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quarta-feira, 29 de julho de 2009

PINTOR CEGO CONFRONTA CIÊNCIA E MISTÉRIO DA VIDA



O jornalista Milton R. Medran Moreira trouxe, na edição impressa do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), um artigo interessante, propondo uma interpretação filosófico-espírita para o fenômeno do pintor turco cego nascença, Esref Armagan. A história, revelada pela Discovery Channel, vem de Ankara, a Turquia, país no qual Esref nasceu cego, há 53 anos, e onde é comparado ao arquiteto Filippo Brunelleschi, por dominar a difícil arte da perspectiva. Ele pinta casas, barcos, pássaros e borboletas, embora ele nunca tenha visto de fato quaisquer destas coisas. Ele pinta com cores vivas, embora jamais tenha visto cor, luz ou sombra. Durante os anos, Armagan desenvolveu os próprios métodos dele por criar a arte e ninguém o ensinou ou descreveu que técnicas para usar. Ele começou com lápis e antes dos 18 anos estava pintando com os dedos, primeiro em papel e depois em telas comuns. Hoje em dia, ele trabalha principalmente com acrílico de secagem rápida.

Depois de exibir seu trabalho em mais de vinte exposições na Turquia, Holanda, a República Tcheca e China, Armagan surpreende os estudiosos ao colocar em xeque nosso conhecimento de quanto as pessoas cegas podem entender sobre nosso plano visual. O psicólogo John Kennedy, diretor de Ciências de Vida na Universidade de Toronto, pesquisa a psicologia de percepção e cognição em pessoas cegas, e submeteu o artista a bateria de testes nos quais ele puxou uma série de objetos sólidos, inclusive um cubo em perspectiva. Testes adicionais, no laboratório de Neuroscience de Universidade de Harvard, demonstraram que Armagan misteriosamente ativou seu córtex visual, recrutando-o através de outros sentidos. Como último desafio, o médico levou o pintor à Itália para confrontá-lo com a obra-prima da perspectiva de Brunelleschi, o Batistério de Florença. E Armagan novamente surpreendeu, reproduzindo com outros sentidos (e em perspectiva), as formas do prédio à sua frente, que jamais viu, mas que "visualizou" somente por meio de uma maquete.

Esta história surpreendente revela que o cérebro tem o potencial para se adaptar, de acordo com as necessidades individuais. A habilidade do cérebro para reorganizar suas funções baseado em informação nova e experiências estão definidas como plasticidade de neural.
Pois é nesta perspectiva que entra a análise de Milton Medran, que explica o fenônemo a partir de uma frase conhada por Aristóteles : "nada está no intelecto que não tenha primeiro passado pelos sentidos". Ou seja: é pela visão, pelo tato, pelos sentidos corporais, enfim, que adquirimos o conhecimento. Sem experienciar, nada aprendemos. E é assim que nasceu a arte de Armagan, que toca nas flores, nas plantas, nas pessoas e, depois, reproduze-as.

Para o jornalista, porém, "o pintor que nasceu sem os olhos nem sempre teria sido cego. Sua alma, antes de aprisionar-se ao corpo, percebera e retivera as imagens que hoje pinta mesmo sem as ver. Para os neurocientistas, no entanto, há um campo no cérebro onde se formam as imagens captadas pela visão. Quem não enxerga, como Esref, pode suprir isso com os outros sentidos, especialmente o tato, formando, naquela mesma área cerebral, as imagens que consegue reproduzir em tintas com seu pincel".

Minton Medran, que também é diretor de Comunicação Social do "Centro Cultural Espírita de Porto Alegre", conclui que o mistério por trás do "inexplicado" encontra justificativa na lei das vidas sucessivas e pelas reminiscências que delas guarda a alma ou espírito. "Uma lei em tudo racional, capaz de interpretar o fenômeno Esref. Mas para aceitá-la será preciso enfrentar dois dogmas da pós-modernidade: o de que a alma não existe, e o de que se, vá lá, possa existir, é coisa que deve ser aprisionada no quarto escuro do mistério e da fé", finaliza.

Marcos Grignolli

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domingo, 26 de julho de 2009

"A VOLTA" : LIVRO TRAZ 'PROVAS' DA REENCARNAÇÃO




Na Segunda Grande Guerra, em missão ao longo do Pacífico, um piloto da Marinha americana foi abatido pela artilharia japonesa. Seu nome poderia ter sido esquecido e sua memória não passaria de uma cruz a mais no "Memorial dos Heróis de Guerra", em Washington, de não fosse pelas desconcertantes memórias de um menino chamado James Leininger. Filho único, James, à época com apenas 2 anos, começou a ter pesadelos quase todas as noites e acordar seus pais aos berros, debatendo-se em agonia, gritando frases como: "O avião está em chamas!" A partir de então, o pequeno James passou a transmitir informações detalhadas não apenas em seus pesadelos mas também desperto, enquanto brincava e desenhava, no dia-a-dia da família. Mostrava um conhecimento sobre aviões que jamais lhe havia sido transmitido, passou a revelar nomes e sobrenomes, dados geográficos e até mesmo o que (descobriram mais tarde) seria a designação de um porta-aviões da 2ª Guerra Mundial. Como James poderia deter tantas informações se ainda não estava em idade escolar? Seriam lembranças de situações vividas pelo menino que seus pais desconheciam? Seriam memórias de uma vida passada? Seria mesmo a reencarnação uma hipótese a ser considerada?

Muito poucas pessoas -- incluindo aqueles que conheceram piloto -- acreditam que James é o soldado reencarnado. Seus pais, Andrea e Bruce, naturalmente céticos, provavelmente eram as pessoas menos susceptíveis a acreditar em tal história. Mas ao longo do tempo, foram convencidos pelas evidencias de que seu filho teve uma vida anterior. Segundo eles, James precocemente demonstrou interesse por aviões (nada surpreendente para um menino americano). Mas quando completou dois anos, passou a ter pesadelos regulares e acordar gritando, pedindo socorro. Andrea diz que a mãe dela foi a primeiro a sugerir que James estava lembrando uma vida passada.

Certa vez, Andrea comprou-lhe um avião de brinquedo e mostrou ao filho o que parecia ser uma bomba na sua parte inferior. Ela diz que James a corrigiu, revelando o nome técnico do equipamento. Foi justamente quando os pesadelos pioraram, ocorrendo de três a quatro vezes por semana e Andrea decidiu estudar o trabalho da consultora e terapeuta Carol Bowman (autora de "O Amor me trouxe de volta"), que acredita que os mortos, não raro, renascem. Com a orientação de Bowman, eles começaram a incentivar James para compartilhar suas memórias e imediatamente os pesadelos começaram a tornar-se menos frequentes. James também começou a falar mais facilmente sobre seu passado, o que, segundo a autora, é comum em crianças até os cinco anos de idade. "Eles não tiveram o condicionamento cultural ou experiência suficiente nesta vida", disse ela.

Ao longo do tempo, o menino revelou detalhes sobre a extraordinária vida de um ex-combatente -- principalmente na hora de dormir, quando ele estava sonolento. Dizem que o James disse que o avião tinha sido atingido por japoneses e caiu. Contou também detalhes sobre missões, equipamentos utilizados por um avião tipo Corsair, sobre o porta-aviões do qual arrancou a partir ("Natoma") e o nome de alguém que voou com ele ("Jack Larson"). Após alguma investigação, Bruce descobriu que "Natoma" e Jack Larson eram reais. O "Natoma Baía" foi um pequeno porta-aviões, utilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra; e Larson estava morando em Arkansas. A partir de então, desvendar esta história se tornou obsessão de Bruce, pai de James. Ele passou a pesquisar na Internet, consultar registos militares e entrevistar homens que serviram a bordo do "Natoma Baía".

Seu filho disse que tinha sido "abatido" em Iwo Jima. James também havia assinado um de seus desenhos da infância com a inscrição "James 3." Bruce logo descobriu que o único piloto da esquadra morto em Iwo Jima foi James M. Huston Jr e que sua aeronave tinha recebido uma rajada de balas no motor. Tais informações foram confirmadas por outro piloto, Ralph Clarbour, que fazia a retaguarda naquela operação de guerra e que pilotava ao lado de James M. Huston Jr. durante uma incursão perto de Iwo Jima, em 3 de março de 1945. Clarbour disse que o viu o avião do companheiro ser atingido por fogo antiaéreo. "Eu diria que ele foi atingido na cabeça, bem no meio do motor", disse ele.

Com tantas evidências, os pais passaram a acreditar que seu filho teve uma vida passada em que ele era James M. Huston Jr. "Ele voltou porque deve terminar alguma coisa, a qual desconhecemos." Mas Paul Kurtz, Professor da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo, que dirige uma organização que investiga alegações paranormais, diz que os pais se "auto-enganaram". "Eles são fascinados pelo misterioso e eles construíram um conto de fadas", defende. Com o passar dos anos, as lembranças de James começam a desvanecer-se, mas sua paixão por aviões persiste."Ele parece ter experimentado alguma coisa que eu não acho que seja única, mas a forma como lhe foi revelado é bastante surpreendente", observa Bruce.

Apesar dos céticos, este tem sido considerado o caso mais documentado de reencarnação já estudado e a história é tão atraente que virou livro: "A Volta" (Editora BestSeller, 320 págs, R$.19,90) , escrito a seis mãos pelos pais Bruce Leininger e Andrea Scoggin Leininger e pelo romancista Ken Gross. Para saber mais, visite o blog do livro, que será lançado em agosto. E baixe aqui o primeiro capítulo de "A Volta".


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terça-feira, 30 de junho de 2009

OS ESPÍRITOS ESTÃO POR TODA PARTE

À medida que ficava mais velho, fui perdendo o interesse pelos espíritos. Passei um ano em um seminário, até perceber que a Igreja Católica não tinha as respostas que eu procurava. Os problemas da adolescência me afastaram das preocupações com o outro lado. Eu era muito intuitivo, mas de certa forma fechei o portal para minhas visões. A essa altura, eu já tinha entrado para a faculdade, onde estudava Rádio e TV. Queria seguir carreira como redator de comédias para a TV.

Depois de formado, me mudei para Los Angeles, onde arranjei um monte de empregos esquisitos na indústria do cinema. Um dia, Carol, uma amiga do trabalho, me convidou para acompanhá-la a uma sessão espírita. Hesitei, sem saber se queria recomeçar essa história de espíritos, mas fui, movido pela curiosidade. Lá conheci Brian E. Hurst, um médium talentoso. No meio da sessão, ele virou-se para mim e falou:

– Os espíritos estão dizendo que você tem um grande poder mediúnico e um dia fará este trabalho também.

Pensei imediatamente: “De jeito nenhum! Não sou doido. Vou ser roteirista de TV, e não alguém que fala com os mortos.” Mas meu interesse foi despertado e continuei freqüentando as sessões semanais de Brian. Acabei voltando a ver espíritos, como acontecia na infância.

Então comecei a fazer minhas próprias sessões individuais, primeiro com amigos, em seguida com pessoas encaminhadas a mim. Depois de um ano, as sessões me ocuparam integralmente, e tive que fazer uma escolha. Não preciso dizer que larguei meu emprego no show business e me dediquei inteiramente ao trabalho com os espíritos. Isso foi há quase 25 anos, e minha vida tem sido uma verdadeira montanha-russa desde então.

Depois de ter viajado pelo mundo todo, posso dizer, sem nenhuma dúvida, que os espíritos estão à nossa volta em toda parte.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

UM RESGATE ESPIRITUAL

Por ser um jovem tímido e sensível e por não gostar de esportes, eu não tinha muitos amigos. Procurava ser simpático e amigável,mas evitava os encrenqueiros. Mike Marks era o valentão da classe na quinta série. Sentava- se no fundo da sala e passava o tempo todo fazendo o que pudesse para prejudicar a concentração da turma. Ele se irritava facilmente e parecia ter uma maldade intrínseca, difícil de controlar. Nosso professor de história, o Sr. Reed, era um homem calmo, que dava aulas vivas e interessantes. Um dia, Mike abusou da paciência do Sr. Reed. O professor chamou-o para a frente do grupo e bateu nele várias vezes com a vareta que usava para fazer os apontamentos na lousa.

Então, vi o espírito. Como muitas de minhas visões, ele tinha um halo luminoso a seu redor. Era um homem alto, moreno, de cabelos castanhos. Ficou em pé à direita de Mike e assistiu com tristeza à surra que o garoto levava. A certa altura, levou as mãos ao rosto para evitar ver aquela cena terrível. Percebi que era o espírito do pai de Mike e que ele queria pedir desculpas ao filho. Eu gostaria de ter podido transmitir a mensagem a Mike, mas na ocasião foi impossível. Senti pena do garoto, imaginando que o coitado devia apanhar do pai e que por isso agia daquele jeito. Talvez suas explosões fossem um grito por socorro.

Um dia, a caminho da escola, Mike perguntou se podia me acompanhar. Concordei, achando que seria legal andar ao lado do valentão da turma. Ele sugeriu que fôssemos até a ponte que passava sobre os trilhos do trem. Quando protestei, dizendo que ficava longe, pegou uma pedra e mirou na minha cabeça. Apavorado, não tive alternativa senão obedecer.

Caminhei com Mike durante 45 minutos até chegar à ponte, que ficava em um local deserto. Mike me mandou sentar e tirar os tênis. Protestei mais uma vez, e ele voltou a me ameaçar. Desamarrei os sapatos rapidamente e entreguei-os a Mike. Segurando meus tênis por cima da via férrea, ele disse: "Diga que eu sou o maior ou vou soltá-los". Tentei fugir, mas Mike me segurou e me jogou no chão. Minhas mãos e meu rosto bateram no solo com força. Implorei, chorando, que me deixasse partir, mas Mike ameaçou me atirar da ponte.

Eu estava morto de medo, pois ele era suficientemente louco para me jogar dali.. "Me larga! – gritei". Mas Mike apenas riu. De repente, o espírito que havia estado ao lado de Mike na sala de aula apareceu de novo, parecendo ainda mais brilhante. O espírito me enviou seus pensamentos.

– Eu sou Michael, o pai do Mike.
– Seu pai está falando comigo – disse a Mike.
– Você ficou louco! – gritou Mike.
– Seu pai está aqui conosco. Está dizendo que não foi culpa sua. Ele tinha bebido muito quando sofreu o acidente de carro.

Mike me olhou fixamente. Continuei:
– Ele está dizendo que não foi ao seu jogo da Liga Mirim porque morreu na noite anterior.
– Não é verdade – insistiu Mike. – Minha mãe disse que ele nos abandonou.

O pai de Mike contou que sua esposa mentira porque se sentia culpada demais por ter um caso extraconjugal. Ela havia pedido o divórcio ao pai de Mike no dia em que ele morreu.

– Não se culpe – prossegui, transmitindo a mensagem do pai.
– Não foi sua culpa. Seu pai está dizendo que fica muito orgulhoso de você e sente muito por você não saber a verdadeira história da morte dele.

Mike jogou os tênis em mim e saiu correndo. O espírito me agradeceu por ter contado a verdade ao seu filho. Senti pena do espírito, mas agradeci por ele ter salvado a minha vida. Mike nunca mais falou comigo. Mais tarde, minha mãe me contou que o pai de Mike havia morrido em um desastre de carro. Um ano depois do incidente, Mike desapareceu do bairro. Tempos depois, fiquei sabendo que ele tinha ido para uma escola militar no interior do estado de Nova York.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

A MORTE E SEUS ENSINAMENTOS


A morte é uma grande reveladora. Nas horas de provação, quando as sombras nos rodeiam, perguntamos algumas vezes: Por que nasci eu? Por que não fiquei mergulhado lá na profunda noite, onde não se sente, onde não se sofre, onde só se dorme o eterno sono? E, nessas horas de dúvida e de angústia, uma voz vem até nós e diz-nos: Sofre para te engrandeceres, para te depurares! Fica sabendo que teu destino é grande. Esta terra fria não é teu sepulcro. Os mundos que brilham no âmbito dos céus são tuas moradas futuras, a herança que Deus te reserva. Tu és para sempre cidadão do Universo; pertences aos séculos passados como aos futuros, e, na hora atual, preparas a tua elevação.

Suporta, pois, com calma, os males por ti mesmo escolhidos. Semeia na dor e nas lágrimas o grão que reverdecerá em tuas próximas vidas. Semeia também para os outros assim como semearam para ti! Ser imortal, caminha com passo firme sobre a vereda escarpada até às alturas de onde o futuro te aparecerá sem véu! A ascensão é rude, e o suor inundará muitas vezes teu rosto, mas, no cimo, verás brilhar a grande luz, verás despontar no horizonte o Sol da Verdade e da Justiça!


A voz que assim nos fala é a voz dos mortos, é a voz das almas queridas que nos precederam no país da verdadeira vida. Bem longe de dormirem nos túmulos, elas velam por nós. Do pórtico do invisível vêem-nos e sorriem para nós. Adorável e divino mistério! Comunicam-se conosco e dizem: Basta de dúvidas estéreis; trabalhai e amai. Um dia, preenchida a vossa tarefa, a morte reunir-nos-á.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

ESPÍRITOS ENTRE NÓS : A DAMA DE ROSA


Um ano depois, eu estava na missa dominical, esperando o momento da comunhão, quando senti uma dor de estômago tão intensa que tive que me deitar no chão entre o assento e o enuflexório.

Eu queria que alguém me ajudasse, mas como tinha muito medo de ser repreendido pelas freiras, permaneci onde estava. De repente, olhei para cima, e uma mulher bonita, de vestido rosa, cabelos ruivos e olhos azuis inclinou-se sobre mim.

Olhei em seus olhos, e pude ouvi-la claramente por sobre o som da missa.

– Não ligue para o que os outros pensam, James. Você nunca deve ter vergonha de ser quem é. Assim como hoje eu o estou ajudando, um dia você ajudará também os outros, trazendo-lhes paz.

Ame a si mesmo e tudo ficará bem.

Despertei de meu estado de transe e consegui me sentar. A essa altura, o padre já estava recitando as preces finais. Olhei em volta. A mulher de rosa havia desaparecido. Observei as outras crianças, que desviaram o olhar de mim. Perguntei-me o que elas estariam pensando, mas fiquei calado, ainda meio tonto e confuso por causa da aparição. Só anos mais tarde compreendi sua mensagem. Foi uma das muitas que recebi falando sobre minhamissão de levar paz, esperança e amor a outras pessoas.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh

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sábado, 13 de junho de 2009

NÃO EXISTE VIDA APÓS A MORTE, SÓ A MORTE!

"Eu não tenho nada — ela disse. Eu não sabia dizer se ela falava para si mesma ou para mim. — Meu marido faleceu. Meus filhos estão crescidos. Estou sozinha. Abandonada. Se tivesse coragem, eu me mataria".

Suas palavras horrorizaram-me. Ter cometido suicídio e acabar em um lugar tão terrível quanto esse a fez pensar em se matar. Uma consideração pervertida e inexorável dentro de uma reflexão.

— Eu me sinto tão pesada — ela disse. — Tão cansada e pesada. Mal consigo levantar meus pés. Durmo o tempo todo, mas sempre acordo exausta. Eu me sinto vazia. Oca.

As palavras de Albert voltaram para me atormentar. — O que acontece aos suicidas — ele disse — é que eles têm um sentimento de estarem vazios por dentro. Seu corpo físico foi eliminado prematuramente, seu corpo etérico preencheu o vazio. Mas esses corpos etéricos têm a sensação de vazio pelo tempo que seus corpos físicos teriam de viver.

Dei-me conta, naquele momento, por que tinha sido impossível entrar em contato com sua mente. Ao se colocar neste lugar, ela removeu sua mente de todas as lembrancas positivas. Sua punição — embora tenha sido auto-imposta — era relembrar apenas as situações adversas em sua vida. Ver o mundo que ela lembrava por meio das lentes do negativismo total. Nunca ver a luz, apenas sombras.

— Como era aqui antes? — perguntei impulsivamente. Senti um frio no estômago. Comecei a sentir medo.

Ann olhou para mim, mas parecia mirar as trevas dos seus pensamentos enquanto respondia. Pela primeira vez ela disse frases mais extensas.

— Eu vejo, mas não claramente — ela disse. — Eu ouço, mas não claramente. Acontecem coisas que não entendo completamente. A compreensão está sempre a alguns passos à minha frente. Jamais consigo alcançá-la. Tudo está distante de mim. Sinto raiva por não ouvir ou ver direito, por não entender. Por que sei que não sou eu que está perdendo coisas. Mas que tudo à minha volta é vago e me mantém a poucos passos da compreensão. Sei que sou enganada de algum modo. Lograda.

“Coisas acontecem na minha frente e vejo acontecendo, mas não tenho certeza se entendo, mesmo parecendo que estou. Há sempre algo mais acontecendo que não consigo compreender. Algo que sempre perco, embora não saiba como estou perdendo ou por quê.

Tento entender o que está acontecendo, mas não consigo. Mesmo agora, enquanto converso com você, sinto que estou perdendo alguma coisa. Digo a mim mesma que estou certa, que tudo à minha volta está distorcido. Mas mesmo quando penso assim, tenho uma premonição de que sou eu. Que estou tendo outra crise nervosa, mas não consigo identificá-la desta vez porque é sutil demais e além da minha compreensão.

Tudo me escapa. Não consigo descrever isso de maneira melhor. Assim como nada funciona na minha casa, nada funciona na minha mente também. Estou sempre confusa, sem referências. Eu me sinto como se estivesse nos sonhos que meu marido tinha.”

(...)

Ela balançou a cabeça, parecendo uma criança apavorada.
— Você não entende por que eu digo essas coisas? — eu disse. — Não é só o fato de meus filhos terem os mesmos nomes que os seus filhos. Não só o fato de minha esposa ter o mesmo nome que o seu. Seus filhos são meus filhos. Você é minha esposa. Não sou apenas um homem que se parece com seu marido. Eu sou seu marido. Nós sobrevivemos...

Parei quando ela se levantou bruscamente. — Mentira! — ela gritou.
— Não! — dei um salto. — Não, Ann!— Mentira! — ela berrou. — Não existe vida após a morte! Apenas a morte!

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terça-feira, 9 de junho de 2009

ESPÍRITOS ASSOMBRAM A IGREJA


Assim como muitas crianças católicas do meu bairro, estudei no Colégio Sagrado Coração. Minha mãe e eu íamos à missa todo domingo. Adorávamos sentar no mezanino, de onde podíamos ver as pessoas nos bancos e o padre no altar. A única coisa que realmente me assustava era o enorme crucifixo com Jesus pregado nele. Eu me perguntava por que as pessoas representavam Deus sofrendo daquele jeito. Admito que nem sempre compreendia o que estava acontecendo, e também não me interessava muito.

Eu gostava dos cânticos e do cheiro de incenso. Geralmente ficava meio adormecido e hipnotizado enquanto o padre recitava orações em latim. Eu via muitos espíritos circulando por entre as fileiras de bancos da igreja. Alguns se ajoelhavam em frente às estátuas, outros iam até o altar, mas a maioria ficava perto dos fiéis. Via pais e mães falecidos ao lado dos filhos, via muitos espíritos de crianças correndo pela igreja, mexendo nos cabelos e nas roupas das crianças vivas. Algumas percebiam a presença dos espíritos e brincavam com eles.

Mas havia aquelas que ficavam apavoradas e soltavam gritos, fazendo a mãe ou o pai repreendê-las. Para mim, tudo aquilo parecia uma brincadeira. Certos espíritos se ajoelhavam em frente às imagens de Maria, de Jesus ou de um santo. Eu perguntava à minha mãe: "Por que eles precisam vir à igreja e rezar para as estátuas?" Será que não vêem que Maria e Jesus de verdade estão no céu? Minha mãe respondia: "Algumas pessoas têm hábitos antigos que as fazem sentir-se bem".

De modo geral, as igrejas são vórtices de energia espiritual, independentemente da crença que professam. As pessoas se reúnem para louvar, contemplar e rezar em nome de Deus. Essas ações energizam o mundo espiritual e os espíritos aparecem para nos influenciar com seu amor e sua orientação. Não é à toa que muitos consideram as igrejas refúgios seguros.

Tenho uma lembrança extremamente nítida de um domingo específico. O padre no altar estava erguendo a hóstia e repetindo uma prece em latim. No momento em que todos responderam, vi vários espíritos iluminados, vestidos com mantos brancos, atravessar a parede do tabernáculo. Eu sabia que eram espíritos especiais vindos do céu, porque sentia um clima de adoração e reverência. Muito emocionado, perguntei em voz alta: "Mamãe, olha aqueles homens de branco no altar. Eles são anjos?"

Todos me olharam espantados, e minha mãe fez sinal para que eu me calasse. Mas sempre me lembrarei da bela visão daqueles mensageiros celestiais. Ela acabou se revelando uma das muitas fontes de inspiração que tive ao longo dessa maravilhosa jornada.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

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sábado, 6 de junho de 2009

PENSE NA MORTE COMO UM SONO NECESSÁRIO


"A vida na Terra é apenas um panorama de vividas observações que parecem reais para você.
Por que a vida após a morte deveria parecer menos real?
Mas não quero confundir você.
Ela vai parecer real o suficiente para você.
E, por favor, meu irmão, não a tema.
A morte não é a rainha dos terrores.
A morte é uma amiga.
Considere desse modo. Você tem medo de dormir à noite? Claro que não. Porque você sabe que acordará de novo.
Pense na morte da mesma maneira: um sono do qual, inevitavelmente, você acordará.
A verdadeira vida é um processo de se tornar. A morte é um estágio nessa progressão. A vida não é seguida pela não vida.
Há apenas uma única continuidade de ser.
Somos parte de um plano, jamais se esqueça disso. Um plano para levar cada um de nós para o nível mais alto de que somos capazes. Este caminho será sombrio algumas vezes, mas levará, com certeza, à luz.
No entanto, jamais se esqueça de que pagamos por cada ato, pensamento e sentimento cometidos por nós.
Uma frase da Bíblia diz tudo.
O que um homem planta, um homem colhe.
As pessoas não são punidas pelos seus atos, mas pelos próprios atos.
Eu gostaria que as pessoas acreditassem nisso.
Gostaria que os homens e as mulheres de todo o mundo soubessem, além de qualquer sombra de dúvida, que eles terão de enfrentar as conseqüências de sua vida.
O mundo poderia mudar da noite para o dia.
Que Deus o abençoe.
Eu volto para meu amor".


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSA TRISTEZA

Encha um copo de água pela metade e mostre-o a duas pessoas: uma diz que ele está meio cheio, e outra diz que ele está meio vazio. Para a psicologia, temos dois processos psicológicos diferentes. Se você se fixar na plenitude, vai se sentir repleto; se fixar no vazio, você será esvaziado. É uma lei mágica: quando um doente não pensa senão na sua doença, o seu estado piora, porque todo o pensamento negativo provoca a desagregação. Ele que pense em saúde, e esse pensamento curá-lo-á.

Pode ser que lhe faltem muitas coisas, mas, se quiser que lhe falte ainda mais, fixe-se nessa falta!... Pense, antes, que você é herdeiro de uma imensa riqueza, e verá todas as melhorias que se seguirão. Alguns, seja o que for que se lhes apresente, estão habituados a ver o lado bom das coisas e das situações, ao passo que outros só vêem os inconvenientes. Bem entendido, uns e outros têm razão, mas esta "razão" age, interiormente, de duas maneiras diferentes. Habituando-se a ver as faltas, as lacunas, os defeitos, você vai ficando cada vez mais triste, desanimado, azedo. É o que acontece quando alguém se detém no que lhe falta.

Para mostrar a alguns o quanto se enganam e fazem mal a si próprios, dizendo que lhes falta isto, que lhes falta aquilo, eu lhes digo : a Natureza é implacável: você pode gritar, chorar, ameaçar, que ela não muda nada; você é que tem que se inclinar, que obedecer, que se por de acordo com ela. Sim, ela é implacável, irredutível. Você dirá que ela é cruel... Não, ela só pensa em tornar os humanos inteligentes, belos e, sobretudo, felizes. Aceite esta filosofia que lhe mostra que você é filho de Deus, herdeiro de um tesouro que só espera o momento em que você seja capaz de o colher.

O que faz falta aos humanos é uma filosofia, e não qualquer outra coisa; eles têm tudo em si e à sua volta e estão sempre a se queixar. São rabugentos - é isso! -, sempre rabugentos, porque lhes falta uma filosofia. Eis o atual estado de muitas pessoas no mundo: sentem-se infelizes, queixam-se, querem, até, suicidar-se. Não conseguem compreender que só elas são responsáveis pelo seu estado. É a maior das tolices ficar prostrado a um canto, infeliz, no vazio, por ser incapaz de vê-las!

Suponha que numa outra encarnação você foi cruel para com certas criaturas. Para lhe mostrarem quanto mal lhes fez, são elas agora que, por sua vez, fazem-lhe sofrer, mas você não compreende que a culpa é sua. Na realidade, essas injustiças, visíveis e reais, são a expressão de uma justiça invisível. Por uma razão ou por outra, você merece o que lhe acontece. O que impede os humanos de evoluir é o fato de pensarem que as dificuldades ou os infortúnios são o resultado de uma injustiça. Algumas pessoas pensam que escapam às dificuldades pondo fim à vida. Na verdade, é ainda pior, depois, quando estiverem do outro lado, porque ninguém tem o direito de partir antes do termo; é uma deserção que terá de ser paga duas vezes, três vezes mais caro. Lá em cima não há lugar para aqueles que quiseram desertar da terra, e não querem recebê-los: terão de sofrer tanto tempo quanto o que ainda lhes restava viver na terra.

A atitude de quem põe fim à sua vida é extremamente repreensível. Em primeiro lugar, essas pessoas são ignorantes, porque não conhecem a razão das provações que têm de suportar. Depois, são orgulhosas e são fracas, porque não suportam as dificuldades. Demonstram, pois, ignorância, orgulho e fraqueza. E o mundo invisível fica descontente com esses seres porque eles abandonaram o seu posto. A maioria dos humanos pensam que vieram à terra para viver em felicidade e realizar as suas ambições. Mas não: eles vieram à Terra para pagar suas dívidas, para se instruírem e se reforçarem. É por isso que o Céu não pode ter estima por quem tomou a decisão de pôr termo à sua vida.

É claro que se pode dar ao suicídio toda a espécie de explicações. Mas, sejam quais forem as razões por que um homem ou uma mulher se suicida, pode-se dizer que a verdadeira razão é esta: trata-se de uma criatura que não sabe que Deus colocou nela possibilidades incríveis de triunfar em quaisquer condições de vida. Existem seres a quem nenhum acontecimento, nenhuma situação abala, porque têm um sistema filosófico ao qual se agarram. Os humanos estão muito mal instruídos e, à mais pequena decepção, pensam que a única solução é o suicídio. O que quer isso dizer? Que são gênios? Que são seres tão excepcionais que não podem suportar o mal no mundo?... Não, são pobres miseráveis privados de tudo: de inteligência, de amor, de força; só a sua fraqueza os leva a acabarem assim.

Se você conseguir se educar para não procurar satisfazer unicamente as suas cobiças, mas a considerar todas as dificuldades como um meio de exercer a sua vontade, então, esteja certos de que jamais você se suicidará. Nem mesmo a miséria, as privações, a doença ou a solidão conseguirão lhe vencer. Você é que triunfará. Os jovens devem persuadir-se ao menos de uma coisa: o mundo é vasto e eles não estão sós. O que mais leva as pessoas ao suicídio é a falta de amor. Quando alguém perdeu o amor, só deseja morrer; a vida não tem sentido. A vida está ligada ao amor. Isto é tão verdadeiro que, se você estiver nos braços daquele ou daquela que ama, vai querer sempre viver. Se suprimir o amor, você morrerá. Muitas pessoas suprimiram o amor e agora perguntam a si próprias por que razão já não têm gosto por nada. Pois bem, é justamente porque nelas não há amor. Quanto a mim, já encontrei o segredo: eu amo a Fraternidade, e como amo a Fraternidade, todas as questões estão resolvidas. Só penso nela, nada mais existe na minha cabeça, ela dá sentido à minha vida. Faça você a mesma coisa e jamais terá o desejo de se suicidar.

(Texto extraído do livro "Respostas à Questão do Mal" - Edições Prosveta; Portugal)

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sábado, 30 de maio de 2009

VIDA APÓS VIDA, A LIÇÃO DO APRENDIZADO

Shakespeare descreveu a morte da seguinte maneira: “o país não descoberto de cujas fronteiras nenhum viajante retorna”. Uma descrição maravilhosa, mas totalmente imprecisa. Todos nós descobrimos este país depois de nossa “morte”. Além disso, é uma fronteira da qual todos os viajantes um dia devem retornar.

Somos três coisas em uma só : — espírito, alma e corpo, o último terço, na vida em Terra, é composto de corpos físico, etérico e astral. Não discutirei nosso espírito desta vez. Nossa alma contém a essência de Deus dentro de nós. Essa essência direciona nosso curso de vida, guiando nossa alma por meio de muitas experiências de vida. Cada vez que uma porção da alma desce para a carne, ela absorve aquela experiência e progride, tomando-se enriquecida com isso. Ou... é prejudicada por ela.

Isso era essencialmente o que Albert dissera, lembrei. O suicídio de Ann prejudicara sua alma e agora ela tinha optado por absorver experiência positiva suficiente para reconstruí-la.

— Como este eu maior é aumentado ou diminuído? — continuou — Pela memória. Cada um de nós tem uma memória interna e outra externa, a externa pertence ao nosso corpo visível, a interna ao nosso corpo invisível ou espiritual. Cada pensamento que tivemos, desejamos, falamos, realizamos, ouvimos ou vimos é inscrito nesta memória interna.

“Essa lembrança abrangente sempre fica na ‘casa do Pai’, crescendo ou diminuindo com o resultado de cada nova vida física. O corpo astral, ou espiritual, volta à Terra, mas permanece o mesmo. Apenas o corpo de carne e seu etérico são alterados.

Existe uma linha de comunicação entre o ser mais elevado e qualquer que seja a forma física que a alma tenha escolhido. Por exemplo, se o ser físico recebe uma inspiração, ela vem da alma. A chamada ‘pequena voz’ é o conhecimento de antigas lições que alertam um indivíduo para não cometer um ato que prejudicaria sua alma.

No entanto, na grande maioria das vezes, exceto nos casos daqueles nascidos receptivos à sua existência ou que, olhando para seu interior, meditando, tornam-se conscientes dela, a penetração do seu verdadeiro eu raramente é percebida.

O processo funciona da seguinte maneira: vida após vida de esforço, intercalada com períodos de descanso e estudos neste plano, gradualmente direciona a alma para aquilo que ela quer ser. Algumas vezes, o que não é obtido em vida pode ser alcançado na vida após a morte para que o próximo renascimento seja acompanhado por um maior nível de consciência, mais habilidade em realizar a aspiração definitiva em direção a Deus.Assim, as três coisas em uma que nós somos experimenta uma tríade de encarnação, desencarnação e reencarnação. O homem deve estar bem consciente de como morrer, porque ele fez isso muitas vezes. Ainda assim, cada vez que ele retorna para a carne, com raras exceções, ele se esquece de novo.”

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Amor Além da Vida agora em livro

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

ESTIVEMOS JUNTOS EM MUITAS VIDAS

“Venho pra agradecer pelo que tem feito por nós. Nós que nos comprometemos junto da espiritualidade numa missão de amor e carinho.

Você que já foi minha mãe, minha filha, meu tudo em muitas outras vidas. Você que está ligada a mim e eu a você há séculos, num pacto de amor sem fim.

Você em quem eu posso confiar e contar sempre.

Sei que não é nada normal a mensagem de alguém que se encontra encarnado. Sei da dificuldade que você terá em acreditar nestas palavras; afinal, estamos juntos de novo em mais uma vida. No momento meu invólucro material se encontra adormecido e aproveito para vir te agradecer e pedir que não desista de mim nesta vida, nem de meus pais. Pais que escolhi e aceitei num compromisso maior.

Não desanime nunca, nem se deixe abater pelo desânimo, achando que é impossível a união de dois seres tão diferentes e tão iguais. Eles precisam desta chance que foi dada e o sucesso desta empreitada depende da nossa força, do nosso amor e da caridade fraternal para com eles. Eles, por muitas vezes, como tem sido, se desentenderão, mas você vai estar lá para reverter o que parece irreversível.

Estou feliz pelo nosso reencontro e sei que posso contar com você.

Ah! O tio Marcos não precisa ficar com ciúme, porque estamos todos no mesmo barco. Ciúme é uma palavra feia, mas só usei paa que ele entenda que faz parte desta família.

Um grande e forte abraço. Precisava agradecer e pedir para que continue. Estaremos sempre unidos pelo amor de Deus Pai. Fiquem com Deus e em Paz. Orem por mim para que eu não me perca neste caminho e não fuja desta missão. Com muito carinho.”

Assinado : Adilson Batschauer (psicografia)
Data : 26 de junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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