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sábado, 25 de julho de 2009

MINHA VIDA NO PRIMEIRO ANO DE SUA MORTE

Querida Alice, na semana que passou, acordei pensando em você. E, várias vezes por dia, me pegava com alguma cena sua na cabeça. Voltei à reportagem em que contei os últimos 115 dias de sua vida e percebi que completava um ano de sua morte. Você entrou no hospital para morrer em 15 de julho. Nesse dia, na cama asséptica do apartamento, você me pediu para tirar suas meias dos pés. Você nunca gostou de meias nos pés, sentia-se presa. E você não gostava de nada que lhe prendesse, porque muitas vezes se sentia aprisionada numa vida que não sonhou. Mas nos últimos tempos da doença, você sentia muito frio. Na cama do hospital, tirei suas meias e descobri que você estava morrendo com as unhas dos pés pintadas de cor de rosa. Dei um meio sorriso triste. Era tão você, morrer de unhas feitas. Quantas vezes me alertou que uma mulher só podia sair de casa bem vestida, maquiada, com brincos e de salto alto. Então, com os pequenos pés ao sol, você me olhou e disse: “Acho que a história que você está escrevendo sobre mim está chegando ao fim”.

Só naquele instante eu abarquei a grandeza do que você tinha me dado. Você permitiu que eu testemunhasse o fim da sua vida e contasse uma história que jamais leria. Você me deu a história de sua vida – e a de sua morte. Era minha a narrativa de sua existência, a marca escrita de sua passagem no mundo. Ninguém nunca havia confiado tanto em mim. “Eu vou escrever uma história linda sobre você”, eu disse. Foi nossa última conversa. Mais tarde, naquela mesma noite, você ainda acordou e perguntou se eu e o fotógrafo Marcelo Min havíamos comido. De novo, era tão você. Estar morrendo e preocupada se estávamos bem alimentados.

Era você a mulher que alimentava. A merendeira de escola que alimentou por décadas crianças famintas de comida e afeto nas escolas de periferia. O câncer – palavra que você nunca pronunciou – a impedia de comer, envenenava seu sangue. Então, você comia pela minha boca, me engordando com bolos e pães de queijo. E, dia após dia, enquanto lembrava dos cheiros da cozinha de sua mãe, no interior de Minas Gerais, me transmitia receitas, lambuzando-se de recordações. Naquelas conversas telefônicas de cada dia, você na sua casa, eu na revista, comíamos por lembranças. E, pelas suas memórias, minha vida povoou-se de sabores de um fogão de lenha desconhecido.

Na tarde de 18 de julho de 2008, seus olhos erraram pelo quadrilátero do quarto do hospital. Eram dois oceanos agitados de saudade salgada. Então a derradeira tempestade amainou e você fixou sua última cena.

No último sábado, completou-se um ano de sua morte. Eu comi uma feijoada por você. O arroz do restaurante estava como você gostava e, com paciência, me ensinou dezenas de vezes a preparar. A percepção de que a comida nos dá vida e metáforas foi algo que sempre nos uniu. Pela manhã, ao me vestir, eu hesitei diante de um par de tênis, tão mais confortável. Mas quando vi, estava enfiando nos pés um salto alto que você aprovaria. Por que você está tão arrumada?, amigos me perguntaram. Eu respondia com a metade de um sorriso secreto. Essa data era só nossa.

Ailce, aconteceu muito nesse ano. Um pouco mais até do que minha sanidade era capaz de suportar. Você sabe, a vida é sempre mais faminta do que supomos. Logo que a conheci, eu descobri que a narrativa da sua história seria a reportagem mais difícil da minha trajetória. Como fazer uma reportagem cujo fim era a sua morte? Só foi possível porque aprendemos a amar uma a outra. Você, a personagem de uma vida. Eu, a narradora de uma morte. Você morreu e eu contei a sua história. Apalpei cada palavra na busca daquelas que dessem a dimensão real de sua passagem pelo mundo. Como contadora de histórias reais, sempre que escrevo meu maior medo é reduzir a vida de alguém. Com você, essa preocupação pesava ainda mais sobre meus ombros doloridos, já que você nunca leria a escritura de sua vida. Eu precisava merecer em cada linha o poder amoroso que você tinha me dado.

Você acreditava em Deus, embora tenha brigado com ele em alguns momentos. Brigava porque acreditava. E porque não entendia como ele fora capaz de deixá-la morrer quando você finalmente planejara viver. Quando você havia jogado o relógio fora e dançava e viajava, os olhos bem abertos para não perder nada, devorando o ar em grandes bocados como se ele fosse acabar de repente. Espero que você esteja no lugar para onde acreditava ir. Eu, que sou bem mais cética, de algum jeito armei dentro de mim a convicção de que você leu meu texto e se reconheceu. Não há como saber se é uma fantasia que precisei criar. Só por essa vez, abracei o mistério sem questionar.

O que eu não adivinhava, Ailce, era que o luto por você seria tão prolongado. Eu sempre soube que não entramos na vida do outro impunemente. Sempre acreditei que uma reportagem só acontece, de verdade, quando transforma a vida do personagem e do narrador. Eu compreendia que ao entrar na sua vida você faria parte da minha para sempre. Ao contar sua história você estaria na minha. Mas eu não adivinhava que doeria tanto – e por tanto tempo.

Depois que você morreu, um caminhão atingiu o carro em que eu viajava, em seguida sofri um assalto com tiros e duas pessoas queridas receberam o diagnóstico de câncer. Em janeiro, perdi alguém que também amava, pela mesma doença. Em seguida, alguém que amo precisou me deixar. Seis meses depois de você morrer, eu não conseguia mais comer nem dormir. Perdi oito quilos. Eu estava encharcada de morte. Do fundo da minha fragilidade exposta, eu buscava sinais de que a vida persistia em algum canto. Mas era afogada pela névoa espessa dos tantos fins e quase-fins.

Em abril, retalhos de sol começaram a aparecer aqui e ali. E eu voltei a dormir uma noite inteira sem remédios. Eu havia entendido a grande lição que sua vida tinha me dado. Tinha compreendido o que sempre soube em teoria. Meses antes de conhecer você eu tive uma profunda experiência de meditação, em outra reportagem. A partir dela, comecei a viver a experiência, ao mesmo tempo brutal e libertadora, de que na vida só há uma certeza: a de que não temos nenhum controle. Mas essa, me parece, é a lição mais difícil de aprender. Pode levar uma existência inteira para entendermos a que talvez seja a maior de todas as verdades humanas. Ou podemos morrer sem alcançar a essência da matéria de que somos feitos.

A morte é essa falta de controle levada à máxima radicalidade. Qualquer pretensão de controle é ilusão. A vida é risco. Não há nenhuma garantia, como você aprendeu de forma tão dura. Apavorada com a doença, o acidente, o assalto, o abandono, a morte de quem amava, me parecia impossível dormir. Se acordada, vigilante, tudo isso acontecia à minha revelia, como eu poderia dormir? Toda vez que saía de casa me sentia na iminência de uma catástrofe.

A partir da sua morte, em seis meses todos os pesadelos de quem vive se materializaram em mim como vida vivida. Tomada de desespero, eu me agarrava a uma das tantas imagens famosas de Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Em alguns momentos dessa queda brutal no precipício da verdade, acho que até a coragem me faltou. Mas um dia, depois de tantas ilusões arrancadas de minhas entranhas como pedaços de onde brotava sangue vivo, eu finalmente entendi. A falta de controle sobre o vivido não é uma maldição. Ao contrário, ela nos liberta. Se não ficamos perdendo tempo tentando antecipar e planejar cada passo, podemos nos dedicar apenas a viver. Sem postergar, sem adiar, sem deixar para depois. Se é impossível controlar, para que gastar tempo tentando? O mais sensato é enfiar o pé no mundo, sabendo que vamos nos lambuzar. É a incerteza do que nos espera na próxima esquina o encanto da vida.

Analisei então, Ailce, os grandes e pequenos momentos da minha trajetória e descobri que os melhores capítulos haviam sido os inesperados, não os planejados. A filha que nasceu aos 15 anos, numa gravidez adolescente que tantos viram como tragédia, o professor que me mostrou que ser repórter era a melhor profissão do mundo quando eu já tinha decidido seguir outra profissão, o grande amor que apareceu numa festa que eu pretendia não ir porque estava com sono. Minhas melhores reportagens aconteceram quando tudo parecia dar errado. As histórias mais fascinantes que contei foram aquelas em que ouvi algo totalmente diferente do previsto. Se nos fechamos para o imprevisível, como a vida poderia ser menos do que um tédio? É o que ainda não sabemos, o que está para acontecer, que contém o germe da vida.

Quantas vezes não percebemos, depois de algum tempo, que a suposta catástrofe se revelou o melhor que poderia ter nos acontecido? Como a demissão de um emprego que detestávamos, mas achávamos que era preciso manter porque nos garantia segurança. O casamento que nos aniquilava, mas que pensávamos ter de segurar porque era garantido. A viagem de férias para o mesmo lugar para não nos arriscar nem mesmo à possibilidade de algo novo acontecer. Todas aquelas coisas que soam seguras, mas que matam nosso desejo.

O que aprendi com sua vida e sua morte, Ailce, é que a segurança não é uma bênção, é um perigo. Ter maturidade, tornar-se adulto, não é, como tantos dizem, acatar o manual, seguir o rebanho, fugir do risco. Ao contrário. A sabedoria é abraçar o risco, aceitar a impossibilidade de controlar a vida como possibilidade, compreender que só o inesperado pode nos levar a algum lugar. O planejado é o território do previsível, se já sabemos o que vai acontecer, qual é o sentido? O que ganhamos indo sempre ao mesmo lugar, do mesmo jeito, evitando qualquer surpresa? O melhor do humano é a capacidade de se espantar. É pelo espanto que tudo se inicia.

Na semana que passou, quando um tempo inconsciente assinalou dentro de mim o primeiro ano de sua morte, eu atendi ao chamado de uma reportagem daquelas impossíveis de prever o quanto vai exigir de mim. Bati na porta de uma vida e entrei num mundo que vai me revirar pelo avesso. Desde que vivi com você a sua morte, minha alma em carne viva tocava a dor do outro e recuava. Dava os primeiros passos e voltava para trás. Dentro de mim, as cicatrizes ainda eram frágeis e se abriam ao primeiro toque. No primeiro sinal de sangue, eu corria.

Precisei de muito mais tempo do que imaginava para viver meu luto por você, para aceitar a sua morte e todo o imponderável da minha vida que ela continha. Para entender, de verdade, a frase que você me disse no nosso primeiro encontro: “Quando eu tive tempo, descobri que meu tempo tinha acabado”.

Algo se libertou nessa semana dentro de mim. Você é parte da minha história, vive dentro de mim como de todas as pessoas que a amaram, nas células de todas as crianças que salvou da desnutrição. Mas agora vou me deixar viver – e deixar você partir. Parto também eu para todas as vidas possíveis que me esperam. De salto alto e batom vermelho, torcendo pelo desconhecido que me aguarda na virada de cada uma das esquinas do mundo.

Obrigada. Adeus.
Repórter especial de ÉPOCA e autora de A Vida Que Ninguém Vê,
(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Ed. Globo)

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sábado, 20 de junho de 2009

A MÚSICA DA VIDA (POR QUE DÓI TANTO ? )

Não há quem caminhe pelas estradas da vida sem que cruze, em algum momento, pelos caminhos da dor. Em um mundo onde as certezas são relativas, a dor é processo quase que inevitável. Algumas vezes, ela vem carregando consigo a separação de quem amamos. Outras vezes é a doença que se instala. Seja qual for sua origem, a dor vai sempre provocar momentos de reflexão e análise. Ela é o freio que a vida faz em nosso cotidiano, em nossos valores, em nossas manias mesmo, provocando o questionamento das coisas da vida e dos caminhos que percorremos.

Nesse questionamento, alguns optam pelo caminho da revolta. São os que maldizem a Deus, que se veem injustiçados, pois não mereciam. Não veem utilidade nenhuma na dor, a não ser o sofrimento pelo sofrimento. Outros utilizam a dor como aprendizado. São os que entendem os mecanismos de Deus como justos, e Deus como infinitamente amoroso para cada um de nós.

É necessário que repensemos qual o papel da dor para cada um de nós. Ela não é simples ferramenta de castigo de Deus, ou ainda, obra do acaso. Um Deus amoroso jamais agiria por acaso, ou castigaria seus filhos. Toda dor que nos surge é convite da vida para o progresso, para a reflexão, para a análise de nossos valores e de nosso caminhar. Sempre que surge, traz consigo a oportunidade do aprendizado, que não se faria melhor de outra forma. Não se trata de fazer apologia à dor, tampouco de buscá-la a todo custo. Assim, para as dores da alma, devemos buscar os recursos da psicologia e da psiquiatria. Para as dificuldades do corpo físico, os recursos clínicos ou cirúrgicos.

Porém, quando todos esses recursos ainda se mostrarem limitados, a dor que nos resta é nosso cadinho de aprendizado. A partir daí, nossa resignação dinâmica perante os desígnios da vida nos ajudará a entender qual recado e qual lição a vida nos está oferecendo. Quando começarmos a entender que a dor sempre vem acompanhada do aprendizado, começaremos a entender melhor a música da vida, e qual canção ela está nos convidando a aprender a cantar. Afinal, nada que nos aconteça é obra do acaso. Somos herdeiros de nós mesmos, desde os dias do ontem, e hoje inevitavelmente nos encontramos com nossas heranças. As carências de hoje é o que ontem desperdiçamos, e as dores que surgem são espinhos que colhemos agora, de um plantio que se fez deliberadamente.

A dor é mecanismo que a vida nos oferece de crescimento e aprendizado. Porém ela somente será necessária como ferramenta de progresso enquanto o amor não nos convencer e tomar conta do nosso coração.

A partir de mensagem do Momento Espírita. Leia texto integral

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

DOENTES DA ALMA CONSPIRAM CONTRA A VIDA

"O homem não raramente é obsessor de si mesmo. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio indivíduo. São doentes de alma". (Allan Kardec)

Tão grave quanto a obsessão provocada por influências espirituais externas, é a chamada auto-obsessão. A Grande maioria dos pacientes que sofrem de auto-obsessão -s obsessores de si mesmos, portanto, doentes da alma --, preferem jogar toda a culpa de seus problemas e aflições aos espíritos, não assumindo a responsabilidade que são else próprios a causar seus problemas.

Trata-se de um distúrbio psíquico desencadeado pela mente doentia do próprio enfermo que gera um estado permanente de desequilíbrio emocional, tal como: constante impaciência, irritação freqüente, mágoa prolongada, inveja, ciúme patológico, egocentrismo acentuado, medos excessivos, aberrações sexuais, comportamentos obsessivo-compulsivo, e outros comportamentos desajustados.

Entretanto, é importante salientar que a auto-obsessão pode abrir uma brecha para que os espíritos obsessores inimigos se aproveitem dessas imperfeições do paciente para então obsediá-lo gerando, por exemplo, a síndrome do pânico e outros transtornos psíquicos, como a depressão, doenças orgânicas e diversos comportamentos patológicos. Tais pacientes percorrem os consultório médicos em busca de um diagnóstico nem sempre identificado corretamente pelos médicos pelo fato da auto-obsessão ser uma doença da alma, portanto, mais difícil de ser detectada.

As terapias medicamentosas não são eficazes, pois são resultados da própria imaturidade psicológica e espiritual do enfermo, que cultiva com freqüência a inveja, ciúme, inferioridade, egoísmo, orgulho, ira, medos, insegurança, desconfiança, etc.. São pacientes muito voltados para si mesmos, preocupados excessivamente com doenças (hipocondríacos), que sofrem por antecipação (preocupados excessivamente), dramatizam os fatos do cotidiano, cultivando o coitadismo (sentimentos de autopiedade); são vitimas de si próprios, atormentados por si mesmos.

Na qualidade de enfermos da alma, facilmente se descontrolam, com explosões de ira no trabalho, em casa ou no trânsito. Na auto-obsessão, somos prisioneiros dos nossos pensamentos negativistas e pessimistas, que nos sufocam e nos aprisionam.

Psicólogo. Acesse seu Site.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

LIMITAÇÕES NOS ENSINAM A VIVER


"Meu filho foi diagnosticado com DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção). É desatento, tem baixo rendimento escolar e quase nenhuma concentração. Demos algumas tarefas pra ele desde os sete anos no intuito de estimular a responsabilidade, como arrumar o quarto dele, pegar a sujeira do cachorro, e tirar a sacola de lixo do banheiro. Sempre é a mesma coisa, na mesma ordem, todo dia, mas ele sempre me pergunta: 'Mãe o que é que eu tenho fazer mesmo?" Eu repito tudo de novo aí ele diz: 'Ahhhhhh...'. Essas coisas 'domesticas', por si só, não levam ao medicamento, mas o rendimento escolar sim. O caso é que o DDA é pra vida toda... E o remédio (ritalina) também... e os efeitos colaterais idem, pois não posso esquecer que é uma anfetamina. Quanto a ser 'índigo' (possibilidade que acredito), e por ser espirita, fiquei dividida. Penso que se as crianças índigo são uma realidade, será justo eu drogá-lo a pretexto de fins medicinais? Se ele soubesse dos riscos pudesse discernir sabendo que será assim pro resto da vida será que escolheria tomar? Não acho que por ser índigo trouxeram alguma varinha magica ao nascer, mas acredito sim que um outro ponto de vista, idéias inovadoras e outras reminiscências de suas vidas pretéritas podem sim ajudar a mudar nosso planeta. Medicá-lo não seria calar essas lembranças, essas sensações e atrapalhar os desígnios da espiritualidade. Esse é meu medo maior, além dos efeitos colaterais claro, pois a escolha é minha e não dele. Quando saímos da médica, ele pediu pra eu comprar o remédio, dizendo 'eu quero tomar mamãe, assim vou conseguir ser igual as outras crianças e todos vão me aceitar e gostar de mim..." E arrematou assim: "aí você vai ficar feliz comigo né??' Imagine com ficou meu coração? A solução que encontrei por hora foi o placebo. Gostaria de uma opinião." L.C. (Rede de Amigos)

Já falamos crianças índigo e sobre meu posicionamento crítico, principalmente em relação ao que os norte-americanos defendem. Afinal, um espírito especial (que assim, ou qualquer outro nome identifique) e que, como dito, questiona todo tipo de autoridade e rigidez dos pais, muitas das vezes pode ser confundido tão-só com uma criança rebelde e mal educada. Pois creio que a positividade no quebrar as regras passa pela justificada motivação e pela conduta de fazê-lo. Gandhi foi um expoente da desobediência civil, quebrando regras e afrontando o poder de um rico Estado europeu pregando a não violência.

É preciso o equilíbrio e é sabido que crianças precisam de limites claros e bem definidos para se desenvolverem. Mas como estabelecer esses limites com crianças que estão nos questionando o tempo todo, que quebram regras, que não aceitam respostas simplistas ou autoritárias? Por vezes, é uma tentação deixar de lado, fazer de conta que não viu, mas trata-se de um risco. Dizem os educadores que ter uma criança mal-educada em casa é como ter uma bomba prestes a explodir. Ter um "espírito especial" mal-educado em casa é como ter em mãos uma bomba atômica. Tudo para essas crianças é potencializado. Para o bem e para o mal. Pense na hipótese de que Hitler tivesse traços de uma "espírito especial", no sentido de questionamento e inteligência. Sua trajetória, e especialmente as idéias que assimilou durante a primeira infância, certamente contribuiram para transformar-se no que sabemos.

Para mim, seres especiais e superiores são "seres prontos", no sentido de caráter e caridade. As chamadas "índigo" são apenas "espíritos velhos", experientes por encarnações anteriores, preparados e inteligentes. Mas isto não chega a ser necessariamente positivo. Podem ser seres com potencial maior para ajudar, mas precisam dos pais tanto quanto qualquer ser humano para crescer sadio, pleno.

No tocante às suas dúvidas quanto ao tratamento, acredito que as dificuldades enfrentadas por ele não podem ser encaradas fora da realidade da reencarnação. O próprio Chico Xavier, que nasceu com uma especial missão, perdeu a mãe aos cinco anos, foi entregue a uma casa estranha, onde apanhou sem motivação. Começou a trabalhar aos dez anos num ambiente insalubre, com excesso de pó; depois como caixeiro, numa jornada de catorze horas por dia. Em 1931, perdeu a visão do olho esquerdo, passando por cinco operações cirúrgicas de grande risco. Disse certa vez: "Sempre lutei com doenças e conflitos em meu corpo e minha mente. Tantos problemas vão me ajudando a viver e compreender a vida". Curioso saber que nunca se submeteu a cirurgias espirituais, pois acreditava que devia se tratar convencionalmente e conviver com suas dificuldades. No mesmo sentido foi a resposta de Emmanuel quando questionou o mentor sobre sentido de suas doenças: "As lutas e as caminhadas pelo bem não excluem as limitações".

Entendo que há uma razão para o nascimento de seu filho com este caráter especial. Afinal, a dificuldade de aprendizado fez parte da história de vida de verdadeiros gênios. Esse é o caso, por exemplo, de John Nash Jr, retratado há pouco tempo atrás no filme "Uma mente brilhante", que foi diagnosticado com esquizofrenia. Mas ele emergiu como um prodígio da matemática aos 21 anos e fundou a economia moderna. Participou como cientista militar -- quando acreditava ser perseguido por comunistas -- e, internado depois de uma crise psicótica, passou anos alheio, vagando pelo campus de Princeton, onde o apelidaram de "fantasma". Conseguiu recuperar a sanidade de forma milagrosa e suficiente para receber o Prêmio Nobel em 1994.

No caso do DDA, o tratamento baseia-se em medicação e não acredito que esta tenha o condão de anular as qualidades espirituais de seu filho. Mas, melhor do que eu, você sabe que é importante que seja avaliada com critério em função dos efeitos colaterais. Soube que mais de 80% dos portadores de TDAH beneficiam-se com o uso de medicamento, mas, em alguns casos, não apresentam nenhuma melhora significativa, não se justificando o uso. A duração da administração de um medicamento também é decorrente das respostas dadas ao uso e de cada caso. Em hipótese semelhante, acompanhei um amigo que sofreu por quase um ano com as consequências da Hepatite C, entre elas a mais avassaladora foi a depressão. Tentando o suicídio por pelo menos duas vezes, acabou sendo medicado fortemente e acabou quase que perdendo completamente a personalidade. À época, disse à sua mãe que seu estado estava estacionado pelo excesso de medicamentos, o que se comprovou com a melhora progressiva, na medida que foi reduzida a carga de remédios. Por fim ele conseguiu se equilibrar com o fortalecimento da crença em Deus.

Esta mesma crença, fortalecida pelo entendimento da filosofia espírita, lhe ajudará nesta caminhada. Por tudo que disse, acredito que não deve excluí-lo do tratamento, pois pode ser o que ele mais precisa no momento para alcançar um equilíbrio pessoal que deve ser desenvolvido. Em regra, pessoas com uma limitação necessitam, primordialmente, acreditar. Acreditar que são capazes e ter a disposição para o esforço necessário que a vida nos exige.

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terça-feira, 28 de abril de 2009

NÃO PODERIA CAUSAR A MORTE DE MINHA FILHA

Em março de 2009, depois de muita polêmica, a italiana Eluana Englaro, 38, morreu após viver por cerca de 17 anos em estado vegetativo. A decisão de suspender a alimentação foi tomada pelo pai, Beppino Englaro, dividindo opiniões entre religiosos e leigos. A milhares de quilômetros da Itália, uma família de Fortaleza trava, há 14 anos, uma luta diária no sentido contrário: o de manter a filha viva. Flávia Avelino, 34, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia, em setembro de 1994, comprometendo parte do cérebro por causa da falta de oxigenação. Desde então, ela vive em estado vegetativo, sob os cuidados dos pais. A rotina é exaustiva. Ao contrário de outros pacientes, Flávia não se alimenta por sonda, mas sim, por uma seringa injetada diretamente em sua boca. A medida foi sugestão da mãe, a dona-de-casa Márcia, preocupada com o desconforto causado pelos tubos. Frango, frutas e verduras são o cardápio. Todos batidos, triturados. 

A alimentação tem um horário certo, assim como o banho diário e a escovação. O pai e a mãe se revezam na atenção à filha com mais duas empregadas. O zelo vai além da subsistência. Dá trabalho, mas Flávia é levada ao dentista regularmente. “É um sacrifício abrir a boca e ficar segurando aquele caninho. A consulta leva a manhã toda e temos de ir em dois carros: um para ela e outro para a cadeira de rodas”, diz o pai, o engenheiro Arquimedes.

Visitar a residência da família Avelino, no bairro Água Fria, é como entrar em um túnel do tempo, com o ponteiro fixado há exatos 14 anos. “Todo o dinheiro que ganho é voltado para as coisas da Flávia, para pagar as empregadas e os remédios. São cerca de R$ 2,5 mil por mês. Os móveis têm a mesma idade de quando ela entrou em coma. Até as roupas que visto são daquela época. Depois do que ocorreu, a nossa rotina é a Flávia. Não temos Carnaval, não temos festa de fim de ano.”

Os olhos de Arquimedes e Márcia brilham quando eles se lembram de Flávia. Tudo nela transbordava vida: o jeito expansivo, o sorriso largo, os planos para o futuro, o grande número de amigos. A jovem cursava o segundo ano de Engenharia Elétrica quando se submeteu a uma cirurgia para corrigir o septo nasal e entrou em coma por seis meses. “Ela estava com medo”, diz a mãe. Uma ação judicial foi movida contra o hospital que realizou o procedimento. O processo corre na Justiça.

Arquimedes busca um sentido. As células-tronco surgem como uma possibilidade, mas distante. Ele reprova a atitude tomada no caso de Eluana. “Para eu mesmo provocar a morte dela, não suportaria. Iria enlouquecer só de pensar em ser o autor do assassinato da minha própria filha”. A situação de Flávia fez o engenheiro se aprofundar na doutrina do espiritismo. “Tenho esperança, fé. É a minha filha. Ninguém nesse mundo pode amar mais um filho do que eu amo a Flávia”, diz.

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FLÁVIA VIVE HÁ 14 ANOS NUMA CAMA

A cama de Flávia fica no mesmo quarto dos pais. É um móvel de hospital, com laterais removíveis para facilitar o transporte. Enquanto conversamos, ela mexe os olhos, num olhar distante. Os braços são frágeis por causa da falta de movimentos. Os pés estão torcidos. A mãe, de início resistente à realização da reportagem, abraça a filha e a beija. O pai a trata como uma criança, com expressões infantis. Ela sorri.

Para driblar o calor, um aparelho de ar-condicionado, doado por um amigo, ocupa uma das paredes do cômodo. Arquimedes lembra, com amargura, da solidão vivida pela família logo após o coma da filha: “Meus amigos sumiram. As pessoas não telefonam mais”. Embora já esteja aposentado como professor universitário, ele ainda trabalha na Prefeitura. “Preciso de um local onde possa ‘espraiar’, onde conviva com as pessoas”.

A mãe fala da relação da filha com a avó, dos mimos. Um novo sorriso surge nesse momento, como se Flávia recordasse de algo. Já fora do quarto, Márcia mostra os porta-retratos dos três filhos, os outros dois são Arquimedes Júnior e Gisela, e puxa um caderno de recados da época do coma. As folhas amareladas servem de mote para contar histórias de diversas amizades.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

FAMÍLIA: A VIDA É UMA MISSÃO CONJUNTA

Gostaria de uma informação, meu pai tem 85 anos e era um homem com ótima saúde, super ativo, não dependia de ninguém. No começo do ano passado ele sofreu um derrame (AVC), e hoje não anda, não come sozinho, ficou totalmente dependente. Ele está muito perturbado, pois todos os dias chora muito e pede a morte. E tem dias também que chama toda a família dele que já é falecida, pai, mãe e os irmãos e alguns vizinhos que já faleceram a bastante anos.Não está sendo fácil, acompanhar essa situação que ele se encontra, pois eu que sou a única filha sofro muito. Sou eu que cuido dele 24 horas por dia. Tive que abandonar meu trabalho, deixar de lado minha vida pra ficar com ele. Gostaria de saber na visão dos espíritas porque meu pai está passando por esse sofrimento? Tem alguma coisa a ver comigo também? E porque ele fica chamando as pessoas falecidas? R. Z. (por e-mail)

Todos nós, pelo menos dentro da concepção Espírita, temos uma história de vida pré-definida. Não se trata de karma ou dharma, de destino ou influência dos astros. Na doutrina, acreditamos que somos, todos, almas imortais, que passam por várias experiências (vidas), no intuito de aprender e evoluir. Por isto, entre uma existência e outra, buscamos aprender e definir os objetivos de vida de nossa próxima etapa. Escolhemos as pessoas com as quais desejamos ter relacionamento e com as quais buscaremos resgatar dívidas, buscar perdão ou que, apenas, queremos auxiliar. Tudo isto, por absoluta necessidade, nos vem envolto em esquecimento, que (bem analisado) é tão-só um aspecto a nos ajudar na missão de ajudar, sem esbarrar em antigos rancores e antipatias.

Apesar disso, não aceitando ou não compreendendo esta dinâmica das vidas sucessivas, muitos leitores nos chegam com raiva de Deus. Eles vêem a morte ou a própria vida como forma de punição e se perguntam como um Deus de amor pode ter semelhante atitude. A experiência nos ensina que, nesses momentos, a palavra mais sábia pode soar vazia. Portanto, nos resta ser solidário, embora ressaltando que a crença na continuidade da vida demonstra que não existe um Deus vingativo e punitivo.

Sofrer a morte de um ente querido, bem o sabemos, é um processo que destroça o coração. Mas, não menos raro, viver no sofrimento pode ser uma prova ainda mais dolorosa para a fé e o entendimento.

É essencial que tenhamos paciência, que não nos precipitemos. Não há um plano a seguir, nenhum calendário que ajude a controlar os males e desafios dessa nossa existência. Alguns se recolhem em si mesmos e encontraram uma força espiritual interior que jamais suspeitaram que tivessem. Tais pessoas relatam que agora têm uma ligação muito mais forte com Deus e falam como o enfrentamento das adversidades deu-lhes a chance de aprender sobre o amor.

Mas o importante é saber que o retorno de cada um de nós a esta Terra tem objetivos bastante definidos. Quando esse objetivo é cum­prido, partimos. Algumas almas necessitam viver uma vida longa, enquanto outras precisam apenas de uma experiência breve, antes de retornar a seu lar espiritual. A escolha é feita antes de encarnarmos em nosso corpo. Quando conseguimos olhar a vida dessa maneira, aceitando que o tempo e o espaço são dimensões terrenas e que somos seres eternos, podemos começar a entender a natureza da vida e da morte com muito maior clareza.

Seu pai (e muito provavelmente, também você) esboçou antes de reencarnar esta trajetória de vida. Por alguma razão ele tem que passar por esta experiência, mas contou com a sorte de tê-la como filha, com toda sua força e fé, que tanto o ajudaram nos piores momentos. Mas pense que também você, de alguma maneira, tivesse ou tenha aceitado tal provação, somente para estar perto dele e cumprir este papel. Isto explica, de certa forma, tamanha dor. A dor de quem muito ama e gostaria de fazer mais. Mas nossas existências são feitas de estágios, de momentos, que costumamos chamar de “vidas”. Este momento da longa história de vocês passou e teve a mais alta nota. E virão outros e outros, nos quais vocês estarão ainda mais ligados e solidários, num amor eterno, como eterno somos todos nós : espíritos aprendizes.

Quanto ao chamamento ou visões de pessoas já falecidas, pode significar que a doença rompeu barreiras comuns a todos nós, facilitando-lhe a comunicação com os espíritos que já se foram. Este é um acontecimento comum e não lhe deve causar susto ou preocupação, pois a presença real ou mesmo a "fantasia" de tais comunicações certamente ajudam-no a superar esta situação atual.

Marcos Grignolli

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

MEU NOME É VITOR


"Boa noite a todos, meu nome é Vitor.
Venho a pedido da minha mãe. Ela quer notícias minhas para, talvez, se sentir mais aliviada. Acho que ela, como toda mãe, se sente responsável pelo meu desencarne. Tive sérios problemas de respiração e, quando menos se esperava, as coisas pioraram e eu morri. Nem foi muito novidade para mim. Acho que eu até já esperava, apesar de ter apenas quinze anos. Mas meus pais (minha mãe) se desesperou. Fez perguntas, tentou saber o porquê, mas quem somos nós pra querer saber ou que Deus nos dê satisfação de seus atos, não é mesmo!?

Pois é... Eu morri, mas pra mim não foi difícil. Minha mãe tomou outros caminhos e graças a uma amiga, começou a ler e perceber que a morte não existe. Hoje ela é mais tranqüila, mas ainda quer notícias pra ter certeza de que estou bem . Mamãe Elaine — ou Eliana (nota do transcrevente) —, eu estou bem e feliz. Meu tempo por aí terminou e talvez, o bom de tudo isso tenha sido você perceber que a vida continua.

Sei que pensa em mim e tenta não ficar me chamando. Que sente minha falta, mas agradece a Deus pelo tempo que estivemos juntos. Eu te amo e sempre te amei. Vou te esperar, porque nossa vida vem de outras... e meu amor por você não é pequeno, nem de agora. Sei que quando você ouve uma música que eu gostava se lembra e tenta não chorar. Não faça isso. Chore se tiver vontade. Só não blasfeme como muita gente faz.

Choro é normal naqueles que perdem um ente querido. Viva, dedique-se, ajude e tente compreender que estaremos juntos. Nosso senhor ensina que devemos praticar a caridade. Pratique e continue ajudando outras mães que não têm o mesmo conhecimento seu. Eu estou bem, estudo (como sempre gostei de fazer) e continuo fazendo tudo certinho como você sempre se orgulhou.

Minha vó me ajuda nas lições como você fazia, lembra ! Aqui é lindo. Te amo muito e agradeço a oportunidade que me foi dada para conversar com você. Pena meu pai estar longe de você. Te amo. Que Deus permita minha visita a você sempre. Beijos.”


Assinado : Vitor

Data : Maio de 2007.
Local : Sorocaba (SP)
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

PRESTE ATENÇÃO NO QUE DIZ SUA ALMA

Todos nós conhecemos uma doença na África Central chamada de doença do sono. O que precisamos saber é que existe uma doença semelhante que ataca a alma - e que é muito perigosa, porque se instala sem ser percebida. Quando você notar o menor sinal de indiferença e de falta de entusiasmo, fique alerta!

“A única maneira de prevenir-se contra esta doença é entendendo que a alma sofre, e sofre muito, quando a obrigamos a viver superficialmente. A alma gosta de coisas belas e profundas. Dê a ela pelo menos o silêncio dos dias de domingo - quando você pode escutá-la sem ser perturbado pelo barulho da vida diária”.

O conselho - importantíssimo - vem de Albert Schweitzer, médico e missionário, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1952.

Paulo Coelho (03 de Fevereiro de 2009)

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domingo, 8 de março de 2009

FUI RECEBIDA POR ANJOS... - Stéphanie


"Mãe Daniela.Vó Genildes, minha vó Ge. Vocêis estão lindas, quero beijá-las e sentir esse cheiro de céu... Vocêis me deliciam a vida com este perfume, com nome de amor. Mãezinha espero que o Papai Cláudio receba estas notícias com a alegria e a certeza de que sou a mesma, esperando a oportunidade de deitar naquele colo ao repousar a cabeça naquele ombro.

Mãe, vó, creio que fui valente, enfrentando o tumor que aos poucos eliminou órgão por órgão, até atingir o ponto de despedida. Me lembro de pedir para que me levassem até vocêis. Todos que me recebiam pareciam anjos, tal o carinho e a atenção que me dedicaram. Mas queria saber de que maneira ficaram meus pais sem a minha presença, e o Cláudio Henrique, meu irmão... Queria rever a todos e dizer a cada um que a morte se refere a uma transformação na roupagem física.

Vó, vó Gê, era uma vontade de pedir a você as coisas gostosas que você sempre fazia para me ver sorrir, e o vovô José Antonio, que saudade me dava de agarrá-lo e beija-lo. Eu era gordinha e feliz junto a você is, e sou feliz por saber que não perdi ninguém. Mãe sorria, assim da maneira que posso encontrar em seu sorriso, a fé, inabalável que você possui. Receba as flores do jardim que está no meu coração, todas plantadas para ser entregues a vocêis.V ó Ge, beijão, vó te amo. Mãe ajuda o Papai Cláudio e não esqueça de entregar alegria ao Henrique, já me encontrei com o bondoso vovô Francisco, e não me esqueço da querida vovó Raimunda. Que pena que tenho que parar com a escrita, mas vou ficar ainda algumas horas junto à vocêis. Beijos e mais beijos de sua. Stéphanie Caroline Menezes da Cunha".

Assinado : Stephanie Caroline (psicografia)

Data: 09 de fevereiro de 2007
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso

Esclarecimentos :
1. Daniela e Cláudio-Pais 2. Cláudio Henrique: irmão querido 3. Vó Genildes: avó materna (vó Gê que era como ela chamava a avó) 4. Vovô José Antonio: avô materno - ( ela fala que era gordinha e feliz junto a nós, porque meu pai brigava muito comigo por eu deixar ela comer muito) 5. Vovô Francisco: avô paterno- Desencarnado em 24/02/2005 6: Vovó Raimunda - avó paterna ( primeira e única neta dela) 7: Ela fala pra ajudar o papai Cláudio- A Stéphanie se preocupava muito com o pai dela, ele não estava aceitando a partida dela e nem aceitava as psicografias, para ela não era a mesma coisa. Ela foi muito valente, nunca lamentou, nunca perguntou porque estava no hospital, sempre agradecia até as injeções que tomava.

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sexta-feira, 6 de março de 2009

ANIMAIS RECEBEM TRATAMENTO ESPIRITUAL

Donos de animais doentes tem encontrado no centro espírita Vicente Cerverizo, na Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo, uma ajuda diferente. O lugar é o único do Brasil que se tem notícia que oferece tratamento espiritual a animais de estimação. A afirmação é do veterinário Marcel Benedeti, presidente da Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama). Segundo ele, quaisquer animais são passíveis de tratamento espírita “uma vez que todos são seres que merecem atenção”, afirma Benedeti, segundo o qual "não é permitido tocar no assunto relacionado à medicina veterinária nem que alguém ali no trabalho é veterinário. Todos no grupo espírita são vegetarianos.

O perfil dos mascotes que são levados ao centro é bem parecido. Eles chegam lá depois de terem passado por diversos tratamentos sem sucesso. “As pessoas recorrem ao tratamento espiritual como meio de aliviar o sofrimento dos animais”, diz Benedeti, que costuma receber principalmente animais desenganados ou que foram recomendados para eutanásia. “É o último recurso”, diz ele. Os donos também têm algo em comum. “São pessoas sensíveis, que se preocupam com o bem-estar de seus animais”, observa Benedeti.

O aposentado Mário da Conceição, de 75 anos, conheceu o tratamento espiritual depois que encontrou na rua o setter irlandês Caramelo. “Levei ele para o veterinário, que constatou que Caramelo tinha problema no coração, no fígado, não enxergava e não ouvia direito e também não se firmava nas patas traseiras. Ele viveria por pouco tempo”, relembra. O cachorro, que já devia ter cerca de 12 anos quando foi achado, foi tratado com um veterinário homeopata e, com o tempo, apresentou melhora. Paralelamente ao tratamento, Mário levava Caramelo ao centro espírita. Quem também costuma frequentar o centro é o aposentado Antônio de Andrade, de 81 anos, dono de Diana e Juruna, um casal de fila brasileiro. A fêmea vem sendo submetida a um tratamento veterinário contra câncer há seis meses, período em que também passou a ir ao centro na Zona Norte. Recentemente, Diana perdeu o movimento das pernas. “Tentei erguê-la, mas não adiantou”. Agora, o tratamento espiritual da cadela será à distância.

As pessoas que se interessaram pelo tratamento devem começar fazendo um cadastro na Asseama. É preciso informar nome, endereço, raça, sexo e idade do bicho de estimação, para, depois, dar detalhes sobre o problema do animal. Neste momento, a pessoa se compromete a não comer carne nem oferecê-la ao mascote no dia marcado para o tratamento. Chegando ao centro, o tutor passa por nova entrevista e, em seguida, é encaminhado à sala de palestra, que dura cerca de 30 minutos. Após, o animal e o seu acompanhante entram em uma sala onde são submetidos a um tratamento por imposição de mãos durante um minuto.

Serviço : Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama), tel. (11) 2071-2590


A partir de reportagem do Portal G1. Leia texto integral

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

'SÍNDROME DO PÂNICO' : SENSAÇÃO DE MORTE


Vítimas desse distúrbio lotam os consultórios de psiquiatras e psicólogos em busca de soluções para um medo capaz de tornar a vida insustentável. Afinal, a síndrome provoca medo desproporcional e paralizante. Cada vez mais gente vem sendo diagnosticada pelos especialistas como portadores do mal. “A doença alcançou seu pico e, no meu ponto de vista, ninguém está livre de sofrer dela”, avalia o psiquiatra Paulo Gaudêncio, colunista da revista Nova.

Os estudos revelam que as mulheres entre 20 e 35 anos são as mais atingidas. “É nessa fase que as pessoas sofrem mais pressões profissionais e pessoais”, explica a psicoterapeuta. Hoje, já se sabe com exatidão que até 70% das causas da doença são genéticas, enquanto as 30% restantes estão relacionadas ao uso de drogas, remédios e fatores ambientais — entre eles (adivinhe!) o stress.

Os homens também não estão escapando da tormenta e já são igualmente engolidos por esses tsunamis de terror. Curioso é que, no passado, a proporção era de duas de nós para cada um deles. “Por causa do machismo, muitos não queriam admitir que tinham a doença, achando que era sinônimo de fraqueza”, opina Rosana Laiza, presidente da Associação Nacional da Síndrome do Pânico.

Como classificar o medo regular do pânico
“Qualquer pessoa pode experimentar essas mesmas sensações de angústia durante um assalto, um vôo com turbulência ou um acidente de carro, por exemplo, mas só quem sofre da doença tem um ataque de pânico sem motivo concreto”, esclarece o psiquiatra Sérgio Tamai, chefe do departamento de psiquiatria e psicologia médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Em outras palavras, no “transtorno do pânico”, como é chamado pela ala médica, ocorrem crises de ansiedade sem que de fato exista uma situação de perigo. “São ataques aleatórios que surgem de maneira inesperada”, explica a psiquiatra Laura Guerra, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que coordena nesse momento a versão brasileira de um estudo mundial sobre o tema promovido pela World Mental Health Survey.

Quem sofre de pânico cobra muito de si e dos demais, é perfeccionista, centralizador e vive tenso, segundo Rosana. “Então, se essas características fazem parte da sua personalidade, você deve procurar uma vida mais equilibrada a fim de diminuir as chances de desencadear o transtorno”, recomenda.

Antes que o mal cresça, os especialistas recomendam as seguintes providências:

Tomar remédios sob orientação médica
“Antidepressivos ajudam a diminuir as crises, mas precisam ser ingeridos durante um ano para evitar as recaídas”, orienta o psiquiatra Márcio Bernik. Vale lembrar que a automedicação é perigosa e pode agravar o quadro. Consultar um especialista é imprescindível, pois novas substâncias salvadoras surgem a cada dia.

Buscar ajuda
“A psicoterapia auxilia o paciente a descobrir que tipo de crença interior pode apresentar relação com os sintomas”, explica Laura.

Cuidar da alimentação
É possível diminuir a intensidade dos ataques com hábitos simples. “Um deles é diminuir o consumo de substâncias estimulantes, como cafeína e chocolate”, diz Tamai.

Mexer o corpo
“Fazer exercícios e aprender técnicas de relaxamento também colabora bastante para manter a calma durante as crises”, sugere Bernik.

Dividir o problema
Em São Paulo, a Associação Nacional da Síndrome do Pânico (www.associacaonsp.com.br) organiza grupos de auto-ajuda e oferece tratamento psicológico. “Quem não consegue sair de casa pode assistir às palestras por vídeo”, afirma a psicoterapeuta Rosana Laiza.
Abril Notícias. Leia texto original

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domingo, 14 de dezembro de 2008

A MORTE NOS ENSINA A VIVER

É lançado no Brasil, pela Editora Globo, o livro "Dançando com a morte", do médico holandês Bert Keizer. A obra descreve com realismo, inteligência e humor o dia-a-dia de uma clínica, revelando uma visão inesperada da morte. Esta que, para o senso comum, pode ser mais ou menos resumida na dura dor da perda. Mas o autor defende que a morte, na verdade, é o que antecede a morte. A morte é o morrer.

O livro, então, seria apenas a descrição do trabalho de um médico. Seria, se o Dr. Keizer fosse um médico comum. Ele o é, de fato, no dia-a-dia profissional. Mas não o é absolutamente, na sua visão da medicina – ou melhor, da impotência da medicina. Em parte, porque não trabalha num hospital, mas numa casa de repouso, instituição em que os pacientes estão para morrer. Ou porque são muito velhos, ou porque têm doenças incuráveis. Pois para além da circunstância profissional, o que informa a visão do autor é seu raro realismo, sua lucidez cortante, sua cultura literária e seu humor mordaz. Para os pacientes, é uma situação mórbida ou trágica. Para os leitores, o ponto de partida para um livro irresistível.

Trata-se, em primeiro lugar, de um livro abrangente. Nas palavras do autor “[são discutidos] a história infelizmente desprezada e ignorada da medicina, o efeito do placebo, o fracasso das pesquisas e a incrível superestimação do poder da medicina". Estes e outros temas estão entremeados às histórias de vida e de morte dos diversos personagens da narrativa. Porém, o grande humanismo do autor permitem-lhe tecer comentários sobre os mais variados assuntos sem nunca perder o vigor.

Numa casa de repouso, às vezes é o paciente que quer morrer, às vezes são seus parentes que querem aliviar seu sofrimento. “Seu”, ou seja, do paciente, ou “seu”, isto é, deles parentes? A descrição dos diálogos e procedimentos é de um realismo que, se jamais é cru, até por força do estilo literário, é sempre agudo. E invariavelmente surpreendente, no modo como enfoca as minúcias instrumentais e alterna para as questões existenciais. Não há nada de horripilante, nada de semelhante a um filme de terror, mas muito de uma banalidade, esta sim, atroz. A verdadeira vítima deste livro é o senso comum.

Título: Dançando com a Morte: Sobre o viver e o morrer (412 págs.) - 2008 - Autor: Bert Keizer - Editora Globo

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

AÇÃO E REAÇÃO

A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas, ou ainda para a física , é equivalente a lei: para toda ação existe uma reação.

Recebemos ( minha família ) a noticia que minha mãe tem câncer de mama. O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.E não é fácil ir para o centro cirúrgico achando que está lá para a retirada de um nódulo pequeno e acordar algumas horas depois sem um seio e um pedaço da axila.

Iniciei esse texto falando sobre ação e reação porque a nossa reação ante a informação da gravidade da situação somada a possibilidade de perdermos provisoriamente alguém que amamos foi a princípio um zumbido nos ouvidos, uma tremedeira nas pernas e em seguida a decisão : colocar em prática tudo o que o Espiritismo nos ensinou. A reação normal seria sair gritando e chorando, se desesperar, mas resolvemos tentar manter o equilíbrio mesmo e quebrar essa regra, ou seja, não vamos reagir da forma esperada.

Bom, eu aprendi que a prece tem um poder incrível de acalmar as pessoas. Sentei e orei, pedi aos espíritos protetores que me afastassem dos maus pensamentos e ficassem próximos à minha mãe e ao meu pai também. Pedi socorro ao meu anjo da guarda, afinal, acho que os anjos as guarda devem ficar felizes quando a gente lembra deles, e eu confio muito no meu. No dia seguinte a cirurgia , a noticia da perda da mama foi dada pelo médico à minha mãe, certamente orientado espiritualmente enquanto uma outra equipe cuidava dos meus pais.

Muitas pessoas oraram pedindo ajuda. Parentes, amigos , pessoas que nem conhecem a minha mãe se uniram em oração. Durante o período de internação ela preferiu ficar sentada conversando com as pessoas que iam visitá-la. As enfermeiras entravam no quarto e questionavam se ela sentia dor, enjôo, mal estar, tontura.... nada...ela não sentia nada. E eu ali só pensando que o tratamento espiritual é capaz de fazer milagres mesmo. Permanecia lá sentada recebendo visitas e conversando com todos, dando um exemplo de fé , de força e de amor . Vinte horas após a cirurgia ela já estava sem as agulhas incômodas e sem os tubos de remédios nas veias. Estava lá sentada assistindo uma comédia romântica, comendo bolo, bebendo suco e atendendo todos os telefonemas. Quarenta e oito horas após a cirurgia, lá estava ela: sentada, mas dessa vez na cadeira da cabeleireira lavando os cabelos que não puderam ser lavados no hospital por causa do curativo.

Ao chegar em casa, amigos, parentes e a família por perto com a certeza que se para toda ação existe uma reação, nesse caso a reação foi contrária à ação. Ninguém se entregou. Uma semana após a cirurgia , ela está sentada de novo: pintando uma tela e provavelmente cantarolando.

Sabemos que ela vai ter alguns momentos de tristeza e de angústia. E para todos esses momentos sabemos que a cura está na prece, na fé e na certeza que os dois tratamentos, o terreno e o espiritual, serão supervisionados e acompanhados bem de pertinho por equipes médicas espirituais.

Minha mãe continua firme e como sempre nos dando exemplo de fé, força e amor. E se pararmos para pensar, a gente leva uns trancos e acaba entendendo que realmente nessa vida nada vale mais que o amor que temos uns pelos outros. Esse sim é que acaba curando todo o resto....

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sábado, 12 de julho de 2008

TRANSFORMANDO SEU MUNDO INTERIOR


O
utro dia foi o aniversário da partida de uma senhora por muitos conhecida e muito querida. Algum tempo antes, chegando de uma das dezenas de consultas médicas que já fizera, ela disse aos familiares: - Pedi franqueza à junta médica que me examinou, pedi-lhes que não me poupassem de saber a verdade sobre meu estado de saúde. Eu sinto que me resta pouco tempo. Diante dos olhares ansiosos, ela continuou:

- Eles me revelaram que sou portadora de uma moléstia incurável e que minha previsão de vida é de aproximadamente 4 meses.
- E a senhora nos conta isso com essa naturalidade ? perguntou uma das filhas, em prantos.

Continuou a senhora, com muita serenidade: - Ora, eu tenho um bom tempo para fazer tudo que já devia ter feito há muito. Arrumarei todos os meus armários, guardarei o que realmente uso e o resto jogarei fora ou doarei a quem precisa. Colocarei belas cortinas em todas as janelas e elas me impedirão de ficar olhando a vida alheia.

Todos os dias tirarei o pó da casa e, durante esse trabalho, pensarei: Estou me livrando das sujeiras que guardei do passado Evitarei ouvir e assistir más notícias e alimentarei o meu espírito com leituras saudáveis, conversas amigáveis, dispensarei fofocas e não criticarei a mais ninguém. Pensarei naqueles que já me magoaram e, com sinceridade, os perdoarei.

Todas as noites agradecerei a Deus por tudo que estarei conseguindo fazer nestes últimos 4 meses que me restam. Todas as manhãs, ao acordar, perguntarei a mim mesma: O que posso fazer para tornar o dia de hoje um dia melhor?

E farei de tudo para transmitir felicidade àqueles que de mim se aproximarem. E a cada dia que passar farei pelo menos uma boa ação. Quatro meses são mais de 120 dias, portanto, quando eu fechar os olhos para nunca mais abri-los, eu terei feito no mínimo 120 boas ações.

Todos que a ouviam, pouco a pouco se retiraram dali, indo cada um para um canto, para chorar sozinho. A mulher ali ficou e nos seus olhos havia um brilho de alegria. Pensava consigo mesma: " não posso curar meu corpo, mas posso mudar a vida que me resta " Ela tinha uma grande tarefa: transformar seu mundo interior, tornar-se uma pessoa totalmente diferente do que já fora em apenas 4 meses ela conseguiu cumpri-la plenamente.

O mais curioso dessa história é que, após a notícia dada aos familiares, ela viveu mais 23 anos. Ela curou a sua própria alma e sua moléstia desapareceu; ela morreu de velhice.

Silvia Schmidt

"Somos o que fazemos repetidamente. Por isso o mérito não está na ação e sim no hábito”. (Aristóteles)

"Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea." (Allan Kardec)

"Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever." (Benjamin Franklin)

"Os homens que tentam fazer algo e falham são infinitamente melhores do que aqueles que tentam fazer nada e conseguem." (Martyn Lloyd Jones)

"Se o seu navio não chega, nade até ele." (Jonathan Winters)

Veja outros slides

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

POR MUITO TEMPO A ANGÚSTIA ME PERSEGUIU

com grande emoção que começo a lhe dirigir estas palavras. Hoje conheço melhor minhas emoções e sensações.

Minha partida foi difícil. Por muito tempo senti a angústia que me perseguiu durante minha estadia na Terra. Por vezes, ou a maioria das vezes, sofri calado. Não gostava de lhe perturbar ainda mais.

Os lamentos me fizeram sofrer. Mas fui socorrido e agora me encontro bem. ainda estou passando por tratamentos espirituais e inicio meus estudos para poder entender a minha nova realidade.

E com esse novo aprendizado, compreendo que podia ter feito mais por todos. Compreendo que tudo podia ser diferente. Por isso , além da saudade, do carinho, peço perdão por tudo que deixei de fazer.

Entenda que estou bem, estou tranqüilo e feliz. Tinha que ser assim. Essa foi a vontade de Deus."

Data: Junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : T.T.V.M.

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

MINHA VIDA: PRECISO DE RESPOSTAS E CONSOLO

Gostaria muito que me ajudasse de alguma forma. Não sei... Através de orações ou vibrações positivas ou até mesmo vendo se o que eu estou passando tem haver com alguma coisa do passado, que eu deixei pendente em outra encarnação.
Não sei, preciso de ajuda...
Estou me sentindo fraca, preciso de forças para continuar minha luta.
Há quase oito anos sofro com um câncer que realmente não me larga, não sei o que acontece. Faço todo o tratamento certo como o médico manda e aí tudo passa. Começo a viver quase normalmente, fico feliz, esqueço o sofrimento; mas, de repente, tudo volta.
O sofrimento, a dor, a tristeza de ver minha família que me ama e cuida de mim sofrer também. Principalmente minha filha, de apenas 12 anos, sofrer e cuidar de mim como se fosse minha mãe. É horrível, não sei o que fazer. Já pensei até em suicidio, mas foi logo no início. Sou uma mulher que confio muito em Deus. Ele pra mim é essencial na minha vida.
Mas paro e penso: por quê ele não me cura? Por quê ainda estou durando tanto, por quê eu agüento tanto sofrimento? São respostas que gostaria de ter... Preciso de consolo. Sei que, com certeza, tem pessoas piores que eu, mas é difícil. Gostaria tanto que me enviasse uma palavra amiga, ou alguma coisa que eu pudesse fazer pra que tudo isso passasse. Será que tem alguma pessoa desecarnada me prejudicando? Ficarei ansiosa esperando e desde já agradeço. Um grande abraço. Assinado : M.

Mensagem recebida na Comunidade Partida e Chegada

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TODOS DESENHAMOS O CAMINHO DA VIDA

Quero, M., começar compartilhando com você uma história do livro "Filhos brilhantes, alunos fascinantes", de Augusto Cury. Conta-se que uma jovem chamada Karen era sociável, bem-humorada e divertida. Vivia sua vida sem grandes sobressaltos, até que passou por um dramático vendaval. Sofreu algumas tonturas, desmaios, e começou a ter sintomas que levaram ao diagnóstico de câncer.O mundo desabou. Ela precisava lutar contra um inimigo que não via, e que estava dentro dela. Passou por algumas cirurgias, quimioterapia... Perdeu o ânimo de se vestir, de se cuidar. Já não sorria, por se sentir feia, diminuída e rejeitada. E assim, construiu conflitos que a bloquearam. Perdeu o prazer de ir à escola, se isolou e se deprimiu.

Certo dia, andava muito abatida nos corredores do hospital, quando ouviu gritos de alguns meninos dentro de uma sala. Resolveu entrar. Viu, então, seis crianças brincando com bexigas. Todas estavam em tratamento de câncer. Convidaram-na para entrar na brincadeira, porém ela se recusou. Então, uma menina de seis anos, pegando nas suas mãos a levou para o centroda sala. Ao ver o sorriso das crianças e a vontade de viver, entrou na folia. Pulou e brincou. Parecia que o mundo tinha parado. As palavras de incentivo que sempre ouviu começaram a germinar. Fortaleceu-se tanto que, mesmo com a queda de cabelo, resolveu voltar à escola. Todavia, ao entrar na sala Karen levou um susto. Ficou perplexa. Não conseguia acreditar na imagem que via. Viu a solidariedade! A maioria de seus amigos e suas amigas rasparam a cabeça para mostrar que estavam juntos nessa luta. Para mostrar que a amavam do jeito que estava. Raramente o amor foi tão longe.

Os sonhos não determinam o lugar aonde vamos chegar, mas produzem a força necessária para tirar-nos do lugar que nos encontramos. Sonhos são mais que desejos. Um sonho é um projeto de vida. Resiste aos problemas. Mas não basta apenas termos sonhos, é preciso também ter fé, confiança... Você me faz algumas perguntas que, talvez, somente você pudesse responder se tivesse conhecimento do que auto-determinou para esta vida. Não quero que tome o que vou lhe dizer — com ajuda de Chico Xavier (livro "Religião dos Espíritos") — como verdade absoluta.

Afinal, cada vida é uma história, uma trajetória, e devemos entender por vida a sucessão de encarnações, cada qual com suas repercussões do passado e implicações futuras. Mas Chico, através de Emmanuel, ensinava que nosso espírito, via de regra, escolhe as provações que experimentará na Terra, entre elas as doenças que enfrentará e que se julga capaz de suportar ou mesmo vencer. Por outro lado, é comum, como a jovem Karen da história acima, que nos rendamos às sugestões do mal, criando em nós não apenas condições favoráveis à instalação de determinadas moléstias, mas também ligações aptas a funcionarem como pontos de apoio para as influências ruins. Viciando o próprio pensamento, atraímos o pensamento viciado de espíritos desocupados, encarnadas ou desencarnadas, que nos rodeiam. Isto mesmo : pessoas que nos cercam e que vivem à nossa volta podem ser tão ou mais perniciosas do que qualquer espírito.

Logo, se nos deixamos influenciar por encarnados ou desencarnados que não nos fazem bem, via de regra, isto nos afeta a razão e nos mantém presos às doenças. Guardemo-nos, assim, contra a perturbação, procurando o equilíbrio e compreendendo no bem a mais alta fórmula para a solução de nossos problemas.

Por isto, dizemos que cada um adquire as doenças que deseja. Esta é uma verdade nos dois planos da vida, pois trazemos, é certo, heranças de vidas passadas que devemos enfrentar com coragem e confiança, eis que são fardos assumidos voluntariamente e que só nos foram permitidos porque Deus acreditou que somos capazes de suportar. De outro lado, devemos estar vigilantes para as enfermidades que criamos neste nova viagem a que nos propomos, pensando positivamente, vivendo com alegria e transmitindo, aos bons e aos maus espíritos que nos rodeiam (vivos ou "mortos") que somos fortes, que somos bons; que acreditamos em Deus e que ele, principalmente, acredita em nós. Assim como Karen, você não deve se deprimir, pois uma pessoa deprimida cuida menos da sua qualidade de vida, diminui sua imunidade, enfraquece sua resistência para lutar. E todos nós precisamos de você. Bem e feliz !

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

O VALOR DA TRISTEZA OU A BUSCA DA FELICIDADE

Um estudo questiona a eficácia dos antidepressivos. E novas pesquisas mostram que a infelicidade pode ser boa para nós

Quando foi lançado nos Estados Unidos, em 1987, o mais famoso medicamento antidepressivo do mundo chegou a ser apontado, pela revista Scientific American, como um “anjo que ilumina as trevas da alma”. O Prozac foi o primeiro de uma série de remédios que visam alterar o nível de serotonina, uma substância química do cérebro relacionada à sensação de prazer. Com as mudanças das últimas duas décadas no modo como a ciência médica encara a depressão, esses medicamentos se tornaram campeões de venda.

O número de pílulas consumidas no mundo inteiro pulou de 4 bilhões, em 1995, para 10 bilhões, em 2004, um aumento de 150%. No Brasil, também se registrou um salto. Há três anos, 20,6 milhões de comprimidos foram vendidos no país. No ano passado, foram 24,4 milhões (um aumento de 18,5%).

Por isso, um estudo lançado na semana passada na Public Library of Science Medicine (Biblioteca Pública da Ciência Médica) causou grande impacto. O pesquisador Irving Kirsch, da Universidade de Hull, no Reino Unido, e seus colegas revisaram os estudos clínicos de vários antidepressivos e concluíram que, nos casos de depressão leve, seus efeitos não são melhores que os de placebos (Os placebos, pílulas sem substância ativa, são usados em um grupo separado de pacientes para avaliar quanto da melhora se deve ao remédio e quanto apenas ao efeito psicológico de ser atendido e medicado).

Kirsch utilizou estudos que a indústria não havia divulgado. Os laboratórios foram obrigados a liberá-los pela Food And Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos. A indústria rebateu a conclusão, dizendo que Kirsch analisou poucos estudos. Além disso, outro estudo, lançado também na semana passada pelo Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos, afirma que o uso de antidepressivos ajuda a diminuir a taxa de suicídios.

Essa discussão provavelmente terá vida longa. E dá força a uma questão de fundo: por quê buscamos com tamanha avidez a felicidade? Boa parte do sucesso dos remédios está não numa epidemia de depressão, como apontou o psiquiatra Derek Summerfield em um recente artigo no Journal of the Royal Society of Medicine, mas numa “epidemia de receitas de antidepressivos”.

Os antidepressivos são um avanço extraordinário, diz o psiquiatra paulista Renato Del Sant, diretor do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. “Mas, para receitá-los, é preciso uma avaliação longa e precisa. Hoje, os psiquiatras estão mais preocupados em acompanhar os avanços da neurociência do que em se debruçar no histórico do paciente, muitas vezes até por falta de tempo. Por isso, o diagnóstico está cada vez mais superficial.”

David Cohen, Amauri Segalla, Kátia Mello e Martha Mendonça
Reportagem publicada originalmente na Revista Época (Edição nº 511)

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

NÃO ABANDONE O MILAGRE DA VIDA - Henrique


"Nunca pude imaginar estar em um lugar como este! E, no entanto, quanta ajuda recebi! Aliás, na minha vida toda só vivi e fiz coisas inesperadas. Desde muito pequeno sempre demonstrei ter um temperamento forte e rebelde. Acredito que isso também se deva a criação que meus pais me deram. Eles sempre me fizeram acreditar que eu podia ser e fazer tudo o que bem entendesse. Quero deixar claro, que não os culpo por nada que me aconteceu, apenas eles me fizeram crer que eu era uma espécie de super-herói e que por mais que eu me metesse em alguma enrascada, sempre daria um jeito e tudo acabaria bem. E foi assim que aconteceu até os meus vinte e sete anos.

Vivi de forma desregrada. Abandonei a faculdade, só ia até a empresa que era herdeiro quando bem entendia, ou melhor, quando precisava de grana. O meu tempo era tomado por viagens alucinadas, drogas e tudo o mais que leve um homem ao fundo do poço.

Lembro-me com nitidez da manhã chuvosa de março, quando acordei com muita febre. No início imaginei que fosse apenas um resfriado. Porém, como a febre não cedia, recorri a minha mãe, à qual não procurava e evitava há mais de um ano. Levado ao médico e depois de feito alguns exames, foi constatado que eu estava contaminado com a “Maldita”. Era assim que a AIDS era chamada no meio dos viciados no final da década de 80. Naquele momento, percebi que meu mundo restrito e superficial de super-herói havia desabado.

Foi com muita dor que percebi que aqueles que eu considerava como amigos foram se afastando de mim com certo ar de repugnância. No início achei que seria auto-suficiente para me cuidar sozinho, mas com passar do tempo, com a evolução do vírus e da depressão tive que recorrer àqueles que eu só procurava quando estava em apuros.

Depois de três anos, não resistindo mais as dores físicas e morais impostas por essa doença, apelei mais uma vez para minha covardia e acabei ingerindo uma dose muito alta de calmantes que me levaram ao suicídio. Santo Deus! Eu imaginava que era o fim, mas havia algo que podia ser pior que o preconceito e o HIV. Quanto desespero, quanta angustia senti! Faltam-me palavras para descrever os sentimentos que me acompanharam ao perceber que o fim não existe.

O conflito de sentimentos é tão intenso que não sei ainda como suportei. Mas diante da explosão de sensações, senti um arrependimento profundo e pedi perdão a minha mãe que ainda hoje está encarnada, foi aí que minhas dores começaram a ser suavizadas. Um amigo espiritual me levou até uma casa espírita, muito parecida com esta, onde recebi os primeiros–socorros para depois ir para uma colônia de tratamento.

Com o tempo fui recobrando minha lucidez e tendo consciência dos erros cometidos.

Ainda hoje me vigio constantemente para manter o equilíbrio e agora estou podendo contar minha história para pedir a todos aqueles que vierem a ler estas palavras que, por mais difícil que seja a caminhada, não desista, não abandone o milagre da vida que é tecido a cada segundo. Por mais que haja pedras no caminho, no final haverá uma estrada florida e um Deus de amor vos esperando de braços abertos dizendo que sempre esteve e estará ao nosso lado.

E nesta oportunidade, gostaria também de pedir perdão aos meus pais Luíz Antonio e Walquiria, com a fé que estas palavras chegarão até eles".

Assinado : Henrique de Souza Vasconcelos
Data : Junho de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium: T.T.V.M.

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