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terça-feira, 30 de junho de 2009

OS ESPÍRITOS ESTÃO POR TODA PARTE

À medida que ficava mais velho, fui perdendo o interesse pelos espíritos. Passei um ano em um seminário, até perceber que a Igreja Católica não tinha as respostas que eu procurava. Os problemas da adolescência me afastaram das preocupações com o outro lado. Eu era muito intuitivo, mas de certa forma fechei o portal para minhas visões. A essa altura, eu já tinha entrado para a faculdade, onde estudava Rádio e TV. Queria seguir carreira como redator de comédias para a TV.

Depois de formado, me mudei para Los Angeles, onde arranjei um monte de empregos esquisitos na indústria do cinema. Um dia, Carol, uma amiga do trabalho, me convidou para acompanhá-la a uma sessão espírita. Hesitei, sem saber se queria recomeçar essa história de espíritos, mas fui, movido pela curiosidade. Lá conheci Brian E. Hurst, um médium talentoso. No meio da sessão, ele virou-se para mim e falou:

– Os espíritos estão dizendo que você tem um grande poder mediúnico e um dia fará este trabalho também.

Pensei imediatamente: “De jeito nenhum! Não sou doido. Vou ser roteirista de TV, e não alguém que fala com os mortos.” Mas meu interesse foi despertado e continuei freqüentando as sessões semanais de Brian. Acabei voltando a ver espíritos, como acontecia na infância.

Então comecei a fazer minhas próprias sessões individuais, primeiro com amigos, em seguida com pessoas encaminhadas a mim. Depois de um ano, as sessões me ocuparam integralmente, e tive que fazer uma escolha. Não preciso dizer que larguei meu emprego no show business e me dediquei inteiramente ao trabalho com os espíritos. Isso foi há quase 25 anos, e minha vida tem sido uma verdadeira montanha-russa desde então.

Depois de ter viajado pelo mundo todo, posso dizer, sem nenhuma dúvida, que os espíritos estão à nossa volta em toda parte.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

UM RESGATE ESPIRITUAL

Por ser um jovem tímido e sensível e por não gostar de esportes, eu não tinha muitos amigos. Procurava ser simpático e amigável,mas evitava os encrenqueiros. Mike Marks era o valentão da classe na quinta série. Sentava- se no fundo da sala e passava o tempo todo fazendo o que pudesse para prejudicar a concentração da turma. Ele se irritava facilmente e parecia ter uma maldade intrínseca, difícil de controlar. Nosso professor de história, o Sr. Reed, era um homem calmo, que dava aulas vivas e interessantes. Um dia, Mike abusou da paciência do Sr. Reed. O professor chamou-o para a frente do grupo e bateu nele várias vezes com a vareta que usava para fazer os apontamentos na lousa.

Então, vi o espírito. Como muitas de minhas visões, ele tinha um halo luminoso a seu redor. Era um homem alto, moreno, de cabelos castanhos. Ficou em pé à direita de Mike e assistiu com tristeza à surra que o garoto levava. A certa altura, levou as mãos ao rosto para evitar ver aquela cena terrível. Percebi que era o espírito do pai de Mike e que ele queria pedir desculpas ao filho. Eu gostaria de ter podido transmitir a mensagem a Mike, mas na ocasião foi impossível. Senti pena do garoto, imaginando que o coitado devia apanhar do pai e que por isso agia daquele jeito. Talvez suas explosões fossem um grito por socorro.

Um dia, a caminho da escola, Mike perguntou se podia me acompanhar. Concordei, achando que seria legal andar ao lado do valentão da turma. Ele sugeriu que fôssemos até a ponte que passava sobre os trilhos do trem. Quando protestei, dizendo que ficava longe, pegou uma pedra e mirou na minha cabeça. Apavorado, não tive alternativa senão obedecer.

Caminhei com Mike durante 45 minutos até chegar à ponte, que ficava em um local deserto. Mike me mandou sentar e tirar os tênis. Protestei mais uma vez, e ele voltou a me ameaçar. Desamarrei os sapatos rapidamente e entreguei-os a Mike. Segurando meus tênis por cima da via férrea, ele disse: "Diga que eu sou o maior ou vou soltá-los". Tentei fugir, mas Mike me segurou e me jogou no chão. Minhas mãos e meu rosto bateram no solo com força. Implorei, chorando, que me deixasse partir, mas Mike ameaçou me atirar da ponte.

Eu estava morto de medo, pois ele era suficientemente louco para me jogar dali.. "Me larga! – gritei". Mas Mike apenas riu. De repente, o espírito que havia estado ao lado de Mike na sala de aula apareceu de novo, parecendo ainda mais brilhante. O espírito me enviou seus pensamentos.

– Eu sou Michael, o pai do Mike.
– Seu pai está falando comigo – disse a Mike.
– Você ficou louco! – gritou Mike.
– Seu pai está aqui conosco. Está dizendo que não foi culpa sua. Ele tinha bebido muito quando sofreu o acidente de carro.

Mike me olhou fixamente. Continuei:
– Ele está dizendo que não foi ao seu jogo da Liga Mirim porque morreu na noite anterior.
– Não é verdade – insistiu Mike. – Minha mãe disse que ele nos abandonou.

O pai de Mike contou que sua esposa mentira porque se sentia culpada demais por ter um caso extraconjugal. Ela havia pedido o divórcio ao pai de Mike no dia em que ele morreu.

– Não se culpe – prossegui, transmitindo a mensagem do pai.
– Não foi sua culpa. Seu pai está dizendo que fica muito orgulhoso de você e sente muito por você não saber a verdadeira história da morte dele.

Mike jogou os tênis em mim e saiu correndo. O espírito me agradeceu por ter contado a verdade ao seu filho. Senti pena do espírito, mas agradeci por ele ter salvado a minha vida. Mike nunca mais falou comigo. Mais tarde, minha mãe me contou que o pai de Mike havia morrido em um desastre de carro. Um ano depois do incidente, Mike desapareceu do bairro. Tempos depois, fiquei sabendo que ele tinha ido para uma escola militar no interior do estado de Nova York.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

ESPÍRITOS ENTRE NÓS : A DAMA DE ROSA


Um ano depois, eu estava na missa dominical, esperando o momento da comunhão, quando senti uma dor de estômago tão intensa que tive que me deitar no chão entre o assento e o enuflexório.

Eu queria que alguém me ajudasse, mas como tinha muito medo de ser repreendido pelas freiras, permaneci onde estava. De repente, olhei para cima, e uma mulher bonita, de vestido rosa, cabelos ruivos e olhos azuis inclinou-se sobre mim.

Olhei em seus olhos, e pude ouvi-la claramente por sobre o som da missa.

– Não ligue para o que os outros pensam, James. Você nunca deve ter vergonha de ser quem é. Assim como hoje eu o estou ajudando, um dia você ajudará também os outros, trazendo-lhes paz.

Ame a si mesmo e tudo ficará bem.

Despertei de meu estado de transe e consegui me sentar. A essa altura, o padre já estava recitando as preces finais. Olhei em volta. A mulher de rosa havia desaparecido. Observei as outras crianças, que desviaram o olhar de mim. Perguntei-me o que elas estariam pensando, mas fiquei calado, ainda meio tonto e confuso por causa da aparição. Só anos mais tarde compreendi sua mensagem. Foi uma das muitas que recebi falando sobre minhamissão de levar paz, esperança e amor a outras pessoas.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh

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domingo, 7 de junho de 2009

DOR DA PERDA DEPENDE DO SENTIDO DA MORTE

Diante da morte, a dor da separação não pode ser evitada. Contudo, a maneira de encarar a situação e o entendimento de que a morte não existe podem auxiliar, em muito, as pessoas a passarem por este transe tão difícil. O cientista Sir Oliver Lodge estudou e conduziu experimentações, durante anos, acerca dos fenômenos espíritas e tendo perdido um filho durante a 1ª Grande Guerra escreveu um livro, "Raymond", sobre as comunicações mediúnicas e provas de identidade do filho que empresta o seu nome à obra, traduzida por Monteiro Lobato. Diz o cientista: “Jamais ocultei minha crença de que a personalidade não só persiste, como ainda continua mais entrosada ao nosso viver diário do que geralmente o supomos.”

Outra personalidade que obteve grande consolação após a perda da filha querida, Leopoldine, foi o escritor e pensador francês Victor Hugo. Quando exilado na ilha britânica de Jersey, começou a pesquisar os fenômenos espiríticos, relatando as suas experiências na obra "Les Tables Tournantes de Jersey" (As Mesas Girantes de Jersey). Dentre os escritos que deixou para serem publicados após sua morte, destacamos o seguinte, que reflete bem a posição espírita do autor: “A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba e a alma começa. Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu irá além. (...) A morte é uma mudança de vestimenta. A alma que estava vestida de sombra vai ser vestida de luz. Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela. A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.”

Entretanto, há dores que se estendem demasiadamente. Em "O Livro dos Espíritos," livro IV - Capítulo I, Perda de entes queridos, Allan Kardec indaga dos espíritos, na questão 936: “De que maneira as dores inconsoláveis dos que ficaram na Terra afetam os Espíritos desencarnados que as provocam?” Resposta: “O Espírito é sensível à lembrança e às saudades daqueles que amou na Terra, mas uma dor incessante e fora de propósito o afeta penosamente, porque ele vê, nessa dor excessiva, falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao progresso e talvez ao reencontro com os que ficaram.”

O grande antídoto ao desespero, além do conhecimento de que a separação é transitória e a perda o é apenas da forma física tangível, advém da prece recomendada pelo Espiritismo a todos aqueles que partiram. Enquanto se lhes auxilia e fortalece, através destas vibrações da prece os corações daqueles que choram se sentirão aliviados e as suas lágrimas estancadas. Da mesma forma, a prece ajuda no desligamento do espírito das vibrações da matéria, tornando o seu despertar no mundo espiritual mais tranquilo durante a transição da morte.

A consolação espiritual necessita refletir-se no fortalecimento psicológico. Quem guarda relação de dependência emocional com o ente querido que partiu tem muito maiores dificuldades na separação. De agora em diante deve contar apenas consigo mesmo. Se a pessoa acha-se frágil, insuficiente e tem baixa autoestima, provavelmente necessitará de um trabalho para redescobrir seu potencial interno e resgatar sua autoconfiança e autoestima.

Uma observação essencial é que a pessoa que sofre a dor da perda de um ente querido não deve ficar na dependência emocional de uma mensagem psicografada. Apesar de esta ser um inigualável consolo, a pessoa precisa criar forças em seu próprio ser. As comunicações mediúnicas obedecem a leis muito complexas e se constituem mais exceções do que regra. Nem todos os espíritos conseguem se comunicar por um dado médium e, dentre os médiuns, poucos têm as faculdades plenamente desenvolvidas a permitir mensagens com inequívocas comprovações de identidade. São afortunados, pois, espíritos e encarnados que logram obter comunicações satisfatórias.

Trecho de artigo do médico psiquiatra Luiz Antônio de Paiva. Leia texto integral
Abaixo, palestra do autor sobre Transtorno Bipolar e Mediunidade

Palestra AME GO - Transtorno bipolar do Humor e Mediunidade - Dr. Luiz Antônio de Paiva

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sábado, 23 de maio de 2009

OBRIGADO, AMOR, POR TUDO


"Sei que a morte é uma separação momentânea mais é muito difícil viver sem ver esta pessoa do nosso lado,tocar,conversar,abraçar sei que é egoismo e entendo que a vida tem que continuar mais a saudade dói muito 0 que faço é pedir a Deus forças para continuar e rezo para não lembrar a minha vida passada para poder continuar em frente sem meu marido a quem continuo amando muito apesar da ausência física. Deus é quem me ampara e me mostra uma luz que devo seguir". Giselda Castilho Dutra

A dor da perda é absolutamente amplificada quando aquele que se foi é nosso amor de alma. Não há o que falar para aplacar o sentimento de vazio e o autor que melhor retratou esta situação limite foi o Richard Matherson, autor de Amor Além da Vida (Butterfly, 285 pags., R$.22,90). O lançamento do livro já foi comentado aqui no blog, mas hoje aproveito o comentário de acima para publicar alguns trechos da obra:

"O que você pensa torna-se seu mundo. Você pensava que isso se aplica ainda mais aqui, pois a morte é um redirecionamento da realidade física para a mental - um ajuste para campos mais altos de vibração.(...) A existência do homem não muda quando ele tira um casaco. Não muda quando a morte remove o casaco de seu corpo. Ele ainda é a mesma pessoa. Não é mais spabio. Não é mais feliz. Não é melhor. É exatamente o mesmo. A morte é meramente a continuação em outro nível."

"As atitudes das pessoas em relação àqueles que morreram são vitais. Como a consciência dos que morreram é muito vulnerável a impressões, as emoções daqueles que ficaram para trás podem ter um efeito sobre eles. Uma angústia intensa cria uma vibração que pode causar dor nos que partiram, impedindo que progridam. Na verdade, é desastroso que as pessoas pranteiem os mortos, protelando sua adaptação à vida após a morte. Os falecidos precisam de tempo para alcançar sua segunda morte. A cerimônia funerária deveria ser um meio de libertação pacífica, não um ritual de luto."

"— Quero lhe dizer obrigado em palavras agora — eu disse a ela. — Não sei o que acontecerá conosco. Rezo para fiquemos juntos em algum lugar, algum dia, mas no momento, não sei se isso é possível. É por isso que vou agradecer agora tudo o que você fez por mim, tudo o que você significou para mim. Alguém que você nunca conheceu me disse que pensamentos são reais e eternos. Então, mesmo que você não entenda minhas palavras agora, sei que chegará um dia no qual o que eu disse tocará você.”

Pressionei sua mão entre minhas palmas para aquecê-la e disse a ela o que eu sentia.

"Obrigado, Ann, por todas as coisas que você fez por mim em vida, das pequenas às maiores. Tudo o que você fez foi importante e eu quero que saiba da minha gratidão por isso.

Obrigado por se preocupar comigo quando eu tinha qualquer tipo de dificuldade. Por me apoiar quando eu me sentia deprimido. Obrigado pelo seu senso de humor. Por me fazer rir quando eu precisava disso. Por me fazer rir quando eu não precisava nem esperava, mas apreciei o sabor extra que isso acrescentou à minha vida. Obrigado por cuidar de mim quando eu estava doente. Obrigado pelas lembranças das coisas que fizemos juntos e pelos filhos.

Obrigado pelas lembranças de nós dois sozinhos. Fazendo viagens de fins de semana ou passeios a lugares interessantes. Fazendo compras juntos. Caminhando. Sentados no banco e admirando as montanhas ao entardecer. Eu colocava meu braço em volta dos seus ombros, você se inclinava contra mim e nós observávamos o pôr-do-sol.

Obrigado por deixar que eu fosse eu mesmo. Por lidar comigo como eu era, não como você imaginava que fosse ou como queria que fosse. Obrigado por ser tão compatível com minha mente e emoções. Obrigado por ser tolerante com minhas falhas. Por não esmagar meu ego nem permitir que ele ultrapassasse os limites do bom senso. Obrigado por me transformar sem jamais ter feito isso deliberadamente. Por me ajudar a entender melhor quem eu sou. Por me ajudar a realizar mais coisas do que eu jamais conseguiria sozinho.

Obrigado por gostar de mim e de me amar, por não ser apenas minha esposa e amante, mas também minha amiga. Peço desculpas por todos os momentos que decepcionei você, por cada momento que deixei de dar a compreensão que você merecia. Peço desculpas por não ter sido paciente e gentil quando eu deveria ter sido. Peço desculpas por todos os momentos que fui egoísta e incapaz de ver suas necessidades. Sempre amei você, Ann, mas, muitas vezes, eu a decepcionei. Peço desculpas por todos esses momentos e agradeço a você por me fazer sentir mais forte do que eu era, mais sábio do que eu era, mais capaz do que eu era. Obrigado, Ann, por agraciar minha vida com sua adorável presença, por acrescentar a doce medida de sua alma à minha existência. Obrigado, amor, por tudo.”

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

OS ESPÍRITOS ESTÃO ENTRE NÓS

Perder um ente querido pode ser uma das dores mais profundas que podemos sentir. Imersos na saudade, na tristeza e muitas vezes na culpa, nos agarramos à memória e nos questionamos se algum dia voltaremos a nos encontrar. Em "Espíritos entre nós", o médium americano James Van Praagh afirma que os espíritos de pessoas queridas estão sempre à nossa volta, olhando por nós e até interferindo em nossas escolhas para tomarmos o caminho certo. No entanto, não são apenas esses espíritos bons que nos cercam. Muitas vezes, pessoas que morreram tragicamente continuam presas à Terra, e isso pode gerar uma série de transtornos e sofrimentos.

Mas como identificar os espíritos que estão ao nosso lado? Como saber se são anjos ou assombrações? Como reconhecer os sinais que eles nos enviam? Como compreender suas mensagens? Neste livro, James Van Praagh ensina técnicas e exercícios que vão nos ajudar a compreender melhor o outro lado da vida, aliviando nossos medos e nos fazendo enxergar a morte com mais naturalidade.

A maioria das pessoas sente uma mistura de medo e fascínio quando ouve histórias de espíritos. Talvez essa atração venha do fato de que muitos de nós já passamos por alguma experiência que não conseguimos explicar: ouvimos passos, tivemos a sensação de que estávamos sendo observados, vimos vultos. Na verdade, o que motiva tanto o medo quanto o fascínio é a nossa eterna busca pela resposta de um dos grandes mistérios da existência: o que acontece depois da morte?

Afirmando ter o dom de ver, ouvir e sentir a presença dos espíritos desde criança, James Van Praagh dedica sua vida a compreender o mundo invisível e a explicar para as pessoas o que realmente acontece depois que deixamos o nosso corpo. Com mais de 400 mil livros vendidos no Brasil, o autor de "Conversando com os espíritos" e co-produtor da série "Ghost Whisperer", ensina técnicas e exercícios para nos ajudar a reconhecer os sinais que os espíritos nos enviam. Sua idéia é transformar as angústias em conhecimento e inspiração, o que nos faz abrir os olhos e o coração para compreender os mistérios da vida e desvendar os segredos da morte.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

PERDER ALGUÉM É PERDER PARTE DE NÓS

"Quantas saudades de meus pais que já partiram para a grande viagem! Quantas lembranças que nos arremetem lá no passado e podemos até ouvi-los em nossos pensamentos. Meu pai, um espírita convicto que me passou tantos exemplos de humildade e honestidade que graças a Deus ,pude passa-los aos meus filhos. Lembro-me dos passeios que fazíamos todos juntos e ríamos por nada,apenas pelo prazer de rir e ser feliz. Minha mãe,com suas mãos abençoadas que fizeram os sapatinhos e casaquinhos de todos os netos e bisnetos e estava sempre fazendo um crochê para dar de presente,distribuindo seu carinho e afeto a todos que a rodeavam. Eu estou sempre dizendo que agora ela deve estar fazendo sapatinhos para os anjinhos!!!Mas como dói a ausência,a falta de notícias,a casa vazia,abandonada!Eu falava com ela todos os dias infalivelmente às 10h da manhã.Quando eu demorava um pouquinho ela já ligava primeiro e agora eu não tenho mais prá quem ligar e contar as novidades dos filhos, da orquídea que floresceu ou do ponto de crochê que eu queria fazer.Como o tempo passa rápido ! Agora dia 25 de abril já lá se vão 15 anos que o papai partiu e minha mãezinha fez 2anos e 5 meses. Eu tenho certeza de que eles estão bem porque só fizeram o bem.E isso me conforta muito e oro todos os dias pedindo que Deus ilumine a caminhada deles no plano espiritual."L.M. - Paraná

Nas muitas manifestações que recebemos, boa parte relaciona-se à perda de parceiros de vida. Aqueles espíritos que escolhemos, antes de iniciarmos esta atual "viagem", para nos acompanharem e com eles compartilhar alegrias e tristezas. Para juntos evoluirmos, dia-a-dia, a despeito de eventuais pendências que possam advir de vidas passadas.

Bem sabemos que no caso de pais e filhos, parece insuperável a dor da ausência. "Entrar numa casa vazia pode ser, para quem perdeu o marido, a mulher, os pais ou os filhos, uma das experiências mais difíceis do cotidiano. Quando este alguém morre, o mundo parece desmoronar. Inicialmente, somos tomados pela perplexidade, como se nos encontrássemos num país estrangeiro e ninguém falasse nossa língua.

"Nós nos sentimos perdidos, como num pesadelo de que não conseguimos acordar. Vagamos como se estivéssemos adormecidos e, mesmo assim, uma terrível tristeza nos traz de volta à realidade. Nosso companheiro ou nossa companheira partiu e ficamos incompletos e vulneráveis. Não há ninguém que nos motive a despertar pela manhã ou nos convença a ir dormir à noite. Na realidade, não conseguimos enfrentar a hora de ir sozinhos para a cama. Tudo isso faz parte do processo normal de sofrimento.

"Perder alguém é, em certo sentido, perder parte de nós mesmos. Confiávamos um no outro, éramos íntimos, e nos apoiávamos em todas as ocasiões. Agora, quando mais precisamos de sua companhia, estamos sós. Tudo que construímos juntos parece sem sentido e vazio, porque não podemos compartilhar. Parece quase impossível fazer parte de um mundo em que ele ou ela não esteja mais presente".

Qualquer um pode observar que, ainda entre pais e filhos aparentemente sem sintonia, o abalo é gigantesco. No dia em que um deles morre, o outro deixa de ser aquele de sempre. Prevalece a angústia. Alguns parecem jamais se recuperar e ficam as lembranças dos velhos dias felizes. Crêem que só serão verdadeiramente felizes quando se encontrarem de novo em espírito. Então, aquela parte deles que morreu renascerá.

Mas não é necessário esperar tanto. Nossa experiência demonstra que nada mais irreal do que a sensação de distanciamento, de perda. Seus pais, que a amavam tanto, continuam em seu coração, vivem com você; mas não apenas isto. Suas almas a acompanham em sua jornada, mas, não menos certo, precisam de ajuda para poder ajudá-la. Sua angústia é a angústia dele, quando sente que nada podem fazer para te consolar.

Por isto, digo que um exercício eficaz para superar o trauma da ausência é conversar. Isto mesmo. Podem te achar maluca, mas você e eu (ao menos) sabemos que não é ! Converse com quem se foi, mas de maneira positiva, alegrando-se na certeza de que eles existem e assim ajudando-os a compreender seu novo estado. Fale com else como foi seu dia, suas dúvidas, seus planos e peça a sua opinião. De uma maneira ou de outra, por iniciativa própria (quando permitido) ou por intermédio de espíritos de luz, seu recado lhe chegará, mesmo que através dos sonhos.

Pode ser um exercício doloroso, pois quem ficou quer mais. Mas lembre-se, sempre, que a ajuda precisa ser mútua. Portanto, tanto mais estará fazendo bem aos pais que se "distanciaram" na medida que reconhecer esta verdade e aceitá-la, com paz no coração. Não se vincule a uma comunicação que pode nunca vir, pois a espera e a falta podem se transformar em flecha de dor. E sua dor, não se esqueça, é a dor deles. Viva este momento com confiança na imortalidade do espírito, pois só esta certeza, sincera e sólida em seu coração, fará curar as cicatrizes e ajudar quem se foi.

Marcos Grignolli

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terça-feira, 21 de abril de 2009

O LUTO NÃO ACONTECE APENAS PELA MORTE


Ao contrário do que muita gente pensa, o luto não acontece apenas pela morte de um ente querido. Há outros lutos, talvez maiores, que ocorrem após a perda psicológica de um objeto ou pessoa a que se tinha apego. Apego, eis aí a razão de nossas infelicidades e a chave para nossa libertação. Talvez o grande ensinamento da vida, que vamos aprendendo a duras penas, é desapegarmos de coisas, circunstâncias e pessoas. Desapegar não é amar menos ou diminuir a importância do objeto, mas é compreender e aceitar o fenômeno essencial que é a transitoriedade.

O segredo de se manter no perene fluxo da vida é ir desapegando-se do que passou e sintonizando nossas emoções no presente ao que é essencial dentre todas as coisas. A doutrina espírita nos esclarece tudo isso e, como Jesus, há dois mil anos, reafirma-nos a realidade da sobrevivência do espírito após a morte e a continuidade da vida em outras dimensões. Por isso, consola-nos os corações sofridos no luto pelas grandes perdas, seja pela visita da morte, seja pelo abandono de almas queridas, seja pela perda de ilusórios haveres ou de posição social.

Luiz Antônio de Paiva
Trecho de artigo do jornal DM.
Leia texto integral

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

SAUDADE DE MEU AMOR. NÃO ESTOU CONSEGUINDO...

Sinto ocupar suas atenções, mas estou me sentindo muito triste, com uma saudade enorme e incontrolável do meu amor, como sabem, ele partiu a pouco mais de 2 meses, e pra dizer a verdade não estou conseguindo me conter. Enquanto escrevo a vocês minhas lágrimas insistem em cair. Como lidar com a falta física, com a faltta de ouvir a voz, a falta do abraço? Amigos, não estou conseguindo. Eu o amo muito, gostaria de aprender fazer alguma coisa pra me sentir mais
perto dele, gostaria de me lembrar dos sonhos, de ter certeza que não são reflexos psicológicos.
Por favor, mandem-me algumas orações tanto pra me acalmar, e algumas pra dizer a ele, pois confesso, não conheço muitas preces. Sinto falta delas. Amigos ajudem-me, por favor, ensinem-me as coisas que entendo, mas que mesmo assim me fazem sofrer. Não tenho reclamado e nem comentado com ninguém como estou me sentindo, procuro viver somente, moro junto com meus pais, meu irmão e minha filha, tenho que me fazer de forte o tempo todo para que eles não sofram mais.
A.V.

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara. O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi", haverá outras vozes, mais além,a afirmar: "lá vem o veleiro".

Assim é a morte. Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado. Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi", no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena. A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos. Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário. A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada. Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

Victor Hugo retirado do livro "A reencarnação através dos séculos" (Editora Pensamento, de Nair Lacerda)

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sábado, 20 de dezembro de 2008

HOJE SEI QUE TE AMO... - Douglas

“Venho dar notícias a minha mãe. Querida mãezinha! Como sinto a tua falta! Como sinto falta de teus conselhos, dos teus puxões de orelha. Aqui e só aqui percebi o quanto era feliz e não sabia.

Ah! Mãe! Sofri tanto quando cheguei aqui e vi que nada tinha mudado! Quando eu estava vivo, achava que ia viver para sempre. Não dava muita importância pra você, porque achava que nunca ia te perder. Aí, por irresponsabilidade, por negligência minha, perdi o que há de mais precioso: a vida. De certa forma, hoje, aceito o fato de que praticamente causei minha morte. Não que a tenha tirado a vida, mas por não tê-la preservado como deveria.

Só agora vejo o sacrifício que é tomar a guarda de alguém, dar carinho, amor, compreensão, isso sem falar do lado material. E no final nem ao menos ter esse amor reconhecido. Hoje sei que te amo e muito; como sofro por não ter dito isso a você quando podia.

Quando cheguei aqui me chamaram de irresponsável, de suicida e isso eu não admitia porque nunca fui, mas fui entendendo que suicida não é só aquele que tira a própria vida num ato de loucura, mas também aquele que de certa forma provoca por negligência, por descaso, um fim prematuro. Sinto ter perdido tanto tempo com o que não tinha importância. Sinto não ter sido o filho que você queria. Tive até mesmo vergonha de dizer que você era minha mãe porque éramos tão diferentes.

Mãezinha querida! Minha querida Nininha! Me perdão por ter sido tão inútil, por ter feito você chorar tanto e sofrer. Hoje vejo que você merecia muito mais do que te dei. Na verdade não te dei nada...

Olha! Estou mudando. Estou sendo ajudado e tenho tentado não enlouquecer pelo arrependimento, pelo remorso. Me disseram que se eu me esforçar um dia vou poder te reencontrar e poder te pedir perdão e te beijar e te abraçar como nunca. Quero ser o filho que não fui. Quero seu colo, sua benção na hora do sono, sua oração... Deus tocou meu coração e agora sei que só Ele é o caminho para chegar até você.

Mãe ! Não chore de preocupação por não saber como estou ou onde estou. Apesar do remorso e da culpa, estou bem. Quanto a saber se sofri quando morri, isso pouco importa diante do sofrimento que enfrentei pelos meus atos e pela falta deles. Quero que saiba que você é a minha mãezinha de coração, de alma. Que hoje me orgulho por ter sido você a me acolher e tentar fazer de mim um homem de verdade.

Você sofreu quando diziam que um filho adotivo era sempre um problema e sempre tentou fazer as pessoas verem que isso não era verdade. Lutou, batalhou como uma leoa para defender a cria que nem era sua... Mas o que teve em troca?! Fui exatamente para você o que disseram que eu seria.

Mãe amada ore por mim. Deixe de sofrer e chorar, se perguntando onde errou. Você não errou. Eu fui seu erro, mas um erro já programado do lado de cá. Tanto eu quanto você sabíamos o que enfrentaríamos. Você cumpriu sua missão com nobreza e dignidade... Eu fui fraco e covarde.

Espero poder voltar novamente com você e aí sim cumprir o dever que fracassei. Vou estudar, seguir tudo certinho pra merecer um reencontro. Deus, pelo que falam aqui, é só bondade e amor e por isso acredito que terei esta segunda chance.

Vou parando por aqui porque já tentei dizer o que vai no coração. Mais uma vez peço, imploro seu perdão. Rogo a Deus e espero que ele ouça as minhas preces para que você seja muito feliz, que me perdoe e sinta em seu coração o amor que tenho por você. Te amo muito, hoje e sempre.”


Assinado : Douglas (psicografia)
Data : 09 de outubro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

CONSOLO ÀQUELES QUE FICARAM

"Diversas pessoas que nos visitavam pela primeira vez haviam perdido entes queridos. Duas senhoras choravam intensamente solicitando algo que as consolasse após a desencarnação de filhos amados. Aberta a reunião, os estudos recaíram no item 21 do capítulo V de O Evangelho Segundo a Espiritismo, cuja leitura e interpretação foram brando consolo em auxílio de nós todos. Ao término das tarefas indicadas para a noite, o nosso Amigo Espiritual de sempre, por nosso intermédio escreveu a mensagem que lhe passo às mãos." Chico Xavier

Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a morte, sentimo-nos como se nos arrancassem o coração. Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram. E muitas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão, pelas fontes dos olhos.

Compreendemos, sim, neste outro lado da vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê....

Se a saudade, a distância e o vazio te atormentam o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis com os quais conviveu. Lembra aqueles que não mais te compartilham as experiências, mas não porque a pessoa desapareceu para sempre, e sim porque está ausente.

Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam. Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqüilizá-los com o teu amor. Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, hei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as aflições maiores que as tuas.

Chora, quando não possas evitar o pranto. No entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto Eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

Do livro "Na Era do Espírito". Psicografia de Francisco C. Xavier e Herculano Pires. Espíritos Diversos

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domingo, 14 de dezembro de 2008

A MORTE NOS ENSINA A VIVER

É lançado no Brasil, pela Editora Globo, o livro "Dançando com a morte", do médico holandês Bert Keizer. A obra descreve com realismo, inteligência e humor o dia-a-dia de uma clínica, revelando uma visão inesperada da morte. Esta que, para o senso comum, pode ser mais ou menos resumida na dura dor da perda. Mas o autor defende que a morte, na verdade, é o que antecede a morte. A morte é o morrer.

O livro, então, seria apenas a descrição do trabalho de um médico. Seria, se o Dr. Keizer fosse um médico comum. Ele o é, de fato, no dia-a-dia profissional. Mas não o é absolutamente, na sua visão da medicina – ou melhor, da impotência da medicina. Em parte, porque não trabalha num hospital, mas numa casa de repouso, instituição em que os pacientes estão para morrer. Ou porque são muito velhos, ou porque têm doenças incuráveis. Pois para além da circunstância profissional, o que informa a visão do autor é seu raro realismo, sua lucidez cortante, sua cultura literária e seu humor mordaz. Para os pacientes, é uma situação mórbida ou trágica. Para os leitores, o ponto de partida para um livro irresistível.

Trata-se, em primeiro lugar, de um livro abrangente. Nas palavras do autor “[são discutidos] a história infelizmente desprezada e ignorada da medicina, o efeito do placebo, o fracasso das pesquisas e a incrível superestimação do poder da medicina". Estes e outros temas estão entremeados às histórias de vida e de morte dos diversos personagens da narrativa. Porém, o grande humanismo do autor permitem-lhe tecer comentários sobre os mais variados assuntos sem nunca perder o vigor.

Numa casa de repouso, às vezes é o paciente que quer morrer, às vezes são seus parentes que querem aliviar seu sofrimento. “Seu”, ou seja, do paciente, ou “seu”, isto é, deles parentes? A descrição dos diálogos e procedimentos é de um realismo que, se jamais é cru, até por força do estilo literário, é sempre agudo. E invariavelmente surpreendente, no modo como enfoca as minúcias instrumentais e alterna para as questões existenciais. Não há nada de horripilante, nada de semelhante a um filme de terror, mas muito de uma banalidade, esta sim, atroz. A verdadeira vítima deste livro é o senso comum.

Título: Dançando com a Morte: Sobre o viver e o morrer (412 págs.) - 2008 - Autor: Bert Keizer - Editora Globo

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SANTA CATARINA: AS LIÇÕES DE UMA TRAGÉDIA


"Muito do que acontece nesta vida, além de estar programado, muitas vezes surpreende pelo rumo tomado ao longo de séculos. Sabemos que viemos de outros mundos. Que já fomos bem inferiores ao que somos hoje, apesar de não sermos nada. Mas se pudéssemos voltar aos primórdios, se voltássemos à origem de tudo, perceberíamos que evoluímos muito, que somos grandes, que somos de certa forma importantes, pois já fomos tão insignificantes quanto uma pedra e nesta comparação vemos que evoluímos um bom tanto.

Mas quando nos deparamos com seres 'verdadeiramente' evoluídos, bons, próximos à perfeição, percebemos que não temos nem a importância de uma pedra.

Tudo isto para falar sobre a tragédia que assolou parte do país; uma pequena parte, mas que sem ela o Brasil ficaria menor. O que acontece lá, assim como em outras épocas, como 1983, 1998 e outras tantas, são consequências de débitos coletivos. Irmãos que precisavam rever situações e pendências antigas, muito antigas. Muitos deles que também foram vítimas do Holocausto, que também sofreram horrores. Que diante de certas épocas, hoje podem se dar por felizes, pois já foi, com certeza, muito pior. Um povo que ajuntou débitos há muito tempo e que, por escolha e consentimento, continua junto na luta pela evolução, pela quitação, pela reparação de danos também causados coletivamente.

Não digo que todos os que lá se encontram estão na mesma condição de devedores, porque muitos lá se encontram por serem mais evoluídos, por já terem um entendimento maior e para ajudar como ombro amigo, como incentivo os que lá estão e não compreendem o por quê. Mas posso dizer que a maioria está junto nesta empreitada há bastante tempo e estão no caminho certo para alcançarem uma vida menos sofrida. São pessoas religiosas e tementes a Deus. A maioria conseguiu entender que Deus é 'Maior' e que, aconteça o que acontecer, Ele sempre está presente. Que Deus é justiça e misericórdia, que apesar dos impropérios, eles conseguirão se reerguer e continuar a batalha. A maioria tem a certeza da vitória, através da fé, da caridade e da resignação.

Tudo voltará ao que era e eles sairão fortalecidos. Graças à bondade Divina, tiveram mais uma vez a oportunidade de mostrar a fé no Criador. Deus olha por eles e se compadece como um pai sente quando um filho se machuca. Como bom pai que é, ampara e dá o necessário para que a vida continue. Assim é naquele pedaço de chão, assim como em outros menos trágicos ou mais violentos.

Cada um está onde deveria estar. Cada um tem aquilo que deu. Cada um recebe de acordo com suas obras nesta, mas muito mais em outras vias. Em resumo, colhemos o que plantamos. Os irmãos do sul estão ainda colhendo o pouco que lhes resta de más sementes e daqui pra frente começarão a colher a safra de boas sementes. Sementes que estão dando frutos, mas ainda estão verdes e impróprias para o consumo. Mas vão amadurecer e acabar com a fome de um povo carente.

Que Deus nos abençoe a todos e que não deixemos de pensar um só minuto em plantar para colher. Oremos sempre. Vigiar é bom para não deixar a porta aberta a ladrões e mal intencionados. Mas oremos ao mesmo tempo que semeamos sementes férteis e de boa qualidade. E aguardemos a colheita, pois esta é certa. Um abraço fraterno".

Assinado : Josué (psicografia)
Data : 04 de novembro de 2008
Local : Sorocaba (SP)
Médium. S.A.O.G.

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domingo, 23 de novembro de 2008

CASO ISABELLA : TIRARAM A MAIOR PARTE DE MIM

Daniel Aratangy (Veja)

Mãe de Isabella Nardoni, assassinada no dia 29 de março aos 5 anos de idade, a bancária Ana Carolina Oliveira diz que sua rotina hoje se resume ao trabalho e às sessões de terapia. "Chego em casa e vou dormir para não ter tempo de sofrer", diz. Em depoimento ao repórter Kalleo Coura, ela chorou diversas vezes ao se referir à filha. Só não quis falar de Nardoni e Anna Carolina, os acusados da morte da menina. "O que eu posso dizer é que ninguém das duas famílias me ligou até hoje para me desejar o que quer que seja."

"Duas semanas depois da morte de minha filha, comecei a fazer terapia. Se não fosse isso, iria enlouquecer. Estava sem chão, sem rumo, achava que a Isabella poderia voltar a qualquer momento – até hoje, às vezes, me pego pensando assim. Com a terapia, consegui chorar tudo o que eu tinha para chorar. Assim como a religião, ela não me ajudou a superar o que aconteceu, mas a ficar mais firme. Em maio, tentei voltar a trabalhar, mas não conseguia me concentrar. Acompanhava as notícias sobre a morte da minha filha pela internet, e isso me desconcertava, não conseguia produzir nada. Ficava arrasada quando voltava para casa e via que ela não estava me esperando, como sempre fazia. Resolvi tirar uma licença de três meses. Fui para um lugar fora de São Paulo, não atendia o telefone e só via televisão o dia inteiro, para me informar sobre o caso. Durante todo esse período e até hoje, a Isabella não sai da minha cabeça. Penso nela desde o momento em que acordo, enquanto estou trabalhando e na hora em que vou dormir. Aí, sonho com ela.

Hoje, minha vida se resume ao trabalho. Chego em casa e tento dormir para não ter tempo de pensar no que aconteceu e sofrer. Pelo menos uma vez por mês, vou ao cemitério levar flores cor-de-rosa, as preferidas da Isabella. Quase todos os fins de semana, arrumo meu quarto, onde dormia junto com ela. Organizo os livros, enfeites, CDs e mensagens de apoio que continuo a receber. O quarto está como era antes, com o mesmo mural de fotos dela e com a maioria das suas coisas. Nos fins de semana, sempre planejava algo com ela, íamos ao parque, assistíamos a um filme juntas. Mesmo quando minha filha ficava com o pai, o domingo já estava reservado para esperá-la. Esse tempo que eu tinha com a Isabella hoje é livre, e eu simplesmente não sei o que fazer com ele. Não vou ao cinema, não saio para dançar, não vou a festas. Às vezes vou jantar com amigos, mas, de certa forma, me afastei um pouco deles. Algumas coisas já não fazem mais sentido para mim. Não tenho motivo nenhum para comemorar nada. Não sou feliz nem infeliz, diria que sou indiferente em relação à vida. Tiraram a maior parte de mim."

Reproduzido da Revista Veja (26/11/08). Leia texto integral
Com reportagem de Kalleo Coura

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ONDE ESTÃO NOSSOS AMORES ?

Quando as sombras da morte arrebatam nossos amores, um punhal se crava em nosso coração. A dor é tamanha, a sensação de perda é tão grande que o corpo inteiro sente dores. À medida que os dias passam, a ausência se faz dolorida. Então, revolvemos nossas lembranças, recordando das viagens, das pequenas coisas do dia a dia, dos aniversários, das tolices. E até das rusgas, das pequenas discussões ao longo dos anos.

Se o ser amado é um filho, ficamos a rememorar os primeiros passos, as palavras iniciais... E a noite da saudade vai se povoando de cenas que tornamos a viver e a sentir. Recordamos o dia da formatura, as festas com os amigos, as ansiedades antes das entrevistas do primeiro emprego. Tantas coisas a rememorar... Acionamos as nossas recordações e, como um filme, as cenas vão ali se sucedendo, uma a uma, enquanto a vertente das lágrimas extravasa dos nossos olhos.

Se se trata do cônjuge, vêm-nos à lembrança os dias do namoro, os tantos beijos roubados aqui e ali, as mãos entrelaçadas, os mil gestos da intimidade... Refazemos passos, atitudes, momentos de alegria e de tristeza, juntos vividos e vencidos.

Pais, irmãos, amigos, colegas. A cada partida, na estatística de nossa saudade, acrescentamos mais um item. E tudo nos parece difícil, pesado. A vida se torna mais complexa sem aqueles que amamos e que se constituíam na alegria de nossos dias.

Vestimo-nos de tristeza e desaceleramos o passo da própria existência. Como encontrar motivação para a continuidade das lutas, se o amor partiu? Como prosseguir caminhando pelas vias da solidão e da saudade?

Nossos amores vivem e nos vêem, nos visitam. Não estão mortos, apenas se retiraram, se afastaram de nossa vista. Mas continuam conosco. Por isso, não contribuamos para a sua tristeza, ficando tristes. Eles, que nos amaram, continuam a nos amar com a mesma intensidade e nos desejam felizes.

Por isso nos visitam nas asas do sonho, enquanto o sono nos recupera as forças físicas. Por isso nos abraçam nos dias festivos. Transmitem-nos a sua ternura, com seus beijos de amor. Sim, eles nos visitam. Eles nos acompanham a trajetória e certamente sofrem com nossa inconformação, nosso desespero. Eles estão libertos porque já cumpriram a parte que lhes estava destinada na Terra. Cada qual tem seu tempo.

Quando as dores da ausência se fizerem mais intensas, ora e pede por você e por teus amores que partiram. Deus te permitirá o reencontro pelos fios do pensamento, na intimidade da tua mente e do teu coração. Utiliza essa possibilidade e vive os anos que ainda te faltam, com nobreza, até o momento do reencontro.

A partir de artigo do Momento Espírita. Leia texto integral

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

CEDO OU TARDE A GENTE VAI SE ENCONTRAR

O tema delicado da perda de parentes próximos como pai, mãe ou filhos, via de regra é tratado também através de canções muito populares. Assim aconteceu com as músicas "Fada", da dupla Victor e Léo e "Gostava Tanto de Você", cantada por Tim Maia. Hoje, como uma canção de destaque do disco "Agora", a banda NX Zero traz "Cedo ou Tarde", que virou hit da internet, com quase 5 milhões de exibições do clip oficial.

A letra (veja abaixo) é uma homenagem ao pai de um dos integrantes do grupo, o guitarrista Gee (Leandro Franco da Rocha). O músico perdeu o pai durante um assalto em São Paulo, quando ainda era criança. Há alguns meses, Gee sentou-se com o vocalista da banda, Di (Diego), e os dois fizeram a letra, que na verdade é uma carta ao pai do rapaz. Veja agora um vídeo feito a partir da música, também disponível no YouTube.

Confira a letra da canção:

Quando perco a fé,
Fico sem controle
E me sinto mal, sem esperança
E ao meu redor,
A inveja vai,
Fazendo as pessoas se odiarem mais.

Me sinto só, (me sinto só)
Mas sei que não estou (Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai, (Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé),
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)

(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.

Você me faz querer viver,
E o que é nosso,
Está guardado em mim e em você
E apenas isso basta

Me sinto só, (me sinto só)
Mas sei que não estou (Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai, (Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé),
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)

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domingo, 5 de outubro de 2008

PAI : O TAMANHO DE SUA AUSÊNCIA

"Gostaria de dividir com outras pessoas esse meu sentimento, tão parecido com o de tantos outros amigos que encontrei por esse Blog. Um sentimento tão universal, que nessas horas nos sentimos ainda mais irmãos. Assim como tantos por aqui, fui tomada pela saudade, sacudida, arrancada de minhas raízes mais profundas após a perda de uma pessoa que para mim ainda é única, meu PAI.

Fui tomada pelo inconformismo, que me levou posteriormente a uma busca por respostas, ainda permaneço nessa busca constante, de perguntas a mim mesma, a minha sanidade por vezes e por outras quando me atrevo a Deus.

No auge do meu sofrimento e revolta, me inconformava por ter perdido a companhia desse que era o meu maior amigo, meu confidente, meu amor, meu irmão e por fim, meu filho...me doía lembrar de seu sofrimento e me enlouquecia, como em um pesadelo constante a lembrança de seus últimos dias, de seu sofrimento, me sentia impotente, culpada por lembrar-me da esperança, no início de seu tratamento, quando acreditávamos, que venceríamos esse câncer, descoberto assim tão derrepente, lembrava-me desse sentimento de acreditar que nada de mal acontecer ia a ele, lembrava-me da força que tinha para encorajá-lo e me sentia pequena perante a perda inevitável.

Foi quando me dei conta, do tamanho da sua ausência, foi quando me dei conta do tamanho de sua presença!!!! A dor que sinto hoje por essa distância cruel e impiedosa e tão grande quanto a presença dele em toda minha vida, só sinto essa ausência angustiante por que tive sua presença tão confortante por tantos anos de minha vida. Só me desespero saber de sua partida e por horas não acreditar nela, porque sua vida ao meu lado foi construída por sentimentos que tempo e nem distancia nenhuma conseguem amenizar.

Devo então, somente agradecer a Deus a oportunidade de ter tido em minha vida esse presente, e agradecer a compreensão que tenho de que sofro, porque tive o que perder. Poderia ter passado por essa existência sem nunca saber o que foi ser amada por alguém tão especial, sem saber o que foi amar a um pai, como eu amo meu pai, sem ter tido prazer de ter dividido parte de minha existência com esse pai que me acompanhara por toda a eternidade. Sei que nossa missão juntos ainda não terminou, ainda me resta ampara-lo nessa nova caminhada, assim como fiz nos seus últimos meses, assim como ele me amparou em todos meus anos de vida.

Meu pai Almir de Oliveira, faleceu de câncer generalizado dia 21 de marco de 2006 aos 66 anos, nasceu dia 09 de julho de 1939. Eu, Adriana de Oliveira, sua filha, tenho hoje 32 anos, e na ocasião estava gravida de oito meses de meu primeiro e único filho, esse fofo que esta comigo na foto. Um grande abraço a todos, e aqueles que assim como eu sofrem a perda de alguém tão especial, reflitam, e não se deixem tomar pelo desespero, nessas horas permitam-se receber ajuda, peçam a Deus por paz, por vocês e por aqueles que se foram mas ainda precisam de nos.
Adriana de Oliveira

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