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sábado, 27 de junho de 2009

DISCOVERY RETRATA BUSCA PELA CURA ESPIRITUAL



A seus 41 anos, Marcia Paulino sofre de diversos transtornos no abdômen, que lhe provocaram até o momento 43 operações, 28 no intestino. Os médicos não explicam porquê lhe sucede isto. Para tratar de resolver seus problemas, Marcia visita a um médium para submeter-se a um rito de cura. Este é o tema de um novo episódio da série "Fator Desconhecido", do canal Discovery., já tratado aqui neste espaço. Discovery Channel abandonou o mundo real para adentrar-se nas ciências ocultas. A série procura respostas a alguns dos fenômenos paranormais mais populares de todos os tempos: exorcismos, aparições de fantasmas, sessões de ouija ou viagens fora do corpo, apresentados através de casos reais ocorridos na América Latina e Espanha.

Cada episódio aborda um tema diferente, ao que os responsáveis da série se acercam com rigor e profissionalidade, tratando de encontrar a possível explicação científica a estes fenômenos. Para tanto, conta com apoio de parapsicólogos, médicos, cientistas e reconhecidos estudiosos de temas paranormais, que tratam de interpretar de um ponto de vista científico estes acontecimentos.

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domingo, 21 de junho de 2009

ESPÍRITOS SE COMUNICAM POR INSTRUMENTOS





Apresento hoje, a partir de documentário exibido originalmente pelo canal Discovery, uma nova forma de comunicação com espíritos, semelhante ao trabalho desenvolvido, no Brasil, pela pesquisadora Sonia Rinaldi. A série "Fator Desconhecido", do Discovery, explora uma série de fenômenos paranormais ocorridos nos EUA, na América Latina e em Espanha. Cada um dos seis episódios que compõem a série é dedicado a um tema ou caso específico. Entre outros, são apresentados os mistérios da prática do ouija (a famosa brincadeira do copo) pela Sociedade Espanhola de Investigações Para-psicológicas, a força mental de uma menina espanhola que dobra talheres com o olhar, e os espíritos que vagam por um antigo hospital psiquiátrico em Chihuahua. Trata, ainda, da habilidade de um rapaz argentino que materializa pedras, espíritos que se apoderam de uma tribo na Colômbia, os ritos de cura de uma médium no Brasil e as experiências extracorporais de um psicólogo da Pontifica Universidade Católica do Chile.

Além de apresentar testemunhos em cada um dos casos, a produção entrevistou parapsicólogos, médicos, cientistas e estudiosos de temas paranormais. O objetivo do programa é buscar respostas - científicas ou "aparentadas" - para alguns dos fenômenos inexplicáveis.

Artigo relacionado:
Vida após a morte vira tese universitária

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

QUANDO DEUS APARECE

Tenho amigas de fé. Muitas. Uma delas, que é como uma irmã, me escreveu um e-mail me contando a maravilha que foi o recital do pianista Nelson Freire no Theatro São Pedro, recentemente. Ela escreveu: Nessas horas Deus aparece.

Fiquei com essa frase retumbando na minha cabeça. Deus não está em promoção, se exibindo por aí. Ele escolhe, dentro do mais rigoroso critério, os momentos de aparecer pra gente. Não sendo visível aos olhos, ele dá preferência à sensibilidade como via de acesso a nós. Eu não sou uma católica praticante e ritualística - não vou à missa. Mas valorizo essas aparições como se fosse a chegada de uma visita ilustre, que me dá sossego à alma.

Quando Deus aparece pra você?

Pra mim, ele aparece sempre através da música, e nem precisa ser um Nelson Freire. Pode ser uma música popular, pode ser algo que toque no rádio, mas que me chega no momento exato em que preciso estar reconciliada comigo mesma. De forma inesperada, a música me transcende.

Deus me aparece nos livros, em parágrafos em que não acredito que possam ter sido escritos por um ser mundano: foram escritos por um ser mais que humano.

Deus me aparece - muito! - quando estou em frente ao mar. Tivemos um papo longo, cerca de um mês atrás, quando havia somente as ondas entre mim e ele. A gente se entende em meio ao azul, que seria a cor de Deus, se ele tivesse uma.

Deus me aparece - e não considere isso uma heresia - na hora do sexo, desde que feito com quem se ama. É completamente diferente do sexo casual, do sexo como válvula de escape. Diferente, preste atenção. Não quer dizer que qualquer sexo não seja bom.

Nesse exato instante em que escrevo, estou escutando My Sweet Lord cantado não pelo George Harrison (que Deus o tenha), mas por Billy Preston (que Deus o tenha também) e posso assegurar: a letra é um animado bate-papo com Ele, ritmado pelo rock’n’roll. Aleluia.

Deus aparece quando choro. Quando a fragilidade é tanta que parece que não vou conseguir me reerguer. Quando uma amiga me liga de um país distante e demonstra estar mais perto do que o vizinho do andar de cima. Deus aparece no sorriso do meu sobrinho e no abraço espontâneo das minhas filhas. E nas preocupações da minha mãe, que mãe é sempre um atestado da presença desse cara.

E quando eu o chamo de cara e ele não se aborrece, aí tenho certeza de que ele está mesmo comigo.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

VIDA APÓS A MORTE VIRA TESE UNIVERSITÁRIA

O tema de vida após a morte será motivo de debate em campo alheio aos centros espíritas. Sonia Rinaldi, que há mais de 20 anos pesquisa o assunto, prepara-se para um desafio : levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.

Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”. Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para todos.

Segundo ela, chegaram a chamá-la na PUC para eu mudar o tema de sua tese. "Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno - a deles será endossar a autenticidade e - dentro das possibilidades -, tentar explicá-lo".

Mas o tema é espinhoso quando tratado fora da crença da reencarnação. Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. "Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, já que as vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem etc. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram", revela.

Independente de tal trabalho, Sonia Rinaldi promove workshops, nos quais pretende ensinar os parentes a manter contato com seus entes que partiram. "Em todos os cursos que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras… não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação", diz.

Religião, para a pesquisadora, se esconde atrás de dogmas e, não respeitando a lógica, pode estar com os dias contados. "Ou algo é “verdade” ou não merece crédito. E tudo que é “verdade” tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido".

A partir de reportagem do site NovaE. Veja texto integral

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terça-feira, 7 de abril de 2009

ESPIRITISMO POR ALLAN KARDEC

Algumas frases de Allan Kardec em discurso na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 05 de abril de 1861 :

"Permite-me, a propósito, algumas observações retrospectivas. (...)(...) ...a verdadeira convicção só se adquire pelo estudo, pela reflexão e por uma observação contínua, (...)


(...) ...o Espiritismo não admite a confiança cega; quer ser claro em tudo; quer que lhe compreendam tudo e que se dêem conta de tudo. Então, quando recomendamos estudo e meditação, pedimos o concurso do raciocínio, o que prova que a Ciência Espírita não teme o exame, desde que antes de crer sentimos a necessidade de compreender.

(...) ...o que nós queremos é que, ao sair de nossa casa, os ouvintes não levem convicção, levem da Sociedade a idéia de uma reunião grave, séria, que se respeita e sabe fazer-se respeitar, que discute com calma e moderação, examina com cuidado, aprofunda tudo com olho de observador consciencioso, que procura esclarecer-se, e não com a leviandade de simples curioso.


(...) No começo, toda Ciência encontra forçosamente fatos que, a princípio, parecem contraditórios e só um estudo minuciosos e completo pode demonstra-lhes a conexão.


"O Espiritismo é uma Ciência e, como qualquer outra Ciência, não se aprende brincando."

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domingo, 29 de março de 2009

MUITAS DOUTRINAS NOS SEPARAM DA VERDADE

"Muitas doutrinas são como uma vidraça.
Nós vemos a verdade através dela, no entanto, a mesma nos separa da verdade"
Gibran Khalil Gibran.


A doçura está mais perto da amargura do que da deterioração, não obstante adocicado seu aroma. A essência de tudo na terra visível ou invisível é espiritual.
Adentrando a cidade invisível, meu corpo é encoberto pelo meu espírito. Aquele que procura separar o corpo do espírito, ou o espírito do corpo está desviando seu coração da verdade.

A flor e seu aroma são um inteiro; cegos são aqueles que negam a cor e imagem daflor dizendo que ela possui somente uma fragrância vibrando no Éter.
Eles são como aqueles deficientes em seus olfatos, que consideram as flores nada mais que formas e cores sem odor.
Tudo no Universo existe dentro de vós, e tudo em vós existe no Universo.
Vós estais num permanente contato com as coisas mais próximas e o que é mais importante, a distância não é suficiente para vos separar das coisas distantes.
Todas as coisas, das mais baixas até as mais elevadas, das menores até as maiores, existem dentro de vós como coisas iguais.
Dentro de um átomo encontra-se todos os elementos da Terra.

Uma gota de água contém todos os segredos dos Oceanos.
Num movimento da mente encontra-se todos os movimentos das Leis da Existência.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

BEZERRA DE MENEZES : FILME AGORA EM DVD

O filme Bezerra de Menezes - O diário de um espírito, que levou 496 mil espectadores ao cinema, chega em DVD às locadoras. A tiragem inicial é de 32 mil cópias - número só atingido por ganhadores de Oscar
Depois de seis meses em cartaz, com 496 mil espectadores, o filme que levou a vida do médico cearense Bezerra de Menezes aos cinemas de todo o Brasil às prateleiras das lojas e locadoras da cidade. Além do longa dirigido pelos cineastas Glauber Filho e Joe Pimentel, o DVD traz ainda os extras característicos: momentos dos bastidores, cenas excluídas da montagem final, comentários dos realizadores sobre certas tomadas e o depoimento do ator Lúcio Mauro sobre Bezerra e a religião espírita. Segundo o produtor-executivo e presidente da ONG Estação da Luz, Sidney Girão, o produto é feito para os aficionados : há mais tempo de bastidores do que do próprio filme.

A produção, que já retornou R$ 3,5 milhões em bilheteria, surge em DVD antes mesmo de sair de cartaz nos cinemas. A euforia é compreensível. O filme trilhou um caminho inesperado para os realizadores. De acordo com dados da distribuidora Fox Filmes, a película levou aos cinemas um público que parecia ter fugido das salas de exibição e se concentrava em ver filmes apenas no conforto do lar. São pessoas de 35 anos em média - elevando a média de idade dos espectadores, que costumava ser de 15 a 22 anos. Nesses meses em cartaz, 2500 salas pelo País receberam o filme, com uma média de 1200 pessoas por dia.

Embora o público tenha sido generoso com o filme, a crítica especializada andou na direção contrária. A discussão caiu na polaridade cinema autoral versus mercado. Mas Glauber tem uma resposta para o assunto: "Bezerra de Menezes - o diário de um espírito" está no meio termo entre o autoral e o mercado. “O filme inaugura um gênero no cenário nacional. Depois do Bezerra, outros filmes espiritualistas começaram a aparecer”, comemora o diretor.
A partir de reportagem do Jornal O Povo. Leia texto original

SERVIÇO - Bezerra de Menezes - o diário de um espírito (BRA, 75 min, 2008, Trio Filmes e Fox Filmes), dirigido por Glauber Filho e Joe Pimentel. Preço: R$ 39,90.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A RELIGIÃO QUE TE FAZ BEM

Conta-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama: “Qual a melhor religião?” O teólogo esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo. Mas Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, e afirmou: “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor”. O teólogo brasileiro, então, perguntou: “O que me faz melhor?”

“Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...”, sentenciou Dalai Lama.

Reproduzimos aqui esta história, por si só completa, para responder a amigos, leitores e, embora assim não os considere, “inimigos”. Isto porque, com mais de 210 mil visitas em menos de dois anos de existência, o blog passou a ser alvo de patrulhamento de companheiros espíritas e de críticas de pessoas que possuem crença diversa. De um lado, os seguidores do Espiritismo exigem que este espaço se preste à doutrinação e à discussão de temas particularmente caros aos freqüentadores das casas espíritas. E, por outro lado, os detentores de outra convicção religiosa usam do espaço para comentários para, anonimamente, criticar e buscar “abrir os olhos” dos simpatizantes para os supostos “absurdos”, invariavelmente relacionados à crença da vida após a morte.

Há dias pensava em escrever sobre isto e buscarei ser breve, apenas no intuito de dar um singelo recado. Este espaço foi criado para levar consolo e entendimento a pessoas atingidas pela dor da perda; jamais para ser instrumento de conversão ou palco da defesa intransigente de convicções pessoais, mesmo que se fundem estas nos pilares do Espiritismo. Como regra, aliás, não promovemos a discussão estéril de temas notadamente espíritas (tão usuais), mas que não levam a nada.

Sites, listas de discussão e grupos espíritas tem o péssimo hábito de perder-se em temas abstratos, teóricos e desimportantes, como a reencarnação de Emmanuel; o caráter do Espiritismo como religião ou mesmo a identidade do espírito de André Luiz. E, embora reconheça o interesse de um grande número de amigos por assuntos desse tipo, garanto que jamais verão a repercussão de algo parecido neste blog. Simplesmente porque entendemos o espiritismo (e de resto todas as crenças) como uma coleção de regras de conduta e não como uma lista de dogmas a serem seguidos.

No relato acima, Dalai Lama foi ao centro da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, promotora de melhorias em nossa alma. Por isto digo, também, aos supostos “adversários” : não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades desta ou daquela pessoa. Se ela estiver promovendo a evolução moral, independente do nome que leve, será uma ótima religião. Como disse Kardec, “toda crença é respeitável quando conduz à prática do bem”. Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.

Devemos nos esforçar para entender o sentido da vida, para nos tornarmos melhores; investirmos em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis. E, evidentemente, qualquer indivíduo pode alcançar este entendimento até mesmo sem religião, sem nem mesmo crer em Deus. Mas, de nossa parte, procuramos dentro de nós aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como espíritos imortais que somos. Sem teorias, sem sectarismo e, principalmente, sem nos acharmos detentores de toda a verdade.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

LIÇÕES DE CHICO XAVIER - VI

Esta é a sexta postagem com lições de vida de Chico Xavier, colhidas das inúmeras entrevistas concedidas ao longo de sua vida. Hoje os temas são dotes mediúnicos, medo da morte e crescimento de outras doutrinas.

DOUTRINAS - Como os espíritos explicam o crescimento das chamadas doutrinas evangélicas e pentecostais?

Chico Xavier: Cada um tem liberdade para manifestar seus pensamentos e estender suas idéias. Sempre existirão aventureiros. E eles terão sempre em sua mira aqueles que trabalham . Somos um conjunto de corações que precisa estar atento às nossas tradições, não digo tradição no sentido do comodismo, mas no sentido de grandeza, progresso objetivo, pensamento positivos e realmente voltados para o bem do próximo. Isso tudo é pensamento dos espíritos amigos. Devemos cultivar nossas orações não como uma obrigação mas como uma homenagem singela a Deus, que nos deu um mundo tão lindo. Eu olho as plantas por esta minha janela e fico perguntando por que elas são tão verdes e tão floridas. Vejo nesta simplicidade o melhor lugar para se orar e falar com Deus.

Para que freqüentar igrejas sombrias quando o caminho da alma é aquele onde se adora a Deus e se ama o próximo. Aí está a estrada que devemos percorrer. Um dia alguém veio me dizer que em determinada cidade uma igreja havia sido destruída. Não quis saber qual era a cidade, mas disse: cada igreja que se fecha dá a chance de abertura de cinco sanatórios. Não posso discutir sobre essas igrejas porque elas se dividiram. Mas acho que Jesus ainda é nosso maior ponto de chegada, nosso ponto central de atenção. Não compreendo a divisão da fé. Acho que o cristianismo é uno e sua divisão é incompreensível. Aquilo que não compreendo não falo.

Extraído do livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.


MEDIUNIDADE (DOTES) - Gostaria de saber como uma pessoa pode notar que é dotada de mediunidade, quais as vantagens espirituais oferecidas pela mesma, e como essa pessoa deve proceder?

Chico Xavier: Vamos dizer, a mediunidade é peculiar a toda criatura humana; todas as pessoas são portadoras de valores mediúnicos que podem ser cultivados ao máximo, desde que a criatura se dedique a esse gênero de trabalho espiritual. De modo que. muitas vezes, encontramos uma certa dificuldade no problema mediúnico dentro da Doutrina Espírita. De modo geral, a pessoa só se diz médium quando se sente vinculada a um processo obsessivo; quando sente arrepios, muita perturbação., muito assediado, médium doente. A mediunidade está enferma. Mas a pessoa sã, em plenitude dos seus valores tísicos, pode perfeitamente estudar a própria mediunidade e ver qual o caminho que suas faculdades mediúnicas podem tomar.

Uma criatura que desenvolva a sua própria mediunidade, desenvolve-a educando-se, procurando aprimorar a sua capacidade cultural, os seus valores, vamos dizer, os seus valores de experiência humana, os seus contatos no campo da humanidade, o seu dom de servir; essa criatura encontra na mediunidade um campo vastíssimo de trabalho e de felicidade, porque a felicidade verdadeira vem do trabalho bem aplicado, daquele trabalho que se constitui um serviço pelo bem de todos. E o médium, dentro da Doutrina Espírita. é uma criatura não considerada fora de série de criaturas humanas 0 médium é um ser humano, com as fraquezas e as perfeições potenciais de toda a criatura terrestre.

Então, a Doutrina Espírita é Mãe Generosa porque acolhe a criatura humana e faz dela um médium, mesmo que tenha muitos erros e muitos acertos, mas, depois, no Curso do tempo, os acertos vão abafando os erros e a criatura pode terminar a existência com grande merecimento porque pelo trabalho na mediunidade , trabalho pelo bem comum, ela vence esse peso, que é o mais importante no mundo. Vencer a nós mesmos do ponto de vista das tendências inferiores que estejamos carregando. Falo isso a meu respeito, porque não creio que ninguém carregue tanta imperfeição como eu...

Evangelho e Ação - Fevereiro e Março de 2000


MEDO DA MORTE - Você tem medo da morte?

Chico Xavier: Não tenho medo, pois creio que essa convivência com entidades espirituais me deu um desligamento dos interesses imediatos da vida física. Prefiro viver no padrão que fui criado. Assim eu quero que seja até o dia de partir. Não sou atormentado pela dor. Sou muito feliz porque os espíritos me escolheram para realizar esta tarefa de, durante algum tempo, na forma de livros e mensagens, poder estender suas opiniões e manifestações. Comecei este trabalho em 1927 e trabalhei regularmente com eles até 1994.

De uma entrevista dada a Gugu Liberato, em novembro de 1995, publicada na Revista Isto É

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

LIÇÕES DE CHICO XAVIER - V

Esta é a quinta postagem com lições de vida de Chico Xavier, colhidas das inúmeras entrevistas concedidas ao longo de sua vida. Hoje os temas são : verdade da vida, espiritismo e religiões.


ESPIRITISMO - Chico, qual o mais importante aspecto da Doutrina Espírita, o de religião, o de filosofia ou o de ciência?

Chico Xavier: O espírito de Emmanuel costuma nos dizer que a coisa mais importante que cada um de nós poderá fazer na vida é seguir o mandamento cristão que nos aconselha "Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Segundo Emmanuel, tudo o mais é mera interpretação da verdade. Desta forma, não temos dúvida ao crermos ser o aspecto religioso da Doutrina Espírita o seu ângulo fundamental. Muito nobre a filosofia, mas em verdade a filosofia nada mais faz do que muita conversa. Muito nobre o esforço científico, mas em verdade a mesma ciência que inventou a vacina, construiu a bomba atômica. Então, devemos reconhecer que todos nós, os seres humanos, trazemos dentro de nós um alto grau de periculosidade e, até hoje, a única força no mundo capaz de frear estes impulsos de periculosidade humana é, sem sombra de dúvida, a religião.


VERDADE - Qual é a verdade desta vida?

Chico Xavier: Há algum tempo, um espírito amigo, aliás, um trovador de renome, ao referir-se à Verdade, me disse que ela se parece a um espelho do Céu que se quebrou ao tocar na Terra, em inúmeros fragmentos. Cada um de nós possui um pequeno pedaço desse espelho simbólico, com o qual pode observar a própria imagem, aperfeiçoando-a sempre.


RELIGIÕES - A que atribui o fato de grande parte da população brasileira seguir duas religiões. Nas grandes capitais, a maioria das pessoas declara-se tradicionalmente pertencente a essa ou aquela igreja, mas na hora da dor e da adversidade, muitos vão em busca do pai-de-santo ou do caboclo incorporado que lhes afirma: 'Vou dar um jeito no seu problema".

Chico Xavier: Ante os problemas do imediatismo na Terra ser-nos-á realmente difícil pensar em nossos irmãos da coletividade humana por pessoas capazes de aguardar uma solução mais segura às questões que as preocupam quando algum ingrediente de facilidade possa surgir de perto, quase que exigindo a adesão da criatura necessitada, para que a tranqüilidade transitória venha a favorecê-la. Isso é claramente humano. Aliás, não será de desprezar o concurso que alguém nos oferte em benefício de nossa paz, quando a aflição muitas vezes dramatizada ou exagerada nos colha de assalto. Entretanto, as leias da vida não se alteram para ninguém. Uma ferida em nós pode talvez encontrar um paliativo que a obscureça, dando-nos a impressão de cura, mas chega sempre o momento em que verificamos, às vezes tardiamente, que essa ferida, supostamente um mal, era justamente o bem que necessitávamos para evitar sofrimento maior.

De entrevista feita por Fernando Worm, em janeiro de 1977, constante do livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SANTA CATARINA: AS LIÇÕES DE UMA TRAGÉDIA


"Muito do que acontece nesta vida, além de estar programado, muitas vezes surpreende pelo rumo tomado ao longo de séculos. Sabemos que viemos de outros mundos. Que já fomos bem inferiores ao que somos hoje, apesar de não sermos nada. Mas se pudéssemos voltar aos primórdios, se voltássemos à origem de tudo, perceberíamos que evoluímos muito, que somos grandes, que somos de certa forma importantes, pois já fomos tão insignificantes quanto uma pedra e nesta comparação vemos que evoluímos um bom tanto.

Mas quando nos deparamos com seres 'verdadeiramente' evoluídos, bons, próximos à perfeição, percebemos que não temos nem a importância de uma pedra.

Tudo isto para falar sobre a tragédia que assolou parte do país; uma pequena parte, mas que sem ela o Brasil ficaria menor. O que acontece lá, assim como em outras épocas, como 1983, 1998 e outras tantas, são consequências de débitos coletivos. Irmãos que precisavam rever situações e pendências antigas, muito antigas. Muitos deles que também foram vítimas do Holocausto, que também sofreram horrores. Que diante de certas épocas, hoje podem se dar por felizes, pois já foi, com certeza, muito pior. Um povo que ajuntou débitos há muito tempo e que, por escolha e consentimento, continua junto na luta pela evolução, pela quitação, pela reparação de danos também causados coletivamente.

Não digo que todos os que lá se encontram estão na mesma condição de devedores, porque muitos lá se encontram por serem mais evoluídos, por já terem um entendimento maior e para ajudar como ombro amigo, como incentivo os que lá estão e não compreendem o por quê. Mas posso dizer que a maioria está junto nesta empreitada há bastante tempo e estão no caminho certo para alcançarem uma vida menos sofrida. São pessoas religiosas e tementes a Deus. A maioria conseguiu entender que Deus é 'Maior' e que, aconteça o que acontecer, Ele sempre está presente. Que Deus é justiça e misericórdia, que apesar dos impropérios, eles conseguirão se reerguer e continuar a batalha. A maioria tem a certeza da vitória, através da fé, da caridade e da resignação.

Tudo voltará ao que era e eles sairão fortalecidos. Graças à bondade Divina, tiveram mais uma vez a oportunidade de mostrar a fé no Criador. Deus olha por eles e se compadece como um pai sente quando um filho se machuca. Como bom pai que é, ampara e dá o necessário para que a vida continue. Assim é naquele pedaço de chão, assim como em outros menos trágicos ou mais violentos.

Cada um está onde deveria estar. Cada um tem aquilo que deu. Cada um recebe de acordo com suas obras nesta, mas muito mais em outras vias. Em resumo, colhemos o que plantamos. Os irmãos do sul estão ainda colhendo o pouco que lhes resta de más sementes e daqui pra frente começarão a colher a safra de boas sementes. Sementes que estão dando frutos, mas ainda estão verdes e impróprias para o consumo. Mas vão amadurecer e acabar com a fome de um povo carente.

Que Deus nos abençoe a todos e que não deixemos de pensar um só minuto em plantar para colher. Oremos sempre. Vigiar é bom para não deixar a porta aberta a ladrões e mal intencionados. Mas oremos ao mesmo tempo que semeamos sementes férteis e de boa qualidade. E aguardemos a colheita, pois esta é certa. Um abraço fraterno".

Assinado : Josué (psicografia)
Data : 04 de novembro de 2008
Local : Sorocaba (SP)
Médium. S.A.O.G.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A NOVA ERA DO ESPIRITISMO

Novas influências estão reinventando a doutrina no Brasil. Mas será que o fruto dessa mistura pode carregar o nome da corrente criada por Allan Kardec há 150 anos?
Pablo Nogueira

O espiritismo voltou às manchetes com força em 2008, graças ao sucesso do filme "Bezerra de Menezes - Diário de um Espírito". Por meio dele, quase 500 mil brasileiros relembraram (ou conheceram) a história do chamado "Kardec brasileiro", médium e maior nome da doutrina no País no final do século 19. Esse instantâneo histórico, que narra a consolidação dos fundamentos do espiritismo por aqui, serve de contraponto para uma tendência que gera polêmica: a mistura do espiritismo com outras correntes filosóficas e a medicina holística, que trabalha corpo e mente simultaneamente. Enquanto, segundo o IBGE, 2,4 milhões de brasileiros declaram-se espíritas, outros cerca de 30 milhões - de acordo com estimativas da Federação Espírita Brasileira - simpatizam com as idéias da doutrina. E os últimos, cada vez mais, estão misturando correntes de pensamento orientais (como hinduísmo, ioga e tai-chi-chuan), terapias energéticas ou a força do pensamento positivo em seus rituais e práticas. A questão que fica é: o espiritismo irá incorporar essas influências ou os tradicionalistas acabarão mantendo as coisas separadas?

Criada há 150 anos pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou Allan Kardec (1804-1869), a doutrina espírita surgiu graças à curiosidade e ao fascínio pela possibilidade de comunicação com os mortos. Quando chegou ao Brasil, anos depois, o espiritismo encontrou terreno fértil. O sincretismo da mistura entre europeus e africanos acabou impulsionando o movimento. Quem já havia visto um pai-de-santo incorporado em um terreiro não tinha muita dificuldade para crer no depoimento de um médium.

Hoje, quem entra em um centro espírita no Brasil encontra uma mistura de hospital espiritual e centro de estudos. Ali, os tratamentos se resumem ao atendimento com passes (em que o médium repassa ao atendido a energia dos espíritos e a sua), à ingestão de água fluidificada (na qual fluidos medicamentosos são adicionados por espíritos desencarnados), e às desobsessões (nas quais o médium incorpora espíritos que interferem na vida de alguém). Além disso, há centros onde outras manifestações, como a psicografia, são presenciadas. Quem quiser pode desenvolver sua própria mediunidade. Todos os atendimentos são de graça e tudo é embalado pela divulgação dos livros de Kardec e de autores como Chico Xavier, segundo recomendações da Federação Espírita Brasileira.

Trecho de reportagem publicada na edição da revista Galileu de dezembro/2008

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sábado, 20 de setembro de 2008

DEUS NOS CASTIGA ?

Como entendemos a Justiça Divina é soberanamente bom e justo ? Por muito tempo estivemos pensando que Deus nos castiga; nos colocamos como vítimas nas situações difíceis. E, com conhecimento, por falta de conhecimento. Mas, a Doutrina de Cristo à luz do Espiritismo vem tirar o véu da nossa face, nos trazer para a razão. No Livro dos Espíritos, na questão 876, os espíritos respondem : “Disse o Cristo: queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo. No coração do homem imprimiu Deus a regra da verdadeira justiça, fazendo com que cada um deseje ver respeitado os seus direitos. Na incerteza de como deva proceder, dada a circunstância, trate o homem de saber como quereria que com ele procedessem, em circunstância idêntica. Guia mais seguro do que a própria consciência não podia Deus haver dado”.

Somos juízes de nós mesmos. Na obra ‘Concepção Existencial de Deus’, de Herculano Pires, muito esclarece : “O homem é o próprio juiz no aquém e no além. (...) Deus não nos castiga ou reprova. Entrega-nos a nós mesmos, sob a garantia infalível do tribunal consciencial. Deus não nos criou para a perdição, mas para o desenvolvimento de nossas potencialidades.” Outra tese bem comum que chega aos nossos ouvidos, talvez não nas nossas palavras com referência a irmãos equivocados: “Fez o que quis e está numa boa.” Podemos encontrar a explicação na obra psicografada por Chico Xavier , ‘No Mundo Maior”, capítulo XII, do mentor espiritual André Luiz: “A Justiça Divina exerce invariável ação, embora os homens não a identifiquem no mecanismo de suas relações ordinárias. Os criminosos podem, por muito tempo, escapar ao corretivo da organização judiciária do mundo; no entanto, mais cedo ou mais tarde, vaguearão, perante seis irmãos em humanidade, em baixo terreno espiritual, representado no quadro de aflições punitivas”.

Vasto é o conhecimento que a literatura espírita traz sobre este assunto. Na Revista Espírita editada por Allan Kardec, edição de janeiro de 1865, em matéria intitulada “Evocação de um surdo-mudo encarnado” encontramos o seguinte enunciado: “A Justiça de Deus jamais falha, e, por ser algumas vezes tardia, não perde nada por esperar; mas Deus em sua bondade infinita, jamais condena de maneira irremissível, e deixa sempre aberta a porta do arrependimento; se o culpado demora muito em aproveitá-la, sofre por mais longo tempo. Assim, depende sempre dele abreviar seus sofrimentos. A duração do castigo é proporcional a duração do endurecimento; é assim que a Justiça de Deus concilia com sua bondade e o seu amor por suas criaturas.

Assim, podemos ver, Deus não nos castiga, porque Ele é soberanamente bom, é a mobilidade de nossas ações que dita se estamos seguindo Sua Lei. Quando em concordância o “céu” nos envolve. Se a infringimos, penamos o ‘inferno” de uma consciência culpada, condição que impomos a nós mesmos. O que nos afirma a questão 964 de ‘O Livro dos Espíritos “Deus tem as suas leis a regerem todas as vossas ações. Se as violais, vossa é a culpa. Indubitavelmente, quando um homem comete um excesso qualquer, Deus não profere contra ele um julgamento dizendo-lhe, por exemplo: Foste guloso, vou punir-te. Ele traçou um limite; as enfermidades e muitas vezes a morte são a conseqüência dos excessos.”

Eliana Della Torre
“Jornal Essencia Divina”, CE Casa de Jesus, Balneário Camboriú (SC)

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domingo, 25 de maio de 2008

CÉLULAS-TRONCO : POLÊMICA ENTRE AS RELIGIÕES

No dia 28 (28/05/08), o Supremo Tribunal Federal (STF) volta a discutir a legalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias no País. Mas, independente da decisão da Justiça, algumas religiões continuarão condenando a prática. Posição contrária é a bandeira da igreja católica. “Independente do que o STF legislar, continuaremos a dizer que manipular a vida em detrimento de outras (vidas) não vai resolver os problemas da humanidade”, enfatizou o padre Ricardo Hoepers, professor de Bioética do Studium Theologicum (faculdade de Teologia de Curitiba). O padre chama a atenção para a necessidade de uma legislação para a reprodução assistida. “Um problema acarreta outro e há excedentes de embriões. Sabemos que é uma área delicada, mas ou defendemos a vida como um todo ou ela ora terá valor, ora não”, disse.

A questão gera opiniões contrárias dentro de uma mesma religião. Até para o espiritismo, que tem uma doutrina progressista, há ressalvas para as pesquisas com as células-tronco embrionárias. Segundo o presidente da Federação Espírita do Paraná, Francisco Ferraz Batista, há vida desde a fecundação, portanto, há direito. “Deus providencia o caminho à perfeição por meio dos homens. Desde que não fira os interesses de outras pessoas, apoiamos descobertas científicas”, defende.

Dúvidas também aparecem na Igreja Batista. Segundo o pastor da Igreja Batista do Bacacheri, Nathaniel Brandão, pela Convenção Batista Brasileira ainda não existe uma decisão formada. “Os batistas brasileiros sempre apoiaram os programas que visam ao progresso da ciência, pois Deus criou o homem e deu-lhe inteligência. Se for da vontade dele e as pesquisas trouxerem benefícios para a sociedade, não temos como nos opor”, opinou.

Entre os muçulmanos, as diferenças persistem entre as escolas islâmicas. Na concepção dos xiitas, a utilização das células-tronco para pesquisas é permitida. Enquanto alguns segmentos dos sunitas consideram a prática um pecado, outros são favoráveis à realização de pesquisas com células embrionárias até os 121 dias de vida. A busca por resposta para essa e outras questões vêm da consulta à jurisprudência islâmica, segundo explica o líder espiritual da comunidade muçulmana de Curitiba, sheik Mohammad Sadegh Ebrahimi. O vasto campo científico que pode ser aberto com o uso das células-tronco é visto como positivo pelo sheik.

“É preciso saber se tal ato é permitido ou não perante Deus. Mesmo que as pesquisas com células-tronco estejam na fase inicial, não há justificativa para a proibirmos. Mas é possível que alguma descoberta possa alterar a concepção da religião muçulmana sobre o assunto”, cogita.

Por Luciana Cristo
Extraído de "Paraná Online". Leia texto integral.

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

USP DIVULGA ESTUDO SOBRE PERFIL DOS MÉDIUNS

Estudo com 115 médiuns kardecistas de São Paulo indica que a maioria possui alto nível socio-educacional
Na literatura científica, muitas vezes os médiuns são descritos como pessoas de baixa escolaridade e renda. Sua mediunidade deve ser entendida como um "mecanismo de defesa" ou como um quadro dissociativo ou psicótico. No entanto, um estudo realizado pelo psiquiatra Alexander Moreira de Almeida com médiuns espíritas de São Paulo mostrou um perfil diferente: os médiuns apresentaram um alto nível socio-educacional e eventuais transtornos menores do que os encontrados na população em geral.

Almeida constatou que 46,5% das pessoas tinham curso superior, 76,5% eram mulheres, menos de 3% estavam desempregados, e a idade média era de 48 anos. A maioria era espírita há mais de 16 anos, vieram de famílias não-espíritas e as vivências mediúnicas começaram na infância. "Esse perfil se encaixa no último censo do IBGE, que mostra um crescimento da proporção de espíritas conforme aumenta a escolaridade da população", comenta o psiquiatra, que apresentou sua tese de doutorado à Faculdade de Medicina (FMUSP).

Os participantes do estudo atuam em nove centros espíritas kardecistas da Capital. O médico aplicou um questionário a 115 médiuns. Almeida ainda utilizou questionário que rastreia a presença de transtornos mentais e uma escala que mostra como a pessoa se relaciona em sociedade. A partir daí, foram selecionados 24 médiuns, analisados com uma entrevista psiquiátrica padrão e pelo DDIS (Dissociative Disorders Interview Schedule), um questionário que detecta transtornos dissociativos.

A escala investiga a presença de 11 sintomas importantes para o diagnóstico de esquizofrenia - vozes dialogando na sua cabeça, vozes comentando as suas ações, ter suas ações produzidas ou controladas por alguém ou algo fora de você, entre outros. "Os médiuns apresentaram, em média, quatro deles, mas a presença dos sintomas não indicou a existência de nenhuma doença mental", afirma. "Além disso, eles também apresentaram uma boa adequação social e demonstraram ter uma saúde mental melhor que a da população em geral". Não houve correlação entre freqüência de atividade mediúnica e problemas mentais ou desajuste social.

Almeida é membro do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos (Neper) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. O núcleo tem como objetivo estudar as questões religiosas e espirituais segundo o enfoque científico, sem vínculo com nenhuma corrente filosófica ou religiosa.

"Durante muito tempo a Psiquiatria encarou a mediunidade como um transtorno mental", conta. "Só a partir das décadas de 50 e 60 é que houve uma mudança de mentalidade, e essas manifestações passaram a ser vistas como sendo não-patológicas quando vivenciadas dentro de uma religião." De acordo com Almeida, o último censo do IBGE mostrou que o espiritismo ocupa a quarta posição entre as religiões praticadas no Brasil, país com a maior população espírita do mundo. A tese está disponível para consultas no Portal Conhecimento.

Valéria Dias (Agência USP)

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

POR QUE CONHECER O ESPIRITISMO ?


A maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupa com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acha que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, estas pessoas nem se lembram de Deus e, quando lembram, é apenas para fazer uma oração, ir à igreja, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todos têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra.

A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que todas as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo, será um desencargo de consciência, para estar bem com Deus. Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam com firme convicção daquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte. Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, uma queda financeira desastrosa, a perda de um ente querido, uma doença incurável – fatos que acontecem na vida de todo mundo – não encontram em si mesmas a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, invariavelmente, do desespero.

O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, aproximando-nos de Deus. De Que Trata o Espiritismo? O Espiritismo responde as questões fundamentais de nossa vida, como estas:

- Quem é você?
- Antes de nascer, o que você era?
- Depois da morte, o que você será?
- Por que você está neste mundo?
- Por que umas pessoas sofrem mais que outras?
- Por que alguns nascem ricos e outros pobres?
- Por que alguns cegos, aleijados, débeis mentais, etc., enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
- Por que Deus permitiria tamanha desigualdade entre seus filhos? Por que há tanta desgraça no mundo e a tristeza supera a alegria?
- De três pessoas que viajam num veículo – por exemplo – após pavoroso desastre, uma perde a vida, outra fica gravemente ferida e a terceira escapa sem ferimentos. Por que sortes tão diferentes? Onde está nisso a justiça de Deus?
- Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

Perguntas como estas a Doutrina Espírita responde, porque tais são as perguntas que todos fazemos para nós mesmos, ao contemplarmos tanta desigualdade e tantos destinos diferentes na vida atribulada de nosso planeta.

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O QUE É O ESPIRITISMO ?

Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857. Surgiu na França há 150 anos. O Espiritismo é ciência, filosofia e religião.

O Espiritismo é ciência - Dizemos que o Espiritismo é ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural no Espiritismo: todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. São, portanto, de ordem natural.

O Espiritismo é filosofia - O Espiritismo é uma filosofia porque, a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde você veio”, “o que faz no mundo”, “para onde vai, após a morte”. Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.

O Espiritismo é religião - Dizemos, também, que o Espiritismo é religião, porque ele tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade.

O sentido da religião espírita

Espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Neste sentido, ele é profundamente diferente das religiões tradicionais. Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não têm templos suntuosos. Não adota cerimônias de espécie alguma, como batismo, crisma, “casamentos” etc. Não têm rituais, nem velas, nem vestes especiais, nem qualquer simbologia. Não adota ornamentação para cultos, nem gestos de reverência, nem sinais cabalísticos, nem benzimentos, nem talismãs, nem defumadores, nem cânticos cerimoniosos (ladainhas, danças ritualísticas etc.), nem bebida e, tampouco, oferendas.

O culto espírita é feito no próprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante, do trabalho constante em favor do próximo. Somente o pensamento equilibrado no bem nos liga a Deus e somente a prática das boas ações nos fazem seus verdadeiros adoradores. Assim, o Espiritismo procura reviver os ensinamentos de Jesus, na sua simplicidade e sinceridade, sem luxo, sem convencionalismos sociais, sem pompas, sem grandezas, pois, como Ele nos recomendou, Deus deve ser adorado “em espírito e verdade”.

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quarta-feira, 19 de março de 2008

"NOVO" ESPIRITISMO : UMA SEGUNDA CHANCE

A top model Raica Oliveira, de 22 anos, foi criada no Espiritism o. Nascida em Niterói, a ex-namorada do jogador Ronaldo mora hoje a maior parte do ano em Nova York por conta de compromissos profissionais. Quando está nos Estados Unidos, Raica vai ao centro Casa São José, na cidade vizinha de New Jersey, freqüentado por brasileiros como Divaldo Pereira Franco e Raul Teixeira - considerados médiuns pelos adeptos da doutrina. "Do que mais gosto na minha religião é a idéia de que podemos sempre voltar à Terra de novo e aperfeiçoar nosso espírito", diz Raica, o rosto do espiritismo jovem. "Sempre temos uma segunda chance."

Raica, Raul e Divaldo são, segundo uma reportagem publicada recentemente no jornal americano The New York Times, as faces visíveis de um novo fenômeno: a abertura de centros espíritas nos Estados Unidos dirigidos por brasileiros, freqüentados pela comunidade latina e também por americanos. O Brasil não é apenas o maior país católico do mundo. É também a nação com maior número de espíritas, cerca de 20 milhões de pessoas, segundo os números oficiais. E, agora, tornou-se também o principal pólo difusor da religião fundada e sistematizada pelo francês Allan Kardec.

Quais as características desse espiritismo que o Brasil professa e exporta? Pode-se dizer que o rosto de Raica, uma das mulheres mais bonitas do país, é a face-símbolo de uma nova fase na religião. Esqueça os copos que se movimentam sozinhos sobre a mesa branca, as operações com canivete e sem anestesia do médium Zé Arigó e as sessões de exorcismo coletivo transmitidas pelo rádio. Isso tudo ainda existe, mas o crescimento e a exportação da doutrina se devem principalmente a seu lado menos místico e mais racional.


Esse "novo espiritismo" preserva os pilares básicos da religião: a imortalidade do espírito, sua reencarnação e evolução, além da possibilidade de comunicação entre vivos e mortos. Mas se baseia muito mais em leituras e na introspecção que em rituais ou sessões que invocam supostas forças do além. São incentivadas também as duas práticas mais fortes da doutrina: a caridade e a tolerância religiosa. O espiritismo vem crescendo no Brasil, principalmente entre jovens de classe média. No site de relacionamentos Orkut, já existem 366 comunidades sobre "espiritismo" e outras 808 quando se busca a palavra-chave "espírita".

Reportagem publicada originalmente na Revista Época.

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sábado, 17 de novembro de 2007

O APÓSTOLO PAULO E O ESPIRITISMO

Manhã de domingo. Uma amiga telefona e me propõe interessante questão. Em conversa com um vizinho, este lhe diz estar estudando a Bíblia há mais de um ano, embora não seja adepto de nenhuma religião. E sabendo que essa amiga era espírita, resolve interrogá-la quanto à proibição que Paulo coloca, em sua epístola aos Efésios (6:10 a 20), quanto ao Espiritismo. A razão do telefonema foi de me perguntarem como explicar a proibição de Paulo (minha amiga é novata na Doutrina). É quase desnecessário dizer que achei deliciosa a pergunta, só de imaginar o efeito da resposta...

A essa altura, o estudante da Bíblia, já aberta na página em questão, falava diretamente comigo. "Não - disse-lhe -, não leia ainda o trecho. Deixe-me primeiro pegar a minha Bíblia". E que Bíblia ! Bem antiga, um exemplar raro, edição portuguesa de 1877, que ganhei de presente. De passagem, pego também o Novo Testamento, de bolso, edição de 1954, tradução de João Ferreira de Almeida, para confronto dos textos. Inicialmente procurei lembrar-lhe -- já que a estava estudando -- que a Bíblia é constituída do Velho e do Novo Testamentos; que este contém o Evangelho de Jesus etc..., etc... Que a tal passagem de Paulo aos Efésios está pois, no Novo Testamento e, como é evidente, fora escrita pelo apóstolo há quase dois mil anos. E que o Espiritismo, palavra criada por Allan Kardec, surgiria em abril de 1857, com o lançamento de O Livro dos Espíritos, tendo, portanto, 140 anos de existência.

- Como - indaguei - poderia Paulo proibir algo que nem existia ?

- Então, como explicar esse texto ? - me pergunta ele inocentemente.

- Agora sim, vou ler para você uma Bíblia muito antiga, de 1877, e depois um Novo Testamento, de 1954.Li, ao telefone, para o confuso estudioso da Bíblia, os textos correspondentes, nos quais, como é óbvio, não consta absolutamente nada quanto à aludida proibição. Em seguida, ele fez a leitura do trecho que motivou todo o nosso diálogo. Nele estão várias interpolações, e proibição não apenas do Espiritismo, mas de outras coisas, inclusive (numa linguagem bem atual) sexo antes do casamento.

- Como vê - arrematei - está havendo uma adulteração dos textos evangélicos, para atender a determinadas conveniências religiosas, o que é lamentável e grave.
No dia seguinte, ao fazer uma palestra na Sociedade Espírita Joanna de Ângelis, em Juiz de Fora, aproveitei para contar o caso e comentar a respeito dessas adulterações e como as pessoas não raciocinam, não enxergando tais aberrações e mantendo ainda, infelizmente, uma fé cega e, o que é pior, fanática. Esse assunto motivou-nos uma preocupação: o que restará dos textos bíblicos e evangélicos daqui a alguns anos ?

Outras reflexões nos ocorrem, inclusive a preocupação que os espíritas devemos ter de preservar os livros da Codificação, sem jamais admitirmos que sejam modernizados, modificados, atualizados. Qualquer coisa nesse sentido será abrir um perigoso precedente, mesmo porque não há o que modernizar ou o que atualizar, pois isso significaria modificar o texto original, e a obra de um autor, recomenda a ética, é sagrada, não deve ser retocada por ninguém e sob nenhum pretexto. Ainda mais quando se trata dos livros da Codificação, se mais não fosse por ter caráter de revelação. Com dupla característica: revelação divina e científica, que Allan Kardec esclarece em a Gênese: "Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem".

Pessoalmente, considero o discurso de Kardec atualíssimo, muito didático, claro, estilo sóbrio e elegante, e não vejo motivo para colocá-lo na forma de linguagem atual, como às vezes pretendem, o que representaria nivelar por baixo. Como diz Alexandre, instrutor de André Luiz em "Missionários da Luz", em outras palavras, que nós, encarnados, queremos a presença e companhia dos Espíritos Superiores e que estes baixem até nós, porém, não fazemos nenhum esforço para subir até eles.Ante tais provas de fanatismo, de intransigência, de sectarismo de nossos irmãos que estão adulterando os textos bíblicos e evangélicos, é compreensível que nos ocorram à mente comparações entre religiões e a Doutrina Espírita, que prega o respeito ao próximo, a liberdade de consciência, a fraternidade, revivescendo a mensagem do Cristo e conclamando os seres humanos a vivenciá-la.
Realmente, esse código de amor e solidariedade, de libertação das faixas primárias da evolução, enfim, é ainda muito difícil de ser assimilado e vivenciado. A sua vigência, portanto, depende de nós que já o entendemos, aceitamos e divulgamos.Afinal, de que vale ser espírita, acreditar na existência dos Espíritos, se essa crença não nos torna melhores, mais pacientes, indulgentes e benignos? De nada valeria, então, pois a humanidade permaneceria estacionária. É o que nos alerta Allan Kardec no item 350 de O Livro dos Médiuns (Jornal "Candeia Espírita – USE São José dos Campos – março/98 -Jornal "Mundo Espírita", junho de 1998) .

Artigo de Suely Caldas Schubert

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AME AS PESSOAS, NÃO AS RELIGIÕES - Josué


“Aqui estou para, humildemente, dizer-lhes sobre as adversidades que vocês, por vezes, se deparam. Não nos sintamos ofendidos com opiniões contrárias as nossas. Existe um número sem fim de religiões. No entanto, todas pregam basicamente a mesma coisa: o amor, o perdão, a caridade...

Todas elas nos colocam a necessidade de ser ‘bom’. Todas elas comungam do mesmo ideal, embora cada uma a seu modo, cheia de preconceito em relação às outras. Tudo seria muito mais fácil se todas as pessoas se unissem em busca de um objetivo único. Mas o que separa os povos é a arrogância de uns e outros e o desejo de exercer o poder e monopolizá-lo.

Há distorções onde se mascara o bem com a venda de indulgências. Nós, meus irmãos, nesta doutrina, devemos relevar e aceitar as opiniões contrárias. Devemos respeitar as limitações de cada um e, em vez de sentir desprezo por estes espíritos, temos a obrigação de sentir piedade e comiseração. Devemos nos colocar sempre no mesmo nível do irmão, nunca acima dele.

São irrelevantes os comentários tecidos sobre a religião de cada um. Devemos apenas nos apiedarmos e orar por aqueles que nos são contrários. 'Amai-vos uns aos outros', disse Jesus Cristo, mas não completou dizendo : 'amai-vos uns aos outros da mesma religião' ou 'amai os que pensam como vós'.

Piedade, humildade e perdão aos que criticam o que não conhecem. Amor a todos indistintamente, incondicionalmente.

Jesus amou mesmo os que o sacrificaram. O que é uma opinião contrária perto da grandeza de Deus? Reflitamos e oremos e peçamos forças ao Pai, para que continuemos nesse caminho, semeando o bem e ajudando o próximo e tudo o mais nos será acrescentado. Fiquem em paz e que Deus nosso Pai esteja com vocês, hoje e sempre. Com carinho... Um abraço fraterno.”

Assinado : Josué
Data: Outubro de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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