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quarta-feira, 29 de julho de 2009

PINTOR CEGO CONFRONTA CIÊNCIA E MISTÉRIO DA VIDA



O jornalista Milton R. Medran Moreira trouxe, na edição impressa do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), um artigo interessante, propondo uma interpretação filosófico-espírita para o fenômeno do pintor turco cego nascença, Esref Armagan. A história, revelada pela Discovery Channel, vem de Ankara, a Turquia, país no qual Esref nasceu cego, há 53 anos, e onde é comparado ao arquiteto Filippo Brunelleschi, por dominar a difícil arte da perspectiva. Ele pinta casas, barcos, pássaros e borboletas, embora ele nunca tenha visto de fato quaisquer destas coisas. Ele pinta com cores vivas, embora jamais tenha visto cor, luz ou sombra. Durante os anos, Armagan desenvolveu os próprios métodos dele por criar a arte e ninguém o ensinou ou descreveu que técnicas para usar. Ele começou com lápis e antes dos 18 anos estava pintando com os dedos, primeiro em papel e depois em telas comuns. Hoje em dia, ele trabalha principalmente com acrílico de secagem rápida.

Depois de exibir seu trabalho em mais de vinte exposições na Turquia, Holanda, a República Tcheca e China, Armagan surpreende os estudiosos ao colocar em xeque nosso conhecimento de quanto as pessoas cegas podem entender sobre nosso plano visual. O psicólogo John Kennedy, diretor de Ciências de Vida na Universidade de Toronto, pesquisa a psicologia de percepção e cognição em pessoas cegas, e submeteu o artista a bateria de testes nos quais ele puxou uma série de objetos sólidos, inclusive um cubo em perspectiva. Testes adicionais, no laboratório de Neuroscience de Universidade de Harvard, demonstraram que Armagan misteriosamente ativou seu córtex visual, recrutando-o através de outros sentidos. Como último desafio, o médico levou o pintor à Itália para confrontá-lo com a obra-prima da perspectiva de Brunelleschi, o Batistério de Florença. E Armagan novamente surpreendeu, reproduzindo com outros sentidos (e em perspectiva), as formas do prédio à sua frente, que jamais viu, mas que "visualizou" somente por meio de uma maquete.

Esta história surpreendente revela que o cérebro tem o potencial para se adaptar, de acordo com as necessidades individuais. A habilidade do cérebro para reorganizar suas funções baseado em informação nova e experiências estão definidas como plasticidade de neural.
Pois é nesta perspectiva que entra a análise de Milton Medran, que explica o fenônemo a partir de uma frase conhada por Aristóteles : "nada está no intelecto que não tenha primeiro passado pelos sentidos". Ou seja: é pela visão, pelo tato, pelos sentidos corporais, enfim, que adquirimos o conhecimento. Sem experienciar, nada aprendemos. E é assim que nasceu a arte de Armagan, que toca nas flores, nas plantas, nas pessoas e, depois, reproduze-as.

Para o jornalista, porém, "o pintor que nasceu sem os olhos nem sempre teria sido cego. Sua alma, antes de aprisionar-se ao corpo, percebera e retivera as imagens que hoje pinta mesmo sem as ver. Para os neurocientistas, no entanto, há um campo no cérebro onde se formam as imagens captadas pela visão. Quem não enxerga, como Esref, pode suprir isso com os outros sentidos, especialmente o tato, formando, naquela mesma área cerebral, as imagens que consegue reproduzir em tintas com seu pincel".

Minton Medran, que também é diretor de Comunicação Social do "Centro Cultural Espírita de Porto Alegre", conclui que o mistério por trás do "inexplicado" encontra justificativa na lei das vidas sucessivas e pelas reminiscências que delas guarda a alma ou espírito. "Uma lei em tudo racional, capaz de interpretar o fenômeno Esref. Mas para aceitá-la será preciso enfrentar dois dogmas da pós-modernidade: o de que a alma não existe, e o de que se, vá lá, possa existir, é coisa que deve ser aprisionada no quarto escuro do mistério e da fé", finaliza.

Marcos Grignolli

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sábado, 27 de junho de 2009

DISCOVERY RETRATA BUSCA PELA CURA ESPIRITUAL



A seus 41 anos, Marcia Paulino sofre de diversos transtornos no abdômen, que lhe provocaram até o momento 43 operações, 28 no intestino. Os médicos não explicam porquê lhe sucede isto. Para tratar de resolver seus problemas, Marcia visita a um médium para submeter-se a um rito de cura. Este é o tema de um novo episódio da série "Fator Desconhecido", do canal Discovery., já tratado aqui neste espaço. Discovery Channel abandonou o mundo real para adentrar-se nas ciências ocultas. A série procura respostas a alguns dos fenômenos paranormais mais populares de todos os tempos: exorcismos, aparições de fantasmas, sessões de ouija ou viagens fora do corpo, apresentados através de casos reais ocorridos na América Latina e Espanha.

Cada episódio aborda um tema diferente, ao que os responsáveis da série se acercam com rigor e profissionalidade, tratando de encontrar a possível explicação científica a estes fenômenos. Para tanto, conta com apoio de parapsicólogos, médicos, cientistas e reconhecidos estudiosos de temas paranormais, que tratam de interpretar de um ponto de vista científico estes acontecimentos.

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domingo, 21 de junho de 2009

ESPÍRITOS SE COMUNICAM POR INSTRUMENTOS





Apresento hoje, a partir de documentário exibido originalmente pelo canal Discovery, uma nova forma de comunicação com espíritos, semelhante ao trabalho desenvolvido, no Brasil, pela pesquisadora Sonia Rinaldi. A série "Fator Desconhecido", do Discovery, explora uma série de fenômenos paranormais ocorridos nos EUA, na América Latina e em Espanha. Cada um dos seis episódios que compõem a série é dedicado a um tema ou caso específico. Entre outros, são apresentados os mistérios da prática do ouija (a famosa brincadeira do copo) pela Sociedade Espanhola de Investigações Para-psicológicas, a força mental de uma menina espanhola que dobra talheres com o olhar, e os espíritos que vagam por um antigo hospital psiquiátrico em Chihuahua. Trata, ainda, da habilidade de um rapaz argentino que materializa pedras, espíritos que se apoderam de uma tribo na Colômbia, os ritos de cura de uma médium no Brasil e as experiências extracorporais de um psicólogo da Pontifica Universidade Católica do Chile.

Além de apresentar testemunhos em cada um dos casos, a produção entrevistou parapsicólogos, médicos, cientistas e estudiosos de temas paranormais. O objetivo do programa é buscar respostas - científicas ou "aparentadas" - para alguns dos fenômenos inexplicáveis.

Artigo relacionado:
Vida após a morte vira tese universitária

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terça-feira, 19 de maio de 2009

LIMITAÇÕES NOS ENSINAM A VIVER


"Meu filho foi diagnosticado com DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção). É desatento, tem baixo rendimento escolar e quase nenhuma concentração. Demos algumas tarefas pra ele desde os sete anos no intuito de estimular a responsabilidade, como arrumar o quarto dele, pegar a sujeira do cachorro, e tirar a sacola de lixo do banheiro. Sempre é a mesma coisa, na mesma ordem, todo dia, mas ele sempre me pergunta: 'Mãe o que é que eu tenho fazer mesmo?" Eu repito tudo de novo aí ele diz: 'Ahhhhhh...'. Essas coisas 'domesticas', por si só, não levam ao medicamento, mas o rendimento escolar sim. O caso é que o DDA é pra vida toda... E o remédio (ritalina) também... e os efeitos colaterais idem, pois não posso esquecer que é uma anfetamina. Quanto a ser 'índigo' (possibilidade que acredito), e por ser espirita, fiquei dividida. Penso que se as crianças índigo são uma realidade, será justo eu drogá-lo a pretexto de fins medicinais? Se ele soubesse dos riscos pudesse discernir sabendo que será assim pro resto da vida será que escolheria tomar? Não acho que por ser índigo trouxeram alguma varinha magica ao nascer, mas acredito sim que um outro ponto de vista, idéias inovadoras e outras reminiscências de suas vidas pretéritas podem sim ajudar a mudar nosso planeta. Medicá-lo não seria calar essas lembranças, essas sensações e atrapalhar os desígnios da espiritualidade. Esse é meu medo maior, além dos efeitos colaterais claro, pois a escolha é minha e não dele. Quando saímos da médica, ele pediu pra eu comprar o remédio, dizendo 'eu quero tomar mamãe, assim vou conseguir ser igual as outras crianças e todos vão me aceitar e gostar de mim..." E arrematou assim: "aí você vai ficar feliz comigo né??' Imagine com ficou meu coração? A solução que encontrei por hora foi o placebo. Gostaria de uma opinião." L.C. (Rede de Amigos)

Já falamos crianças índigo e sobre meu posicionamento crítico, principalmente em relação ao que os norte-americanos defendem. Afinal, um espírito especial (que assim, ou qualquer outro nome identifique) e que, como dito, questiona todo tipo de autoridade e rigidez dos pais, muitas das vezes pode ser confundido tão-só com uma criança rebelde e mal educada. Pois creio que a positividade no quebrar as regras passa pela justificada motivação e pela conduta de fazê-lo. Gandhi foi um expoente da desobediência civil, quebrando regras e afrontando o poder de um rico Estado europeu pregando a não violência.

É preciso o equilíbrio e é sabido que crianças precisam de limites claros e bem definidos para se desenvolverem. Mas como estabelecer esses limites com crianças que estão nos questionando o tempo todo, que quebram regras, que não aceitam respostas simplistas ou autoritárias? Por vezes, é uma tentação deixar de lado, fazer de conta que não viu, mas trata-se de um risco. Dizem os educadores que ter uma criança mal-educada em casa é como ter uma bomba prestes a explodir. Ter um "espírito especial" mal-educado em casa é como ter em mãos uma bomba atômica. Tudo para essas crianças é potencializado. Para o bem e para o mal. Pense na hipótese de que Hitler tivesse traços de uma "espírito especial", no sentido de questionamento e inteligência. Sua trajetória, e especialmente as idéias que assimilou durante a primeira infância, certamente contribuiram para transformar-se no que sabemos.

Para mim, seres especiais e superiores são "seres prontos", no sentido de caráter e caridade. As chamadas "índigo" são apenas "espíritos velhos", experientes por encarnações anteriores, preparados e inteligentes. Mas isto não chega a ser necessariamente positivo. Podem ser seres com potencial maior para ajudar, mas precisam dos pais tanto quanto qualquer ser humano para crescer sadio, pleno.

No tocante às suas dúvidas quanto ao tratamento, acredito que as dificuldades enfrentadas por ele não podem ser encaradas fora da realidade da reencarnação. O próprio Chico Xavier, que nasceu com uma especial missão, perdeu a mãe aos cinco anos, foi entregue a uma casa estranha, onde apanhou sem motivação. Começou a trabalhar aos dez anos num ambiente insalubre, com excesso de pó; depois como caixeiro, numa jornada de catorze horas por dia. Em 1931, perdeu a visão do olho esquerdo, passando por cinco operações cirúrgicas de grande risco. Disse certa vez: "Sempre lutei com doenças e conflitos em meu corpo e minha mente. Tantos problemas vão me ajudando a viver e compreender a vida". Curioso saber que nunca se submeteu a cirurgias espirituais, pois acreditava que devia se tratar convencionalmente e conviver com suas dificuldades. No mesmo sentido foi a resposta de Emmanuel quando questionou o mentor sobre sentido de suas doenças: "As lutas e as caminhadas pelo bem não excluem as limitações".

Entendo que há uma razão para o nascimento de seu filho com este caráter especial. Afinal, a dificuldade de aprendizado fez parte da história de vida de verdadeiros gênios. Esse é o caso, por exemplo, de John Nash Jr, retratado há pouco tempo atrás no filme "Uma mente brilhante", que foi diagnosticado com esquizofrenia. Mas ele emergiu como um prodígio da matemática aos 21 anos e fundou a economia moderna. Participou como cientista militar -- quando acreditava ser perseguido por comunistas -- e, internado depois de uma crise psicótica, passou anos alheio, vagando pelo campus de Princeton, onde o apelidaram de "fantasma". Conseguiu recuperar a sanidade de forma milagrosa e suficiente para receber o Prêmio Nobel em 1994.

No caso do DDA, o tratamento baseia-se em medicação e não acredito que esta tenha o condão de anular as qualidades espirituais de seu filho. Mas, melhor do que eu, você sabe que é importante que seja avaliada com critério em função dos efeitos colaterais. Soube que mais de 80% dos portadores de TDAH beneficiam-se com o uso de medicamento, mas, em alguns casos, não apresentam nenhuma melhora significativa, não se justificando o uso. A duração da administração de um medicamento também é decorrente das respostas dadas ao uso e de cada caso. Em hipótese semelhante, acompanhei um amigo que sofreu por quase um ano com as consequências da Hepatite C, entre elas a mais avassaladora foi a depressão. Tentando o suicídio por pelo menos duas vezes, acabou sendo medicado fortemente e acabou quase que perdendo completamente a personalidade. À época, disse à sua mãe que seu estado estava estacionado pelo excesso de medicamentos, o que se comprovou com a melhora progressiva, na medida que foi reduzida a carga de remédios. Por fim ele conseguiu se equilibrar com o fortalecimento da crença em Deus.

Esta mesma crença, fortalecida pelo entendimento da filosofia espírita, lhe ajudará nesta caminhada. Por tudo que disse, acredito que não deve excluí-lo do tratamento, pois pode ser o que ele mais precisa no momento para alcançar um equilíbrio pessoal que deve ser desenvolvido. Em regra, pessoas com uma limitação necessitam, primordialmente, acreditar. Acreditar que são capazes e ter a disposição para o esforço necessário que a vida nos exige.

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

A POSSÍVEL PSICOGRAFIA ENTRE ENCARNADOS

A mensagem acima ressalta a possibilidade do comunicante estar encarnado, evento não tão raro, mas incomum e do qual tivemos notícia da ocorrência apenas em mensagem recebida no início do blog, no ano de 2007. Sabemos que a influência dos espíritos sobre os encarnados é exercida através da sintonia vibratória entre eles. Ligamo-nos aos espíritos por meio da fusão magnética das vibrações, ou seja, pelos pensamentos estabelecemos uma reciprocidade vibratória, atraindo aqueles espíritos que mais se afinem com nosso padrão de pensamento, estabelecendo uma ponte de comunicação que ligará nossa mente à mente daquele que se comunica e vice-versa.

Para que o intercâmbio aconteça é fundamental a sintonia das mentes atuem no mesmo nível vibratório. Portanto, não se descarta a possibilidade de que, reunidas condições favoráveis, pessoa encarnada se comunique através da psicografia. Em palestra realizada em 2004, Carlos de Brito Imbassahy revelou que o fenômeno só é possível quando aquele que se comunica utiliza, ainda que inconscientemente, algum processo de liberação do seu corpo.

Na literatura espírita, Kardec abordou o tema no “Livro dos Médiuns” (Cap. XIX), mas foi Ernesto Bozzano que, resumindo o assunto, relatou uma série de casos para análise, classificando-o em grupos. O mais comum seria justamente das mensagens transmitidas ao médium durante o estado de inconsciência de pessoas durante o sono, em estado de vigília ou bilocação.

Caso famoso, citado por Imbassahy, exemplifica a influência dos guias espirituais na manifestação mediúnica de um encarnado que precisava de ajuda. A narrativa nos dá conta de uma pessoa que, estando muito mal, vítima de um acidente num local sem socorro, libera-se momentaneamente do corpo e é trazida a uma sessão mediúnica para se manifestar por psicofonia, dando o local do acidente e do seu estado de semiconsciência.

Trata-se, em suma, de aspecto ainda controverso, mesmo no meio espírita, mas que a nosso ver importa justamente no que as demais e clássicas psicografias mais importam, o conteúdo. Não teorizo e nem busco polêmica sobre as muitas questões da doutrina, justamente porque julgo uma discussão vazia e desnecessária. Então, como sempre, cuido apenas de abordar este ou aquele tema a título de informação, esta sim valiosa e enriquecedora.

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terça-feira, 12 de maio de 2009

ESPIRITISMO NÃO SE CONFUNDE COM APOMETRIA

O médico carioca residente em Porto Alegre, José Lacerda, desde os anos 50, espírita que era então, começou a realizar numa pequena sala do "Hospital Espírita de Porto Alegre", chamada "A Casa do Jardim", atividades mediúnicas normais. Com o tempo ele recebeu instruções dos espíritos e realizou investigações pessoais que desaguaram em um movimento ao qual ele deu o nome de Apometria. Não irei entrar no mérito nem no estudo da apometria porque eu não sou apometra, eu sou espírita o que posso dizer é que a apometria, segundo os apometras, não é espiritismo. Porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de "O Livro dos Médiuns".

Não examinaremos aqui o mérito ou demérito porque eu não pratico a apometria, mas segundo os livros que tem sido publicados, a apometria, segundo a presunção de alguns, é um passo avançado do movimento Espírita no qual Allan Kardec estaria ultrapassado. Allan Kardec foi a proposta para o século XIX e para parte do século XX e a apometria seria o degrau mais evoluído. Tese com a qual, na condição de espírita, eu não concordo em absoluto.

Na prática e nos métodos de libertação dos obsessores a violência que ditos métodos apresenta, a mim, a mim pessoalmente me parecem tão chocantes que fazem recordar-me da Lei de Talião que Moisés suavizou com o Código Legal e que Jesus sublimou através do amor. Quando as entidades são rebeldes os doutrinadores depois de realizarem uma contagem cabalística ou de terem o gestual muito específico expulsam pela violência esse espírito para o que chamam de magma da Terra. O colocam, mentalmente, em cápsulas espaciais e disparam para o mundo da erraticidade.

Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, mas se eu, na condição de espírito imperfeito que sou, chegasse desesperado num lugar pedindo misericórdia e apoio na minha loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para o magma da Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico ou ser desintegrado, eu renegaria àquele Deus que inspirou esse adversário da compaixão. Com qual autoridade? Quando Jesus disse que o seu reino é dos miseráveis.

A Doutrina Espírita centraliza-se no amor e todas essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas, psico-telérgicas para nós espíritas merecem todo respeito, mas não tem nada a ver com espiritismo. Seria o mesmo que as práticas da Terapia de Existências Passadas nós realizarmos dentro da casa espírita ou da cromoterapia ou da cristalterapia, fugindo totalmente da nossa finalidade. A Casa Espírita não é uma clínica alternativa, não é lugar onde toda experiência nova vai colocada em execução. Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos novos, primeiro, não conhecem as bases Kardequianas.

Então se alguém prefere a apometria, divorcie-se do Espiritismo. É um direito! Mas não misture para não confundir. A nossa tarefa é de iluminar, não é de eliminar. O espírito mau, perverso, cruel é nosso irmão na ignorância. Então os espíritos perversos merecem nossa compaixão e não nosso repúdio. Coloquemo-nos no lugar deles. Que sejas como conosco quando nós éramos maus e ainda somos aqui com nós. Basta que alguém nos pise no calcanhar ou nos tome aquilo que supomos que é nosso, para ver como irrompe a nossa tendência violenta e nós nos transformamos de um para outro momento.

Não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e pseudo-científicos. Não temos nada. Mas como espíritas, nós deveremos cuidar da proposta Espírita. E da minha condição de Espírita, os resultados tem sido todos colhidos da árvore do amor e da caridade. Não entrarei no mérito dos métodos, que são bastante chocantes para a nossa mentalidade espírita, que não admite ritual, gestual, gritaria, nem determinados comportamentos, porque a única força é aquela que vem de dentro. Para esta classe de espíritos são necessários amor, caridade e oração.

Divaldo Franco
Trecho de depoimento à Rádio Boa Nova (Agosto/2001)
Imagem: curso de apometria em São Paulo (fevereiro de 2008)

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terça-feira, 5 de maio de 2009

MANIFESTAÇÃO MEDIÚNICA DO ENCARNADO

Primeiramente, vamos diferençar dois casos que se confundem com a manifestação mediúnica do encarnado. O primeiro deles é a manifestação anímica, onde a própria pessoa se libera do corpo, num fenômeno erroneamente conhecido como "desdobramento" e se manifesta psicofonicamente como se fosse uma Entidade distinta, usando os recursos do seu próprio aparelho orgânico. O segundo caso é dito manifestação subconsciente porque a pessoa entra num transe simples e ela mesma, sem perceber que está transmitindo idéias próprias, manifesta-se como se fora um desencarnado.

Em nenhum desses dois casos há a presença de qualquer outra personalidade, quer de pessoa encarnada, quer de desencarnado.

O que, de fato, se conhece como manifestação mediúnica do encarnado é um fenômeno em que o médium em vez de servir como "aparelho" para que, por seu intermédio, tenhamos a comunicação de um Espírito qualquer, por ele, em condições semelhantes, quem se apresenta é alguém vivendo como nós, na Terra, por algum processo de liberação do seu corpo, encontrando meio, através da mediunidade desta pessoa para se comunicar com os assistentes.

Classificação

Kardec aborda o assunto no Livro dos Médiuns, capítulo XIX e Alexej Akzacof dedica um capítulo do seu livro Animismus und Spiritismus ao assunto, relatando uma série de casos para análise. Todavia, foi Ernesto Bozzano que, resumindo o assunto, fez a seguinte classificação deste fenômeno, num trabalho intitulado Estudo dos Fenômenos Anímicos e Mediúnicos, dividindo-o nos seguintes grupos:

1. Mensagens inconscientemente transmitidas ao médium;

1.1. - por pessoas durante o sono;

1.2. - por pessoas em estado de vigília;

1.3. - por pessoas em processo de bilocação;

2. - Mensagens obtidas por vontade exclusiva do médium, no caso, com clarividência, clariaudiência, telemnésia e outros fenômenos simultâneos;

3. - Mensagens em que o manifestante expressa sua vontade;

4. - Manifestação do moribundo no momento agônico;

5. - Mensagens intervivos com interferência de uma Entidade espiritual.

6. - Outros tipos não estudados.

Não se torna necessário destaque a cada caso, já que, pela sua própria conceituação, ela diz o que cada um deles representa.

No Livro "Animisme ou Spiritisme" Bozzano já apresenta, de forma um pouco resumida, o mesmo assunto o que nos leva a admitir que ele tenha ampliado a matéria, incluindo casos de outros autores e citando ocorrências diversas para exemplificar sua exposição. São seus destaques os casos apresentados por William Thomas Stead onde fatos psicográficos denotam que, na maioria dos acontecimentos, os manifestantes nem sempre estão conscientes da manifestação e que, posteriormente, comprova-se o fato por decorrência das informações prestadas.

Kardec abordando o assunto no capítulo XIX do Livro dos Médiuns, pelo seu conteúdo, apresenta respostas que lhe foram dada e do que se poderia admitir a priori é que estes fenômenos só ocorrem por psicofonia e psicografia, no entanto, a resposta dada pela Entidade ao codificador esclarece que tal manifestação ocorre como se o encarnado estivesse na condição de Espírito livre e não por processos anímicos, como no caso da telepatia e na transmissão do pensamento, o que nos leva a admitir que ele possa ocorrer em todos os casos mediúnicos.

Um outro esclarecimento prestado pela Entidade dirime dúvida a respeito dos que, ao interpretarem o fenômeno da comunicação mediúnica seja ela meramente influência do próprio médium e que, no caso da comunicação de outrem não haja o fenômeno por essa natureza, mas, como sendo puramente anímico, ou seja, transmissão do pensamento emitido pelo manifestante e recebido pelo aludido médium.

Então, os detratores da doutrina resolveram atribuir a fenômenos idênticos toda e qualquer manifestação do morto, por isso, torna-se importante destacar o presente estudo para que se tenha uma posição correta da fenomenologia em si.

Estudo geral

Akzacof intitula de "escrita automática" a psicografia em si e apresenta casos diversos em que o comunicante seja um encarnado, mostrando a diferença entre este que outro fenômeno, onde, no caso do "morto" pode-se identificar sua personalidade, tal como no da manifestação de um encarnado, contudo, usando a sua individualidade terrena que possuía antes do seu desenlace.

Então, trata-se, pois, da identificação em ambos os casos, evidenciando que se trata de um ou de outro caso segundo as evidências.

Kardec ainda nos dá referência em artigos a depoimentos prestados pelo Dr. Maximillien Perty, suíço seu contemporâneo, possivelmente ex-colega da Escola Pestalozzi, segundo o qual ele evidencia a comunicação de uma sua conhecida que, através da médium, escreve sua mensagem usando sua letra e não a da médium. Ele testou, comprovando o fato.

A médium era uma professora conhecida de Perty e a comunicante fora sua aluna (ou ainda o era, na época) e que alega que ainda não fizera o trabalho escolar de casa, àquela hora.

A médium estava esperando mensagem do seu falecido marido e, em vez dela, veio a da aluna. Ela própria duvidara da comunicação, atribuindo-a a alguma Entidade brincalhona, por isso, junto com o Dr. Perty, resolvera apurar a veracidade do fato. Naquele momento, a aluna comunicante participava de uma festa que se prolongara até tarde e, de fato, ela estava muito preocupada por não ter feito ainda a lição. Pelo seu depoimento, ela se recolhera para cumprir o seu dever e, de repente, depara-se com a imagem da professora e lhe transmite o fato, só não entendia porque a professora escrevera o que ela lhe dizia.

Este é um caso típico de comunicação em estado de vigília, embora muitos pensem que tal não seja possível.

Olympio Campos, que fazia as vezes de meu irmão, de uma feita, caminhava pela rua e seu viu cercado por alguns colegas, em outro lugar distinto, falando com eles. Posteriormente soube que, naquele local, de fato, o grupo se reunia e, de repente, um médium dá passividade permitindo que ele se comunique, confirmando aquilo que vira e, inclusive, o que houvera dito ao grupo. Olympio só não percebera que sua comunicação ocorria pelo processo psicofônico através de um médium. Sua sensação era a de que estava falando diretamente para a turma.

Há, ainda, um caso curioso de telemnésia, contado por Hyslop.

Como todos sabem, mnésia quer dizer "memória" em grego, daí, o termo "amnésia" definir o esquecimento dos arquivos da memória. E "tele" à distância. Segundo Hyslop. Esta memória pode ser transmitida e lida por terceiros, sem ser por telepatia que é idêntico ao radar. Na telemnésia a leitura se dá sem que o emissor esteja pensando no assunto para que o telepata possa ler.

O caso contado relata um médium que, por vontade própria, resolve ler o pensamento de um dos presentes e, em vez de ter contacto com o conhecimento do que o presente estava imaginando, entra em transe tipo mediúnico e transmite um assunto que o outro estava estudando, incluindo as hipóteses que este formulou, mas, que, no momento, não estava presente em sua mente.

Aqui, todavia, embora seja um dos casos estudados por Bozzano, eu, particularmente, classifica-lo-ia como anímico, pois não me parece ter havido o processo da manifestação do outro que estaria presente à reunião e, para seu espanto, o médium transmite algo que ele não estava pensando, todavia, que estava em seu consciente, porque era assunto de estudo.

No caso William Stead, inglês de Embleton, pode-se dizer que, durante muito tempo, dedicou-se a pesquisas correlatas com manifestações de encarnados e ele próprio, vindo a falecer no acidente de afundamento do Titanic em abril de 1912, teria vindo comunicar a seus familiares, no momento agônico, que estava embarcado no navio e que este havia sofrido sério acidente que o estava levando ao afundamento. Conta cenas do que estava ocorrendo a sua volta e pressente que seja seu fim. De repente, o médium entra em convulsão e seu guia se manifesta explicando que o comunicante acabara de passar para a vida espiritual, motivo por que perdera o contacto com o médium.

Há um caso atribuído a Akzacof, mas que não está incluído em seu livro e que exemplifica a influência dos guias espirituais na manifestação mediúnica de um encarnado que precisava prestar esclarecimentos acerca de determinado assunto.

A narrativa nos dá conta de uma pessoa que, estando muito mal, vítima de um acidente num local sem socorro, libera-se momentaneamente do corpo e é trazida a uma sessão mediúnica para se manifestar por psicofonia, dando o local do acidente e do seu estado de semiconsciência. Ele era alpinista e resolvera ir buscar um material que esquecera em determinado lugar, onde fora com colegas, a passeio. Sozinho, todavia, despencou-se do barranco e ninguém sabia que ele houvera ido para lá. E lá ficaria para sempre.

Evidentemente, os que receberam esta comunicação prepararam uma equipe de socorro e encontraram o comunicante tal como houvera informado. Mas, como
a vítima não dominava a técnica da intercomunicação, seus amigos espirituais resolveram ajudá-lo para que ele pudesse ser socorrido. Ainda havia muito que viver.

A descrição dá o nome das pessoas envolvidas e o relato é complementado por uma série de conclusões a respeito do fenômeno, tido inédito pelos participantes.

Do grupo estudado por William Crookes, destacamos os casos descritos por Florence Marryat, sua amiga pessoal que relata os fenômenos de Katie King através da médium Florence Cook, no livro There is no Death onde ela própria declara que fora sujet dos fenômenos mediúnicos mais estranhos, onde os comunicantes não eram desencarnados, pelo contrário, eram pessoas "vivas" suas conhecidas que, vinham, através dela, dar as mais inusitadas comunicações.

No seu relato ainda constam casos de pessoas estranhas que lhe vinham dar informações as quais ela passava para o grupo de pesquisa a fim de comprová-las, chegando à conclusão de que, de fato, os encarnados também podem se comunicar mediunicamente com outras pessoas.

O curioso da sua narrativa é que, aqui, as comunicações eram dadas através de tiptologia; ela segurava um pequeno bastão que ia batendo e outra pessoa ia contando as batidas correspondendo cada uma à ordem alfabética das letras. Onde parasse, a letra era assinalada por uma outra pessoa e a seqüência delas formava palavras inesperadas e frases perfeitas.

Pelos seus depoimentos, fica evidenciado que o encarnado pode se comunicar mediunicamente por diversos processos, não estando restrito ao psicofônico nem ao psicográfico.

No caso de bilocação, há exemplos históricos, como o de Antonio de Pádua, em que o dito santo deixa seu corpo em Assis - Itália - e aparece a fiéis em outros locais. Um exemplo típico de materialização do espírito de um encarnado, mais uma vez levando-nos a admitir que o fenômeno pode ocorrer em todas as gamas do mediunismo.

Neste caso, o que se presume é que haja um médium de efeitos físicos cedendo energia ectoplásmica - senão o próprio transportado - para que a aparição possa ocorrer porque, em se tratando de visão geral, não se explica que seja caso de vidência mediúnica porque esta só acontece para os que tenham este tipo de mediunidade.

Análise física do fenômeno

Evidentemente, nada ocorre na dita natureza sem obedecer às leis universais imutáveis.

No caso da manifestação mediúnica do "morto" é que se tenha em vista que o Espírito atue em nosso meio sob os diversos aspectos devidamente estudados por Kardec, quer nos fenômenos personalísticos, quer nos ectoplásmicos.

Quanto a manifestações de encarnados, evidentemente, embora, sob aspecto mediúnico, o fenômeno seja o mesmo, pelo aspecto físico ele é bem diferente, senão, vejamos:

Primeiramente, o Espírito encarnado tem que possuir uma propriedade de desvinculamento do corpo sem ruptura do dito laço prateado, hoje considerado como sendo o duplo energético de acoplamento do campo biofísico com o campo perispiritual. Coisa à qual o desencarnado não está sujeito.

Além disso, torna-se essencial que o encarnado possa se deslocar, livre do corpo, como no caso que comum e impropriamente se chama de "desdobramento" à falta de termo específico, e se manifestar no outro ambiente para o qual vá. O desencarnado, não tendo vínculo com nenhum corpo material, volita livremente por qualquer ambiente, já o encarnado está sujeito a uma série de fatores de deslocamento, inclusive de atrito dito viscoso, pois ele possui, além do perispírito - que é livre para o desencarnado - o lastro bioenergético do seu campo vital orgânico, coisa que os antigos observadores jamais imaginaram ou supuseram, mas que, sem dúvida, acontece, porque o encarnado tem uma estrutura corpórea que lhe vincula a parte perispiritual manifesta ao somático.

A coisa não é assim tão fácil de se imaginar e se pensar, supondo que o Espírito possa sair do seu corpo sem romper seus ligamentos ou liames corpóreos com a mesma facilidade em que o passageiro desembarca de uma condução.

À falta de qualquer estudo neste campo, ouso sugerir uma série de coisas plausíveis, para que, quando se formar alguma equipe de pesquisa que queira averiguar o fenômeno com uso de aparelhos espectrográficos, tenha uma referência de caráter científico.

A dificuldade toda, porém, é a de que o fenômeno sempre ocorre fora dos controles de pesquisa: nunca se está presente ou se supõe que alguém esteja se liberando do corpo (e não se desdobrando, feito folha de papel), no momento em que tal ocorre, salvo nos casos de condicionamento. Mas, nestes casos, geralmente, o sensitivo é induzido pelo condicionador e obedece a seu comando. Por outro lado, seria preciso que este condicionador possuísse um médium à sua disposição para tentar que o sensitivo liberado de seu corpo pudesse se manifestar através dele.

Aí, complica tudo, mas, já seria um início.

Uma outra observação importante é o fato de que, para toda esta ocorrência haverá um consumo de energia. Sabe-se, por informação prestada a W. Crookes de uma Entidade que se materializava através do médium Dunglas Home que a energia que os Espíritos usam a fim de que possam se manifestar no domínio físico de nossa existência é retirado do ectoplasma celular orgânico através da presença de um médium que permita sua "catálise" através dele, embora não tenha explicado como isso ocorra.

Admitindo-se o fato como verdade, temos que levar em conta, primeiramente, a parte em que a alma encarnada se emancipa do seu corpo; neste caso, ela pode usar seus próprios recursos comuns ao fenômeno vulgarmente dito "desdobramento". Faria parte das funções orgânicas e só ocorre no sensitivo que tenha tal propriedade.

A partir desse momento, o deslocamento desta alma é rigorosamente idêntico a todos os casos; a etapa seguinte é que nos traria a indagação: que recursos tal criatura usaria para se manifestar?

Talvez, usando certas informações, possamos entender que, embora vinculada a um corpo, nesta fase, a alma é um Espírito como outro qualquer e, neste caso, ao apresentar mediunicamente através de um sujet, use os mesmos recursos do desencarnado, consumindo energia do próprio médium que é mensurável por aparelhos espectrográficos, não só capazes de caracterizar a presença do campo espiritual do manifestante, como, ainda medir-lhe a intensidade.

Uma coisa, porém, é certa: este fenômeno consome tais energias, sem o que jamais se realizaria.

É preciso que nós, espíritas, comecemos a nos habituar com essas idéias e passarmos a nos dedicar a tais estudos, porque não será evangelizando ninguém que conseguiremos fazer chegar aos cientistas e pesquisadores de um modo geral os conhecimentos doutrinários da codificação e os ensinamentos de Jesus defendidos por Kardec.

A evangelização simples já existe há quase dois mil anos e só conseguiu afastar a Ciência da verdade em nosso campo.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

VIDA APÓS A MORTE VIRA TESE UNIVERSITÁRIA

O tema de vida após a morte será motivo de debate em campo alheio aos centros espíritas. Sonia Rinaldi, que há mais de 20 anos pesquisa o assunto, prepara-se para um desafio : levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.

Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”. Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para todos.

Segundo ela, chegaram a chamá-la na PUC para eu mudar o tema de sua tese. "Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno - a deles será endossar a autenticidade e - dentro das possibilidades -, tentar explicá-lo".

Mas o tema é espinhoso quando tratado fora da crença da reencarnação. Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. "Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, já que as vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem etc. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram", revela.

Independente de tal trabalho, Sonia Rinaldi promove workshops, nos quais pretende ensinar os parentes a manter contato com seus entes que partiram. "Em todos os cursos que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras… não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação", diz.

Religião, para a pesquisadora, se esconde atrás de dogmas e, não respeitando a lógica, pode estar com os dias contados. "Ou algo é “verdade” ou não merece crédito. E tudo que é “verdade” tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido".

A partir de reportagem do site NovaE. Veja texto integral

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sexta-feira, 20 de março de 2009

DOCUMENTÁRIO TRAZ IMAGENS DE ESPÍRITOS

"As pessoas que você conhecerá agora acreditam que filmaram fantasmas de verdade. Algumas imagens são estranhas, outras são perturbadoras, outras são chocantes. Mas nenhuma pode ser comprovada. Elas são reais. Decida você mesmo". Este é a introdução do documentário que disponibilizamos hoje, veiculado inicialmente pelo canal GNT, e que traz imagens curiosas sobre a aparição de espíritos em diversas partes do mundo.

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5

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quarta-feira, 4 de março de 2009

FÉ REFORÇA EFEITOS DOS MEDICAMENTOS


Os passes, a música, a fé e os medicamentos reforçam os efeitos da psicoterapia. Até a médica que dirige o departamento de psiquiatria do hospital se surpreende com os bons resultados dos tratamentos. "A espiritualidade se liga à questão do amor. Todo paciente que recebe carinho e afeto tende a responder de maneira mais pronta à terapia e ao tratamento farmacológico", avalia a psiquiatra Judite Pereira da Silva. Segundo Tadeu, a paz do ambiente e a energia que vem da espiritualidade também se encarregam de agilizar a recuperação dos doentes. "Você pega uma pessoa de surto e dois, três dias depois, ela já está voltando à normalidade, convivendo bem, se socializando. Não tem outra explicação, é essa a parte espiritual", ele acredita.

Impressionante também é como Tadeu consegue manter o hospital. A única receita certa vem do SUS para pagar os funcionários. Todas as outras despesas são pagas com doações de empresários e moradores de Araxá. Nunca faltou comida, remédio, nem conforto para os doentes.

"Eu digo que é decorrente da ajuda espiritual. A gente consulta tudo o que a gente vai fazer aqui. A gente não faz muito pela nossa cabeça. Não é nenhum fanatismo, porque sou contra o fanatismo. Mas nós temos essa obediência que sempre deu certo", conta Tadeu. Um homem simples que dedica sua vida aos doentes. José Tadeu da Silva aprendeu na infância, com a mãe, a cuidar dos desamparados. Ela morreu, mas ele continuou o seu trabalho. Hoje, Tadeu tem 47 anos e, com a ajuda da comunidade, construiu um dos maiores hospitais da região de Araxá, interior de Minas Gerais.

Segundo ele, o projeto teria vindo do mundo espiritual. São dez mil metros quadrados de área construída; quase 300 pessoas trabalhando, entre voluntários e empregados. São duas especialidades: geriatria e psiquiatria. O Ministério da Saúde supervisiona e aprova o trabalho, tanto que ajuda o hospital com recursos do SUS, o Sistema Único de Saúde.

Para os doentes mentais da região e os idosos, o hospital é o caminho da cura. No local, os males do corpo e da mente são tratados por especialistas que buscam na espiritualidade um reforço para a medicina. Esta parceria, além de abreviar os tratamentos, segundo os médicos, também tem conseguido unir várias correntes religiosas.

O pastor faz pregações na enfermaria. Duas vezes na semana, os doentes também recebem a visita de um padre. "Eu falei para o Tadeu que tinha muita vergonha dele, porque ele faz coisas que não tenho coragem de fazer, como dar banho nos doentes mais asquerosos. Pode ser que ele esteja mais perto de Deus do que eu", avalia padre José Perfeito.

Os espíritas costumam se reunir com os pacientes no jardim do hospital. Um coral formado por médiuns, enfermeiros e médicos transmite harmonia. Além de cantar, eles rezam. Em uma sessão de passes, tentam ajudar as pessoas a encontrar o equilíbrio mental. "O passe acalma o paciente", justifica Tadeu, diretor do hospital Casa do Caminho.

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terça-feira, 3 de março de 2009

MEDIUNIDADE : SEGREDOS DO CÉREBRO

O grande desafio dos pesquisadores é descobrir se os espíritos se comunicam com o homem. O doutor Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, acredita que a ciência avança na busca desta explicação. Ele estudou em detalhes a glândula pineal do ser humano. Descobriu que ela carrega pequenos cristais.

Para o psiquiatra, essas pedras funcionariam como antenas na captação de mensagens de um outro plano. Observação importante: o doutor Sérgio notou, em repetidos exames de ressonância magnética, que os médiuns carregam no cérebro uma quantidade maior desses cristais.

"Não há pessoas que não tenham esses cristais. O que eu tenho observado é que há pessoas que têm uma quantidade grande desses cristais. E não depende da idade. Essas pessoas, em teses, teriam capacidade maior de seqüestrar o campo magnético", explica o doutor Sérgio Felipe.

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segunda-feira, 2 de março de 2009

MEDIUNIDADE : CIÊNCIA ESTUDA FENÔMENOS

O estudo dos fenômenos era restrito às religiões. Hoje, começa a despertar interesse de algumas áreas da ciência. O Hospital das Clínicas de São Paulo criou um núcleo de estudos para tentar comprovar a interferência espiritual no nosso corpo. São psiquiatras experientes que se reúnem duas vezes ao mês para avaliar o andamento das pesquisas e trocar informações. "Existe uma resistência muito grande e muito preconceito. A existência desse grupo é justamente fazer pesquisas no sentido de comprovar esses fenômenos de uma maneira estruturada", conta o psiquiatra Franklin Ribeiro.

Uma das fontes de pesquisa do psiquiatra Franklin Ribeiro fica em um prédio de nove andares. No local, funciona a Federação Espírita de São Paulo. A federação é uma espécie de universidade espiritual. Mais de 11 mil pessoas estudam lá. São alunos da doutrina e das pesquisas sobre os fenômenos atribuídos ao espiritismo.

O doutor Franklin foi acompanhar um trabalho de desobsessão - um ritual semelhante ao que os católicos chamam de exorcismo. Muitas daquelas pessoas se dizem perseguidas por espíritos ruins, inimigos ocultos, que já morreram e que estariam perturbando os vivos. Como se livrar deles? Tarefa para os médiuns.

Em uma corrente de orações, eles cercaram a vítima e tentaram atrair o suposto obsessor. De repente, uma médium se transformou. Os que conhecem o processo explicaram que ela acabara de incorporar o espírito atormentado. Começava um trabalho de convencimento. Às vezes, segundo os especialistas da doutrina, o espírito insiste em continuar perturbando.

"O espírito que chegou estava muito ligado à moça que estava aqui. Então, não estava conseguindo se desligar, estava confusa. Estávamos convencendo a ela ir, mas ela não estava querendo ir", diz a médium e economista Mônica Lange.

O doutor Franklin assistiu a tudo com a curiosidade de um pesquisador. Mas que contribuição essas manifestações podem trazer ao mundo acadêmico da medicina? "Antigamente, qualquer manifestação religiosa e espiritual era vista pelos médicos como alguma coisa de doentia. Hoje, nós estamos podendo observar esses fenômenos e investigar. Sabemos que as pessoas que têm essas manifestações nem sempre são doentes mentais", diz o psiquiatra.

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domingo, 1 de março de 2009

MEDIUNIDADE : REAÇÕES DO CÉREBRO

A equipe do Globo Repórter acompanhou o trabalho de dois especialistas: o psiquiatra Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, e o neurologista Sebastião Alvernaz, da Escola Paulista de Medicina. Eles estudam as reações de um cérebro em transe. O aparelho de eletroencefalograma, de última geração, faz o mapeamento cerebral. Para que o exame dê certo, o médium não pode ser portador de nenhuma doença psíquica, como a epilepsia, por exemplo. Os médicos só querem registrar as interferências espirituais.

O doutor Sérgio Felipe pediu ao suposto espírito incorporado no médium para emitir sinais que pudessem ser identificados no aparelho. O médium atendeu e o aparelho começou a registrar os sinais. Até os abalos musculares captados pelos sensores são pesquisados. O especialista consegue analisar cada movimento.

"Pode ser simplesmente um abalo muscular do médium, mas pode ser também que a atividade eletroencefálica tenha desencadeado esses abalos. Isso não é normal. Se você gravar uma pessoa normal, que não tenha epilepsia, ela não apresenta isso”, revela o neurologista Sebastião Alvernaz.

Segundo os pesquisadores, os resultados dos exames indicam que o transe provoca estranhas alterações no cérebro. "Há indícios de que altera, mas não é só eletroencefalograficamente. Altera ritmos cardíacos e outras funções do chamado sistema nervoso autônomo", revela o psiquiatra Sérgio Felipe.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

MEDIUNIDADE : INVASÃO DE PRIVACIDADE

Em uma casa de aparência humilde, na orla marítima de Salvador, mora uma mulher considerada um fenômeno. Telma Brito Melo teria o poder de ler pensamentos. Mais do que isso: ela seria capaz de entrar nos arquivos da nossa memória e, em segundos, revelar experiências que já vivemos, segredos que nunca revelamos.

Telma tem 45 anos e conta que na infância começou a ver e ouvir espíritos. Os pais achavam que era loucura, mas mudaram de idéia no dia em que a vidência da filha evitou uma tragédia. "Falei com meu pai que era para gente sair de casa, porque ela ia cair. No horário exato que o espírito avisou, a casa caiu", ela lembra.

Aos poucos, esse poder paranormal foi ganhando fama e surpreendendo até quem estudou muito para entender o complexo mecanismo da mente. A psiquiatra Ana Maria Fernandes se interessa tanto pelo fenômeno que chega a pedir ajuda de Telma para tratar de alguns dos seus pacientes.

O Globo Repórter acompanhou a consulta da cabeleireira Emília Alvarez. A médium Telma Brito Melo se concentrou, segurou as mãos dela e logo entrou em transe. Aí começou o fenômeno. A consciência de Emília acabara de ser invadida.

Momentos remotos da vida que a cabeleireira guardava em segredo acabaram sendo revelados. No meio da consulta, a médium começou a se coçar, irritada. Era a manifestação de uma doença que não pára de atormentar a cabeleireira.

"Sempre sinto esta coceira no mesmo lugar. É no pescoço. Já fiz tratamento e parei. Fiz exames, tomei vacinas antialérgicas. O médico diz que tenho que tomar remédio durante cinco anos. Ela falou tudo certinho, inclusive os lugares que coçam", confirma Emília.

Telma viveu os sintomas e deu uma explicação para a estranha doença de Emilia: ela acha que tudo isso é provocado por um espírito obsessivo. “Se essa energia que está no campo dela sair, ela pode ficar livre dessa coceira. Mas se o espírito - é de outra vida - ficar, pode tomar o melhor remédio do mundo que não adianta", afirma a médium.
O Globo Repórter convidou um pesquisador para conhecer os poderes atribuídos a Telma. O professor Carlos de Brito Imbassahy é físico, mora no Rio de Janeiro e há mais de 20 anos estuda os fenômenos paranormais.

Diante da médium, ele se submeteu a uma consulta, mas usou uma técnica muito comum entre os investigadores dessa área: procurou não pensar em nada no momento, tentou deixar a mente livre, vazia. Tudo para dificultar o trabalho dela. Em transe, Telma percebeu o bloqueio. A porta da consciência do professor parecia estar fechada.

Mas ela não desistiu - queria muito conhecer a vida atual do professor. "Eu gosto de viver. Temos que viver o agora. Pode me chamar de apressado. Ultimamente, o que eu tenho é pressa. Eu gosto de voar, não gosto de ser controlado. Viver é a coisa mais importante na face da Terra”, diz Telma, durante o transe.

O professor Imbassahy tomou um susto. Não imaginava que alguém fosse capaz de invadir tanto a sua personalidade. "Eu sou realmente assim. É a primeira vez que eu vejo esse tipo de fenômeno. Dentro da física, não tem explicação, é algo de novo”, ele comenta.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O PODER DA FÉ DESAFIA A MEDICINA

Para homens acostumados a verdades cientificas, não é fácil. Como acreditar em fenômenos que a medicina não explica? Doutor Roque Savioli é um cardiologista que acredita em milagres. Diretor do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), ele diz que a fé o transformou em um médico melhor.

"No momento que eu tive um encontro com Deus, modifiquei a minha vida. Aí eu tive que encarar o doente como corpo e espírito", conta o médico. Foi assim que o doutor Savioli começou a perceber e valorizar situações que muitas vezes passavam despercebidas.

A história do vendedor Sílvio Petrini Barata, por exemplo, marcou a vida do médico. Durante uma cirurgia cardíaca, comandada por doutor Savioli, ele se sentiu fora do seu corpo. "Eu me vi morrendo na maca do hospital. Eu vi o meu coração bem escuro, os médicos tentando reanimar e ouvi o médico dizendo: ‘Perdemos ele’", lembra o paciente.

Sílvio, na verdade, entrou em coma profundo. Ele conta que durante 14 dias fez uma viagem muito estranha. Esteve em um lugar, que segundo ele, só pode existir no plano espiritual. "Era um salão muito grande, muito escuro e com sombras. No fundo, havia um portal, de onde vinha uma luz muito forte, e um casal na porta”.

“Disse meu nome. Aconteceu alguma coisa comigo, porque eu estava em uma sala de cirurgia. Era uma cirurgia sem problema. Esse casal acenava para mim, como se dissessem: ‘tenha calma’. Eles não falavam nada, mas davam a entender com gestos”, conta Sílvio.

“Quando eu comecei a falar que meu nome era Sílvio, ouvi uma voz muito forte que vinha de lá de dentro dizendo assim: ‘Você pode retornar. Eu lhe dei o livre arbítrio: você poderia escolher o que você bem quisesse ter sido e você escolheu ser exatamente o que você é. Esta é sétima oportunidade que lhe dou e não lhe darei mais oportunidade’”.

“O casal mandou que eu fosse embora, porque a coisa estava feia para mim. Era uma voz áspera, muito poderosa”, relata Sílvio. Quando conseguiu sair do coma, a primeira pessoa que Sílvio viu foi o médico. O doutor Savioli estava ao seu lado. "Eu vi o Sílvio dizendo que havia morrido e achando que eu tinha morrido também. Aí eu falei que não", conta o médico.

O doutor Savioli diz que até hoje não encontrou explicação na medicina para o que aconteceu com Sílvio. "Nada de estranho aconteceu. A cirurgia foi normal, tudo absolutamente dentro dos padrões normais esperados. Realmente, foi muito estranho que ele tenha demorado tanto tempo para voltar da anestesia", declara o cardiologista.


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

REGRESSÃO : VIAGEM AO PASSADO

Viagens a um passado que transcenderia ao nosso corpo físico. Teria a nossa memória um arquivo secreto de momentos que não experimentamos nesta vida? O homem carrega com ele lembranças de vidas passadas? Especialistas em terapias que utilizam a técnica da regressão estão tentando desvendar esse mistério.

Os psicólogos paulistas Manoel Simão e Júlio Peres fizeram o mapeamento cerebral de alguns dos seus pacientes, durante as sessões de regressão, usando aparelhos de tomografia computadorizada. Foi uma experiência inédita. E o que revelaram os exames?

A área do cérebro ativada quando os pacientes entram em uma hipotética vida passada é a da memória. A parte que comanda os circuitos da imaginação, durante a regressão, não entra em atividade, garante o psicólogo.

"As vias neurofisiológicas utilizadas para o resgate de memórias traumáticas de vida atual foram também utilizadas para o resgate de situações traumáticas de vidas passadas - supostas vidas passadas. Os circuitos neurofisiológicos que estão relacionados à fantasia são outras estruturas”, explica o psicólogo Júlio Peres.

O publicitário Tertuliano Pinheiro se submeteu à regressão e diz ter se encontrado em duas outras existências. "A primeira vivência foi na Roma Antiga. Utilizava o poder para praticar o mal. Vivia emitindo ordens. Ouvia os gritos das pessoas. Foram muitos erros cometidos. Exercia o poder da forma mais errada. Ele tomou bens", revela.

Ao descobrir tudo isso, Tertuliano encontrou o caminho para se livrar de todas as suas aflições. A depressão, o medo do escuro, o pânico, tudo desapareceu. “Hoje eu sou outra pessoa, de bem com a vida. Sem dúvida isso aconteceu por causa da regressão. Não é questão de achar, é de sentir", diz o publicitário.

Sentir, mergulhar em uma memória desconhecida sem perder a consciência. Isso seria mesmo possível? "Não importa o nome que se atribua a esse conteúdo. De fato, ele é verdadeiro, genuíno para o paciente, porque ele dispara emoções. E o paciente se liberta de dificuldades a partir do resgate dessas situações", explica o psicólogo Júlio Peres.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SAÚDE PARA CORPO E MENTE

Médicos que trabalham em um instituto de pesquisas em São Paulo dizem que o tratamento espiritual ajuda no tratamento clínico. O instituto, comandado pelo psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, é uma clínica de saúde mental que não cuida apenas do corpo e da mente -cuida da alma também.

A parte mais surpreendente dos tratamentos funciona no sub-solo do prédio. Os pacientes que passam pelos divãs e ambulatórios são encaminhados depois para o Centro de Pesquisas de Medicina e Espiritualidade.

Uma sessão de passes dentro de uma clínica. A diferença para um centro espírita é que, neste caso, os pacientes são pesquisados por seus médicos. Segundo o doutor Sérgio Felipe, este modelo de tratamento também está sendo estudado pelo ministério da saúde dos Estados Unidos.

"A prece, a imposição das mãos e o dom espiritual, ou mediunismo, são utilizados por todas as religiões. Então, se nós estamos fazendo pesquisa sobre o efeito do tratamento espiritual, ele tem que ser produtivo em que contexto? No religioso ou científico", observa o psiquiatra.
A atriz Carla Ferreira é uma das pacientes do instituto de pesquisas. Ela sofreu tanto com uma depressão pós-parto que deixou até o marido transtornado. "Eu não lembro direito como cheguei. Eu sei que estava totalmente fora de mim, não conseguia chegar perto da minha casa", ela conta.

Carla precisou de dois meses de tratamento para vencer a depressão. "É como se eu tivesse conhecendo o mundo pela primeira vez, de novo. Eu vejo que em toda a minha vida eu fugi da minha essência. Agora é como se eu fosse uma folha em branco e tivesse começado a escrever a minha história de novo", declara.

Segundo o doutor Sérgio Felipe, esse casamento da medicina com a espiritualidade, pelo menos no instituto, está dando certo. Ele está convencido de que só medicação e psicoterapia não resolvem tudo.

"Entre os casos de depressão, 80% são curados com as medicações e psicoterapia. Os outros 20% não se curam. Então, quando você soma o tratamento espiritual, você amplifica as possibilidades de melhora do paciente", avalia o médico.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

MEDIUNIDADE DESDE A INFÂNCIA

Ao primeiro olhar, a sala de espera é de um ambulatório. Os doentes chegam, relatam seus problemas e aguardam a ajuda dos médicos, como em qualquer hospital. O que não é comum naquele local é a medicina.

Casa do Caminho, Juiz de Fora, sul de Minas. Quem vai em busca de cura acredita que especialistas que não estão mais entre nós continuam combatendo doenças, salvando vidas. O instrumento para tantos poderes seria dona Isabel Salomão. Ela diz que convive com o espírito de um médico português que morreu no Brasil há quase 200 anos.

A mediunidade de dona Isabel vem da infância. Ela conta que quando tinha 9 anos começou a ver os espíritos. "No ambiente em que eu estivesse, eles trabalhavam, faziam reuniões, coisas que eu ouvia e não entendia. Via e não sabia classificar essas presenças. Só aos 22 anos foi que eu encontrei a doutrina espírita".

Noite de sexta-feira, a Casa do Caminho recebe mais de 800 pessoas. É assim toda semana. A grande maioria vai buscar a energia das mãos de dona Isabel - um remédio poderoso que viria da espiritualidade.

Muitas das curas que ocorreram na Casa do Caminho são consideradas inexplicáveis pela medicina. Fenômenos que obrigaram médicos a pesquisar. O método da pesquisa é baseado em informações prestadas pelos próprios pacientes. Eles são acompanhados antes, durante e depois dos tratamentos. Os resultados, dizem os médicos, são surpreendentes.

A aposentada Ilka Fontes de Carvalho, de 66 anos, diz que sentia dores horríveis na coluna. Pelas imagens da ressonância magnética, era uma hérnia de disco. "Não podia me mexer, não podia andar, nem calçar, não podia nada. Não tinha cama, nem sofá, nada", lembra a paciente.

Dona Ilka já se preparava para uma cirurgia. Mas antes resolveu procurar Isabel e começou a receber os passes da médium. "No primeiro passe, vim carregada. No segundo, eu já vim andando. A hérnia desapareceu e eu não precisei fazer cirurgia", ela diz. Dona Ilka nunca mais sentiu dores na coluna.

"A medicina tradicional tem responsabilidade com o corpo físico. Agora é preciso que ela entenda do espírito, porque todas as doenças começam no espírito. Se não curar o espírito, a doença do físico prossegue", comenta dona Isabel.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

GLOBO REPÓRTER FALA SOBRE MEDIUNIDADE

Veja abaixo (em cinco partes) a íntegra do Programa Globo Repórter, que foi ao ar em março de 2003. Nele foram expostos estudos e entrevistas relacionando a mediunidade e a ciência. A partir de terça-feira (24/02), uma série de reportagens complementam o tema.

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

ESPÍRITO DE UM SUICIDA E SUA ANGÚSTIA

Trazemos hoje a íntegra de um programa exibido pelo canal pago A&E e que trata de uma pesquisa paranormal sobre um suposto espírito de um homem que cometera suicídio. A abordagem é distante do que conhecemos no Brasil e defendida pela Doutrina Espírita, mas mostra, ainda assim, aspectos relevantes sobre a gravidade de tão drástica decisão de vida.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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