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segunda-feira, 27 de julho de 2009

CHICO XAVIER: ACOMPANHE O DIA-A-DIA DAS FILMAGENS

No mês passado (dia 30/06) o movimento espírita marcou o sétimo ano sem a presença de Chico Xavier, morto durante as comemorações da Copa do Mundo de 2002, vencida pelo Brasil. E o aniversário de morte do médium coincidiu com o início das filmagens do longa, dirigido por Daniel Filho. As primeiras cenas foram rodadas neste fim de semana no Rio de Janeiro e seguem por Minas Gerais e São Paulo. “Chico Xavier” tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2010, justamente o ano de seu centenário.Dois conhecidos atores se revezam no papel principal. Ângelo Antônio vai reviver Chico em sua versão jovem e Nelson Xavier, na fase como o já consagrado médium brasileiro. Quem assina o roteiro é Marcos Bernstein (de “Central do Brasil”), baseado no livro "As Vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior. Veja aqui entrevista completa com o diretor Daniel Filho e o ator Nelson Xavier.

“Desde o início, Marcos encontrou o tom da narrativa e soube traduzir a força e a complexidade do personagem, um homem idolatrado por milhões de brasileiros e questionado ou menosprezado por outros tantos”, explica Marcel. Aos céticos, o jornalista (que não é espírita) adverte: "Chico acreditava na própria mediunidade e sua fé transformou – e salvou – vidas por todo o Brasil. Isso é o que importa”. Um dos religiosos mais amados do país, Chico psicografava mensagens e retransmitia as palavras de esperança e consolo que recebia dos espíritos. São exatamente essas cartas originárias do além a prova de que o médium participava de fenômenos que vão além da normalidade.

“Chico Xavier merece todo nosso respeito por tudo que ensinou durante sua vida. Podemos classificá-lo como um telepata extraordinário, um superparanormal, pois apresentava diversos fenômenos que classificamos como fora do comum. As cartas psicografadas por ele traziam uma riqueza de detalhes impressionante”, afirmou Rogelio Raquel, presidente do Instituto Nacional de Parapsicologia e Psicometafísica (INPP), com sede em Londrina (PR).

E para ajudar na divulgação do filme, seguindo a lição do diretor Fernando Meirelles, que revelou os bastidores de Cegueira (Blindness) em um blog, o diretor Daniel Filho e a diretora de mídias de internet, a cantora Olívia Byngton criaram o Blog Oficial Chico Xavier - O Filme, escrito pela jornalista Patrícia Paladino. Ela foi indicada por Marcel Souto Maior, autor do livro "As vidas de Chico Xavier", para acompanhar, passo a passo, os bastidores de Chico Xavier desde o início das filmagens. As fotografias são de Ique Esteves, que documenta diariamente o set de filmagens. O espaço mostra imagens dos bastidores, detalhes da produção e conta um pouco da rotina das pessoas que trabalham atrás das câmeras.

Para saber mais, acesse os links no final da postagem e veja abaixo vídeo com reportagem do programa "Fantástico", da Rede Globo, realizada em 1979, quando Chico Xavier diminuiu suas atividades por problemas de saúde.




Veja todos os canais para acompanhar o filme "Chico Xavier":

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sábado, 4 de julho de 2009

PALPITE ERRADO

Jovino era médium vidente. Percebia, freqüentemente, junto de si, simpático Espírito que se dizia seu protetor. Habituara-se a consultá-lo, em princípio a respeito de questões doutrinárias; depois, problemas pessoais; finalmente, a pretexto de qualquer assunto. Quando adquiriu um automóvel, motorista inexperiente, incorporou a ajuda do acompanhante espiritual a partir da sua indecisão, num cruzamento movimentado, quando este lhe falou, resoluto: "Vai que dá!"

E Jovino foi... Daí em diante, encontrou no mentor um eficiente "co-piloto". Em qualquer dificuldade no trânsito, aguardava o "sinal verde": "Vai que dá!"

Certa feita, transitava por estrada acidentada quando, no alto de uma encosta, avistou enorme caminhão que iniciava a descida do outro lado, em alta velocidade. Lá embaixo havia ponte estreita, com passagem para um veículo apenas. Jovino vacilou. Daria tempo para cruzá-la antes da chegada do caminhão? O mentor veio em seu socorro: "Vai que dá!"

Confiante, o médium pisou no acelerador e desceu a encosta imprimindo velocidade ao veículo. O velocímetro atingiu rapidamente a marca dos 100 quilômetros horários. No entanto, ao entrar na ponte, viu que o caminhão entrara, também, do outro lado! O choque, de conseqüências catastróficas, era inevitável! Jovino arregalou os olhos, apavorado, enquanto o mentor, ao seu lado, dizia-lhe, num murmúrio desolado: "Xii! Acho que não vai dar, não!"

* * *

Há "*mentores espirituais*" cuja sabedoria não vai além da ignorância dos consulentes. Estaremos à mercê de seus palpites sempre que vulgarizarmos o intercâmbio com o além, transformando-o em consultório de indagações pueris, relacionadas com assuntos sobre os quais nos compete decidir.

Richard Simonetti (livro "Atravessando a rua")

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

ATOR SE EMOCIONA AO FALAR DE CHICO XAVIER



O ator Nelson Xavier se emociona quando fala do médium Chico Xavier. Com 67 anos, o ator vai interpretar o líder espiritual no cinema, com direção de Daniel Filho. O filme — em que Ângelo Antônio viverá o protagonista mais jovem — começa a ser rodado para ser lançado em 2 de abril de 2010, quando Chico completaria 100 anos. Nelson viajou para Pedro Leopoldo e Uberaba, em Minas Gerais, onde Chico nasceu e morou. Em entrevista em sua casa, diante de painel com inspiração oriental, diz que estudar sobre o médium mais famoso do Brasil o reaproximou da mãe, que era espírita e morreu há 10 anos. Acompanhe a seguir, a entrevista concedida ao site "O Dia" e, acima, o emocionado depoimento concedido à Globo Minas.

Como surgiu o convite para fazer Chico Xavier no cinema?

Nelson Xavier — Essa história começou há cinco anos. O Marcel Souto Maior, que escreveu ‘As Vidas de Chico’, me mandou o livro e um bilhete dizendo que gostaria que eu interpretasse o Chico. Li o livro e fiquei estarrecido com o poder de Chico. Nunca tinha me voltado para o fenômeno que é o Chico Xavier, apesar de ter crescido em um ambiente espírita. Isso aconteceu no mesmo ano em que fui ao Festival de Gramado e sentei ao lado de um casal que não conhecia e o cara falou: ‘Você vai fazer Chico Xavier, né?’ Perguntei como ele tinha tanta certeza. E ele disse: “Um passarinho me contou”. Eles eram espíritas. Passei a chamar de sinais. Depois de um tempo, conversei com o Mário Lúcio (Vaz, ex-diretor geral artístico da Globo), ele contou que o Daniel Filho (que vai dirigir o longa) talvez fizesse o filme. Foi a primeira vez que fiz isso na vida: liguei para o Daniel, que é uma pessoa com quem não tenho relação regular, e disse ‘Sei que você vai dirigir Chico Xavier e quero fazer. Se você achar que estou muito velho, eu até faço uma plástica.’ Segui minha vida até que um dia ele me ligou e disse: ‘A resposta é sim’. Quando caí em mim, tive uma crise de choro.

Já tinha tido contato com o espiritismo?

Apesar de minha querida e saudosa mãe ser espírita e me levado ainda quando criança ao centro, de ter visto a materialização, eu não acreditava. Era cético. Na adolescência achei que não tinha que dar bola para essa história.

E como se preparou para o personagem?

Em março fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou, e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos... Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico. Toda vez que eu falo dele me emociono (fala com olhos marejados) e a figura da minha mãe ficou muito presente, porque ela se foi há uns 10 anos e o Chico me aproximou dela de novo. Conheci as pessoas de lá, os lugares por onde ele passou, as revelações. Foi uma forte emoção. Agora vou fazer uma digressão: não me acho uma pessoa inteligente. Todo mundo se acha inteligente. Eu me acho intuitivo.

Em que sentido?

É me emocionando que conheço as coisas. O Brasil me emociona. Sou um indignado com o país. Jesus me emociona, quando falou há mais de dois mil anos: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Minha formação é de comunista e acredito na solidariedade humana. Nunca me voltei para esse lado da religião. Mas não posso negar que fui tocado. Espiritismo é uma militância. As pessoas devem trabalhar pelo próximo.

O que mudou em sua vida depois que conheceu a obra de Chico Xavier?

Estou me cobrando para trabalhar em função disso, de ajudar ao próximo. Nunca neguei a existência de energias, de forças. Só que a minha crença era que depois da morte sua identidade acaba. Não acredito mais nisso, agora acho que ainda permanecem indivíduos distintos. É uma coisa forte. Não posso continuar com a atitude que tinha antes. Acredito no progresso da humanidade como todo comunista. É lento, mas há progresso. É o amor que leva a isso. Democracia é uma falsidade.

Voltando ao filme, você frequentou o Lar Frei Luiz, no Rio, para ajudá-lo?

Busquei antes do filme por causa da minha doença (ele tem câncer na próstata), para ver se enfrentava de uma maneira diferente. Isso me ajudou muito a lidar com ela com mais tranquilidade. Foi por uma bobeira. Nunca fui de excessos. Se não tivesse sido ignorante, teria evitado. Fui acolhido pelo Carlos Vereza, que me encontrou no Frei Luiz. Lá, é um lar de caridade e muito amor.

Você disse que as pessoas o confundiam com o Chico por conta do mesmo sobrenome. Isso te incomodava?

Ficava indignado. Eu me sentia desqualificado porque ignorava quem era Chico Xavier. Hoje essa ordem inverteu: me sinto elogiado. Se eu soubesse quem era me sentiria enobrecido.

Qual foi a reação das pessoas quando descobriram que você viveria Chico Xavier?

Tanto as pessoas de Uberaba, quanto o Daniel acham que, por eu não ser comprometido com o espiritismo, vejo com mais amplitude. É um olhar de quem é de fora. O filme vai ser um sucesso não só no Brasil quanto internacionalmente. O Chico é uma pessoa de importância equivalente ao Alan Kardec. É tido como reencarnação do Kardec. O Chico vai dar uma força. Ele é uma das pessoas mais queridas e conhecidas no mundo, mais que o Pelé.

E como foi o contato com Eurípedes, filho adotivo de Chico Xavier?

Ele é uma pessoa recatada, reservada, não é expansiva. Guardou 22 ternos do pai e todas as outras roupas e ainda me deu três ternos. Trouxe aquilo na viagem feito um manto sagrado. Fiquei com um terno, que é inglês, lindo (risos), e dei os outros para a produção. São roupas que vou usar no filme. Eu me senti o máximo com a roupa dele. Coube em mim, só fiz alguns ajustes. Mas era como se fosse meu...

Artigos relacionados:
Locações e trailer do filme
Angelo Antonio visita Uberaba
Diretor será Daniel Filho

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terça-feira, 9 de junho de 2009

ESPÍRITOS ASSOMBRAM A IGREJA


Assim como muitas crianças católicas do meu bairro, estudei no Colégio Sagrado Coração. Minha mãe e eu íamos à missa todo domingo. Adorávamos sentar no mezanino, de onde podíamos ver as pessoas nos bancos e o padre no altar. A única coisa que realmente me assustava era o enorme crucifixo com Jesus pregado nele. Eu me perguntava por que as pessoas representavam Deus sofrendo daquele jeito. Admito que nem sempre compreendia o que estava acontecendo, e também não me interessava muito.

Eu gostava dos cânticos e do cheiro de incenso. Geralmente ficava meio adormecido e hipnotizado enquanto o padre recitava orações em latim. Eu via muitos espíritos circulando por entre as fileiras de bancos da igreja. Alguns se ajoelhavam em frente às estátuas, outros iam até o altar, mas a maioria ficava perto dos fiéis. Via pais e mães falecidos ao lado dos filhos, via muitos espíritos de crianças correndo pela igreja, mexendo nos cabelos e nas roupas das crianças vivas. Algumas percebiam a presença dos espíritos e brincavam com eles.

Mas havia aquelas que ficavam apavoradas e soltavam gritos, fazendo a mãe ou o pai repreendê-las. Para mim, tudo aquilo parecia uma brincadeira. Certos espíritos se ajoelhavam em frente às imagens de Maria, de Jesus ou de um santo. Eu perguntava à minha mãe: "Por que eles precisam vir à igreja e rezar para as estátuas?" Será que não vêem que Maria e Jesus de verdade estão no céu? Minha mãe respondia: "Algumas pessoas têm hábitos antigos que as fazem sentir-se bem".

De modo geral, as igrejas são vórtices de energia espiritual, independentemente da crença que professam. As pessoas se reúnem para louvar, contemplar e rezar em nome de Deus. Essas ações energizam o mundo espiritual e os espíritos aparecem para nos influenciar com seu amor e sua orientação. Não é à toa que muitos consideram as igrejas refúgios seguros.

Tenho uma lembrança extremamente nítida de um domingo específico. O padre no altar estava erguendo a hóstia e repetindo uma prece em latim. No momento em que todos responderam, vi vários espíritos iluminados, vestidos com mantos brancos, atravessar a parede do tabernáculo. Eu sabia que eram espíritos especiais vindos do céu, porque sentia um clima de adoração e reverência. Muito emocionado, perguntei em voz alta: "Mamãe, olha aqueles homens de branco no altar. Eles são anjos?"

Todos me olharam espantados, e minha mãe fez sinal para que eu me calasse. Mas sempre me lembrarei da bela visão daqueles mensageiros celestiais. Ela acabou se revelando uma das muitas fontes de inspiração que tive ao longo dessa maravilhosa jornada.

Trecho do livro "Espíritos entre nós", do médium americano James Van Praagh.

Artigos Relacionados :
Infância cheia de Espíritos
Livro "Espíritos entre nós"

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

CURAS ESPIRITUAIS EM DOIS PROGRAMAS

Para os muitos leitores que nos escrevem, interessados em saber mais sobre curas espirituais, recomendo duas reportagens sobre o tema e que exploram com detalhes o assunto. O primeiro é do "SBT Repórter" e foi ao ar em fevereiro de 2009, relatando a viagem da equipe à Abadiânia, a 84 quilômetros de Goiânia, onde vive João de Deus, o médium que garante realizar a cura espiritual em mais de mil pessoas por dias - estrangeiros, em sua maioria. O programa mostra quem é esse homem que se diz ser o enviado de Deus; que cura, mas não é médico; e que realiza cirurgias e cortes sem anestesia, mas quase sempre sem dor. Pessoas do mundo inteiro vêm ao Brasil para serem curadas pelos espíritos que supostamente operam pelas mãos do médium João de Deus.

Os telespectadores verão o antes e o depois de quem se submeteu às mãos de João de Deus, como o caso de Renata, que quer andar sem dor; Conchita, que mora na Suécia e não enxerga com um olho; e Gelson, que opta pela cirurgia invasiva. Além disso, a repórter Patrícia Vasconcellos acompanha uma procissão branca nas ruas da cidade, experimenta o Santo Daime e mostra o bilhete que Chico Xavier deixou para João de Deus. O programa não foi disponibilizado pelo SBT, mas você, por enquanto, pode assistir a íntegra no site de vídeos da emissora. Ao acessar a página, clique na playlist do lado direito e avance até a página 3 (íntegra do Programa Cura Espiritual).

Abaixo, vídeo sobre um grupo de médiuns que mantém, no Brasil, um "Hospital Espiritual".


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domingo, 7 de junho de 2009

DOR DA PERDA DEPENDE DO SENTIDO DA MORTE

Diante da morte, a dor da separação não pode ser evitada. Contudo, a maneira de encarar a situação e o entendimento de que a morte não existe podem auxiliar, em muito, as pessoas a passarem por este transe tão difícil. O cientista Sir Oliver Lodge estudou e conduziu experimentações, durante anos, acerca dos fenômenos espíritas e tendo perdido um filho durante a 1ª Grande Guerra escreveu um livro, "Raymond", sobre as comunicações mediúnicas e provas de identidade do filho que empresta o seu nome à obra, traduzida por Monteiro Lobato. Diz o cientista: “Jamais ocultei minha crença de que a personalidade não só persiste, como ainda continua mais entrosada ao nosso viver diário do que geralmente o supomos.”

Outra personalidade que obteve grande consolação após a perda da filha querida, Leopoldine, foi o escritor e pensador francês Victor Hugo. Quando exilado na ilha britânica de Jersey, começou a pesquisar os fenômenos espiríticos, relatando as suas experiências na obra "Les Tables Tournantes de Jersey" (As Mesas Girantes de Jersey). Dentre os escritos que deixou para serem publicados após sua morte, destacamos o seguinte, que reflete bem a posição espírita do autor: “A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba e a alma começa. Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu irá além. (...) A morte é uma mudança de vestimenta. A alma que estava vestida de sombra vai ser vestida de luz. Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela. A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.”

Entretanto, há dores que se estendem demasiadamente. Em "O Livro dos Espíritos," livro IV - Capítulo I, Perda de entes queridos, Allan Kardec indaga dos espíritos, na questão 936: “De que maneira as dores inconsoláveis dos que ficaram na Terra afetam os Espíritos desencarnados que as provocam?” Resposta: “O Espírito é sensível à lembrança e às saudades daqueles que amou na Terra, mas uma dor incessante e fora de propósito o afeta penosamente, porque ele vê, nessa dor excessiva, falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao progresso e talvez ao reencontro com os que ficaram.”

O grande antídoto ao desespero, além do conhecimento de que a separação é transitória e a perda o é apenas da forma física tangível, advém da prece recomendada pelo Espiritismo a todos aqueles que partiram. Enquanto se lhes auxilia e fortalece, através destas vibrações da prece os corações daqueles que choram se sentirão aliviados e as suas lágrimas estancadas. Da mesma forma, a prece ajuda no desligamento do espírito das vibrações da matéria, tornando o seu despertar no mundo espiritual mais tranquilo durante a transição da morte.

A consolação espiritual necessita refletir-se no fortalecimento psicológico. Quem guarda relação de dependência emocional com o ente querido que partiu tem muito maiores dificuldades na separação. De agora em diante deve contar apenas consigo mesmo. Se a pessoa acha-se frágil, insuficiente e tem baixa autoestima, provavelmente necessitará de um trabalho para redescobrir seu potencial interno e resgatar sua autoconfiança e autoestima.

Uma observação essencial é que a pessoa que sofre a dor da perda de um ente querido não deve ficar na dependência emocional de uma mensagem psicografada. Apesar de esta ser um inigualável consolo, a pessoa precisa criar forças em seu próprio ser. As comunicações mediúnicas obedecem a leis muito complexas e se constituem mais exceções do que regra. Nem todos os espíritos conseguem se comunicar por um dado médium e, dentre os médiuns, poucos têm as faculdades plenamente desenvolvidas a permitir mensagens com inequívocas comprovações de identidade. São afortunados, pois, espíritos e encarnados que logram obter comunicações satisfatórias.

Trecho de artigo do médico psiquiatra Luiz Antônio de Paiva. Leia texto integral
Abaixo, palestra do autor sobre Transtorno Bipolar e Mediunidade

Palestra AME GO - Transtorno bipolar do Humor e Mediunidade - Dr. Luiz Antônio de Paiva

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

ATOR DO FILME "CHICO XAVIER" VISITA UBERABA

Com o adiamento das gravações das primeiras cenas do filme "As Vidas de Chico Xavier", dirigido por Daniel Filho, o ator Ângelo Antônio, que fará o médium quando jovem, decidiu visitar a cidade de Uberaba, em Minas Gerais, para conhecer pessoas e lugares. A visita faz parte da preparação de Ângelo para interpretar o médium Chico Xavier no cinema.

Este não é o primeiro trabalho em que o ator é protagonista de uma biografia. Antes, no teatro, ele interpretou o sociólogo Betinho. Depois, também nos cinemas, Ângelo assumiu o papel de Francisco, o pai dos cantores Zezé di Camargo e Luciano. Porém, fazer o papel de Chico Xavier, disse ele, é uma das maiores emoções de sua carreira, que já dura pouco mais de vinte anos. “Precisamos contar essa história. Principalmente pelo momento que vive o mundo, acredito que este trabalho será muito pertinente. Porém, é uma responsabilidade imensa. Estou me abrindo para que o Chico se manifeste em mim”, explicou.

Ângelo Antônio vai interpretar apenas uma parte da vida de Chico. A outra será protagonizada pelo ator Nelson Xavier, que também visitou a cidade recentemente para colher material de preparação para o personagem. Ângelo falou sobre a emoção de visitar a casa onde o médium viveu, em Uberaba. “Senti uma tranquilidade muito grande quando entrei no quartinho dele. Além disso, conviver com as pessoas que estiveram perto do Chico é uma experiência gratificante. Enfim, estou me preparando e torcendo para que ele apareça e nos inspire ainda mais”, completou.

Ainda na tarde de ontem, Ângelo visitou o túmulo onde o corpo do médium está enterrado, no cemitério São João Batista. No fim da tarde, o ator participou do jantar que é servido na casa de assistência onde Chico trabalhou durante sua vida. Em seguida, foi para Pedro Leopoldo, terra natal de Chico Xavier. As gravações do longa devem começar no final de junho.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

TRECHO DO LIVRO "ESPÍRITOS ENTRE NÓS"

James Van Praagh

Infância cheia de espíritos

"Eu vejo pessoas mortas." Estas quatro palavras do filme O sexto sentido estarão associadas para sempre a alguém capaz de enxergar espíritos e se comunicar com eles. O lançamento desse filme de tanto sucesso, em 1999, provocou um movimento significativo. Um grande número de pessoas me procura para descrever suas incríveis experiências com aparições de espíritos. Sinto-me extremamente grato por ter sido capaz de orientá-las a respeito da comunicação com a vida após a morte.

Para começar nossa jornada de descobertas, quero antes de tudo assegurar a todos que a morte não existe. A morte está ligada apenas ao fim do corpo físico. Digo isso com total convicção, porque desde os 2 anos tenho me comunicado com os "mortos". Espíritos caminham entre nós, nos influenciando com seu amor, nos orientando com sua sabedoria e nos protegendo do perigo.


O amor de um avô

Nunca me esquecerei da primeira vez em que me dei conta de que existiam outros seres de um mundo diferente. Eu era bem pequeno e estava no berço quando ouvi o som de risadas de adultos vindo de outro cômodo. Pensei que fossem meus pais e chorei para chamar a atenção deles. Minha mãe entrou no quarto, me pegou no colo, me ninou por algum tempo e me deixou sozinho de novo. A partir daí, noite após noite, eu ficava acordado ouvindo o som das risadas.

Depois de algum tempo, comecei a perceber que havia luzinhas brilhantes dançando no meu quarto e formando um desenho na parede e em torno do meu berço. Essas luzes me fascinavam. Vi a sombra de um homem de pé no canto do quarto, seus olhos azuis brilhando na escuridão. Havia uma luz em torno dele que parecia vir do seu interior. Senti o amor que emanava de sua presença e me acalmei. Ao se aproximar do meu berço, o homem sorriu. Não havia nada a temer, e ele me parecia familiar. Não disse nada, mas captei seus pensamentos. Esse espírito passou a me visitar de vez em quando e a me enviar pensamentos telepáticos de pôneis pintados trotando ao redor de um anel de formas coloridas. Seus pensamentos chegavam em forma de imagens, e eu sentia muito amor e luz vindo dele. À medida que fui crescendo, ele deixou de me visitar.

Na época em que entrei no jardim-de-infância, eu passava freqüentemente os fins de semana na casa de minha avó, com quem eu tinha uma forte ligação afetiva. Em uma dessas visitas, vimos juntos um álbum de fotos de família. Ao ver a foto de um homem de olhos azuis brilhantes, perguntei quem era.

- É seu avô - respondeu vovó. - Ele morreu antes de você nascer. Ele veio da Inglaterra e foi trabalhar no rodeio, com pôneis e cavalos.

- Eu conheço esse homem, vovó. Ele me visitava quando eu era bebê e me contava histórias sobre os cavalos. Minha avó sorriu. Percebi que ela não acreditava em mim, mas acrescentou:

- Ele adorava contar histórias sobre caubóis e índios.

Anos mais tarde, quando comecei meu trabalho como médium, ao terminar uma sessão, ouvi um espírito dizer, do canto da sala:

- Você é um bom menino, James. Estou orgulhoso de você! Aquele tom carinhoso reavivou a lembrança do homem de olhos azuis brilhantes. Eu sabia que era meu avô. Fiquei feliz ao pensar que ele ainda estava por perto e que me protegia.


A sensibilidade de uma criança

As visitas dos espíritos se tornaram uma parte especial da minha vida. Ao contrário do menino do filme O sexto sentido, nunca tive medo de vê-los ou ouvi-los, porque eles apareciam para mim como esferas de luz. Eu achava tão natural que pensava que todo mundo podia vê-los.

Eu era uma criança sensível e tímida. Falava com muito pouca gente além da minha mãe e dos meus irmãos. Tive uma infância relativamente normal, a não ser pelo fato de que via espíritos. Morava em uma casa pequena na região de Bayside, Queens, em Nova York. Fui superando a timidez e me tornando mais falante e extrovertido. Mas minha sensibilidade era muito aguçada em relação às pessoas ao meu redor, pois eu era capaz de prever suas ações. Conseguia também saber se alguém falava a verdade e era digno de confiança ou se era falso e mentiroso.

Ninguém sabia que eu era capaz de ver espíritos, o que me fazia sentir estranho. Tinha consciência de que era diferente dos outros e de que era preciso aceitar esse fato.

As únicas pessoas em quem eu realmente confiava eram os espíritos. Eles sempre se mostravam amistosos e interessados no meu bem. Eu esperava ansiosamente para me comunicar com esses seres porque eram os únicos que pareciam saber quem eu era e que me davam segurança. Só minha mãe tinha conhecimento da minha vida secreta com os espíritos. Temendo pelo meu bem-estar, ela me alertava dizendo:

- Jamie, nunca conte a ninguém a respeito do que vê. As pessoas não vão entender. Você é diferente das outras crianças.

Acontece que minha mãe também era diferente. Tinha habilidades psíquicas extremamente aguçadas e o dom da premonição. Às vezes eu a via conversando com sua mãe e seu pai, já mortos, pois percebia a silhueta dos dois ao pé da cama.

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sábado, 21 de março de 2009

PROGRAMA TRANSIÇÃO - 11

Neste domingo (22/03/2009), o programa espírita "Transição", exibido na televisão aberta pela RedeTV, terá a participação de Rubens Germinhase. O tema escolhido é "Chico Xavier". Apresentado por Del Mar Franco, vai ao ar às 15h:00 horas.

A reapresentação da íntegra do programa poderá ser vista, a partir das 18h30, no Canal 1, da TVCEI, uma webtv de temática espírita que existe desde 2006. Nesse novo espaço, o "Transição" irá ao ar após o programa "Encontro com Divaldo", gravado na Mansão do Caminho, em Salvador.

Como divulgado em postagem anterior, disponibilizamos neste nosso espaço os vídeos com a íntegra de alguns dos programas.

Hoje, com o Programa Transição n. 11, que tratou do tema "Família e Filhos", com Heloisa Pires como convidada. O vídeo deve ser visto também na página de vídeos de nossa Rede de Amigos.



Outros vídeos como este em PARTIDA E CHEGADA

Cobertura das emissoras da Rede TV - Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco. Todas as Parabólicas, TV a Cabo e SKY. Outras localidades com horário diferenciado: Santos: Será exibido às 10h00 - Campinas: Será exibido às 14:30 - Grande Goiânia: Será exibido às 15h30.

Veja o site oficial do programa

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quarta-feira, 18 de março de 2009

DIVALDO REALIZA CONFERÊNCIAS NO EXTERIOR

O médium e orador Divaldo Pereira Franco está cumprindo uma extensa agenda de palestras fora do Brasil. No próximo 27 de março, convidado pelo Centro Espírita Luz Divina – CELD, estará no Palácio Europa, na 289 New York Avenue, em Newark, realizando uma palestra sobre “Iluminação Interior”. Natural de Feira de Santana (BA), Divaldo comemora cinqüenta anos devotados à mediunidade e mais de quarenta anos dedicados a cuidar dos meninos de rua da capital baiana. Ele é fundador da casa de assistência Mansão do Caminho, responsável pela orientação e educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes.

Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no mundo. Em um levantamento preliminar suas atividades no exterior foram:

• Américas: Esteve em 18 países, em mais de 119 cidades, onde realizou mais de mil palestras, concedeu mais de 180 entrevistas de rádio e TV para cerca de 113 emissoras, inclusive por 3 vezes na Voz da América, a maior cadeia de rádio do continente. Recebeu cerca de 50 homenagens de vários países, destacando-se o honorífico título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, concedido pela Universidade de Concórdia em Montreal, no Canadá, em 1991. Por 3 vezes fez palestras na ONU, em Washington – DC e mais de 12 universidades do continente.

• Europa: Esteve em mais de 20 países, em mais de 80 cidades, onde realizou mais de 500 palestras, concedeu mais de 50 entrevistas de rádio e TV para cerca de 40 emissoras, tendo recebido homenagens de vários países; fez conferência em cerca de 10 universidades européias.

• África: Esteve em mais de 5 países, em 25 cidades, realizando 150 palestras, concedeu mais de 12 entrevistas de rádio e TV, em 11 emissoras; recebeu 4 homenagens.

• Ásia: Esteve em mais de 5 países, em 10 cidades, realizando mais de 12 palestras.

Detalhes das atividades, boletim informativo completo, biografias de grandes médiuns, links de federações e outros centros espíritas podem ser obtidos na página eletrônica: www.celuzdivina.org.

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sábado, 14 de março de 2009

PROGRAMA TRANSIÇÃO - 10 : SONHOS

Neste domingo (15/03/2009), o programa espírita "Transição", exibido na televisão aberta pela RedeTV, terá a participação de Suely Caldas Schubert e José Maria Medeiros. O tema escolhido é "Justiça Divina". Apresentado por Del Mar Franco, vai ao ar às 15h:00 horas.

A reapresentação da íntegra do programa poderá ser vista, a partir das 18h30, no Canal 1, da TVCEI, uma webtv de temática espírita que existe desde 2006. Nesse novo espaço, o "Transição" irá ao ar após o programa "Encontro com Divaldo", gravado na Mansão do Caminho, em Salvador.

Como divulgado em postagem anterior, disponibilizamos neste nosso espaço os vídeos com a íntegra de alguns dos programas.

Hoje, com o Programa Transição n. 10, que tratou do tema "Sonhos", com Divaldo Franco. Diferente das postagens anteriores, o vídeo deve ser visto diretamente pelo seu player ( Parte I - Parte II ) ou na página de vídeos de nossa Rede de Amigos.




Cobertura das emissoras da Rede TV - Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco. Todas as Parabólicas, TV a Cabo e SKY. Outras localidades com horário diferenciado: Santos: Será exibido às 10h00 - Campinas: Será exibido às 14:30 - Grande Goiânia: Será exibido às 15h30.

Veja o site oficial do programa

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sábado, 7 de março de 2009

PROGRAMA TRANSIÇÃO - 9 : JUSTIÇA DE DEUS

Neste domingo (08/03/2009), o programa espírita "Transição", exibido na televisão aberta pela RedeTV, terá a participação de Jether Jacomini Filho. O tema escolhido é o trabalho realizado pela "Fundação André Luiz" e também as principais dúvidas dos ouvintes da Rede Boa Nova de Rádio. Apresentado por Del Mar Franco, vai ao ar às 15h:00 horas. A partir desse dia 08/03 a reapresentação da íntegra do programa poderá ser vista, a partir das 18h30, no Canal 1, da TVCEI, uma webtv de temática espírita que existe desde 2006. Nesse novo espaço, o "Transição" irá ao ar após o programa "Encontro com Divaldo", gravado na Mansão do Caminho, em Salvador.
Como divulgado em postagem anterior, disponibilizamos neste nosso espaço os vídeos com a íntegra de alguns dos programas.

Hoje, com o Programa Transição n. 9, que tratou dos temas "Justiça de Deus, Alma Gêmea e Carma", com Divaldo Franco. Diferente das postagens anteriores, o vídeo deve ser visto diretamente pelo seu player ( Parte I - Parte II ) ou na página de vídeos de nossa Rede de Amigos.





Cobertura das emissoras da Rede TV - Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco. Todas as Parabólicas, TV a Cabo e SKY. Outras localidades com horário diferenciado: Santos: Será exibido às 10h00 - Campinas: Será exibido às 14:30 - Grande Goiânia: Será exibido às 15h30.

Veja o site oficial do programa

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quarta-feira, 4 de março de 2009

FÉ REFORÇA EFEITOS DOS MEDICAMENTOS


Os passes, a música, a fé e os medicamentos reforçam os efeitos da psicoterapia. Até a médica que dirige o departamento de psiquiatria do hospital se surpreende com os bons resultados dos tratamentos. "A espiritualidade se liga à questão do amor. Todo paciente que recebe carinho e afeto tende a responder de maneira mais pronta à terapia e ao tratamento farmacológico", avalia a psiquiatra Judite Pereira da Silva. Segundo Tadeu, a paz do ambiente e a energia que vem da espiritualidade também se encarregam de agilizar a recuperação dos doentes. "Você pega uma pessoa de surto e dois, três dias depois, ela já está voltando à normalidade, convivendo bem, se socializando. Não tem outra explicação, é essa a parte espiritual", ele acredita.

Impressionante também é como Tadeu consegue manter o hospital. A única receita certa vem do SUS para pagar os funcionários. Todas as outras despesas são pagas com doações de empresários e moradores de Araxá. Nunca faltou comida, remédio, nem conforto para os doentes.

"Eu digo que é decorrente da ajuda espiritual. A gente consulta tudo o que a gente vai fazer aqui. A gente não faz muito pela nossa cabeça. Não é nenhum fanatismo, porque sou contra o fanatismo. Mas nós temos essa obediência que sempre deu certo", conta Tadeu. Um homem simples que dedica sua vida aos doentes. José Tadeu da Silva aprendeu na infância, com a mãe, a cuidar dos desamparados. Ela morreu, mas ele continuou o seu trabalho. Hoje, Tadeu tem 47 anos e, com a ajuda da comunidade, construiu um dos maiores hospitais da região de Araxá, interior de Minas Gerais.

Segundo ele, o projeto teria vindo do mundo espiritual. São dez mil metros quadrados de área construída; quase 300 pessoas trabalhando, entre voluntários e empregados. São duas especialidades: geriatria e psiquiatria. O Ministério da Saúde supervisiona e aprova o trabalho, tanto que ajuda o hospital com recursos do SUS, o Sistema Único de Saúde.

Para os doentes mentais da região e os idosos, o hospital é o caminho da cura. No local, os males do corpo e da mente são tratados por especialistas que buscam na espiritualidade um reforço para a medicina. Esta parceria, além de abreviar os tratamentos, segundo os médicos, também tem conseguido unir várias correntes religiosas.

O pastor faz pregações na enfermaria. Duas vezes na semana, os doentes também recebem a visita de um padre. "Eu falei para o Tadeu que tinha muita vergonha dele, porque ele faz coisas que não tenho coragem de fazer, como dar banho nos doentes mais asquerosos. Pode ser que ele esteja mais perto de Deus do que eu", avalia padre José Perfeito.

Os espíritas costumam se reunir com os pacientes no jardim do hospital. Um coral formado por médiuns, enfermeiros e médicos transmite harmonia. Além de cantar, eles rezam. Em uma sessão de passes, tentam ajudar as pessoas a encontrar o equilíbrio mental. "O passe acalma o paciente", justifica Tadeu, diretor do hospital Casa do Caminho.

Pesquisas espirituais - Globo Repórter
Veja mais : íntegra do programa de março de 2003 (22/02/09)

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terça-feira, 3 de março de 2009

MEDIUNIDADE : SEGREDOS DO CÉREBRO

O grande desafio dos pesquisadores é descobrir se os espíritos se comunicam com o homem. O doutor Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, acredita que a ciência avança na busca desta explicação. Ele estudou em detalhes a glândula pineal do ser humano. Descobriu que ela carrega pequenos cristais.

Para o psiquiatra, essas pedras funcionariam como antenas na captação de mensagens de um outro plano. Observação importante: o doutor Sérgio notou, em repetidos exames de ressonância magnética, que os médiuns carregam no cérebro uma quantidade maior desses cristais.

"Não há pessoas que não tenham esses cristais. O que eu tenho observado é que há pessoas que têm uma quantidade grande desses cristais. E não depende da idade. Essas pessoas, em teses, teriam capacidade maior de seqüestrar o campo magnético", explica o doutor Sérgio Felipe.

Pesquisas espirituais - Globo Repórter
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segunda-feira, 2 de março de 2009

MEDIUNIDADE : CIÊNCIA ESTUDA FENÔMENOS

O estudo dos fenômenos era restrito às religiões. Hoje, começa a despertar interesse de algumas áreas da ciência. O Hospital das Clínicas de São Paulo criou um núcleo de estudos para tentar comprovar a interferência espiritual no nosso corpo. São psiquiatras experientes que se reúnem duas vezes ao mês para avaliar o andamento das pesquisas e trocar informações. "Existe uma resistência muito grande e muito preconceito. A existência desse grupo é justamente fazer pesquisas no sentido de comprovar esses fenômenos de uma maneira estruturada", conta o psiquiatra Franklin Ribeiro.

Uma das fontes de pesquisa do psiquiatra Franklin Ribeiro fica em um prédio de nove andares. No local, funciona a Federação Espírita de São Paulo. A federação é uma espécie de universidade espiritual. Mais de 11 mil pessoas estudam lá. São alunos da doutrina e das pesquisas sobre os fenômenos atribuídos ao espiritismo.

O doutor Franklin foi acompanhar um trabalho de desobsessão - um ritual semelhante ao que os católicos chamam de exorcismo. Muitas daquelas pessoas se dizem perseguidas por espíritos ruins, inimigos ocultos, que já morreram e que estariam perturbando os vivos. Como se livrar deles? Tarefa para os médiuns.

Em uma corrente de orações, eles cercaram a vítima e tentaram atrair o suposto obsessor. De repente, uma médium se transformou. Os que conhecem o processo explicaram que ela acabara de incorporar o espírito atormentado. Começava um trabalho de convencimento. Às vezes, segundo os especialistas da doutrina, o espírito insiste em continuar perturbando.

"O espírito que chegou estava muito ligado à moça que estava aqui. Então, não estava conseguindo se desligar, estava confusa. Estávamos convencendo a ela ir, mas ela não estava querendo ir", diz a médium e economista Mônica Lange.

O doutor Franklin assistiu a tudo com a curiosidade de um pesquisador. Mas que contribuição essas manifestações podem trazer ao mundo acadêmico da medicina? "Antigamente, qualquer manifestação religiosa e espiritual era vista pelos médicos como alguma coisa de doentia. Hoje, nós estamos podendo observar esses fenômenos e investigar. Sabemos que as pessoas que têm essas manifestações nem sempre são doentes mentais", diz o psiquiatra.

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domingo, 1 de março de 2009

MEDIUNIDADE : REAÇÕES DO CÉREBRO

A equipe do Globo Repórter acompanhou o trabalho de dois especialistas: o psiquiatra Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, e o neurologista Sebastião Alvernaz, da Escola Paulista de Medicina. Eles estudam as reações de um cérebro em transe. O aparelho de eletroencefalograma, de última geração, faz o mapeamento cerebral. Para que o exame dê certo, o médium não pode ser portador de nenhuma doença psíquica, como a epilepsia, por exemplo. Os médicos só querem registrar as interferências espirituais.

O doutor Sérgio Felipe pediu ao suposto espírito incorporado no médium para emitir sinais que pudessem ser identificados no aparelho. O médium atendeu e o aparelho começou a registrar os sinais. Até os abalos musculares captados pelos sensores são pesquisados. O especialista consegue analisar cada movimento.

"Pode ser simplesmente um abalo muscular do médium, mas pode ser também que a atividade eletroencefálica tenha desencadeado esses abalos. Isso não é normal. Se você gravar uma pessoa normal, que não tenha epilepsia, ela não apresenta isso”, revela o neurologista Sebastião Alvernaz.

Segundo os pesquisadores, os resultados dos exames indicam que o transe provoca estranhas alterações no cérebro. "Há indícios de que altera, mas não é só eletroencefalograficamente. Altera ritmos cardíacos e outras funções do chamado sistema nervoso autônomo", revela o psiquiatra Sérgio Felipe.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

PROGRAMA TRANSIÇÃO - 8 : DEPRESSÃO

Neste domingo (01/03/2009), o programa espírita "Transição", exibido na televisão aberta pela RedeTV, terá a participação do orador e médium espírita Raul Teixeira. O tema escolhido é "Mediunidade". Apresentado por Del Mar Franco, vai ao ar às 15h:00 horas. Como divulgado em postagem anterior, disponibilizamos neste nosso espaço os vídeos com a íntegra de alguns dos programas.

Hoje, com o Programa Transição n. 8, que tratou do tema "Depressão", com Divaldo Franco. Diferente das postagens anteriores, o vídeo deve ser visto diretamente pelo seu player ( Clique aqui ) ou na página de vídeos de nossa Rede de Amigos.





Cobertura das emissoras da Rede TV - Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco. Todas as Parabólicas, TV a Cabo e SKY. Outras localidades com horário diferenciado: Santos: Será exibido às 10h00 - Campinas: Será exibido às 14:30 - Grande Goiânia: Será exibido às 15h30.

Conheça o site oficial do programa

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MEDIUNIDADE : INVASÃO DE PRIVACIDADE

Em uma casa de aparência humilde, na orla marítima de Salvador, mora uma mulher considerada um fenômeno. Telma Brito Melo teria o poder de ler pensamentos. Mais do que isso: ela seria capaz de entrar nos arquivos da nossa memória e, em segundos, revelar experiências que já vivemos, segredos que nunca revelamos.

Telma tem 45 anos e conta que na infância começou a ver e ouvir espíritos. Os pais achavam que era loucura, mas mudaram de idéia no dia em que a vidência da filha evitou uma tragédia. "Falei com meu pai que era para gente sair de casa, porque ela ia cair. No horário exato que o espírito avisou, a casa caiu", ela lembra.

Aos poucos, esse poder paranormal foi ganhando fama e surpreendendo até quem estudou muito para entender o complexo mecanismo da mente. A psiquiatra Ana Maria Fernandes se interessa tanto pelo fenômeno que chega a pedir ajuda de Telma para tratar de alguns dos seus pacientes.

O Globo Repórter acompanhou a consulta da cabeleireira Emília Alvarez. A médium Telma Brito Melo se concentrou, segurou as mãos dela e logo entrou em transe. Aí começou o fenômeno. A consciência de Emília acabara de ser invadida.

Momentos remotos da vida que a cabeleireira guardava em segredo acabaram sendo revelados. No meio da consulta, a médium começou a se coçar, irritada. Era a manifestação de uma doença que não pára de atormentar a cabeleireira.

"Sempre sinto esta coceira no mesmo lugar. É no pescoço. Já fiz tratamento e parei. Fiz exames, tomei vacinas antialérgicas. O médico diz que tenho que tomar remédio durante cinco anos. Ela falou tudo certinho, inclusive os lugares que coçam", confirma Emília.

Telma viveu os sintomas e deu uma explicação para a estranha doença de Emilia: ela acha que tudo isso é provocado por um espírito obsessivo. “Se essa energia que está no campo dela sair, ela pode ficar livre dessa coceira. Mas se o espírito - é de outra vida - ficar, pode tomar o melhor remédio do mundo que não adianta", afirma a médium.
O Globo Repórter convidou um pesquisador para conhecer os poderes atribuídos a Telma. O professor Carlos de Brito Imbassahy é físico, mora no Rio de Janeiro e há mais de 20 anos estuda os fenômenos paranormais.

Diante da médium, ele se submeteu a uma consulta, mas usou uma técnica muito comum entre os investigadores dessa área: procurou não pensar em nada no momento, tentou deixar a mente livre, vazia. Tudo para dificultar o trabalho dela. Em transe, Telma percebeu o bloqueio. A porta da consciência do professor parecia estar fechada.

Mas ela não desistiu - queria muito conhecer a vida atual do professor. "Eu gosto de viver. Temos que viver o agora. Pode me chamar de apressado. Ultimamente, o que eu tenho é pressa. Eu gosto de voar, não gosto de ser controlado. Viver é a coisa mais importante na face da Terra”, diz Telma, durante o transe.

O professor Imbassahy tomou um susto. Não imaginava que alguém fosse capaz de invadir tanto a sua personalidade. "Eu sou realmente assim. É a primeira vez que eu vejo esse tipo de fenômeno. Dentro da física, não tem explicação, é algo de novo”, ele comenta.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O PODER DA FÉ DESAFIA A MEDICINA

Para homens acostumados a verdades cientificas, não é fácil. Como acreditar em fenômenos que a medicina não explica? Doutor Roque Savioli é um cardiologista que acredita em milagres. Diretor do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), ele diz que a fé o transformou em um médico melhor.

"No momento que eu tive um encontro com Deus, modifiquei a minha vida. Aí eu tive que encarar o doente como corpo e espírito", conta o médico. Foi assim que o doutor Savioli começou a perceber e valorizar situações que muitas vezes passavam despercebidas.

A história do vendedor Sílvio Petrini Barata, por exemplo, marcou a vida do médico. Durante uma cirurgia cardíaca, comandada por doutor Savioli, ele se sentiu fora do seu corpo. "Eu me vi morrendo na maca do hospital. Eu vi o meu coração bem escuro, os médicos tentando reanimar e ouvi o médico dizendo: ‘Perdemos ele’", lembra o paciente.

Sílvio, na verdade, entrou em coma profundo. Ele conta que durante 14 dias fez uma viagem muito estranha. Esteve em um lugar, que segundo ele, só pode existir no plano espiritual. "Era um salão muito grande, muito escuro e com sombras. No fundo, havia um portal, de onde vinha uma luz muito forte, e um casal na porta”.

“Disse meu nome. Aconteceu alguma coisa comigo, porque eu estava em uma sala de cirurgia. Era uma cirurgia sem problema. Esse casal acenava para mim, como se dissessem: ‘tenha calma’. Eles não falavam nada, mas davam a entender com gestos”, conta Sílvio.

“Quando eu comecei a falar que meu nome era Sílvio, ouvi uma voz muito forte que vinha de lá de dentro dizendo assim: ‘Você pode retornar. Eu lhe dei o livre arbítrio: você poderia escolher o que você bem quisesse ter sido e você escolheu ser exatamente o que você é. Esta é sétima oportunidade que lhe dou e não lhe darei mais oportunidade’”.

“O casal mandou que eu fosse embora, porque a coisa estava feia para mim. Era uma voz áspera, muito poderosa”, relata Sílvio. Quando conseguiu sair do coma, a primeira pessoa que Sílvio viu foi o médico. O doutor Savioli estava ao seu lado. "Eu vi o Sílvio dizendo que havia morrido e achando que eu tinha morrido também. Aí eu falei que não", conta o médico.

O doutor Savioli diz que até hoje não encontrou explicação na medicina para o que aconteceu com Sílvio. "Nada de estranho aconteceu. A cirurgia foi normal, tudo absolutamente dentro dos padrões normais esperados. Realmente, foi muito estranho que ele tenha demorado tanto tempo para voltar da anestesia", declara o cardiologista.


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

REGRESSÃO : VIAGEM AO PASSADO

Viagens a um passado que transcenderia ao nosso corpo físico. Teria a nossa memória um arquivo secreto de momentos que não experimentamos nesta vida? O homem carrega com ele lembranças de vidas passadas? Especialistas em terapias que utilizam a técnica da regressão estão tentando desvendar esse mistério.

Os psicólogos paulistas Manoel Simão e Júlio Peres fizeram o mapeamento cerebral de alguns dos seus pacientes, durante as sessões de regressão, usando aparelhos de tomografia computadorizada. Foi uma experiência inédita. E o que revelaram os exames?

A área do cérebro ativada quando os pacientes entram em uma hipotética vida passada é a da memória. A parte que comanda os circuitos da imaginação, durante a regressão, não entra em atividade, garante o psicólogo.

"As vias neurofisiológicas utilizadas para o resgate de memórias traumáticas de vida atual foram também utilizadas para o resgate de situações traumáticas de vidas passadas - supostas vidas passadas. Os circuitos neurofisiológicos que estão relacionados à fantasia são outras estruturas”, explica o psicólogo Júlio Peres.

O publicitário Tertuliano Pinheiro se submeteu à regressão e diz ter se encontrado em duas outras existências. "A primeira vivência foi na Roma Antiga. Utilizava o poder para praticar o mal. Vivia emitindo ordens. Ouvia os gritos das pessoas. Foram muitos erros cometidos. Exercia o poder da forma mais errada. Ele tomou bens", revela.

Ao descobrir tudo isso, Tertuliano encontrou o caminho para se livrar de todas as suas aflições. A depressão, o medo do escuro, o pânico, tudo desapareceu. “Hoje eu sou outra pessoa, de bem com a vida. Sem dúvida isso aconteceu por causa da regressão. Não é questão de achar, é de sentir", diz o publicitário.

Sentir, mergulhar em uma memória desconhecida sem perder a consciência. Isso seria mesmo possível? "Não importa o nome que se atribua a esse conteúdo. De fato, ele é verdadeiro, genuíno para o paciente, porque ele dispara emoções. E o paciente se liberta de dificuldades a partir do resgate dessas situações", explica o psicólogo Júlio Peres.

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