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sexta-feira, 24 de julho de 2009

MP INVESTIGA OBRAS DO MEMORIAL CHICO XAVIER

Procuradora da República com dois meses de atuação em Uberaba dá os primeiros passos em assunto que promete dar o que falar. A partir do surgimento de denúncia dando conta de supostas irregularidades na construção do Memorial Chico Xavier, a representante do Ministério Público Federal está tomando vários procedimentos.

Raquel Cristina Rezende Silvestre, que veio de Manaus para Uberaba, baixou portaria formalizando procedimento administrativo civil (nº 088/2009). Conforme consta no documento, as primeiras medidas seriam para “subsidiar futuras e eventuais medidas judiciais ou extrajudiciais”, ordenando várias medidas dentro do procedimento administrativo.

No primeiro ato nada consta quanto às irregularidades denunciadas, em maio, ao promotor José Carlos Fernandes por Leandro dos Santos Souza, diretor do Instituto Chico Xavier, relacionadas com a construção do memorial que leva o nome do líder espírita. Mas, a procuradora mandou ofícios ao filho do médium e à Biblioteca Nacional, enquanto ao Instituto Chico Xavier indaga apenas quem será o responsável pela administração do Memorial Chico Xavier.

Por sua vez, o odontólogo Eurípedes Humberto Higino dos Reis, filho do médium, recebeu oficio estipulando prazo de dez dias para que informe se há inventário dos bens pessoais e das obras de seu pai, bem como deve informar como se dá o acesso a esses bens e como estão armazenadas as psicografias de Chico Xavier.

Na portaria que instaurou o procedimento administrativo, a procuradora Raquel fez constar que tais diligências seriam para verificar a possibilidade de tombamento do imóvel em que residia o líder espírita, no Parque das Américas, como consta nos autos.

O Ministério Público Federal só foi acionado após conclusão do promotor José Carlos Fernandes de que não teria competência legal para apurar as denúncias levadas até ele pelo diretor Leandro Souza. A remessa dos autos foi feita em razão de o memorial estar sendo construído com dinheiro coletado através da chamada Lei Rouanet, de incentivo fiscal à cultura. No caso, empresas e pessoas físicas fazem a doação de valores que serão deduzidos do Imposto de Renda que deveriam ir para o “Leão”.

Quanto ao denunciante, em depoimento ao promotor de Justiça, Leandro levantou várias dúvidas quanto à construção do memorial, estimado inicialmente em R$ 3,3 milhões, mas que deve custar o dobro do orçado.

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terça-feira, 21 de julho de 2009

CHICO XAVIER: COMEÇA NOVA FASE DA FILMAGEM

Longa-metragem de Daniel Filho tem estréia prevista para abril de 2010. As filmagens acontecem no Rio, Minas e no interior de São Paulo. Atualmente, o diretor Daniel Filho (da comédia “Se eu fosse você”) e uma equipe de quase 400 pessoas trabalham na filmagem do longa, que deve chegar aos cinemas no primeiro semestre do próximo ano. Letícia Sabatella, que interpreta a mãe de Chico Xavier, aproveitou um intervalo das filmagens para dar atenção aos fãs que apareceram no set em Tiradentes.

No filme, que começou a ser rodado há três semanas, o homem que ficou famoso por tentar se comunicar com espíritos será interpretado pelo ator Nelson Xavier, que atuou na novela "A Favorita" como Edvaldo. O elenco também conta com Letícia Sabatella, Giulia Gam, Tony Ramos, Christiane Torloni, Giovanna Antonelli, Cássio Gabus Mendes, Cássia Kiss e outros. “Depois da primeira cena vai fácil”, diz Giulia Gam, que interpreta Rita, tia de Chico Xavier.

As filmagens, que já passaram pelo Rio e Tiradentes, em Minas, seguiram nos últimos dias para Paulínia, no interior de São Paulo. “Nós pintamos e bordamos em Tiradentes. Interrompemos ruas, pintamos casas, pedimos silêncio nas horas mais alegres, fizemos barulho nos momentos mais calmos, e a população inteira entendia”, conta o diretor sobre a temporada na cidade mineira.

Quem assina o roteiro do longa é Marcos Bernstein – que escreveu “Central do Brasil” - , baseado no livro “As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior. O dia-a-dia da produção pode ser acompanhado no blog do filme.

Fotos: Ique Esteves/Divulgação

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domingo, 19 de julho de 2009

CHICO XAVIER: ENTREVISTAS COM ATOR E DIRETOR

ENTREVISTA COM O ATOR NELSON XAVIER

Fantástico: Como é para você interpretar um dos maiores nomes do espiritismo brasileiro?

Nelson Xavier: O Chico Xavier está realmente transformando a minha vida, minhas opiniões, minhas crenças. Estou acreditando profundamente nas coisas que estão sendo reveladas a mim, e estou conseguindo alcançar uma posição crítica em relação a esse assunto. É uma emoção que está me conduzindo.

Você é espírita? Já vivenciou situações consideradas paranormais?

Não sou espírita, mas minha mãe era. Durante toda a minha vida isso foi familiar para mim. Minha mãe me chamava para o espiritismo, mas eu nunca a atendi. Já aconteceram fatos coincidentes e inexplicáveis comigo, mas não posso chamá-los de paranormais.

Como se preparou para o papel?

Em março, fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou, e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos. Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico.


ENTREVISTA COM O DIRETOR DANIEL FILHO

Como surgiu a ideia de filmar a(s) vida(s) de Chico Xavier?

Daniel Filho: Fui convidado por Bruno Wainer, há cinco anos atrás. Ele tinha adquirido os direitos do livro do Marcel Souto Maior “As vidas de Chico Xavier” e me ofereceu a sociedade para a Lereby (minha companhia) produzir. Tentei vários diretores e por um ou outro motivo acabava não dando. Finalmente o Rodrigo Saturnino me convenceu que além de produzir eu devia dirigir, em homenagem a Augusto César Vanucci, que era um espírita de quatro costados e amigo do Chico.

Você considera Chico Xavier uma figura paranormal?

Sem dúvida, vários fatos comprovadamente atribuídos a ele o classificam como paranormal.

Você já pensou como vai se comportar se acontecer alguma situação sobrenatural durante as gravações do filme?

Comprovadamente sobrenatural acho difícil. Não creio nisto. Mas, fazer um filme no Brasil é coisa meio sobrenatural. Realmente respondendo a pergunta, será ótimo para minha curiosidade! Mas sem duvida a "vibração" a favor que o filme tem recebido do publico tem sido algo que bate no coração. O mesmo não se pode dizer de patrocinadores.
Deixe uma mensagem para os seguidores de Chico Xavier no Brasil!

Não são restritos aos espíritas, os seguidores do Chico Xavier são ecumênicos. A mensagem de tolerância, amor, honestidade, humildade e alegria que ele nos deixou vale para todos os seres humanos. E é este filme que gostaria de conseguir fazer. Precisamos ver esta vida exemplar. Tomara que eu, a equipe, e o grande elenco reunidos consigamos passar a emoção que nos juntou neste desafio.

Daniel Targueta
A partir do programa Fantástico(TV Globo). Leia texto integral

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terça-feira, 30 de junho de 2009

OS ESPÍRITOS ESTÃO POR TODA PARTE

À medida que ficava mais velho, fui perdendo o interesse pelos espíritos. Passei um ano em um seminário, até perceber que a Igreja Católica não tinha as respostas que eu procurava. Os problemas da adolescência me afastaram das preocupações com o outro lado. Eu era muito intuitivo, mas de certa forma fechei o portal para minhas visões. A essa altura, eu já tinha entrado para a faculdade, onde estudava Rádio e TV. Queria seguir carreira como redator de comédias para a TV.

Depois de formado, me mudei para Los Angeles, onde arranjei um monte de empregos esquisitos na indústria do cinema. Um dia, Carol, uma amiga do trabalho, me convidou para acompanhá-la a uma sessão espírita. Hesitei, sem saber se queria recomeçar essa história de espíritos, mas fui, movido pela curiosidade. Lá conheci Brian E. Hurst, um médium talentoso. No meio da sessão, ele virou-se para mim e falou:

– Os espíritos estão dizendo que você tem um grande poder mediúnico e um dia fará este trabalho também.

Pensei imediatamente: “De jeito nenhum! Não sou doido. Vou ser roteirista de TV, e não alguém que fala com os mortos.” Mas meu interesse foi despertado e continuei freqüentando as sessões semanais de Brian. Acabei voltando a ver espíritos, como acontecia na infância.

Então comecei a fazer minhas próprias sessões individuais, primeiro com amigos, em seguida com pessoas encaminhadas a mim. Depois de um ano, as sessões me ocuparam integralmente, e tive que fazer uma escolha. Não preciso dizer que larguei meu emprego no show business e me dediquei inteiramente ao trabalho com os espíritos. Isso foi há quase 25 anos, e minha vida tem sido uma verdadeira montanha-russa desde então.

Depois de ter viajado pelo mundo todo, posso dizer, sem nenhuma dúvida, que os espíritos estão à nossa volta em toda parte.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

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Infância cheia de Espíritos
Livro "Espíritos entre nós"

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sábado, 27 de junho de 2009

DISCOVERY RETRATA BUSCA PELA CURA ESPIRITUAL



A seus 41 anos, Marcia Paulino sofre de diversos transtornos no abdômen, que lhe provocaram até o momento 43 operações, 28 no intestino. Os médicos não explicam porquê lhe sucede isto. Para tratar de resolver seus problemas, Marcia visita a um médium para submeter-se a um rito de cura. Este é o tema de um novo episódio da série "Fator Desconhecido", do canal Discovery., já tratado aqui neste espaço. Discovery Channel abandonou o mundo real para adentrar-se nas ciências ocultas. A série procura respostas a alguns dos fenômenos paranormais mais populares de todos os tempos: exorcismos, aparições de fantasmas, sessões de ouija ou viagens fora do corpo, apresentados através de casos reais ocorridos na América Latina e Espanha.

Cada episódio aborda um tema diferente, ao que os responsáveis da série se acercam com rigor e profissionalidade, tratando de encontrar a possível explicação científica a estes fenômenos. Para tanto, conta com apoio de parapsicólogos, médicos, cientistas e reconhecidos estudiosos de temas paranormais, que tratam de interpretar de um ponto de vista científico estes acontecimentos.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

UM RESGATE ESPIRITUAL

Por ser um jovem tímido e sensível e por não gostar de esportes, eu não tinha muitos amigos. Procurava ser simpático e amigável,mas evitava os encrenqueiros. Mike Marks era o valentão da classe na quinta série. Sentava- se no fundo da sala e passava o tempo todo fazendo o que pudesse para prejudicar a concentração da turma. Ele se irritava facilmente e parecia ter uma maldade intrínseca, difícil de controlar. Nosso professor de história, o Sr. Reed, era um homem calmo, que dava aulas vivas e interessantes. Um dia, Mike abusou da paciência do Sr. Reed. O professor chamou-o para a frente do grupo e bateu nele várias vezes com a vareta que usava para fazer os apontamentos na lousa.

Então, vi o espírito. Como muitas de minhas visões, ele tinha um halo luminoso a seu redor. Era um homem alto, moreno, de cabelos castanhos. Ficou em pé à direita de Mike e assistiu com tristeza à surra que o garoto levava. A certa altura, levou as mãos ao rosto para evitar ver aquela cena terrível. Percebi que era o espírito do pai de Mike e que ele queria pedir desculpas ao filho. Eu gostaria de ter podido transmitir a mensagem a Mike, mas na ocasião foi impossível. Senti pena do garoto, imaginando que o coitado devia apanhar do pai e que por isso agia daquele jeito. Talvez suas explosões fossem um grito por socorro.

Um dia, a caminho da escola, Mike perguntou se podia me acompanhar. Concordei, achando que seria legal andar ao lado do valentão da turma. Ele sugeriu que fôssemos até a ponte que passava sobre os trilhos do trem. Quando protestei, dizendo que ficava longe, pegou uma pedra e mirou na minha cabeça. Apavorado, não tive alternativa senão obedecer.

Caminhei com Mike durante 45 minutos até chegar à ponte, que ficava em um local deserto. Mike me mandou sentar e tirar os tênis. Protestei mais uma vez, e ele voltou a me ameaçar. Desamarrei os sapatos rapidamente e entreguei-os a Mike. Segurando meus tênis por cima da via férrea, ele disse: "Diga que eu sou o maior ou vou soltá-los". Tentei fugir, mas Mike me segurou e me jogou no chão. Minhas mãos e meu rosto bateram no solo com força. Implorei, chorando, que me deixasse partir, mas Mike ameaçou me atirar da ponte.

Eu estava morto de medo, pois ele era suficientemente louco para me jogar dali.. "Me larga! – gritei". Mas Mike apenas riu. De repente, o espírito que havia estado ao lado de Mike na sala de aula apareceu de novo, parecendo ainda mais brilhante. O espírito me enviou seus pensamentos.

– Eu sou Michael, o pai do Mike.
– Seu pai está falando comigo – disse a Mike.
– Você ficou louco! – gritou Mike.
– Seu pai está aqui conosco. Está dizendo que não foi culpa sua. Ele tinha bebido muito quando sofreu o acidente de carro.

Mike me olhou fixamente. Continuei:
– Ele está dizendo que não foi ao seu jogo da Liga Mirim porque morreu na noite anterior.
– Não é verdade – insistiu Mike. – Minha mãe disse que ele nos abandonou.

O pai de Mike contou que sua esposa mentira porque se sentia culpada demais por ter um caso extraconjugal. Ela havia pedido o divórcio ao pai de Mike no dia em que ele morreu.

– Não se culpe – prossegui, transmitindo a mensagem do pai.
– Não foi sua culpa. Seu pai está dizendo que fica muito orgulhoso de você e sente muito por você não saber a verdadeira história da morte dele.

Mike jogou os tênis em mim e saiu correndo. O espírito me agradeceu por ter contado a verdade ao seu filho. Senti pena do espírito, mas agradeci por ele ter salvado a minha vida. Mike nunca mais falou comigo. Mais tarde, minha mãe me contou que o pai de Mike havia morrido em um desastre de carro. Um ano depois do incidente, Mike desapareceu do bairro. Tempos depois, fiquei sabendo que ele tinha ido para uma escola militar no interior do estado de Nova York.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

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domingo, 21 de junho de 2009

ESPÍRITOS SE COMUNICAM POR INSTRUMENTOS





Apresento hoje, a partir de documentário exibido originalmente pelo canal Discovery, uma nova forma de comunicação com espíritos, semelhante ao trabalho desenvolvido, no Brasil, pela pesquisadora Sonia Rinaldi. A série "Fator Desconhecido", do Discovery, explora uma série de fenômenos paranormais ocorridos nos EUA, na América Latina e em Espanha. Cada um dos seis episódios que compõem a série é dedicado a um tema ou caso específico. Entre outros, são apresentados os mistérios da prática do ouija (a famosa brincadeira do copo) pela Sociedade Espanhola de Investigações Para-psicológicas, a força mental de uma menina espanhola que dobra talheres com o olhar, e os espíritos que vagam por um antigo hospital psiquiátrico em Chihuahua. Trata, ainda, da habilidade de um rapaz argentino que materializa pedras, espíritos que se apoderam de uma tribo na Colômbia, os ritos de cura de uma médium no Brasil e as experiências extracorporais de um psicólogo da Pontifica Universidade Católica do Chile.

Além de apresentar testemunhos em cada um dos casos, a produção entrevistou parapsicólogos, médicos, cientistas e estudiosos de temas paranormais. O objetivo do programa é buscar respostas - científicas ou "aparentadas" - para alguns dos fenômenos inexplicáveis.

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Vida após a morte vira tese universitária

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terça-feira, 16 de junho de 2009

ESPÍRITOS ENTRE NÓS : A DAMA DE ROSA


Um ano depois, eu estava na missa dominical, esperando o momento da comunhão, quando senti uma dor de estômago tão intensa que tive que me deitar no chão entre o assento e o enuflexório.

Eu queria que alguém me ajudasse, mas como tinha muito medo de ser repreendido pelas freiras, permaneci onde estava. De repente, olhei para cima, e uma mulher bonita, de vestido rosa, cabelos ruivos e olhos azuis inclinou-se sobre mim.

Olhei em seus olhos, e pude ouvi-la claramente por sobre o som da missa.

– Não ligue para o que os outros pensam, James. Você nunca deve ter vergonha de ser quem é. Assim como hoje eu o estou ajudando, um dia você ajudará também os outros, trazendo-lhes paz.

Ame a si mesmo e tudo ficará bem.

Despertei de meu estado de transe e consegui me sentar. A essa altura, o padre já estava recitando as preces finais. Olhei em volta. A mulher de rosa havia desaparecido. Observei as outras crianças, que desviaram o olhar de mim. Perguntei-me o que elas estariam pensando, mas fiquei calado, ainda meio tonto e confuso por causa da aparição. Só anos mais tarde compreendi sua mensagem. Foi uma das muitas que recebi falando sobre minhamissão de levar paz, esperança e amor a outras pessoas.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

LIÇÕES DE CHICO XAVIER - VIII

Esta é a oitava postagem com lições de vida de Chico Xavier, colhidas das inúmeras entrevistas concedidas ao longo de sua vida. Hoje os temas são dinheiro, bondade, catástrofes e riqueza.


DINHEIRO - "Não é nada, mas, o dia que eu aceitar pelo menos um tostão do produto da venda de qualquer livro desses, deixarei de ser Chico Xavier, ou seja: menos do que nada!" (Carlos Antônio Baccelli, de Uberaba - Jornal O Ideal - Nº 56 - Janeiro de 2000 - Chico no Lápis de Baccelli).

BONDADE -Um grupo de amigos conversava perto de Chico sobre o difícil problema do relacionamento humano e de como acertar nos serviços de assistência social, quando ele saiu-se com esta: "Ser bonzinho é fácil, difícil é ser justo". (Jornal Busca e Acharás - Junho de 2000).

CATÁSTROFES - Dentro da Doutrina Espírita, como se explicam as mortes, assim aos milhares, em guerras, enchentes, em toda espécie de catástrofe? Chico Xavier: "São essas provações, que coletivamente adquirimos do ponto de vista de débitos cármicos. As vezes empreendemos determinados movimentos destrutivos, em desfavor da comunidade ou do indivíduo, às vezes operamos em grupo, às vezes, em vastíssimos grupos e, no tempo devido, os princípios cármicos amadurecem, e nós resgatamos as nossas dívidas, reunindo-nos uns com os outros, quando estamos acumpliciados nas mesmas culpas, porque a Lei de Deus é a Lei de Deus, formada de justiça e de misericórdia". ("Chico Xavier - Dos Hippies aos problemas do mundo).

RIQUEZA - Estávamos com um amigo em Belo Horizonte e esse amigo queria conhecer as belas mansões de Pampulha. Chico Xavier, esse amigo e eu tomamos um automóvel e começamos a contornar o famoso e lindo lago da capital mineira, contemplando as formosas casas residenciais. O amigo perguntou ao médium: "Chico, você não tem inveja dos moradores desses lindos palácios?"

Chico Xavier: "Naturalmente que os moradores dessas mansões são todos excelentes amigos, gente muito boa de nossa terra, mas não tenho inveja deles, porque se todos nós temos que desencarnar um dia e largar tudo o que temos neste mundo, por que havemos de sentir inveja uns outros? Penso que cada um de nós está no lugar onde está o trabalho que Deus nos manda fazer." (Depoimento de Nena e Francisco Galves à Marlene Nobre em pequena 'História de Uma Grande vida', 1977 - Informativo do GEAL - Boletim mensal - Dezembro 1995 Ano v - No 6)

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domingo, 17 de maio de 2009

FEB LANÇA PROJETO DO CENTENÁRIO DE CHICO

A Federação Espírita Brasileira (FEB) apresentou esta semana o projeto "Centenário de Chico Xavier", homenagem ao médium brasileiro conhecido mundialmente. O aniversário de 100 anos de Xavier, comemorado em abril de 2010, será celebrado com o lançamento de filmes, eventos regionais e um congresso aberto aos seguidores de todo o país. As homenagens incluem a produção de um documentário com depoimentos e dois filmes baseados em textos psicografados por Chico.
“A mediunidade dele foi natural”, comentou o diretor da FEB, César Perri. “Ele via e conversava com espíritos desde criança. Era uma pessoa muito simples, de coração aberto.” O espiritismo nasceu há 152 anos na França, com Alan Kardec, e hoje está presente em vários países. No censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000, 55.132 moradores do Distrito Federal se declararam espíritas. A FEB calcula que haja cerca de 30 milhões de simpatizantes da religião em todo o país — levando-se em conta os números da venda de livros e pesquisas de opinião. O DF conta com 130 centros ligados à FEB, onde ocorrem palestras e distribuição de passes (transmissão de energia dos médiuns aos visitantes). Os centros, não raro, recebem pessoas de todas as religiões.

Chico Xavier viveu a maior parte da vida em Uberaba (MG) e, nas últimas décadas de vida, longas filas se formavam com gente de todas as religiões à espera de uma consulta com o médium. “As pessoas iam em busca de consolo. Muitas iam em total desespero porque perderam alguém”, disse. Xavier, desde os 17 anos, psicografava mensagens de pessoas desencarnadas. Os textos escritos por ele na adolescência não eram compatíveis com a formação simples do rapaz, por isso chamaram a atenção.

Na década de 20, Chico Xavier escreveu uma série de textos em prosa e poema, posteriormente publicados em revistas. O trabalho chamou a atenção de seguidores do espiritismo, que incentivaram o médium a publicar seu primeiro livro: "Parnaso de além-túmulo". Entre a série de psicografias presenciadas por César Perri, presidente da FEB, estava a de um jovem que pedia para a mãe parar de chorar com tanta frequência pela morte dele. “Ele disse que era como se ela estivesse empinando um papagaio: a cada vez que chorava, puxava um pouco a linha”.

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sábado, 16 de maio de 2009

LIVRO DOS ESPÍRITOS É NARRADO POR VEREZA


Os atores Carlos Vereza e sua filha, Larissa Vereza, concluíram no final de março, no Rio de Janeiro, as gravações do áudio-book "O Livro dos Espíritos”. O projeto, segundo Maura Xerfam, da empresa Laboratório de Idéias, é da Produtora Olhar Carioca. A obra, escrita por Alan Kardec, teve sua primeira edição publicada em Paris, 1860. Hoje com mais de 100 anos é uma das cinco obras que constituem a Codificação da Doutrina Espírita. Aborda temas da existência de Deus, vida após a morte, reencarnação, leis morais, a vida futura e assuntos que permanecem atuais e são de interesse geral. Há dezoito anos Carlos Vereza é um grande estudioso e praticante da doutrina espírita, seu conhecimento a respeito da obra enriquece o trabalho.

Nas primeiras frases da leitura do livro Pai e filha demonstraram a intimidade que possuem com a arte de ler e interpretar. Larissa Vereza é atriz, cantora, roteirista e diretora e além de artes cênicas, tem formação musical. Já atuou em mais de 10 peças, 4 novelas, 15 curtas e dois longas-metragens. Carlos Vereza, ator consagrado, já atuou na televisão, teatro e cinema. Na TV, trabalhou em novelas como “Sinhá Moça” (2006), “Duas Caras” (2007) e “Começar de Novo” (2004). Atualmente o ator está na novela das 18h, um remake do sucesso "Paraíso", Vereza interpreta um padre.

Em um de seus mais recentes trabalhos, Carlos Vereza atuou com a filha, Larissa Vereza, no filme “Bezerra de Menezes”, ele interpretando o médico espírita brasileiro lhe rendeu série de prêmios. O áudio-book tem previsão de chegar às lojas de todo o país no início de abril de 2009. São obras narradas, livros para ouvir e representam hoje uma tendência no mercado brasileiro e uma realidade no mercado americano. Sua versatilidade tecnológica (MP3) são ideais para quem gosta de ler e não tem tempo e podem ser ouvidos em qualquer local. Além da praticidade, têm o objetivo de democratizar o conhecimento, pois garantem o acesso de grandes obras aos deficientes visuais e analfabetos.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

ATOR DO FILME "CHICO XAVIER" VISITA UBERABA

Com o adiamento das gravações das primeiras cenas do filme "As Vidas de Chico Xavier", dirigido por Daniel Filho, o ator Ângelo Antônio, que fará o médium quando jovem, decidiu visitar a cidade de Uberaba, em Minas Gerais, para conhecer pessoas e lugares. A visita faz parte da preparação de Ângelo para interpretar o médium Chico Xavier no cinema.

Este não é o primeiro trabalho em que o ator é protagonista de uma biografia. Antes, no teatro, ele interpretou o sociólogo Betinho. Depois, também nos cinemas, Ângelo assumiu o papel de Francisco, o pai dos cantores Zezé di Camargo e Luciano. Porém, fazer o papel de Chico Xavier, disse ele, é uma das maiores emoções de sua carreira, que já dura pouco mais de vinte anos. “Precisamos contar essa história. Principalmente pelo momento que vive o mundo, acredito que este trabalho será muito pertinente. Porém, é uma responsabilidade imensa. Estou me abrindo para que o Chico se manifeste em mim”, explicou.

Ângelo Antônio vai interpretar apenas uma parte da vida de Chico. A outra será protagonizada pelo ator Nelson Xavier, que também visitou a cidade recentemente para colher material de preparação para o personagem. Ângelo falou sobre a emoção de visitar a casa onde o médium viveu, em Uberaba. “Senti uma tranquilidade muito grande quando entrei no quartinho dele. Além disso, conviver com as pessoas que estiveram perto do Chico é uma experiência gratificante. Enfim, estou me preparando e torcendo para que ele apareça e nos inspire ainda mais”, completou.

Ainda na tarde de ontem, Ângelo visitou o túmulo onde o corpo do médium está enterrado, no cemitério São João Batista. No fim da tarde, o ator participou do jantar que é servido na casa de assistência onde Chico trabalhou durante sua vida. Em seguida, foi para Pedro Leopoldo, terra natal de Chico Xavier. As gravações do longa devem começar no final de junho.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

OS ESPÍRITOS ESTÃO ENTRE NÓS

Perder um ente querido pode ser uma das dores mais profundas que podemos sentir. Imersos na saudade, na tristeza e muitas vezes na culpa, nos agarramos à memória e nos questionamos se algum dia voltaremos a nos encontrar. Em "Espíritos entre nós", o médium americano James Van Praagh afirma que os espíritos de pessoas queridas estão sempre à nossa volta, olhando por nós e até interferindo em nossas escolhas para tomarmos o caminho certo. No entanto, não são apenas esses espíritos bons que nos cercam. Muitas vezes, pessoas que morreram tragicamente continuam presas à Terra, e isso pode gerar uma série de transtornos e sofrimentos.

Mas como identificar os espíritos que estão ao nosso lado? Como saber se são anjos ou assombrações? Como reconhecer os sinais que eles nos enviam? Como compreender suas mensagens? Neste livro, James Van Praagh ensina técnicas e exercícios que vão nos ajudar a compreender melhor o outro lado da vida, aliviando nossos medos e nos fazendo enxergar a morte com mais naturalidade.

A maioria das pessoas sente uma mistura de medo e fascínio quando ouve histórias de espíritos. Talvez essa atração venha do fato de que muitos de nós já passamos por alguma experiência que não conseguimos explicar: ouvimos passos, tivemos a sensação de que estávamos sendo observados, vimos vultos. Na verdade, o que motiva tanto o medo quanto o fascínio é a nossa eterna busca pela resposta de um dos grandes mistérios da existência: o que acontece depois da morte?

Afirmando ter o dom de ver, ouvir e sentir a presença dos espíritos desde criança, James Van Praagh dedica sua vida a compreender o mundo invisível e a explicar para as pessoas o que realmente acontece depois que deixamos o nosso corpo. Com mais de 400 mil livros vendidos no Brasil, o autor de "Conversando com os espíritos" e co-produtor da série "Ghost Whisperer", ensina técnicas e exercícios para nos ajudar a reconhecer os sinais que os espíritos nos enviam. Sua idéia é transformar as angústias em conhecimento e inspiração, o que nos faz abrir os olhos e o coração para compreender os mistérios da vida e desvendar os segredos da morte.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

VIDA APÓS A MORTE VIRA TESE UNIVERSITÁRIA

O tema de vida após a morte será motivo de debate em campo alheio aos centros espíritas. Sonia Rinaldi, que há mais de 20 anos pesquisa o assunto, prepara-se para um desafio : levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.

Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”. Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para todos.

Segundo ela, chegaram a chamá-la na PUC para eu mudar o tema de sua tese. "Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno - a deles será endossar a autenticidade e - dentro das possibilidades -, tentar explicá-lo".

Mas o tema é espinhoso quando tratado fora da crença da reencarnação. Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. "Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, já que as vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem etc. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram", revela.

Independente de tal trabalho, Sonia Rinaldi promove workshops, nos quais pretende ensinar os parentes a manter contato com seus entes que partiram. "Em todos os cursos que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras… não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação", diz.

Religião, para a pesquisadora, se esconde atrás de dogmas e, não respeitando a lógica, pode estar com os dias contados. "Ou algo é “verdade” ou não merece crédito. E tudo que é “verdade” tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido".

A partir de reportagem do site NovaE. Veja texto integral

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terça-feira, 28 de abril de 2009

NÃO PODERIA CAUSAR A MORTE DE MINHA FILHA

Em março de 2009, depois de muita polêmica, a italiana Eluana Englaro, 38, morreu após viver por cerca de 17 anos em estado vegetativo. A decisão de suspender a alimentação foi tomada pelo pai, Beppino Englaro, dividindo opiniões entre religiosos e leigos. A milhares de quilômetros da Itália, uma família de Fortaleza trava, há 14 anos, uma luta diária no sentido contrário: o de manter a filha viva. Flávia Avelino, 34, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia, em setembro de 1994, comprometendo parte do cérebro por causa da falta de oxigenação. Desde então, ela vive em estado vegetativo, sob os cuidados dos pais. A rotina é exaustiva. Ao contrário de outros pacientes, Flávia não se alimenta por sonda, mas sim, por uma seringa injetada diretamente em sua boca. A medida foi sugestão da mãe, a dona-de-casa Márcia, preocupada com o desconforto causado pelos tubos. Frango, frutas e verduras são o cardápio. Todos batidos, triturados. 

A alimentação tem um horário certo, assim como o banho diário e a escovação. O pai e a mãe se revezam na atenção à filha com mais duas empregadas. O zelo vai além da subsistência. Dá trabalho, mas Flávia é levada ao dentista regularmente. “É um sacrifício abrir a boca e ficar segurando aquele caninho. A consulta leva a manhã toda e temos de ir em dois carros: um para ela e outro para a cadeira de rodas”, diz o pai, o engenheiro Arquimedes.

Visitar a residência da família Avelino, no bairro Água Fria, é como entrar em um túnel do tempo, com o ponteiro fixado há exatos 14 anos. “Todo o dinheiro que ganho é voltado para as coisas da Flávia, para pagar as empregadas e os remédios. São cerca de R$ 2,5 mil por mês. Os móveis têm a mesma idade de quando ela entrou em coma. Até as roupas que visto são daquela época. Depois do que ocorreu, a nossa rotina é a Flávia. Não temos Carnaval, não temos festa de fim de ano.”

Os olhos de Arquimedes e Márcia brilham quando eles se lembram de Flávia. Tudo nela transbordava vida: o jeito expansivo, o sorriso largo, os planos para o futuro, o grande número de amigos. A jovem cursava o segundo ano de Engenharia Elétrica quando se submeteu a uma cirurgia para corrigir o septo nasal e entrou em coma por seis meses. “Ela estava com medo”, diz a mãe. Uma ação judicial foi movida contra o hospital que realizou o procedimento. O processo corre na Justiça.

Arquimedes busca um sentido. As células-tronco surgem como uma possibilidade, mas distante. Ele reprova a atitude tomada no caso de Eluana. “Para eu mesmo provocar a morte dela, não suportaria. Iria enlouquecer só de pensar em ser o autor do assassinato da minha própria filha”. A situação de Flávia fez o engenheiro se aprofundar na doutrina do espiritismo. “Tenho esperança, fé. É a minha filha. Ninguém nesse mundo pode amar mais um filho do que eu amo a Flávia”, diz.

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FLÁVIA VIVE HÁ 14 ANOS NUMA CAMA

A cama de Flávia fica no mesmo quarto dos pais. É um móvel de hospital, com laterais removíveis para facilitar o transporte. Enquanto conversamos, ela mexe os olhos, num olhar distante. Os braços são frágeis por causa da falta de movimentos. Os pés estão torcidos. A mãe, de início resistente à realização da reportagem, abraça a filha e a beija. O pai a trata como uma criança, com expressões infantis. Ela sorri.

Para driblar o calor, um aparelho de ar-condicionado, doado por um amigo, ocupa uma das paredes do cômodo. Arquimedes lembra, com amargura, da solidão vivida pela família logo após o coma da filha: “Meus amigos sumiram. As pessoas não telefonam mais”. Embora já esteja aposentado como professor universitário, ele ainda trabalha na Prefeitura. “Preciso de um local onde possa ‘espraiar’, onde conviva com as pessoas”.

A mãe fala da relação da filha com a avó, dos mimos. Um novo sorriso surge nesse momento, como se Flávia recordasse de algo. Já fora do quarto, Márcia mostra os porta-retratos dos três filhos, os outros dois são Arquimedes Júnior e Gisela, e puxa um caderno de recados da época do coma. As folhas amareladas servem de mote para contar histórias de diversas amizades.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

CELSO DE ALMEIDA : FÉ, SAÚDE E EQM

Quando se fala em fé e cura, logo lembramos do Espiritismo, doutrina baseada na crença da sobrevivência da alma e da existência de comunicação, por meio da mediunidade, entre vivos e mortos. E as pessoas que crêem no Espiritismo -- no Brasil, são 4 milhões, segundo o IBGE -- encontrassem suporte para o desenvolvimento da fé. Mas você acredita que quem tem fé encara melhor os desafios que a vida nos coloca? Quem tem fé enfrenta melhor os problemas, tem mais força? O que pensam médicos e cientistas? Todos acreditam que a fé move montanhas?

O cardiologista Roque Marcos Savioli, trabalha em São Paulo e acredita que a fé, independentemente da crença religiosa, tem um papel importante na recuperação do doente. "A doença não é só física. Tem uma dimensão psíquica e uma dimensão espiritual", destaca. Savioli já escreveu três livros sobre a ligação entre fé e cura. Ele conta que, nos Estados Unidos, o estudo da espiritualidade já é uma matéria do curso de medicina. Cita também pesquisas que indicam que, quem tem fé, não só tem mais chance de cura como também mais expectativa de vida.

Para falar da força da fé nos processos de cura, em agosto de 2005, a apresentadora Ana Maria Braga conversou no estúdio com o médium Celso Almeida Afonso, de Uberaba (MG). Ele é seguidor de Chico Xavier. Já psicografou mais de 15 mil cartas em diversos idiomas em 23 anos de trabalho.Outra convidada foi a pedagoga aposentada Lucy Lutfi, que já viveu duas experiências de quase-morte. A partir delas, sua vida mudou completamente.

A conscientologista Malu Balona pesquisa esse fenômeno de quase-morte há 10 anos. Ela é integrante do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, que estuda fenômenos de clarividência, de experiência fora do corpo e parapsiquismo. Não tem relação com religião. As pesquisas sobre a quase-morte começaram na década 1970, com o americano Raymond Moody.

Não há uma seqüência padrão, mas muitos relatam entrar em um túnel de luz; encontrar parentes falecidos, conhecidos ou não; se ver em frente a uma barreira, que pode ser um rio, uma porta; ter uma sensação de paz, serenidade, bem estar; encontrar um ser de luz, que varia de acordo com a crença de cada um. Malu diz ainda que, depois de passar por uma experiência de quase-morte, a maioria das pessoas se torna mais altruísta, tem maior senso ético e respeito pelo outro ser humano.

Veja abaixo os demais vídeos:

PARTE II



PARTE III



PARTE IV

Veja também:
"
Estou para ser julgado"
Entrevista com Celso de Almeida

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terça-feira, 31 de março de 2009

MÉDIUM LEVA ALÍVIO PARA MÃES DE TODO PAÍS

A dor dos pais que perdem os filhos não tem limites. Mas algumas pessoas conseguem trazer para as mães e para os pais uma mensagem de consolo. Uma dessas pessoas é Celso de Almeida Afonso, médium nascido em Araxá, e que considera-se aluno da escola de Chico Xavier. "Eu relutei muito para aceitar isto. Eu pensava: o Chico sofre tanto! Mas acabei cedendo". Hoje, ele já psicografou cerca de quinze mil cartas.

Veja abaixo entrevista com o médium e de algumas mães que receberam psicografias por intermédio. Trecho do extinto programa "Dia a Dia", da Rede Bandeirantes.

PARTE I

PARTE II

PARTE III

PARTE IV

PARTE V

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sexta-feira, 27 de março de 2009

UM ESPÍRITO ESCREVEU PARA VOCÊ - IV


Como as pessoas que creem na comunicação com os mortos transformaram suas vidas a partir de cartas psicografadas

Por Suzane Frutuoso (Revista IstoÉ)

Quem perde um ente querido e o reencontra por intermédio de mensagens, costuma passar por intensas transformações. "A certeza da sobrevivência após a morte mobiliza as pessoas a algum tipo de mudança, levando a uma atuação diferente ou à maior amplitude de visão do mundo", afirma a médium Marilusa. "Daí a nascerem obras assistenciais é imediato." Ivani, mãe de Emerson, diz que o egoísmo de se preocupar apenas com os problemas dela deu lugar à generosidade e, hoje, ela se dedica ao trabalho voluntário com gestantes e mães carentes num lar espírita. Rosário, mãe de Jeison, afirma que seus valores mudaram. "Antes, a segurança financeira era fundamental. Mas me senti pequena em pensar assim depois da partida do meu filho. Ajudar é o que me interessa, não ter o carro do ano", diz.

A caridade é um ponto central do espiritismo e, segundo especialistas, as pessoas acabam considerando um pedido da pessoa que partiu ainda mais urgente. Jakson, engenheiro e físico até então cético, afirma que o espírito do filho Jeison demonstrava preocupação com as crianças - assim como quando estava vivo - tanto nas cartas quanto na comunicação que os dois iniciaram. "Anoto ideias nunca imaginadas que ele me envia por pensamento. Não ouço sua voz, mas sinto suas palavras", garante Jakson. Numa dessas inspirações, Jeison teria dito ao pai: "Por que não fazer um instituto para ajudar crianças?"

Ele levou adiante a proposta. Em 1996, surgia a ata de fundação do Instituto Jeison da Criança, com sede no Jardim Novo Santo Amaro, bairro carente de São Paulo, que realizou 1.790 atendimentos odontológicos em 2008 e distribuiu cestas básicas para famílias cadastradas. Rosário trabalha lá como dentista, enquanto Jakson cuida da administração. A despesa mensal de cerca de R$ 10 mil fica por conta do casal. O próximo passo é abrir uma sala para aulas de computação no local. Logo após a fundação do instituto, Jeison disse em uma carta: "Vocês estão tecendo o caudal de luz para as crianças minhas amigas." As palavras rebuscadas de Jeison são explicadas pelo espiritismo, para o qual continuar estudando faz parte da evolução. Rosário diz ainda que Jeison sempre mostrou interesse por poesias e seu vocabulário era mais rico do que o da maioria dos adolescentes.

Segundo a doutrina espírita, o desencarnado (como são chamadas as pessoas que morreram) pode levar dias ou anos para se comunicar. Com o contato rápido do espírito da mulher, Suzana, o professor de dança de salão catarinense Edson Coelho Gaspar, 45 anos, viu seu sofrimento aliviado e assim pôde recuperar forças, voltar ao trabalho e cuidar das filhas de 10 e 7 anos. "Edson, meu amor, obrigada pela luz que deste. Nossas pérolas precisam de você. Não se entregue agora. Saudade sim, tristeza não", dizia a primeira mensagem de Suzana para o marido, que chegou apenas quatro dias após sua morte. Ela morreu em decorrência de um atropelamento em setembro do ano passado.

Espírita há mais de 20 anos, Edson diz que a comunicação por meio da psicografia dá a sensação de que a pessoa amada está apenas longe, mandando notícias. "É como se fosse uma grande viagem", afirma o professor."Mas é uma lapidação dura do espírito para nossa evolução." Quando lê as cartas de Suzana para as filhas, as meninas sorriem. Aos que recebem uma carta de alguém querido a quem não podem mais tocar, beijar e abraçar, letras, assinaturas e até o conteúdo acabam não importando tanto. Mesmo sem uma indicação forte que demonstrasse realmente ser a filha Bianca nas palavras que a mensagem trazia, Rosemeire - um das pessoas presentes na sessão de psicografia da médium Marilusa - não tinha dúvida. "É ela aqui", dizia, enquanto segurava a carta, a qual olhava com o carinho com que só uma mãe pode olhar um filho. Uma alegria que resulta em serenidade, compreendida apenas por quem sente uma saudade que ultrapassa a eternidade.

Veja postagens anteriores
Revista IstoÉ de 06/02/2009 (
Texto integral)

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quinta-feira, 26 de março de 2009

UM ESPÍRITO ESCREVEU PARA VOCÊ - III

Como as pessoas que creem na comunicação com os mortos transformaram suas vidas a partir de cartas psicografadas

Por Suzane Frutuoso (Revista IstoÉ)

A autoconfiança que a mulher, Suzana, teve em vida o catarinense Edson Coelho Gaspar - espírita há 20 anos - reconhece nas palavras das mensagens que o espírito dela envia por meio da psicografia. Morta em setembro após um atropelamento, aos 44 anos, Suzana procura confortar o marido nas cartas, indicando que o tempo diminuirá a dor e que as filhas de 10 e 7 anos precisam dele.

Ela enviou um acróstico (texto em que a primeira letra de cada frase forma uma palavra), hábito que tinha desde a adolescência, com as iniciais do nome do marido. É a carta a seguir. A primeira parte indica que a mãe de Edson, também já falecida, estava perto de Suzana. "Ermínia chega e abraça / Dson (seu filho adorado). / Somos duas que dizemos / o quanto o temos amado. / Nunca te abandonaremos. /Como tudo está difícil / o importante é seguir. / Então, meu amor, prossegue. / Lutas, conquistas por vir. / Humildade e alegria./ O mais virá no porvir. / Gostar é pouco pra nós. / Amor é que nos enlaça. / Sabes que sempre estarei / para o que der e vier. /Amor, as nossas princesas / risos e amor."

Depois disso, Ivani deixou de ser uma católica não-praticante e mergulhou no espiritismo. Hoje, ela também acredita que Emerson interveio no sequestro relâmpago da irmã Roberta Cury, 35 anos, em 2003. No carro com o filho de três anos, ela chorava pedindo ao sequestrador que não lhe fizesse nada, pois sua mãe já perdera um filho e não aguentaria novamente essa dor. "De repente, ele parou o carro e disse que, pelo meu irmão que estava no céu, me deixaria ir embora sem levar nada", conta Roberta.

Em 25 de novembro de 2008, o espírito de Emerson mostrou à família como agiu: "Peço licença para a aventura-desventura da Roberta no sequestro relâmpago (...) dando uma de anjo da guarda para a mana", dizia a mensagem.A psicografia alcançou tamanha popularidade graças às respostas que dá, mesmo subjetivas, devolvendo esperanças a quem perdeu uma pessoa querida.

A reportagem de ISTOÉ presenciou uma sessão, em São Paulo, conduzida por Marilusa Moreira Vasconcellos, uma das médiuns de psicografia mais respeitadas no espiritismo. Enquanto ela recebia as mensagens em uma sala fechada (há também demonstrações em público, mas depende do dia e do lugar), 13 pessoas participavam de uma palestra sobre a doutrina e oravam. Elas aguardavam o contato de filhos, esposas, mães que partiram.Cerca de uma hora e meia depois, Marilusa retornou, chamando as pessoas pelo nome. Não há como não se emocionar. Valquiria (ela não quis revelar o nome todo) tremia e chorava ao ler as palavras que teriam sido ditadas pelo espírito do marido, Jocimar, morto seis meses atrás. "Te amo mais do que demonstrei", foi a frase apontada na carta por Valquiria, que teve de ser amparada por uma amiga para ir embora. Rosana Elias sorria e enxugava as lágrimas, enquanto lia a carta da mãe, morta há dois anos, após uma cirurgia no coração. "Ela era minha grande companheira. É difícil, mas as cartas ajudam", conta Rosana. Desde o falecimento da mãe, ela corre centros espíritas na busca de mais um contato.

Para Rosimeire Galiazzi, saber que a filha Bianca, morta aos 17 anos de meningite, está bem em outro lugar "alivia a saudade".Para especialistas, a verdade da psicografia é baseada na fé. "A pessoa está sensível e baixa a guarda quando recebe uma mensagem dessas. A credibilidade de quem envia também é fundamental", afirma o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Mas não entro no mérito se existe ou não.O que importa é quem recebe a mensagem acreditar para se sentir confortado." Na opinião do pesquisador Valter da Rosa Borges, a psicografia é uma manifestação psíquica que acontece por telepatia, cujo conteúdo se origina do inconsciente da outra pessoa, o qual o médium seria capaz de alcançar. "Procedimentos psicoterapêuticos convencionais podem resgatar a pessoa da dor. A fé, porém, fornece segurança e sentido existencial", diz Borges.

Veja amanhã a última postagem
Revista IstoÉ de 06/02/2009 (
Texto integral)

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