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terça-feira, 28 de julho de 2009

A FELICIDADE É UMA PERGUNTA SEM RESPOSTA

Essa é uma pergunta que já tirei há muito tempo da cabeça, justamente porque não sei respondê-la. Não sou o único. No decorrer de todos estes anos, convivi com todo tipo de pessoas: ricas, pobres, poderosas e acomodadas. Em todos os olhos que cruzaram com os meus, sempre achei que estava faltando algo. Algumas pessoas parecem felizes: simplesmente não pensam no tema. Outras fazem planos: vou ter um marido, uma casa, dois filhos, uma casa de campo. Enquanto estão ocupadas com isso, são como touros em busca do toureiro: não pensam, apenas seguem adiante. Conseguem seu carro, às vezes conseguem até sua Ferrari, acham que o sentido da vida está ali, e não fazem jamais a pergunta. Mas apesar de tudo, os olhos traem uma tristeza que nem estas pessoas sabem que tem.

Não sei se todo mundo é infeliz. Sei que as pessoas estão sempre ocupadas: trabalhando além da hora, cuidando dos filhos, do marido, da carreira, do diploma, do que fazer amanhã, o que falta comprar, o que é preciso ter para não sentir-se inferior, etc.

Poucas pessoas me disseram: “sou infeliz”. A maioria me diz “estou ótimo, consegui tudo o que desejava”. Então pergunto: “o que lhe faz feliz?” Resposta: não há resposta. Mudam de assunto. Mas sempre existe algo escondido: dono de empresa que ainda não fechou o negócio que sonhava, a dona de casa que gostaria de ter mais independência ou mais dinheiro, o recém-formado se pergunta se escolheu sua carreira ou a escolheram por ele, o dentista queria ser cantor, o cantor queria ser político, o político queria ser escritor, o escritor quer ser camponês.

Posso apostar que todo mundo está sentindo a mesma coisa. Folheio as revistas de celebridades: todo mundo rindo, todo mundo contente. Mas como freqüento este meio, sei que não é assim: está todo mundo rindo ou se divertindo naquele momento, naquela foto, mas de noite, ou de manhã, a história é sempre outra. “O que vou fazer para continuar aparecendo na revista?” “Como disfarçar que já não tenho dinheiro o suficiente para sustentar meu luxo?” “Ou como administrar meu luxo fazê-lo maior, mais expressivo que o dos outros?”

Enfim, fico com os versos de Jorge Luis Borges: “Já não serei feliz, e isso não importa/ há muitas outras coisas neste mundo”.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

DEUS ESPERA DE NÓS ATITUDE E FELICIDADE


"Gostaria de pedir ajuda a vocês pois ando muito triste e desiludida,minha vida não tem muito sentido,me sinto só,abandonada e sem entender direito o que aconteceu e o porque de ter acontecido,tenho tido pensamentos pessimistas,de dor e lamento,sei que estou errada mas as vezes é mais forte que eu...tenho esperança que mesmo sem conhece-los talvez vocês possam me explicar o que até hoje não entendo e nem aceito. Tive um relacionamento com um homem bem mais velho que eu por um período de um ano e dois meses. Foi uma história meio conturbada de muito apego,cobranças e paixão, eu me envolvi muito e ele também, mas como eu era casada nunca pudemos assumir publicamente apesar de cogitarmos essa possibilidade. Ele teve alguns problemas financeiros e acabou suicidando-se,no dia 06 de abril do ano de 2007,antes porém me telefonou diversas vezes e eu não atendi as suas chamadas... Pra mim foi um choque tão grande que eu só pensava em morrer para ir encontrá-lo. Fiquei muito doente de tristeza, parei até de trabalhar, sinto a presença dele muito próxima a mim e não consigo superar essa tragédia. Não consigo ir adiante, estou presa ao passado e isso me atrapalha muito tanto emocionalmente como profissionalmente... Já faz dois anos que tudo aconteceu e parece que foi ontem. Vivo com a sensação de culpa, achando que eu poderia tê-lo ajudado, que eu deveria ter sido mais presente, mais compreensiva. Acho que eu poderia ter tentado evitar tudo isso...me sinto um pouco responsável. ( L.P. )

"Aqui estamos hoje com o propósito único de dar alívio às dores experimentadas por milhares de irmãos. Uns as aceitam de melhor forma por conhecerem um pouco da nossa doutrina, outros ainda se sentem fragilizados e impossibilitados de serem aliviados pelos pensamentos cultivados ou que lhes foram impostos pelos que vieram antes deles e fecharam os olhos a novos ensinamentos.

Deus está entre nós e entre todos os que o querem por perto. Ele, independente da crença, não nos abandona. Ele sabe de nossas necessidades e as provê de acordo com nosso merecimento. Ninguém jamais carregará uma cruz mais pesada do que a que possa suportar. Mas, por outro lado, 'a quem muito foi dado, muito será cobrado'. Isso significa que, hora ou outra, seremos obrigados a prestar contas do que fizemos de nossas vidas, de nossos dons.
Deus não daria mais a uns do que a outros se não lhes fosse exigir mais. Não daria condições de andar a quem quisesse apenas ficar deitado.Deus quer que ajamos e que caminhemos em direção do aprimoramento espiritual, que é a única coisa que tem realmente importância desde nossa primeira estada no plano material.

Se fosse só para adquirir riqueza material, uma só vida bastaria. Daria para ajuntar o suficiente para não precisar mais retornar. O problema é muito mais complexo e simples ao mesmo tempo. Se nos ligássemos a Deus, se fizéssemos dos seus ensinamentos nossa prioridade, já andaríamos a passos largos. Nossa evolução depende da nossa boa vontade, do amor que consigamos passar aos outros seres, independente de quem são e de onde vieram.

Só o amor consegue mudar nossos pés e fazer com que evoluamos e progridamos no caminho, na jornada da vida. Portanto, precisamos nos doar mais, ficar mais atentos ao que pede e espera nosso Pai. Agradando-o, estaremos conquistando benefícios a nós mesmos.

Deus espera de nós atitude, caridade, bondade e perseverança. Pobre daquele que desiste da vida terrena achando que dará cabo do sofrimento. Pobre daquele que continua nesta vida tratando-a como um fardo pesado e como que cumprindo tempo. Nada sairá do lugar. Voltará para o mesmo onde parou ou onde resolveu deixar a vida passar. Ninguém se exime de suas obrigações, deixando-as de lado, fingindo que elas não existem. Elas estão e estarão lá por séculos e séculos, até que sejam transpostas e que com isso se aprenda o que deveria ser aprendido.

Em tudo, mesmo nas coisas mais simples, existem lições verdadeiras e sérias que devemos analisar e, muitas vezes, dar um rumo diferente às nossas vidas, às nossas ações, atitudes e necessidades. Vamos procurar viver em comunhão com Deus, seguir as palavras que nos deixou e, como operários dedicados, cumprir nosso trabalho com amor e sem esperar nada em troca além de amor e evolução. Que Deus nosso Pai esteja sempre conosco e que a cada pedra em nosso caminho possamos nos armar e transpô-la ao invés de tentar dar a volta. Um abraço fraterno do sempre fiel e irmão, companheiro de jornada."





Assinado : Josué
Data : 14 de maio de 2009
Local: Sorocaba (SP)
Médium : SAOG

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sábado, 4 de abril de 2009

ESPIRITISMO : FELICIDADE É CONQUISTA

Os homens, por diferentes que sejam, física, mental, intelectual e moralmente perseguem a felicidade. Alguns procuram essa felicidade nos bens de consumo, nas riquezas, nas propriedades que possa adquirir e manter. Outros julgam que a felicidade está nos prazeres. Há, também, os que, talvez pelas decepções na procura da felicidade, entregam-se às drogas. Por muitos e muitos séculos o Cristianismo prometia-lhes a salvação para após a morte. Sofrer aqui para gozar no paraíso. Essa doutrina colocou na cabeça dos despossuídos que era altamente vantajoso ser humilhado, sacrificado, injustiçado aqui, para que a glória fosse maior na vida eterna.

De repente surge uma religião, que muitos chamam de seita, que promete a felicidade aqui e acolá. Mas como tudo tem um preço, o crente desta religião tem que pagar muito caro para alcançar a prosperidade, a paz familiar, o sucesso enfim. Textos Bíblicos são manipulados e o marketing comercial vai fundo nos problemas humanos, mostrando na TV, rádio e jornal os felizes compradores da felicidade para este mundo, levando de quebra a salvação para a outra vida.

Enfim, cada um oferece o que pode. O Espiritismo oferece muito trabalho para a transformação moral, a única que poderá nos proporcionar as vitórias almejadas através das vidas sucessivas. Felicidade é conquista, e não dádiva de alguma entidade superior que distribui suas benesses de conformidade com o seu humor.

Acusados de heréticos, os espíritas respondem com trabalho, realizações sociais, entendimento da vida. Não vendem as benesses de Deus, e não as compram. Procuram exercitar o amar ao próximo como a si mesmo, e dá ao tempo o trabalho de esclarecer a todos, sem perseguir prosélitos.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

O MAU HUMOR JÁ TE AJUDOU EM ALGO ?


A revista Circulation, da Associação Americana do Coração publicou um estudo, realizado por uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O título era muito sugestivo: Verdade: raiva mata mesmo. E dizia do aumento significativo dos riscos de se ter um ataque cardíaco, devido ao mau humor. A equipe, durante seis anos, estudou nada menos do que o comportamento de 13.000 homens e mulheres, com idade entre 45 e 64 anos.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que se irritam intensamente, e com frequência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do coração, do que aquelas que encaram os problemas com mais serenidade. Segundo esses estudiosos, cada vez que a pessoa tem um episódio de raiva, o organismo joga no sangue uma carga extra de adrenalina.

A concentração desse hormônio no corpo aumenta o número de batimentos cardíacos e estreita os vasos sanguíneos, o que faz com que a pressão arterial se eleve. A repetição dos momentos de raiva pode gerar problemas que se associam ao infarto. Um deles é a arritmia cardíaca, o que quer dizer que o coração bate de forma descompassada.

Por tudo isto, é bom analisarmos os nossos atos. Procuremos examinar as suas origens, a fim de que o possamos liquidar o mais rápido possível. Caso o problema seja de alguma dívida que esteja nos preocupando, recordemos que não será com mau humor que conseguiremos os recursos para pagá-la. Se a dificuldade é uma doença que nos atormenta, tenhamos em mente que enfermidade precisa de remédio e não de intolerância, para se curar.

Se estivermos precisando da cooperação de alguém para um empreendimento, uma tarefa, com certeza não será apresentando uma carranca que conseguiremos simpatia e ajuda. Se estiverem se apresentando contratempos na família, não serão frases ásperas, cheias de amargura e má vontade que irão resolvê-los. Tudo isto quer dizer que, em verdade, até hoje não se tem conhecimento de ninguém que o azedume e o mau humor tenham auxiliado.

Então, simplifique a vida. Pense no tempo que está perdendo com seu mau humor, com sua irritação e aprenda a rir de si mesmo. Aprenda que o ridículo da vida é levar a sério o que, na verdade, não tem importância alguma; que a aparente desgraça e má sorte de hoje pode significar a gargalhada de amanhã. Entenda, assim, quanto tempo está perdendo com seu irritante mau humor...

A partir de texto do Momento Espírita
Texto relacionado : O importante na vida

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

A DOR ESTÁ ALOJADA EM MEU PEITO...

"Gostaria de dizer essa noite, belas palavras, para que todos possam sair felizes na busca de novos horizontes. Porém me sinto tão pequenino, envolvido na dor que me consome na falta da esperança que habita em meu coração.

Sempre gostamos de ouvir doces de gentis palavras, que envolvem a mente e nos deixa tranqüilos. A vida nos dá de presente muitas escolhas, para que possamos tomar o caminho que irá nos dar entendimento para o correto modo de vivenciar cada momento que estamos passando, sejam eles difíceis, alegres, tristes, desesperador. Olhamos e não vemos a luz, passamos horas e horas pensando e não assimilamos nada, no sentido de percorrer a existência, pelos caminhos da razão, da compreensão e principalmente do amor.

Hoje me encontro tristemente me expressando, porque não encontrei a chaves para ser alegre, não encontrei ainda essa luz que abre todos os caminhos para a nova jornada. A dor está alojada em meu peito, e somente o amor dos que me amam, poderá me tirar desse vale de lágrimas, desse medo de ir a frente, dessa solidão, que eu mesmo me impus, para assim achar através do sofrer, a paz que nunca tive".


Assinado : Ronaldo

Data : 23 de março de 2006
Local : CE Nova Esperança - Mongaguá (SP)
Médium : L.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SER FELIZ

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior. Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.

Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho. No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não ad­ministramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pes­soas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.

Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.

Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.

O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.

Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros étambém a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único re­banho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.

É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensa­mos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esque­cemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.

Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais. Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.

Renovando Atitudes, Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

IMAGENS INSPIRADORAS

Encontre aqui alguns momentos de inspiração, no curto filme produzido pela australiana Elizabeth Richardson, que ficou famosa na internet, com seus mini-filmes postados no YouTube. "Eu realmente gosto de fazer mini-filmes. Gosto de ajudar outras pessoas com imagens", diz ela em sua página.

No vídeo acima, confira seis minutos de puro relaxamento e paz ...

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A FELICIDADE COMPARTILHADA

Logo após acabar o curso na Universidade de Atlanta (EUA), em 1990, o jovem Christopher McCandless tomou uma decisão que iria mudar sua vida. Doou os 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade e desapareceu sem avisar a família.

Já não era a primeira vez que Chris decidia fazer uma viagem pelos vários Estados americanos, sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho.
Mas, daquela vez foi diferente. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto aos pais e à mentalidade materialista da época, foi fundamental para a sua tomada de decisão.

A partir daquele dia não mais regressaria à sua casa. Viveu assim, por muito tempo, desbravando o país, andando a pé, ou contando com caronas de estranhos para se locomover. Trabalhava aqui e acolá. Ganhava um pouco de dinheiro, comprava suprimentos e continuava sua caminhada, livre, em busca de uma felicidade há tanto sonhada. Sua história ficou conhecida através de escritos que deixou por vários cantos, sob um pseudônimo, e que depois foram colecionados pelo escritor Jon Krakauer.

O solitário andarilho, então, foi ao encontro daquela que seria a maior de todas as suas aventuras. Embrenhou-se no Alasca, buscando sobreviver apenas do que a natureza lhe daria. Passaram-se meses. Através de um diário que mantinha, o jovem ia descrevendo seus dias. Seu corpo foi encontrado em decomposição no ano de 1992, dentro de um saco de dormir, no interior de um pequeno ônibus abandonado na floresta. Calculou-se que já havia falecido há cerca de duas semanas. A causa oficial da sua morte : fome.

O autor do livro, que conta a história dramática do jovem, relata que uma das frases mais significativas encontradas em suas anotações dos últimos dias de vida, foi a seguinte: A felicidade... só é verdadeira... quando partilhada.
* * *
Não nascemos para vivermos sós. Somos seres sociais por natureza, a ponto de nosso isolamento em excesso se fazer prejudicial ao corpo, à mente e ao Espírito. Logo, toda fuga da vida, toda tentativa de escapar da dor, dos desconfortos dos relacionamentos, será sempre frustrada. Precisamos uns dos outros, esta é a lição.

A partir de artigo do Momento Espírita. Leia texto integral

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

MOMENTOS FELIZES

Os indivíduos, em geral, estão em busca da felicidade, e comumente a condicionam no "possuir" alguma coisa. Quando eu tiver um carro do ano... Se eu conseguir um emprego sólido... Quando isso e se aquilo... eu serei feliz, se esquecendo de observar as pequenas coisas à sua volta, que podem fazer toda a diferença. Se prendem no muito e não dão importância ao pouco, que na verdade é o que está muito mais presente em nossa vida, dando forma, construindo-a.

A vida, na verdade, constitui-se de momentos que vão se somando. Uns de felicidade e de tranqüilidade, outros de tristeza e de insegurança, e assim, encadeando uns momentos aos outros, constrói-se a história de cada um. As dificuldades surgem para que amadureçamos. Cabe a cada um fazer com que os bons momentos prevaleçam, cultivando a paz e a alegria à sua volta e valorizando as coisas simples que estão em torno de si. Quanta satisfação pode haver em saborear um sorvete? Em sentar à sombra de uma árvore ao fim da tarde? Ao brincar com amigos? São muitos os pequenos prazeres que se tem no dia e que na maioria das vezes passam despercebidos.

Sabe-se das dificuldades, que os problemas afetam todas as pessoas, que existem doenças, brigas e tanto outros dissabores, parecendo que nada de bom restará. Entretanto, se tivermos boa vontade, perceberemos que nem tudo são espinhos, que no meio da turbulência ainda poderão encontrar momentos felizes. Seja no carinho de um filho, no abraço apertado de seu companheiro, na força dos amigos e em tudo que Deus proporciona todos os dias.

A inteligência que deve ser utilizada na superação dos problemas, na conquista do aperfeiçoamento pessoal e no progresso em geral. Aprendamos, pois, a enxergar as pequenas coisas, somando momentos de paz e tranqüilidade aos de alegria e bem-estar, não se apegando às picuinhas da vida, nem se importando com que não lhe faça bem. Vamos construir nossa felicidade a partir da superação dos problemas e dos momentos de grandes e pequenas alegrias. E nunca se esqueça do mais importante : sorrir.

Ana Lúcia Regina Schimidt Mello
Versão de artigo publicado no Jornal Boa Nova

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sábado, 23 de agosto de 2008

TRISTEZA : SEM OBSTÁCULOS, NÃO HÁ VITÓRIA

Uma segunda defesa da tristeza pode ser resumida pelo famoso ditado do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “O que não me mata me torna mais forte”. Ele aponta para o valor da adversidade. Como disse Paulo, em sua Carta aos Romanos: “O sofrimento produz resistência, a resistência produz caráter e o caráter produz a fé”.

Algumas pessoas que passam por grandes traumas, como a perda de um ente querido, relatam que se tornaram mais completas depois de passar pela experiência, afirma o psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade de Virgínia, nos EUA, em seu livro The Happiness Hypothesis (A Hipótese da Felicidade). “Quem passa por episódios traumáticos aprende a se conhecer melhor e passa a valorizar as coisas que realmente têm importância”, escreveu Haidt. Elas dão mais valor à amizade, à família, ao tempo livre, apreciam o que têm e entendem melhor seus limites.

“Só quem vive emoções profundas e passa pela dor e pelo sofrimento é capaz de se realizar na plenitude. O homem é um ser ambíguo”, diz o filósofo brasileiro Franklin Leopoldo e Silva, que no ano passado publicou um livro chamado Felicidade – Dos Filósofos Pré-Socráticos aos Contemporâneos.

Não é por algum ingrediente precioso que o sofrimento molda o caráter. Para Haidt, isso acontece porque nós somos seres viciados em contar histórias. O que sabemos sobre nós mesmos é um relato que continuamente reescrevemos, escolhendo o que lembrar do passado e o que projetar para o futuro. As adversidades nos ajudam a criar histórias melhores. (Ou você acha que a Branca de Neve seria um bom conto se a bruxa nunca a tivesse envenenado? Hamlet teria feito sucesso se não vivesse atormentado pelo drama do assassinato de seu pai?)

É claro que os traumas, assim como podem “purificar”, podem matar. Ou estragar uma vida inteira. Crianças são especialmente suscetíveis. Algumas pesquisas mostram que a melhor época para enfrentar um grande desafio na vida é a que vai do início da adolescência até os 20 e poucos anos – quando é assim, a probabilidade de o episódio servir de estímulo, em vez de fator de paralisia, é maior.

Os estudos modernos estão de acordo com as teses levantadas há meio século por um dos maiores estudiosos de mitologia do mundo, o americano Joseph Campbell. No livro O Herói das Mil Faces, ele descreve um esquema comum a quase todos os grandes mitos da humanidade, incluindo as grandes religiões. Para se tornar um herói, a personagem recebe um “chamado”, tenta rejeitá-lo, é obrigada finalmente a aceitar a missão, viaja, passa por alguma provação, encontra alguém ou algum objeto mágico que lhe forneça uma revelação, volta mais forte, vence o obstáculo inicial e, com isso, liberta os demais, ou lidera-os no caminho da redenção. Pense em seu herói favorito, ou na história de Moisés, Jesus, Maomé, Buda, e compare com o roteiro de Campbell.

Por que é sempre assim? Para Campbell, essa trajetória faz parte de nossa psique. Em nossa formação individual, passamos também por um enredo parecido. Somos os heróis de nossa história. Quando o obstáculo é feroz demais, ou quando nos perdemos no deserto, estabelece-se o quadro neurótico. Nesses casos, o remédio é indicado. Mas tomá-lo antes de ter a oportunidade de confrontar nossos demônios é desperdiçar a oportunidade de crescer.

Marvin Minsky, um dos pais da inteligência artificial e pesquisador do MIT, nos EUA, uma das universidades mais renomadas do mundo, resumiu a questão de forma precisa. “Se pudéssemos deliberadamente controlar nossos sistemas de prazer, seríamos capazes de reproduzir o prazer do sucesso sem a necessidade de realizar coisa alguma – e isso seria o fim de tudo.”
Reportagem publicada originalmente na Revista Época (Edição nº 511)

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

O AMOR LIBERTA NOSSA CONSCIÊNCIA


Como é tão lindo... libertar nossos corações...
pra viver o amor...
encontrar a manifestação dele em tudo que nos rodeia....
te dando uma força sem tamanho...
pra reforçar que é possível sim..

Viver no amor...em qualquer lugar...
em todos os momentos... o amor liberta nossa consciência....
pra sentir o verdadeiro sentido das coisas...

Não tem como ficar com esse sentimento só pra mim...
preciso compartilhar... Com todos que eu tiver a oportunidade....
Muitas vezes me acho muita “viagem”...
Mas quando paro... observo... percebo tantas coisas...
Que me faz continuar...com confiança....
Do meu jeito.... muito confuso de ser...
Com coisas tão profundas...
E ao mesmo tempo simples....

Que coisa linda é poder viver em paz ...
É um sentimento tão bom de sentir...muito bom!
É estonteante...
O brilho dessa consciência...
Quando conseguimos fluir..
Naturalmente com a vida...

É comum, hoje em dia, as pessoas buscarem "milagres" ou fazem "promessas" para solucionar o que consideram "problemas" em suas vidas. As receitas são muitas e as crenças proliferam de maneira ainda mais rápida. Por quê ? Porque estamos sempre procurando algo que resolva nossa vida. No entanto, nossas buscas são sempre do exterior para o interior: queremos alguém que nos ajude, um remédio que afaste os males físicos, um Deus protetor, que nos livre dos dissabores, da saudade, das doenças, das dores da alma.

Tentamos retardar o envelhecimento e esquecemos que o melhor remédio é a nossa disposição de ânimo. O otimismo, a esperança, a alegria, o trabalho voluntário e desinteressado são excelentes contra os radicais livres. O preconceito, o interesse pessoal, o egoísmo, o ódio, a mágoa provocam rugas no corpo e doenças na alma, problemas difíceis de tratar. A ira, a revolta, o desejo de vingança são verdadeiros venenos para o coração. A inveja, o ciúme e a calúnia são bombas que destroem sem deixar vestígios.

Por isso é importante que busquemos a felicidade dentro de nós. Uma boa leitura, um bom filme, um passeio, caminhadas freqüentes, uma boa noite de sono, brincar com crianças, rir, saltar de alegria, meditar... Um "papo furado" com amigos, a visita a um enfermo, alguns minutos de atenção a um desconhecido ...

Não têm tempo para falar mal da vida alheia, não guardam mágoa, não carregam ódio, não sentem inveja nem ciúme, e estão sempre de bem com a vida. Pessoas como a Vanessa são diferentes no ambiente onde trabalham profissionalmente, pois são leves, otimistas, e sua beleza brota de dentro para fora. Já as pessoas que só pensam em si mesmas são mal-humoradas, prevenidas, vivem armadas contra todos, não confiam em ninguém, e geralmente aparentam mais idade do que têm.

Por todas essas razões, vale a pena investir no seu bem-estar de forma eficiente e duradoura. Cuide-se e cuide de sua saúde, começando sempre de dentro para fora... E veja como pode ser simples ser alegre a partir do momento que damos valor à simplicidade. Não complique a vida, dê valor ao que realmente tem valor.

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

DEVEMOS SER FELIZES AGORA ...

"Minha neta A. procura notícias minhas. Quer saber como estou. Na verdade, ela quer acreditar que existe vida depois da morte e só acreditaria se alguém que se foi, voltasse para falar como é.

Por mais que eu fale ela vai ficar arisca e sempre vai achar pelo em ovo. Mas fazer o quê, ! Essa menina sempre foi assim. Arisca, irriquieta. Sem parada, mas uma boa menina.

Fia (ela fala que eu não chamava ela de fia...), o tá bem e feliz.

O sente saudades, mas já está mais acostumado com o lado de cá. Eu que nunca acreditei nessas coisas, não posso querer que você acredite, não é ?

Só posso dizer que estou bem e que olho por você com muito carinho.

Fia! A vida é assim. Fomos felizes enquanto estivemos juntos e devemos ser felizes agora também, porque ninguém fica pra semente. E a hora do chegou, assim como a sua vai chegar também.

Guarde só as lembranças boas. A imagem que guardo de você é a alegria de te ver chegando e passando pelo por tão e me dando um beijo. Esse beijo era muito importante, porque mostrava o seu amor por mim.

Pra que ficar com o coraçãozinho entristecido? Alegra o coração e pensa no com alegria. O ficou muito feliz quando fez aniversário e ganhou aquele bolão. Lembra como fiquei feliz? Pois então...Lembra sempre do feliz como naquele dia.

Fica em paz A saudade dói, mas um dia a gente vai se encontrar novamente. Um beijo muito carinhoso. Deus te guarde."

Assinado : Sem Identificação (psicografia)

Data : 24 de julho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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sábado, 12 de julho de 2008

TRISTEZA : A FELICIDADE TEM LIMITE ?

Dizem os pesquisadores atuais que a felicidade tem e "deve ter" limites. Nesse campo estão os argumentos apresentados por Diener: ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis, menos atentas a riscos. Além do pragmatismo de Diener, há uma questão de essência. “Cedo ou tarde na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável”, escreveu o escritor italiano Primo Levi, um sobrevivente de um campo de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. “Poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza, eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer ‘infinito’.”

Há ainda uma terceira forma de entender os limites da felicidade. Só conseguimos ter a percepção de um sentimento em comparação com outros estados de ânimo. Como demonstram vários estudos, é a variação do humor que nos causa espasmos de alegria ou de tristeza.

“Felicidade em excesso é indesejável, porque leva a uma capacidade menor de apreciá-la”, diz o historiador inglês Stuart Walton, autor de Uma História das Emoções, publicado no ano passado no Brasil. No livro, Walton examina as emoções que considera primordiais (como medo, raiva, tristeza e felicidade) e as relaciona à vida moderna. “Se você tem algo o tempo todo, não pode dizer se aquilo é bom ou ruim”, diz. “É preciso descartá-lo para saber se a tal coisa lhe oferece ganhos ou perdas.” Portanto, quem diz que é 100% feliz pode não estar falando a verdade.

Felicidade, por definição, não é um estado de espírito permanente. Fosse assim, as pessoas seriam mais fortes na vida.

“A felicidade pode chegar com um amor, com uma conquista, com um fato que transformou de maneira positiva o indivíduo”, diz Walton. “Mas ela não fica para sempre. De uma hora para outra, pode e provavelmente vai partir.” Assim como a infelicidade.

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

O QUE É SER FELIZ ? - Tomaz


“Felicidade! O que é ser feliz?

Tanta gente passa a vida toda procurando a felicidade e não se dá conta de que ela possa ser encontrada naquilo que não damos importância.

Quantas vezes ouvimos alguém dizer : Eu seria feliz se tivesse um carro. Outro seria feliz se tivesse um emprego. Outro ainda se tivesse uma casa. Então, podemos concluir que aqueles que têm essas coisas, definitivamente e sem sombras de dúvidas, tem a obrigação de serem felizes. Mas não é assim.

Há quem tenha isso ou parte disso e ainda assim se diz infeliz.

Isso se dá porque temos uma falsa ilusão do que seja a felicidade. Isso é estar apegado ao material, ao que menos importa aos olhos do Pai.

A felicidade pode ser encontrada na doação, no amor no coração, na fartura do bem. No rosto feliz da criança adotada, que acaba de ganhar um pai e uma mãe. A felicidade está no agradecimento do próximo pelo simples fato de tê-lo ouvido e a ele dado atenção.

Já foi dito que a felicidade não é deste mundo. Porque neste mundo viemos não para sermos felizes e mais nada, mas para crescermos, evoluirmos espiritualmente e um dia encontrar a felicidade suprema e duradoura.

Vamos pensar menos na conquista material e mais na aquisição de coisas para o espírito. Vamos ajuntar graças e bençãos com atos e ações bondosas e humanitárias; e assim poderemos ter a sensação da felicidade.

Ser feliz é desencarnar, deixar este corpo físico que apenas nos aprisiona e poder se orgulhar de ter feito o bem. Que Deus nosso Pai esteja sempre conosco e conceda a cada um de nós a felicidade que fazemos por merecer. Um abraço fraterno."

Assinado : Tomaz (psicografia)
Data : 21 de agosto de 2007
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO

É comum confundir os conceitos de tristeza com depressão. E dá-lhe remédio. É como se quiséssemos abolir de nossa vida toda e qualquer contrariedade. "Eu não tenho problemas de depressão, apenas de mau humor e timidez", diz um internauta da comunidade Confissões de um Prozaquiano, que tem 160 membros no site de relacionamento Orkut. "Uso pelo estresse do dia-a-dia mesmo. É um santo remédio." O próprio Del Sant é um exemplo contra o abuso. No ano passado, uma de suas filhas, Carlota, sofreu um acidente de trânsito e está em coma até agora. Já passou por 16 cirurgias. "Eu, minha mulher, Solange, e minha outra filha, Lorena, estamos profundamente tristes. Muitas vezes, choramos. Sentimos falta da nossa Carlota. Mas não estamos depressivos." Assustado com a enorme indústria que se formou em torno de nossa necessidade de ser felizes acima de tudo, um dos pioneiros do estudo da felicidade, o psicólogo americano Edward Diener - por muito tempo alcunhado de Doutor Felicidade - voltou atrás. Não à toa, seu próximo livro, em parceria com o filho, Robert Biswas-Diener, terá o título de Rethinking Happiness (Repensando a Felicidade). Diener não renega sua tese central, de que as pessoas felizes vivem mais (por ter sistemas imunes mais fortes) e são mais bem-sucedidas. Mas ele aprofundou suas pesquisas. Em geral, os estudos sobre o tema comparam pessoas felizes com pessoas infelizes. Desta vez, Diener comparou pessoas felizes e pessoas extremamente felizes. Aí, o resultado é outro. Os extremamente felizes vivem menos que os moderadamente felizes, e são menos bem-sucedidos. Sua conclusão: há um nível de felicidade ótimo, além do qual ela se torna mais prejudicial que benéfica. Segundo ele, numa escala de 0 a 10, sendo 0 o sujeito miserável e 10 a pessoa inabalavelmente contente, o melhor é uma nota 8, nível médio de felicidade. Ele garante uma existência aprazível e traz uma margem de insatisfação que evita a letargia. Como diz Diener, há uma lista enorme de pessoas que querem que você seja mais feliz - não importa quanto você já seja. Essa lista inclui os ativistas da psicologia positiva, uma corrente que se tornou preponderante nos Estados Unidos no fim da década de 90 e afirma que, em vez de apenas curar doenças, a medicina da mente deve tratar de elevar nosso bem-estar. Também inclui os autores de livros com receitas para sermos mais contentes, os políticos em quem você votou (porque a probabilidade é que os reeleja), os profissionais de auto-ajuda, os técnicos de laboratórios que buscam drogas cada vez mais eficazes para combater a tristeza. Até sua mãe, "porque ela o ama e provavelmente se sentirá um fracasso se você for uma pessoa infeliz". Há, no entanto, uma corrente cada vez mais vigorosa contra essa indústria da felicidade. Ela inclui quatro vertentes de combate: Felicidade tem limite; Sem obstáculos, não há vitória; A alegria ou a vida e Angústia dos gênios. Estes temas serão tratados nas próximas postagens.

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DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO

É comum confundir os conceitos de tristeza com depressão. E dá-lhe remédio. É como se quiséssemos abolir de nossa vida toda e qualquer contrariedade. "Eu não tenho problemas de depressão, apenas de mau humor e timidez", diz um internauta da comunidade Confissões de um Prozaquiano, que tem 160 membros no site de relacionamento Orkut. "Uso pelo estresse do dia-a-dia mesmo. É um santo remédio." O próprio Del Sant é um exemplo contra o abuso. No ano passado, uma de suas filhas, Carlota, sofreu um acidente de trânsito e está em coma até agora. Já passou por 16 cirurgias. "Eu, minha mulher, Solange, e minha outra filha, Lorena, estamos profundamente tristes. Muitas vezes, choramos. Sentimos falta da nossa Carlota. Mas não estamos depressivos."

Assustado com a enorme indústria que se formou em torno de nossa necessidade de ser felizes acima de tudo, um dos pioneiros do estudo da felicidade, o psicólogo americano Edward Diener - por muito tempo alcunhado de Doutor Felicidade - voltou atrás. Não à toa, seu próximo livro, em parceria com o filho, Robert Biswas-Diener, terá o título de Rethinking Happiness (Repensando a Felicidade). Diener não renega sua tese central, de que as pessoas felizes vivem mais (por ter sistemas imunes mais fortes) e são mais bem-sucedidas. Mas ele aprofundou suas pesquisas. Em geral, os estudos sobre o tema comparam pessoas felizes com pessoas infelizes. Desta vez, Diener comparou pessoas felizes e pessoas extremamente felizes. Aí, o resultado é outro. Os extremamente felizes vivem menos que os moderadamente felizes, e são menos bem-sucedidos.

Sua conclusão: há um nível de felicidade ótimo, além do qual ela se torna mais prejudicial que benéfica. Segundo ele, numa escala de 0 a 10, sendo 0 o sujeito miserável e 10 a pessoa inabalavelmente contente, o melhor é uma nota 8, nível médio de felicidade. Ele garante uma existência aprazível e traz uma margem de insatisfação que evita a letargia.

Como diz Diener, há uma lista enorme de pessoas que querem que você seja mais feliz - não importa quanto você já seja. Essa lista inclui os ativistas da psicologia positiva, uma corrente que se tornou preponderante nos Estados Unidos no fim da década de 90 e afirma que, em vez de apenas curar doenças, a medicina da mente deve tratar de elevar nosso bem-estar. Também inclui os autores de livros com receitas para sermos mais contentes, os políticos em quem você votou (porque a probabilidade é que os reeleja), os profissionais de auto-ajuda, os técnicos de laboratórios que buscam drogas cada vez mais eficazes para combater a tristeza. Até sua mãe, "porque ela o ama e provavelmente se sentirá um fracasso se você for uma pessoa infeliz". Há, no entanto, uma corrente cada vez mais vigorosa contra essa indústria da felicidade. Ela inclui quatro vertentes de combate: Felicidade tem limite; Sem obstáculos, não há vitória; A alegria ou a vida e Angústia dos gênios. Estes temas serão tratados nas próximas postagens.

Reportagem publicada originalmente na Revista Época (Edição nº 511)

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

O VALOR DA TRISTEZA OU A BUSCA DA FELICIDADE

Um estudo questiona a eficácia dos antidepressivos. E novas pesquisas mostram que a infelicidade pode ser boa para nós

Quando foi lançado nos Estados Unidos, em 1987, o mais famoso medicamento antidepressivo do mundo chegou a ser apontado, pela revista Scientific American, como um “anjo que ilumina as trevas da alma”. O Prozac foi o primeiro de uma série de remédios que visam alterar o nível de serotonina, uma substância química do cérebro relacionada à sensação de prazer. Com as mudanças das últimas duas décadas no modo como a ciência médica encara a depressão, esses medicamentos se tornaram campeões de venda.

O número de pílulas consumidas no mundo inteiro pulou de 4 bilhões, em 1995, para 10 bilhões, em 2004, um aumento de 150%. No Brasil, também se registrou um salto. Há três anos, 20,6 milhões de comprimidos foram vendidos no país. No ano passado, foram 24,4 milhões (um aumento de 18,5%).

Por isso, um estudo lançado na semana passada na Public Library of Science Medicine (Biblioteca Pública da Ciência Médica) causou grande impacto. O pesquisador Irving Kirsch, da Universidade de Hull, no Reino Unido, e seus colegas revisaram os estudos clínicos de vários antidepressivos e concluíram que, nos casos de depressão leve, seus efeitos não são melhores que os de placebos (Os placebos, pílulas sem substância ativa, são usados em um grupo separado de pacientes para avaliar quanto da melhora se deve ao remédio e quanto apenas ao efeito psicológico de ser atendido e medicado).

Kirsch utilizou estudos que a indústria não havia divulgado. Os laboratórios foram obrigados a liberá-los pela Food And Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos. A indústria rebateu a conclusão, dizendo que Kirsch analisou poucos estudos. Além disso, outro estudo, lançado também na semana passada pelo Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos, afirma que o uso de antidepressivos ajuda a diminuir a taxa de suicídios.

Essa discussão provavelmente terá vida longa. E dá força a uma questão de fundo: por quê buscamos com tamanha avidez a felicidade? Boa parte do sucesso dos remédios está não numa epidemia de depressão, como apontou o psiquiatra Derek Summerfield em um recente artigo no Journal of the Royal Society of Medicine, mas numa “epidemia de receitas de antidepressivos”.

Os antidepressivos são um avanço extraordinário, diz o psiquiatra paulista Renato Del Sant, diretor do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. “Mas, para receitá-los, é preciso uma avaliação longa e precisa. Hoje, os psiquiatras estão mais preocupados em acompanhar os avanços da neurociência do que em se debruçar no histórico do paciente, muitas vezes até por falta de tempo. Por isso, o diagnóstico está cada vez mais superficial.”

David Cohen, Amauri Segalla, Kátia Mello e Martha Mendonça
Reportagem publicada originalmente na Revista Época (Edição nº 511)

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A VIDA SEM TRABALHO É O VAZIO - Samuel

“Vim para trazer um pouco de paz, de conforto e dizer o quanto a vida continua. Depois que vim pra cá é que comecei a viver de verdade. Até então me ocupava do que queria e quando queria. Por desleixo me deixei morrer. Achei que largar, deixar a vida seguir seu rumo, não fazer nada de mal pra ninguém já era o suficiente. Quanta ilusão, meus amigos, quanto tempo esperdiçado !
Aqui vi que pra ser feliz se deve produzir, ser útil e solidário. Aqui, ficar inerte só traz uma sensação de desconforto e até de vergonha, porque todos trabalham ou estudam. Hoje sei que a felicidade é ajudar e aprender.

No momento certo, percebi que deveria procurar uma ocupação. Estudava e trabalhava, e hoje vejo o quanto isso pode trazer paz ao nosso coração. Aqui tudo é muito bonito e a paz reina. As músicas são lindas e aquecem nossos espíritos. Aquecem nosso coração espiritual. Todos somos irmãos. Todos aprendemos a viver como irmãos e a partir daí se sente a verdadeira felicidade.

Encontramos espíritos que vieram antes e acolhemos os que vêm depois. Ter a chance do reencontro é uma benção e um presente de Deus Pai todo poderoso. Só aqui percebemos que a vida sem o trabalho, sem o estudo é uma perda de tempo. Percebemos o quanto poderíamos ter ajudado e crescido espiritualmente. Deus com sua infinita bondade nos mostra o que fazer e o que deveríamos ter feito. Se não foi feito, temos a oportunidade de fazer. Se fizemos, recebemos a graça da evolução e de conquistarmos um espaço melhor.

Nada muda aqui, a não ser a consciência de que pra ser feliz não precisamos de muito. Um dia amanhecendo, um pôr-do-sol, uma garoa fina, um cheiro de mato molhado ou de uma dama da noite pode trazer a sensação de felicidade.

Aproveitemos o tempo que nos é dado e cresçamos como seres espirituais. Atendamos ao chamado e pratiquemos o que nos dispusemos fazer para que a colheita seja farta. Sejam bons o quanto puderem. Cuidem uns dos outros, sejam solidários, caridosos e trabalhadores e a recompensa é certa.

Um abraço fraterno e o desejo de muito trabalho e estudo na vida de cada um.”

Assinado : Samuel

Data : Dezembro de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

IMAGINE !

Por Victor Chaves

Imagine que seu corpo pare totalmente. Seus músculos não funcionam mais nem para respirar nem para enxergar. Aí, todos ao seu redor pensam que você morreu, mas por dentro, você tenta desesperadamente dizer a eles que está vivo, mas não consegue.

Quando se dá conta, percebe que pegaram seu corpo, puseram em um caixão e seguem ao seu lado para o cemitério em seu fúnebre enterro.Nesta caminhada rumo ao cemitério, você ouve a voz dos seus pais, amigos e amigas, conhecidos, familiares, etc. Você esquece um pouco o desespero e fica lembrando de que todas as vezes em que se desesperou na vida, foi em vão e inútil, sendo que teve a opção de não se desesperar. Então , começa a refletir sobre os que estão ao seu lado. Ouve a voz de seu pai e começa a pensar no quanto você poderia tê-lo entendido mais, ou no quanto poderia tê-lo dado maiores chances de entendê-lo e saber do quanto o ama.

Pensa em sua mãe e vê que inúmeras foram as chances de ter-lhe dito que a amava, em bom e alto tom, mas as perdeu simplesmente. Você percebe que a vida, hora tão próspera e viril, aparentemente infinita, durou pouco. Tão pouco, que não deu para ter dito vários "obrigados", e agora, não dá para voltar lá onde você disse "não" querendo dizer "sim", ou "sim", querendo dizer "não". A vida passou e você agora está num caixão. Alguns entre os que você desprezou sem motivo, choram. Você pensa: "Como pude reconhecer tão pouco minhas vitórias, até mesmo em derrotas?"; ""Fui menos feliz que poderia e fiz menos gente feliz que poderia e agora não posso voltar atrás". Cego, não sabia enxergar o óbvio em minha volta, e sentia-me infeliz e sem brilho, mesmo com tantos paralíticos, doentes, esquecidos e solitários à minha volta e em toda parte".

Quando se dá conta, chega ao cemitério e então, ao som de muitos choros, sente que seu caixão é posto em uma escura tumba. Sua esperança, já pequena, se esvai e você se entrega sem nada poder fazer. Passam-se horas e você continua ali, sem forças até para chorar. Aliás, chorar é tudo o que você gostaria de poder fazer agora, pois quando podia, em vida, teve vergonha e muitas vezes escondeu. Escondeu até o riso. Escondeu até o aplauso. Você percebe que quando não resta mais nada a fazer, o impossível se iguala ao possível e aí, passa a ser tão possível quanto qualquer normalidade. Então você repensa: "Quando estava vivo, dizia que acreditava em Deus, mas na hora em que mais precisava dele, o esquecia e sentia-me só".

Então, inexplicavelmente, você sente uma força surgindo em seu corpo e consegue quebrar o caixão. Você sai dele e da tumba e vai ao encontro de seus pais e amigos. Só que , desta vez, disposto a viver de verdade. Porque agora, você passa a saber que todos morrem, mas muitos morrem sem ter vivido.

Você é feliz? Basta enxergar. Porque felicidade, beleza e vitória não estão em um lugar determinado e sim, onde você enxerga. É preciso aprender a enxergá-los apenas!Hoje e agora, seja e esteja feliz, faça e arrisque. Não é preciso que fiquemos lá em nosso caixão pedindo para voltar aqui para fazermos melhor, pois é aqui e agora que você pode fazer algo e, definitivamente, viver!

(20 de abril de 2007)

Leia texto integral no site oficial da dupla Victor & Léo, seção "Anotações"

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domingo, 21 de outubro de 2007

NINGUÉM É DONO DA FELICIDADE - Aristóteles


Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, a absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo.

A sua paz interior é a sua meta de vida, quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade, cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para acalmar-se, você é reflexo do que pensa diariamente.

Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo(a) sempre. Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar ao mundo que lhe quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está 'pronto' para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.

(Este texto foi escrito por Aristóteles no ano 360 A.C.)

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