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sábado, 25 de julho de 2009

MINHA VIDA NO PRIMEIRO ANO DE SUA MORTE

Querida Alice, na semana que passou, acordei pensando em você. E, várias vezes por dia, me pegava com alguma cena sua na cabeça. Voltei à reportagem em que contei os últimos 115 dias de sua vida e percebi que completava um ano de sua morte. Você entrou no hospital para morrer em 15 de julho. Nesse dia, na cama asséptica do apartamento, você me pediu para tirar suas meias dos pés. Você nunca gostou de meias nos pés, sentia-se presa. E você não gostava de nada que lhe prendesse, porque muitas vezes se sentia aprisionada numa vida que não sonhou. Mas nos últimos tempos da doença, você sentia muito frio. Na cama do hospital, tirei suas meias e descobri que você estava morrendo com as unhas dos pés pintadas de cor de rosa. Dei um meio sorriso triste. Era tão você, morrer de unhas feitas. Quantas vezes me alertou que uma mulher só podia sair de casa bem vestida, maquiada, com brincos e de salto alto. Então, com os pequenos pés ao sol, você me olhou e disse: “Acho que a história que você está escrevendo sobre mim está chegando ao fim”.

Só naquele instante eu abarquei a grandeza do que você tinha me dado. Você permitiu que eu testemunhasse o fim da sua vida e contasse uma história que jamais leria. Você me deu a história de sua vida – e a de sua morte. Era minha a narrativa de sua existência, a marca escrita de sua passagem no mundo. Ninguém nunca havia confiado tanto em mim. “Eu vou escrever uma história linda sobre você”, eu disse. Foi nossa última conversa. Mais tarde, naquela mesma noite, você ainda acordou e perguntou se eu e o fotógrafo Marcelo Min havíamos comido. De novo, era tão você. Estar morrendo e preocupada se estávamos bem alimentados.

Era você a mulher que alimentava. A merendeira de escola que alimentou por décadas crianças famintas de comida e afeto nas escolas de periferia. O câncer – palavra que você nunca pronunciou – a impedia de comer, envenenava seu sangue. Então, você comia pela minha boca, me engordando com bolos e pães de queijo. E, dia após dia, enquanto lembrava dos cheiros da cozinha de sua mãe, no interior de Minas Gerais, me transmitia receitas, lambuzando-se de recordações. Naquelas conversas telefônicas de cada dia, você na sua casa, eu na revista, comíamos por lembranças. E, pelas suas memórias, minha vida povoou-se de sabores de um fogão de lenha desconhecido.

Na tarde de 18 de julho de 2008, seus olhos erraram pelo quadrilátero do quarto do hospital. Eram dois oceanos agitados de saudade salgada. Então a derradeira tempestade amainou e você fixou sua última cena.

No último sábado, completou-se um ano de sua morte. Eu comi uma feijoada por você. O arroz do restaurante estava como você gostava e, com paciência, me ensinou dezenas de vezes a preparar. A percepção de que a comida nos dá vida e metáforas foi algo que sempre nos uniu. Pela manhã, ao me vestir, eu hesitei diante de um par de tênis, tão mais confortável. Mas quando vi, estava enfiando nos pés um salto alto que você aprovaria. Por que você está tão arrumada?, amigos me perguntaram. Eu respondia com a metade de um sorriso secreto. Essa data era só nossa.

Ailce, aconteceu muito nesse ano. Um pouco mais até do que minha sanidade era capaz de suportar. Você sabe, a vida é sempre mais faminta do que supomos. Logo que a conheci, eu descobri que a narrativa da sua história seria a reportagem mais difícil da minha trajetória. Como fazer uma reportagem cujo fim era a sua morte? Só foi possível porque aprendemos a amar uma a outra. Você, a personagem de uma vida. Eu, a narradora de uma morte. Você morreu e eu contei a sua história. Apalpei cada palavra na busca daquelas que dessem a dimensão real de sua passagem pelo mundo. Como contadora de histórias reais, sempre que escrevo meu maior medo é reduzir a vida de alguém. Com você, essa preocupação pesava ainda mais sobre meus ombros doloridos, já que você nunca leria a escritura de sua vida. Eu precisava merecer em cada linha o poder amoroso que você tinha me dado.

Você acreditava em Deus, embora tenha brigado com ele em alguns momentos. Brigava porque acreditava. E porque não entendia como ele fora capaz de deixá-la morrer quando você finalmente planejara viver. Quando você havia jogado o relógio fora e dançava e viajava, os olhos bem abertos para não perder nada, devorando o ar em grandes bocados como se ele fosse acabar de repente. Espero que você esteja no lugar para onde acreditava ir. Eu, que sou bem mais cética, de algum jeito armei dentro de mim a convicção de que você leu meu texto e se reconheceu. Não há como saber se é uma fantasia que precisei criar. Só por essa vez, abracei o mistério sem questionar.

O que eu não adivinhava, Ailce, era que o luto por você seria tão prolongado. Eu sempre soube que não entramos na vida do outro impunemente. Sempre acreditei que uma reportagem só acontece, de verdade, quando transforma a vida do personagem e do narrador. Eu compreendia que ao entrar na sua vida você faria parte da minha para sempre. Ao contar sua história você estaria na minha. Mas eu não adivinhava que doeria tanto – e por tanto tempo.

Depois que você morreu, um caminhão atingiu o carro em que eu viajava, em seguida sofri um assalto com tiros e duas pessoas queridas receberam o diagnóstico de câncer. Em janeiro, perdi alguém que também amava, pela mesma doença. Em seguida, alguém que amo precisou me deixar. Seis meses depois de você morrer, eu não conseguia mais comer nem dormir. Perdi oito quilos. Eu estava encharcada de morte. Do fundo da minha fragilidade exposta, eu buscava sinais de que a vida persistia em algum canto. Mas era afogada pela névoa espessa dos tantos fins e quase-fins.

Em abril, retalhos de sol começaram a aparecer aqui e ali. E eu voltei a dormir uma noite inteira sem remédios. Eu havia entendido a grande lição que sua vida tinha me dado. Tinha compreendido o que sempre soube em teoria. Meses antes de conhecer você eu tive uma profunda experiência de meditação, em outra reportagem. A partir dela, comecei a viver a experiência, ao mesmo tempo brutal e libertadora, de que na vida só há uma certeza: a de que não temos nenhum controle. Mas essa, me parece, é a lição mais difícil de aprender. Pode levar uma existência inteira para entendermos a que talvez seja a maior de todas as verdades humanas. Ou podemos morrer sem alcançar a essência da matéria de que somos feitos.

A morte é essa falta de controle levada à máxima radicalidade. Qualquer pretensão de controle é ilusão. A vida é risco. Não há nenhuma garantia, como você aprendeu de forma tão dura. Apavorada com a doença, o acidente, o assalto, o abandono, a morte de quem amava, me parecia impossível dormir. Se acordada, vigilante, tudo isso acontecia à minha revelia, como eu poderia dormir? Toda vez que saía de casa me sentia na iminência de uma catástrofe.

A partir da sua morte, em seis meses todos os pesadelos de quem vive se materializaram em mim como vida vivida. Tomada de desespero, eu me agarrava a uma das tantas imagens famosas de Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Em alguns momentos dessa queda brutal no precipício da verdade, acho que até a coragem me faltou. Mas um dia, depois de tantas ilusões arrancadas de minhas entranhas como pedaços de onde brotava sangue vivo, eu finalmente entendi. A falta de controle sobre o vivido não é uma maldição. Ao contrário, ela nos liberta. Se não ficamos perdendo tempo tentando antecipar e planejar cada passo, podemos nos dedicar apenas a viver. Sem postergar, sem adiar, sem deixar para depois. Se é impossível controlar, para que gastar tempo tentando? O mais sensato é enfiar o pé no mundo, sabendo que vamos nos lambuzar. É a incerteza do que nos espera na próxima esquina o encanto da vida.

Analisei então, Ailce, os grandes e pequenos momentos da minha trajetória e descobri que os melhores capítulos haviam sido os inesperados, não os planejados. A filha que nasceu aos 15 anos, numa gravidez adolescente que tantos viram como tragédia, o professor que me mostrou que ser repórter era a melhor profissão do mundo quando eu já tinha decidido seguir outra profissão, o grande amor que apareceu numa festa que eu pretendia não ir porque estava com sono. Minhas melhores reportagens aconteceram quando tudo parecia dar errado. As histórias mais fascinantes que contei foram aquelas em que ouvi algo totalmente diferente do previsto. Se nos fechamos para o imprevisível, como a vida poderia ser menos do que um tédio? É o que ainda não sabemos, o que está para acontecer, que contém o germe da vida.

Quantas vezes não percebemos, depois de algum tempo, que a suposta catástrofe se revelou o melhor que poderia ter nos acontecido? Como a demissão de um emprego que detestávamos, mas achávamos que era preciso manter porque nos garantia segurança. O casamento que nos aniquilava, mas que pensávamos ter de segurar porque era garantido. A viagem de férias para o mesmo lugar para não nos arriscar nem mesmo à possibilidade de algo novo acontecer. Todas aquelas coisas que soam seguras, mas que matam nosso desejo.

O que aprendi com sua vida e sua morte, Ailce, é que a segurança não é uma bênção, é um perigo. Ter maturidade, tornar-se adulto, não é, como tantos dizem, acatar o manual, seguir o rebanho, fugir do risco. Ao contrário. A sabedoria é abraçar o risco, aceitar a impossibilidade de controlar a vida como possibilidade, compreender que só o inesperado pode nos levar a algum lugar. O planejado é o território do previsível, se já sabemos o que vai acontecer, qual é o sentido? O que ganhamos indo sempre ao mesmo lugar, do mesmo jeito, evitando qualquer surpresa? O melhor do humano é a capacidade de se espantar. É pelo espanto que tudo se inicia.

Na semana que passou, quando um tempo inconsciente assinalou dentro de mim o primeiro ano de sua morte, eu atendi ao chamado de uma reportagem daquelas impossíveis de prever o quanto vai exigir de mim. Bati na porta de uma vida e entrei num mundo que vai me revirar pelo avesso. Desde que vivi com você a sua morte, minha alma em carne viva tocava a dor do outro e recuava. Dava os primeiros passos e voltava para trás. Dentro de mim, as cicatrizes ainda eram frágeis e se abriam ao primeiro toque. No primeiro sinal de sangue, eu corria.

Precisei de muito mais tempo do que imaginava para viver meu luto por você, para aceitar a sua morte e todo o imponderável da minha vida que ela continha. Para entender, de verdade, a frase que você me disse no nosso primeiro encontro: “Quando eu tive tempo, descobri que meu tempo tinha acabado”.

Algo se libertou nessa semana dentro de mim. Você é parte da minha história, vive dentro de mim como de todas as pessoas que a amaram, nas células de todas as crianças que salvou da desnutrição. Mas agora vou me deixar viver – e deixar você partir. Parto também eu para todas as vidas possíveis que me esperam. De salto alto e batom vermelho, torcendo pelo desconhecido que me aguarda na virada de cada uma das esquinas do mundo.

Obrigada. Adeus.
Repórter especial de ÉPOCA e autora de A Vida Que Ninguém Vê,
(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Ed. Globo)

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

AGENDA DO MÉDIUM CELSO DE ALMEIDA AFONSO

O médium Celso de Almeida Afonso visitará a cidade de Três Lagoas no dia 21 de junho , onde desenvolverá seu trabalho de psicografia. A visita já tornou-se tradicional, sendo repetida há 22 anos. As psicografias serão realizadas na sede do "Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier", às 19h30min. Na abertura haverá apresentação do "Coral de Vozes José Xavier" e, na oportunidade, será lançado o CD “Saudando o Professor”, cujas músicas foram compostas por Celso de Almeida Afonso, que é também intérprete de algumas.

Agenda de Celso de Almeida Afonso

Três Lagoas - Dia 21 de junho de 2009, no "Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier"
Informações :
(067) 3521-0808 Cel: (067) 9231-1966
Atendimento : à tarde, a partir das 14h00, e psicografia, a partir das 20h00
Para solicitar mensagens é necessária a presença de algum familiar. Entrada Franca.

Fonte : Centro Espírita Aurélio Agostinho - Departamento de Difusão do Livro e Imprensa
Avenida Lucas Borges, n. 61 - Bairro Fabrício - Uberaba (MG)
Reuniões às segundas-feiras (a partir das 18h30) e sextas-feiras (a partir das 18h30)
Informações : (034) 3312-6583 e 9935-6583

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

SAUDADE É O AMOR QUE FICA

Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Dizem que a dor é quem ensina a gemer. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

Um dia, um anjo passou por mim... Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:

- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é? Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei
parado, sem ação.

- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: "E o que saudade significa para você, minha querida?"

- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

Médico Oncologista. Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia

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terça-feira, 5 de maio de 2009

MEU IRMÃO, COMPANHEIRO E PROTETOR

Como é estranha essa sensação de que você não está mais aqui fisicamente! Quanta saudades tenho de ti Tiago*, meu irmão, companheiro e protetor... Como sinto não ter te dito mais vezes como te amava (e ainda amo) e de como você era importante para mim....

Como faz falta tua voz... tuas ligações... e até o ciúmes que tinha de mim, mas te agradeço por vir me visitar em sonho. Fico bem feliz quando isso acontece, somente gostaria que acontecesse com mais frequência.

A mãe parece forte, parece ter aceitado, mas na sua intimidade, quando está sozinha tenho certeza que ela chora muito de saudades de ti. O pai, por um tempo, parece que não se importou com mais nada, apenas queria ir ao teu encontro, mas agora, passado já 1 ano e 7 meses, parece que está voltando a reagir e perceber que as coisas acontecem como devem ser. E o Vitor as vezes ainda fala do `Pica Pau' (apelido do tio). Como ele ainda é criança, peço à Deus que ele não se esqueça com facilidade de ti.

Sei que nosso destino é escrito antes de encarnarmos, e que temos opção de escolher ou não se queremos aceitar os desafios que virão, pois temos data certa para nascermos e morrermos, por isso aprendi a aceitar tudo o que aconteceu.

Peço-te desculpa pelas atitudes que tomei em relação àquela pessoa... mas já estava sofrendo tanto com tua partida que não quis ficar perto de tanta falsidade e mentira... Preferi me afastar.... e tu sabe como sou "cabeça-dura" e que quando digo que não quero, raramente volto atrás.

Apesar da imensa saudade que tenho. estou bem. Tenho um emprego bom e tudo vai indo muito bem. E no casamento sou muito feliz (sei que você sempre se preocupou com isso). O Adriano é uma pessoa maravilhosa, e não tenho do que me queixar dele. Mas queria muito que você ainda estivesse fisicamente aqui, porque quando acontece alguma coisa comigo sempre penso em te ligar, mas percebo que isso não será possível.

Também quero que você saiba que não tenho rancor da pessoa que te tirou de nós, pois, sabemos que acidentes acontecem a todo instante, ainda mais na tua profissão. Fico um pouco triste somente quando vejo um caminhão dirigido por rapazes que aparentam ter a tua idade. Me dá uma dor no peito....

Rezo para que esteja na paz de Deus e que tenha aceitado tua nova condição de vida logo que desencarnaste. Continue conosco sempre!!! Faça com que possamos sentir tua presença! Com muito amor da mana.
Daiane

*Tiago de Oliveira Soldatelli, nasceu no dia 13/09/1980 em Vacaria/RS e desencarnou no dia 25/09/2007 em Campo Verde (MT), devido um acidente de caminhão

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

CELSO DE ALMEIDA FAZ "NOITE DA PSICOGRAFIA"

O médium Celso de Almeida Afonso, que é considerado sucessor de Chico Xavier na missão de confortar aquelas pessoas atingidas pela dor da perda, estará no dia 25/04, a partir das 20:00 horas, no "Teatro de Bolso Orlando Dom Pieri" (Rua Francisco Barbosa, 1480), na cidade de Uberaba (MG). O evento, com entrada franca, é chamado de "Noite da Psicografia".

Para solicitar mensagens é necessária a presença de algum familiar.


Fonte :
Centro Espírita Aurélio Agostinho -
Departamento de Difusão do Livro e Imprensa
Avenida Lucas Borges, n. 61 - Bairro Fabrício - Uberaba (MG)
Reuniões às segundas-feiras (a partir das 18h30) e sextas-feiras (a partir das 18h30)
Informações : (034) 3312-6583 e 9935-6583

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

CUIDEMOS DE NOSSAS FERIDAS

"É com o coração cheio de esperança que começo a escrever este e-mail. Meu nome é Ana. No dia 14 de abril de 2007, fomos abençoados por Deus por um presente Divino, chegava a Terra nosso anjinho Raphael, foram noves meses de imensa felicidade, amor, alegria e tudo era perfeito... Até que no dia 26 de janeiro de 2008, toda essa alegria desapareceu em frações de segundos, em um sábado um moço de apenas 18 anos, com poucos meses de carta, subiu em cima da calçada onde estava eu, meu esposo e o Raphael em seus abraços, o carro pegou os dois por traz e não deu tempo nem de ver direito o que tinha acontecido, quando me dei conta, vi meu filho, meu anjinho, de apenas nove meses ter a sua vida interrompida por uma imprudência, peguei ele do chão, pedi a Deus que não o tirasse de mim, mas ele não resistiu, faleceu momentos depois no Hospital....Meu esposo depois de algumas cirurgias e de alguns dias internados, hoje, apesar das sequelas, está bem, estamos bem na medida do possível... É dicifil escrever sem chorar...é dificil não sentir saudades, mas sabemos que apesar de tudo, ele está bem no plano espiritual, mas a dor da saudade é tanta, que as vezes a revolta bate em nossos pensamentos e corações.... Sei que Deus em Sua bondade infinita, é perfeito em todas as decisões e não quer o sofrimento de seus filhos... Peço que se puderem, se for possivel, digam ao nosso filho amado é quanto ele é importante para nós, não foi, é e sempre será o nosso pirulito (era assim que o chamavamos) e que se Deus um dia permitir estarei com ele novamente nos meus braços quando deixar este corpo que abriga esta alma cheia de saudades.....
Filho: Te amaremos eternamente!!!!"
( Ana )

Ana, o Blog Partida e Chegada tem o objetivo de, na medida do possível, esclarecer, levar alento e ajudar pessoas que tiveram alguma perda, mas que crêem que há vida após a morte.

Sinto muito por tudo o que passou, bem como pelo que sua família está passando ainda; mas nesta vida, a gente passa por muitas provações e nem todas nos parecem justas.
Sempre nos perguntamos... "por quê comigo?"

Mas também... porque não com a gente? Somos todos iguais e nós espíritas que acreditamos em reencarnação, em débitos desta e outras vidas, acreditamos também que para quitar tais débitos, voltamos e passamos por provações. Se pudéssemos nos lembrar do que fizemos, talvez entenderíamos melhor o que nos acontece hoje. Mas, por outro lado, não nos valeria de nada, afinal, não haveria evolução alguma.

Perder alguém que se ama é muito, muito dolorido e essa dor se mostra mais ou menos aguda dependendo da estreita ligação entre nós e quem partiu. O choro não é proibido nem ruim, contanto que seja sincero e que se dê apenas por saudade. O que não pode acontecer, é chorarmos de revolta, achando que foi injusto, que Deus não é bom. Deus é justo e bom. E por isso mesmo nos dá a possibilidade de voltar e reparar erros. E nos dá a oportunidade de nos reencontrarmos com as pessoas que amamos. Mas, precisamos ter calma, paciência, resignação e encarar a vida como uma prova. Não estamos aqui à toa. Todos nós temos um porque. Tentemos pensar nas lembranças boas...

Quanto à psicografia, via de regra, espíritos jovens ainda não estão em condições ou, talvez, ainda não tenham permissão para tal. Mas o mais importante é que estejam bem, amparados e conscientes de seu novo estado. Quanto a nós, temos nosso caminho e as perdas e dores fazem parte dele.

Gostariamos de ajudar, a despeito de nossas imensas limitações. Queremos e esperamos que os pais se sintam melhor e que o que estão sentindo abrande com o tempo... Que consigam ver a importância de quem ficou neste plano para aqueles que partiram.

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sábado, 28 de março de 2009

FILHO, SAUDADES - Dudu Lasta - II

"Nosso filho, João Eduardo Lasta, retornou ao Plano Espiritual em 28/04/2006, com apenas 24 anos de idade. Deixou muita saudade, mas também deixou muitas recordações e muitas alegrias para todos nós. Prestamos esta singela homenagem ao nosso amado e inesquecível filho, irmão e amigo João Eduardo Lasta. Um dia iremos nos encontrar! Fique com Deus filho". Veja outros vídeos.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

QUERO DESFAZER O ESTRAGO QUE PROVOQUEI


"Mamãe Clarinda e Papai Natal, graças a Deus recebem este espaço que me permite entregar-lhes notícias capazes de amenizar um coração saudoso. Quanto a mim, procuro encontrar com oportunidades para que eu seja capaz de me desfazer de vez do estrago que fiz através de um ato impensado. Tenho encontrado com muitos que me aceitam na condição de amigo e, tenho na vovó Luzia um anjo cuidadoso que tem me oferecido condições de me encontrar, com o carinho que penso eu ser o mesmo que minha querida mãe deseja me entregar.

Não posso escrever por muito tempo, mas o que entrego à vocês, penso eu que poderá nos auxiliar e nos sentir mais próximos um ao outro. Morgana, minha irmã, meus beijos; preciso de suas lembranças, e sua proteção, ...Beija por mim a vocó Nilza, o vovô Braz e o vovô José. Mãe e Pai, Deus nos ajuda e não nos deixará sem forças para que não cumpramos com nossas obrigações perante a esta dificuldade que sentimos ser a maior encontrada por nós. Meu carinho à todos."

Assinado : Elton Alves Oliveira (psicografia)

Data: 10 de junho de 2006
Local: Fraternidade Espírita José Xavier - Três Lagoas (MS)

Médium:
Celso de Almeida Afonso

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terça-feira, 17 de março de 2009

VOCÊ NÃO ESTÁ DISTANTE DE SEU FILHO...


"Mamãe Eliana... Ah, Mãe! Você não está distante do seu filho, mas às vezes procuro sua presença para nossos efetivos abraços, e nossos assuntos, que às vezes se prolongavam, pois sempre foi do nosso desejo entregar ao outro as nossas notícias, e as respostas sempre foram pacíficas, com a compreensão que nos mantinha em paz e segurança. Aconteceu mãe!

Pode ser que aceitemos que várias coisas mudaram em nossas vidas, no entanto, o nosso amor existe interminável e protegido pela segurança que Deus nos oferece.Espero que a vovó Ironi, nossa Aninha, a Maria Celi ─ nossa Chica, e o papai Luiz estejam confiantes de que me encontro entregue à fé, com a certeza que Deus não nos faltará com sua proteção e seu infinito amor.

Desejo que você entregue meu abraço ao Cláudio, à nossa Rosana e à nossa Rosa, sem me esquecer da nossa Luciana.Mãe, junto a você está outra mãe, nossa Terezinha. Que ela possa compreender e aceitar com o coração bondoso que ela possui, que tudo acontecerá no momento certo. Que Deus nos proteja, e que estejamos certos que nossas festas não acabaram, e nossas músicas continuam, e continuo sendo o guri que não se deu bem com o chimarrão¹, mas com um pouco de doce, aceitava o que você sempre ingeriu naturalmente. Beijos do seu, Rafael".


Data: 25 de abril de 2008
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso

Esclarecimentos :
1. Eliana — Mãe; 2. Vovó Ironi — Avó materno; 3. Aninha — Irmã; 4.Maria Celi (Chica) — Irmã por parte de pai; 5.Luiz — Pai; 6.Cláudio — Companheiro da mamãe Eliana; 7.Rosana — Mãe da Tatiana Madjarof Bussamra, desencarnada em acidente automobilístico no dia 04/02/2006. A Rosana nos hospedou em sua casa para que pudéssemos ir à Uberaba; 8. Rosa — Mãe da Rosana; 9.Luciana — Filha da Rosana; 10.Terezinha — Amiga do Orkut, e mãe do Éverton Borba Quadros, desencarnado em 19/03/2005, que também estava hospedada na casa da Rosana e foi junto à Uberaba em busca de uma mensagem de seu filho Éverton, mas, infelizmente, não conseguiu; ¹Chimarrão — O Rafael só tomava chimarrão se estivesse com açúcar.

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segunda-feira, 16 de março de 2009

CELSO DE ALMEIDA : 'ESTOU PARA SER JULGADO'

"Eu não sinto naquele momento da escrita o que está por fora, só o que está por dentro. Eu não sinto meu corpo, eu não escuto o que as pessoas estão dizendo... porque eu e o espírito estamos ligados mente à mente. Eu deixo de pensar para o espírito pensar no meu lugar e, ele pensando no meu lugar, o meu corpo vai obedecer a reação daquilo que ele quer passar para o papel. Minha função é receber as cartas. Aceitar é dos outros. Por isto estou lá, pronto a ser julgado".

Veja neste vídeo depoimentos emocionados de mães que perderam seus filhos e a entrevista do Celso de Almeida Afonso, que é considerado sucessor de Chico Xavier na missão de confortar aquelas pessoas atingidas pela dor da perda.

Agenda de Celso de Almeida Afonso

Uberlândia (MG) - Dia 24 de março de 2009, no Centro Espírita "O Semeador" (Próximo ao Clibe Cajubá)
Rua Vinício Degani, 156 - Vila Pereira - CEP 38.408-630
Informações : (034) 3236-2816 e 3237-1541
Atendimento : à tarde, a partir das 14h00, e psicografia, a partir das 20h00
Para solicitar mensagens é necessária a presença de algum familiar. Entrada Franca.

Fonte : Centro Espírita Aurélio Agostinho - Departamento de Difusão do Livro e Imprensa
Avenida Lucas Borges, n. 61 - Bairro Fabrício - Uberaba (MG)
Reuniões às segundas-feiras (a partir das 18h30) e sextas-feiras (a partir das 18h30)
Informações : (034) 3312-6583 e 9935-6583

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quinta-feira, 12 de março de 2009

CONFIEM QUE JAMAIS ME AFASTAREI DE VOCÊS


"Mamãe Márcia Helena, minha querida mãezinha Márcia, estou aqui parecendo aquele homenzinho que deseja colocar em seus braços a mãe que tanto ama.

Assisti neste dia das mães que você sentiu um vazio no coração e nos olhos estavam eles carregados de lágrimas. Compreendo, sim, e tudo farei para ajudá-la a suportar esta suposta distância que não existe entre nós. Sempre que olho para o alto, vejo em cada estrela a notícia do seu amor que é o meu amparo, o amparo da Júlia, obrigado mãe.

Paizinho Fabiano não diga que você perdeu este seu amigo e nem tão pouco apague os sonhos que foram projetados para garantir o crescimento feliz meu e da Júlia. Estou junto a você pai. Mãe, pai, meus beijos, meu carinho e meu pedido para que confiem que jamais me afastarei de vocês. Beijão, beijão".

Assinado : Felipe Lima Gandolfo (psicografia)

Data: 16 de maio de 2008
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso

Esclarecimentos :
1. Márcia e Fabiano: Pais; 2. Felipe Lima GandolfoNascimento: 06/01/2003. Voltou para Vida Espiritual em 08/02/2008 com 5 anos de idade.

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terça-feira, 10 de março de 2009

NÃO ME ESQUEÇO DE VOCÊS


"Mamãe Rosana, a festa continua, e a vida nos apresenta a alegria para sabermos o que Deus nos oferece, embora nos passem ainda despercebidas tantas belezas que o Pai nos oferece, e que cegos, desejosos de ver somente o que é de nosso desejo, deixamos de receber outras festas da vida.

Mas vamos nós, às vezes, com os passos lentos, e outras vezes apressados, desejosos de chegarmos até a água que nos favorece, junto ao pão que nos alimenta. O poder do ar, às vezes, escapa de nossas lembranças, e usamos o que nos é entregue por Deus, sem perceber que deixamos de agradecer o que nos alimenta a vida diariamente. Compartilhei com vocês da linda festa que homenageou nossa Lú. Desejo à minha irmã toda alegria que sei que ela merece vivenciar. Vó Rosa, eu, a tia Ivete, a tia Silvinha, e o vovô Paulo, certamente estaremos presentes para abraçá-la pelo dia das mães.

E você mãe! Minha eterna amiga Rosana. Deus abençoe este coração de mãe, e esteja sempre confiante. Leva meu abraço até o papai Jorge, e diga a ele que o Thommy precisaria voltar, mas através de várias assinaturas de amigos que souberam compreender o meu amor pelo cãozinho, garantiram que ele ficará por mais um tempo junto a mim. Meus beijos no papai Jorge. Minhas coceguinhas no vovô Eduardo, e meu abraço na vovó Jacy. Ainda desejo dizer ao tio Paulo, à Mari, e ao Paulinho, que não me esqueço daqueles que têm, eternamente, lugar no meu coração. Mãe, vó, feliz dia das mães. Meu abraço sem fim na Lú, meu carinho a todos os nossos. Tati".

Data: 09 de maio de 2008
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso


Esclarecimentos :
Rosana e Jorge — Pais; **Lú (Luciana) — Irmã; **Rosa — Avó materna; **Jacy e Eduardo — Avós paternos; **Mariana (Mari) — Prima, filha da Ivete; **Paulinho — Primo, filho da Ivete; **Tio Paulo — Tio materno; **Tia Ivete — Tia, desencarnada em 22/06/2005, aos 44 anos, em decorrência de um câncer; **Tia Silvinha — Tia, desencarnada em 04/05/1986, aos 19 anos, em acidente automobilístico na Via Anchieta; **Vovô Paulo — Avô materno, desencarnado em 12/05/1991, aos 57 anos, vítima de infarto; **Thommy — Cãozinho da raça Maltês, com 3 meses de vida, que a Tati ganhou do pai, uma semana antes do acidente, e que desencarnou com ela.
Tatiana Madjarof Bussamra nasceu em 21/12/1982 em São Paulo – SP. Desencarnou em 04/02/2006

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sábado, 7 de março de 2009

A TRISTEZA DE TODOS ME ABALA

"As vezes o pensamento dele me alcança e fico aborrecido se nada posso fazer para subtrair a tristeza. Peço-lhes alegria... Espero que estas minhas palavras lhe transmitam a certeza de que sou eu, seu filho Tom." Everton Borba Quadros

Mensagem psicografada pelo médium Carlos Baccelli, no dia 26/04/2008, no Centro Espírita "Pedro e Paulo", em Uberaba (MG)

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

MÃE, MINHA MORTE MUDOU NOSSAS VIDAS

"Aconteceu mãe. Aceitemos que várias coisas mudaram em nossas vidas, no entanto nosso amor existe, interminável e protegido pela segurança que deus nos oferece. Me encontro entregue à fé..."

Mensagem psicografada pelo médium Celso de Almeida Afonso, na noite do dia 25/04/2008, no Centro Espírita "Aurélio Agostinho", em Uberaba (MG)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ENTREGO UMA GOTA DE PAZ - Felipe


"Mãezinha Márcia e paizinho Fabiano.
Estou entregando a vocês uma gotinha a mais, esperando que ela possa entregar-lhes paz.
Não me peçam muito, são poucas linhas que me permitem através do pedido do vovô Irineu, na tentativa mais uma vez de ajudá-los.
Me abençoe! Entregue a minha irmã Júlia meu carinho de irmão. Beijos na vovó Maria, vovó Isabel e vovô Vitório. Tchau mãe, tchau pai, os amigos me esperam para darmos continuidade as nossas aulas e brincadeiras. Beijos. "

Assinado : Felipe Lima Gandolfo (psicografia)

Data: 30 de maio de 2008
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso

Resposta deixada pelos pais de Felipe :
Para nós foi uma surpresa termos recebido a mensagem, pois fomos a Uberaba para levarmos os folhetos da 1ª e 2ª mensagens do Felipe para distribuição, e já que estávamos lá e a saudade dói muito, coloquei o nome dele para que talvez pudessemos receber mais uma mensagem, qual a minha surpresa que veio esse lindo recadinho... Esclarecimento:Vovô Irineu é avô paterno desencarnado

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domingo, 1 de fevereiro de 2009

PEDIDO DE SOCORRO DE UMA MÃE...

"Não sei nem bem como começar esta mensagem, que é mais um pedido de socorro de uma mãe desesperada com a perda de sua filha querida. Moro em Niterói (RJ) e há dois anos (em 25/11/2006) perdi minha filha Maria Stella Ferreira Guimarães, falecida sete dias depois de completar 38 anos de idade (18/11/2006), no Hospital Espanhol (Rio de Janeiro), após um sofrimento intenso que já perdurava desde 2004, quando foi descoberto um câncer no peritoneo. Minha filha era linda, querida e uma guerreira, exemplo de abnegação e coragem. Fiquei quase louca e até hoje ainda estou sob tratamento psiquiátrico (depressão profunda). Choro desesperadamente o tempo todo sem conseguir me controlar. Tento entrar em contato com ela mas nada consigo. São inúteis todas as tentativas de vê-la (mesmo que seja em sonho), ou receber uma mensagem dizendo como se encontra. É terrível para mim essa ausência de contato. Sinto que eu vou morrer se não receber uma mensagem dela. Pelo amor de Deus, quem puder fazer essa caridade por mim... Creio que o único meio de me conformar é ter uma notícia dela". Maria Lúcia (Mensagem da Rede de Amigos Partida e Chegada)

Sei que a dor abate sobre seu coração pela perda de sua filha, que a morte arrebatou. Mas não se extinguiu, simplesmente prosseguiu em outra dimensão. Pedes notícias dela, seja através dos sonhos ou por carta psicografada para acalmar sua dor. Mas nem sempre isto é possível, pois cada um tem seu momento ou mesmo permissão para entrar em contato conosco. Podendo levar anos ou segundos, dependendo do fortalecimento do espírito que desencarnou, de suas conquistas morais e espirituais e, também, de nossas dores que os afetam tanto podendo até mesmo desestruturá-los em sua nova vida. Por isto mesmo precisam de permissão dos espíritos superiores para se comunicarem conosco.


A morte não existe, sua filha apenas mudou de estado (encarnada para desencarnada) e você sabe que irá encontrá-la novamente, portanto não se desespere e não lhe dê o desgosto de vê-la somente triste. É natural o desespero, a dor profunda de saber que não compartilharás da sua convivência, do seu afeto e do relacionamento abençoado que vocês tiveram..

Ao invés do desespero, acalma-te e envolve sua filha em lembranças de carinho, amor e orações consoladoras, que as receberá reconfortando e acalmando suas angústias e as dores que por acaso ainda possa experimentar. Assim, logo que possível, poderá receber permissão para visitar-te, acalmando você ainda mais e lhe sendo eternamente grata pelo seu amor e compreensão nos desígnios de Deus.

Sua filha nos momentos de sua doença foi corajosa e digna, lutou até o fim sem reclamar de Deus os seus sofrimentos do corpo, pois naquela hora estava amparada por espíritos superiores e principalmente Deus que lhe dava forças para suportar suas provas, elevando seu espírito à uma esfera divina acalmando-a e renovando sua paz interior. Acalma-te o espírito com a oração e com a certeza que no momento oportuno Deus permitirá que ela se comunique com você de alguma maneira, pois o seu desespero é angustiante para ela e, portanto, prejudicial ao seu progresso espiritual. Notícias, tens dela a todo instante, quando pensas nela com o seu carinho, seu amor de mãe, sabendo que neste instante de alguma forma ela está com você, mesmo que seja só dentro de seu coração.

O que para mim é o mais importante, o amor que ambas tem uma para com a outra no coração da alma. Não sei se fiz bem ao te escrever assim, mas algo em mim pediu que o fizesse, pois nunca escrevi a ninguém, nem mesmo para consolar da dor. A vontade interior neste momento falou mais alto e fiz o que meu coração pediu, desculpe-me se falei algo que não te ajudou, mas espero sinceramente que Deus lhe ajude a superar esta dor, a qual sei que é imensa e só o tempo diminuirá, mas não acabará aqui, somente quando se reencontrarem. Que a paz esteja contigo amiga.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

VISITO A TODOS QUE AMO - Dado


"Querida Cidinha, que alegria poder te ver aqui, nesta Casa de Paz e Consolo. Eu, Dado, estou aqui, porque você também aqui está. Eu tenho estado sempre presente em sua vida, porque jamais a morte física (do corpo), poderia nos separar. Realmente, continuo a viver, estou numa outra cidade, numa cidade de paz, e de aprendizado.

Vibrei de alegria quando no meio de tantos, fui chamado para “escrever”. A emoção é muito forte, você não pode nem imaginar, mas sei que eu vou conseguir chegar até o final.
Que bom... Querida irmãzinha, que você ajudou-me nesta tarefa de hoje, porque precisava muito de você para estar aqui hoje. Conversamos muito, durante a noite e combinamos tudo. Deu tudo certo, Graças a Deus!

Preciso dizer a você, querida, que eu tive muito amparo antes, durante e após o meu desencarne. O que aprendi em vida muito me ajudou deste lado de cá. Eu estou em paz, com muita saudade da família querida, da esposa querida, dos filhos, neto e todos que tive que deixar aí. Mas era a minha hora, o momento era aquele e meu pai e avô, só me deram amor e paz no final.

Não posso negar que tive um pouco de medo, nos seus pulsos firmes de avô e pai, levantaram-me e eu sigo agora aprendendo e auxiliando o quanto posso. Eu visito todos os que amo, sempre que posso, me preocupo com todos e peço pela felicidade de cada um.

A mamãe peço força e coragem para seguir na sua vida, pois estamos aqui pedindo por sua saúde e felicidade. A companheira e amiga querida, o meu amor eterno e o meu agradecimento pela ajuda e força em todos os momentos de minha vida física, eu te amo, e preciso que esteja em paz e siga sua vida sempre na paz e na caridade de Deus. Estamos sempre ligados porque muito construímos de bom, a nossa família querida. Tenho saudades de todos, de você Cidinha, nem precisa falar. Eu estou bem, e peço que siga a vida de vocês, fazendo o melhor que puderem. Um grande abraço".

Assinado : JOSÉ EDUARDO BASTOS (DADO)

Data : 09 de abril de 2006
Local : Centro Espírita Perseverança (SP)
Médium : Fátima - Colaboração : Cássia Bastos

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sábado, 13 de dezembro de 2008

SOU ATRAÍDO POR SEUS BONS PENSAMENTOS

"Aqui me encontro nesta noite para deixar notícias minhas àqueles com quem vivi e convivi. Sinto saudades de todos, embora saiba que estava na hora de me desligar e voltar para casa. Aqui, sim, me sinto bem e feliz. Meu coração estava cansado e revolveu parar. E assim foi, sem muito alarde. Deixei filhos, netos e pessoas amadas; companheira de longa data também, que lutou e batalhou comigo para ter uma família feliz.

Nem sempre conseguimos manter a família unida. Uns se afastam, outros vão em busca de aventura. Mas, nesta data, em especial, se reúnem, comemoram e festejam o Natal, embora sintam saudades e uns até mesmo choram a falta dos que não se encontram presentes. Em época de preparativos para tanta festividade, venho dar como que um presente à minha querida neta. Sei que todos sentem saudades, mas ela quer e espera notícias do .

Minha neta querida! Sinto saudades e acompanho sua jornada e, sempre que posso, ajudo e intercedo por você. Sei que você anda ocupada com os estudos, em ser alguém profissionalmente, e por isto mesmo, ainda assim se lembra do velho avô. Estou bem e feliz e oro por você. De vez em quando sou atraído por seus bons e saudosos pensamentos.

Me lembro de quando você era pequena e gostava de visitar o no sítio; e colocar chapéu e andar a cavalo e queria ser igual o . Queria cuidar de galinhas, cavalos e porcos. Mas, cresceu e ainda assim me visitava sempre. Quando soube que parti, sentiu muito e chorou, mas, diferentemente dos outros, tentou entender, procurando respostas no espiritismo. Fico feliz com isto. Você tem andado meio afastada da doutrina, mas, no fundo, assimilou e sempre que pode coloca em prática o que aprendeu. Tentou convencer outras pessoas desta 'verdade', mas poucos acreditam por seguirem outra religião. Que seja assim. Todos crentes, cada um a seu modo. Me despeço aqui, deixando um grande abraço e um beijo carinhoso. Que o espírito do Natal aqueça o coração de cada um e que a caridade esteja presente; e que se compartilhe o muito que se tem, com aquele que ainda carece do básico. Que Deus ilumine a todos".

Assinado : João S. (psicografia)
Data: 04 de dezembro de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium: S.A.O.G.

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sábado, 23 de agosto de 2008

NEM VIVO ACREDITAVA NESSAS COISAS DE DEUS

“Estou aqui hoje pra deixar algumas palavras a minha irmã, que tanto busca e anseia por notícias minhas. Nena querida, eu estou bem. Agora estou bem. Por algum tempo estive desorientado, andando de lá pra cá, até ser socorrido por irmãos que aqui também se encontram e que, já cientes do dever, me receberam e orientaram com muito amor e muita paciência.

No começo não conseguia acreditar que a vida continuava depois da morte. Nem vivo acreditava nessas coisas de Deus; depois ficou difícil também. Não queria estar morto, pois era muito novo ainda e tinha tantos planos e tantas coisas pra fazer. Na verdade, não fazia muitos planos quando estava vivo porque achava, como todo mundo, que a morte iria demorar muito pra me encontrar. Mas, inevitável que é, ela chegou e me levou sem prévio aviso.

Levou a mim e ao meu grande companheiro e isto sim foi muito bom porque não me senti sozinho. Meu fiel amigo morreu comigo, coitado! Graças à bondade de Jesus, estamos juntos. Aqui também existem animais.

Acho que assim como eu, ele também ficou surpreso. Latia pra quem chegava perto de mim, tentando me defender. Latia de felicidade quando via a mãe, quando via você, quando via quem chegava em casa, tentando chamar a atenção.

Foi difícil aceitar que eu não fazia mais parte desse mundo. Chorei muito, briguei com Deus, até ser auxiliado e ter tido a felicidade de ter alguém pra me ajudar.

O vô veio me ajudar e me mostrou que a morte não existe.

Consegui entender que antes mesmo de nascer já estava escrito o que aconteceria. Como a gente esquece, é pego de surpresa e é difícil de aceitar.

Nena! Diz pra mãe não chorar tanto. Agradeça as orações que ela faz por mim, pois me ajudam muito, mas pede pra ela encontrar um motivo pra viver melhor, porque a tristeza dela me deixa muito triste e preocupado. Às vezes acordo com o choro dela e choro também, por não poder fazer nada.

Eu amo você e mesmo a gente não dizendo isto quando poderia, aproveito esta oportunidade pra te dizer isto e que pra mim você sempre foi muito importante. Sempre foi uma segunda mãe. Mesmo parecendo não ouvir teus conselhos, eles sempre me ajudavam.

Foi como tinha de ser. Foi feio, eu sei, mas não sofri: não senti nada. O Sultão (ou Saddam) também não.

Não foi culpa de ninguém. Foi um daqueles ‘momentos de bobeira’. Sabe aquelas coisas que a gente fala ser impossível alguém fazer? Pois é! Não foi com culpa, não foi com intenção. Que Deus tenha pena e ajude-o na caminhada e que o remorso não lhe pese tanto a ponto de pensar em fazer besteiras.

Como disse, estou bem. Tenho muito a aprender e muito a fazer. Acabou a farra, Nena. Aqui a coisa é séria. Ainda não estou fazendo nenhum curso, mas estou já em vias de começar.

Quero que você seja muito, mas muito feliz mesmo. Espero com esta carta acalmar o seu coração e te fazer feliz pelo menos um pouco.

Um beijo grande pra você. Um beijo pra mãe. Ajuda ela Nena, ela tenta se mostrar forte, mas chora escondida e sempre acha que vou voltar. Parece estar sempre me esperando.

Preciso ir. Espero poder voltar e dar melhores notícias. Sei que aqui muita coisa tem pra ser aprendida. Vou me esforçar e assim que puder, volto pra falar como estou. Um beijo grande”.


Assinado : Ander (psicografia)

Data : 14 de agosto de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

DEMOREI PARA ENTENDER MINHA CONDIÇÃO


"Gostaria de dizer que agora estou bem. Sofri muito desde que desencarnei. Demorei muito para entender a minha condição de espírito. Permaneci muito tempo preso na matéria. Me recusava a prosseguir na jornada. Queria ficar junto dos meus. Eu os amava muito...

Hoje já me encontro em uma condição melhor. Aprendi muito e sei que meu lugar é aqui.

Estou em uma colônia próxima daqui e sempre que posso venho visitá-los. Anseio e muito pelo dia em que vamos nos reencontrar. Rezo muito por todos.

Quero que saiam que ainda os amo. Sempre que posso fico próximo a todos. Tenho saudades, principalmente da minha mãe, Juracy.

Mãe, diga ao Zé que estou bem. Peça a ele que esqueça tudo e continue a sua vida em paz. Sinto falta do cheiro do seu café. Gostaria de estar a seu lado, mas Deus não quis que assim fosse. Chegou a minha hora. Tinha que ser assim.

Bom, agora tenho que ir, está na hora de voltar. Tenho trabalho a fazer. Deixo um abraço e um beijo carinhoso a todos. Não chorem mais. Um dia nos encontraremos novamente."

Assinado: Moacir

Data: 31 de julho de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium: M.R.B.

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