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terça-feira, 28 de julho de 2009

A FELICIDADE É UMA PERGUNTA SEM RESPOSTA

Essa é uma pergunta que já tirei há muito tempo da cabeça, justamente porque não sei respondê-la. Não sou o único. No decorrer de todos estes anos, convivi com todo tipo de pessoas: ricas, pobres, poderosas e acomodadas. Em todos os olhos que cruzaram com os meus, sempre achei que estava faltando algo. Algumas pessoas parecem felizes: simplesmente não pensam no tema. Outras fazem planos: vou ter um marido, uma casa, dois filhos, uma casa de campo. Enquanto estão ocupadas com isso, são como touros em busca do toureiro: não pensam, apenas seguem adiante. Conseguem seu carro, às vezes conseguem até sua Ferrari, acham que o sentido da vida está ali, e não fazem jamais a pergunta. Mas apesar de tudo, os olhos traem uma tristeza que nem estas pessoas sabem que tem.

Não sei se todo mundo é infeliz. Sei que as pessoas estão sempre ocupadas: trabalhando além da hora, cuidando dos filhos, do marido, da carreira, do diploma, do que fazer amanhã, o que falta comprar, o que é preciso ter para não sentir-se inferior, etc.

Poucas pessoas me disseram: “sou infeliz”. A maioria me diz “estou ótimo, consegui tudo o que desejava”. Então pergunto: “o que lhe faz feliz?” Resposta: não há resposta. Mudam de assunto. Mas sempre existe algo escondido: dono de empresa que ainda não fechou o negócio que sonhava, a dona de casa que gostaria de ter mais independência ou mais dinheiro, o recém-formado se pergunta se escolheu sua carreira ou a escolheram por ele, o dentista queria ser cantor, o cantor queria ser político, o político queria ser escritor, o escritor quer ser camponês.

Posso apostar que todo mundo está sentindo a mesma coisa. Folheio as revistas de celebridades: todo mundo rindo, todo mundo contente. Mas como freqüento este meio, sei que não é assim: está todo mundo rindo ou se divertindo naquele momento, naquela foto, mas de noite, ou de manhã, a história é sempre outra. “O que vou fazer para continuar aparecendo na revista?” “Como disfarçar que já não tenho dinheiro o suficiente para sustentar meu luxo?” “Ou como administrar meu luxo fazê-lo maior, mais expressivo que o dos outros?”

Enfim, fico com os versos de Jorge Luis Borges: “Já não serei feliz, e isso não importa/ há muitas outras coisas neste mundo”.

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domingo, 7 de junho de 2009

DOR DA PERDA DEPENDE DO SENTIDO DA MORTE

Diante da morte, a dor da separação não pode ser evitada. Contudo, a maneira de encarar a situação e o entendimento de que a morte não existe podem auxiliar, em muito, as pessoas a passarem por este transe tão difícil. O cientista Sir Oliver Lodge estudou e conduziu experimentações, durante anos, acerca dos fenômenos espíritas e tendo perdido um filho durante a 1ª Grande Guerra escreveu um livro, "Raymond", sobre as comunicações mediúnicas e provas de identidade do filho que empresta o seu nome à obra, traduzida por Monteiro Lobato. Diz o cientista: “Jamais ocultei minha crença de que a personalidade não só persiste, como ainda continua mais entrosada ao nosso viver diário do que geralmente o supomos.”

Outra personalidade que obteve grande consolação após a perda da filha querida, Leopoldine, foi o escritor e pensador francês Victor Hugo. Quando exilado na ilha britânica de Jersey, começou a pesquisar os fenômenos espiríticos, relatando as suas experiências na obra "Les Tables Tournantes de Jersey" (As Mesas Girantes de Jersey). Dentre os escritos que deixou para serem publicados após sua morte, destacamos o seguinte, que reflete bem a posição espírita do autor: “A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba e a alma começa. Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu irá além. (...) A morte é uma mudança de vestimenta. A alma que estava vestida de sombra vai ser vestida de luz. Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela. A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.”

Entretanto, há dores que se estendem demasiadamente. Em "O Livro dos Espíritos," livro IV - Capítulo I, Perda de entes queridos, Allan Kardec indaga dos espíritos, na questão 936: “De que maneira as dores inconsoláveis dos que ficaram na Terra afetam os Espíritos desencarnados que as provocam?” Resposta: “O Espírito é sensível à lembrança e às saudades daqueles que amou na Terra, mas uma dor incessante e fora de propósito o afeta penosamente, porque ele vê, nessa dor excessiva, falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao progresso e talvez ao reencontro com os que ficaram.”

O grande antídoto ao desespero, além do conhecimento de que a separação é transitória e a perda o é apenas da forma física tangível, advém da prece recomendada pelo Espiritismo a todos aqueles que partiram. Enquanto se lhes auxilia e fortalece, através destas vibrações da prece os corações daqueles que choram se sentirão aliviados e as suas lágrimas estancadas. Da mesma forma, a prece ajuda no desligamento do espírito das vibrações da matéria, tornando o seu despertar no mundo espiritual mais tranquilo durante a transição da morte.

A consolação espiritual necessita refletir-se no fortalecimento psicológico. Quem guarda relação de dependência emocional com o ente querido que partiu tem muito maiores dificuldades na separação. De agora em diante deve contar apenas consigo mesmo. Se a pessoa acha-se frágil, insuficiente e tem baixa autoestima, provavelmente necessitará de um trabalho para redescobrir seu potencial interno e resgatar sua autoconfiança e autoestima.

Uma observação essencial é que a pessoa que sofre a dor da perda de um ente querido não deve ficar na dependência emocional de uma mensagem psicografada. Apesar de esta ser um inigualável consolo, a pessoa precisa criar forças em seu próprio ser. As comunicações mediúnicas obedecem a leis muito complexas e se constituem mais exceções do que regra. Nem todos os espíritos conseguem se comunicar por um dado médium e, dentre os médiuns, poucos têm as faculdades plenamente desenvolvidas a permitir mensagens com inequívocas comprovações de identidade. São afortunados, pois, espíritos e encarnados que logram obter comunicações satisfatórias.

Trecho de artigo do médico psiquiatra Luiz Antônio de Paiva. Leia texto integral
Abaixo, palestra do autor sobre Transtorno Bipolar e Mediunidade

Palestra AME GO - Transtorno bipolar do Humor e Mediunidade - Dr. Luiz Antônio de Paiva

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSA TRISTEZA

Encha um copo de água pela metade e mostre-o a duas pessoas: uma diz que ele está meio cheio, e outra diz que ele está meio vazio. Para a psicologia, temos dois processos psicológicos diferentes. Se você se fixar na plenitude, vai se sentir repleto; se fixar no vazio, você será esvaziado. É uma lei mágica: quando um doente não pensa senão na sua doença, o seu estado piora, porque todo o pensamento negativo provoca a desagregação. Ele que pense em saúde, e esse pensamento curá-lo-á.

Pode ser que lhe faltem muitas coisas, mas, se quiser que lhe falte ainda mais, fixe-se nessa falta!... Pense, antes, que você é herdeiro de uma imensa riqueza, e verá todas as melhorias que se seguirão. Alguns, seja o que for que se lhes apresente, estão habituados a ver o lado bom das coisas e das situações, ao passo que outros só vêem os inconvenientes. Bem entendido, uns e outros têm razão, mas esta "razão" age, interiormente, de duas maneiras diferentes. Habituando-se a ver as faltas, as lacunas, os defeitos, você vai ficando cada vez mais triste, desanimado, azedo. É o que acontece quando alguém se detém no que lhe falta.

Para mostrar a alguns o quanto se enganam e fazem mal a si próprios, dizendo que lhes falta isto, que lhes falta aquilo, eu lhes digo : a Natureza é implacável: você pode gritar, chorar, ameaçar, que ela não muda nada; você é que tem que se inclinar, que obedecer, que se por de acordo com ela. Sim, ela é implacável, irredutível. Você dirá que ela é cruel... Não, ela só pensa em tornar os humanos inteligentes, belos e, sobretudo, felizes. Aceite esta filosofia que lhe mostra que você é filho de Deus, herdeiro de um tesouro que só espera o momento em que você seja capaz de o colher.

O que faz falta aos humanos é uma filosofia, e não qualquer outra coisa; eles têm tudo em si e à sua volta e estão sempre a se queixar. São rabugentos - é isso! -, sempre rabugentos, porque lhes falta uma filosofia. Eis o atual estado de muitas pessoas no mundo: sentem-se infelizes, queixam-se, querem, até, suicidar-se. Não conseguem compreender que só elas são responsáveis pelo seu estado. É a maior das tolices ficar prostrado a um canto, infeliz, no vazio, por ser incapaz de vê-las!

Suponha que numa outra encarnação você foi cruel para com certas criaturas. Para lhe mostrarem quanto mal lhes fez, são elas agora que, por sua vez, fazem-lhe sofrer, mas você não compreende que a culpa é sua. Na realidade, essas injustiças, visíveis e reais, são a expressão de uma justiça invisível. Por uma razão ou por outra, você merece o que lhe acontece. O que impede os humanos de evoluir é o fato de pensarem que as dificuldades ou os infortúnios são o resultado de uma injustiça. Algumas pessoas pensam que escapam às dificuldades pondo fim à vida. Na verdade, é ainda pior, depois, quando estiverem do outro lado, porque ninguém tem o direito de partir antes do termo; é uma deserção que terá de ser paga duas vezes, três vezes mais caro. Lá em cima não há lugar para aqueles que quiseram desertar da terra, e não querem recebê-los: terão de sofrer tanto tempo quanto o que ainda lhes restava viver na terra.

A atitude de quem põe fim à sua vida é extremamente repreensível. Em primeiro lugar, essas pessoas são ignorantes, porque não conhecem a razão das provações que têm de suportar. Depois, são orgulhosas e são fracas, porque não suportam as dificuldades. Demonstram, pois, ignorância, orgulho e fraqueza. E o mundo invisível fica descontente com esses seres porque eles abandonaram o seu posto. A maioria dos humanos pensam que vieram à terra para viver em felicidade e realizar as suas ambições. Mas não: eles vieram à Terra para pagar suas dívidas, para se instruírem e se reforçarem. É por isso que o Céu não pode ter estima por quem tomou a decisão de pôr termo à sua vida.

É claro que se pode dar ao suicídio toda a espécie de explicações. Mas, sejam quais forem as razões por que um homem ou uma mulher se suicida, pode-se dizer que a verdadeira razão é esta: trata-se de uma criatura que não sabe que Deus colocou nela possibilidades incríveis de triunfar em quaisquer condições de vida. Existem seres a quem nenhum acontecimento, nenhuma situação abala, porque têm um sistema filosófico ao qual se agarram. Os humanos estão muito mal instruídos e, à mais pequena decepção, pensam que a única solução é o suicídio. O que quer isso dizer? Que são gênios? Que são seres tão excepcionais que não podem suportar o mal no mundo?... Não, são pobres miseráveis privados de tudo: de inteligência, de amor, de força; só a sua fraqueza os leva a acabarem assim.

Se você conseguir se educar para não procurar satisfazer unicamente as suas cobiças, mas a considerar todas as dificuldades como um meio de exercer a sua vontade, então, esteja certos de que jamais você se suicidará. Nem mesmo a miséria, as privações, a doença ou a solidão conseguirão lhe vencer. Você é que triunfará. Os jovens devem persuadir-se ao menos de uma coisa: o mundo é vasto e eles não estão sós. O que mais leva as pessoas ao suicídio é a falta de amor. Quando alguém perdeu o amor, só deseja morrer; a vida não tem sentido. A vida está ligada ao amor. Isto é tão verdadeiro que, se você estiver nos braços daquele ou daquela que ama, vai querer sempre viver. Se suprimir o amor, você morrerá. Muitas pessoas suprimiram o amor e agora perguntam a si próprias por que razão já não têm gosto por nada. Pois bem, é justamente porque nelas não há amor. Quanto a mim, já encontrei o segredo: eu amo a Fraternidade, e como amo a Fraternidade, todas as questões estão resolvidas. Só penso nela, nada mais existe na minha cabeça, ela dá sentido à minha vida. Faça você a mesma coisa e jamais terá o desejo de se suicidar.

(Texto extraído do livro "Respostas à Questão do Mal" - Edições Prosveta; Portugal)

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

A RAZÃO DA VIDA É O SENTIDO DA CAMINHADA

"Você já percebeu que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera do nosso coração e nos leva a considerar amarga a vida? É que nosso Espírito, aspirando a felicidade e a liberdade, se sente esgotado, cativo ao corpo e a esta vida, que muitas vezes estranhamos. Com isto, caímos no desânimo e, como o corpo sofre essa influência, toma-nos o cansaço, o abatimento, uma espécie de apatia. E nos julgamos infelizes. A saudade dos amores que já se foram comprime-nos o peito, e a solidão aproveita para se instalar em nossa alma sofrida. Os dias se sucedem e a tristeza teima em nos fazer companhia..."

Quantas vezes você se viu pensando em Deus, pensando na vida; em tudo que o cerca e perguntando qual a função disso tudo?! Quantos leitores nos escrevem encarando a vida como uma interrogação, julgando ser seu destino o sofrimento. Mas, como disse o espírito Ivan Albuquerque, "não nascemos para ser tristes e viver entre dor, gemido e pranto, mas, aqui estamos para alcançar o bem". Nascemos para servir, para sermor felizes, para crescer e amar. Mas o que precisamos entender, principalmente, é que nossas vidas têm uma função, um motivo, que é desempenhar uma missão que não suspeitamos, eis que o esquecimento nos auxilia a começar do nada nossa existência infinita.

E se, no decorrer desse período, advierem as inquietações, as tribulações, as noites sem estrelas, os dias amargos, devemos manter-nos fortes e corajosos para os suportar. Nesses dias difíceis, é importante que fechemos os olhos e, numa oração sincera, peçamos força. Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação na fé. Já sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta existência, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o peso e nenhuma esperança lhe alivia a amargura.

Portanto, entenda que a razão da vida é sentido de uma caminhada. Uma viagem que busca a nossa melhoria e que precisa de nossa disposição para o novo, para ajudar e para o imprescindível exercício da humildade. Somos, todos, peregrinos e companheiros. E como em todas as longas caminhadas teremos surpresas e dificuldades, algumas devidas ao trajeto, outras devido à convivência. Basta nos, no entanto, a certeza de que chegaremos maiores e melhores se nos dispusermos a enfrentar o destino com alegria e coragem.

A partir das mensagens "Uma vaga tristeza" e "Quem eu sou" , do Momento Espírita

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domingo, 26 de abril de 2009

EXERCITE SEU DESPREZO; OU FAÇA DIFERENTE

A cena poderia ter ocorrido em qualquer um desses programas de domingo da tv brasileira, ou mesmo num evento beneficente da sociedade, nos quais nos comprazemos em acreditar que estamos ajudando "pobres coitados" que não tiveram "sorte na vida", "ignorantes" e obtusos, que dependem de nossa caridade, de nossa bondade; de nossa "superior" compaixão para com os que são "menos" que nós. Então imagine... A figura é de uma senhora risível, interiorana, de 48 anos; uma solteirona qualquer; desempregada, que vive apenas com seu gato e que jamais foi beijada. Poderia ser uma mulher aí de seu bairro, mas ela mora num vilarejo chamado West Lothian, na Escócia. Seu nome não é Maria de Lourdes, mas Susan Boyle (o que não faz muita diferença!) e decidiu interromper sua monótona rotina para tentar a sorte num conhecido programa de talentos da tv britânica, o "Britain's Got Talent".

Por sua aparência e seu andar a platéia logo sabe que será um momento de descontração. Afinal, está diante de um boneco de massa de modelar do filme "Fuga das Galinhas". Ao falar sua idade, as pessoas riem, os apresentadores se entre olham, como que dizendo: "Que perda de tempo!". Com uma timidez domada, Susan conta que sonha ser cantora profissional. Na platéia, uma espectadora adolescente olha para a amiga do lado com expressão de piedade. Na coxia, auxiliares riem dela, principalmente quando compara-se a Ellen Page e diz que pretende cantar "I Dreamed a Dream", do musical "Os Miseráveis". "Então tá...", diz um jurado com os olhos. A música começa e, nas primeiras frases, a platéia fica em pé. No palco, uma bela jurada se emociona, levanta-se a aplaude com lágrimas nos olhos, quase com sentimento de culpa por tê-la menosprezado. Diria depois: "Honestamente, penso que todos nós fomos cínicos com você".

A lição de Susan Boyle e de seu gato Pebbles mostra, nas palavras da jornalista Pam Belluck, do New York Times, o "quão superficiais estamos". Mas, depois que seu vídeo se tornou viral, vemos uma epidemia de comentários e análises de como estereotipamos as pessoas em categorias, como caímos vítima de preconceitos, como julgamos superficialmente. Há até mesmo cientistas buscando justificar, afirmando que "há motivos para avaliarmos rapidamente as pessoas". Para Susan Fiske, uma professora de psicologia e neurociência da Universidade de Princeton, "a atração é uma coisa que reforça o estereótipo e faz com que se cumpra".

Pessoas atraentes têm "crédito de serem socialmente hábeis", disse Fiske, e talvez sejam, porque "se uma pessoa é bonita ou simpática, as outras pessoas riem das piadas dela e interagem com ela de uma forma que facilita a interação social". Segundo ela, se a pessoa não é atraente, como Susan, "é mais difícil de conseguir as coisas". Isto explicaria o desprezo com que foi tratada ao tentar ser aceitável. Depois, tudo mudou, mas quero precisamente dizer que o fato de aceitarem o sucesso de Susan Boyle e dezenas de outros azarões dificilmente mudará nosso gosto pelo estereótipo.

A interiorana escocesa passará a ser lembrada como "a feia e desengonçada com um talento extraordinário". Passará a ser um fato distante, lembrado em roda de amigos apenas para criticar os outros e remeter ao velho discurso de como a sociedade é nociva e, por vezes, repugnante.

Mas, embora pareça distante, gostaria de imaginar os leitores buscando fazer um exercício simples: verificar o 'mea culpa' nessa relação. Veja quando se comportou de maneira semelhante a todos que acabou de criticar: talvez quando foi abordado por um desconhecido na rua; quando riu de um colega de classe ou de trabalho que julgava intelectualmente limitado; quando se pôs a falar mal de sua última faxineira ou mesmo de um político, que tachou de corrupto, sem sequer conhecer sua trajetória. Pensemos, enfim, que não somos melhores. Que pretendemos ser, mas que não somos melhores do que a média da população e que se há algo que nos tornará positivamente diferentes será tão-só nossa sinceridade em admitir. Pense nisto relendo o texto da bela canção cantada por Susan:

Sonhei um sonho
com o tempo já acabado
quando a esperança era alta
E viver valia a pena
(...)
Sonhei que Deus perdoaria
Que eu era jovem e destemido
Quando sonhos foram feitos
E usados e desperdiçados
Não houve resgate a ser pago
Nem canção não cantada
Ou vinho não provado
(...)
Como eles despedaçam sua esperança
Transformando seus sonhos em vergonha
E, ainda assim, sonhei que ele veio até mim
(...)
Eu tive um sonho
Que minha vida seria
Tão diferente deste inferno
Que estou vivendo
Tão diferente daquilo que parecia
E agora a vida

Matou o sonho
Que eu sonhei!

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

O MAU HUMOR JÁ TE AJUDOU EM ALGO ?


A revista Circulation, da Associação Americana do Coração publicou um estudo, realizado por uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O título era muito sugestivo: Verdade: raiva mata mesmo. E dizia do aumento significativo dos riscos de se ter um ataque cardíaco, devido ao mau humor. A equipe, durante seis anos, estudou nada menos do que o comportamento de 13.000 homens e mulheres, com idade entre 45 e 64 anos.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que se irritam intensamente, e com frequência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do coração, do que aquelas que encaram os problemas com mais serenidade. Segundo esses estudiosos, cada vez que a pessoa tem um episódio de raiva, o organismo joga no sangue uma carga extra de adrenalina.

A concentração desse hormônio no corpo aumenta o número de batimentos cardíacos e estreita os vasos sanguíneos, o que faz com que a pressão arterial se eleve. A repetição dos momentos de raiva pode gerar problemas que se associam ao infarto. Um deles é a arritmia cardíaca, o que quer dizer que o coração bate de forma descompassada.

Por tudo isto, é bom analisarmos os nossos atos. Procuremos examinar as suas origens, a fim de que o possamos liquidar o mais rápido possível. Caso o problema seja de alguma dívida que esteja nos preocupando, recordemos que não será com mau humor que conseguiremos os recursos para pagá-la. Se a dificuldade é uma doença que nos atormenta, tenhamos em mente que enfermidade precisa de remédio e não de intolerância, para se curar.

Se estivermos precisando da cooperação de alguém para um empreendimento, uma tarefa, com certeza não será apresentando uma carranca que conseguiremos simpatia e ajuda. Se estiverem se apresentando contratempos na família, não serão frases ásperas, cheias de amargura e má vontade que irão resolvê-los. Tudo isto quer dizer que, em verdade, até hoje não se tem conhecimento de ninguém que o azedume e o mau humor tenham auxiliado.

Então, simplifique a vida. Pense no tempo que está perdendo com seu mau humor, com sua irritação e aprenda a rir de si mesmo. Aprenda que o ridículo da vida é levar a sério o que, na verdade, não tem importância alguma; que a aparente desgraça e má sorte de hoje pode significar a gargalhada de amanhã. Entenda, assim, quanto tempo está perdendo com seu irritante mau humor...

A partir de texto do Momento Espírita
Texto relacionado : O importante na vida

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sábado, 7 de março de 2009

A TRISTEZA DE TODOS ME ABALA

"As vezes o pensamento dele me alcança e fico aborrecido se nada posso fazer para subtrair a tristeza. Peço-lhes alegria... Espero que estas minhas palavras lhe transmitam a certeza de que sou eu, seu filho Tom." Everton Borba Quadros

Mensagem psicografada pelo médium Carlos Baccelli, no dia 26/04/2008, no Centro Espírita "Pedro e Paulo", em Uberaba (MG)

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

PAZ É UM ESTADO QUE PODE SER ESTIMULADO

Hábitos que você pode adotar no dia-a-dia permitem alcançar a paz interior mesmo quando o mundo parece estar desabando lá fora. Ter uma tranqüilidade inabalável é uma escolha que você faz a cada dia. Conheça as práticas recomendadas por estudiosos da paz, como o líder espiritual dalai-lama, que irão ajudá-lo a não se sentir engolido pelo caótico mundo moderno.

Apertar o off que causa ansiedade
Checar e-mails do trabalho no fim de semana, fazer mil ligações até na hora do almoço, entrar no MSN por puro hábito. Se essas situações soam familiar a você, é sinal de que a tecnologia virou um gerador de ansiedade na sua vida — quando, na verdade, ela deveria facilitar as coisas.

A saída, então, é se desconectar sempre que puder. “Procure deixar de sobrecarregar cada hora com estímulos excessivos”, aconselha a professora de introdução ao budismo tibetano e prática meditativa Mônica Miguez. Passar um tempo sem fazer nada é um jeito de acalentar a alma e, assim, se fortalecer para não sucumbir ao estresse diário, explodindo com tudo e todos.

Ser menos exigente consigo
“Há uma citação do dalai-lama que diz: ‘É somente abrindo o nosso coração que poderemos acessar a compaixão, nos tornando mais amorosos’”, conta a psicoterapeuta com enfoque na psicologia budista Celina Figueiredo.

E não só com os outros, mas também com você mesmo. Seguir o conselho do mais famoso dos lamas exige perdoar-se, ser menos perfeccionista e exigente quando não conseguir mudar uma realidade. Afinal, nem sempre as coisas se resolvem como a gente gostaria. Já pensou o peso que vai tirar das costas numa crise profissional ou familiar ao admitir que não é perfeito, mas se ama mesmo assim?

Fazer menos tempestade em copo d’água
Digamos que você esteja cheio de dívidas. Remoer-se de preocupação ou reclamar que ganha mal não resolve — até piora a situação. É muito melhor concentrar energias em um jeito de saldá-las: cortar gastos, fazer um bico.

Veja também se não está supervalorizando os contratempos. Uma buzinada no trânsito ou o elevador que quebra, por exemplo, o deixam fora dos eixos por horas? Na opinião da monja Coen Sensei, missionária oficial da tradição Soto Shu — Zen Budismo, com sede no Japão, quando isso acontece, é preciso voltar duas casas e ver se há motivo para se agitar tanto.

Abril Notícias. Leia texto original

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A DOR ESTÁ ALOJADA EM MEU PEITO...

"Gostaria de dizer essa noite, belas palavras, para que todos possam sair felizes na busca de novos horizontes. Porém me sinto tão pequenino, envolvido na dor que me consome na falta da esperança que habita em meu coração.

Sempre gostamos de ouvir doces de gentis palavras, que envolvem a mente e nos deixa tranqüilos. A vida nos dá de presente muitas escolhas, para que possamos tomar o caminho que irá nos dar entendimento para o correto modo de vivenciar cada momento que estamos passando, sejam eles difíceis, alegres, tristes, desesperador. Olhamos e não vemos a luz, passamos horas e horas pensando e não assimilamos nada, no sentido de percorrer a existência, pelos caminhos da razão, da compreensão e principalmente do amor.

Hoje me encontro tristemente me expressando, porque não encontrei a chaves para ser alegre, não encontrei ainda essa luz que abre todos os caminhos para a nova jornada. A dor está alojada em meu peito, e somente o amor dos que me amam, poderá me tirar desse vale de lágrimas, desse medo de ir a frente, dessa solidão, que eu mesmo me impus, para assim achar através do sofrer, a paz que nunca tive".


Assinado : Ronaldo

Data : 23 de março de 2006
Local : CE Nova Esperança - Mongaguá (SP)
Médium : L.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

'SÍNDROME DO PÂNICO' : SENSAÇÃO DE MORTE


Vítimas desse distúrbio lotam os consultórios de psiquiatras e psicólogos em busca de soluções para um medo capaz de tornar a vida insustentável. Afinal, a síndrome provoca medo desproporcional e paralizante. Cada vez mais gente vem sendo diagnosticada pelos especialistas como portadores do mal. “A doença alcançou seu pico e, no meu ponto de vista, ninguém está livre de sofrer dela”, avalia o psiquiatra Paulo Gaudêncio, colunista da revista Nova.

Os estudos revelam que as mulheres entre 20 e 35 anos são as mais atingidas. “É nessa fase que as pessoas sofrem mais pressões profissionais e pessoais”, explica a psicoterapeuta. Hoje, já se sabe com exatidão que até 70% das causas da doença são genéticas, enquanto as 30% restantes estão relacionadas ao uso de drogas, remédios e fatores ambientais — entre eles (adivinhe!) o stress.

Os homens também não estão escapando da tormenta e já são igualmente engolidos por esses tsunamis de terror. Curioso é que, no passado, a proporção era de duas de nós para cada um deles. “Por causa do machismo, muitos não queriam admitir que tinham a doença, achando que era sinônimo de fraqueza”, opina Rosana Laiza, presidente da Associação Nacional da Síndrome do Pânico.

Como classificar o medo regular do pânico
“Qualquer pessoa pode experimentar essas mesmas sensações de angústia durante um assalto, um vôo com turbulência ou um acidente de carro, por exemplo, mas só quem sofre da doença tem um ataque de pânico sem motivo concreto”, esclarece o psiquiatra Sérgio Tamai, chefe do departamento de psiquiatria e psicologia médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Em outras palavras, no “transtorno do pânico”, como é chamado pela ala médica, ocorrem crises de ansiedade sem que de fato exista uma situação de perigo. “São ataques aleatórios que surgem de maneira inesperada”, explica a psiquiatra Laura Guerra, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que coordena nesse momento a versão brasileira de um estudo mundial sobre o tema promovido pela World Mental Health Survey.

Quem sofre de pânico cobra muito de si e dos demais, é perfeccionista, centralizador e vive tenso, segundo Rosana. “Então, se essas características fazem parte da sua personalidade, você deve procurar uma vida mais equilibrada a fim de diminuir as chances de desencadear o transtorno”, recomenda.

Antes que o mal cresça, os especialistas recomendam as seguintes providências:

Tomar remédios sob orientação médica
“Antidepressivos ajudam a diminuir as crises, mas precisam ser ingeridos durante um ano para evitar as recaídas”, orienta o psiquiatra Márcio Bernik. Vale lembrar que a automedicação é perigosa e pode agravar o quadro. Consultar um especialista é imprescindível, pois novas substâncias salvadoras surgem a cada dia.

Buscar ajuda
“A psicoterapia auxilia o paciente a descobrir que tipo de crença interior pode apresentar relação com os sintomas”, explica Laura.

Cuidar da alimentação
É possível diminuir a intensidade dos ataques com hábitos simples. “Um deles é diminuir o consumo de substâncias estimulantes, como cafeína e chocolate”, diz Tamai.

Mexer o corpo
“Fazer exercícios e aprender técnicas de relaxamento também colabora bastante para manter a calma durante as crises”, sugere Bernik.

Dividir o problema
Em São Paulo, a Associação Nacional da Síndrome do Pânico (www.associacaonsp.com.br) organiza grupos de auto-ajuda e oferece tratamento psicológico. “Quem não consegue sair de casa pode assistir às palestras por vídeo”, afirma a psicoterapeuta Rosana Laiza.
Abril Notícias. Leia texto original

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domingo, 25 de janeiro de 2009

SUICÍDIO : É CEGUEIRA ACHAR SUA DOR MAIOR

"Renascer no paraíso fora da Terra". Com esse ideal, os 39 membros da seita Heaven’s Gate (Portão do Paraíso) cometeram o maior suicídio coletivo da história dos Estados. Em 1978, na Guiana, o pastor americano Jim Jones induziu membros da sua igreja a tomarem juntos suco de abacaxi repleto de cianureto e mais de 900 pessoas morreram. Em março de l996, em Venâncio Aires, cidade gaúcha de 55 mil habitantes, ganhou notoriedade por um número assustador. A cidade foi a recordista mundial de suicídios. Em janeiro, na Estância Cerrito, a 65 km de Itaqui, no Rio Grande do Sul, Manoel Antônio Sarmanho Vargas, o último filho vivo do ex-presidente Getúlio Vargas, também resolveu pôr termo à vida exatamente como fez o pai, desferindo um tiro no próprio peito. No ano de l996, Margaux Hemingway, famosa atriz de Hollywood, neta do escritor americano Ernest Hemingway, suicidou-se em sua mansão nos mesmos moldes que o avô.

Pesquisas realizadas em Nova York por especialistas do jornal Washington Post revelaram que morrem no mundo 85 milhões de pessoas por ano, isto é: 7 milhões por mês, 240 mil por dia, 10 mil por hora ou, ainda, 165 por minuto e o índice de morte por suicídio e loucura, nesse contexto, era tão assustador. E são exatamente nos países ricos que o número de óbitos por suicídios é maior. A França enfrentou uma onda assustadora em fevereiro de 2008. Nesse país, o consumo de hipnóticos e tranquilizantes aumentou em mais de 200 % de uma década para cá. Atualmente se ingere por ano mais de 75 comprimidos de bezoadiazepina (sonorífero) por pessoa.

Sob o ponto de vista médico e considerada a doença do século XX, responsável por muitos suicídios, a depressão tem preocupado os especialistas. Os psiquiatras estimam que de cada grupo de 100 pessoas, 15 têm a probabilidade de desenvolver a depressão. Isso corresponde a aproximadamente 700 milhões de deprimidos na Terra. Sob a ótica sociológica, o escritor francês Albert Camus, no seu livro intitulado "O Mito de Sísifo", defende a tese de que só existe um problema filosófico realmente grave: o suicídio.

A questão 949 do Livro dos Espíritos esclarece quando afirma ser o suicídio resultado da ociosidade, da falta de fé, e geralmente da saciedade. Emmanuel ensina que o suicídio é como alguém que pula no escuro sobre um precipício de brasas. É pura cegueira acharmos que a nossa dor seja maior que a do próximo, há pessoas que sofrem situações muito mais cruéis que a nossa. Adiar dívida significa reencontrá-la mais tarde com juros somados com cobrança sem moratória.

Jorge Hessen
A partir de artigo do
Diário da Manhã. Leia texto integral

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domingo, 23 de novembro de 2008

ONDE ESTÃO NOSSOS AMORES ?

Quando as sombras da morte arrebatam nossos amores, um punhal se crava em nosso coração. A dor é tamanha, a sensação de perda é tão grande que o corpo inteiro sente dores. À medida que os dias passam, a ausência se faz dolorida. Então, revolvemos nossas lembranças, recordando das viagens, das pequenas coisas do dia a dia, dos aniversários, das tolices. E até das rusgas, das pequenas discussões ao longo dos anos.

Se o ser amado é um filho, ficamos a rememorar os primeiros passos, as palavras iniciais... E a noite da saudade vai se povoando de cenas que tornamos a viver e a sentir. Recordamos o dia da formatura, as festas com os amigos, as ansiedades antes das entrevistas do primeiro emprego. Tantas coisas a rememorar... Acionamos as nossas recordações e, como um filme, as cenas vão ali se sucedendo, uma a uma, enquanto a vertente das lágrimas extravasa dos nossos olhos.

Se se trata do cônjuge, vêm-nos à lembrança os dias do namoro, os tantos beijos roubados aqui e ali, as mãos entrelaçadas, os mil gestos da intimidade... Refazemos passos, atitudes, momentos de alegria e de tristeza, juntos vividos e vencidos.

Pais, irmãos, amigos, colegas. A cada partida, na estatística de nossa saudade, acrescentamos mais um item. E tudo nos parece difícil, pesado. A vida se torna mais complexa sem aqueles que amamos e que se constituíam na alegria de nossos dias.

Vestimo-nos de tristeza e desaceleramos o passo da própria existência. Como encontrar motivação para a continuidade das lutas, se o amor partiu? Como prosseguir caminhando pelas vias da solidão e da saudade?

Nossos amores vivem e nos vêem, nos visitam. Não estão mortos, apenas se retiraram, se afastaram de nossa vista. Mas continuam conosco. Por isso, não contribuamos para a sua tristeza, ficando tristes. Eles, que nos amaram, continuam a nos amar com a mesma intensidade e nos desejam felizes.

Por isso nos visitam nas asas do sonho, enquanto o sono nos recupera as forças físicas. Por isso nos abraçam nos dias festivos. Transmitem-nos a sua ternura, com seus beijos de amor. Sim, eles nos visitam. Eles nos acompanham a trajetória e certamente sofrem com nossa inconformação, nosso desespero. Eles estão libertos porque já cumpriram a parte que lhes estava destinada na Terra. Cada qual tem seu tempo.

Quando as dores da ausência se fizerem mais intensas, ora e pede por você e por teus amores que partiram. Deus te permitirá o reencontro pelos fios do pensamento, na intimidade da tua mente e do teu coração. Utiliza essa possibilidade e vive os anos que ainda te faltam, com nobreza, até o momento do reencontro.

A partir de artigo do Momento Espírita. Leia texto integral

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sábado, 23 de agosto de 2008

TRISTEZA : SEM OBSTÁCULOS, NÃO HÁ VITÓRIA

Uma segunda defesa da tristeza pode ser resumida pelo famoso ditado do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “O que não me mata me torna mais forte”. Ele aponta para o valor da adversidade. Como disse Paulo, em sua Carta aos Romanos: “O sofrimento produz resistência, a resistência produz caráter e o caráter produz a fé”.

Algumas pessoas que passam por grandes traumas, como a perda de um ente querido, relatam que se tornaram mais completas depois de passar pela experiência, afirma o psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade de Virgínia, nos EUA, em seu livro The Happiness Hypothesis (A Hipótese da Felicidade). “Quem passa por episódios traumáticos aprende a se conhecer melhor e passa a valorizar as coisas que realmente têm importância”, escreveu Haidt. Elas dão mais valor à amizade, à família, ao tempo livre, apreciam o que têm e entendem melhor seus limites.

“Só quem vive emoções profundas e passa pela dor e pelo sofrimento é capaz de se realizar na plenitude. O homem é um ser ambíguo”, diz o filósofo brasileiro Franklin Leopoldo e Silva, que no ano passado publicou um livro chamado Felicidade – Dos Filósofos Pré-Socráticos aos Contemporâneos.

Não é por algum ingrediente precioso que o sofrimento molda o caráter. Para Haidt, isso acontece porque nós somos seres viciados em contar histórias. O que sabemos sobre nós mesmos é um relato que continuamente reescrevemos, escolhendo o que lembrar do passado e o que projetar para o futuro. As adversidades nos ajudam a criar histórias melhores. (Ou você acha que a Branca de Neve seria um bom conto se a bruxa nunca a tivesse envenenado? Hamlet teria feito sucesso se não vivesse atormentado pelo drama do assassinato de seu pai?)

É claro que os traumas, assim como podem “purificar”, podem matar. Ou estragar uma vida inteira. Crianças são especialmente suscetíveis. Algumas pesquisas mostram que a melhor época para enfrentar um grande desafio na vida é a que vai do início da adolescência até os 20 e poucos anos – quando é assim, a probabilidade de o episódio servir de estímulo, em vez de fator de paralisia, é maior.

Os estudos modernos estão de acordo com as teses levantadas há meio século por um dos maiores estudiosos de mitologia do mundo, o americano Joseph Campbell. No livro O Herói das Mil Faces, ele descreve um esquema comum a quase todos os grandes mitos da humanidade, incluindo as grandes religiões. Para se tornar um herói, a personagem recebe um “chamado”, tenta rejeitá-lo, é obrigada finalmente a aceitar a missão, viaja, passa por alguma provação, encontra alguém ou algum objeto mágico que lhe forneça uma revelação, volta mais forte, vence o obstáculo inicial e, com isso, liberta os demais, ou lidera-os no caminho da redenção. Pense em seu herói favorito, ou na história de Moisés, Jesus, Maomé, Buda, e compare com o roteiro de Campbell.

Por que é sempre assim? Para Campbell, essa trajetória faz parte de nossa psique. Em nossa formação individual, passamos também por um enredo parecido. Somos os heróis de nossa história. Quando o obstáculo é feroz demais, ou quando nos perdemos no deserto, estabelece-se o quadro neurótico. Nesses casos, o remédio é indicado. Mas tomá-lo antes de ter a oportunidade de confrontar nossos demônios é desperdiçar a oportunidade de crescer.

Marvin Minsky, um dos pais da inteligência artificial e pesquisador do MIT, nos EUA, uma das universidades mais renomadas do mundo, resumiu a questão de forma precisa. “Se pudéssemos deliberadamente controlar nossos sistemas de prazer, seríamos capazes de reproduzir o prazer do sucesso sem a necessidade de realizar coisa alguma – e isso seria o fim de tudo.”
Reportagem publicada originalmente na Revista Época (Edição nº 511)

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

DEVEMOS SER FELIZES AGORA ...

"Minha neta A. procura notícias minhas. Quer saber como estou. Na verdade, ela quer acreditar que existe vida depois da morte e só acreditaria se alguém que se foi, voltasse para falar como é.

Por mais que eu fale ela vai ficar arisca e sempre vai achar pelo em ovo. Mas fazer o quê, ! Essa menina sempre foi assim. Arisca, irriquieta. Sem parada, mas uma boa menina.

Fia (ela fala que eu não chamava ela de fia...), o tá bem e feliz.

O sente saudades, mas já está mais acostumado com o lado de cá. Eu que nunca acreditei nessas coisas, não posso querer que você acredite, não é ?

Só posso dizer que estou bem e que olho por você com muito carinho.

Fia! A vida é assim. Fomos felizes enquanto estivemos juntos e devemos ser felizes agora também, porque ninguém fica pra semente. E a hora do chegou, assim como a sua vai chegar também.

Guarde só as lembranças boas. A imagem que guardo de você é a alegria de te ver chegando e passando pelo por tão e me dando um beijo. Esse beijo era muito importante, porque mostrava o seu amor por mim.

Pra que ficar com o coraçãozinho entristecido? Alegra o coração e pensa no com alegria. O ficou muito feliz quando fez aniversário e ganhou aquele bolão. Lembra como fiquei feliz? Pois então...Lembra sempre do feliz como naquele dia.

Fica em paz A saudade dói, mas um dia a gente vai se encontrar novamente. Um beijo muito carinhoso. Deus te guarde."

Assinado : Sem Identificação (psicografia)

Data : 24 de julho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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sábado, 12 de julho de 2008

TRISTEZA : A FELICIDADE TEM LIMITE ?

Dizem os pesquisadores atuais que a felicidade tem e "deve ter" limites. Nesse campo estão os argumentos apresentados por Diener: ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis, menos atentas a riscos. Além do pragmatismo de Diener, há uma questão de essência. “Cedo ou tarde na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável”, escreveu o escritor italiano Primo Levi, um sobrevivente de um campo de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. “Poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza, eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer ‘infinito’.”

Há ainda uma terceira forma de entender os limites da felicidade. Só conseguimos ter a percepção de um sentimento em comparação com outros estados de ânimo. Como demonstram vários estudos, é a variação do humor que nos causa espasmos de alegria ou de tristeza.

“Felicidade em excesso é indesejável, porque leva a uma capacidade menor de apreciá-la”, diz o historiador inglês Stuart Walton, autor de Uma História das Emoções, publicado no ano passado no Brasil. No livro, Walton examina as emoções que considera primordiais (como medo, raiva, tristeza e felicidade) e as relaciona à vida moderna. “Se você tem algo o tempo todo, não pode dizer se aquilo é bom ou ruim”, diz. “É preciso descartá-lo para saber se a tal coisa lhe oferece ganhos ou perdas.” Portanto, quem diz que é 100% feliz pode não estar falando a verdade.

Felicidade, por definição, não é um estado de espírito permanente. Fosse assim, as pessoas seriam mais fortes na vida.

“A felicidade pode chegar com um amor, com uma conquista, com um fato que transformou de maneira positiva o indivíduo”, diz Walton. “Mas ela não fica para sempre. De uma hora para outra, pode e provavelmente vai partir.” Assim como a infelicidade.

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

PEÇO PARA O PAI NÃO FICAR TÃO TRISTE


"Querida mamãe Terezinha e papai João. Deus conosco. Estou aqui com o vovô Moacir, e devo dizer a vocês que eu também estava aflito...Pensei que não conseguiria contatá-los. Graças a Deus, a fila andou um pouco mais rápido, e podemos mãezinha, solicitar o contato que mantemos nesta hora.

Esqueçamos o acidente... Não vamos retroceder no tempo para lembranças amargas! Pensemos mamãe e papai, nas bênçãos que o Senhor sempre nos concede: por exemplo, a nossa querida Isabela conosco... Agradeço-lhes pelo carinho com que vocês receberam a filha querida! Creiam, que ao me reconhecer deste outro lado, eu mesmo me empenhei no sentido de aproximá-los da Isabela. Peço ao papai João para não ficar assim tão triste... Às vezes, o pensamento dele me alcança e fico aborrecido, se nada posso fazer para subtraí-lo à tristeza em suas conjecturas.

O vovô Moacir transmite o seu carinho à querida vovó Menair.Peço-lhes pois alegria, a vocês e às nossas Débora e Fani. Aquele era o meu destino, ou seja, a prova de que necessitava para maior amadurecimento íntimo. Quando não nos revelamos, a dor que nos surpreende é sempre a visita da luz.Mamãe Terezinha, a senhora veio de tão longe... Espero que estas minhas poucas palavras lhe transmitam a certeza de aqui sou eu mesmo, o seu “Ton”... Não é fácil o sistema de comunicação à nossa disposição nesta hora. Não fosse pelo auxílio de nossos instrutores, não conseguiríamos talvez rabiscar uma única palavra sobre o papel. Deixo-lhes o meu carinho de filho, de irmão, de neto, e de pai agradecido. Digam à querida Isabela que eu a amo, e que sempre rogarei por ela e por nossa Vanessa. Não posso continuar escrevendo. Com muitos beijos".


Data : 26 de abril de 2008
Local : Uberaba ( MG ) – C.E. "Aurélio Agostinho"
Esclarecimentos:**Terezinha e João — Pais;**Vovô Moacir — Avô materno e padrinho, desencarnado em 16/08/1995, aos 76 anos, vítima de um AVC;**Vovó Menair — Avó materna e madrinha;**Fani e Débora — Irmãs;**Isabela — Filha que nasceu no Japão, em 1996, e que os avós paternos só tomaram conhecimento da existência da neta após o desencarne do Éverton;**Vanessa — Mãe da Isabela.Éverton Borba QuadrosNasceu em 16/10/1976 em Torres (RS) - Desencarnou em 19/03/2005

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

COMO ESTÁ DIFÍCIL SEM VOCÊ MEU PAI



Se as águas do mar da vida
quiserem te afogar.
Segura na mão de Deus e vai
Se as tristezas desta vida
quiserem te sufocar.
Segura na mão de Deus e vai
Segura na mão de Deus,
segura na mão de Deus,
pois ela, ela te sustentará.

Não temas, segue adiante
e não olhes para trás.
Segura na mão de Deus e vai

Se a jornada é pesada
e te cansas da caminhada.
Segura na mão de Deus e vai
Orando, jejuando, confiando e confessando.
Segura na mão de Deus e vai

O Espírito do Senhor
sempre te revestirá.
Segura na mão de Deus e vai
Jesus Cristo prometeu
que jamais te deixará.
Segura na mão de Deus e vai

Versão : Padre Marcelo Rossi
Composição: Nelson Monteiro da Mota

Homenagem ao amor de uma filha, Cristiane Thiago, a seu pai, José Thiago, que partiu há um ano e para quem ela criou uma emocionada Comunidade no Orkut ( PERDI MEU AMADO PAI... SAUDADE ). Veja a cartas escritas por ela e que, apesar do embargo da emoção, fortalecem a fé na eternidade do espírito.

"Como está dificil sem você meu pai...
Pai, hoje vim aqui conversar com você um pouquinho. Sabe, olhe por nós... As coisas estão ficando cada vez mais difícil com a mãe, ela te chama a todo instante pois vocês prometeram um ao outro que se um se fosse primeiro o outro viria buscar logo em seguida. Já se passaram 4 meses e 16 dias que você se foi e, hoje, tive que ouvir isso de novo da boca dela. Tenho até dó de você pois sei que não está descansando como merece ai em cima.

"Pai, ameniza o coração... Ela esta sofrendo demais... Quando será que tudo isso vai passar ?! Esquecer você jamais, mas acalmá-la um pouco... Estou muito preocupada com ela. Me oriente por favor, meu pai. Eu te amo e jamais vou me esquecer. Ah, a sua chácara continua linda do jeito que você sempre gostou que ficasse e continuarei cuidando de lá como eu te prometi".

Um ano após sua partida...
"Nossa, como passou rápido... Estes dias estão sendo muito dolorosos, pois recordamos todos os momentos. Há um ano você ainda estava em casa, mas muito ruim, não tinha mais forças pra nada, o seu sofrimento a cada dia que se passava era muito grande. Pôxa, como eu queria você de volta. Está muito dificil ! Como dói... que falta que você faz. Mas Deus, em sua infinita sabedoria, sabe o que faz e quiz te ter do lado dele. Agora é você quem cuida de nós aqui em baixo, né?

"Meu amado pai, que saudade infinita que não cessa nunca. Parece que está pior, mas espero que você esteja muito bem agora, sem dor e sem sofrimento, recuperado para poder seguir sua jornada. Pai, nunca se esqueça, te amo e sempre vou te amar pois você foi e será sempre meu pai, amigo, conselheiro; uma pessoa que me ensinou a viver dignamente. Sinto muita saudades suas. Te amarei para sempre".
Assinado : Cristiane

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

POR MUITO TEMPO A ANGÚSTIA ME PERSEGUIU

com grande emoção que começo a lhe dirigir estas palavras. Hoje conheço melhor minhas emoções e sensações.

Minha partida foi difícil. Por muito tempo senti a angústia que me perseguiu durante minha estadia na Terra. Por vezes, ou a maioria das vezes, sofri calado. Não gostava de lhe perturbar ainda mais.

Os lamentos me fizeram sofrer. Mas fui socorrido e agora me encontro bem. ainda estou passando por tratamentos espirituais e inicio meus estudos para poder entender a minha nova realidade.

E com esse novo aprendizado, compreendo que podia ter feito mais por todos. Compreendo que tudo podia ser diferente. Por isso , além da saudade, do carinho, peço perdão por tudo que deixei de fazer.

Entenda que estou bem, estou tranqüilo e feliz. Tinha que ser assim. Essa foi a vontade de Deus."

Data: Junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : T.T.V.M.

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO

É comum confundir os conceitos de tristeza com depressão. E dá-lhe remédio. É como se quiséssemos abolir de nossa vida toda e qualquer contrariedade. "Eu não tenho problemas de depressão, apenas de mau humor e timidez", diz um internauta da comunidade Confissões de um Prozaquiano, que tem 160 membros no site de relacionamento Orkut. "Uso pelo estresse do dia-a-dia mesmo. É um santo remédio." O próprio Del Sant é um exemplo contra o abuso. No ano passado, uma de suas filhas, Carlota, sofreu um acidente de trânsito e está em coma até agora. Já passou por 16 cirurgias. "Eu, minha mulher, Solange, e minha outra filha, Lorena, estamos profundamente tristes. Muitas vezes, choramos. Sentimos falta da nossa Carlota. Mas não estamos depressivos." Assustado com a enorme indústria que se formou em torno de nossa necessidade de ser felizes acima de tudo, um dos pioneiros do estudo da felicidade, o psicólogo americano Edward Diener - por muito tempo alcunhado de Doutor Felicidade - voltou atrás. Não à toa, seu próximo livro, em parceria com o filho, Robert Biswas-Diener, terá o título de Rethinking Happiness (Repensando a Felicidade). Diener não renega sua tese central, de que as pessoas felizes vivem mais (por ter sistemas imunes mais fortes) e são mais bem-sucedidas. Mas ele aprofundou suas pesquisas. Em geral, os estudos sobre o tema comparam pessoas felizes com pessoas infelizes. Desta vez, Diener comparou pessoas felizes e pessoas extremamente felizes. Aí, o resultado é outro. Os extremamente felizes vivem menos que os moderadamente felizes, e são menos bem-sucedidos. Sua conclusão: há um nível de felicidade ótimo, além do qual ela se torna mais prejudicial que benéfica. Segundo ele, numa escala de 0 a 10, sendo 0 o sujeito miserável e 10 a pessoa inabalavelmente contente, o melhor é uma nota 8, nível médio de felicidade. Ele garante uma existência aprazível e traz uma margem de insatisfação que evita a letargia. Como diz Diener, há uma lista enorme de pessoas que querem que você seja mais feliz - não importa quanto você já seja. Essa lista inclui os ativistas da psicologia positiva, uma corrente que se tornou preponderante nos Estados Unidos no fim da década de 90 e afirma que, em vez de apenas curar doenças, a medicina da mente deve tratar de elevar nosso bem-estar. Também inclui os autores de livros com receitas para sermos mais contentes, os políticos em quem você votou (porque a probabilidade é que os reeleja), os profissionais de auto-ajuda, os técnicos de laboratórios que buscam drogas cada vez mais eficazes para combater a tristeza. Até sua mãe, "porque ela o ama e provavelmente se sentirá um fracasso se você for uma pessoa infeliz". Há, no entanto, uma corrente cada vez mais vigorosa contra essa indústria da felicidade. Ela inclui quatro vertentes de combate: Felicidade tem limite; Sem obstáculos, não há vitória; A alegria ou a vida e Angústia dos gênios. Estes temas serão tratados nas próximas postagens.

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