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domingo, 26 de julho de 2009

"A VOLTA" : LIVRO TRAZ 'PROVAS' DA REENCARNAÇÃO




Na Segunda Grande Guerra, em missão ao longo do Pacífico, um piloto da Marinha americana foi abatido pela artilharia japonesa. Seu nome poderia ter sido esquecido e sua memória não passaria de uma cruz a mais no "Memorial dos Heróis de Guerra", em Washington, de não fosse pelas desconcertantes memórias de um menino chamado James Leininger. Filho único, James, à época com apenas 2 anos, começou a ter pesadelos quase todas as noites e acordar seus pais aos berros, debatendo-se em agonia, gritando frases como: "O avião está em chamas!" A partir de então, o pequeno James passou a transmitir informações detalhadas não apenas em seus pesadelos mas também desperto, enquanto brincava e desenhava, no dia-a-dia da família. Mostrava um conhecimento sobre aviões que jamais lhe havia sido transmitido, passou a revelar nomes e sobrenomes, dados geográficos e até mesmo o que (descobriram mais tarde) seria a designação de um porta-aviões da 2ª Guerra Mundial. Como James poderia deter tantas informações se ainda não estava em idade escolar? Seriam lembranças de situações vividas pelo menino que seus pais desconheciam? Seriam memórias de uma vida passada? Seria mesmo a reencarnação uma hipótese a ser considerada?

Muito poucas pessoas -- incluindo aqueles que conheceram piloto -- acreditam que James é o soldado reencarnado. Seus pais, Andrea e Bruce, naturalmente céticos, provavelmente eram as pessoas menos susceptíveis a acreditar em tal história. Mas ao longo do tempo, foram convencidos pelas evidencias de que seu filho teve uma vida anterior. Segundo eles, James precocemente demonstrou interesse por aviões (nada surpreendente para um menino americano). Mas quando completou dois anos, passou a ter pesadelos regulares e acordar gritando, pedindo socorro. Andrea diz que a mãe dela foi a primeiro a sugerir que James estava lembrando uma vida passada.

Certa vez, Andrea comprou-lhe um avião de brinquedo e mostrou ao filho o que parecia ser uma bomba na sua parte inferior. Ela diz que James a corrigiu, revelando o nome técnico do equipamento. Foi justamente quando os pesadelos pioraram, ocorrendo de três a quatro vezes por semana e Andrea decidiu estudar o trabalho da consultora e terapeuta Carol Bowman (autora de "O Amor me trouxe de volta"), que acredita que os mortos, não raro, renascem. Com a orientação de Bowman, eles começaram a incentivar James para compartilhar suas memórias e imediatamente os pesadelos começaram a tornar-se menos frequentes. James também começou a falar mais facilmente sobre seu passado, o que, segundo a autora, é comum em crianças até os cinco anos de idade. "Eles não tiveram o condicionamento cultural ou experiência suficiente nesta vida", disse ela.

Ao longo do tempo, o menino revelou detalhes sobre a extraordinária vida de um ex-combatente -- principalmente na hora de dormir, quando ele estava sonolento. Dizem que o James disse que o avião tinha sido atingido por japoneses e caiu. Contou também detalhes sobre missões, equipamentos utilizados por um avião tipo Corsair, sobre o porta-aviões do qual arrancou a partir ("Natoma") e o nome de alguém que voou com ele ("Jack Larson"). Após alguma investigação, Bruce descobriu que "Natoma" e Jack Larson eram reais. O "Natoma Baía" foi um pequeno porta-aviões, utilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra; e Larson estava morando em Arkansas. A partir de então, desvendar esta história se tornou obsessão de Bruce, pai de James. Ele passou a pesquisar na Internet, consultar registos militares e entrevistar homens que serviram a bordo do "Natoma Baía".

Seu filho disse que tinha sido "abatido" em Iwo Jima. James também havia assinado um de seus desenhos da infância com a inscrição "James 3." Bruce logo descobriu que o único piloto da esquadra morto em Iwo Jima foi James M. Huston Jr e que sua aeronave tinha recebido uma rajada de balas no motor. Tais informações foram confirmadas por outro piloto, Ralph Clarbour, que fazia a retaguarda naquela operação de guerra e que pilotava ao lado de James M. Huston Jr. durante uma incursão perto de Iwo Jima, em 3 de março de 1945. Clarbour disse que o viu o avião do companheiro ser atingido por fogo antiaéreo. "Eu diria que ele foi atingido na cabeça, bem no meio do motor", disse ele.

Com tantas evidências, os pais passaram a acreditar que seu filho teve uma vida passada em que ele era James M. Huston Jr. "Ele voltou porque deve terminar alguma coisa, a qual desconhecemos." Mas Paul Kurtz, Professor da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo, que dirige uma organização que investiga alegações paranormais, diz que os pais se "auto-enganaram". "Eles são fascinados pelo misterioso e eles construíram um conto de fadas", defende. Com o passar dos anos, as lembranças de James começam a desvanecer-se, mas sua paixão por aviões persiste."Ele parece ter experimentado alguma coisa que eu não acho que seja única, mas a forma como lhe foi revelado é bastante surpreendente", observa Bruce.

Apesar dos céticos, este tem sido considerado o caso mais documentado de reencarnação já estudado e a história é tão atraente que virou livro: "A Volta" (Editora BestSeller, 320 págs, R$.19,90) , escrito a seis mãos pelos pais Bruce Leininger e Andrea Scoggin Leininger e pelo romancista Ken Gross. Para saber mais, visite o blog do livro, que será lançado em agosto. E baixe aqui o primeiro capítulo de "A Volta".


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domingo, 7 de junho de 2009

DOR DA PERDA DEPENDE DO SENTIDO DA MORTE

Diante da morte, a dor da separação não pode ser evitada. Contudo, a maneira de encarar a situação e o entendimento de que a morte não existe podem auxiliar, em muito, as pessoas a passarem por este transe tão difícil. O cientista Sir Oliver Lodge estudou e conduziu experimentações, durante anos, acerca dos fenômenos espíritas e tendo perdido um filho durante a 1ª Grande Guerra escreveu um livro, "Raymond", sobre as comunicações mediúnicas e provas de identidade do filho que empresta o seu nome à obra, traduzida por Monteiro Lobato. Diz o cientista: “Jamais ocultei minha crença de que a personalidade não só persiste, como ainda continua mais entrosada ao nosso viver diário do que geralmente o supomos.”

Outra personalidade que obteve grande consolação após a perda da filha querida, Leopoldine, foi o escritor e pensador francês Victor Hugo. Quando exilado na ilha britânica de Jersey, começou a pesquisar os fenômenos espiríticos, relatando as suas experiências na obra "Les Tables Tournantes de Jersey" (As Mesas Girantes de Jersey). Dentre os escritos que deixou para serem publicados após sua morte, destacamos o seguinte, que reflete bem a posição espírita do autor: “A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba e a alma começa. Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu irá além. (...) A morte é uma mudança de vestimenta. A alma que estava vestida de sombra vai ser vestida de luz. Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela. A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.”

Entretanto, há dores que se estendem demasiadamente. Em "O Livro dos Espíritos," livro IV - Capítulo I, Perda de entes queridos, Allan Kardec indaga dos espíritos, na questão 936: “De que maneira as dores inconsoláveis dos que ficaram na Terra afetam os Espíritos desencarnados que as provocam?” Resposta: “O Espírito é sensível à lembrança e às saudades daqueles que amou na Terra, mas uma dor incessante e fora de propósito o afeta penosamente, porque ele vê, nessa dor excessiva, falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao progresso e talvez ao reencontro com os que ficaram.”

O grande antídoto ao desespero, além do conhecimento de que a separação é transitória e a perda o é apenas da forma física tangível, advém da prece recomendada pelo Espiritismo a todos aqueles que partiram. Enquanto se lhes auxilia e fortalece, através destas vibrações da prece os corações daqueles que choram se sentirão aliviados e as suas lágrimas estancadas. Da mesma forma, a prece ajuda no desligamento do espírito das vibrações da matéria, tornando o seu despertar no mundo espiritual mais tranquilo durante a transição da morte.

A consolação espiritual necessita refletir-se no fortalecimento psicológico. Quem guarda relação de dependência emocional com o ente querido que partiu tem muito maiores dificuldades na separação. De agora em diante deve contar apenas consigo mesmo. Se a pessoa acha-se frágil, insuficiente e tem baixa autoestima, provavelmente necessitará de um trabalho para redescobrir seu potencial interno e resgatar sua autoconfiança e autoestima.

Uma observação essencial é que a pessoa que sofre a dor da perda de um ente querido não deve ficar na dependência emocional de uma mensagem psicografada. Apesar de esta ser um inigualável consolo, a pessoa precisa criar forças em seu próprio ser. As comunicações mediúnicas obedecem a leis muito complexas e se constituem mais exceções do que regra. Nem todos os espíritos conseguem se comunicar por um dado médium e, dentre os médiuns, poucos têm as faculdades plenamente desenvolvidas a permitir mensagens com inequívocas comprovações de identidade. São afortunados, pois, espíritos e encarnados que logram obter comunicações satisfatórias.

Trecho de artigo do médico psiquiatra Luiz Antônio de Paiva. Leia texto integral
Abaixo, palestra do autor sobre Transtorno Bipolar e Mediunidade

Palestra AME GO - Transtorno bipolar do Humor e Mediunidade - Dr. Luiz Antônio de Paiva

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

ESCOLHA AS COMPANHIAS PARA SEUS SONHOS


Gostaria de saber o que significa o sonho que tenho. Sonho sempre com minha mãe; que está voltando para casa; que não morreu. Que foi tudo um engano e que estava escondida para ver se sentiríamos sua falta. O que faço? Sinto muito sua falta e esses sonhos me deixam arrasada o dia todo. Por favor me ajudem". L. (por e-mail)

Vou lhe responder utilizando as oportunas observações da autora Cheyla Bernardo Fett, divulgadas no Jornal Boa Nova (Edição 12, de julho de 1997). Como ela bem anota, para alguns, os sonhos podem ter significados ocultos. Para outros, são pura fantasia. Há pessoas que nem sonham. Para nós, espíritas, os sonhos podem ser vistos como uma prova da imortalidade e independência da alma com relação ao corpo. Segundo "O Livro dos Espíritos", a partir da questão 400 até 418, o sonho é a lembrança que temos das experiências que nosso espírito vive no mundo astral enquanto nosso corpo dorme. Durante o sono, a alma se desprende e pode vagar por lugares aqui na terra ou no plano espiritual, encontrando pessoas conhecidas ou não e vivenciando atividades agradáveis ou não, segundo sua natureza.

Uma pessoa acostumada aos vícios pode ter seu espírito atraído a bares ou boates durante o sono, e aí ela vai encontrar espíritos afins e praticar o que gosta. Uma pessoa acostumada a fazer o bem pode encontrar outros bons espíritos e freqüentar hospitais, asilos, visitar espíritos que sofrem no astral e levar sua ajuda. Ou mesmo ir a lugares belos e estudar. Durante esse desprendimento também podemos encontrar entes queridos que se foram e conversar, saber do seu estado ou receber conselhos.

Ao despertarmos, nem sempre nos lembramos completamente do que fizemos no plano espiritual. Às vezes, não nos lembramos de nada, e dizemos então que não sonhamos. Outras, lembramos apenas vagamente do que aconteceu, guardando alguma impressão boa ou ruim da experiência. Apenas em algumas ocasiões podemos nos lembrar dos sonhos com clareza e narrarmos seus detalhes, dos quais guardamos profunda impressão. É o que acontece, por exemplo, quando sonhamos com um parente falecido que nos diz do seu estado no além ou quando alguém, mesmo desconhecido, nos dá conselhos úteis.

Há também os sonhos provenientes do nosso subconsciente. Neste caso não são experiências reais as vividas pelo nosso espírito, mas apenas lembranças das nossas ocupações ou problemas diários. Esses sonhos normalmente são mais confusos, funcionando como uma válvula de escape para nossas emoções.

O motivo de nem sempre nos lembrarmos dos sonhos é a força da impressão que ele nos causa. Se nós simplesmente nos envolvemos com as mesmas atividades que estamos acostumados durante o dia, nenhuma impressão forte guardamos ao acordar. Mas se vivenciamos algo diferente ou importante, ficaremos impressionados e nos lembraremos. Infelizmente, essa impressão forte nem sempre é boa. É o que acontece no caso dos pesadelos.

Os maus sonhos têm como causa algum desequilíbrio oculto ou não em que vivemos. Quando estamos excessivamente preocupados com ganhar dinheiro, podemos sonhar com problemas no trabalho, desemprego, assaltos e coisas parecidas. Se o excesso de zelo for com a nossa aparência, podemos sonhar com acidentes, morte ou doença. Se nos agarramos demais com as pessoas de quem gostamos, às vezes sonhamos com a sua perda ou com desentendimentos. Todo comportamento que se afasta do equilíbrio, revelando orgulho, egoísmo, vaidade, ciúme, avareza e qualquer defeito da alma acaba tendo como conseqüência os pesadelos. Eles servem como alerta de que precisamos nos corrigir para ter paz na consciência.

Há ainda um aspecto mais perigoso, porém interessante: da mesma forma que os bons espíritos aproveitam nosso desprendimento para dar bons conselhos ou conversar, os maus também podem se aproximar para nos perturbar. Eles aproveitam o desequilíbrio moral que citamos acima e nos provocam os pesadelos, que normalmente são aqueles que nos deixam impressionados por mais tempo. Em alguns casos mais graves, em que os pesadelos se repetem ou são freqüentes, acabamos por ter nosso comportamento diário alterado por causa dos sentimentos ruinsdespertados por esses sonhos, como o medo, tornando-nos agressivos e arredios. Nossa saúdetambém fica prejudicada pela falta de descanso noturno.

É aí que o Espiritismo pode novamente nos ajudar. Além de nos esclarecer sobre o que pode estar acontecendo conosco, podemos encontrar socorro no centro espírita. Lá receberemos as lições que nos farão reorientar nossas vidas, através das palestras ou de orientações particulares (conversando com os dirigentes da casa). Podemos achar em nós mesmos os defeitos que nos prejudicam e trabalhar para corrigi-los. É no centro espírita também que pode ser percebida a participação de um mau espírito provocando nossos pesadelos. Uma equipe mediúnica poderá afastá-lo até que reencontremos o equilíbrio. Ao mesmo tempo, os passes ajudarão a recompor a saúde física. Se você ou alguém com quem convive está sofrendo com esse problema, procure o centro espírita. Ele poderá ajudá-los.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

PARECE QUE TODOS MORREM, MENOS A GENTE!


"Walzinha, minha filha querida!
Quanta saudades sinto de você. Éramos uma família bem feliz, não é? Nem sempre tive a cabeça muito no lugar, gostava de jogar bola (era bom nisso); o tio Carlinhos falava : 'O Nelsinho é bom de bola', lembra?

Era meio moleque, gostava de estar com os amigos e a família. Nem sempre estávamos juntos, porque o trabalho exigia que me ausentasse por vezes. Mas eu sempre os levava comigo, em meu coração. Vani, companheira fiel e sempre alegre, Tivemos uma vida simples, mas as alegrias não faltaram.

Wal, não entendi bem quando fui tirado de vocês, mas com o tempo, com muito estudo e fé, compreendi que antes mesmo de estarmos juntos, nos comprometemos e aceitamos uma vida que raramente pode ser mudada. Parti e a deixei. Sofreu e sofri também. As orações que fez por mim foram como um bálsamo e me fez ver que realmente era um ser privilegiado por ser amado assim, como sempre fui. Você nunca me pediu ou impôs condição para me amar. Me amava, simplesmente, por ser boa e por ser melhor e mais evoluída que o pai.

Quero pedir perdão pelas vezes que deixei de ser o pai companheiro que talvez devesse ser. Mas tudo o que fiz foi sem maldade. Sempre fui feliz assim e nunca me aquilo. Preocupei com a morte. Parece que todo mundo morre, menos a gente, né! Agora sei que estava errado e me arrependo por não ter feito mais por vocês, ou a deixado em melhor situação.

Aqui tudo é tranquilo. Passei tempos sem poder dar notícias porque precisava aprender muita coisa, mas agora tive a oportunidade de deixar uma mensagem e lhes dizer que sinto muita falta de vocês. Que eu as amo de todo o meu coração e que sempre que me é permitido as visito e deixo o meu carinho e o meu amor.

A você, Wal, desejo tudo de bom: saúde, paz e muito amor em seu coração. Quero que saiba que nada acaba e que nos encontraremos um dia. A vida e a morte não existem. Existe um lapso de tempo, uma lacuna que nos obriga e permite aprender coisas que não demos importância, para só depois reencontrarmos e voltarmos, melhores, mais maduros e mais 'pé-no-chão'.

Saudades grandes de vocês todos. Que Deus os abençoe e guarde. Estou bem e feliz e, principalmente, em fase de aprendizagem. É como começar a primeira série sem saber ler ou escrever, só que as lições são em relação à alma, ao amor, à caridade, a Deus. Lições que servirão para todo o sempre. Voltarei, se me for permitido, para trazer mais notícias. Fiquem em paz. Oro e peço sempre por vocês. Um beijo carinhoso do pai que te ama muito."

Assinado : Nelson (psicografia)

Data: 14 de maio de 2009
Local: Sorocaba (SP)
Médium: S.A.O.G.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

EM SONHO, TOQUEI, ABRACEI E BEIJEI MEU FILHO


"Meu filho Eduardo faleceu no dia 21/12/2008, com 27 anos. O Eduardo era um rapaz aparentemente saudável. No dia 3 de dezembro ele estava viajando a serviço, quando a noite no hotel sentiu uma forte dor lombar, que fez com que fosse para o pronto-socorro. Lá descobriram que a artéria abdominal havia sofrido uma rachadura. Foi realizada uma cirurgia para colocar uma prótese. A cirurgia correu bem, mas logo que passou a anestesia e ele foi desentubado sofreu uma parada cardiorespiratória, entrando em coma, e assim ficou até falecer. Foram dias terríveis, de dor e incerteza. Mas, dia desses, sonhei que caminhava em passos rápidos numa noite escura sobre um gramado, e era acompanha por uma pessoa que não lembro quem era. Na minha frente via uma casa com janela grande de vidro e uma sala muito iluminada. Quando cheguei perto notei que haviam pessoas na sala. Ao chegar mais perto vi o meu filho em pé na parte em que a janela estava aberta. Comecei a chorar e corri para a janela, ele se debruçou sobre a janela e me abraçou, dizendo: 'mãe porque tu chora, eu estou bem, e estou lhe preparando uma surpresa, só não posso lhe contar o que é'. Eu o beijei, abracei, e logo estava dentro da sala. Então ele me falou: 'mãe não chora eu to sempre contigo, você não me sente? eu estou bem, não se culpe pelo que aconteceu, se não fosse agora iria ser outro dia, mas ia acontecer. Eu estou feliz, eu moro com estas pessoas que estão aqui comigo'. Nesse momento vi que havia na sala um casal de idosos e um rapaz. Ai, meu filho os apresentou dizendo que o rapaz se chamava Everton, que havia falecido a 5 anos atrás e que era da região de Cruz Alta, e o casal de idosos se chamavam Jaks. Após ele me abraçou. Como num susto eu acordei. E, que em nenhum momento meu filho chorou, ele estava tranquilo, bonito, mais magro, realçava limpeza vestido numa camisa pólo branca. Estou pedindo resposta porque o sonho foi tão real, pois nele eu senti que toquei, abracei e beijei o meu filho. Eu senti. Após esse sonho passei alguns dias mais tranquila, parecia que eu havia aplacado um pouco a minha saudade. Será que meu sonho foi real, ou só loucura de uma mãe saudosa demais?" N.P. (Grupo Partida e Chegada)

Certamente já deve ter visto neste nosso espaço uma série de artigos que tratam sobre sonhos e a dimensão espiritual que eles tem para aqueles que crêem na espiritualidade. Sabemos que o sono é um veículo de desprendimento e ligação com o mundo invisível, oportunidade na qual algumas janelas se abrem. Vamos a muitos lugares, mas também lugares, coisas e pessoas (principalmente aquelas que nos são mais caras) vêm até nós. O que virá não pode ser previsto, mas sim desejado. Por esta razão defendo que devemos buscar pensamentos positivos, reconfortantes e de caridade nos minutos que antecedem o sono. A oração também é um instrumento poderoso, principalmente para aqueles atingidos por pesadelos e visitas indesejadas.

No seu caso, o forte elo de ligação com seu filho lhe permitiu viajar pelo mundo etéreo das imagens e sensações. Os sonhos, defende o escritor Márcio de Carvalho, "são a primeira forma de mediunidade que se conhece". Através deles, projetamos nosso espírito e, não raro, temos contato ou notícias das pessoas que amamos, estajam elas neste ou em outro mundo.

Por isto a importância do pensamento e dos sentimentos. Sabemos que não devemos "perturbar" o espírito de um ente querido com tristeza excessiva, choro e lamentação. Se enviamos irradiações mentais perturbadoras, criaremos problemas para sua vivência numa nova realidade. Por outro lado, os pensamentos de carinho e saudades (sem o ranço de dor) são positivos e pavimentam seu caminho na nova fase da vida.

Pelo que nos conta, é exatamente este o estado de seu filho, acolhido que foi por espíritos que, de alguma forma, lhe são afins. Esta é a informação que nos importa neste momento, pois é um erro buscar ostensivamente informações que não nos é dado conhecer, ou compreender enigmas de nossas vidas que somente a vivência, a seu justo tempo, nos serão revelados. Digo isto, em suma, para que creia na comunicação real e absolutamente clara que teve, ainda que relativamente recente a viagem realizada por seu filho. Mas também para que não se apegue ao significado ou que busque antecipar acontecimentos que estão e não devem sair do futuro. A "surpresa" a qual ele se referiu somente lhe será indicada quando ou muito tempo depois que houver acontecido, sendo relevante apenas conhecer e ter a certeza da presença dele, em qualquer plano que seja, a velar por você e pelas pessoas que amava.

Em troca, ajude-o como puder. Procure comprender melhor os mistérios da vida e da morte e cultive o hábito da oração. Se os sonhos são uma espécie de mediunidade em estado embrionário, a prece serve como um meio de comunicação mais eficiente que e-mails, telegramas ou sedex. Simplesmente porque transporta algo absolutamente mais rico e valioso, o sentimento.

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

ESTIVEMOS JUNTOS EM MUITAS VIDAS

“Venho pra agradecer pelo que tem feito por nós. Nós que nos comprometemos junto da espiritualidade numa missão de amor e carinho.

Você que já foi minha mãe, minha filha, meu tudo em muitas outras vidas. Você que está ligada a mim e eu a você há séculos, num pacto de amor sem fim.

Você em quem eu posso confiar e contar sempre.

Sei que não é nada normal a mensagem de alguém que se encontra encarnado. Sei da dificuldade que você terá em acreditar nestas palavras; afinal, estamos juntos de novo em mais uma vida. No momento meu invólucro material se encontra adormecido e aproveito para vir te agradecer e pedir que não desista de mim nesta vida, nem de meus pais. Pais que escolhi e aceitei num compromisso maior.

Não desanime nunca, nem se deixe abater pelo desânimo, achando que é impossível a união de dois seres tão diferentes e tão iguais. Eles precisam desta chance que foi dada e o sucesso desta empreitada depende da nossa força, do nosso amor e da caridade fraternal para com eles. Eles, por muitas vezes, como tem sido, se desentenderão, mas você vai estar lá para reverter o que parece irreversível.

Estou feliz pelo nosso reencontro e sei que posso contar com você.

Ah! O tio Marcos não precisa ficar com ciúme, porque estamos todos no mesmo barco. Ciúme é uma palavra feia, mas só usei paa que ele entenda que faz parte desta família.

Um grande e forte abraço. Precisava agradecer e pedir para que continue. Estaremos sempre unidos pelo amor de Deus Pai. Fiquem com Deus e em Paz. Orem por mim para que eu não me perca neste caminho e não fuja desta missão. Com muito carinho.”

Assinado : Adilson Batschauer (psicografia)
Data : 26 de junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

QUANDO AGONIZAVA, VI O QUANTO ERREI

“Meu nome é José Luiz. Morri num acidente horrível numa viagem de negócios; sofri muito, fiquei preso nas ferragens e ainda sinto o gosto do ferro na minha garganta.

Fiz muita coisa errada e, enquanto estava agonizando, um filme da minha vida passou pela minha frente e vi quanto errei com as pessoas. Fui um monstro. Fiz mal a muitas pessoas. Não roubei, mas tirei o pouco que eles tinham em nome da minha justiça. Meu sócio Alfredo me pressionava para que fizesse as cobranças. As vezes o odeio por isso, mas quando fazia, fazia sem dó nem piedade. Pouco importava se era viúva e tinha crianças envolvidas. Queria o que me era devido a qualquer custo. Hoje vejo fazerem o mesmo com minha família. Minha companheira Eloíza — da qual nunca fui companheiro — sofre e não tem como se manter e as dívidas que deixei, materiais e espirituais a deixam desesperada.

Sofro muito, sinto dores horríveis e não sei como sair disto. Peço ajuda e apesar de não acreditar em orações, vejo que talvez só isso foi verdade, seja a única coisa que pode curar meu sofrimento. Meu filho Alberto e meu filho Rodrigo só aprenderam a gastar o que eu tirava dos outros. Tinha uma vida fútil e ‘boa’ pra eles, mas não quero que sigam o mesmo caminho do pai. Pai que não fui; pai que fez falta no exemplo e na dignidade... Peço que me ajudem em nome de um Deus pra quem nunca tive tempo. Um Deus que nem eu mesmo acreditei que existisse.

Nada posso fazer por mim ou pelos meus além de implorar que lhes seja aliviado o sofrimento. Que Deus me ajude e ajude a minha família e a todos que prejudiquei. Assim me despeço e agradeço e a oportunidade.

Um abraço dolorido e angustiante de uma pessoa que precisa de ajuda.”

Assinado : José Luiz (psicografia)

Data : 08 de maio de 2009
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

MEU IRMÃO, COMPANHEIRO E PROTETOR

Como é estranha essa sensação de que você não está mais aqui fisicamente! Quanta saudades tenho de ti Tiago*, meu irmão, companheiro e protetor... Como sinto não ter te dito mais vezes como te amava (e ainda amo) e de como você era importante para mim....

Como faz falta tua voz... tuas ligações... e até o ciúmes que tinha de mim, mas te agradeço por vir me visitar em sonho. Fico bem feliz quando isso acontece, somente gostaria que acontecesse com mais frequência.

A mãe parece forte, parece ter aceitado, mas na sua intimidade, quando está sozinha tenho certeza que ela chora muito de saudades de ti. O pai, por um tempo, parece que não se importou com mais nada, apenas queria ir ao teu encontro, mas agora, passado já 1 ano e 7 meses, parece que está voltando a reagir e perceber que as coisas acontecem como devem ser. E o Vitor as vezes ainda fala do `Pica Pau' (apelido do tio). Como ele ainda é criança, peço à Deus que ele não se esqueça com facilidade de ti.

Sei que nosso destino é escrito antes de encarnarmos, e que temos opção de escolher ou não se queremos aceitar os desafios que virão, pois temos data certa para nascermos e morrermos, por isso aprendi a aceitar tudo o que aconteceu.

Peço-te desculpa pelas atitudes que tomei em relação àquela pessoa... mas já estava sofrendo tanto com tua partida que não quis ficar perto de tanta falsidade e mentira... Preferi me afastar.... e tu sabe como sou "cabeça-dura" e que quando digo que não quero, raramente volto atrás.

Apesar da imensa saudade que tenho. estou bem. Tenho um emprego bom e tudo vai indo muito bem. E no casamento sou muito feliz (sei que você sempre se preocupou com isso). O Adriano é uma pessoa maravilhosa, e não tenho do que me queixar dele. Mas queria muito que você ainda estivesse fisicamente aqui, porque quando acontece alguma coisa comigo sempre penso em te ligar, mas percebo que isso não será possível.

Também quero que você saiba que não tenho rancor da pessoa que te tirou de nós, pois, sabemos que acidentes acontecem a todo instante, ainda mais na tua profissão. Fico um pouco triste somente quando vejo um caminhão dirigido por rapazes que aparentam ter a tua idade. Me dá uma dor no peito....

Rezo para que esteja na paz de Deus e que tenha aceitado tua nova condição de vida logo que desencarnaste. Continue conosco sempre!!! Faça com que possamos sentir tua presença! Com muito amor da mana.
Daiane

*Tiago de Oliveira Soldatelli, nasceu no dia 13/09/1980 em Vacaria/RS e desencarnou no dia 25/09/2007 em Campo Verde (MT), devido um acidente de caminhão

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domingo, 3 de maio de 2009

SONO : O ENCONTRO COM PESSOAS AFINS


É cada vez frequente em nossa caixa de e-mails, na Comunidade no Orkut e na Rede de Amigos do blog o questionamento sobre sonhos. Muitas das vezes, os leitores buscam algo que foge às nossas possibilidades, que é a interpretação das imagens e fatos ocorridos durante o sono. Outras tantas perguntas relacionam-se as lembranças de sonhos que se vão, ficando a nítida sensação de que ocorreram encontros importantes dos quais não recordamos. É sabido -- e já tratamos aqui do assunto -- que o sono é um momento de concessão, no qual nos é permitido superar as dificuldades intuitivas e nos comunicarmos com pessoas afins e entes queridos que se foram. É o momento em que nosso espírito se liberta desse mundo e no qual aprendemos e nos consolamos.

O desprendimento da alma pelo sono constitui oportunidade única para entrarmos em relação com aqueles que se foram ou com nossos mentores. Afirmam-nos a doutrina que "é tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas" (questão 414 de 'O Livro dos Espíritos'). Por outro lado, o sonho "é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono". No entanto, nem sempre recordamos nossas experiências após despertar. Dizem os Benfeitores Espirituais que isso se dá porque ainda não temas "a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades" (questão 402 de 'O Livro dos Espíritos).

Em parte o esquecimento pode ser creditado às características da matéria que compõe nosso corpo físico. "O corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais" (questão 403 de 'O Livro dos Espíritos'). É muito justa esta observação da Espiritualidade, pois em nossa condição de Espíritos encarnados, constituem-se memórias conscientes apenas aquelas reminiscências que foram captadas pelos orgãos correspondentes (olhos e ouvidos).

Em função disso, muitos questionam a utilidade destes encontros, alegando que as idéias e conselhos compartilhados durante o sono não possam ser aproveitados na vida. Neste ponto, esclarecem os Espíritos que "pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento" (questão 410a de 'O Livro dos Espíritos'). Até porque a grande maioria destes diálogos diz respeito a temas que interessam mais à vida espiritual do que à corpórea.

Portanto, percebemos que a possibilidade de encontro com entes queridos durante o sono é real e freqüente. Aliás, o sono é "a porta que Deus lhes abriu para que possam ir ter com seus amigos do céu" (questão 402 de 'O Livro dos Espíritos'). Mas, para que isso aconteça, mais do que o simples fato de querer quando desperto, é preciso evitar que as paixões nos escravizem e nos conduzam, durante o sono, a campos menos felizes da experiência espiritual.

"Aquele que se acha compenetrado desta verdade eleve o seu pensamento, no momento em que sente aproximar-se o sono; solicite o conselho dos Bons Espíritos e daqueles cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham assisti-lo, no breve intervalo que lhe é concedido. Se assim fizer, ao acordar se sentirá fortalecido contra o mal, com mais coragem para enfrentar as adversidades" (item 38 do Capítulo XXVIII de 'O Evangelho Segundo o Espiritismo').

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

PERDER ALGUÉM É PERDER PARTE DE NÓS

"Quantas saudades de meus pais que já partiram para a grande viagem! Quantas lembranças que nos arremetem lá no passado e podemos até ouvi-los em nossos pensamentos. Meu pai, um espírita convicto que me passou tantos exemplos de humildade e honestidade que graças a Deus ,pude passa-los aos meus filhos. Lembro-me dos passeios que fazíamos todos juntos e ríamos por nada,apenas pelo prazer de rir e ser feliz. Minha mãe,com suas mãos abençoadas que fizeram os sapatinhos e casaquinhos de todos os netos e bisnetos e estava sempre fazendo um crochê para dar de presente,distribuindo seu carinho e afeto a todos que a rodeavam. Eu estou sempre dizendo que agora ela deve estar fazendo sapatinhos para os anjinhos!!!Mas como dói a ausência,a falta de notícias,a casa vazia,abandonada!Eu falava com ela todos os dias infalivelmente às 10h da manhã.Quando eu demorava um pouquinho ela já ligava primeiro e agora eu não tenho mais prá quem ligar e contar as novidades dos filhos, da orquídea que floresceu ou do ponto de crochê que eu queria fazer.Como o tempo passa rápido ! Agora dia 25 de abril já lá se vão 15 anos que o papai partiu e minha mãezinha fez 2anos e 5 meses. Eu tenho certeza de que eles estão bem porque só fizeram o bem.E isso me conforta muito e oro todos os dias pedindo que Deus ilumine a caminhada deles no plano espiritual."L.M. - Paraná

Nas muitas manifestações que recebemos, boa parte relaciona-se à perda de parceiros de vida. Aqueles espíritos que escolhemos, antes de iniciarmos esta atual "viagem", para nos acompanharem e com eles compartilhar alegrias e tristezas. Para juntos evoluirmos, dia-a-dia, a despeito de eventuais pendências que possam advir de vidas passadas.

Bem sabemos que no caso de pais e filhos, parece insuperável a dor da ausência. "Entrar numa casa vazia pode ser, para quem perdeu o marido, a mulher, os pais ou os filhos, uma das experiências mais difíceis do cotidiano. Quando este alguém morre, o mundo parece desmoronar. Inicialmente, somos tomados pela perplexidade, como se nos encontrássemos num país estrangeiro e ninguém falasse nossa língua.

"Nós nos sentimos perdidos, como num pesadelo de que não conseguimos acordar. Vagamos como se estivéssemos adormecidos e, mesmo assim, uma terrível tristeza nos traz de volta à realidade. Nosso companheiro ou nossa companheira partiu e ficamos incompletos e vulneráveis. Não há ninguém que nos motive a despertar pela manhã ou nos convença a ir dormir à noite. Na realidade, não conseguimos enfrentar a hora de ir sozinhos para a cama. Tudo isso faz parte do processo normal de sofrimento.

"Perder alguém é, em certo sentido, perder parte de nós mesmos. Confiávamos um no outro, éramos íntimos, e nos apoiávamos em todas as ocasiões. Agora, quando mais precisamos de sua companhia, estamos sós. Tudo que construímos juntos parece sem sentido e vazio, porque não podemos compartilhar. Parece quase impossível fazer parte de um mundo em que ele ou ela não esteja mais presente".

Qualquer um pode observar que, ainda entre pais e filhos aparentemente sem sintonia, o abalo é gigantesco. No dia em que um deles morre, o outro deixa de ser aquele de sempre. Prevalece a angústia. Alguns parecem jamais se recuperar e ficam as lembranças dos velhos dias felizes. Crêem que só serão verdadeiramente felizes quando se encontrarem de novo em espírito. Então, aquela parte deles que morreu renascerá.

Mas não é necessário esperar tanto. Nossa experiência demonstra que nada mais irreal do que a sensação de distanciamento, de perda. Seus pais, que a amavam tanto, continuam em seu coração, vivem com você; mas não apenas isto. Suas almas a acompanham em sua jornada, mas, não menos certo, precisam de ajuda para poder ajudá-la. Sua angústia é a angústia dele, quando sente que nada podem fazer para te consolar.

Por isto, digo que um exercício eficaz para superar o trauma da ausência é conversar. Isto mesmo. Podem te achar maluca, mas você e eu (ao menos) sabemos que não é ! Converse com quem se foi, mas de maneira positiva, alegrando-se na certeza de que eles existem e assim ajudando-os a compreender seu novo estado. Fale com else como foi seu dia, suas dúvidas, seus planos e peça a sua opinião. De uma maneira ou de outra, por iniciativa própria (quando permitido) ou por intermédio de espíritos de luz, seu recado lhe chegará, mesmo que através dos sonhos.

Pode ser um exercício doloroso, pois quem ficou quer mais. Mas lembre-se, sempre, que a ajuda precisa ser mútua. Portanto, tanto mais estará fazendo bem aos pais que se "distanciaram" na medida que reconhecer esta verdade e aceitá-la, com paz no coração. Não se vincule a uma comunicação que pode nunca vir, pois a espera e a falta podem se transformar em flecha de dor. E sua dor, não se esqueça, é a dor deles. Viva este momento com confiança na imortalidade do espírito, pois só esta certeza, sincera e sólida em seu coração, fará curar as cicatrizes e ajudar quem se foi.

Marcos Grignolli

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terça-feira, 21 de abril de 2009

O LUTO NÃO ACONTECE APENAS PELA MORTE


Ao contrário do que muita gente pensa, o luto não acontece apenas pela morte de um ente querido. Há outros lutos, talvez maiores, que ocorrem após a perda psicológica de um objeto ou pessoa a que se tinha apego. Apego, eis aí a razão de nossas infelicidades e a chave para nossa libertação. Talvez o grande ensinamento da vida, que vamos aprendendo a duras penas, é desapegarmos de coisas, circunstâncias e pessoas. Desapegar não é amar menos ou diminuir a importância do objeto, mas é compreender e aceitar o fenômeno essencial que é a transitoriedade.

O segredo de se manter no perene fluxo da vida é ir desapegando-se do que passou e sintonizando nossas emoções no presente ao que é essencial dentre todas as coisas. A doutrina espírita nos esclarece tudo isso e, como Jesus, há dois mil anos, reafirma-nos a realidade da sobrevivência do espírito após a morte e a continuidade da vida em outras dimensões. Por isso, consola-nos os corações sofridos no luto pelas grandes perdas, seja pela visita da morte, seja pelo abandono de almas queridas, seja pela perda de ilusórios haveres ou de posição social.

Luiz Antônio de Paiva
Trecho de artigo do jornal DM.
Leia texto integral

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

FAMÍLIA: A VIDA É UMA MISSÃO CONJUNTA

Gostaria de uma informação, meu pai tem 85 anos e era um homem com ótima saúde, super ativo, não dependia de ninguém. No começo do ano passado ele sofreu um derrame (AVC), e hoje não anda, não come sozinho, ficou totalmente dependente. Ele está muito perturbado, pois todos os dias chora muito e pede a morte. E tem dias também que chama toda a família dele que já é falecida, pai, mãe e os irmãos e alguns vizinhos que já faleceram a bastante anos.Não está sendo fácil, acompanhar essa situação que ele se encontra, pois eu que sou a única filha sofro muito. Sou eu que cuido dele 24 horas por dia. Tive que abandonar meu trabalho, deixar de lado minha vida pra ficar com ele. Gostaria de saber na visão dos espíritas porque meu pai está passando por esse sofrimento? Tem alguma coisa a ver comigo também? E porque ele fica chamando as pessoas falecidas? R. Z. (por e-mail)

Todos nós, pelo menos dentro da concepção Espírita, temos uma história de vida pré-definida. Não se trata de karma ou dharma, de destino ou influência dos astros. Na doutrina, acreditamos que somos, todos, almas imortais, que passam por várias experiências (vidas), no intuito de aprender e evoluir. Por isto, entre uma existência e outra, buscamos aprender e definir os objetivos de vida de nossa próxima etapa. Escolhemos as pessoas com as quais desejamos ter relacionamento e com as quais buscaremos resgatar dívidas, buscar perdão ou que, apenas, queremos auxiliar. Tudo isto, por absoluta necessidade, nos vem envolto em esquecimento, que (bem analisado) é tão-só um aspecto a nos ajudar na missão de ajudar, sem esbarrar em antigos rancores e antipatias.

Apesar disso, não aceitando ou não compreendendo esta dinâmica das vidas sucessivas, muitos leitores nos chegam com raiva de Deus. Eles vêem a morte ou a própria vida como forma de punição e se perguntam como um Deus de amor pode ter semelhante atitude. A experiência nos ensina que, nesses momentos, a palavra mais sábia pode soar vazia. Portanto, nos resta ser solidário, embora ressaltando que a crença na continuidade da vida demonstra que não existe um Deus vingativo e punitivo.

Sofrer a morte de um ente querido, bem o sabemos, é um processo que destroça o coração. Mas, não menos raro, viver no sofrimento pode ser uma prova ainda mais dolorosa para a fé e o entendimento.

É essencial que tenhamos paciência, que não nos precipitemos. Não há um plano a seguir, nenhum calendário que ajude a controlar os males e desafios dessa nossa existência. Alguns se recolhem em si mesmos e encontraram uma força espiritual interior que jamais suspeitaram que tivessem. Tais pessoas relatam que agora têm uma ligação muito mais forte com Deus e falam como o enfrentamento das adversidades deu-lhes a chance de aprender sobre o amor.

Mas o importante é saber que o retorno de cada um de nós a esta Terra tem objetivos bastante definidos. Quando esse objetivo é cum­prido, partimos. Algumas almas necessitam viver uma vida longa, enquanto outras precisam apenas de uma experiência breve, antes de retornar a seu lar espiritual. A escolha é feita antes de encarnarmos em nosso corpo. Quando conseguimos olhar a vida dessa maneira, aceitando que o tempo e o espaço são dimensões terrenas e que somos seres eternos, podemos começar a entender a natureza da vida e da morte com muito maior clareza.

Seu pai (e muito provavelmente, também você) esboçou antes de reencarnar esta trajetória de vida. Por alguma razão ele tem que passar por esta experiência, mas contou com a sorte de tê-la como filha, com toda sua força e fé, que tanto o ajudaram nos piores momentos. Mas pense que também você, de alguma maneira, tivesse ou tenha aceitado tal provação, somente para estar perto dele e cumprir este papel. Isto explica, de certa forma, tamanha dor. A dor de quem muito ama e gostaria de fazer mais. Mas nossas existências são feitas de estágios, de momentos, que costumamos chamar de “vidas”. Este momento da longa história de vocês passou e teve a mais alta nota. E virão outros e outros, nos quais vocês estarão ainda mais ligados e solidários, num amor eterno, como eterno somos todos nós : espíritos aprendizes.

Quanto ao chamamento ou visões de pessoas já falecidas, pode significar que a doença rompeu barreiras comuns a todos nós, facilitando-lhe a comunicação com os espíritos que já se foram. Este é um acontecimento comum e não lhe deve causar susto ou preocupação, pois a presença real ou mesmo a "fantasia" de tais comunicações certamente ajudam-no a superar esta situação atual.

Marcos Grignolli

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sábado, 18 de abril de 2009

'NÃO MORREMOS, O AMOR NOS LIGA ETERNAMENTE'

Reencarnação, tema muito importante para os dias de hoje. As pessoas estão muito acomodadas e somente o sofrimento, a perda de entes queridos é que as faz acordar para a realidade da vida. E o melhor, é saber que nós não morremos que o amor nos liga eternamente... E que através de estudos e exercícios podemos senti-las ou nos comunicarmos. E é maravilhoso saber que o filho que hoje estamos recebendo em nosso lar pode ser um antepassado querido ou alguém a quem precisamos perdoar ou sermos perdoados . Quando todos tiverem essa compreenção, o mundo será muito melhor. Wilma Vinhas (Grupo Partida e Chegada)

Falamos aqui neste espaço, frequentemente, sobre a reencarnação e sobre como levamos vári­as vidas para aprendermos a viver, não como seres humanos, mas como espíritos que se dispõem a prender. No papel, tudo parece fácil, como num manual de instruções. Já na vida normal, porém... Nada parece tão simples. O que acontece é que podemos até sair determinados a fazer tudo certo, mas quando chegamos aqui, com um médico dando palmadas no nosso traseiro e aquele monte de luzes e sons e coisas que não entendemos, esquecemos tudo. Então temos que aprender a nos encaixar numa família, numa escola, num bairro, num trabalho, numa re­ligião, numa sociedade, enfim, num mundo inteiro, e acabamos esquecendo de nos encaixarmos nos planos que tínhamos para nós.

Saber mais sobre a reencarnação é fundamental para crescermos, evoluirmos e aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre a estrada que trilhamos. Precisamos freqüentemente de algo que nos lembre o que tínhamos que fazer.

Além disso, há o risco permanente de excessivo apego às regras em detri­mento do melhor para todos. Nós também podemos cair, eventualmente, numa armadilha do ego. Ninguém está imune. A vida é uma eterna prova, desde o nascimento até a passagem. Por isto, devemos prometer jamais nos entregarmos à preguiça e ao descaso, à indiferença e ao desânimo. Vamos continuar estudando, aprendendo e dando nosso melhor ao mundo e, quando alguém nos balançar o dedo como uma vara com alguma ordem imbecil, vamos domi­nar o desejo de explodir e devolver a provocação com um sorriso gentil.

No final, não precisamos esperar um momento espe­cial para nos tornarmos o que sonhamos ser. Nosso aprendizado está nas pequenas coisas, nos afagos, nas palavras certas, no olhar bonito que embeleza o mundo. Aí está nosso aprendiza­do. Creio que, no fim, é mais importante vivermos cada dia com beleza de gestos do que nos tornarmos os melho­res em um trabalho, função ou competição qualquer.

Os espíritos nos lembram que muitas vezes deixamos de ver o mundo e a vida como os presentes que são. Nos perde­mos em queixas, brigas e remorsos. Esquecemos de ver o riso e a beleza que às vezes se ocultam, mas ainda estão lá. Elas lembraram a mim, eu lembro a vocês. Sempre have­rá pessoas nos atrapalhando e tentando tornar a vida alheia mais sem cor, sem graça e mais difícil. Cabe a você permi­tir que consigam ou não. Aprenda isso e, não importa o que você tenha feito em outras encarnações, estará fazen­do bom uso desta.

Por Eddie Van Feu
A partir de artigo de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.
Extraído da série "
Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

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domingo, 12 de abril de 2009

MEUS FILHOS FORAM DISTRIBUIDOS COMO ANIMAIS


"Meu nome é Maria José. Tenho 45 (54) anos. Tive cinco filhos. Alguns ainda são pequenos. Ainda precisavam de mim quando desencarnei. Meu marido, com muita força tentou cuidar deles e ser, além de pai, mãe também. Porém, não conseguiu e abandonou tudo. Hoje, perambula por aí, arrependido de não ter sido capaz...

Meus filhos foram distribuídos como animaizinhos de estimação. Só dois deles continuam juntos. Sou muito triste. Não consigo ajudá-los. Nada posso fazer por eles. Morri por falta de cuidados, por ser pobre e carente.

Depois, cheguei à conclusão de que minha morte chegou por culpa minha. Não cuidei do corpo como deveria. Fui deixando sem pensar nos meus pequenos. Como meu culpo. Mas... já é tarde. Hoje só posso dizer que se não for por Deus, meus filhos não terão futuro. Sinto que causei isto tudo. Que toda a desgraça foi por descuido. Sofro por não ter como voltar no tempo e fazer o que deveria ter feito.

Não tem ninguém por eles. E quando percebo que tudo poderia ser diferente, me dilacero, me culpo e a dor toma conta de meu ser. Não sei o que fazer. Me sinto desesperada e culpada : meus filhos nada sabem de mim.


Peço perdão a Deus Pai Todo Poderoso e que cuide de meus filhinhos. Tudo é muito recente, ainda estou confusa. Vim aqui pra pedir, além de perdão a Deus e a meus filhos, muitas preces.

Preciso de oração, preciso de ajuda. Que Deus Pai me ouça e me ajude. Sei que nele tudo posso, mas pequei e muito. Até mesmo o abandono dos meus filhos pelo meu marido foi culpa minha. Precisava falar.

Agradeço a oportunidade e mais uma vez peço ajuda. Deus os abençoe.”

Assinado : Maria José (Mazé)

Data : Março de 2005.
Local : Sorocaba (SP)
Médium : S.A.O.G.

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

"NÃO SEI O QUE FAZER PARA MUDAR MINHA VIDA"

"Estou precisando muito de orientações, um caminho certo a seguir... Desde os meus 15 anos me envolvi com uma pessoa muito carente, porém seus caminhos não são muito certos.Temos uma ligação muito forte. Infelizmente ele fez o que não devia e acabou sendo preso, passei 6 anos (dos 19 ate os 24) visitando ele, conversando, mostrando que ele poderia ser uma pessoa diferente .. E ele acreditou em mim. No final de 2006 quando voltei de uma visita feita a ele, não consegui entrar em casa, as portas estavam fechadas e minha família não me deixou entrar... Acabei indo morar de favor com uma amiga, então resolvi alugar uma casa e morar sozinha. No final de 2007 ele saiu e veio morar comigo, outra pessoa, estava muito feliz, outra cabeça, decidido a mudar de vida... Foi duro a batalha por emprego, nessa época estava de ferias e durante 1 mês consegui ajuda-lo a percorrer o caminho da procura por emprego, como era apenas eu trabalhando passávamos um pouco apertado, mas íamos seguindo, ate que ele conseguiu um emprego, mas foi demitido. Passados 4 meses ele já estava se desesperando para arrumar emprego. Foi quando eu comecei a mudar, devido ao desgaste do dia a dia fui perdendo a paciência por qualquer coisa, (...) acabei humilhando ele muito em palavras "Dizendo que ele dependia de mim"... Não era eu sabe? No mês seguinte ele começou a conhecer novas amizades, que abriram as portas para ele voltar a vida antiga que levava, infelizmente sempre a única coisa que ele soube fazer...Ele me escondeu durante alguns meses, acabei descobrindo e brigamos feio... Ele está sofrendo, vejo em seu semblante e eu também... Já não consigo mais trabalhar, estou afastada do serviço a 4 meses, me tratando, não tenho mais ânimo para nada e não sei o que fazer para mudar toda essa situação, peço a Deus todos os dias e para os bons espíritos para me orientarem. PS: minha família ainda não aceita, moramos a mais de 1 ano juntos e eles não sabem, tenho medo de contar, de decepcionar as pessoas, da reação das pessoas, mas também não quero abrir mão dele, eu o amo e sinto que tenho algo inacabado com ele, algo que preciso concluir..." - T.N.

Sabe, crescemos na maioria das vezes, ouvindo que a família é a única instituição criada por Deus. E num dado momento, mais cedo ou mais tarde, nos perguntamos: "Ora, se Deus é perfeito, santo, paz, amor e alegria, por quê tantas famílias, que deveriam ser instituições de paz, amor, carinho, fraternidade, são na maioria das vezes o foco dos nossos maiores problemas?"

Como bem acentuado pela jornalista Marcela Melo, no filme “Casamento Grego”, podemos ver claramente isso. A personagem principal, cuja característica apresentada é totalmente inversa à de sua família, se vê numa enroscada quando tem que apresentar o primeiro e único namorado à parentela que é totalmente unida, mas, possui seus traços que para ela nada condizem com sua realidade de vida. Pessoas escandalosas, desequilibradas, um tanto quanto loucas talvez.

Quem nunca passou uma situação semelhante? Somos seres humanos, e temos neuroses; e isso já foi comprovado pelo Ministério da Saúde. Mas mesmo assim, não admitimos, não acreditamos, e seria interessante cuidarmos disso, e o quanto antes melhor!

O interessante de toda essa história, é que somos capazes de compreender, dar conselhos, e até mesmo ajudar pessoas com problemas semelhantes, mas alheios aos nossos, e quando chega nossa vez, tudo se desmorona! E vem sempre aquela perguntinha: O que fazer?? O problema certamente está em querer se ajudar e isso só depende de nós. O grande golpe de mestre, é se desligar de todas as dependências e co- dependências que muitas vezes carregamos das nossas famílias e não queremos nos desprender. Muitas vezes nem nos damos conta disso. E inconscientemente tudo isso vira parte de nós. Ficam enraizados!

O ideal é nos conscientizar que cada ser humano é único no mundo e a nossa felicidade é individual. Não devemos, aliás, não podemos depender do outro para ser feliz, mas sim e somente de nós mesmos. De nos querer bem, nos amar incondicionalmente e nos permitir ou até mesmo nos obrigar a nos fazer felizes!

Outro cuidado importante é não sair de toda essa guerra e levar todas as neuroses familiares e problemas criados ao longo dos anos para os nossos relacionamentos futuros ou para nossa vida pessoal, pois como falamos, somos únicos, e encontraremos , claro, se quisermos, nossa maneira saudável e equilibrada de viver, se quisermos.

É óbvio que existem famílias ótimas, lares quase perfeitos, verdadeiros portos seguros, onde se pode viver equilibradamente, ter paz e muita alegria. Mas qual é o segredo dessas famílias? Nota-se que 90% dessas famílias, ou mais, vem de casamentos baseados em sinceridade, amor, cumplicidade. A criação dos filhos é feita a dois mesmo. O Casal assume a posição de um só. Ambos participam de tudo e em tudo estão unidos na mesma opinião cedendo e compreendendo. Não existe competitividade em nenhum ângulo. São relacionamentos desenvolvidos à base de conversas, diálogos abertos, carinho, troca, e apoio mútuo..

Existem sim, os problemas, afinal de contas, nunca viveremos sem eles, mas acredite: Podemos viver com nossos problemas do dia a dia sem deixar que ele nos domine. Vamos nos permitir ser felizes em nossas próprias casas, com nossas famílias, deixando que os problemas venham sim. Vamos ajudar, compartilhar, mas nunca deixar que eles nos dominem, pois somos, cada um nesse universo, responsável pela nossa própria felicidade e temos o direito de achá-la, onde quer que ela esteja. Deixemos que a paz, o amor e a compreensão sejam bases sólidas para nosso relacionamento familiar hoje e sempre.

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

CUIDEMOS DE NOSSAS FERIDAS

"É com o coração cheio de esperança que começo a escrever este e-mail. Meu nome é Ana. No dia 14 de abril de 2007, fomos abençoados por Deus por um presente Divino, chegava a Terra nosso anjinho Raphael, foram noves meses de imensa felicidade, amor, alegria e tudo era perfeito... Até que no dia 26 de janeiro de 2008, toda essa alegria desapareceu em frações de segundos, em um sábado um moço de apenas 18 anos, com poucos meses de carta, subiu em cima da calçada onde estava eu, meu esposo e o Raphael em seus abraços, o carro pegou os dois por traz e não deu tempo nem de ver direito o que tinha acontecido, quando me dei conta, vi meu filho, meu anjinho, de apenas nove meses ter a sua vida interrompida por uma imprudência, peguei ele do chão, pedi a Deus que não o tirasse de mim, mas ele não resistiu, faleceu momentos depois no Hospital....Meu esposo depois de algumas cirurgias e de alguns dias internados, hoje, apesar das sequelas, está bem, estamos bem na medida do possível... É dicifil escrever sem chorar...é dificil não sentir saudades, mas sabemos que apesar de tudo, ele está bem no plano espiritual, mas a dor da saudade é tanta, que as vezes a revolta bate em nossos pensamentos e corações.... Sei que Deus em Sua bondade infinita, é perfeito em todas as decisões e não quer o sofrimento de seus filhos... Peço que se puderem, se for possivel, digam ao nosso filho amado é quanto ele é importante para nós, não foi, é e sempre será o nosso pirulito (era assim que o chamavamos) e que se Deus um dia permitir estarei com ele novamente nos meus braços quando deixar este corpo que abriga esta alma cheia de saudades.....
Filho: Te amaremos eternamente!!!!"
( Ana )

Ana, o Blog Partida e Chegada tem o objetivo de, na medida do possível, esclarecer, levar alento e ajudar pessoas que tiveram alguma perda, mas que crêem que há vida após a morte.

Sinto muito por tudo o que passou, bem como pelo que sua família está passando ainda; mas nesta vida, a gente passa por muitas provações e nem todas nos parecem justas.
Sempre nos perguntamos... "por quê comigo?"

Mas também... porque não com a gente? Somos todos iguais e nós espíritas que acreditamos em reencarnação, em débitos desta e outras vidas, acreditamos também que para quitar tais débitos, voltamos e passamos por provações. Se pudéssemos nos lembrar do que fizemos, talvez entenderíamos melhor o que nos acontece hoje. Mas, por outro lado, não nos valeria de nada, afinal, não haveria evolução alguma.

Perder alguém que se ama é muito, muito dolorido e essa dor se mostra mais ou menos aguda dependendo da estreita ligação entre nós e quem partiu. O choro não é proibido nem ruim, contanto que seja sincero e que se dê apenas por saudade. O que não pode acontecer, é chorarmos de revolta, achando que foi injusto, que Deus não é bom. Deus é justo e bom. E por isso mesmo nos dá a possibilidade de voltar e reparar erros. E nos dá a oportunidade de nos reencontrarmos com as pessoas que amamos. Mas, precisamos ter calma, paciência, resignação e encarar a vida como uma prova. Não estamos aqui à toa. Todos nós temos um porque. Tentemos pensar nas lembranças boas...

Quanto à psicografia, via de regra, espíritos jovens ainda não estão em condições ou, talvez, ainda não tenham permissão para tal. Mas o mais importante é que estejam bem, amparados e conscientes de seu novo estado. Quanto a nós, temos nosso caminho e as perdas e dores fazem parte dele.

Gostariamos de ajudar, a despeito de nossas imensas limitações. Queremos e esperamos que os pais se sintam melhor e que o que estão sentindo abrande com o tempo... Que consigam ver a importância de quem ficou neste plano para aqueles que partiram.

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sábado, 28 de março de 2009

FILHO, SAUDADES - Dudu Lasta - II

"Nosso filho, João Eduardo Lasta, retornou ao Plano Espiritual em 28/04/2006, com apenas 24 anos de idade. Deixou muita saudade, mas também deixou muitas recordações e muitas alegrias para todos nós. Prestamos esta singela homenagem ao nosso amado e inesquecível filho, irmão e amigo João Eduardo Lasta. Um dia iremos nos encontrar! Fique com Deus filho". Veja outros vídeos.

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