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sábado, 23 de maio de 2009

OBRIGADO, AMOR, POR TUDO


"Sei que a morte é uma separação momentânea mais é muito difícil viver sem ver esta pessoa do nosso lado,tocar,conversar,abraçar sei que é egoismo e entendo que a vida tem que continuar mais a saudade dói muito 0 que faço é pedir a Deus forças para continuar e rezo para não lembrar a minha vida passada para poder continuar em frente sem meu marido a quem continuo amando muito apesar da ausência física. Deus é quem me ampara e me mostra uma luz que devo seguir". Giselda Castilho Dutra

A dor da perda é absolutamente amplificada quando aquele que se foi é nosso amor de alma. Não há o que falar para aplacar o sentimento de vazio e o autor que melhor retratou esta situação limite foi o Richard Matherson, autor de Amor Além da Vida (Butterfly, 285 pags., R$.22,90). O lançamento do livro já foi comentado aqui no blog, mas hoje aproveito o comentário de acima para publicar alguns trechos da obra:

"O que você pensa torna-se seu mundo. Você pensava que isso se aplica ainda mais aqui, pois a morte é um redirecionamento da realidade física para a mental - um ajuste para campos mais altos de vibração.(...) A existência do homem não muda quando ele tira um casaco. Não muda quando a morte remove o casaco de seu corpo. Ele ainda é a mesma pessoa. Não é mais spabio. Não é mais feliz. Não é melhor. É exatamente o mesmo. A morte é meramente a continuação em outro nível."

"As atitudes das pessoas em relação àqueles que morreram são vitais. Como a consciência dos que morreram é muito vulnerável a impressões, as emoções daqueles que ficaram para trás podem ter um efeito sobre eles. Uma angústia intensa cria uma vibração que pode causar dor nos que partiram, impedindo que progridam. Na verdade, é desastroso que as pessoas pranteiem os mortos, protelando sua adaptação à vida após a morte. Os falecidos precisam de tempo para alcançar sua segunda morte. A cerimônia funerária deveria ser um meio de libertação pacífica, não um ritual de luto."

"— Quero lhe dizer obrigado em palavras agora — eu disse a ela. — Não sei o que acontecerá conosco. Rezo para fiquemos juntos em algum lugar, algum dia, mas no momento, não sei se isso é possível. É por isso que vou agradecer agora tudo o que você fez por mim, tudo o que você significou para mim. Alguém que você nunca conheceu me disse que pensamentos são reais e eternos. Então, mesmo que você não entenda minhas palavras agora, sei que chegará um dia no qual o que eu disse tocará você.”

Pressionei sua mão entre minhas palmas para aquecê-la e disse a ela o que eu sentia.

"Obrigado, Ann, por todas as coisas que você fez por mim em vida, das pequenas às maiores. Tudo o que você fez foi importante e eu quero que saiba da minha gratidão por isso.

Obrigado por se preocupar comigo quando eu tinha qualquer tipo de dificuldade. Por me apoiar quando eu me sentia deprimido. Obrigado pelo seu senso de humor. Por me fazer rir quando eu precisava disso. Por me fazer rir quando eu não precisava nem esperava, mas apreciei o sabor extra que isso acrescentou à minha vida. Obrigado por cuidar de mim quando eu estava doente. Obrigado pelas lembranças das coisas que fizemos juntos e pelos filhos.

Obrigado pelas lembranças de nós dois sozinhos. Fazendo viagens de fins de semana ou passeios a lugares interessantes. Fazendo compras juntos. Caminhando. Sentados no banco e admirando as montanhas ao entardecer. Eu colocava meu braço em volta dos seus ombros, você se inclinava contra mim e nós observávamos o pôr-do-sol.

Obrigado por deixar que eu fosse eu mesmo. Por lidar comigo como eu era, não como você imaginava que fosse ou como queria que fosse. Obrigado por ser tão compatível com minha mente e emoções. Obrigado por ser tolerante com minhas falhas. Por não esmagar meu ego nem permitir que ele ultrapassasse os limites do bom senso. Obrigado por me transformar sem jamais ter feito isso deliberadamente. Por me ajudar a entender melhor quem eu sou. Por me ajudar a realizar mais coisas do que eu jamais conseguiria sozinho.

Obrigado por gostar de mim e de me amar, por não ser apenas minha esposa e amante, mas também minha amiga. Peço desculpas por todos os momentos que decepcionei você, por cada momento que deixei de dar a compreensão que você merecia. Peço desculpas por não ter sido paciente e gentil quando eu deveria ter sido. Peço desculpas por todos os momentos que fui egoísta e incapaz de ver suas necessidades. Sempre amei você, Ann, mas, muitas vezes, eu a decepcionei. Peço desculpas por todos esses momentos e agradeço a você por me fazer sentir mais forte do que eu era, mais sábio do que eu era, mais capaz do que eu era. Obrigado, Ann, por agraciar minha vida com sua adorável presença, por acrescentar a doce medida de sua alma à minha existência. Obrigado, amor, por tudo.”

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terça-feira, 5 de maio de 2009

MEU IRMÃO, COMPANHEIRO E PROTETOR

Como é estranha essa sensação de que você não está mais aqui fisicamente! Quanta saudades tenho de ti Tiago*, meu irmão, companheiro e protetor... Como sinto não ter te dito mais vezes como te amava (e ainda amo) e de como você era importante para mim....

Como faz falta tua voz... tuas ligações... e até o ciúmes que tinha de mim, mas te agradeço por vir me visitar em sonho. Fico bem feliz quando isso acontece, somente gostaria que acontecesse com mais frequência.

A mãe parece forte, parece ter aceitado, mas na sua intimidade, quando está sozinha tenho certeza que ela chora muito de saudades de ti. O pai, por um tempo, parece que não se importou com mais nada, apenas queria ir ao teu encontro, mas agora, passado já 1 ano e 7 meses, parece que está voltando a reagir e perceber que as coisas acontecem como devem ser. E o Vitor as vezes ainda fala do `Pica Pau' (apelido do tio). Como ele ainda é criança, peço à Deus que ele não se esqueça com facilidade de ti.

Sei que nosso destino é escrito antes de encarnarmos, e que temos opção de escolher ou não se queremos aceitar os desafios que virão, pois temos data certa para nascermos e morrermos, por isso aprendi a aceitar tudo o que aconteceu.

Peço-te desculpa pelas atitudes que tomei em relação àquela pessoa... mas já estava sofrendo tanto com tua partida que não quis ficar perto de tanta falsidade e mentira... Preferi me afastar.... e tu sabe como sou "cabeça-dura" e que quando digo que não quero, raramente volto atrás.

Apesar da imensa saudade que tenho. estou bem. Tenho um emprego bom e tudo vai indo muito bem. E no casamento sou muito feliz (sei que você sempre se preocupou com isso). O Adriano é uma pessoa maravilhosa, e não tenho do que me queixar dele. Mas queria muito que você ainda estivesse fisicamente aqui, porque quando acontece alguma coisa comigo sempre penso em te ligar, mas percebo que isso não será possível.

Também quero que você saiba que não tenho rancor da pessoa que te tirou de nós, pois, sabemos que acidentes acontecem a todo instante, ainda mais na tua profissão. Fico um pouco triste somente quando vejo um caminhão dirigido por rapazes que aparentam ter a tua idade. Me dá uma dor no peito....

Rezo para que esteja na paz de Deus e que tenha aceitado tua nova condição de vida logo que desencarnaste. Continue conosco sempre!!! Faça com que possamos sentir tua presença! Com muito amor da mana.
Daiane

*Tiago de Oliveira Soldatelli, nasceu no dia 13/09/1980 em Vacaria/RS e desencarnou no dia 25/09/2007 em Campo Verde (MT), devido um acidente de caminhão

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

A DOR ESTÁ ALOJADA EM MEU PEITO...

"Gostaria de dizer essa noite, belas palavras, para que todos possam sair felizes na busca de novos horizontes. Porém me sinto tão pequenino, envolvido na dor que me consome na falta da esperança que habita em meu coração.

Sempre gostamos de ouvir doces de gentis palavras, que envolvem a mente e nos deixa tranqüilos. A vida nos dá de presente muitas escolhas, para que possamos tomar o caminho que irá nos dar entendimento para o correto modo de vivenciar cada momento que estamos passando, sejam eles difíceis, alegres, tristes, desesperador. Olhamos e não vemos a luz, passamos horas e horas pensando e não assimilamos nada, no sentido de percorrer a existência, pelos caminhos da razão, da compreensão e principalmente do amor.

Hoje me encontro tristemente me expressando, porque não encontrei a chaves para ser alegre, não encontrei ainda essa luz que abre todos os caminhos para a nova jornada. A dor está alojada em meu peito, e somente o amor dos que me amam, poderá me tirar desse vale de lágrimas, desse medo de ir a frente, dessa solidão, que eu mesmo me impus, para assim achar através do sofrer, a paz que nunca tive".


Assinado : Ronaldo

Data : 23 de março de 2006
Local : CE Nova Esperança - Mongaguá (SP)
Médium : L.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ESTAMOS LIGADOS PELOS SENTIMENTOS

Trecho do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto
Amanheceu, era domingo, dia que praticamente estamos de “folga”. Era um domingo lindo de sol, aqui, todos os domingos são lindos, todos da colônia amanheceram em festa, pois sabíamos que os que tinham chegado aqui ontem, estavam ótimos, vinham de outra colônia e foram promovidos para estudarem na Universidade. Estávamos esperando a apresentação, pois logo depois delas temos o costume de fazer festas. As nossas festas têm música, poesias, lanches leves e muito bate-papo.

Estávamos na praça principal da colônia, numa temperatura como se fosse na Terra, a primavera, com uma brisa suave, ouvimos um grito de dor, era uma jovem que acabava de chegar na colônia, chorava inconsolada com a separação dos pais. O mentor me mostrou numa máquina tipo TV, que toda vez que os familiares aumentavam o choro, ela aqui, também aumentava. É incrível como nós estamos ligados aos nossos, pelos sentimentos.

Ela se chama Patrícia, é uma jovem linda, uma super gata, que desencarnou como eu, foi assassinada, mas nem ela e nem os familiares se conformavam. Como a Patrícia é um espírito que em outras vidas aqui no mundo espiritual viveu junto comigo e com outros amigos, resolvemos trazê-la aqui para a Colônia para acompanhá-la de perto, pois nessa última encarnação ficou com muitas ilusões, por ser linda, rica e poderosa. Tudo isso junto, é uma prova muito forte; é difícil que se passe com total sucesso. Quando ela começou a chorar, os mentores mais evoluídos, com mais experiência, vieram dar passes. Foi aí que ela se acalmou e foi levada para a enfermaria. Apliquei passes, coloquei as minhas duas mãos em sua testa, das minhas mãos saía uma energia colorida.

Patrícia foi relaxando, até adormecer e ficar completamente solta, leve. Aproveitei a oportunidade e a desliguei da sua família terrena, para que ela ficasse um pouco em paz. Quando abriu os olhos e me viu ao seu lado, me deu um grande abraço emocionado, e falou: "Como é bom estar com vocês, meus irmãos, onde encontramos quem nos dê forças para superar a separação dos meus familiares". Eu respondi: "Esta separação é temporária. Reaja e conte com todos nós para te ajudar, te dando forças nesta batalha. Escrevendo este livro vamos poder ajudar muitas mães a ficarem bem, na paz, para que elas dêem paz para os filhos desencarnados." E ela escutava o que eu estava falando com muita atenção.

Passados três meses desde que ela chegou e já bem recuperada, voltou a fazer parte da nossa grande família, a nossa família da Colônia São Bernardo. Aqui é a nossa casa, onde estamos em crescimento. Não me sinto distante da minha família da Terra, só não existe mais a matéria que volta ao pó e o espírito volta ao céu, onde é e sempre foi o seu lugar.

Hoje dez meses depois que desencarnei, vou vivendo tão feliz que até estranho : é o tempo todo só felicidade, sem brigas pela sobrevivência, sem ter que ter dinheiro para comprar minha casa e tudo que quiser. O nosso dinheiro aqui no céu é a fé que temos em Deus, a confiança que com ele tudo podemos. Na Terra também, mas é mais difícil acreditar que tudo chega do nada. Podemos com Deus sentir muita paz, em situações super trágicas.
Estamos sentados em uma pracinha bem em frente da portaria do prédio, não temos porteiro, tudo funciona pelo nosso pensamento. Orlando, que é um de nossos superiores, chegou bastante apavorado, disse que havia vários jovens que estavam tristes. A razão da tristeza, como sempre, eram os pais, que faziam vibração contrária, ou seja, sentindo saudades com revolta. Choro sem medida afeta a todos os desencarnados que ainda estão em tratamento. Orlando nos levou, eu, Michael, Thomas, Richard, Andréa, Patrícia, Alexandre, Ricardo e Severino, para darmos passes nos jovens e nos pais na Terra. Para a Terra fui eu, Thomas, Andréa, Alexandre e Ricardo.

Chegamos primeiro na casa dos pais do jovem Arnaldo, eles estavam em um estado de dar dó, todos revoltados com Deus, xingando, blasfemando, só que eles não estavam sozinhos, tinham a companhia de espíritos sem nenhuma evolução, que estavam influenciando para a desunião. Como eles não rezavam, não se ligavam em Deus, desde que o filho partiu, eram presas fáceis para espíritos vadios. A mãe vivia na cama muito doente e o pai não parava em nenhum emprego. Os espíritos sem evolução não nos viram, impedimos que eles nos vissem para podermos trabalhar mais tranqüilos.

Começamos a dar passes na mãe, que apesar de estar na cama e doente, tinha uma melhor índole para se ligar às coisas de Deus. Os passes foram fazendo efeito, ela foi sentindo sono, acalmando-se, entrando na faixa vibratória do bem, aí sim conseguimos fazer a mesma coisa com o pai. Ele era o mais revoltado com a partida do filho, era o que mais necessitava de ajuda; ajuda espiritual para que voltasse a viver e para que deixasse seu filho viver em paz. Na hora em que estávamos com as mãos estendidas na cabeça do pai, da própria cabeça, saiam uns raios que pareciam que iam queimar nossas mãos, então aumentamos nossas luzes e só assim os raios começaram a mudar, para faixas de luz, chuva cor prata e cor ouro. Então, ele se acalmou e conseguimos por os dois na cama dormindo.

Os pais precisam tomar consciência que a morte física de um filho, resulta em um trabalho diário de adaptação dos pais com a separação até os dias em que também virão para o Além. É um exercício diário de amor, resignação, confiança em Deus e humildade. Voltamos para a Colônia e Arnaldo já estava bem depois de um tratamento intensivo. Estamos todos maravilhados, como a vida muda! Nos comparamos com rio que corre para o mar, sempre que desvia do seu caminho, demora para chegar onde deve chegar,

Se nós soubéssemos, ainda encarnados, como é fácil viver, tudo seria diferente. Tudo nos é ensinado pelos ensinamentos de Jesus, só que não damos atenção, dizemos que já sabemos e fazemos tudo do nosso jeito egoísta e sem fé. Mas a vida ensina e ela também não tem pressa.

Para receber o livro gratuitamente, em pdf, peça por e-mail

Salvamento no Umbral e carta às mães
Quando amamos não sofremos
Família Lapenda: uma história de amor
Entrevista de Helena Lapenda a Luiz Gasparetto

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sábado, 10 de janeiro de 2009

A FELICIDADE POSSÍVEL


"Eu estava lendo um artigo do Angel Blog (Vende-se tudo), que falava de pessoas que iriam se mudar de um país para outro e tiveram que se desfazer de tudo o que tinham de material. Mas na vida o que vale é o que se leva no coração,os sentimentos, o bem que se faz para os outros e para si.
Estava pensando em tudo isso (e na minha vida). Que tive um marido maravilhoso um companheiro, um amigo... Mais não sei se fiz tudo que eu poderia fazer por este amor. Agora que não tenho mais ele acho que não falei tudo o que queria ter falado. Do quanto o amava e amo e o quanto ele era importante para mim. Como é a vida... Precisa acontecer certas coisas para que a gente dê valor para o que se tem de mais precioso: um grande amor. Eu posso disser que fui muito feliz e que amei e fui muito amada, só que deveria ter demonstrado muito mais o que senti por essa pessoa. Sempre fica um ponto de interrogação. Será que deveria ter feito mais, ter curtido mais, ter falado mais o que sentia? Fique com Deus meu amor um dia vamos nos encontrar."
Giselda

Os relacionamentos são a experiência mais importante de nossa vida. Sem eles, não somos nada. Isso porque nós só sabemos quem somos quando nos relacionamos com alguém. Felizmente, não há um sequer de nós que não tenha um relacionamento. Tudo que sabemos e experimentamos a respeito de nós mesmos vem através de nossos relacionamentos, que são essenciais para nossa felicidade. Bem por isto, o escritor Neale Donald Walsch (autor de "Conversando com Deus"), disse que "todos os relacionamentos são sagrados". E explica: "Em algum lugar, bem dentro de nosso coração e de nossa alma, sabemos disso. Daí em nosso imenso desejo de multiplicar os relacionamentos e de que tenham significado". E não entendemos porque temos tantos problemas nas relações.

Mas, via de regra, os conflitos resultam das dificuldades de dar importância ao outro, utilizando o conceito romântico, mas absolutamente realista e necessário, de que "somos um só". Falo da imensas possibilidades de um relacionamento feliz, sincero, cúmplice, companheiro... Algo que, como no depoimento acima, por vezes só percebemos quando já não mais o temos.

Por isto, espero que possamos (todos) aprender mais sobre as relações e melhorá-las. Espero que todos nos lembremos de como amar. Já soubemos como amar. Sabíamos como viver sem expectativa, sem medo, sem necessidade de dominar o outro ou de ser superior a ele. Se conseguirmos retornar a essa condição, poderemos curar nossas vidas, curar nosso verdadeiro amor e conhecer a felicidade possível.

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domingo, 28 de dezembro de 2008

QUANDO AMAMOS NÃO SOFREMOS

Esta é a nova postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.
Sabe amigos, escrever um livro é tão fascinante, eu nunca pensei que um dia fosse escrever um, mas as informações aqui do Além, precisam chegar até vocês, é como um alerta, “ACORDEM” para o seu espírito que está dentro de seu corpo. Você realmente é espírito, pois este dura para sempre, o corpo volta ao pó. As noites aqui são lindas, são escuras e claras ao mesmo tempo, o céu todo estrelado, as estrelas brilham como diamantes. Estávamos na porta do prédio onde moro, o meu apartamento é muito confortável, tem cama, quase nunca a uso, computador, é uma máquina parecida com o computador da Terra, só que nós não nos comunicamos com ela, só com o nosso pensamento.

Tenho também muitas plantas, muitas flores, a varanda do meu apartamento está virando uma pequena floresta. Tem uma poltrona super confortável, onde eu passo quase o tempo todo lendo quando eu estou em casa, que é muito raro, pois gosto sempre de estar dando um “rolezinho para não perder o costume”! Na porta do prédio estava no bate-papo, eu, Mike, Charlie, Lucila, Andréa e Ricardo. Conversávamos sobre a vida, com o corpo material e sem, só com o espírito. O Mike disse: "Nossa como é bom viver, não importa como, com ou sem material, tanto faz. Se quando eu estivesse encarnado soubesse como funciona nossa mente, pois é ela que controla a nossa vida, a minha teria sido bem diferente. Se soubesse dominá-la os meus pensamentos teriam sido outros, a minha vida teria sido um paraíso. Vamos à Terra com o objetivo da evolução, mas na hora em que estamos lá, esquecemos o objetivo e tudo fica nublado. A oportunidade de uma encarnação que é uma benção, não podemos desperdiçá-la, Deus quer que crescemos, mas ainda não temos isso em nossas mentes, um dia com certeza tudo mudará".

E o Charlie, falou: "Mas os encarnados de hoje, tem muitas chances, muitos livros que esclarecem muitas coisas, tem muitos centro Espíritas que as pessoas podem freqüentá-los, até os padres de hoje em dia, falam da vida após a morte. No nosso tempo era bem mais difícil." Charlie e Mike desencarnaram há quinze e vinte anos atrás.

Falou Andréia: "Minha mãe até hoje, cinco anos depois de minha partida, ainda não se conforma com o meu desencarne, no começo isso me fez sofrer muito, se os pais soubessem o quanto nos faz sofrer com inconformismo, parariam na hora com o sofrimento demasiado. Saudade saudável sim, lágrimas que escorrem dos olhos deslizando igual o rio correndo para o mar, também pode, mas sofrimento demasiado, revoltado, inconformado, não pode, demonstrar falta de fé em Deus, retardando o nosso reencontro, quando eles desencarnarem, vai demorar o triplo do tempo do que os pais conformados. Minha mãe mesmo pode continuar inconformada, é problema dela, já não quero ter mais nada com isso, não quero sofrer, confio plenamente em Deus e na confiança, não tem lugar para sofrimentos".

"São poucos os jovens desencarnados que tomam esta decisão", falou Lucila. A decisão de ser feliz, independentemente dos familiares, o mais comum é o sofrimento, aqui e na Terra, pela ligação forte de amor que os seres humanos sentem uns pelos outros. Eu ouvi a história, eles já desencarnaram faz anos, nenhum menos de cinco anos, eu estou fazendo sete meses aqui e fico espantado com a resistência dos pais, em não deixarem que os filhos evoluam aqui no Além, para onde todos vêm um dia. Isso pra mim está mais para egoísmo do que para amor, quando realmente amamos não sofremos, ficamos totalmente numa boa. Que os pais se desesperem nos primeiros dias, logo após o desencarne é aceitável, mas não por muito tempo, tem que cada vez mais se apegarem a Deus: Deus é tudo; Deus é paz; Deus é amor; Deus é vida; Deus é sabedoria; Deus é alegria. Aceitar a vontade de Deus é questão de inteligência, pois não tem outro jeito. Se você ficar contra, só vai ficar com amarguras e um dia você vai aceitar a vontade de Deus, pode se passar mil anos, aí você vai ver o quanto sofreu a toa. Se aceitar a vontade de Deus, receberá imediatamente todas as bênçãos, ele colocará sobre você, o manto de sua proteção. Sabe como podemos aceitar a vontade de Deus? Controlando os pensamentos e sentimentos, vinte e quatro horas por dia, até dormindo.

Para receber o livro gratuitamente, em pdf, peça por e-mail

Veja também :
Parte I :
Chegou a minha hora
Parte II :
Mãe, quero dizer que te amo
Parte III : A pimeira psicografia
Parte IV : Vejo filhos chorando de desespero...
Parte V : Seus filhos vivem com Deus...
Parte VI : As noites de setembro são como colo de mãe
Família Lapenda: uma história de amor
Entrevista de Helena Lapenda a Luiz Gasparetto

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

VISITO A TODOS QUE AMO - Dado


"Querida Cidinha, que alegria poder te ver aqui, nesta Casa de Paz e Consolo. Eu, Dado, estou aqui, porque você também aqui está. Eu tenho estado sempre presente em sua vida, porque jamais a morte física (do corpo), poderia nos separar. Realmente, continuo a viver, estou numa outra cidade, numa cidade de paz, e de aprendizado.

Vibrei de alegria quando no meio de tantos, fui chamado para “escrever”. A emoção é muito forte, você não pode nem imaginar, mas sei que eu vou conseguir chegar até o final.
Que bom... Querida irmãzinha, que você ajudou-me nesta tarefa de hoje, porque precisava muito de você para estar aqui hoje. Conversamos muito, durante a noite e combinamos tudo. Deu tudo certo, Graças a Deus!

Preciso dizer a você, querida, que eu tive muito amparo antes, durante e após o meu desencarne. O que aprendi em vida muito me ajudou deste lado de cá. Eu estou em paz, com muita saudade da família querida, da esposa querida, dos filhos, neto e todos que tive que deixar aí. Mas era a minha hora, o momento era aquele e meu pai e avô, só me deram amor e paz no final.

Não posso negar que tive um pouco de medo, nos seus pulsos firmes de avô e pai, levantaram-me e eu sigo agora aprendendo e auxiliando o quanto posso. Eu visito todos os que amo, sempre que posso, me preocupo com todos e peço pela felicidade de cada um.

A mamãe peço força e coragem para seguir na sua vida, pois estamos aqui pedindo por sua saúde e felicidade. A companheira e amiga querida, o meu amor eterno e o meu agradecimento pela ajuda e força em todos os momentos de minha vida física, eu te amo, e preciso que esteja em paz e siga sua vida sempre na paz e na caridade de Deus. Estamos sempre ligados porque muito construímos de bom, a nossa família querida. Tenho saudades de todos, de você Cidinha, nem precisa falar. Eu estou bem, e peço que siga a vida de vocês, fazendo o melhor que puderem. Um grande abraço".

Assinado : JOSÉ EDUARDO BASTOS (DADO)

Data : 09 de abril de 2006
Local : Centro Espírita Perseverança (SP)
Médium : Fátima - Colaboração : Cássia Bastos

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domingo, 21 de dezembro de 2008

SALVAMENTO NO UMBRAL E CARTA ÀS MÃES

Esta é a oitava postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.

O salvamento no Umbral é a parte prática das aulas da Universidade. Saímos todos os dias de treinamento para por em prática nossos ensinamentos. Nosso grupo tem como objetivo resgatar jovens desencarnados na cidade de São Paulo. O nosso grupo é formado por jovens da Universidade e alguns adultos que não nossos orientadores. Somos orientados a não abordar ninguém, eles se quiserem que nos abordem, o livre arbítrio é integral, sem mais nem menos, você é aquilo que quer ser.

Os Espíritos no Umbral geralmente vivem em bandos, uns escravizando os outros em grande algazarra, tem também os que viveram sozinhos sempre apavorados, pois pensam que ainda estão na Terra. Vamos sempre para o Umbral mediano onde ficam aqueles Espíritos que acabaram de desencarnar, geralmente foram delinqüentes quando encarnados, isto é, não conseguiram o objetivo da encarnação que é a evolução do Espírito. Nosso papel é resgatá-los quando eles quiserem e fazer que eles tomem consciência da missão na Terra que não foi cumprida, para esperar em uma nova encarnação, ou seja, uma nova oportunidade para a evolução do Espírito.

Andamos cantando no Umbral e permitimos que todos nos vejam, pois se nós não quisermos eles não nos vêem. Os que já estão cansados de ficarem no mal nos seguem, levamos todos para o pronto-socorro do Umbral, sempre estão em estado lastimável, sujos, barbados, unhas enormes, roupas sujas e rasgadas e com muita fome. No pronto socorro passam por uma transformação radical, se alimentam, descansam e ai sim que tomam a decisão se querem ou não irem para uma colônia de regeneração apropriada para esses Espíritos. A média é bem alta, de dez Espíritos só dois querem voltar para o Umbral. No Umbral é sempre noite. Fomos para lá em um tipo de ônibus que se chama "amparador", onde o Espírito depois de convertido a Deus sempre dorme com passe que damos e nesse aerobus ou ônibus especial eles ficam confortáveis até chegarem ao pronto-socorro.

Avistamos uma mulher que já se passara muitos anos que estava vagando. Estava com uma aparência de fazer pena, os cabelos grudados por um sebo horrível em pé num lado e o outro grudado na cabeça, a roupa que vestia era um farrapo de estopa velha e suja. Ela chegou na frente de nosso grupo e gritou: "Não agüento mais ficar aqui! O que posso fazer para ficar bem como vocês?" Charlie respondeu: "Se a senhora estiver realmente arrependida de tudo que fez e faz para ficar longe das leis de Deus, ai então a senhora vem conosco e será feliz". Ela respondeu: "Eu vou, mas e meus filhos, eles ficam? Quem vai cuidar deles?" "Não tem quem cuida de quem, aqui é Deus que cuida de todos e cada um de si".

"Como assim?", perguntou. "Os seus filhos foram seus filhos quando todos estavam encarnados na Terra, oportunidade dada por Deus para todos os Espíritos evoluírem, aqui no mundo Espiritual continuamos juntos com a nossa família quando possível, quando todos alcançarem a mesma evolução Espiritual, mas sem a responsabilidade que a senhora tinha por eles na Terra, lá os pais tem grande responsabilidade com os filhos, aqui não, cada um é que tem responsabilidade por si mesmo". A senhora parou, pensou e então falou: "Eu quero começar, a saber, o que é o amor que muita gente fala, nunca me dei esta oportunidade e vou me dar agora". Então nos reunimos a sua volta e todos nós lhe demos passes. Ela acabou adormecendo, a colocamos no "amparador", foi levada para o pronto socorro do Umbral para um check-up geral onde vão ver o que ela mais precisa.

Muitos pensam que ainda tem o corpo físico. Dona Ruth é como ela se chamou na sua última encarnação, continua no hospital, que tem ao lado de uma casa de repouso para adaptação completa do espírito no bem, qualquer probleminha com ela, já está junto do hospital, vai aprender a tirar todas as ilusões que trouxe da encarnação passada, já desencarnou há vinte anos e nada aprendeu, ou melhor, quase nada, pois sempre se aprende alguma coisa. A dificuldade foi passar a maior parte do tempo na implicância, na birra com tudo e com todos, picuinhas que não levam a nada, a não ser ao sofrimento. Toda semana vou visitar D. Ruth, saiu de lá com o coração em festas, saltitante de alegria, como é bom ver a transformação de um Espírito sofredor, em Espírito de luz.

Ontem fomos visitar a colônia onde vivem as crianças. É complicado dizer que a pessoa que desencarna criança, aqui continua criança: o que vale mesmo é a idade do espírito. Nesta colônia de criança que fomos, as crianças cantavam e dançavam. O pátio principal da colônia estava todo enfeitado com balões azuis, rosa e laranja, são balões diferente dos da Terra, são brilhantes e de todos os tamanhos, fazem círculo no ar e ficam enfeitando o céu.

Os grupos recitavam lindos versos, foi uma das coisa mais lindas que já vi aqui neste quase sete meses que estou de volta ao mundo dos espíritos. Quero falar um pouco para as mães que tiveram filhos que desencarnaram crianças.

Mães, seus filhos estão realmente na casa do Pai, não podiam estar melhor, são quase sempre Espíritos de grande luz, que desencarnaram por onde superior, eles não discutem, apenas obedecem, cumpriram seus papéis na Terra. Mães, pais, parentes e amigos, só mandem pensamentos de amor para as crianças desencarnadas. Aqui elas estão protegidas, felizes, brincam, estudam, amam e evoluem. Com o passar do tempo, cada Espírito recupera a sua idade e passam a viver em colônias apropriadas para cada idade, gosto preferências, etc... Ou melhor, a colônia perfeita para cada Espírito, naquele momento, pois estamos sempre em constante evolução. Todas aqui, crianças, jovens ou adultos, ficam na torcida para que nossos familiares que ficaram na Terra se conforme e aceitem a vontade de Deus. Se eles se conformam, todos nós ganhamos muito. Primeiro ganhamos amor, ficamos em paz para nos desenvolverem e curtimos a vida desencarnados.

Na hora em que eles desencarnarem, o reencontro conosco é imediato, somos nós que vamos ajudar a saída do espírito do corpo material. Eu já sei que eu vou participar do desligamento do espírito, quando minha mãe, ou melhor, quando o corpo material que ela veste nesta encarnação, morrer. Não sei quando será, o que importa é que com certeza esse dia chegará e aí a festa do reencontro será perfeita. Não só do desencarne da minha mãe vou participar, mas também do desencarne do meu irmão.

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Veja também :
Parte I :
Chegou a minha hora
Parte II : Mãe, quero dizer que te amo
Parte III : A pimeira psicografia
Parte IV : Vejo filhos chorando de desespero...
Parte V : Seus filhos vivem com Deus...
Parte VI : As noites de setembro são como colo de mãe
Parte VII:
Sou desencarnado e desencanado
Família Lapenda: uma história de amor

Entrevista de Helena Lapenda a Luiz Gasparetto

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sábado, 20 de dezembro de 2008

HOJE SEI QUE TE AMO... - Douglas

“Venho dar notícias a minha mãe. Querida mãezinha! Como sinto a tua falta! Como sinto falta de teus conselhos, dos teus puxões de orelha. Aqui e só aqui percebi o quanto era feliz e não sabia.

Ah! Mãe! Sofri tanto quando cheguei aqui e vi que nada tinha mudado! Quando eu estava vivo, achava que ia viver para sempre. Não dava muita importância pra você, porque achava que nunca ia te perder. Aí, por irresponsabilidade, por negligência minha, perdi o que há de mais precioso: a vida. De certa forma, hoje, aceito o fato de que praticamente causei minha morte. Não que a tenha tirado a vida, mas por não tê-la preservado como deveria.

Só agora vejo o sacrifício que é tomar a guarda de alguém, dar carinho, amor, compreensão, isso sem falar do lado material. E no final nem ao menos ter esse amor reconhecido. Hoje sei que te amo e muito; como sofro por não ter dito isso a você quando podia.

Quando cheguei aqui me chamaram de irresponsável, de suicida e isso eu não admitia porque nunca fui, mas fui entendendo que suicida não é só aquele que tira a própria vida num ato de loucura, mas também aquele que de certa forma provoca por negligência, por descaso, um fim prematuro. Sinto ter perdido tanto tempo com o que não tinha importância. Sinto não ter sido o filho que você queria. Tive até mesmo vergonha de dizer que você era minha mãe porque éramos tão diferentes.

Mãezinha querida! Minha querida Nininha! Me perdão por ter sido tão inútil, por ter feito você chorar tanto e sofrer. Hoje vejo que você merecia muito mais do que te dei. Na verdade não te dei nada...

Olha! Estou mudando. Estou sendo ajudado e tenho tentado não enlouquecer pelo arrependimento, pelo remorso. Me disseram que se eu me esforçar um dia vou poder te reencontrar e poder te pedir perdão e te beijar e te abraçar como nunca. Quero ser o filho que não fui. Quero seu colo, sua benção na hora do sono, sua oração... Deus tocou meu coração e agora sei que só Ele é o caminho para chegar até você.

Mãe ! Não chore de preocupação por não saber como estou ou onde estou. Apesar do remorso e da culpa, estou bem. Quanto a saber se sofri quando morri, isso pouco importa diante do sofrimento que enfrentei pelos meus atos e pela falta deles. Quero que saiba que você é a minha mãezinha de coração, de alma. Que hoje me orgulho por ter sido você a me acolher e tentar fazer de mim um homem de verdade.

Você sofreu quando diziam que um filho adotivo era sempre um problema e sempre tentou fazer as pessoas verem que isso não era verdade. Lutou, batalhou como uma leoa para defender a cria que nem era sua... Mas o que teve em troca?! Fui exatamente para você o que disseram que eu seria.

Mãe amada ore por mim. Deixe de sofrer e chorar, se perguntando onde errou. Você não errou. Eu fui seu erro, mas um erro já programado do lado de cá. Tanto eu quanto você sabíamos o que enfrentaríamos. Você cumpriu sua missão com nobreza e dignidade... Eu fui fraco e covarde.

Espero poder voltar novamente com você e aí sim cumprir o dever que fracassei. Vou estudar, seguir tudo certinho pra merecer um reencontro. Deus, pelo que falam aqui, é só bondade e amor e por isso acredito que terei esta segunda chance.

Vou parando por aqui porque já tentei dizer o que vai no coração. Mais uma vez peço, imploro seu perdão. Rogo a Deus e espero que ele ouça as minhas preces para que você seja muito feliz, que me perdoe e sinta em seu coração o amor que tenho por você. Te amo muito, hoje e sempre.”


Assinado : Douglas (psicografia)
Data : 09 de outubro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

SOU DESENCARNADO E 'DESENCANADO'

Esta é a sétima postagem com trechos do livro "Fala Miguel", de Maria Helena M. Lapenda, uma obra psicografada que narra o falecimento e a trajetória, no novo plano de vida, do jovem Miguel Luiz Lapenda, assassinado aos 20 anos de idade, em setembro de 2000, vítima de assalto.


Assim que sai do hospital de primeiros socorros a recém desencarnados, fui levado para a minha atual Colônia onde moram jovens mais 'evoluídos' e já fui estudar. O coordenador da colônia, Sr. RInaldo, chegou para mim e falou: "Miguel, você já está matriculado na Universidade do Amor, só não fará o curso se você não quiser. Você começa amanhã mesmo". Quando mandei minha primeira mensagem para minha mãe, falei que já estava estudando na Universidade, ela ficou tão feliz, que só repetia: "Estão vendo, aqui na Terra não tínhamos dinheiro para Miguel estudar a lá ele está na melhor Universidade do Universo". E agradecia a Deus sem parar.

O prédio da Universidade é enorme. O prédio com seis andares tem várias salas de aulas, sala de vídeo, laboratório, farmácia, pátio com belos jardins, enfim tudo. Os jardins chamaram minha atenção, com vários chafarizes de água cristalina, o barulho da água caindo dá um clima especial ao local de uma paz enorme, a grama é bem cortada e de cor verde bandeira, as flores são de todos os tamanhos, cores e perfumes. Não temos uniformes, mas quase todos por aqui preferem roupas brancas. No meu primeiro dia de aula, me apresentei para os meus colegas de turma e para a professora, era aula de Perdão, isso mesmo, a matéria era Perdão. Matéria de extrema importância para os desencarnados e encarnados também. Comecei minha apresentação: - Chamo-me Miguel Luiz, mas todos costumam chamar-me simplesmente de Miguel. Vivi na Terra nesta última encarnação apenas vinte anos e nove meses. Nasci em 19/12/1979 em Recife, Pernambuco. Desencarnei em 21/09/2000 em São Paulo, Capital. Em Recife vivi no bairro de Piedade e em São Paulo, no interior de São Bernardo do Campo, em um sítio que eu amo muito, lugar muito lindo com muitas árvores em um condomínio onde eu tenho grandes amigos.

Filhos de pais separados, vivi com a minha mãe e com meu irmão. Tínhamos dificuldades financeiras, mas colocávamos o bom humor na jogada. Aproveitei para crescer, pois o meu Espírito estava muito apegado a matéria e nesta encarnação consegui com a ajuda das grandes dificuldades financeiras a dar o devido valor para a matéria. Comecei a trabalhar cedo, com 15 anos entregava folhetos na rua. O meu primeiro patrão foi o tio Milam, um vizinho de onde morei na Terra, fiquei mais ou menos dois anos, depois fui trabalhar com outro vizinho, o Carlinhos, fiquei com ele também uns dois anos. Pedi as contas e fui realizar um sonho. Ajudava em casa com prazer e orgulho, no começo não, mas depois fui me liberando e passei a ter orgulho de poder ajudar nas despesas de casa. O meu lazer preferido era ir acampar na praia e pegar onda. O tempo que passei na Terra cresci em desapego, tenho vários pontos que preciso melhorar, mas agradeço a Deus por já ter conseguido crescer neste sentido.

Acabei minha apresentação, todos os alunos disseram seus nomes e me abraçaram. A dona Fátima deu um intervalo e voltou ao assunto da aula – “o Perdão” Começou falando dos benefícios e importâncias fundamentais do Perdão, o quanto ele limpa o Espírito. "É como material de limpeza de uma casa da Terra, se você está com a louça suja com gordura, se passar simplesmente água não vai resolver seu problema, precisa de sabão, o Perdão é o sabão da alma e do Espírito, para deixarmos nossos Espíritos, ou melhor, nossas consciências limpas, precisamos usar o perdão", disse. Para ficarmos limpos e de coração puro, sem perdão nada feito. "Precisamos perdoar Deus sim, pois pensamos que Deus não gosta da gente só porque nossa vida não vai como desejamos, como imaginamos que seria a melhor forma, mas ela, a vida, sempre vai pela melhor forma, não temos é paciência de esperar e ver o que acontece", completou.

Outra matéria interessante é a do “Amar”: Aprendemos aqui a amar sem perguntas, a pergunta “por quê?” Não existe em nosso vocabulário, amamos por amar. Vocês devem estar pensando, agora que o Miguel desencarnou quer virar santo e mandar essas mensagens impossíveis de realizarmos. Não é nada disso, quando estamos na condição de desencarnados tudo fica mais fácil de perceber; na Terra com a luta pela sobrevivência da matéria, não deixamos fluir a energia de Deus. Ela falou para mim: “Miguel, ame seu assassino e ele se arrependerá do que fez". Eu nunca, em momento algum, tive ódio em meu coração com relação a essa pessoa, tudo que Deus permite que aconteça é para o nosso crescimento e está certo. Estou com Deus e não abro mão desta condição de Fé. Sou “desencarnado e desencanado” graças a Deus! Tanto que já consigo enxergar vários benefícios que meu desencarne trouxe. Muitas mães vendo o exemplo de minha mãe ficam e ficarão bem, diminuindo os sofrimentos dos filhos aqui do Além.

Cada dia que passa eu vejo aumentar a necessidade de melhor aproveitar a vida na Terra quando estamos encarnados, é a maior chance que Deus dá aos Espíritos de crescerem e evoluírem, mais ai quando encarnados nos enchemos de ilusão e a maior é que pensamos que tudo é para sempre, não aproveitamos o momento. Jovens creiam, Jesus está do nosso lado, não vamos ter pena de nós mesmos, vamos ter amor e acreditar que podemos. Aproveitem ainda o tempo na Terra, para se ligar a vida Espiritual.

Para receber o livro gratuitamente, em pdf, peça por e-mail

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A CORAGEM DE FAZER A DIFERENÇA

Uma pessoa só pode fazer alguma diferença em pleno caos? Quantas vezes utilizamos como desculpa a frase: De que adianta? Sou somente um ... Mas, uma mulher, durante a Segunda Guerra Mundial, pensou diferente, agiu e fez a diferença para nada menos de 2.500 vidas. Pouco conhecida embora, Irena Sendler arriscou sua vida para salvar outras vidas. Enfermeira, tinha trânsito livre no gueto de Varsóvia, um quarteirão de 4 quilômetros quadrados, onde foram colocadas 500.000 pessoas.

Espalhando notícias, entre os nazistas, de que tifo e outras doenças contagiosas acometiam os confinados no gueto, ela planejou e colocou em prática arriscada estratégia. Seu objetivo: salvar o maior número possível de crianças judias, retirando-as do gueto. A parte mais difícil era convencer as mães a lhe entregarem os filhos. Lamentos, choro, gritos. Mas, em caixas de ferramentas, sacolas, malas, cestos de lixo, sacas de batatas, por dentro do casaco, ela ajudou a retirar crianças do quarteirão.

Por ser idealista, o horror da guerra não lhe arrefeceu a esperança da primavera de paz. E ela preservou em dois frascos, enterrados sob uma árvore, as identidades de cada uma das crianças: nome verdadeiro e para onde fora encaminhada. Conseguiu adesão de mais de uma dezena de pessoas, através das quais conseguia documentação falsa para os pequenos. Em 1943, ela foi presa e levada à prisão de Pawiak. A Gestapo desejava que ela confessasse o paradeiro das crianças: quantas seriam? Quem seriam? Onde estavam?

Irena teve quebrados seus pés e suas pernas e sofreu tortura. A ninguém delatou e nada informou. Condenada à morte, foi salva a caminho da execução por um oficial alemão, subornado pela Resistência. As pernas fraturadas e as torturas sofridas tiveram como conseqüência a cadeira de rodas. Manteve, até o final dos seus dias, a serenidade no olhar e o sorriso nos lábios. Essa mulher corajosa se foi no dia 12 de maio de 2008. Foi indicada pelo governo polonês, com o apoio do governo de Israel, ao prêmio Nobel da Paz.

Uma mulher que fez a diferença, com vontade e determinação. Fez a diferença porque não ficou reclamando da situação, mas colocou mãos à obra e realizou a sua parte, acenando esperanças.

A partir de mensagem do Momento Espírita. Leia texto integral

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ACORDAR TODO DIA É MUITO DIFÍCIL

"Sei o que sente essa pessoa que não consegue receber uma mensagem de seu amor. Meu irmão partiu em 2004 e meu esposo partiu há 2 anos e 11 meses. É muito dolorido, muito angustiante tentar receber uma mensagem e ela não chegar... Me sentia sozinha, como se ele tivesse me esquecido e seguido sua vida, como seu eu não fosse mais nada para ele. Em Março desse ano recebi uma mensagem no Perseverança em São Paulo e em Agosto em Uberaba através do Bacelli. Meu coração ficou em paz. A saudade é muito grande, mas a mensagem me trouxe a certeza de que ele não me esqueceu, e que sempre estará comigo(assim ele disse na msg). Fico triste quando escuto as pessoas dizerem, para deixar, seguir minha vida, mudar de casa, sair, arrumar outra pessoa...Ninguém vai substituir o meu amor...mudar de casa, de País não vai me fazer esquecê-lo... Me sinto muito perdida, não tenho mais sonhos...expectativas...não sei o que estou fazendo aqui....continuo ,trabalho,tento viver a vida em família da melhor maneira possível, mas acordar todo dia é muito dificil...Quem sabe o tempo...Fique em paz!!!" Angela (Comentários do Blog)

Até onde vai a sua capacidade de amar? Por quanto tempo você continuaria a amar alguém que desaparecesse de sua vida? Foi a inimaginável condição de amar daquela mulher chinesa que chamou a atenção de uma jornalista. Quando entrou em sua sala, para a entrevista, as roupas tibetanas que portava exalavam um cheiro forte de pele de animal, leite azedo e esterco. A túnica tinha bolsos internos para livros e dinheiro. O lado de dentro da cintura da túnica escondia dois grandes sacos de couro, destinados a acondicionar comida para as viagens.

Ela havia se casado nos idos de 1958. Menos de 100 dias depois, seu marido, um médico do exército chinês de libertação do povo, foi mandado para o Tibete. Dois meses depois, ele foi dado como perdido. A jovem esposa de 26 anos se recusou a aceitar a sua perda daquela forma e decidiu partir à sua procura.

Por onde andaria seu amor? Teria ela que resgatá-lo de alguma condição muito ruim? Decidida, se juntou ao exército, na qualidade de médica. Era a única forma de viajar para o Tibete, naqueles anos difíceis. Shu Wen se tornou budista tibetana e procurou seu amor, durante 30 anos. Experimentou o que era viver em silêncio, experienciou severas condições de vida, sentiu-se esmagar pela altitude, pelo vazio da paisagem...

O que terá sofrido aquela jovem, enquanto os anos lhe amadureciam a personalidade e lhe deixavam áspera a pele e trêmulas as mãos? Trinta anos de peregrinação por regiões inóspitas, enfrentando frio, fome, solidão. Sempre adiante. Uma mulher que aprendeu a se defender do tempo, da maldade e alimentou a sua busca com a doçura do amor reservado para quem era o objeto de todas suas andanças: o marido.

Nesses dias, em que os relacionamentos conjugais parecem tão frágeis e se desfazem por tudo e por nada, o exemplo dessa mulher leva a concluir que o verdadeiro amor não morre nunca. O verdadeiro amor tudo vence, porque guarda a certeza de que o ser amado é credor inconteste de sua dedicação, paixão, luta e esperança.
A partir de texto do Momento Espírita ("Um amor além do tempo")

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sábado, 20 de setembro de 2008

QUANDO UM GRANDE AMOR SE VAI...


Ontem fui ao cemitério visitar um amigo pela primeira vez...
Ele partiu há 3 meses..
Fui com a mãezinha dele...
Ela é só amor...
Foi tão bom...
Passamos a tarde lá...
Não me senti triste por nenhum momento...
Lá é um lugar onde muitos corações compartilham o amor...
Mesmo que seja de uma forma muito sentida por muitos...
Quando um grande amor se vai...
É tanto amor que temos a oportunidade de sentir...
De amadurecer nossos sentimentos...
De perceber mais...
De sentir a força de um sentimento...
Transcender as barreiras da vida...
A morte sim...
É um momento de profunda manifestação de amor...
Quando se ama livremente...
Fortalecendo a fé...
A esperança...
De acreditar que o sentimento de amor por alguém
Não de acaba...
Não se perde no tempo...
Ele continua ali...
Com você....
Amando....
Amando....
Ajudando a vencer...
Pra dar bons frutos...
Sem perder a alegria...
De lutar pela vida!
As sintonias de bem e de amor são sempre sentidas por aqueles que se esforçam
Pra buscar a verdadeira felicidade...

Vanessa Gouveia (set.2008)

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

ELISA, SEU TEMPO AINDA NÃO ACABOU

Elisa minha querida,

Não queria que tudo terminasse assim. Gostaria de ter ficado mais tempo a seu lado.

Você sabe que sempre te amei muito. Mas nem tudo acontece da forma que imaginamos.

Sei que sofre com a minha ausência. Por isso venho lhe pedir que não chore mais. Aceite a vontade do nosso Pai Maior. O seu tempo ainda não acabou. Também sinto a sua falta. Escuto as suas preces; e elas muito me ajudaram. Aqui, elas são o alimento de que precisamos.

Também rezo por você e peço, imploro a Jesus nosso mestre que olhe por você e te proteja sempre.

Esqueça dos momentos ruins. Lembre-se apenas dos bons, que sabemos foram muitos.

Fico feliz pela oportunidade que hoje me foi dada de me comunicar com você. Quero que seja feliz. E não se pergunte o por quê, apenas aceite e não se revolte nunca. Sempre que puder estarei a seu lado. Pra sempre, seu Laerte.

Assinado: Laerte
Data: 31 de julho de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium: M.R.B.

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domingo, 27 de julho de 2008

TRISTE, PERDIDA, SOZINHA, CONFUSA...


"Meu nome é V. e é com muito carinho e amor que estou escrevendo aqui. Tenho tantas coisas nos meus pensamentos... tantos sentimentos lindos e muito profundos em relação a vida... Sinto - me muito querida por muitos... por me verem alegre, tranquila e sempre falando muito... pra que elas possam ficar bem... para que possam dar mais sentido ao momento e sentirem o quanto são importantes... Tenho momentos de grande felicidade..sentida pelo meu coração, uma felicidade de amor...
Mas muitas vezes eu fico muito triste como agora... com vontade de chorar de uma forma muito sentida dentro do meu coração. Sinto que tenho tarefas a cumprir...tarefas de amor...sinto isso! Mas muuuuuitas vezes me sinto perdida... sozinha... confusa... Precisando de orientação e conforto porque não é fácil ser tanto sentimento e pensamentos assim nesse mundo agitado, cheio de orgulho e egoísmo. Mas tenho consciência de que a vida é a coisa mais linda, tudo que nos rodeia é lindo, é divino... Uma benção de Deus pra que possamos aprender a sentir e ser o amor... sendo o remédio pra curar a dor causada pela nossa "ignorância"... Na luta pra conquistarmos as virtudes e caminhar ao alcance da felicidade plena... Onde tudo é belo e contemplado infinitamente...Bem...escrevi o que meu coração sentiu e que minha consciência deu razão... Pois gostaria muito de ter um amigo que me ajudasse... me orientasse...com palavras, pra me dar força, coragem, conforto, carinho e confiança. Espero que tenha entendido o que eu querendo passar...Muuuuuuuuuuito obrigada por ter lido esta mensagem! Muita paz e amor no seu coração...Espero uma resposta se possível". V.
(Comentário no Blog)

Cada qual de nós tem uma experiência única de vida, mas a sensibilidade é um elo comum entre muitas das pessoas que chegam ao Blog Partida e Chegada. Em tais pessoas, ao menos uma vez na vida, já foi extremamente presente o sentimento de deslocamento, de simplesmente não pertencer a este mundo ou mesmo de não reconhecer-se nos mais queridos membros da família. Desamor? Rudeza? Insensibilidade? Não, jamais pense assim. A observação e o mundo espiritual nos mostra que, nos novos tempos do planeta, nos defrontamos, convivemos ou nos reconhecemos pessoas absolutamente "fora do contexto". Fora do mundo competitivo, alheio aos acontecimentos sociais, às pressões familiares e sociais. Falei disso recentemente ao fazer uma resenha do filme "Na Natureza Selvagem", pois me identifiquei com o adolescente do meu próprio passado que, como muitos, já pensou em abandonar o barco da sociedade: queimar os documentos, abandonar pais e amigos, colégio, compromissos e, principalmente, planos. Tudo para por o pé na estrada, sem rumo, pensando em viver uma silenciosa vida de protesto contra um mundo com o qual não concordamos.

Pois bem, se o mundo não é assim, estamos errados? Longe disso. Apenas temos no coração uma semente viva que podemos chamar de "verdadeiro sentido da vida". Frequentemente nos chegam cartas de leitores relatando supostos "dramas" que estão vivendo, sob os quais se debatem, numa angústia interminável. Nada mais distante da realidade. O mundo atual, para muitos, é uma verdadeira armadilha e as pessoas se aprisionam, se perdem, buscando coisas que realmente não têm importância. O segredo do sentido da vida está em dar importância ao que realmente tem importância. Não há qualquer traço de relevância no apego às coisas, à fama, ao dinheiro, à posição, ao carreirismo, ao reconhecimento profissional ou mesmo familiar. A verdadeira importância da vida está numa frase curta : "fazer a coisa certa". Proporcione às pessoas que estão ao seu redor, conhecidos ou não, a experiência de conviver com uma pessoa sem melindres, que não se abala com comentários ou com aparência pública, mas que mobiliza horas de folga para "apenas" ouvir um desconhecido que se mostra angustiado ou para exercitar atos de gentileza com animais, crianças ou mesmo desafetos.

Geralmente, pessoas questionam como desapegar-se e levar esta vida de paz. Você, ao contrário, demonstra ter este espírito, mas o mundo ao seu redor lhe indica, dia-a-dia, que este "não é seu mundo", que você destoa do grupo; que precisa ficar isolada ou "enquadrar-se". Bobagem. Simplesmente ignore. Este mundinho que se considera ditador de normas de conduta vem errando a milênios e não aceita com passividade a existência de uma nova legião de seres de ousa dar importância, na vida, ao que realmente nos faz bem : viver em harmonia.

Daí este sentimento de confusão, de solidão, de questionamento consciente ou não de nossa própria trajetória. Pois saiba que estamos juntos, eu você e milhões de outras pessoas, mundo afora, que praticam intimamente o bem, sem as amarras das religiões, de falsos gurus ou mesmo de leis imorais (embora legais). Nos fazemos bem e proporcionamos este bem-estar às pessoas que nos rodeiam, mas, via de regra, ao darmos com o nariz na porta, paramos e lá no fundo, questionamos se vale a pena. Posso garantir que sim e verá que estou certo quando, mesmo depois de um grande esforço para realizar algo que simplesmente ache justo, receber um simples "obrigado". Isto é fazer a coisa certá. É sentir-se bem por dentro.

Por vezes, este agir nos traz desconforto e a sensação de solidão. Mas imagine que faz parte de uma corrente e, como acredito, um amplo elo entre o mundo visível e o invisível, onde os espíritos que todos nós somos em essência exerce a experiência diária de viver com justiça. E fazer esta justiça prevalecer em nossa consciência está acima de agradar este ou aquele. Afinal, sabemos que estamos no caminho certo e temos a experiência de que um dia, mais cedo ou mais tarde, todos chegaremos à mesma conclusão. Pense, então, que é apenas uma aluna um pouco mais adiantada nesta escola. Mas que seus amiguinhos terão chance de alcançá-la e adquirir os novos e preciosos conhecimentos que você já dispõe.

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

O QUE REALMENTE IMPORTA NA VIDA


Um artigo publicado há cerca de dez anos pela revista Seleções Reader’s Digest (09/88), relata a história de um homem, chamado Stan Belin, o qual, desde pequeno, sonhou muito alto. Ele ficava maravilhado com a riqueza, com os cenários de luxo e conforto, onde as pessoas, bem vestidas, se mostraram sorridentes e aparentemente felizes. Os seus alvos passaram a ser dinheiro, poder e prestígio. Aluno exemplar, formou-se em Odontologia. O dinheiro começou a surgir em abundância. Sua reputação espalhou-se. Ele conseguiu prestígio com a nomeação para um alto cargo público. Teve dois filhos saudáveis. Conseguiu uma casa magnífica, automóveis luxuosos. Desfrutava férias em lugares exóticos. Finalmente, comprou um lindo iate. Era seu ponto culminante. No entanto, Stan se sentia imensamente triste e desesperado. Conquistara tudo que idealizara. Era invejado, mas sentia-se perdido, vazio, insatisfeito.

Logo chegou a depressão. Ele se sentia desalentado, infeliz. Almejava comprar confiança e tranqüilidade, mas elas não estavam à disposição no mercado. Pouco e pouco, foi abandonando a profissão. Encontrou uma muleta : as drogas. Elas lhe davam uma euforia que era sempre mais fugidia. Durava breves segundos e logo ele voltava a cair nos profundos abismos da depressão. Levantava-se a cada dia e se perguntava: "Por que estou tão vazio por dentro? O que me falta? Pois não conquistei tudo? O que me falta?"

À exemplo dele, muitos seguimos a vida sem objetivos verdadeiros. Idealizamos metas fictícias e as perseguimos para descobrir, ao conquistá-las, que elas não nos preenchem as necessidades íntimas.

Não percebemos que o sentido da vida não está nas pessoas e muito menos nas coisas. A razão de vivermos está na relação com as pessoas, na maneira como nos conduzimos perante os amigos , parentes, conhecidos e mesmo em relação àqueles que não nos são caros. Poderia dizer que a razão de vivermos é Deus, mas não. Ele nos deu a vida, nos orientou através de um espírito especial (que foi Cristo), mas não poderia ser resumido como sentido da vida. Simplesmente porque a nossa criação também tem um sentido : nos tornarmos, sozinhos, pessoas melhores, integrais, capazes e equilibradas. Por isto, o sentido da vida confunde-se com o sentido do que chamamos "religião". Longe de representar uma organização espiritual, de instituir dogmas e cerimônias, as "religiões" tem o único objetivo de indicar um simples exemplo de conduta. Cristo fez isto, sua missão era "simples" neste aspecto, a de mostrar com exemplos como cada um deve comportar-se no dia-a-dia. Tudo o mais que se fale dele é bobagem.

O que, então, realmente importa na vida? A resposta é uma fórmula simplória, composta de três palavras : bondade, simplicidade e compreensão. São termos vazios para quem não deseje compreender, mas englobam em seus significados outros tantos termos igualmente importantes : caridade, perdão e amor. Vivemos, então, para aprender. Esta a explicação para a oportunidade das vidas sucessivas, para o mistério da reencarnação. É a oportunidade que nos é dada, com a paciência extrema de alguém muito especial (a quem chamamos de Deus), para que aprendamos a respeitar, gostar e ajudar as pessoas. Para que aprendamos que a vida é simples se a encararmos como uma caminhada composta de estações, na qual devemos interagir com nossos acompanhantes, aqueles que encontramos e reencontramos para nosso próprio aperfeiçoamento. Somos, todos, metal bruto, sendo forjado por nossa própria vontade. Queira, então, ver o sentido da vida. Dê importância ao que realmente tem importância. E aprenda a viver, mas sem ansiedade, pois cada vida é um passo (um único passo) nesta caminhada.

Marcos Grignolli
A partir da mensagem "O que nos falta", do site Momento Espírita

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domingo, 8 de junho de 2008

TUDO É AMOR (SIGNIFICADOS) - Chico Xavier



Vida-É o Amor existencial.
Razão-É o Amor que pondera.
Estudo-É o Amor que analisa.
Ciência-É o Amor que investiga.
Filosofia-É o Amor que pensa.
Religião-É o amor que busca Deus.
Verdade-É o Amor que se eterniza.
Ideal-É o Amor que se eleva.
Fé-É o Amor que se transcende.
Esperança-É o Amor que sonha.
Caridade-É o Amor que auxilia.
Fraternidade-É o Amor que se expande.
Sacrifício-É o Amor que se esforça.
Renúncia-É o Amor que se depura.
Simpatia-É o Amor que sorri.
Altruísmo-É o Amor que se engrandece.
Trabalho-É o Amor que constrói.
Indiferença-É o Amor que se esconde.
Desespero-É o Amor que se desgoverna.
Paixão-É o Amor que se desequilibra.
Ciúme-É o Amor que se desvaira.
Egoísmo-É o Amor que se animaliza.
Orgulho-É o Amor que enlouquece.
Sensualismo-É o Amor que se envenena.
Vaidade-É o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão opróprio Amor que adoeceu gravemente.

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quarta-feira, 4 de junho de 2008

SEREI SEU ETERNO AMOR - Natanael


“Quanto tempo sem nos vermos, sem poder nos relacionarmos!?
Pergunto porque não faço a menor idéia de quando se fez a nossa separação. Eu só sei que faz um bom tempo que parti. Hoje eu consegui fazer essa comunicação pra te dizer que muito amei e ainda a amo.

Parti porque a hora havia chegado, não se lamente tanto, isso já fazia parte de nossa existência, o tempo na matéria seria pouco,, pois tinha que voltar pra continuar o aprendizado. Quero que se lembre de mim com alegria, não com tristeza; com raiva até, pois eu já perdoei.

Se fui assaltado e morto é porque isso fazia parte de minha trajetória... estou vivenciando a pena de talião. Eu apenas peço a você que esqueça isso e lembre-se dos bons tempos que passamos juntos. Valeu muito e aprendi muito com seu amor e carinho dedicados a mim.

Estou bem e gostaria de te ver também feliz e tentar viver a sua vida, continuar caminhando e evoluindo. Faça o bem que puder e tente ao menos te dar uma nova chance de ser feliz. Eu vou estar torcendo pra que isso aconteça.

Fui, sou e ainda serei o seu eterno amor, pois haverá muitas oportunidades de nos encontrarmos, ainda que em outras existências. Que Jesus te ilumine e te dê forças para continuar sua jornada, que ainda é longa. Deste teu querido esposo."

Assinado : Natanael
Data : 17 de abril de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : T.

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sábado, 24 de maio de 2008

O AMOR CONTINUA, SIM... E PARA SEMPRE !


Estou aqui porque hoje sou só felicidade, leveza, paz e agradecimento a DEUS pelo infinito amor que Ele tem por todos nós!

Não foi sempre assim... Durante muito tempo senti muito ódio e um desejo de vingança que era maior que eu. Me revoltei com tudo e com todos, até com DEUS. Achava que Ele devia ter livrado Juca (Paulo, meu irmão) daquela cilada; que Ele, por ser tão forte e soberano, devia ter deixado meu irmão com vida. E me lastimava: tanta gente ruim no mundo, e Deus levar logo meu Juca, que tinha ainda tanto a fazer, a contruir; a filhinha dele tinha acabado de completar um aninho de vida, e nós tínhamos tantos planos...

Encontrar meu irmão morto daquela forma, pegá-lo em meus braços e não poder fazer mais nada, foi a hora de maior desespero de toda minha vida. Eu sentia uma dor tão grande que começava no ventre e terminava no coração, me sufocando, me agoniando... Ao mesmo tempo, o ódipo que sentia por quem fez aquilo me acabava, pois eu só sentia vontade de também matar, e se possível com minhas próprias mãos. Por muito tempo, perambulei nesse estado lamentável... desisti de viver, não ligava mais pra minha família (filhos, marido, netos, irmãos, pai...), tudo perdeu o sentido.

Quando eu achei que estava só, abandonada, Deus me carregou nos braços, me levou a conhecer Helena (Helena Lapenda), e através dela, me mostrou o quanto eu estava errada, o quando eu estava sendo egoísta. E, acima de tudo, que só "o amor" ia me fazer compreender, aceitar e manter um elo de amor com meu Juca. Conseqüentemente, a conheci Miguel (Miguel Lapenda, filho de Helena) através do livro "Fala Miguel" (obra psicografada) e ambos me mostraram quanto mal eu estava fazendo a pessoa que mais amava. Quanto lixo eu estava colocando dentro de mim, na minha vida e das pessoas que me cercam. Então entendi que são os desígnos de Deus. Que nada acontece por acaso, tudo tem uma razão de ser... Eu posso não saber qual o propósito de Deus em permitir que tudo isso tenha acontecido, mas Deus sabe! Aí mudei minha posição, meu pensamento.

Hoje sou presenteada com essa linda comunicação (a psicografia "Mensagem de amor de Paulo/Juca") e fiquei em prantos, mas de alegria, do ter acerteza que ele está vivo! Apenas, mudou de endereço, mora agora na Pátria Espiritual, mas não nos esqueceu. Nosso amor não acabou com o corpo físico... O amor superou a dor e um dia iremos nos encontrar lá ou em outras existências, pois somos eternos. Juca apenas foi antes de mim, o que não nos impede de estarmos juntos em pensamentos, em sintonia!

Então, peço a vocês que estão passando por esse "momento de lixo", que transformem tudo em "amor". Vocês não imaginam quanto bem estamos nos fazendo e, principalmente, quanto bem estamos fazendo a "eles"! Consegui a mensagem através do Centro Espírita Nova Esperança e sou infinitamente grata a Lúcia (foi quem me mandou por e-mail), a Helena e Miguel por tudo que falei acima. Também a Arlene por me mostrar que não estou louca por continuar amando tanto assim; a Peterson nosso menino-homem-corredor-de-moto-cross, que também me deu uma força lá de cima. E, acima de tudo, a Deus que me permitiu sentir hoje tanta alegria, tanta leveza e até, principalmente, perdoar!

A meu Juca, eu posso dizer:

Eu tenho tanto, pra lhe falar,
mas com palavras, não sei dizer...
como é grande, o MEU AMOR, POR VOCÊ...
em mesmo o céu, nem as estrelas,
nem mesmo o mar, e o infinito,
não é maior, que o meu amor, nem mais bonito...

Nem mesmo a morte do corpo físico nos separou, pois "QUEM AMA NUNCA SE SEPARA NEM DIZ ADEUS"!!!

Mensagem extraída da Comunidade Fala Miguel, no Orkut (imagem meramente ilustrativa)

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

AMOR ALÉM DA VIDA, AGORA EM LIVRO

Cris Nielsen, um homem com um casamento feliz, sofre acidente e seu espírito ruma para outro plano. Cético, ele tenta entender o que está acontecendo e se confronta com a realidade. Resolve enfrentar uma perigosa jornada ao saber que sua esposa se suicidou e está presa num "Vale de Suicidas". Este, em resumo, é o roteiro de "Amor Além da Vida", livro de Richard Matheson, lançado neste mês pela Editora Butterfly; um sucesso nos cinemas, agora no texto original do mesmo autor de sucessos como a série "Além da Imaginação" e dos filmes "Em algum lugar do Passado" e "Eu sou a lenda".

Na história, Chris, Annie e os filhos do casal fazem uma família feliz. Mas os jovens morrem em um acidente e o casal é bastante afetado, principalmente Annie. No entanto, eles superam a morte dos filhos e conseguem levar suas vidas adiante, mas quatro anos depois é a vez de Chris morrer em um acidente. Mas não um Céu com arcanjos e harpas, pois lá cada um tem um universo particular e o dele é uma pintura (sua mulher coordenava uma galeria de arte). Enquanto tenta entender sua nova vida, onde tudo pode acontecer, bastando que apenas deseje realmente, Chris fica sabendo que Annie, dominada pela dor, comete suicídio. Assim, ele nunca poderá encontrá-la, pois os suicidas são mandados para outro lugar. Mesmo assim decide tentar achá-la, apesar de ser avisado que mesmo que a encontre, ela nunca o reconhecerá.

O autor Richard Burton Matheson é um escritor norte-americano e roteirista de sucesso. Suas obras são principalmente dos gêneros fantasia, terror e ficção científica. Nascido em Allendale (Nova Jersey), de pais imigrantes noruegueses, Matheson cresceu no Brooklyn e graduou-se na Brooklyn Technical School, em 1943. Alistou-se e passou a Segunda Guerra Mundial como soldado de infantaria. O autor diz que detesta gêneros. "Faça qualquer coisa para destruir um gênero", disse ele numa entrevista. "Uma boa estória é uma boa estória", completou.

Veja trailer do filme :


Amor Além da Vida - Filme vencedor do Oscar de Efeitos Especiais

Ficha Técnica : Amor além da vida(What dreams may come) - País/Ano de produção:- EUA, 1998 - Duração/Gênero:- 114 min., drama/romance - Disponível em vídeo e DVD - Direção de Vincent Ward - Roteiro de Ronald Bass, baseado em livro de Richard Matheson - Elenco:- Robin Williams, Cuba Gooding Jr., Annabella Sciorra, Max Von Sidow

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