superior a ele. Se conseguirmos retornar a essa condição, poderemos curar nossas vidas, curar nosso verdadeiro amor e conhecer a felicidade possível.

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sábado, 20 de dezembro de 2008

HOJE SEI QUE TE AMO... - Douglas

“Venho dar notícias a minha mãe. Querida mãezinha! Como sinto a tua falta! Como sinto falta de teus conselhos, dos teus puxões de orelha. Aqui e só aqui percebi o quanto era feliz e não sabia.

Ah! Mãe! Sofri tanto quando cheguei aqui e vi que nada tinha mudado! Quando eu estava vivo, achava que ia viver para sempre. Não dava muita importância pra você, porque achava que nunca ia te perder. Aí, por irresponsabilidade, por negligência minha, perdi o que há de mais precioso: a vida. De certa forma, hoje, aceito o fato de que praticamente causei minha morte. Não que a tenha tirado a vida, mas por não tê-la preservado como deveria.

Só agora vejo o sacrifício que é tomar a guarda de alguém, dar carinho, amor, compreensão, isso sem falar do lado material. E no final nem ao menos ter esse amor reconhecido. Hoje sei que te amo e muito; como sofro por não ter dito isso a você quando podia.

Quando cheguei aqui me chamaram de irresponsável, de suicida e isso eu não admitia porque nunca fui, mas fui entendendo que suicida não é só aquele que tira a própria vida num ato de loucura, mas também aquele que de certa forma provoca por negligência, por descaso, um fim prematuro. Sinto ter perdido tanto tempo com o que não tinha importância. Sinto não ter sido o filho que você queria. Tive até mesmo vergonha de dizer que você era minha mãe porque éramos tão diferentes.

Mãezinha querida! Minha querida Nininha! Me perdão por ter sido tão inútil, por ter feito você chorar tanto e sofrer. Hoje vejo que você merecia muito mais do que te dei. Na verdade não te dei nada...

Olha! Estou mudando. Estou sendo ajudado e tenho tentado não enlouquecer pelo arrependimento, pelo remorso. Me disseram que se eu me esforçar um dia vou poder te reencontrar e poder te pedir perdão e te beijar e te abraçar como nunca. Quero ser o filho que não fui. Quero seu colo, sua benção na hora do sono, sua oração... Deus tocou meu coração e agora sei que só Ele é o caminho para chegar até você.

Mãe ! Não chore de preocupação por não saber como estou ou onde estou. Apesar do remorso e da culpa, estou bem. Quanto a saber se sofri quando morri, isso pouco importa diante do sofrimento que enfrentei pelos meus atos e pela falta deles. Quero que saiba que você é a minha mãezinha de coração, de alma. Que hoje me orgulho por ter sido você a me acolher e tentar fazer de mim um homem de verdade.

Você sofreu quando diziam que um filho adotivo era sempre um problema e sempre tentou fazer as pessoas verem que isso não era verdade. Lutou, batalhou como uma leoa para defender a cria que nem era sua... Mas o que teve em troca?! Fui exatamente para você o que disseram que eu seria.

Mãe amada ore por mim. Deixe de sofrer e chorar, se perguntando onde errou. Você não errou. Eu fui seu erro, mas um erro já programado do lado de cá. Tanto eu quanto você sabíamos o que enfrentaríamos. Você cumpriu sua missão com nobreza e dignidade... Eu fui fraco e covarde.

Espero poder voltar novamente com você e aí sim cumprir o dever que fracassei. Vou estudar, seguir tudo certinho pra merecer um reencontro. Deus, pelo que falam aqui, é só bondade e amor e por isso acredito que terei esta segunda chance.

Vou parando por aqui porque já tentei dizer o que vai no coração. Mais uma vez peço, imploro seu perdão. Rogo a Deus e espero que ele ouça as minhas preces para que você seja muito feliz, que me perdoe e sinta em seu coração o amor que tenho por você. Te amo muito, hoje e sempre.”


Assinado : Douglas (psicografia)
Data : 09 de outubro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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domingo, 22 de junho de 2008

SUICÍDIO : NÃO DEIXAMOS DE EXISTIR - Jean


"A vida é uma obra divina e não devemos dispor dela, como muitos de nós ainda fazemos. Por motivo torpe, por coisas de menor importância, achamos que não temos mais valor ou oportunidade de construirmos um futuro melhor... Daí jogamos tudo para o alto. E achamos que resolveremos os problemas deixando de existir. Isso, amigos, ainda se passa com muitos dos encarnados, mesmo aqueles que ainda tem conhecimento de que a vida na matéria é passageira. Que estamos aqui para evoluir, para ter o aprendizado que ainda necessitamos.

Por motivo torpe, fazemos coisas horríveis, como matar, roubar e ainda cometer suicídio. Digo isso pois onde me encontro há muitos irmãos iguais a mim, que erraram muito e agora estão tentando aprender e a modificar nossas idéias sobre o que acreditávamos.

Eu sou um suicida em potencial. Em várias oportunidades, cometi o suicídio. E cada vez era de forma diferente e por motivos variados. Hoje, depois de muito tempo na erraticidade, comecei a compreender que isso aconteceu comigo por falta de religião; por falta de crer que havia algo melhor, que é o conhecimento.

Estou bem agora, tentando aprender e compreender o sentido da vida; para quando retornar não errar mais e contar com a ajuda dos meus pais, que estão aptos a me ajudar, a caminhar na senda do bem e do amor ao próximo.

Sempre fui muito egoísta e por isso fiz o que fiz. Espero que, de agora em diante, tudo possa mudar, tudo seja diferente. Vou me esforçar para que isto aconteça."

Psicografia de : Jean

Data: 12 de junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : T.

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terça-feira, 17 de junho de 2008

PRECISO DE AJUDA PARA PERDOAR !!


"Preciso de ajuda para que possa perdoar.
Rezem por mim.

Meu esposo desencarnou há dois anos. Foram quase 25 anos de um casamento infeliz, pois senti que ele e sua família não gostavam de mim e, tampouco, de meus filhos. Ele teve várias amantes, as quais, depois do desencarne, colocaram eu e meus filhos na Justiça. Os meninos tiveram que fazer o Teste de DNA. Por quê não fizeram isto quando ele era vivo; por quê, depois de tanta humilhação quando ele estava vivo, passar por isto após sua morte.

Na verdade, ele não gostava de mim nem dos nossos filhos e nos humilhava.

Por quê eu sinto tanta mágoa ?! Só tenho Deus por mim e por meus filhos... Ele me humilhava muito e não sei porque suportei tanta humilhação. Peço que rezem por mim para que eu consiga perdoar tanto os encarnados como os desencarnados. Peço ajuda aos bons espíritos iluminados para que eu possa perdoar; me ajudem a suportar...

Meu Deus, tire esta angústia, esta mágoa do meu coração; essa dor que não passa..."

Assinado : V.F.
Mensagem recebida por e-mail de uma leitora

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PERDOAR É COMO TIRAR UMA FACA DO PEITO

Encontrar a palavra certa, em momentos difíceis, exige confiança no milagre da vida e na razão que justifica a existência da reencarnação. Somente esta crença nos permite dizer sobre o sentido de tanta dor, de tanto desencontro, de tanto ódio. Sabermos que a vida é um instrumento para encontrarmos pessoas afins e, principalmente, para resolvermos pendências, sentimentos e relacionamentos conturbados é a única justificativa que encontro para falar de perdão.

Perdão que não significa nos submetermos àquilo que pode nos fazer mal, nem esquecer o que nos prejudicou. Superar este sentimento é como tirar, com a próprias mãos, uma faca cravada no peito. É um ato de superação, de aprendermos a nos proteger sem ressentimentos. De transformar o que aconteceu em experiência e crescimento. Afinal, quem já não sentiu, um dia, que a raiva que alimentamos por outra pessoa está envenenando nossa vida, consumindo uma energia que poderíamos empregar de modo mais produtivo ?

Nas inspiradas palavras do médium James Van Praagh, "chega uma hora em que nosso coração, nosso corpo, nossa mente, tudo nos diz que continuarmos carregando a mágoa está nos prejudicando demais. Que se insistirmos em manter aberta a ferida, em vez de deixar para trás o que passou, continuamos a reviver a dor e a raiva como se tudo tivesse acabado de acontecer. Sofremos inutilmente e não progredimos".

Manter aberta uma ferida emocional nos traz emoções e pensamentos negativos, que aumentam e se reproduzem até contaminarem todo nosso espaço. Já o perdão liberta o coração, nos salva da posição de vítimas e nos devolve o comando da própria vida. Viver sob a culpa, tanto quanto sob o ressentimento, nos impede de viver. É paralisante e estéril"
(do livro "Em Busca do Perdão", Sextante).

O importante é saber que devemos determinar esta vontade. O desejo de alcançar esta "cura". Perdoar não é algo que se faz pelo outro, mas um benefício a nós mesmos. Há momentos, certamente, que estamos tão presos ao ressentimento e ao ódio, que perdoar nos parece a coisa mais difícil do mundo. Mas, lhe digo que perdoar é, acima de tudo, um exercício diário. É como se, dia-a-dia, fizéssemos um curativo num ferimento profundo e doloroso. A ferida não desaparecerá rapidamente, mas ao cuidarmos dela com esta intenção, veremos a melhora da área ferida e sua paulatina reconstrução. Saiba que o tratamento, em si, não é menos doloroso que o próprio ferimento, mas não enfrentá-lo agora é sujeitar o membro ferido (seu próprio coração) aos riscos da atrofia e da contaminação generalizada. Tenha confiança e perseverança, e, principalmente, saiba que não está sozinha.

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

NÃO ABANDONE O MILAGRE DA VIDA - Henrique


"Nunca pude imaginar estar em um lugar como este! E, no entanto, quanta ajuda recebi! Aliás, na minha vida toda só vivi e fiz coisas inesperadas. Desde muito pequeno sempre demonstrei ter um temperamento forte e rebelde. Acredito que isso também se deva a criação que meus pais me deram. Eles sempre me fizeram acreditar que eu podia ser e fazer tudo o que bem entendesse. Quero deixar claro, que não os culpo por nada que me aconteceu, apenas eles me fizeram crer que eu era uma espécie de super-herói e que por mais que eu me metesse em alguma enrascada, sempre daria um jeito e tudo acabaria bem. E foi assim que aconteceu até os meus vinte e sete anos.

Vivi de forma desregrada. Abandonei a faculdade, só ia até a empresa que era herdeiro quando bem entendia, ou melhor, quando precisava de grana. O meu tempo era tomado por viagens alucinadas, drogas e tudo o mais que leve um homem ao fundo do poço.

Lembro-me com nitidez da manhã chuvosa de março, quando acordei com muita febre. No início imaginei que fosse apenas um resfriado. Porém, como a febre não cedia, recorri a minha mãe, à qual não procurava e evitava há mais de um ano. Levado ao médico e depois de feito alguns exames, foi constatado que eu estava contaminado com a “Maldita”. Era assim que a AIDS era chamada no meio dos viciados no final da década de 80. Naquele momento, percebi que meu mundo restrito e superficial de super-herói havia desabado.

Foi com muita dor que percebi que aqueles que eu considerava como amigos foram se afastando de mim com certo ar de repugnância. No início achei que seria auto-suficiente para me cuidar sozinho, mas com passar do tempo, com a evolução do vírus e da depressão tive que recorrer àqueles que eu só procurava quando estava em apuros.

Depois de três anos, não resistindo mais as dores físicas e morais impostas por essa doença, apelei mais uma vez para minha covardia e acabei ingerindo uma dose muito alta de calmantes que me levaram ao suicídio. Santo Deus! Eu imaginava que era o fim, mas havia algo que podia ser pior que o preconceito e o HIV. Quanto desespero, quanta angustia senti! Faltam-me palavras para descrever os sentimentos que me acompanharam ao perceber que o fim não existe.

O conflito de sentimentos é tão intenso que não sei ainda como suportei. Mas diante da explosão de sensações, senti um arrependimento profundo e pedi perdão a minha mãe que ainda hoje está encarnada, foi aí que minhas dores começaram a ser suavizadas. Um amigo espiritual me levou até uma casa espírita, muito parecida com esta, onde recebi os primeiros–socorros para depois ir para uma colônia de tratamento.

Com o tempo fui recobrando minha lucidez e tendo consciência dos erros cometidos.

Ainda hoje me vigio constantemente para manter o equilíbrio e agora estou podendo contar minha história para pedir a todos aqueles que vierem a ler estas palavras que, por mais difícil que seja a caminhada, não desista, não abandone o milagre da vida que é tecido a cada segundo. Por mais que haja pedras no caminho, no final haverá uma estrada florida e um Deus de amor vos esperando de braços abertos dizendo que sempre esteve e estará ao nosso lado.

E nesta oportunidade, gostaria também de pedir perdão aos meus pais Luíz Antonio e Walquiria, com a fé que estas palavras chegarão até eles".

Assinado : Henrique de Souza Vasconcelos
Data : Junho de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium: T.T.V.M.

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

A FRAQUEZA DE UM PAI; O PERDÃO DO FILHO

“Aqui me encontro para pedir. Venho com o coração cheio de tristeza e amargura. Esperava, como todos os seres de Deus esperam, conseguir dissuadi-lo de tão louca idéia. Roguei, pedi, implorei, cheguei mesmo a conseguir alongar sua permanência neste terra de provas e expiações. Alonguei por algum tempo, porém, não o suficiente para demovê-lo de tal loucura.

Ah! Quanto pedi. Quanto lhe falei em sonho para que respeitasse a preciosa jóia dada pelo Divino Mestre. Que cuidasse dela, pois um dia deveria devolvê-la, tal qual lhe fora dada ou emprestada.

Por vezes me ouviu. Por outros tentou ignorar meus apelos por lhe parecerem alucinações criadas pela sua mente. Quanta tristeza na alma, no espírito e no corpo imortal... Ao saber das conseqüências, muito sofri diante de tal possibilidade. Mas foi em vão. Ele não resistiu e sucumbiu. Seu espírito fraco se deixou levar pela ilusão da facilidade em colocar fim em um aparente sofrimento.

Sei que Deus apenas acata nossa vontade, respeitando nosso livre-arbítrio; mas não sem que seu coração sangre diante da fraqueza de um filho seu.

Venho pedir ao meu filho B. que ore por seu pai. Que se apiede dele e lhe transmita pensamentos bons, de luz, de amor. Qualquer bom sentimento, qualquer oração, qualquer pedido elevado a Deus, ameniza as dores de um espírito fraco, de alguém que não se dignou a cumprir sua missão até o fim.

Eu peço muito e sempre pelo meu menino (ele sempre vai ser o meu menino). Rogo misericórdia e clemência para o Todo Poderoso quanto a ele. Não posso ajudar e isto me entristece, ao mesmo tempo que devo aceitar, pois as medidas tomadas pela pátria espiritual são sábias, certeiras e justas.

Sei que para toda ação há uma reação e a Justiça Divina sabe e saberá dosá-la na medida de sua necessidade para aprendizagem e evolução espiritual. Peço que a família e amigos roguem por meu menino, pois isso lhe chegará como um bálsamo na chagas por ele mesmo conquistadas.

B., meu filho! Não julgue seu pai! Não o recrimine. Não o veja como um criminoso e sim como um espírito imortal digno de pena por ter atentado contra a providência divina. Não o queira mal! A natureza de Deus lhe será suficientemente credora de seus débitos, sem que ele precise de mais peso nos ombros. Somos todos seres imortais e passíveis de erros.

Erramos às vezes tentando acertar.
Erramos muitas vezes por amor.

Saibamos ser caridosos e bons e elevemos nosso pensamento àqueles que necessitam de amor e caridade. Tenhamos dó e compaixão dos fracos, pois eles, mais do que ninguém, precisam de amor.

Que Deus ilumine o seu coração e lhe dê forças para perdoar.

Que Deus lhe ajude na recuperação e que você possa se aproximar mais de Nosso Senhor depois do milagre que lhe concedeu diante de um acidente tão sério e que poderia ter lhe tirado a vida. Sua hora não havia chegado, mas poderiam ter ficado graves seqüelas... Contudo, Deus lhe deu oportunidade para continuar neste plano. Agradeça, meu filho, pela graça recebida e como agradecimento perdoe e ore por quem não foi tão feliz em seu caminho. Seja um bom menino. Cuide de sua mãe. Não se preocupe em ter seu pai reencarnado em um filho teu, pois ele precisa de muito esclarecimento e muita orientação antes de voltar.

Todos voltaremos, mas a seu tempo; não como forma de castigo para quem quer que seja, mas na condição de aprendiz, de aluno. E seu pai na condição de aluno que fugiu da escola. Perdoe, perdoe sempre.

Isso fará bem a ele e mais ainda a você.

Que Deus ilumine seus passos. Que Ele possa transformar qualquer sentimento ainda não resolvido em amor."

Assinado : Adélia
Data : Junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

QUERO FALAR PORQUE NÃO SEI ESCREVER

"Eu quero falar porque não sei escrever... Meu Deus todo poderoso, tenho feito de tudo pra encontrar a paz. Sei que parte da culpa do sofrimento do meu filho é minha, mas ele, mais do que eu, precisa querer sair deste mar de lama em que se lançou.

Preciso de oração e que mandem rezar uma missa para a minha alma.

Me sinto só e desamparado. Sei que no Pai tudo posso, mas minha consciência não me deixa ficar em paz. Continuo com o vício da bebida porque preciso dela para ser forte. Acho que não influencio ninguém, mas não quero que meu filho sofra tanto depois da morte da matéria.

Sei que preciso me conscientizar de que o vício me faz mal, mas assim como ele não sei se quero deixar a sensação boa que ela me traz.

Sou um fracassado. Magoei muita gente e não me perdôo por isto. Me aflige saber que meu filho amado percorre o mesmo caminho".

Data: Abril de 2005.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

Indicações de Leitura :
"Deixai os mortos enterrar seus mortos" (Lucas 9:59 e 60)
"Os interesses da vida futura estão acima de todos os interesses e de todas as considerações humanas" (Evangelho Segundo e Espiritismo - Cap. 23 - Moral Estranha)

PRECES:
Pelas pessoas a quem tivemos afeição (pág. 301 / 62 e 63 )
Pelas almas sofredoras que pedem prece (pág. 302 / 65 e 66 )

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terça-feira, 15 de abril de 2008

POR QUÊ AS PESSOAS SE SUICIDAM ?



Eu, você e a maioria de nós, certamente, já se fez essa pergunta. Chegou a hora
de descobrirmos a reposta... Até mesmo para poder ajudar

“Você pode tirar uma foto minha?”. Kevin Hines levou um susto quando ouviu a frase da turista alemã jovem e bonita. Vacilou por alguns segundos, pegou a máquina e clicou pensando “Dane-se, ninguém liga mesmo...”. Ela foi embora feliz. Ele saltou para a morte através do portão dourado que os americanos costumam chamar de Golden Gate Bridge. A má notícia é que a cena, com ares cinematográficos, faz parte do documentário “A Ponte”, de Eric Steel, que acaba de chegar às locadoras do país, e é tão real quanto o copo de água que você bebeu no seu almoço.
Kevin Hines, um rapaz de 21 anos, sobreviveu graças ao arrependimento 3 segundos antes de se esborrachar na água, à forma como preparou seu corpo para o choque e à uma foca que o ajudou, segundo ele, a manter-se na superfície até o socorro chegar.
Infelizmente, as outras 24 pessoas que se atiraram da Golden Gate, no ano de 2004, não tiveram a mesma sorte. Todas elas foram registradas pelas câmeras da equipe de Eric Steel, que filmou a ponte, em São Francisco (EUA), durante 365 dias sem parar.Sim, o documentário é brutal, chocante e - acredite - consegue ser ao mesmo tempo poético quando mescla a dança das nuvens na ponte, a música misteriosa de Alex Heffes e os comoventes depoimentos de amigos e familiares das vítimas, como o de Caroline Pressley: “Não sei ao certo o que levou meu querido amigo Gene Sprague a pular da ponte. Não sei por que as pessoas se matam. É difícil se colocar no lugar delas. Todos nós passamos por desespero, quando seria mais fácil desistir de tudo. Mas, para muitos de nós, o sol nasce e amanhã é outro dia...”

Por Gisela Rao
Reportagem publicada originalmente no Portal iTodas.
Leia matéria na íntegra.

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POR QUE AS PESSOAS SE SUICIDAM ?

Eu, você e a maioria de nós, certamente, já se fez essa pergunta.
Chegou a hora de descobrirmos a reposta... Até mesmo para poder ajudar

“Você pode tirar uma foto minha?”. Kevin Hines levou um susto quando ouviu a frase da turista alemã jovem e bonita. Vacilou por alguns segundos, pegou a máquina e clicou pensando “Dane-se, ninguém liga mesmo...”. Ela foi embora feliz. Ele saltou para a morte através do portão dourado que os americanos costumam chamar de Golden Gate Bridge. A má notícia é que a cena, com ares cinematográficos, faz parte do documentário “A Ponte”, de Eric Steel, que acaba de chegar às locadoras do país, e é tão real quanto o copo de água que você bebeu no seu almoço.

Kevin Hines, um rapaz de 21 anos, sobreviveu graças ao arrependimento 3 segundos antes de se esborrachar na água, à forma como preparou seu corpo para o choque e à uma foca que o ajudou, segundo ele, a manter-se na superfície até o socorro chegar. Infelizmente, as outras 24 pessoas que se atiraram da Golden Gate, no ano de 2004, não tiveram a mesma sorte. Todas elas foram registradas pelas câmeras da equipe de Eric Steel, que filmou a ponte, em São Francisco (EUA), durante 365 dias sem parar.

Sim, o documentário é brutal, chocante e - acredite - consegue ser ao mesmo tempo poético quando mescla a dança das nuvens na ponte, a música misteriosa de Alex Heffes e os comoventes depoimentos de amigos e familiares das vítimas, como o de Caroline Pressley: “Não sei ao certo o que levou meu querido amigo Gene Sprague a pular da ponte. Não sei por que as pessoas se matam. É difícil se colocar no lugar delas. Todos nós passamos por desespero, quando seria mais fácil desistir de tudo. Mas, para muitos de nós, o sol nasce e amanhã é outro dia...”

Por Gisela Rao
Reportagem publicada originalmente no Portal iTodas

Parte I : Porque as pessoas se suicidam
Parte II : A morte amedronta e excita
Parte III : O ponto de partida é a solidão
Parte IV : Falsa solução para o problema
Parte V : Que fazer quando alguém pensa em suicídio
Leia matéria na íntegra

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domingo, 23 de março de 2008

O ARREPENDIMENTO NOS AÇOITA SEM PIEDADE


“Pede pra ela ter calma, paciência, que tudo se resolve. As descobertas recentes fazem parte da fraqueza do ser humano. Ainda há muito a evoluir. Estamos nesta vida de passagem. Uns conseguem renunciar a si mesmos pelo próximo. Outros tem como que um limite e quando acham que chegaram a esse limite, ficam cegos aos mandamentos de Deus Pai. Não se rebelam por maldade, não por falta de religião. Quando não se tem uma religião, uma crença em algo maior, quando se acha que tudo se acaba com a morte, é mais fácil procurar um bem estar momentâneo, mas o arrependimento sempre vem e nos açoita sem piedade. Criar os filhos não significa lição cumprida. Há que se amparar a todos que nos são caros.

Talvez uma imaturidade que deveria ter terminado com o tempo, teima em permanecer olhando para a vida como se não fôssemos seres responsáveis.

Que Deus se apiede dele e abrande o coração de minha filha querida, que já sofre tanto com a enfermidade que lhe toma o corpo. Às vezes preferimos não ver o que se passa por nos sentirmos fracos. Dizemos que se as coisas acontecessem em outra fase de nossas vidas, quando temos saúde e vitalidade, enfrentaríamos o problema. Mas como enfrentá-lo quando estamos debilitados? Doentes física e espiritualmente, quando a depressão ronda e arruma um jeito de se instalar...

Eu digo que nada é pior do que querer não ver. ‘Cobrir o Sol com a peneira’, como dizem. Tanto sacrifício, tanta luta por uma vida melhor, para criar os filhos e lhes dar o melhor... E quando chega a hora de colher os frutos, a doença nos acomete e mostra que todo o dinheiro do mundo de nada serve.

Corpos separados, pensamentos distantes, infelicidade de ambos os lados. Apiedo-me dos dois, porém ele, se quisesse, se tentasse, se acreditasse em Deus, poderia não ser tão fraco. Os filhos ficam decepcionados com o pai, sofrem pela mãe, mas nada podem fazer, afinal têm suas vidas a seguir. E uma dívida puxa a outra e outra e novamente, em outra vida, deverão reunir-se para dar um outro final a esta história.

Peço àqueles que acreditam no poder da oração, que orem pelo bem dos meus. Peço a Deus Pai Todo Poderoso que dê mais forças a minha filha querida e que, se não fosse pedir muito, colocasse um pouco de maturidade no marido e pai. Talvez tenha chegado a hora dele fazer renúncias. Abrir mão da falta de crença. Perceber que ‘tolerar’ não é o bastante. Deve aceitar com resignação o mal que acomete a Lúcia e ter amor por ela. Cuidar porque sente prazer e não por obrigação.

As vezes os olhos não vêem, mas o coração dela sabe e sente que se tornou um estorvo. Ninguém fica doente porque quer e tudo na vida tem um porque. Devemos sempre tentar aprender com os percalços e passar por eles sem perder a fé. O problema é perder o que não se tem... Que Deus nos ilumine a todos e leve luz e tranqüilidade ao lar dos meus filhos Toninho e Lúcia.

Que meus netos perdoem o pai e não lhe queiram mal. Que o pai possa reconhecer o erro e tente e sinta no coração a vontade de reparar o erro. Todos erram e Deus em sua infinita bondade perdoa sempre. Mas nem sempre a nossa consciência passa por cima de nossos erros. Aí, encontramos e nos enfiamos no inferno por um tempo que parece não ter fim.

Deixo meu sentimento profundo de amor e rogo a Deus pela solução menos dolorosa dentro do lar da minha querida Lúcia. Um beijo sincero e saudades da minha filha”.

Assinado : Manezinho
Data : Março de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

FUI UM SOLDADO NAZISTA - Hans Van Fredek

“A idéia de sermos a raça pura, os melhores, os arianos... fez com que eu entrasse para o Exército (na República Alemã de Adolf Hitler). Seríamos os donos do mundo, não haveria fome, miséria... Porém, o sofrimento começou quando fui designado pelo meu Comando para ser soldado de guarda de um Campo de Concentração. Formava filas de homens, mulheres e crianças para serem mortos através de gás, forno etc. Fiquei neste lugar por três anos, (passando) frio e calor. Quando a resistência começou a combater de igual para igual me designaram para a região da Itália

Fui combatente lá. Em uma batalha, na verdade assalto como se fala no Exército, quando abordamos o inimigo de surpresa, fui atingido por um tiro no peito.

Desde então ficava vagando por esse mundo.

Convidaram para eu ser tratado aqui. Vou ficar. Agradeço pela ajuda.”

Assinado : Hans Van Fredek
Data : Janeiro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : A.

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sábado, 19 de janeiro de 2008

VIVI INTENSAMENTE - Bárbara Silveira


“Eu não queria me comunicar. Acho que não sou digna de receber tanta atenção. Vivi como encarnada por 29 anos. Desde criança sempre fui muito ativa, cresci rebelde como a maioria dos jovens dos anos 60 e 70.

Posso dizer que vivi intensamente cada minuto desses 29 anos. Filha de pais que possuíam algum status na sociedade, sempre tive tudo o que queria. E eu queria muito, cada vez mais!

Experimentei todo tipo de barato que podia existir na época. Ficava muito alucinada. Era capaz de fazer as maiores barbaridades que uma mulher pudesse fazer e eu fazia porque tinha a consciência que papai me protegeria. Ele era influente na sociedade e além do mais eu exercia um poder sobrenatural sobre ele. Era como se eu o hipnotizasse.

Até que um dia, não me conformando com uma gravidez totalmente indesejada, usei todo tipo de barato que chegou às minhas mãos. Me matei e matei a pobre criança que carregava no ventre. Não entendo o por quê cometi tal atentado, visto que já havia interrompido outras gestações. Mas essa, por um motivo que ainda desconheço, me trazia angústia e repugnância.

Vocês, estudiosos, devem imaginar o quanto sofri. Quais os tormentos que passei. Quantos cobradores me perseguiram.

Depois de algum tempo atemorizada com esses perseguidores, cansada de ouvir o choro de todas as crianças que abortei e sentindo falta de tudo aquilo que estava viciada, implorei ajuda àquele que sempre me defendeu : meu pai. Foi então que fui socorrida, trazida para esta casa para receber auxílio. Aqui cheguei transtornada, mas essa luz maravilhosa trouxe um misto de paz e anestesia.

Me recuperei aos poucos. Ou melhor, ainda me recupero. Estudo muito, faço exercícios mentais. E hoje, mais uma vez, vocês dedicam a atenção a esse espírito desregrado, que ainda engatinha nas verdades divinas.

Gostaria de agradecê-los. Obrigada por tudo e lhes devolvo a luz que me deram em preces e desejos sinceros de que possam auxiliar mais e mais.”

Assinado : Bárbara Silveira
Data : Janeiro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : T.T.V.M.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

AS PEQUENAS DOSES DE UM SUICÍDA - Lucas

“Acho que me matei, pois todos aqui me acusam disso, mas pelo que me lembro, eu só usava umas drogas de vez em quando e nunca prejudiquei ninguém. E gostava disso, me fazia bem e nunca fui violento pra conseguir no que queria.

Com o tempo fui percebendo que eu errei muito, mas não me matei. Morri por causa disso... uma overdose talvez, mas não queria isso. Morrer ?! Quem quer ?!

Já estou aqui há bastante tempo e fiquei surpreso quando percebi que depois que a gente morre, agente ainda continua vivo. Ixi, foi brabo, mas depois de bastante tempo vi que não adiantava continuar dependendo de drogas para me sentir bem.

Colocava meus parceiros para sentir o mesmo barato, até que isso deixou de fazer sentido. Hoje vejo que errei e muito.

Sinto saudades da minha velha e só por isso resolvi tentar mudar. Não me deixavam aproximar dela enquanto não caí na real de que, no estado que estava, prejudicaria minha mãe. Pedi ajuda, implorei a Deus, coisa que nunca fiz quando era vivo e no mesmo instante fui ouvido.

Estou aqui por ter tido a oportunidade e nesta oportunidade, só quero mandar um recado pra minha mãe...

Quanto arrependimento, meu Deus ! Ela sofreu tanto!

Perdão minha mãe querida. Não pense que me matei. Minha ignorância me levou a abreviar minha permanência neste mundo. Farei o que puder para estar junto de você e cuidar de você. Trabalharei sem parar, sem folga se for preciso, para poder estar com ela por alguns minutos.

Agradeço a oportunidade que me foi dada e agradeço a Deus por sua bondade e justiça. Aprendi que a vida continua e que se não nos valemos dela de forma boa, devemos reparar nossos erros ou trabalhar pra isso. Minha mãe se chama Lucinda e há tempos espera por notícias minhas, com certeza.

Peço, por favor, que este recado chegue a ela e que diminua o seu sofrimento. Estou consciente de tudo o que fiz e peço perdão.

Um grande beijo a minha mãe e minha avó Lola (Yolanda). Sei que um dia nos encontraremos e elas sentirão orgulho de mim. Com muita saudade e amor.”

Assinado : Lucas (Luquinha)

NOTA : O desencarnado mencionou a
cidade de Boituva (SP), embora sem referir detalhes

Data : Dezembro de 2006.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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domingo, 2 de dezembro de 2007

FIZ TUDO ERRADO ! - Fred


“Aqui estou para dar um depoimento e, quem sabe, falando do que me levou ao desencarne tão cedo, possa mudar alguns destinos.

Que se morre, ou seja, que se deixa o corpo físico, isso é certo e tem tempo certo também. Mas depende de nossos atos, de nossa vontade esse desprendimento ser mais ou menos tranqüilo. Fiz tudo errado ! Agora pouco importa o que deixei de fazer para desencarnar, mas o fato é que fiz tudo errado. Não pensava que a vida poderia continuar e que teria de pagar o preço do meu descaso. Fui um jovem que aproveitou a vida de todas as formas erradas. Bebi, fumei, deixei minha mãe muito preocupada com meu jeito de ser.

Bebida e direção?! Eu podia. Comigo era diferente. Eu achava que tinha controle e que sabia o que fazia. Naquela noite, saí de casa e fui a uma festa. Lá não faltava bebida e muita música... e eu querendo aparecer mais do que os outros (meus amigos). Afinal, precisávamos impressionar as garotas.

Saí dali bem “alto” e, mesmo sabendo que não devia, peguei meu vermelhinho e fui. Saí cantando pneu. Fiz graça e paguei o preço. Resolvi sair da cidade, fui pra rodovia e dei de frente com outro carro. Quanta dor, quanta tristeza.

Comigo mais duas pessoas morreram. Ou melhor, antes tivessem morrido (no sentido de morte como fim de tudo)...

Ninguém acreditava no que havia acontecido. Meu Fusca vermelho ‘virou nada’. Quase que se fundiu com o outro carro. Vi que os outros dois também vinham de uma festa e, a partir daí, meu sofrimento começou. Por muito tempo me perseguiram e me culparam por suas mortes. Quanto tempo levei fugindo deles até que, depois de muita dor e sofrimento, pedi perdão em vez de querer culpá-los pelo que eu mesmo provocara.

Quanto tempo isso faz... Me lembro do desespero de minha mãe e da tristeza misturada com a vergonha de encarar as famílias de quem tirei a vida...

O tempo passou, tudo terminou se resolvendo, mas só se resolve quando caímos na realidade e vemos que estamos errados. Tudo dependia de mim para sair daquele lugar horrível e eu não percebia. Até que pedi, implorei e Deus com sua infinita bondade mandou irmãos para me tirarem do lugar onde eu estava. Aprendi a perdoar, aprendi a aceitar e, principalmente, aprendi que tudo gira em torno do amor. Hoje ajudo outros que como eu escolhem o caminho errado e me preparo para voltar. Sei que minha missão é colocar na prática o que aprendi aqui. Preciso voltar para refazer o caminho e desta vez fazer o que antes tinha como objetivo.

Bom, falei demais e talvez tenha transformado um depoimento em desabafo. Que seja ! O único objetivo é mostrar as conseqüências das minhas escolhas e também mostrar e relatar o perigo do álcool e direção. Muita gente está deixando o plano físico por esta mistura e a cada dia esse número aumenta.

Espero ter ajudado e espero que muitos jovens, a tempo, mudem esse triste caminho. Que Deus esteja sempre conosco. Um grande abraço do amigo Frederico.”

Assinado : Fred
Data : Novembro de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

NOTA DO PSICÓGRAFO :
O comunicante era de Salto Grande (SP) e o acidente relatado teria acontecido
numa rodovia, próximo à cidade de Ibirarema (SP), em data não revelada.

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