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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ESTAMOS LIGADOS PELOS SENTIMENTOS

Trecho do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto
Amanheceu, era domingo, dia que praticamente estamos de “folga”. Era um domingo lindo de sol, aqui, todos os domingos são lindos, todos da colônia amanheceram em festa, pois sabíamos que os que tinham chegado aqui ontem, estavam ótimos, vinham de outra colônia e foram promovidos para estudarem na Universidade. Estávamos esperando a apresentação, pois logo depois delas temos o costume de fazer festas. As nossas festas têm música, poesias, lanches leves e muito bate-papo.

Estávamos na praça principal da colônia, numa temperatura como se fosse na Terra, a primavera, com uma brisa suave, ouvimos um grito de dor, era uma jovem que acabava de chegar na colônia, chorava inconsolada com a separação dos pais. O mentor me mostrou numa máquina tipo TV, que toda vez que os familiares aumentavam o choro, ela aqui, também aumentava. É incrível como nós estamos ligados aos nossos, pelos sentimentos.

Ela se chama Patrícia, é uma jovem linda, uma super gata, que desencarnou como eu, foi assassinada, mas nem ela e nem os familiares se conformavam. Como a Patrícia é um espírito que em outras vidas aqui no mundo espiritual viveu junto comigo e com outros amigos, resolvemos trazê-la aqui para a Colônia para acompanhá-la de perto, pois nessa última encarnação ficou com muitas ilusões, por ser linda, rica e poderosa. Tudo isso junto, é uma prova muito forte; é difícil que se passe com total sucesso. Quando ela começou a chorar, os mentores mais evoluídos, com mais experiência, vieram dar passes. Foi aí que ela se acalmou e foi levada para a enfermaria. Apliquei passes, coloquei as minhas duas mãos em sua testa, das minhas mãos saía uma energia colorida.

Patrícia foi relaxando, até adormecer e ficar completamente solta, leve. Aproveitei a oportunidade e a desliguei da sua família terrena, para que ela ficasse um pouco em paz. Quando abriu os olhos e me viu ao seu lado, me deu um grande abraço emocionado, e falou: "Como é bom estar com vocês, meus irmãos, onde encontramos quem nos dê forças para superar a separação dos meus familiares". Eu respondi: "Esta separação é temporária. Reaja e conte com todos nós para te ajudar, te dando forças nesta batalha. Escrevendo este livro vamos poder ajudar muitas mães a ficarem bem, na paz, para que elas dêem paz para os filhos desencarnados." E ela escutava o que eu estava falando com muita atenção.

Passados três meses desde que ela chegou e já bem recuperada, voltou a fazer parte da nossa grande família, a nossa família da Colônia São Bernardo. Aqui é a nossa casa, onde estamos em crescimento. Não me sinto distante da minha família da Terra, só não existe mais a matéria que volta ao pó e o espírito volta ao céu, onde é e sempre foi o seu lugar.

Hoje dez meses depois que desencarnei, vou vivendo tão feliz que até estranho : é o tempo todo só felicidade, sem brigas pela sobrevivência, sem ter que ter dinheiro para comprar minha casa e tudo que quiser. O nosso dinheiro aqui no céu é a fé que temos em Deus, a confiança que com ele tudo podemos. Na Terra também, mas é mais difícil acreditar que tudo chega do nada. Podemos com Deus sentir muita paz, em situações super trágicas.
Estamos sentados em uma pracinha bem em frente da portaria do prédio, não temos porteiro, tudo funciona pelo nosso pensamento. Orlando, que é um de nossos superiores, chegou bastante apavorado, disse que havia vários jovens que estavam tristes. A razão da tristeza, como sempre, eram os pais, que faziam vibração contrária, ou seja, sentindo saudades com revolta. Choro sem medida afeta a todos os desencarnados que ainda estão em tratamento. Orlando nos levou, eu, Michael, Thomas, Richard, Andréa, Patrícia, Alexandre, Ricardo e Severino, para darmos passes nos jovens e nos pais na Terra. Para a Terra fui eu, Thomas, Andréa, Alexandre e Ricardo.

Chegamos primeiro na casa dos pais do jovem Arnaldo, eles estavam em um estado de dar dó, todos revoltados com Deus, xingando, blasfemando, só que eles não estavam sozinhos, tinham a companhia de espíritos sem nenhuma evolução, que estavam influenciando para a desunião. Como eles não rezavam, não se ligavam em Deus, desde que o filho partiu, eram presas fáceis para espíritos vadios. A mãe vivia na cama muito doente e o pai não parava em nenhum emprego. Os espíritos sem evolução não nos viram, impedimos que eles nos vissem para podermos trabalhar mais tranqüilos.

Começamos a dar passes na mãe, que apesar de estar na cama e doente, tinha uma melhor índole para se ligar às coisas de Deus. Os passes foram fazendo efeito, ela foi sentindo sono, acalmando-se, entrando na faixa vibratória do bem, aí sim conseguimos fazer a mesma coisa com o pai. Ele era o mais revoltado com a partida do filho, era o que mais necessitava de ajuda; ajuda espiritual para que voltasse a viver e para que deixasse seu filho viver em paz. Na hora em que estávamos com as mãos estendidas na cabeça do pai, da própria cabeça, saiam uns raios que pareciam que iam queimar nossas mãos, então aumentamos nossas luzes e só assim os raios começaram a mudar, para faixas de luz, chuva cor prata e cor ouro. Então, ele se acalmou e conseguimos por os dois na cama dormindo.

Os pais precisam tomar consciência que a morte física de um filho, resulta em um trabalho diário de adaptação dos pais com a separação até os dias em que também virão para o Além. É um exercício diário de amor, resignação, confiança em Deus e humildade. Voltamos para a Colônia e Arnaldo já estava bem depois de um tratamento intensivo. Estamos todos maravilhados, como a vida muda! Nos comparamos com rio que corre para o mar, sempre que desvia do seu caminho, demora para chegar onde deve chegar,

Se nós soubéssemos, ainda encarnados, como é fácil viver, tudo seria diferente. Tudo nos é ensinado pelos ensinamentos de Jesus, só que não damos atenção, dizemos que já sabemos e fazemos tudo do nosso jeito egoísta e sem fé. Mas a vida ensina e ela também não tem pressa.

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Salvamento no Umbral e carta às mães
Quando amamos não sofremos
Família Lapenda: uma história de amor
Entrevista de Helena Lapenda a Luiz Gasparetto

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domingo, 28 de dezembro de 2008

QUANDO AMAMOS NÃO SOFREMOS

Esta é a nova postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.
Sabe amigos, escrever um livro é tão fascinante, eu nunca pensei que um dia fosse escrever um, mas as informações aqui do Além, precisam chegar até vocês, é como um alerta, “ACORDEM” para o seu espírito que está dentro de seu corpo. Você realmente é espírito, pois este dura para sempre, o corpo volta ao pó. As noites aqui são lindas, são escuras e claras ao mesmo tempo, o céu todo estrelado, as estrelas brilham como diamantes. Estávamos na porta do prédio onde moro, o meu apartamento é muito confortável, tem cama, quase nunca a uso, computador, é uma máquina parecida com o computador da Terra, só que nós não nos comunicamos com ela, só com o nosso pensamento.

Tenho também muitas plantas, muitas flores, a varanda do meu apartamento está virando uma pequena floresta. Tem uma poltrona super confortável, onde eu passo quase o tempo todo lendo quando eu estou em casa, que é muito raro, pois gosto sempre de estar dando um “rolezinho para não perder o costume”! Na porta do prédio estava no bate-papo, eu, Mike, Charlie, Lucila, Andréa e Ricardo. Conversávamos sobre a vida, com o corpo material e sem, só com o espírito. O Mike disse: "Nossa como é bom viver, não importa como, com ou sem material, tanto faz. Se quando eu estivesse encarnado soubesse como funciona nossa mente, pois é ela que controla a nossa vida, a minha teria sido bem diferente. Se soubesse dominá-la os meus pensamentos teriam sido outros, a minha vida teria sido um paraíso. Vamos à Terra com o objetivo da evolução, mas na hora em que estamos lá, esquecemos o objetivo e tudo fica nublado. A oportunidade de uma encarnação que é uma benção, não podemos desperdiçá-la, Deus quer que crescemos, mas ainda não temos isso em nossas mentes, um dia com certeza tudo mudará".

E o Charlie, falou: "Mas os encarnados de hoje, tem muitas chances, muitos livros que esclarecem muitas coisas, tem muitos centro Espíritas que as pessoas podem freqüentá-los, até os padres de hoje em dia, falam da vida após a morte. No nosso tempo era bem mais difícil." Charlie e Mike desencarnaram há quinze e vinte anos atrás.

Falou Andréia: "Minha mãe até hoje, cinco anos depois de minha partida, ainda não se conforma com o meu desencarne, no começo isso me fez sofrer muito, se os pais soubessem o quanto nos faz sofrer com inconformismo, parariam na hora com o sofrimento demasiado. Saudade saudável sim, lágrimas que escorrem dos olhos deslizando igual o rio correndo para o mar, também pode, mas sofrimento demasiado, revoltado, inconformado, não pode, demonstrar falta de fé em Deus, retardando o nosso reencontro, quando eles desencarnarem, vai demorar o triplo do tempo do que os pais conformados. Minha mãe mesmo pode continuar inconformada, é problema dela, já não quero ter mais nada com isso, não quero sofrer, confio plenamente em Deus e na confiança, não tem lugar para sofrimentos".

"São poucos os jovens desencarnados que tomam esta decisão", falou Lucila. A decisão de ser feliz, independentemente dos familiares, o mais comum é o sofrimento, aqui e na Terra, pela ligação forte de amor que os seres humanos sentem uns pelos outros. Eu ouvi a história, eles já desencarnaram faz anos, nenhum menos de cinco anos, eu estou fazendo sete meses aqui e fico espantado com a resistência dos pais, em não deixarem que os filhos evoluam aqui no Além, para onde todos vêm um dia. Isso pra mim está mais para egoísmo do que para amor, quando realmente amamos não sofremos, ficamos totalmente numa boa. Que os pais se desesperem nos primeiros dias, logo após o desencarne é aceitável, mas não por muito tempo, tem que cada vez mais se apegarem a Deus: Deus é tudo; Deus é paz; Deus é amor; Deus é vida; Deus é sabedoria; Deus é alegria. Aceitar a vontade de Deus é questão de inteligência, pois não tem outro jeito. Se você ficar contra, só vai ficar com amarguras e um dia você vai aceitar a vontade de Deus, pode se passar mil anos, aí você vai ver o quanto sofreu a toa. Se aceitar a vontade de Deus, receberá imediatamente todas as bênçãos, ele colocará sobre você, o manto de sua proteção. Sabe como podemos aceitar a vontade de Deus? Controlando os pensamentos e sentimentos, vinte e quatro horas por dia, até dormindo.

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Veja também :
Parte I :
Chegou a minha hora
Parte II :
Mãe, quero dizer que te amo
Parte III : A pimeira psicografia
Parte IV : Vejo filhos chorando de desespero...
Parte V : Seus filhos vivem com Deus...
Parte VI : As noites de setembro são como colo de mãe
Família Lapenda: uma história de amor
Entrevista de Helena Lapenda a Luiz Gasparetto

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domingo, 21 de dezembro de 2008

SALVAMENTO NO UMBRAL E CARTA ÀS MÃES

Esta é a oitava postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.

O salvamento no Umbral é a parte prática das aulas da Universidade. Saímos todos os dias de treinamento para por em prática nossos ensinamentos. Nosso grupo tem como objetivo resgatar jovens desencarnados na cidade de São Paulo. O nosso grupo é formado por jovens da Universidade e alguns adultos que não nossos orientadores. Somos orientados a não abordar ninguém, eles se quiserem que nos abordem, o livre arbítrio é integral, sem mais nem menos, você é aquilo que quer ser.

Os Espíritos no Umbral geralmente vivem em bandos, uns escravizando os outros em grande algazarra, tem também os que viveram sozinhos sempre apavorados, pois pensam que ainda estão na Terra. Vamos sempre para o Umbral mediano onde ficam aqueles Espíritos que acabaram de desencarnar, geralmente foram delinqüentes quando encarnados, isto é, não conseguiram o objetivo da encarnação que é a evolução do Espírito. Nosso papel é resgatá-los quando eles quiserem e fazer que eles tomem consciência da missão na Terra que não foi cumprida, para esperar em uma nova encarnação, ou seja, uma nova oportunidade para a evolução do Espírito.

Andamos cantando no Umbral e permitimos que todos nos vejam, pois se nós não quisermos eles não nos vêem. Os que já estão cansados de ficarem no mal nos seguem, levamos todos para o pronto-socorro do Umbral, sempre estão em estado lastimável, sujos, barbados, unhas enormes, roupas sujas e rasgadas e com muita fome. No pronto socorro passam por uma transformação radical, se alimentam, descansam e ai sim que tomam a decisão se querem ou não irem para uma colônia de regeneração apropriada para esses Espíritos. A média é bem alta, de dez Espíritos só dois querem voltar para o Umbral. No Umbral é sempre noite. Fomos para lá em um tipo de ônibus que se chama "amparador", onde o Espírito depois de convertido a Deus sempre dorme com passe que damos e nesse aerobus ou ônibus especial eles ficam confortáveis até chegarem ao pronto-socorro.

Avistamos uma mulher que já se passara muitos anos que estava vagando. Estava com uma aparência de fazer pena, os cabelos grudados por um sebo horrível em pé num lado e o outro grudado na cabeça, a roupa que vestia era um farrapo de estopa velha e suja. Ela chegou na frente de nosso grupo e gritou: "Não agüento mais ficar aqui! O que posso fazer para ficar bem como vocês?" Charlie respondeu: "Se a senhora estiver realmente arrependida de tudo que fez e faz para ficar longe das leis de Deus, ai então a senhora vem conosco e será feliz". Ela respondeu: "Eu vou, mas e meus filhos, eles ficam? Quem vai cuidar deles?" "Não tem quem cuida de quem, aqui é Deus que cuida de todos e cada um de si".

"Como assim?", perguntou. "Os seus filhos foram seus filhos quando todos estavam encarnados na Terra, oportunidade dada por Deus para todos os Espíritos evoluírem, aqui no mundo Espiritual continuamos juntos com a nossa família quando possível, quando todos alcançarem a mesma evolução Espiritual, mas sem a responsabilidade que a senhora tinha por eles na Terra, lá os pais tem grande responsabilidade com os filhos, aqui não, cada um é que tem responsabilidade por si mesmo". A senhora parou, pensou e então falou: "Eu quero começar, a saber, o que é o amor que muita gente fala, nunca me dei esta oportunidade e vou me dar agora". Então nos reunimos a sua volta e todos nós lhe demos passes. Ela acabou adormecendo, a colocamos no "amparador", foi levada para o pronto socorro do Umbral para um check-up geral onde vão ver o que ela mais precisa.

Muitos pensam que ainda tem o corpo físico. Dona Ruth é como ela se chamou na sua última encarnação, continua no hospital, que tem ao lado de uma casa de repouso para adaptação completa do espírito no bem, qualquer probleminha com ela, já está junto do hospital, vai aprender a tirar todas as ilusões que trouxe da encarnação passada, já desencarnou há vinte anos e nada aprendeu, ou melhor, quase nada, pois sempre se aprende alguma coisa. A dificuldade foi passar a maior parte do tempo na implicância, na birra com tudo e com todos, picuinhas que não levam a nada, a não ser ao sofrimento. Toda semana vou visitar D. Ruth, saiu de lá com o coração em festas, saltitante de alegria, como é bom ver a transformação de um Espírito sofredor, em Espírito de luz.

Ontem fomos visitar a colônia onde vivem as crianças. É complicado dizer que a pessoa que desencarna criança, aqui continua criança: o que vale mesmo é a idade do espírito. Nesta colônia de criança que fomos, as crianças cantavam e dançavam. O pátio principal da colônia estava todo enfeitado com balões azuis, rosa e laranja, são balões diferente dos da Terra, são brilhantes e de todos os tamanhos, fazem círculo no ar e ficam enfeitando o céu.

Os grupos recitavam lindos versos, foi uma das coisa mais lindas que já vi aqui neste quase sete meses que estou de volta ao mundo dos espíritos. Quero falar um pouco para as mães que tiveram filhos que desencarnaram crianças.

Mães, seus filhos estão realmente na casa do Pai, não podiam estar melhor, são quase sempre Espíritos de grande luz, que desencarnaram por onde superior, eles não discutem, apenas obedecem, cumpriram seus papéis na Terra. Mães, pais, parentes e amigos, só mandem pensamentos de amor para as crianças desencarnadas. Aqui elas estão protegidas, felizes, brincam, estudam, amam e evoluem. Com o passar do tempo, cada Espírito recupera a sua idade e passam a viver em colônias apropriadas para cada idade, gosto preferências, etc... Ou melhor, a colônia perfeita para cada Espírito, naquele momento, pois estamos sempre em constante evolução. Todas aqui, crianças, jovens ou adultos, ficam na torcida para que nossos familiares que ficaram na Terra se conforme e aceitem a vontade de Deus. Se eles se conformam, todos nós ganhamos muito. Primeiro ganhamos amor, ficamos em paz para nos desenvolverem e curtimos a vida desencarnados.

Na hora em que eles desencarnarem, o reencontro conosco é imediato, somos nós que vamos ajudar a saída do espírito do corpo material. Eu já sei que eu vou participar do desligamento do espírito, quando minha mãe, ou melhor, quando o corpo material que ela veste nesta encarnação, morrer. Não sei quando será, o que importa é que com certeza esse dia chegará e aí a festa do reencontro será perfeita. Não só do desencarne da minha mãe vou participar, mas também do desencarne do meu irmão.

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Veja também :
Parte I :
Chegou a minha hora
Parte II : Mãe, quero dizer que te amo
Parte III : A pimeira psicografia
Parte IV : Vejo filhos chorando de desespero...
Parte V : Seus filhos vivem com Deus...
Parte VI : As noites de setembro são como colo de mãe
Parte VII:
Sou desencarnado e desencanado
Família Lapenda: uma história de amor

Entrevista de Helena Lapenda a Luiz Gasparetto

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

SOU DESENCARNADO E 'DESENCANADO'

Esta é a sétima postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.


Assim que sai do hospital de primeiros socorros a recém desencarnados, fui levado para a minha atual Colônia onde moram jovens mais 'evoluídos' e já fui estudar. O coordenador da colônia, Sr. RInaldo, chegou para mim e falou: "Miguel, você já está matriculado na Universidade do Amor, só não fará o curso se você não quiser. Você começa amanhã mesmo". Quando mandei minha primeira mensagem para minha mãe, falei que já estava estudando na Universidade, ela ficou tão feliz, que só repetia: "Estão vendo, aqui na Terra não tínhamos dinheiro para Miguel estudar a lá ele está na melhor Universidade do Universo". E agradecia a Deus sem parar.

O prédio da Universidade é enorme. O prédio com seis andares tem várias salas de aulas, sala de vídeo, laboratório, farmácia, pátio com belos jardins, enfim tudo. Os jardins chamaram minha atenção, com vários chafarizes de água cristalina, o barulho da água caindo dá um clima especial ao local de uma paz enorme, a grama é bem cortada e de cor verde bandeira, as flores são de todos os tamanhos, cores e perfumes. Não temos uniformes, mas quase todos por aqui preferem roupas brancas. No meu primeiro dia de aula, me apresentei para os meus colegas de turma e para a professora, era aula de Perdão, isso mesmo, a matéria era Perdão. Matéria de extrema importância para os desencarnados e encarnados também. Comecei minha apresentação: - Chamo-me Miguel Luiz, mas todos costumam chamar-me simplesmente de Miguel. Vivi na Terra nesta última encarnação apenas vinte anos e nove meses. Nasci em 19/12/1979 em Recife, Pernambuco. Desencarnei em 21/09/2000 em São Paulo, Capital. Em Recife vivi no bairro de Piedade e em São Paulo, no interior de São Bernardo do Campo, em um sítio que eu amo muito, lugar muito lindo com muitas árvores em um condomínio onde eu tenho grandes amigos.

Filhos de pais separados, vivi com a minha mãe e com meu irmão. Tínhamos dificuldades financeiras, mas colocávamos o bom humor na jogada. Aproveitei para crescer, pois o meu Espírito estava muito apegado a matéria e nesta encarnação consegui com a ajuda das grandes dificuldades financeiras a dar o devido valor para a matéria. Comecei a trabalhar cedo, com 15 anos entregava folhetos na rua. O meu primeiro patrão foi o tio Milam, um vizinho de onde morei na Terra, fiquei mais ou menos dois anos, depois fui trabalhar com outro vizinho, o Carlinhos, fiquei com ele também uns dois anos. Pedi as contas e fui realizar um sonho. Ajudava em casa com prazer e orgulho, no começo não, mas depois fui me liberando e passei a ter orgulho de poder ajudar nas despesas de casa. O meu lazer preferido era ir acampar na praia e pegar onda. O tempo que passei na Terra cresci em desapego, tenho vários pontos que preciso melhorar, mas agradeço a Deus por já ter conseguido crescer neste sentido.

Acabei minha apresentação, todos os alunos disseram seus nomes e me abraçaram. A dona Fátima deu um intervalo e voltou ao assunto da aula – “o Perdão” Começou falando dos benefícios e importâncias fundamentais do Perdão, o quanto ele limpa o Espírito. "É como material de limpeza de uma casa da Terra, se você está com a louça suja com gordura, se passar simplesmente água não vai resolver seu problema, precisa de sabão, o Perdão é o sabão da alma e do Espírito, para deixarmos nossos Espíritos, ou melhor, nossas consciências limpas, precisamos usar o perdão", disse. Para ficarmos limpos e de coração puro, sem perdão nada feito. "Precisamos perdoar Deus sim, pois pensamos que Deus não gosta da gente só porque nossa vida não vai como desejamos, como imaginamos que seria a melhor forma, mas ela, a vida, sempre vai pela melhor forma, não temos é paciência de esperar e ver o que acontece", completou.

Outra matéria interessante é a do “Amar”: Aprendemos aqui a amar sem perguntas, a pergunta “por quê?” Não existe em nosso vocabulário, amamos por amar. Vocês devem estar pensando, agora que o Miguel desencarnou quer virar santo e mandar essas mensagens impossíveis de realizarmos. Não é nada disso, quando estamos na condição de desencarnados tudo fica mais fácil de perceber; na Terra com a luta pela sobrevivência da matéria, não deixamos fluir a energia de Deus. Ela falou para mim: “Miguel, ame seu assassino e ele se arrependerá do que fez". Eu nunca, em momento algum, tive ódio em meu coração com relação a essa pessoa, tudo que Deus permite que aconteça é para o nosso crescimento e está certo. Estou com Deus e não abro mão desta condição de Fé. Sou “desencarnado e desencanado” graças a Deus! Tanto que já consigo enxergar vários benefícios que meu desencarne trouxe. Muitas mães vendo o exemplo de minha mãe ficam e ficarão bem, diminuindo os sofrimentos dos filhos aqui do Além.

Cada dia que passa eu vejo aumentar a necessidade de melhor aproveitar a vida na Terra quando estamos encarnados, é a maior chance que Deus dá aos Espíritos de crescerem e evoluírem, mais ai quando encarnados nos enchemos de ilusão e a maior é que pensamos que tudo é para sempre, não aproveitamos o momento. Jovens creiam, Jesus está do nosso lado, não vamos ter pena de nós mesmos, vamos ter amor e acreditar que podemos. Aproveitem ainda o tempo na Terra, para se ligar a vida Espiritual.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

AS NOITES DE SETEMBRO SÃO COMO COLO DE MÃE

Esta é a sexta postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.


As noites de setembro de 2000 foram as mais estranhas e as mais maravilhosas que trago na memória. Quando me vi de volta ao mundo espiritual, fiquei aparentemente paralisado, estupefato, maravilhado. A sensação de liberdade que senti sem o corpo físico é algo inigualável. A leveza do ser Espírito, o poder flutuar é o maior barato. A felicidade foi enorme. As primeiras noites depois do dia vinte e um foram tranqüilas, uma paz e uma segurança que nunca ninguém me tinha falado que existia, é como se você estivesse no colo de sua mãe dormindo e o mundo a sua volta fosse totalmente livre, feliz e bom.

Noites de setembro de 2000... Nunca tinha sentido noites assim, como uma grande amiga, como uma cama de pena de ganso, confortabilíssima. Noites de setembro, não me deixe esquecer de ti, como um grande amor que nunca esquecemos, nem depois de cem encarnações. Eu amo vocês!

Noites de Setembro. “Mamãe” é a palavra que mais gosto de pronunciar, é a palavra que tem o amor em todas as ações. Vocês jovens, meus irmãos que ainda estão encarnados, repensem suas vidas, o que fazem com os seus pais, vejam que uma encarnação não pode ser desperdiçada, que a vida na Terra é muito passageira e cheia de ilusões. Não pensem que esta vida é para sempre, se fosse, o planeta Terra ficaria estacionado não existindo a evolução do Espírito.

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Parte V : Seus filhos vivem com Deus...
Família Lapenda: uma história de amor
Entrevista de Helena Lapenda a Luiz Gasparetto

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sábado, 23 de agosto de 2008

NEM VIVO ACREDITAVA NESSAS COISAS DE DEUS

“Estou aqui hoje pra deixar algumas palavras a minha irmã, que tanto busca e anseia por notícias minhas. Nena querida, eu estou bem. Agora estou bem. Por algum tempo estive desorientado, andando de lá pra cá, até ser socorrido por irmãos que aqui também se encontram e que, já cientes do dever, me receberam e orientaram com muito amor e muita paciência.

No começo não conseguia acreditar que a vida continuava depois da morte. Nem vivo acreditava nessas coisas de Deus; depois ficou difícil também. Não queria estar morto, pois era muito novo ainda e tinha tantos planos e tantas coisas pra fazer. Na verdade, não fazia muitos planos quando estava vivo porque achava, como todo mundo, que a morte iria demorar muito pra me encontrar. Mas, inevitável que é, ela chegou e me levou sem prévio aviso.

Levou a mim e ao meu grande companheiro e isto sim foi muito bom porque não me senti sozinho. Meu fiel amigo morreu comigo, coitado! Graças à bondade de Jesus, estamos juntos. Aqui também existem animais.

Acho que assim como eu, ele também ficou surpreso. Latia pra quem chegava perto de mim, tentando me defender. Latia de felicidade quando via a mãe, quando via você, quando via quem chegava em casa, tentando chamar a atenção.

Foi difícil aceitar que eu não fazia mais parte desse mundo. Chorei muito, briguei com Deus, até ser auxiliado e ter tido a felicidade de ter alguém pra me ajudar.

O vô veio me ajudar e me mostrou que a morte não existe.

Consegui entender que antes mesmo de nascer já estava escrito o que aconteceria. Como a gente esquece, é pego de surpresa e é difícil de aceitar.

Nena! Diz pra mãe não chorar tanto. Agradeça as orações que ela faz por mim, pois me ajudam muito, mas pede pra ela encontrar um motivo pra viver melhor, porque a tristeza dela me deixa muito triste e preocupado. Às vezes acordo com o choro dela e choro também, por não poder fazer nada.

Eu amo você e mesmo a gente não dizendo isto quando poderia, aproveito esta oportunidade pra te dizer isto e que pra mim você sempre foi muito importante. Sempre foi uma segunda mãe. Mesmo parecendo não ouvir teus conselhos, eles sempre me ajudavam.

Foi como tinha de ser. Foi feio, eu sei, mas não sofri: não senti nada. O Sultão (ou Saddam) também não.

Não foi culpa de ninguém. Foi um daqueles ‘momentos de bobeira’. Sabe aquelas coisas que a gente fala ser impossível alguém fazer? Pois é! Não foi com culpa, não foi com intenção. Que Deus tenha pena e ajude-o na caminhada e que o remorso não lhe pese tanto a ponto de pensar em fazer besteiras.

Como disse, estou bem. Tenho muito a aprender e muito a fazer. Acabou a farra, Nena. Aqui a coisa é séria. Ainda não estou fazendo nenhum curso, mas estou já em vias de começar.

Quero que você seja muito, mas muito feliz mesmo. Espero com esta carta acalmar o seu coração e te fazer feliz pelo menos um pouco.

Um beijo grande pra você. Um beijo pra mãe. Ajuda ela Nena, ela tenta se mostrar forte, mas chora escondida e sempre acha que vou voltar. Parece estar sempre me esperando.

Preciso ir. Espero poder voltar e dar melhores notícias. Sei que aqui muita coisa tem pra ser aprendida. Vou me esforçar e assim que puder, volto pra falar como estou. Um beijo grande”.


Assinado : Ander (psicografia)

Data : 14 de agosto de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

SEUS FILHOS VIVEM COM DEUS "NUMA BOA"


Esta é a quinta postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.

Terceira mensagem de Miguel Lapenda: "Mãe, nosso beijo de saudade é mais forte agora. Você tem sentido minha presença com mais certeza, isso me deixa tão feliz, que são inevitáveis às lágrimas de alegria. Não se abale com as dificuldades, tudo está bem, pode acreditar. Nós estamos juntos, eu, você, o mano e claro o tio Pedro e tia Cynthia. Meu beijo especial (especial e espiritual) para ele, isso quer dizer cheio de vibrações de força e de paz, transmita a ele o meu carinho e do tio Formiga, que nos ajuda a toda hora. Continue rezando por todos nós. As suas preces me fortalecem a cada dia.

Vou indo nessa, que o tempo é curto mesmo! Reze comigo no dia vinte e um, a gente vai se encher de luz e de alegria. Eu te amo também!"

Assinado : Miguel Luiz Lapenda

Data : 17 de setembro de 2001.
Local : Centro Espírita: "Perseverança" - São Paulo (SP)
Médium: Marcus Vinícius Almeida Ferreira (Quito)

Minha mãe nunca brigou com Deus pela minha partida aparentemente prematura, com 20 anos. Sempre fala que reagiu assim por respeito a mim, para que eu pudesse ser feliz no Além. Continuamos ligados a todos que amamos na Terra, todos os sentimentos nos chegam como “telegramas, sedex” os que recebo, graças a Deus, são de amor, mas tem muitos jovens que sofrem com telegramas totalmente desorientados, desequilibrados.

“Mães de anjos”, repensem o que sentem, pois seus filhos recebem tudo sem censura e já não agüentam mais tanta tristeza, por uma coisa que é absolutamente temporária : a separação. Queiram vocês ou não, todos vêm para o Além. Então, a aceitação só é conseguida através de treinamento diário, aprendendo a controlar a mente, para reduzir a saudade enchendo o coração com amor e deixando o egoísmo fora de nossas vidas, respeitando o desencarnado como um ser vivo e bem vivo. Esses nossos parentes estão na infância espiritual, não aceitando a vontade de Deus e deixando uma boa parte de desencarnados sem paz. E o pior é que eles pensam que estão fazendo o melhor para os seus filhos.

Pois acreditem, seus filhos vivem com Deus e “numa boa”. Só existe a separação da matéria. Não acreditem que estamos longe de vocês; estamos bem próximos e todos pedem que as famílias reajam com Deus no coração, pois estamos vivos e não é justo sermos tratados como mortos.

Então como se deve pensar nos desencarnados, para ajudá-los? Pense que não voltaremos a Terra nesta vida. Então, não tem volta. Se não tem volta, o que vocês podem fazer é viver esta separação temporária bem, feliz e harmoniosa. Primeiro, se é uma separação temporária, o desespero é uma tolice. Segundo, é a vontade de Deus e Deus é sábio. Terceiro : aprender amar incondicionalmente, não importa onde a pessoa esteja, temos que amá-la sem egoísmo. Todos partem da Terra no dia e na hora certa. Os filhos dos filhos são filhos de Deus. Pai é só Deus e filhos somos todos nós.

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terça-feira, 29 de julho de 2008

VEJO FILHOS CHORANDO DE DESESPERO ...

Esta é a quarta postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.

Mamãe, Gui . Não me canso de falar e quando puder, se assim puder, estarei junto de vocês, como sempre foi. Você nem imagina como eu tenho encontrado a adaptação mais depressa. Definitivamente, estava preparado para tudo. Sou feliz, muito feliz, mamãe! Eu me recordo bem, quando estava na janela lá de casa, desejando iniciar a reforma pelas paredes, minha maior reflexão agora, é a melhor reforma que venho fazendo, a de mim mesmo, junto com você, com o Gui, com a minha família.

A gente está mudando para melhor, mamãe. E isso é tão bom, nos traz tanta felicidade. Por falar nisso, meu obrigado de filho que me considero ao tio Pedro, ele é um cara muito legal, eu sempre achei isso. Sobre o papai, esqueçam. Qualquer comentário demonstra mágoa e isso não faz bem.

A gente anda numa elevação que dá gosto, não é mesmo? Gui, cara, como você é grandão! Eu admiro você, pra caramba. Sabe, olhando assim para você e ao mesmo tempo analisando tudo o que me rodeia onde estou, eu me pergunto: O que é que eu estou fazendo aqui? Esse lugar é seu. Lugar de anjo, de gente boa, de gente que só tem amor no coração, sem precisar de mais nada. Você é tão desprendido e eu tão imperfeito, estou aprendendo com você meu irmão. Mãe, não vejo a hora de me ser útil, de trabalhar. Mas ainda é cedo, tenho convicção. É que nós queremos abraçar o mundo quando chegamos aqui, sem preocupação, como é o meu caso. Tem muito jovem que chora de desespero quando vê os pais sofrendo. Eu tenho é paz na consciência, isso me dá energia. Eu quero dar um beijo especial na tia Annabel que nos acolheu, indicando o nosso caminho que já era aquele, só faltava à mão dela para nos levar. Eu estou feliz. Que Deus traga muita paz para esse lar amigo. Eu te amo, mamãe.

Assinado : Miguel Luiz Lapenda

Data : Natal de 2000.
Local : Centro Espírita: "Perseverança" - São Paulo (SP)
Médium: Marcus Vinícius Almeida Ferreira (Quito)
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sábado, 12 de julho de 2008

MIGUEL LAPENDA : A PRIMEIRA PSICOGRAFIA

Esta é a terceira postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.

"Mamãe. É mesmo assim, sentido que o tempo é curto para isso, em função de toda a sonolência que ora trago comigo, vem à necessidade de me adaptar mais depressa, pois o tempo passa e existe muita coisa a ser feita. Estou sendo muito ajudado pelo tio Formiga, o Eurícledes Formiga, que junto do bisavô João e muitos outros iluminados de roupa branca, que se apresentaram para mim logo que eu despertei, três dias depois da fatalidade que me desligou.

A respeito disso, sem delongas, gostaria de dizer, mamãe, que já esperava algo de novo para mim, para o meu futuro, e você sabia bem disto. Algo aconteceria que definisse a minha trajetória e no fundo, seria definitiva a mudança. O modo como aconteceu não importa, o que importa é que tenho desenhado por Deus em minha mente o meu caminho e nele consigo me planejar para vencer todas as dificuldades e certo de que meu ideal será completamente alcançado, por que Deus está comigo. Ouvi tanto isso de você e só agora é que consigo registrar melhor no meu íntimo, sem dúvidas e indagações.

Ajude por favor, para que ninguém se sinta culpado pelo que aconteceu, pois estava tudo preparado para minha partida e todos nós nos entrávamos prontos para assimilar essa vontade Divina.

Ninguém deve "viajar" em suposições que pudesse impedir o que já estava escrito. Partiria logo após a minha descida daquele ônibus, foi somente questão de minutos. Juro que sai de casa com vontade de ficar, mas uma certa obrigação forçava a minha saída. Como sempre fui convicto dos meus deveres e obrigações, resolvi atender o desconhecido. Sei da sua luta para que eu ficasse. Era preciso mamãe.

E agora olhando assim para você, reconheço que não fui eu que fui emprestado, foi você, cheinha de luz, que foi emprestada pra mim.

Eu te amo, te amo tanto que quero dizer isso de uma maneira diferente. Nós podemos continuar rezando juntos, aliás, temos feito isso nesses poucos dias que nos separam fisicamente apenas. Levaram-me até você, para que em fortaleça e me alimente das suar forças.

Vou falar um pouco para o Gui agora: Ô cara, valeu! Você é especial como eu sempre imaginei. Aquele seu ato inesquecível e você sabe do que me refiro, demonstrou toda a sua luminosidade que vejo em você. Continuamos juntos com a mãe e vou ajudar você a fazer dela, a pessoa mais feliz desse mundo. Olha só o meu conselho: Segue aí a sua vida e não se preocupe que ela não vai ficar sozinha.

A maior necessidade é sua, de crescer e se projetar garantindo a vida de quem nos deu a chance de triunfarmos perante Deus. Eu ano você, meu irmão, meu cavaleiro, minha vida!

Mãe, eu sou seu filho para sempre, filho-irmão, mas sempre filho, por favor!

Diga ao papai que não pense que seu eu estivesse lá com ele, seria diferente. Na verdade eu sempre estive com ele e ainda estarei disposto a fazer tudo para ajudá-lo no que quer que ele precise de mim. Seria muito doloroso para ele, se acontecesse por lá, o que aconteceu por aqui. E Deus quis poupá-lo disso.

Vou me formar agora, em pouco tempo, na Universidade do Amor e todos vocês vão se orgulhar de mim. Beije meu pai, mamãe, beije a vovó que me recebeu com os meus sinais de amor. Beije o tio Pedro, que tem dedicado carinho ao Guilherme e auxiliando você.

Beije a tia Annabel, que ouviu o chamamento de Deus. Meu beijo especial, como eu nunca lhe dei. Ah! Meu joelho não dói mais, já sarou e eu estou bem, muito bem.

Fique comigo, mamãe, fique assim sentido como eu, que nada mudou. Obrigado, eu cresci em Espírito, graças a você. Muito obrigado, eu te amo!
Seu filho, Miguel".

Assinado : Miguel Luiz Lapenda
Data : 01 de outubro de 2000
Local : Centro Espírita: "Perseverança" - São Paulo (SP)
Médium: Marcus Vinícius Almeida Ferreira (Quito)

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Parte I :
Chegou a minha hora

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

MÃE, QUERO DIZER QUE TE AMO - Miguel Lapenda


Esta é a segunda postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.

Minha mãe ficou sabendo do meu desencarne no hospital. Ela se manteve em atitude de respeito a mim e fé em Deus. No momento em que fui lhe dar um beijo, ela estava no pátio do hospital eu que já era apenas espírito. Me aproximei dela e lhe dei um beijo bem grande. Um cachorro sentiu a minha presença e começou a latir em minha direção, minha mãe e as pessoas que estavam com ela, viram o cão latindo para o nada, então o meu irmão que é médium e tem um grande facilidade em sentir a presença de Espíritos, disse para minha mãe: "Mãe, é Miguel. Ele veio lhe dar um beijo". E ela recebeu meu beijo, muito emocionada e com muito amor.

Queria agradecer tudo o que minha mãe fez por mim nesta encarnação, o quanto o meu espírito pode crescer, evoluir. Onde mais me ajudou foi no desencarne, me auxiliando a manter a serenidade e equilíbrio que são fundamentais nesta hora, para que tudo transcorra naturalmente sem dramas e nem ilusões.

Logo que cheguei na Universidade, fiquei sabendo que a minha mãe psicografaria este livro, quando mandei minha primeira mensagem e falei para ela: "Eu te amo tanto, que quero dizer isso de uma maneira diferente". Essa é a maneira diferente, ou seja, comunicação direta com minha mãe.

Pude ver também neste tempo, antes de ser levado para o hospital, meu velório, ou melhor, o velório do corpo que usei nesta encarnação e graças a Deus, transcorreu sem dramas. Quando os familiares não se conformam, quem sofre são os que desencarnaram. No meu foi tudo tranqüilo e sereno.

Enfim, fui levado para o hospital, não posso dizer que era um hospital de primeiro mundo, mas sim um hospital de um mundo sensacional, espetacular, onde tudo e todos são movidos pelo amor. Me senti como estivesse no paraíso e realmente eu estava, sendo amado por todos. Me recuperei muito rápido, ou melhor, me adaptei a minha nova condição de desencarnado muito rápido. Graças a Deus, tive muita ajuda de minha mãe, pois os enfermeiros me levaram até ela na Terra, para que eu alimentasse das suas forças.

Nós íamos em uma ambulância parecida com o aerobus, o nosso ônibus aqui do Além. Todo pensamento de fé de minha mãe, era como um soro glicosado. Fiquei ótimo em poucos dias e fui levado para a minha nova morada, um lugar chamado Colônia São Bernardo. Também comecei rápido a estudar na Universidade do Amor.

Minha mãe sentia que eu iria mandar notícias logo, mas não sabia como era que iria receber estas notícias. Dez dias depois que eu desencarnei a tia Annabel Formiga, que eu não conheci quando encarnado, chamou minha mãe para ir ao Centro Espírita Perseverança. A tia Annabel não esperava uma mensagem minha, mas alguma notícia através do tio Formiga. Qual não foi a surpresa para todos, quando leram no microfone que tinha mensagem de Miguel Luiz, para sua mãe.

Minha mãe foi a que ficou menos surpresa, pois ela tinha certeza absoluta que isso iria acontecer.

Quando cheguei ao Perseverança estava bem emocionado e ainda meio anestesiado com tantas mudanças em apenas dez dias. Mas Deus me deu a graça de poder me comunicar com minha mãe e meu irmão, em tão pouco tempo de desencarnado. Falar para eles que eu estava bem a cada dia melhor, recebendo as luzes e o amor que eles me mandavam sem parar e o quanto isso me ajudou.

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

MIGUEL LAPENDA : CHEGOU A MINHA HORA


Passaremos a publicar a partir de hoje, em
capítulos, o livro "Fala Miguel", de Maria Helena Marques Lapenda, uma obra
psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do
jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, no dia 21/09/2000, ao ser vítima de assalto.
Chegou minha hora. Quando anoiteceu, eu sabia que era minha hora de retornar ao mundo Espiritual. Por volta das 18:00 horas fui dormir um pouco, pois pretendia sair para uma "balada". Minha mãe não quis me acordar, quando meu amigo Rodrigo me ligou. Eu tinha colocado o despertador para tocar às 21:00 horas e ele tocou, minha mãe e meu irmão já estavam dormindo, um sono tão pesado que nem conseguiram jantar. Agora sei o motivo desde sono, era para que eles não impedissem a minha saída.

Fui acordar a minha mãe para pedir o cortador de unhas e ela sonolenta, brigou comigo para que eu não saísse. Mas era preciso, o meu prazo de permanência na Terra havia acabado e quando o tempo acaba, não tem jeito. Passei os últimos dias na Terra dormindo bastante, pois a loja em que trabalhei um ano, me mandou embora sem motivo, mas agora sei que tinha muitos motivos, era preciso que eu dormisse bastante para que o meu Espírito fosse trabalhado pelos meus mentores, na aceitação da minha partida.

Sexto sentido de mãe é fantástico. Uns quinze dias antes da minha partida, ela só falava que não queria que eu andasse de ônibus; íamos comprar um carro, mas não deu tempo. No dia 21 de setembro de 2000, eu parti, fui assassinado no trólebus no bairro do Jabaquara em São Paulo. Vinte e um de setembro é uma bela data para se deixar a Terra. A deixei com saudades, mas consciente que a separação física de todos que amo, é temporária e o tempo passa muito rápido.

Fui assassinado com quatro tiros, sem motivo, pois nada de mim roubaram. Como desencarnei não importa, o que importa é que eu tenho dentro de mim, à vontade de levar a todos o nome de DEUS e a aceitação de sua vontade para que possamos receber suas bênçãos para transportamos montanhas. Quando aceitamos sem questionar, o que nos acontece, tudo é luz. Quando levei os tiros, depois do pânico veio o sono leve, suave, sono de mudança, de transformação. Sentia uma claridade imensa em minha volta, não abri os olhos, mas mesmo assim sentia a claridade.

Quando dei por mim, já estava deitado em cima do meu corpo sem vida, o meu espírito saiu do meu corpo facilmente, com naturalidade como se estivesse preparado para este momento. Ouvi até música, não sabia de onde ela vinha, mas ouvia claramente uma música suave, só orquestrada, que me deu uma grande emoção, não pude conter as lágrimas, que corriam pela minha face sem controle. Muita emoção por deixar a Terra e muita emoção por retornar ao meu verdadeiro lar. Era um choro de emoção, sem nada que pudesse me atrapalhar neste momento tão lindo, como, por exemplo, revolta, incompreensão.

Abri meus olhos e vi em minha frente muitas pessoas, homens e mulheres, todos com uma linda luz em volta deles, como uma lâmpada acesa, vestidos com roupas brancas. Um homem se apresenta e diz ser Eurícledes Formiga, parente do meu pai, mas que eu não o conheci quando encarnado. O tio Formiga era espírita quando encarnado e era médium de psicografia, levou muito consolo aos parentes de desencarnados, através das mensagens mediúnicas que recebia no "Centro Espírita Perseverança". Também era poeta, advogado, jornalista e tantas outras coisas que desempenhou com sabedoria e continua trabalhando aqui no Além. Tem sido um pai pra mim, sempre que posso estou com ele, que é sempre uma grande aventura a sua companhia.

O outro homem disse ser meu bisavô, João Regadas, que também não conheci quando encarnado. Eles dois e os outros me colocaram em uma maca e me deram passes, adormeci e só acordei no hospital. O mais incrível é que antes de me colocarem na maca, aconteceu tantas coisas em tão pouco tempo; fui dar um beijo em minha mãe que acabava de chegar ao hospital Jabaquara, em São Paulo, onde fui socorrido, mas já cheguei lá sem vida física.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

PASSARAM A FACA EM MIM - Ge


“Sou daquela região do Norte e Nordeste, para ser preciso Pernambuco. Vim para São Paulo para tentar a vida, vendem aquela ilusão para nós. Trabalhei em obra, com o servente; foi quando num desentendimento passaram a faca em mim. Pegou na barriga e, como se fala, toda a buchada saiu para fora.

Tentaram me socorrer, mas foi em vão, já estava morto.

Só sei que fui parar na rodoviária, escutei um homem falar que tinha serviço para esses lados. Eu estava escondido em uma obra. Um outro falou para eu acompanhar ele, pois receberia ajuda. Tem um montão de gente aqui, gente boa, gente ruim. Já estão me ajudando.

Fiquem com Deus.”

Assinado : Ge

Data : Janeiro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : A.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

FUI UM SOLDADO NAZISTA - Hans Van Fredek

“A idéia de sermos a raça pura, os melhores, os arianos... fez com que eu entrasse para o Exército (na República Alemã de Adolf Hitler). Seríamos os donos do mundo, não haveria fome, miséria... Porém, o sofrimento começou quando fui designado pelo meu Comando para ser soldado de guarda de um Campo de Concentração. Formava filas de homens, mulheres e crianças para serem mortos através de gás, forno etc. Fiquei neste lugar por três anos, (passando) frio e calor. Quando a resistência começou a combater de igual para igual me designaram para a região da Itália

Fui combatente lá. Em uma batalha, na verdade assalto como se fala no Exército, quando abordamos o inimigo de surpresa, fui atingido por um tiro no peito.

Desde então ficava vagando por esse mundo.

Convidaram para eu ser tratado aqui. Vou ficar. Agradeço pela ajuda.”

Assinado : Hans Van Fredek
Data : Janeiro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : A.

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sábado, 19 de janeiro de 2008

ROUBO DE CARGA, FOI O QUE ACONTECEU - Abel

“Roubo de carga, foi isso que aconteceu para eu vir parar aqui, estava viajando para Cuiabá, quando percebi o primeiro bloqueio. Passei por ele e não parei; mas não consegui passar pelo segundo. Fui baleado no lado esquerdo do rosto.

Perdi o controle do caminhão, tombou, virou noventa graus. Só me recordo que falavam muitos palavrões e pediam pressa para levar a carga de soja.

Vi tudo o que ocorreu... (Depois soube que eles foram avisados) que eu passaria por ali, por isso que fizeram o bloqueio.

Fui ser caminhoneiro porque estava no sangue. Era estudado, curso superior, mas adorava estar à frente de um volante.

Fico feliz por hoje estar na casa recebendo ajuda nos meus ferimentos. Não tinha esposa, nem filhos. Deixei apenas minha mãe e irmão. Meu pai havia falecido um ano antes de acontecer isso comigo. Agradeço a todos."

Assinado : Abel

Nota da psicógrafa: O espírito comunicante refere que os fatos narrados ocorreram no ano de 1980.

Data : Janeiro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : Alexandre

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sábado, 12 de janeiro de 2008

O PERDÃO NOS LIBERTA - Gabriel (Bié)


"Querida mãezinha Jade, e papai Carlos Francisco,

"Jesus nos abençõe. Fui trazido a esta casa de oração pela equipe de jovens que trabalha aqui e posso afirmar que Deus e infinita misericordia, pois nenhum de nos fica sem auxílio, sem socorro. Especialmente o amigo LUIZ SERGIO ( amigo espiritual) muito tem me ajudado, com seu apoio e seus conselhos. Não foi facil aceitar o drama que nos atingiu e que não pudemos evitar. Prefiro acreditar que não houve culpa de ninguém, prefiro acreditar que não sabiam que a arma estava carregada. Entrego tudo nas mãos de Deus.

No momento do acontecido, houve uma grande confusão em meu cérebro. Foi como uma explosão dentro da minha cabeça. Depois, o vazio, a sensação de torpor, o enrijecimento. Não posso precisar quanto tempo fiquei em estado de sono profundo, mas conturbado. Sentia presenças em volta de mim, uma especie de agitação, porém não podia me manifestar.

Aos poucos, percebi que me encontrava em um quarto de hospital, sendo atendido por médicos e enfermeiros. A princípio julguei ainda estar no corpo físico; tudo me parecia tão familiar, estranhava apenas a ausência de vocês. Mas o meu cérebro estava muito confuso e eu apagava a toda hora. Tive sonhos com você mamãe e com você pai. Vocês me abraçavam chorando e eu não entendia porque.

A sensação de vazio ainda persistia, como se eu ficasse suspenso no ar. Foi nesta hora que me lembrei de rezar. Rezei o Pai Nosso e a Ave Maria com muita emoção, e fui me acalmando e adormeci de maneira mais tranqüila. Hoje sei que recebi tratamento em outra dimensão da vida. No início, chorava muito, não queria aceitar a realidade nova, porém os jovens da equipe de Luís Sérgio me esclareceram e já posso afirmar que estou bem.

O bisavô Xavier veio me amparar e me abraçou com carinho.

Mãe, aqui existe muita fraternidade... Agora compreendo que passamos por um resgate doloroso, certamente pedido por nos mesmos. E difícil, eu sei. A revolta ameaça o nosso equilíbrio, mas a fé em Jesus e nestas leis perfeitas, que presidem o Universo é maior. Sei, mamãe, que você está mais forte, com uma compreensão maior sobre a verdadeira vida e isto é muito importante para mim. Sei que não pareço o Gabriel de sempre, mas nestas horas é necessário amadurecer um pouquinho e procurar entender os altos objetivos da vida.

Estou sendo ajudado na escrita desta carta pelos benfeitores que me trouxeram, especialmente o Dr. Paulo de Tarso, médico desta dimensão.

Mãe , não se culpe por nada . Não deixe mais pesada a carga de nossa prova. Continue buscando a grande luz. O Carlinhos o Daniel e Rafael , precisam muito da sua alegria da sua vibração. Suas palavras e pensamentos chegam até mim e ecoam em meu coração. Serei sempre seu filhinho. Quero envolve-la com todo meu amor.

Você, papai, saiba o quanto o adoro e admiro. Talvez seja difícil aceitar a realidade desta carta, mas saiba que a vida espiritual é uma continuidade da vida física e nós temos imensa vontade de nos comunicar, afirmando a imortalidade da alma. Ficou para trás o corpo, no entato permaneço eu mesmo, com todas as minhas características. Beijo seu rosto, meu pai, e agradeço por tudo que fez por mim --- o pai de Gabriel não acredita na comunicação entre os dois planos.

Aos meus irmãos, que tanto adoro, desejo toda a realização e muita felicidade. A todos os meus amigos ecolegas, que manifestaram o seu carinho e tanto nos apoiaram: obrigado, obrigado, obrigado!! Os país dos chamados "mortos" não é sombrio... É alegre e colorido, tem muita música e vibração. Aqui há escolas e universidades, onde poderei dar continuidade aos meus estudos. Sou levado com freqüência até vocês e fico feliz de vê-los superando a dor. O perdão nos liberta e é preciso perdoar. Não guardemos sombra no coração.

Deixo muitos beijos para a vó Martha e vó Odete e também aos avô José. Afinal, é preciso agradecer muito. Mamãe, diga ao Carlinhos --- meu segundo marido --- que eu o amo muito por tudo. Recorde-me sempre sorrindo, pois meu sorriso não se apagou.

Mãezinha Jade, siga buscando as fontes da verdade e da caridade. UM DIA NOS REENCONTRAREMOS NUMA FESTA DE LUZ. Seu filho..."

Assinado : Gabriel Luiz Xavier (Bié)

Data: Junho de 2004
Local: Santos (SP), "Grupo Espírita João Cabete"
Médium: Suely F. L.

Mensagem psicografada com notas da mãe, Jade Xavier, de Valinhos (SP)

- Leia também a primeira mensagem de Gabriel -

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sábado, 15 de dezembro de 2007

O REENCONTRO DE MEUS FILHOS - Barão Ninguém

"Ouro, cafezais, respeito, conquistas, nobreza... Imaginava eu que tudo isso e mais algumas outras coisas meramente materiais pudessem me trazer glória e felicidade.

Nasci e fui criado em uma família humilde e, quando me tornei homem feito, resolver o que fazer para uma pessoa ambiciosa como eu era difícil; então decidi ser mercador de escravos, negócio rentável na época. O lucro era certo. Apesar de minha família ter me ensinado religião e viver durante toda a vida como católico, não praticava na época os ensinamentos de Jesus. Aliás, poucos eram os brancos que levavam ao pé da letra o Evangelho. O comércio escravagista era visto como uma coisa natural. Ninguém se espantava com a compra e venda de seres humanos. Portanto, eu exercia uma atividade legal.

Constitui família com uma mulher de origem simples também. Mas a ambição corria em nosso sangue. Economizávamos até em coisas absurdas, até comprar meu primeiro alqueire de terra. Era só disso que eu precisava para ser feliz, porém, quando conquistei, vi que precisava de mais e assim foi indo.

Quanto mais eu tinha de mais eu precisava.

Em mais ou menos vinte anos eu possuía fazendas, cafezais, casas na Corte. Deixei de comercializar para me apropriar dos escravos, mas o que mais eu e minha senhora desejávamos não tínhamos : nosso filho. À ela eu enfeitava com as melhores sedas e jóias finíssimas. Mas o vazio da falta de um filho existia.

Foi quando comprei meu título de Barão que a melhor notícia chegou, esta estava grávida. Com o passar dos meses a alegria dobrou ao termos a confirmação de que eram gêmeos.

Logo após o nascimento notamos que um sofria de idiotia. Isso foi um transtorno muito grande. Ficávamos a julgar calados de quem era a culpa. E com o passar do tempo não podíamos deixar de notar a presença da revolta e do menosprezo que meu filho saudável, hoje já reencarnado, sentia pelo pobrezinho sofredor, que com o tempo deixamos erroneamente trancado, isolado em um quarto, sendo cuidado por uma escrava.

Foi quando eles entraram na juventude que o desastre aconteceu. A escrava tirou o pobre para tomar sol, sem ordem, e meu outro filho, invadido pela raiva o jogou escada abaixo.

Quando eles nasceram cheguei a pensar que o problema de saúde de um se devia a mim. Eu me martirizava, achando que era castigo pelos tempos em que tratava homens como bichos.

Depois que um irmão matou outro dentro de casa, achei novamente que o culpado era eu, que não devia ter isolado aquela pobre criatura. De quê me adiabntava todo ouro do mundo se não tinha paz!?

Encobrimos a morte dizendo que foi uma grave enfermidade. Tentávamos seguir a vida, mas era insuportável. Minha esposa foi definhando aos poucos. Eu, no desespero de tê-la perdido, me matei e minha tortura durou muitos anos. Meu filho, o que provocou o acidente, reencarnou em família humilde, e tem a necessidade de aprender a ser mais generoso e controlar sua irritabilidade. E, estando presente nesta casa há alguns dias, teve a oportunidade de se redimir trazendo seu irmãozinho, aquele que o perseguiu, apesar da deficiência por muitos anos.

Hoje meus dois filhos estão sendo socorridos : um reencarnou buscando acertar e evoluir e o outro sendo ajudado, se libertando da cólera que contraiu contra todos nós mesmo sendo doente e deficiente.

Conto minha história para vos alertar que todos nossos atos são avaliados e contam muitos passos no caminho do bem. E também para agradecer a ajuda ofertada a meus filhos. Obrigado . Fiquem com Deus.”

Assinado : Barão Ninguém
Data : Dezembro de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

DERAM UM TÉCO NA MINHA CABEÇA - Thiaguinho

“Ô, Manêro aí...

A moça aqui tava achando que eu tava querendo curtir com a cara dela. Achou que eu tinha vindo só pra brincar. Pô, não é não...

Gostei daqui, mano ! Me trouxeram aqui e eu gostei. Parece até a minha religião. O Rasta... já ouviram falar dela. Rastafari. Mó legal... + que d+.

A gente fumava uns e ficava zen e era só paz e amor.

Pô. Minhas idéias ainda estão meio bagunçadas. Mas, tá bom, eu vou contar.

Morri mermo... Eu nem merecia isso. Eu era um cara mó tranqüilo. Sussa mermo. Daí, um dia, eu não pude pagá o bagulho e mandaro uns mano pra dá cabo de mim. Me bateram, me chutaram, me xingaram de monte e ainda deram um téco na minha cabeça. Putz! Como doeu. Ainda dói, sabe...

Mas o engraçado é que também me sinto em paz.

Antes de dá um chego aqui, hoje, eu tava lá na praça, encostado num mano que tava fumando um. Tô zen. Tô calmo. Gostei daqui e do povo daqui. Massa! Todo mundo certinho, ninguém de ‘dread’...

Nossa! Aqui tem cheiro bom. Sabia que eu ficava mó tempão sem banho? Eu ficava...

Nem faço idéia do que vô fazê agora. Eu não sei do meu futuro. Minha avó veio me ver um dia, me tirar da rua, dizendo que ia me levar prum lugar legal. Mas não quero ir, sabe!!? Tô bem assim. Mas agora tava ouvindo do tio aí que tem um lugar interessante pra gente ir. Fiquei com vontade de ir pra esse lugar aí. Acho que vou pega uma carona com um desses que tão sendo levado. Eu ouvi que o tio aí falou que a gente pode ir e que se não gostar pode voltar.

Dessa eu gostei. Achei manero mermo. Acho que vô dá uma espiada num buraco desse. De repente entro numas de ficar bonzinho... apesar que eu já sou bonzinho. Mas eu vou. É... tô decidido. Vô segui os mano de branco e vê no que vai dar...

Legal. A moça aqui não sabe escrever do meu jeito, mai ta valendo...

Valeu a parada. Abraço pro povo daqui. Se der eu volto, falô!”


Assinado : Thiaguinho

Sorocaba, Julho de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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