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terça-feira, 9 de junho de 2009

ESPÍRITOS ASSOMBRAM A IGREJA


Assim como muitas crianças católicas do meu bairro, estudei no Colégio Sagrado Coração. Minha mãe e eu íamos à missa todo domingo. Adorávamos sentar no mezanino, de onde podíamos ver as pessoas nos bancos e o padre no altar. A única coisa que realmente me assustava era o enorme crucifixo com Jesus pregado nele. Eu me perguntava por que as pessoas representavam Deus sofrendo daquele jeito. Admito que nem sempre compreendia o que estava acontecendo, e também não me interessava muito.

Eu gostava dos cânticos e do cheiro de incenso. Geralmente ficava meio adormecido e hipnotizado enquanto o padre recitava orações em latim. Eu via muitos espíritos circulando por entre as fileiras de bancos da igreja. Alguns se ajoelhavam em frente às estátuas, outros iam até o altar, mas a maioria ficava perto dos fiéis. Via pais e mães falecidos ao lado dos filhos, via muitos espíritos de crianças correndo pela igreja, mexendo nos cabelos e nas roupas das crianças vivas. Algumas percebiam a presença dos espíritos e brincavam com eles.

Mas havia aquelas que ficavam apavoradas e soltavam gritos, fazendo a mãe ou o pai repreendê-las. Para mim, tudo aquilo parecia uma brincadeira. Certos espíritos se ajoelhavam em frente às imagens de Maria, de Jesus ou de um santo. Eu perguntava à minha mãe: "Por que eles precisam vir à igreja e rezar para as estátuas?" Será que não vêem que Maria e Jesus de verdade estão no céu? Minha mãe respondia: "Algumas pessoas têm hábitos antigos que as fazem sentir-se bem".

De modo geral, as igrejas são vórtices de energia espiritual, independentemente da crença que professam. As pessoas se reúnem para louvar, contemplar e rezar em nome de Deus. Essas ações energizam o mundo espiritual e os espíritos aparecem para nos influenciar com seu amor e sua orientação. Não é à toa que muitos consideram as igrejas refúgios seguros.

Tenho uma lembrança extremamente nítida de um domingo específico. O padre no altar estava erguendo a hóstia e repetindo uma prece em latim. No momento em que todos responderam, vi vários espíritos iluminados, vestidos com mantos brancos, atravessar a parede do tabernáculo. Eu sabia que eram espíritos especiais vindos do céu, porque sentia um clima de adoração e reverência. Muito emocionado, perguntei em voz alta: "Mamãe, olha aqueles homens de branco no altar. Eles são anjos?"

Todos me olharam espantados, e minha mãe fez sinal para que eu me calasse. Mas sempre me lembrarei da bela visão daqueles mensageiros celestiais. Ela acabou se revelando uma das muitas fontes de inspiração que tive ao longo dessa maravilhosa jornada.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

Artigos Relacionados :
Infância cheia de Espíritos
Livro "Espíritos entre nós"

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

TRECHO DO LIVRO "ESPÍRITOS ENTRE NÓS"

James Van Praagh

Infância cheia de espíritos

"Eu vejo pessoas mortas." Estas quatro palavras do filme O sexto sentido estarão associadas para sempre a alguém capaz de enxergar espíritos e se comunicar com eles. O lançamento desse filme de tanto sucesso, em 1999, provocou um movimento significativo. Um grande número de pessoas me procura para descrever suas incríveis experiências com aparições de espíritos. Sinto-me extremamente grato por ter sido capaz de orientá-las a respeito da comunicação com a vida após a morte.

Para começar nossa jornada de descobertas, quero antes de tudo assegurar a todos que a morte não existe. A morte está ligada apenas ao fim do corpo físico. Digo isso com total convicção, porque desde os 2 anos tenho me comunicado com os "mortos". Espíritos caminham entre nós, nos influenciando com seu amor, nos orientando com sua sabedoria e nos protegendo do perigo.


O amor de um avô

Nunca me esquecerei da primeira vez em que me dei conta de que existiam outros seres de um mundo diferente. Eu era bem pequeno e estava no berço quando ouvi o som de risadas de adultos vindo de outro cômodo. Pensei que fossem meus pais e chorei para chamar a atenção deles. Minha mãe entrou no quarto, me pegou no colo, me ninou por algum tempo e me deixou sozinho de novo. A partir daí, noite após noite, eu ficava acordado ouvindo o som das risadas.

Depois de algum tempo, comecei a perceber que havia luzinhas brilhantes dançando no meu quarto e formando um desenho na parede e em torno do meu berço. Essas luzes me fascinavam. Vi a sombra de um homem de pé no canto do quarto, seus olhos azuis brilhando na escuridão. Havia uma luz em torno dele que parecia vir do seu interior. Senti o amor que emanava de sua presença e me acalmei. Ao se aproximar do meu berço, o homem sorriu. Não havia nada a temer, e ele me parecia familiar. Não disse nada, mas captei seus pensamentos. Esse espírito passou a me visitar de vez em quando e a me enviar pensamentos telepáticos de pôneis pintados trotando ao redor de um anel de formas coloridas. Seus pensamentos chegavam em forma de imagens, e eu sentia muito amor e luz vindo dele. À medida que fui crescendo, ele deixou de me visitar.

Na época em que entrei no jardim-de-infância, eu passava freqüentemente os fins de semana na casa de minha avó, com quem eu tinha uma forte ligação afetiva. Em uma dessas visitas, vimos juntos um álbum de fotos de família. Ao ver a foto de um homem de olhos azuis brilhantes, perguntei quem era.

- É seu avô - respondeu vovó. - Ele morreu antes de você nascer. Ele veio da Inglaterra e foi trabalhar no rodeio, com pôneis e cavalos.

- Eu conheço esse homem, vovó. Ele me visitava quando eu era bebê e me contava histórias sobre os cavalos. Minha avó sorriu. Percebi que ela não acreditava em mim, mas acrescentou:

- Ele adorava contar histórias sobre caubóis e índios.

Anos mais tarde, quando comecei meu trabalho como médium, ao terminar uma sessão, ouvi um espírito dizer, do canto da sala:

- Você é um bom menino, James. Estou orgulhoso de você! Aquele tom carinhoso reavivou a lembrança do homem de olhos azuis brilhantes. Eu sabia que era meu avô. Fiquei feliz ao pensar que ele ainda estava por perto e que me protegia.


A sensibilidade de uma criança

As visitas dos espíritos se tornaram uma parte especial da minha vida. Ao contrário do menino do filme O sexto sentido, nunca tive medo de vê-los ou ouvi-los, porque eles apareciam para mim como esferas de luz. Eu achava tão natural que pensava que todo mundo podia vê-los.

Eu era uma criança sensível e tímida. Falava com muito pouca gente além da minha mãe e dos meus irmãos. Tive uma infância relativamente normal, a não ser pelo fato de que via espíritos. Morava em uma casa pequena na região de Bayside, Queens, em Nova York. Fui superando a timidez e me tornando mais falante e extrovertido. Mas minha sensibilidade era muito aguçada em relação às pessoas ao meu redor, pois eu era capaz de prever suas ações. Conseguia também saber se alguém falava a verdade e era digno de confiança ou se era falso e mentiroso.

Ninguém sabia que eu era capaz de ver espíritos, o que me fazia sentir estranho. Tinha consciência de que era diferente dos outros e de que era preciso aceitar esse fato.

As únicas pessoas em quem eu realmente confiava eram os espíritos. Eles sempre se mostravam amistosos e interessados no meu bem. Eu esperava ansiosamente para me comunicar com esses seres porque eram os únicos que pareciam saber quem eu era e que me davam segurança. Só minha mãe tinha conhecimento da minha vida secreta com os espíritos. Temendo pelo meu bem-estar, ela me alertava dizendo:

- Jamie, nunca conte a ninguém a respeito do que vê. As pessoas não vão entender. Você é diferente das outras crianças.

Acontece que minha mãe também era diferente. Tinha habilidades psíquicas extremamente aguçadas e o dom da premonição. Às vezes eu a via conversando com sua mãe e seu pai, já mortos, pois percebia a silhueta dos dois ao pé da cama.

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sábado, 4 de abril de 2009

ESPIRITISMO : FELICIDADE É CONQUISTA

Os homens, por diferentes que sejam, física, mental, intelectual e moralmente perseguem a felicidade. Alguns procuram essa felicidade nos bens de consumo, nas riquezas, nas propriedades que possa adquirir e manter. Outros julgam que a felicidade está nos prazeres. Há, também, os que, talvez pelas decepções na procura da felicidade, entregam-se às drogas. Por muitos e muitos séculos o Cristianismo prometia-lhes a salvação para após a morte. Sofrer aqui para gozar no paraíso. Essa doutrina colocou na cabeça dos despossuídos que era altamente vantajoso ser humilhado, sacrificado, injustiçado aqui, para que a glória fosse maior na vida eterna.

De repente surge uma religião, que muitos chamam de seita, que promete a felicidade aqui e acolá. Mas como tudo tem um preço, o crente desta religião tem que pagar muito caro para alcançar a prosperidade, a paz familiar, o sucesso enfim. Textos Bíblicos são manipulados e o marketing comercial vai fundo nos problemas humanos, mostrando na TV, rádio e jornal os felizes compradores da felicidade para este mundo, levando de quebra a salvação para a outra vida.

Enfim, cada um oferece o que pode. O Espiritismo oferece muito trabalho para a transformação moral, a única que poderá nos proporcionar as vitórias almejadas através das vidas sucessivas. Felicidade é conquista, e não dádiva de alguma entidade superior que distribui suas benesses de conformidade com o seu humor.

Acusados de heréticos, os espíritas respondem com trabalho, realizações sociais, entendimento da vida. Não vendem as benesses de Deus, e não as compram. Procuram exercitar o amar ao próximo como a si mesmo, e dá ao tempo o trabalho de esclarecer a todos, sem perseguir prosélitos.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

BEZERRA DE MENEZES : FILME AGORA EM DVD

O filme Bezerra de Menezes - O diário de um espírito, que levou 496 mil espectadores ao cinema, chega em DVD às locadoras. A tiragem inicial é de 32 mil cópias - número só atingido por ganhadores de Oscar
Depois de seis meses em cartaz, com 496 mil espectadores, o filme que levou a vida do médico cearense Bezerra de Menezes aos cinemas de todo o Brasil às prateleiras das lojas e locadoras da cidade. Além do longa dirigido pelos cineastas Glauber Filho e Joe Pimentel, o DVD traz ainda os extras característicos: momentos dos bastidores, cenas excluídas da montagem final, comentários dos realizadores sobre certas tomadas e o depoimento do ator Lúcio Mauro sobre Bezerra e a religião espírita. Segundo o produtor-executivo e presidente da ONG Estação da Luz, Sidney Girão, o produto é feito para os aficionados : há mais tempo de bastidores do que do próprio filme.

A produção, que já retornou R$ 3,5 milhões em bilheteria, surge em DVD antes mesmo de sair de cartaz nos cinemas. A euforia é compreensível. O filme trilhou um caminho inesperado para os realizadores. De acordo com dados da distribuidora Fox Filmes, a película levou aos cinemas um público que parecia ter fugido das salas de exibição e se concentrava em ver filmes apenas no conforto do lar. São pessoas de 35 anos em média - elevando a média de idade dos espectadores, que costumava ser de 15 a 22 anos. Nesses meses em cartaz, 2500 salas pelo País receberam o filme, com uma média de 1200 pessoas por dia.

Embora o público tenha sido generoso com o filme, a crítica especializada andou na direção contrária. A discussão caiu na polaridade cinema autoral versus mercado. Mas Glauber tem uma resposta para o assunto: "Bezerra de Menezes - o diário de um espírito" está no meio termo entre o autoral e o mercado. “O filme inaugura um gênero no cenário nacional. Depois do Bezerra, outros filmes espiritualistas começaram a aparecer”, comemora o diretor.
A partir de reportagem do Jornal O Povo. Leia texto original

SERVIÇO - Bezerra de Menezes - o diário de um espírito (BRA, 75 min, 2008, Trio Filmes e Fox Filmes), dirigido por Glauber Filho e Joe Pimentel. Preço: R$ 39,90.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A RELIGIÃO QUE TE FAZ BEM

Conta-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama: “Qual a melhor religião?” O teólogo esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo. Mas Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, e afirmou: “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor”. O teólogo brasileiro, então, perguntou: “O que me faz melhor?”

“Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...”, sentenciou Dalai Lama.

Reproduzimos aqui esta história, por si só completa, para responder a amigos, leitores e, embora assim não os considere, “inimigos”. Isto porque, com mais de 210 mil visitas em menos de dois anos de existência, o blog passou a ser alvo de patrulhamento de companheiros espíritas e de críticas de pessoas que possuem crença diversa. De um lado, os seguidores do Espiritismo exigem que este espaço se preste à doutrinação e à discussão de temas particularmente caros aos freqüentadores das casas espíritas. E, por outro lado, os detentores de outra convicção religiosa usam do espaço para comentários para, anonimamente, criticar e buscar “abrir os olhos” dos simpatizantes para os supostos “absurdos”, invariavelmente relacionados à crença da vida após a morte.

Há dias pensava em escrever sobre isto e buscarei ser breve, apenas no intuito de dar um singelo recado. Este espaço foi criado para levar consolo e entendimento a pessoas atingidas pela dor da perda; jamais para ser instrumento de conversão ou palco da defesa intransigente de convicções pessoais, mesmo que se fundem estas nos pilares do Espiritismo. Como regra, aliás, não promovemos a discussão estéril de temas notadamente espíritas (tão usuais), mas que não levam a nada.

Sites, listas de discussão e grupos espíritas tem o péssimo hábito de perder-se em temas abstratos, teóricos e desimportantes, como a reencarnação de Emmanuel; o caráter do Espiritismo como religião ou mesmo a identidade do espírito de André Luiz. E, embora reconheça o interesse de um grande número de amigos por assuntos desse tipo, garanto que jamais verão a repercussão de algo parecido neste blog. Simplesmente porque entendemos o espiritismo (e de resto todas as crenças) como uma coleção de regras de conduta e não como uma lista de dogmas a serem seguidos.

No relato acima, Dalai Lama foi ao centro da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, promotora de melhorias em nossa alma. Por isto digo, também, aos supostos “adversários” : não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades desta ou daquela pessoa. Se ela estiver promovendo a evolução moral, independente do nome que leve, será uma ótima religião. Como disse Kardec, “toda crença é respeitável quando conduz à prática do bem”. Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.

Devemos nos esforçar para entender o sentido da vida, para nos tornarmos melhores; investirmos em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis. E, evidentemente, qualquer indivíduo pode alcançar este entendimento até mesmo sem religião, sem nem mesmo crer em Deus. Mas, de nossa parte, procuramos dentro de nós aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como espíritos imortais que somos. Sem teorias, sem sectarismo e, principalmente, sem nos acharmos detentores de toda a verdade.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

FRASES DE ALLAN KARDEC - IV

"Fora da Caridade não há salvação"

"O Espiritismo se dirige aos que não crêem ou que duvidam, e não aos que têm fé e a quem essa fé é suficiente; ele não diz a ninguém que renuncie às suas crenças para adotar as nossas, e nisto é consequënte com os princípios de tolerância e de liberdade de consciência que professa. Repetiremos, pois, a todos os espíritas: acolhei com solicitude os homens de boa-vontade; não façais violência à fé de ninguém; ponde a luz em evidência, para que a vejam os que quiserem ver".

"Reconhecei, pois, o verdadeiro espírita na prática da caridade por pensamentos, palavras e obras, e persuadi-vos de quem quer que nutra em sua alma sentimentos de animosidade, de rancor, de ódio, de inveja ou de ciúme, mente a si próprio se tem a pretensão de compreender e praticar o Espiritismo ."

"Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade".

"Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei".

"Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente; a potência de uma causa está na razão da grandeza do efeito".

"Reconhece-se a qualidade dos Espíritos pela sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; respira a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a moral mais pura; é concisa e sem palavras inúteis. Nos Espíritos inferiores, ignorantes, ou orgulhosos, o vazio das idéias é quase sempre compensado pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância, são sinais incontestáveis de inferioridade num Espírito".

"Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons espíritos; estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados".

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MEDIUNIDADE : DOM, CIÊNCIA E ESTUDOS - II

Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom

por Suzane Frutuoso (fotos Murillo Constantino)

Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida – pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente – e registrado – desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?

Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em "carne e osso". A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. "Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço." O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. "É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal", afirma o neurocirurgiã o Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.

CURA - Cirurgias sem dor nem sangueO primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos. Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. "É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos."

Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. "Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal", afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. "Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos." Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódico The Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.

A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.

A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.
PSICOPICTOGRAFIA - Milhares de quadros pintadosCriada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica. "Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos", conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.

O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. "Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?" Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca – ou consegue – a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.

Revista IstoÉ. Leia texto integral

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sábado, 12 de julho de 2008

ESPIRITISMO E DINHEIRO : LIÇÃO DE CHICO XAVIER

Recentemente, uma nova leitora nos escreveu perguntando se nosso "trabalho" teria "algum custo" e "quanto". Passado o espanto inicial com a dúvida e pensando que esta seja uma indagação muda na mente de outras tantas pessoas que ignoram o verdadeiro sentido do Espiritismo, decidi reproduzir aqui a resposta que a enviei.

De fato, muitas das pessoas que chegam às nossas páginas não têm familiaridade com a Doutrina Espírita, e desconhecem que Chico Xavier escreveu quatrocentos e doze livros e que nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Dizia reproduzir apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros, mais de 20 milhões de exemplares. Doou os direitos autorais para a FEB (Federação Espírita Brasileira), organizações espíritas e outras instituições de caridade. "O livro não é meu, é dos espíritos", repetiu por toda a vida. Quando lhe ofereciam dinheiro, o jovem Chico, rapaz pobre, ainda assim recusava: "Ajude o primeiro necessitado que encontrar", aconselhava.

Outros lhe entregavam presentes. Chico se livrava deles com pressa e discrição. Numa noite, ganhou um relógio de ouro suíço. Na tarde seguinte, visitou uma doente, Glória Macedo. Pobre, ela costumava perder a hora de tomar os remédios receitados pelo Dr. Bezerra por falta de relógio. Chico deixou o presente da véspera sobre a mesa da "paciente". Ao próprio pai, João Cândido, que não se conformava com o trabalho voluntário do filho, Chico Xavier abria "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e lia a recomendação de Jesus: "Dai de graça o que de graça recebestes".

Evidentemente, não podemos nos comparar ao médium mineiro, mas a regra vale para todos. Regra de honestidade e justiça. O 'trabalho' ou a escrita é dos espíritos. A nossa parte, a doação de tempo a esta atividade, não passa de mero cumprimento de uma obrigação, de caridade cristã. Portanto, a paga, o recebimento de dinheiro ou mesmo de presentes em troca do trabalho mediúnico é inaceitável. Assim ensinou Chico Xavier e assim exige o bom senso. Não creia na seriedade de quem se disser espírita e agir de maneira diversa.

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

DOCUMENTÁRIO CONTA VIDA DE DIVALDO FRANCO

A FEB (Federação Espírita Brasileira) e a FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo) promovem a pré-estréia do documentário sobre a vida do médium Espírita Divaldo Pereira Franco, hoje (28) em São Paulo. Com duração de 90 minutos, o filme será exibido em tela de cinema na sede da FEESP (Rua Maria Paula, 150, em São Paulo). Durante a pré-estréias poderá ser adquirida a caixa especial com 2 DVDs contendo o filme e mais de 200 minutos de vídeos extras.

Está previsto também a exibição do filme dia 28 às 10h no Cine Odeon na Cinelândia do Rio de Janeiro e no Cine Pipoca na Av. Paulista em São Paulo. Escrito e dirigido pelo pesquisador espírita Oceano Vieira de Melo, e narrado pelo ator Ednei Giovenazzi, Divaldo Franco - Humanista e Médium Espírita foi filmado em 6 países e 11 cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Paris, Lyon, Nova York, Berlim, Viena, Milão e Assunção.

Oceano Vieira de Melo já dirigiu e produziu outros documentários biográficos de personalidades espíritas. como "Chico Xavier - O Grande Médium Espírita", "Eurípedes Barsanulfo - Educador e Médium" e filmes como "Minha Vida na Outra Vida", "Joelma 23°. Andar", "Espiritismo - De Kardec Aos Dias de Hoje", "Allan Kardec - O Educador", "Bicentenário de Allan Kardec em Paris", a série de entrevistas do "Programa Pinga Fogo I e II", com Chico Xavier. Também fez dois filmes de curta-metragem em homenagem a Allan Kardec e Chico Xavier. O documentário sobre Divaldo Franco tem duração de 90 minutos e é narrado em português, com legendas em inglês, francês e espanhol.

Publicado no site SRZD. Leia texto integral

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

POR QUE CONHECER O ESPIRITISMO ?


A maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupa com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acha que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, estas pessoas nem se lembram de Deus e, quando lembram, é apenas para fazer uma oração, ir à igreja, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todos têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra.

A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que todas as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo, será um desencargo de consciência, para estar bem com Deus. Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam com firme convicção daquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte. Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, uma queda financeira desastrosa, a perda de um ente querido, uma doença incurável – fatos que acontecem na vida de todo mundo – não encontram em si mesmas a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, invariavelmente, do desespero.

O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, aproximando-nos de Deus. De Que Trata o Espiritismo? O Espiritismo responde as questões fundamentais de nossa vida, como estas:

- Quem é você?
- Antes de nascer, o que você era?
- Depois da morte, o que você será?
- Por que você está neste mundo?
- Por que umas pessoas sofrem mais que outras?
- Por que alguns nascem ricos e outros pobres?
- Por que alguns cegos, aleijados, débeis mentais, etc., enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
- Por que Deus permitiria tamanha desigualdade entre seus filhos? Por que há tanta desgraça no mundo e a tristeza supera a alegria?
- De três pessoas que viajam num veículo – por exemplo – após pavoroso desastre, uma perde a vida, outra fica gravemente ferida e a terceira escapa sem ferimentos. Por que sortes tão diferentes? Onde está nisso a justiça de Deus?
- Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

Perguntas como estas a Doutrina Espírita responde, porque tais são as perguntas que todos fazemos para nós mesmos, ao contemplarmos tanta desigualdade e tantos destinos diferentes na vida atribulada de nosso planeta.

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

DEUS É UM SÓ EM TODO LUGAR - Hipólito

"Tenho um neto que é espírita (Januário Lins).
E isto me dá muito orgulho e satisfação.
Apesar de ser uma ‘ovelha desgarrada’, como diz a mãe dele, ele é um exemplo de bondade.
Deus me deu mais do que merecia e meu neto é a confirmação de que Deus é um só em todo lugar.
Boa noite e mil felicidades a todos, junto do Pai.”

Assinado : Hipólito

Data : Fevereiro de 2005.
Local: Sorocaba (SP)
Médium : S.A.O.G.

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quinta-feira, 5 de julho de 2007

NÃO SEI SE TIVE UMA RELIGIÃO - Álvaro

Nota da Psicografa:
Pai se dirige à filha, Regina.

"Câncer no pulmão. Ainda dói muito!

Não acredito muito em prece, mas acho que mal não fará...

Já estou nesta situação há tempos. Nem sei se tive uma religião. Talvez me dissesse espírita, mas nunca acreditei muito em nada. Parece que os meus já me esqueceram. Também não sei porque vim parar aqui nesta casa. Sou de longe. A impressão que tenho é de que fui chamado. Tenho consciência que meu corpo morreu, mas ainda sinto os mesmos males, mas mesmas dores.

Pensei que fosse não conseguir falar ou escrever, porque esta que escreve reluta e não acredita ser capaz. Acho que queria tanto que terminei influenciando e fazendo algo que, de alguma forma, minha presença fosse sentida.

Agora sei que a reunião acabou e não sei pra onde vou. Ela disse que fará preces por mim e que seria talvez melhor que eu voltasse outra vez. Farei isto e acho que isso encontrarei consolo.

Voltei porque não me sinto preparado pra acompanhar estes irmãos.
Preciso de esclarecimento.
Desculpa pelo mau jeito.

Quero acreditar que Deus vai me perdoar.
Boa noite a todos.”

Assinado : Álvaro
Data :: Novembro de 2006.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

Temas : espiritismo - psicografia - mensagens - oração nossa

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