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segunda-feira, 13 de abril de 2009

SOMOS, AQUI, CONTINUIDADE

"Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de Boa vontade! Meus caríssimos irmãos, aqui eu vim em paz. Gostaria de dividir com vocês minhas experiências e vivências do lado de cá. Aqui tudo é calmo, tranqüilo e cheio de luz. O cheiro, o aroma é agradável, tudo é muito limpo e nos dá uma sensação enorme de bem estar.

Somos aqui continuidade do que somos aí. Nada muda. O trabalho aumenta, mas em vez de cansar, revigora e nos deixa saciados em relação ao cumprimento do nosso dever. A sensação quando se faz a passagem — travessia, como queiram chamar — é de que nada mudou. Só temos a sensação de que temos mais a fazer além do que já fizemos.


Se fizemos o bem, devemos continuar. Se fizemos o mal, temos a chance de nos redimir e começar a viver realmente nos ensinamentos de Deus Pai.

Que ninguém tenha medo da morte, pois ela não existe e, se existe, pode ser vista como uma libertação, como uma benção e uma misericórdia de Deus, que nos livra do sofrimento terreno.

Que Jesus esteja com todos nós sempre e que possamos ser sempre melhores.”

Assinado : Frederico
Data : Maio de 2007.
Local : Sorocaba (SP)
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A VIDA: "TENHO TANTAS PERGUNTAS..."

"Tenho tantas perguntas e nenhuma resposta. como por exemplo, porque nascí pobre se as própias pessoas quando me veêm acham que sou rica, e até mesmo eu ás vezes acho e ajo de tal forma? porque não consigo ser feliz no amor? porque tenho essa infinita vontade de morrer?porque não consigo controlar minhas finanças e dinheiro para mim é sempre tão pouco? se a pessoa que ler essa mensagem realmente for uma pessoa de Deus por favor me ajude e responda minhas perguntas!" Y.L. (Comentário no Blog)

Y., as dúvidas que coloca não são incomuns e diria, com razoável certeza, que todos nós, ao menos uma vez na vida, nos deparamos com as questões relacionadas à existência. O que importa ao homem saber, acima de tudo, é: o que ele é, de onde vem, para onde vai, qual o seu destino. Como disse Leon Denis, um conhecido escritor espírita, “as idéias que fazemos do universo e de suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância capital. Por elas dirigimos nossos atos. Consultando-as, estabelecemos um objetivo em nossas vidas e para ele caminhamos”.

Para ele, o homem, muitas das vezes, não sabe o objetivo da viagem da vida. E afirma que “o homem, ignorante de seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objetivo a atingir”. Ainda hoje grande parte das pessoas crêem que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o “nada”. E esta certeza ou, antes, esta eterna dúvida leva muitos ao desamparo, ao desespero, à depressão e ao suicídio.

Pois bem, o que vou lhe dizer leva em conta a minha crença e longe de mim tentar convencê-la desta suposta verdade. Mas analise da seguinte maneira: mesmo que tudo não passe de mera fantasia, seu sentido lógico ajuda a dar uma razão à existência e tornar a vida suportável, justificável e mesmo cheia de beleza. Se a vida fosse limitada pelo curto período do berço ao túmulo, não teríamos motivo para não pensarmos, com justificável egoísmo, apenas em nosso bem estar. O bem e o mal, o justo e o injusto se confundiriam igualmente e se misturariam no nada. E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas. Afinal, por quê seria dado a alguns todos os favores do coração e da fortuna, enquanto que tantos outros compartilham a pobreza intelectual, os vícios e a miséria? Por que, na mesma família, parentes e irmãos diferem sobre tantos pontos?

Para nós, “não há efeito sem causa; nada procede do nada”. E a principal explicação é a existência do espírito como essência de todos e que, com a crença na reencarnação, justifica a defesa do amor ao bem, o sentimento de justiça e de progresso. Por isto precisamos saber mais sobre a reencarnação. Este é um tema que, acredito, fundamental para crescermos, evoluirmos e aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre a estrada que trilhamos.

A este ciclo eterno de começo e fim chamamos de reencarnação. Popularizada na atualidade pelo Espiritismo, ela foi a base de antigas religiões que formaram a cultura do mundo. Na verdade, a idéia da vida após a morte era conhecida pelos egípcios e pelos celtas, pelos indianos e pelos orientais, pelos africanos e pelos maias. Enquanto alguns povos acreditavam que o espírito correto ia para um lugar paradisíaco, outros, como os indianos, acreditavam que a alma podia migrar de um corpo para o outro em seu eterno aprendizado. A idéia de reencarnação foi obscurecida no Ocidente com o conceito de Céu e inferno que dominou a religião cristã nos últimos dois mil anos.

A reencarnação consiste na idéia de que voltarmos diversas vezes à vida. Esse eterno reinício mantém a “roda da vida” em constante movimento, tornando assim a morte física uma simples transição para uma outra vida. A escritora Eddie Van Feu ensina que “a cada vez que reencarnamos, aprendemos coisas importantes para evoluirmos. E como se o planeta fosse uma grande escola e cada um de nós passasse por aulas e lições. Nessa escola, não dá pra enrolar. Se ficar cabulando aula, volta para o primeiro ano. Bons alunos se esforçam, aprendem rápido e passam de ano. Maus alunos dão trabalho, deixam tudo pra cima da hora, não prestam atenção e recla­mam surpresos quando não passam de ano. Antes de mais nada, precisamos encarar esse fato atordoante. Estamos aqui para aprender. O problema é que, embo­ra estejamos todos na mesma escola, as lições são diferentes para cada um”.

Portanto, as respostas que tenho a lhe dar passam necessariamente pela crença de vidas passadas e futuras. Somos hoje o que fomos ontem e, quem sabe, seremos um pouco melhores amanhã. Tudo depende de nós, de nossas escolhas e de nossa conduta. Quando estamos prestes a reencarnar, passamos por um período de estudos e de escolhas. E são estas escolhas que determinarão grande parte de nossas experiências numa nova vida.

Mas, é claro, não deixaremos de ser quem somos na essência de nosso espírito e, é evidente, se você teve experiências de vidas passadas na riqueza, mesmo nascendo em outra condição, manterá seu comportamento, pois faz parte de sua evolução este aprendizado. As dificuldades no amor e sua depressão certamente resultam da dificuldade de adaptação a esta nova realidade que, embora não reconheça por não se lembrar da vida passada, lhe é estranha nesta nova fase de seu espírito.

Mas veja bem I., esta é apenas a opinião de alguém com fé na existência além da vida. Não tome isto como verdade absoluta, pois é a minha verdade. Não precisa ser a sua. Só lhe garanto que é uma explicação plausível e aceitável, à qual aderi conscientemente num momento de minha vida em que provavelmente estava com tantas ou mais dúvidas do que você. Portanto, fique à vontade para discordar, mas nunca deixe de buscar suas próprias respostas.

Marcos Grignolli

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE ?

O que acontece conosco depois da morte? É possível voltar? Dois terços das população de todo o mundo, pessoas das mais distintas religiões, acreditam que sim. Mas, a ciência moderna persiste em rejeitar essa idéia. Existem evidências científicas sobre vidas passadas? A resposta pode estar em um grupo de crianças que cientistas de diferentes áreas vêm estudando.

Essas crianças, ainda muito jovens, manifestaram memórias extremamente vivas de existências e mortes experiência das anteriormente à vida que levam atualmente. Elas forneceram detalhes surpreendente sobre pessoas que jamais conheceram, lugares em que nunca estiveram e fatos que não presenciaram, pelo menos não nesta vida. Nos vídeos a seguir, reprodução de documentário da Discovery (!Reencarnação Histórias de Vidas Passadas"), você acompanhará o trabalho dos pesquisadores deste fascinante assunto em busca de provas sobre a existência, ou não, da reencarnação.

Parte I

Parte II

Parte III


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sábado, 23 de agosto de 2008

O AMOR MAIS PURO E DESINTERESSADO


A personagem do vídeo acima é Margarita Rojas, uma grande mulher do México que tem lutado incansavelmente para cuidar de seu neto Othón Moreno. Nesta história, divulgada originalmente no Programa Teleton da tv mexicana, vê-se que o amor que ela lhe dedica é tão puro e belo que não há palavras para defini-lo por completo.

Na verdade, é uma heroína. E uma alma bondosa, que aceitou e cumpriu a missão de, nesta vida, viver em função de outro. O que você verá, portanto, é o amor despreendido, no que possui de mais puro. Todos temos uma missão nesta vida. Algumas, de tão pequenas, julgamos sem importância e as abandonamos sem cerimônia. Outras parecem tão complexas e acima de nossas forças que, invariavelmente, também não conseguimos cumpri-las. Apenas poucos e especiais almas vivem plenamente e cumprem o que prometeram a si mesmas do outro lado da vida.

Hoje Margarita e seu neto são auxiliados pelo CRIT (Centro de Rehabilitacion Infantil Teleton). Para saber como ajudar Margarita Rojas, você pode escrever para o Teleton.

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

SOU MAIS UM QUE SÓ PASSOU PELA VIDA

“Meu nome é José, mas sou e sempre fui chamado de 'Seo' Zé. Tive uma vida simples. Uma casinha pequena, num pedacinho de terra; uma companheira e alguns filhos. Cinco pra ser mais certo.

Vivi sem fazer o mal a ninguém. Não saia do meu cantinho pra quase nada. Os filhos nasciam em casa mesmo e as compras dos suprimentos eram feitas uma vez por mês. Arriava o cavalo, levava uma lista e depois de tudo comprado, voltava pra casa.

Rezava pouco ou quase nada. Tinha uma novenas feitas por época do Natal, mas não participava de coração. Só acompanhava minha patroa porque não era bom ela voltar no escuro.

Fui um homem bom, trabalhador, honesto e achava que quando a morte chegasse, iria descansar. Qual não foi a minha surpresa quando vi que, agindo assim, fui omisso, fui covarde...

Não conseguia acreditar quando vi que a morte não existe e que tudo continua do lado de cá. Que as pessoas trabalham e fazem o bem. Fiquei decepcionado por ter que admitir que não fiz nada, nada além do que qualquer um faria. Quanto arrependimento por não ter feito o que me fizesse diferente e merecedor de créditos.

Aqui sou mais um que só passou pela vida sem ajuntar riquezas espirituais. Sou mais um que nada fez para agradar a Deus. Mas fui inteirado disso tudo e fiquei sabendo que a misericórdia de Deus é grande demais e que terei uma nova oportunidade. Que poderei, algum dia, fazer o que não fiz. Vou estudar muito, vou esperar com fé esta oportunidade para me redimir e entrar na batalha para a conquista do que realmente traz paz e sensação de missão cumprida.

Agradeço a Deus por esta justiça e pela bondade de deixar que os espíritos possam se melhorar em muitas vidas. Fiquem com Deus e orem por aqueles que acham que não fazer nada é ser bom. Um abraço e um aperto de mão."


Assinado : 'Seo' Zé (psicografia)
Data : 21 de agosto de 2007
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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domingo, 6 de julho de 2008

SONHOS : SENSAÇÕES DO FUNDO DA ALMA


Sonho... Oii!! Eu tive um sonho e gostaria de perguntar a tua opinião. Final de março sonhei que estava chegando num lugar (parecia uma praça), tinha muita gente, todos me cumprimentando, falando meu nome. Eu não conhecia ninguem. Até que eu fui andando e sentei em um banco onde estava sentada uma senhora, de uns 45 anos, cabelos claro, chanel. Ela falou um monte de coisas.. mas me lembro apenas de umas partes!! Ela me falou que em outra vida era casada com Antonio.. (eu cheguei a ver esse Antonio, era um rapaz ruivo e eu estava abraçando ele!!!). Mas no final ela me falou: Cuida do Antonio pra mim, cuida do Antonio pra mim, cuida do Antonio pra mim!! Só que a treceira vez que ela falou o "cuida do Antonio pra mim", eu estava acordando e ouvi a voz dela dentro do meu quarto como se ela estivesse ali!!! Não dei muita importancia pro sonho. Até comentei com minha mãe, e falei pra ela que parecia que eu teria um filho ou namorado que eu teria de cuidar!! Mas, passado um mês desse sonho, meu pai que se chama Antonio descobriu que estava doente.. Mas eu não associei o nome do meu pai com o sonho pois estava tudo bem com ele.. Mas eu acho que foi um aviso..O que podes me falar sobre meu sonho?? Ficarei muito agradecida com a tua resposta!! Obrigada!! De: Patrícia (Comunidade Partida e Chegada)


O que tenho para lhe dizer é o entendimento que temos do mistério da vida e, portanto, não uma verdade absoluta. Afinal, a criação desejou que nossas reencarnações tivessem o véu do esquecimento para facilitar nossa evolução. Mas a pergunta constante em nossa página é justamente "o que fazemos quando dormimos?" Pergunta muito comum e para a qual muitos de nós não temos resposta. E a verdade é que há tantas teorias a respeito do sono e dos sonhos que até ajudam a confundir.

Kardec, perguntado aos espíritos sobre o assunto, estes responderam, em "O Livro dos Espíritos", que o "sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono." O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo permitindo-lhe entrar em relação com o mundo dos espíritos. Através dos sonhos, poderemos visitar entes queridos já desencarnados, ir a países distantes, entrar em contato com pessoas vivas.

A alma, independente durante o sono, procura sempre seus interesses. Busca as orgias, quando são se seu interesse, ou vai em busca de luz e esclarecimento em companhia de espíritos elevados. Mesmo quando dorme, a alma mantém seu livre-arbítrio, sua livre vontade.Mas, por que nem sempre nos lembramos dos sonhos? Será porque não sonhamos?

Sendo o corpo físico constituído de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões que o espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos sentidos do corpo. Ou seja : as vibrações do espírito parcialmente liberto pelo sono são distintas das vibrações do espírito revestido do corpo. Isso explica porque, muitas vezes, o sonho é lúcido, repleto de cores, sons, imagens, e quando acordamos perdemos totalmente a lembrança. Ficamos apenas com as sensações no fundo da alma.

O cérebro, que é o instrumento pelo qual a mente se expressa em nível físico, é ainda muito grosseiro para registrar as impressões sutis que a mente liberta é capaz de registrar. É como se o cérebro não conseguisse decodificar as informações que lhe chegam durante o desprendimento pelo sono. Por esse motivo é que alguns sonhos nos parecem truncados, sem nexo, ou com grandes lacunas. É por isso também, que misturamos coisas e fatos do dia-a-dia com outras que não dizem respeito ao nosso mundo físico.

Pessoas há, que sonham com determinada situação e essa situação se concretiza no decorrer dos dias. São os chamados sonhos premonitórios. O espírito antevê, durante o sonho, o que irá ocorrer no dia seguinte, nos próximos dias, ou em futuro distante.

É comum e correta a frase "morremos todas as noites através do sono". Quando, pelo morte, se romperem em definitivo os laços que unem o corpo à alma, esta estará "liberta". É no sonho que muitos gênios vão buscar inspiração para suas invenções. Isso explica porque é que uma idéia, não raro, surge em diversos pontos do Planeta.

No teu caso, me parece que, sim, certamente, os sonhos foram contatos efetivos com uma pessoa em outro plano. E, aparentemente, a maneira como escolheu para se manifestar é um indicativo de que o "Antonio"' de quem falava seja seu pai. Sabemos que, em nossas vidas sucessivas, somos ligados a pessoas que nos são afins, por uma ou várias encarnações. E estes laços permanecem onde quer que estejamos. Uma ligação que, suponho, exista entre vocês e seu pai, mas também entre esta mulher e ele. Uma forte ligação que a faz transpor o caminho entre os dois planos e lhe passar uma mensagem que, possivelmente, faz parte de sua própria missão nesta vida. Isto porque, quando nos preparamos para a reencarnação, assumimos compromissos os quais certamente não lembraremos depois, mas que estão em nosso íntimo e que contituem um degrau em nossa caminhada.

Não sei qual a relação entre vocês, mas, ainda que seja boa e amorosa, não ignore tal mensagem, pois nada mais é do que um clamor de quem o ama profundamente. E, por amá-lo tanto assim, pede que você também o ame, com compaixão e paciência.

A partir de "O Livro dos Espíritos" (Questão 400 e ss.) e do artigo "Sonhos", de Momento Espírita

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terça-feira, 24 de junho de 2008

REENCARNAÇÃO : DÍVIDAS EM FAMÍLIA

O karma familiar está ligado às pessoas de nossa convivência. É muito comum vermos famílias em que os membros se detestam. Há um tipo de violência familiar que não se explica de outra forma. É um caso típico de pessoas que dividiram vidas anteriores e levam para esta vida seus antigos relacionamentos; abuso de crianças, ou complexos de Édipo são resquícios de antigas paixões incontroláveis. Casos de violência e distanciamento emocional são exemplos de inimigos de outrora que voltam sob o mesmo teto e com o mesmo sangue, na ten­tativa de resolverem suas diferenças.

A família é o núcleo da sociedade. E como se fosse uma miniatura do mundo em que vivemos. Se ela possui ranços e problemas sérios e entrega-se à decadência emocional e afetiva, o que pode­remos esperar da sociedade, seu reflexo?

O karma familiar é um dos mais difíceis de lidar. Especialmente porque ele está exatamente entre o karma pessoal e o social, o que pode atrapalhar ainda mais o relacionamento entre pais e filhos, maridos e esposas. É difícil também porque precisamos criar uma conexão com pessoas que muitas vezes nos prejudicaram ou foram prejudicadas por nós. Há muita mágoa e rancor dos dois lados. Aí você pergunta: "E de quem foi esta idéia de jerico?". Apesar de não parecer, é uma idéia brilhante. O karma familiar é um dos últimos recursos para aprendermos a conviver com diferenças e superar o ego em detrimento do amor ao outro. Por mais que sua mãe tenha diferenças com você, na um elo inquebrantável entre vocês e isso vai ajudar a superar as pendengas do passado. Se você não suporta pessoas do seu trabalho, pode pedir demissão. Se você odeia seus vizinhos, pode se mudar. Mas com a família, a história é outra. Não dá pra fugir. Temos que resolver.

Por Eddie Van Feu
Este é o oitavo artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.Extraído da série "Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

MINHA VIDA: PRECISO DE RESPOSTAS E CONSOLO

Gostaria muito que me ajudasse de alguma forma. Não sei... Através de orações ou vibrações positivas ou até mesmo vendo se o que eu estou passando tem haver com alguma coisa do passado, que eu deixei pendente em outra encarnação.
Não sei, preciso de ajuda...
Estou me sentindo fraca, preciso de forças para continuar minha luta.
Há quase oito anos sofro com um câncer que realmente não me larga, não sei o que acontece. Faço todo o tratamento certo como o médico manda e aí tudo passa. Começo a viver quase normalmente, fico feliz, esqueço o sofrimento; mas, de repente, tudo volta.
O sofrimento, a dor, a tristeza de ver minha família que me ama e cuida de mim sofrer também. Principalmente minha filha, de apenas 12 anos, sofrer e cuidar de mim como se fosse minha mãe. É horrível, não sei o que fazer. Já pensei até em suicidio, mas foi logo no início. Sou uma mulher que confio muito em Deus. Ele pra mim é essencial na minha vida.
Mas paro e penso: por quê ele não me cura? Por quê ainda estou durando tanto, por quê eu agüento tanto sofrimento? São respostas que gostaria de ter... Preciso de consolo. Sei que, com certeza, tem pessoas piores que eu, mas é difícil. Gostaria tanto que me enviasse uma palavra amiga, ou alguma coisa que eu pudesse fazer pra que tudo isso passasse. Será que tem alguma pessoa desecarnada me prejudicando? Ficarei ansiosa esperando e desde já agradeço. Um grande abraço. Assinado : M.

Mensagem recebida na Comunidade Partida e Chegada

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TODOS DESENHAMOS O CAMINHO DA VIDA

Quero, M., começar compartilhando com você uma história do livro "Filhos brilhantes, alunos fascinantes", de Augusto Cury. Conta-se que uma jovem chamada Karen era sociável, bem-humorada e divertida. Vivia sua vida sem grandes sobressaltos, até que passou por um dramático vendaval. Sofreu algumas tonturas, desmaios, e começou a ter sintomas que levaram ao diagnóstico de câncer.O mundo desabou. Ela precisava lutar contra um inimigo que não via, e que estava dentro dela. Passou por algumas cirurgias, quimioterapia... Perdeu o ânimo de se vestir, de se cuidar. Já não sorria, por se sentir feia, diminuída e rejeitada. E assim, construiu conflitos que a bloquearam. Perdeu o prazer de ir à escola, se isolou e se deprimiu.

Certo dia, andava muito abatida nos corredores do hospital, quando ouviu gritos de alguns meninos dentro de uma sala. Resolveu entrar. Viu, então, seis crianças brincando com bexigas. Todas estavam em tratamento de câncer. Convidaram-na para entrar na brincadeira, porém ela se recusou. Então, uma menina de seis anos, pegando nas suas mãos a levou para o centroda sala. Ao ver o sorriso das crianças e a vontade de viver, entrou na folia. Pulou e brincou. Parecia que o mundo tinha parado. As palavras de incentivo que sempre ouviu começaram a germinar. Fortaleceu-se tanto que, mesmo com a queda de cabelo, resolveu voltar à escola. Todavia, ao entrar na sala Karen levou um susto. Ficou perplexa. Não conseguia acreditar na imagem que via. Viu a solidariedade! A maioria de seus amigos e suas amigas rasparam a cabeça para mostrar que estavam juntos nessa luta. Para mostrar que a amavam do jeito que estava. Raramente o amor foi tão longe.

Os sonhos não determinam o lugar aonde vamos chegar, mas produzem a força necessária para tirar-nos do lugar que nos encontramos. Sonhos são mais que desejos. Um sonho é um projeto de vida. Resiste aos problemas. Mas não basta apenas termos sonhos, é preciso também ter fé, confiança... Você me faz algumas perguntas que, talvez, somente você pudesse responder se tivesse conhecimento do que auto-determinou para esta vida. Não quero que tome o que vou lhe dizer — com ajuda de Chico Xavier (livro "Religião dos Espíritos") — como verdade absoluta.

Afinal, cada vida é uma história, uma trajetória, e devemos entender por vida a sucessão de encarnações, cada qual com suas repercussões do passado e implicações futuras. Mas Chico, através de Emmanuel, ensinava que nosso espírito, via de regra, escolhe as provações que experimentará na Terra, entre elas as doenças que enfrentará e que se julga capaz de suportar ou mesmo vencer. Por outro lado, é comum, como a jovem Karen da história acima, que nos rendamos às sugestões do mal, criando em nós não apenas condições favoráveis à instalação de determinadas moléstias, mas também ligações aptas a funcionarem como pontos de apoio para as influências ruins. Viciando o próprio pensamento, atraímos o pensamento viciado de espíritos desocupados, encarnadas ou desencarnadas, que nos rodeiam. Isto mesmo : pessoas que nos cercam e que vivem à nossa volta podem ser tão ou mais perniciosas do que qualquer espírito.

Logo, se nos deixamos influenciar por encarnados ou desencarnados que não nos fazem bem, via de regra, isto nos afeta a razão e nos mantém presos às doenças. Guardemo-nos, assim, contra a perturbação, procurando o equilíbrio e compreendendo no bem a mais alta fórmula para a solução de nossos problemas.

Por isto, dizemos que cada um adquire as doenças que deseja. Esta é uma verdade nos dois planos da vida, pois trazemos, é certo, heranças de vidas passadas que devemos enfrentar com coragem e confiança, eis que são fardos assumidos voluntariamente e que só nos foram permitidos porque Deus acreditou que somos capazes de suportar. De outro lado, devemos estar vigilantes para as enfermidades que criamos neste nova viagem a que nos propomos, pensando positivamente, vivendo com alegria e transmitindo, aos bons e aos maus espíritos que nos rodeiam (vivos ou "mortos") que somos fortes, que somos bons; que acreditamos em Deus e que ele, principalmente, acredita em nós. Assim como Karen, você não deve se deprimir, pois uma pessoa deprimida cuida menos da sua qualidade de vida, diminui sua imunidade, enfraquece sua resistência para lutar. E todos nós precisamos de você. Bem e feliz !

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

REENCARNAÇÃO : KARMA OU APRENDIZADO

Já falamos sobre o karma (ou resgate, como preferem alguns) e eventualmente temos que voltar a ele, que é a base de nosso aprendizado. É a palavra que define o conceito do que aqui se faz, aqui se paga, nem que leve alguns séculos. Falando de aprendizado, o karma é a base desse aprendizado. Sempre que fazemos uma coisa, ela volta para nós. Nossos erros retornam para nós e todo o mal que causamos a qualquer ser, povo ou raça entra em nosso extrato como débito. Você está, então, na lista de devedores, mas não se preocupe. Todo mundo está.

Quando realizamos coisas boas e trabalhamos nossos desejos e intenções para o bem comum, estamos vencendo o egoísmo e nossos instintos mais grotescos. Isso é evolução. essas boas ações também voltam para nós e a isso os esotéricos chamam de dharma. Ao ajudar e cuidar de outras pessoas, ao fazer a coisa certa, seu extrato ganha crédito.

Só que não adianta analisar a vida de cada um isoladamente Somos fios de uma enorme tapeçaria e fazemos parte de algo maior. Nossas ações não refletem somente na gente, mas em todo mundo. Um imbecil bebe e dirige, alegando que a vida é dele e pode fazer o que quiser. Ao bater num outro carro, ele está mexendo com a vida de todo mundo. Desde as pessoas no outro carro, até os próprios parentes e amigos dele, que vão passar por uma situação ruim por sua causa . Por isto, precisamos analisar a vida como um todo para entender melhor o processo de reencarnação e os problemas que vivemos antes de sair por reclamando que o mundo é mau, injusto, não toma banho e não penteia o cabelo. Agora, imagine que você tem vários cartões de crédito. Eles são independentes, mas contam no seu bolso para débito e crédito do mesmo jeito. São eles : karma (dívida, resgate ou aprendizado) pessoal, familiar, social e nacional.

'Dívida' pessoal

Esse todo mundo conhece. É a dívida que você acumulou pessoalmente, Inclui todas as ações que fez enquanto indivíduo em todas as outras vidas, como jogar pedras na casa da vizinha, roubar um banco ou ser ríspido com outras pessoas. Pois é, praticamente todo tipo de ação gera conseqüência. Você pode nem lembrar daquele balconista com quem fez uma grossura num dia ruim, mas isso acarretou estresse para ele ou danos maiores (como perder o emprego). Resultado: você assumiu uma dívida. Agora, note bem. Temos um milhão de chances de fazer coisas legais, mas na maioria das vezes nos pegamos fazendo as coisas ruis. Por quê? Porque é mais fácil entrar no ciclo do que quebrá-lo.

Neste caso, assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, e só nossos. Voltamos com determinadas dificuldades físicas (problemas de visão, paralisia, alergias, problemas de estômago etc), emocionais (problemas de relacionamento) e mentais (não só retardamento, mas coisas simples, como dificuldade de aprendizado). Pois é, até coisas básicas como beleza e inteligência podem se voltar contra você caso as use contra os outros.

Há coisas, no entanto, que não se encaixam exatamente na categoria enquanto responsabilidade. Na verdade, são atitudes que atravancam a vida da pessoa e ela não sabe porque. Se formos investigar, descobriremos que nem tudo foi a pessoa quem fez. Muitas vezes, ela traz a mácula do que fizeram com ela. Logo, tais pessoas não cometeram um erro, mas, ainda assim, vivem suas vidas atuais sob a sombra do que lhe fizeram. Por quê? Talvez elas precisem reviver suas antigas vidas para ajudar no conhecimento da reencarnação, ou talvez precisassem ainda se livrar do medo e da dor de uma forma que não puderam no intervalo (o período entre uma vida e outra).
É complicado mesmo. Muitas vezes, não sabemos ao certo como adquirimos aquela dívida enorme nesse cartão de crédito com validade para toda a eternidade. Mas, não importa o tamanho da fatura, sabemos como pagá-lo : aprendendo.

Por Eddie Van Feu
Este é o primeiro artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.
Extraído da série "
Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

MORRENDO E APRENDENDO

O filme que comentamos hoje é "Vivendo e Aprendendo" (104 minutos), uma produção de 1993, dirigida por Ron Underwood ("Poderoso Joe"). Nesta comédia romântica, um acidente de ônibus mata 5 pessoas na São Francisco (EUA) de 1959. O motorista vai para o céu, mas os demais decidem permanecer na terra e ficam presas a uma criança, que nasce em um carro perto do local do acidente. Com Robert Downey Jr., Charles Grodin, Alfre Woodward, Tom Sizemore, Elisabeth Shue e Kyra Sedgwick no elenco. Harrison, Penny, Julia e Milo morrem prematuramente devido a um acidente com o ônibus no qual trafegavam. Deixando diversos problemas pendentes em suas vidas, os quatro ficam presos na Terra até que consigam deixar tudo em ordem. Para sua sorte, no instante do acidente nascia o bebê Thomas, a quem ficam inexplicavelmente conectados, que é a única pessoa que pode vê-los. No entanto após alguns anos Harrison, Penny, Julia e Milo decidem que a presença deles pode ser prejudicial para Thomas, que deixa de ver seus invisíveis amigos.

Após vários anos Hal volta para levar suas almas, mas como não foram avisados que este tempo fora dado para fazerem suas vidas completas, então pedem um pouco mais de tempo. A única solução é fazer com que Thomas os ajude, para que possam terminar de resolver seus problemas que ficaram pendentes quando suas vidas foram abreviadas bruscamente. O problema é que Thomas (Downey Jr.), agora um banqueiro bem sucedido, se esqueceu dos seus amigos invisíveis e se convenceu de que foram produtos da sua imaginação. Assim, quando eles reaparecem por precisarem do corpo de Thomas, este inicialmente fica em pânico. Só após conversarem Thomas concorda em ajudá-los, para que eles possam ir para o Paraíso. Mas as tarefas que Thomas terá de fazer não são fáceis.

O filme não é uma produção muito conhecida, por isto não é muito comum encontrá-lo na maioria das locadoras. Mas é possível adquiri-lo em loja virtual ou, apesar da qualidade sofrível, fazer download do arquivo para aqueles que sãousuários do E-Mule.

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

CRIANÇAS E O CHAMAMENTO DO INFINITO


Em seu livro “Os Mortos nos Falam”, François Brune e Elisabeth Kübler-Ross, iniciadores das pesquisas sobre a morte, interessaram-se particularmente pelas crianças que estavam morrendo. E concluem que as crianças sabem, quase sempre, por antecipação, que vão morrer. Sabem mesmo em que circunstâncias, ou melhor, é seu subconsciente que o sabe e expressa-o, exprime através de desenhos, cartas, poemas, cujo sentido só se compreende, geralmente, após sua morte. Segundo a pesquisadora, as crianças ainda pressentem também o que vem depois, a etapa seguinte, o “encontro na luz”, o país do amor universal e incondicional que as aguarda, e do qual, às vezes, chegam a ouvir o chamamento. E Elisabeth Kübler Ross fornece-nos o exemplo mais extraordinário. A narrativa foi feita pela mãe da criança:

“Minha filha acordou cedo naquela manhã, num estado que se poderia chamar de grande superexcitação. Ela havia dormido em minha cama e despertou-se, abraçando-me e sacudindo-me: ‘Mamãe, mamãe! Jesus me disse que eu vou para o céu! Estou muito contente de ir para o céu, mamãe. Lá tudo é belo, de outro e prata, e brilha. É lá que estão Jesus e Deus’. Aquilo me deu medo, antes de tudo por ser muito estranho. Eu estava sobretudo inquieta com a sua superexcitação. Disse-lhe que se acalmasse. E ela continuou a falar do ‘lindo céu todo dourado, cheio de maravilhas, e anjos dourados, diamantes e jóias, mamãe!’ E falava de como estava contente de ir para lá, de como se alegrava, e do que Jesus lhe dissera... Disse-lhe então: ‘Descanse um pouco’, e quis deitá-la de novo. Foi inútil. Ela respondeu-me: ‘Não foi um sonho, foi verdade! Mas você não precisa se preocupar, mamãe, porque Jesus me disse que eu tomarei conta de você". Depois, saltou da cama e foi correndo brincar. Eu também me levantei para preparar o café da manhã. Era um dia como outro qualquer. Mas entre 3h e 3h e meia, na tarde daquele mesmo dia, minha filha foi assassinada (afogada intencionalmente).

Como a criança pudera saber? Eu não podia ensinar-lhes o que não conheço. Embora tivesse estudado, orado, meditado, quando minhas filhas perguntavam sobre o céu, eu respondia nada saber sobre o que se passa após a morte. Não foi em casa que elas ouviram a palavra ‘céu’ e imagens como ‘as estradas douradas do céu’. Nós jamais falamos a respeito...”

Por outro lado, sabe-se que as crianças do campo de concentração de Majdanek, antes de entrar nas câmaras de gás, desenharam pequenas borboletas com as unhas, nas paredes. Em grego antigo ou moderno, para se dizer “borboleta”, diz-se “alma”. É a mesma palavra que designa as duas coisas.
Artigo do site Consciência Espírita. Leia texto integral.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O AMOR AINDA VIBRA EM MIM

"Estou lendo o site e gostaria de receber a mensagem Vida Passageira. Sou espírita há quase dez anos e agradeço a Deus todos os dias pelo conhecimento da doutrina consoladora que nos ajuda a enfrentar as dificuldades do caminho.

No ano passado desencarnou um rapaz que namorei durante um tempo... Infelizmente a vida nos separou, mas eu nunca deixei de amá-lo. Tenho uma certeza dentro de mim de que ele é o amor da minha vida.

Após a nossa separação, quando o namoro terminou, tive que aprender a viver sem ele. O tempo e a distância me ajudaram... Deus e a minha querida mãe.

Mas o amor nunca morreu... Seu desencarne repentino, em virtude de uma cirugia seguida por complicações, foi para mim uma segunda separação...

O amor ainda vibra em mim, e parece que ainda sinto-o mais perto do que nunca. Tenho tanta vontade de ver seus olhos, seu rosto, seu sorriso... oro muito por ele...

Não dá nem para relatar tudo que vivemos, tudo que já senti. Tudo o que já aprendi com a dor. Desci e submergi do fundo do poço diversas vezes...

Espero estar cumprindo bem minha passagem na terra para ter o merecimento de reencontrá-lo, pois sei que ele, não guarda ressentimentos pelo que passamos. Enquanto encarnado ele chegou a me dizer isso. Mas só não nos reaproximamos, porque para mim sempre foi impossível conviver com ele de outra forma, que não como meu companheiro. Eu nunca consegui transformar o que senti por ele em algo mais calmo e resignado.

Não tenho coragem de pedir-lhes contato com ele, pois não me sinto neste direito. Sei que a família dele sofre muito e quem sou eu para pedir algo assim... Também não quero incomodá-lo, mas penso nele e oro diariamente."

Carta de uma leitora

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

REENCARNAÇÃO - CAMINHO DO APRENDIZADO

Depende de que tipo de aluno você é! Bons alunos se esforçam, aprendem rápido e passam de ano. Maus alunos dão trabalho, deixam tudo pra cima da hora, não prestam atenção e recla­mam surpresos quando não passam de ano. Antes de mais nada, precisamos encarar esse fato atordoante. Estamos aqui para aprender. O problema é que, embo­ra estejamos todos na mesma escola, as lições são diferentes para cada um. Lembra da máxima do filósofo e piadista Renato Rodrigues? "Cada um tem seu cada um". É burrice forçar alguém a aprender algo para o qual ela não está pronta. Eis porque não vale a pena brigar com pessoas que simplesmente pensam dife­rente. Devemos tentar entendê-las e conviver com elas. Nada mais.

As formas de aprender são extremamente ricas. Aprendemos nas pequenas coisas e, claro, nas grandes (às vezes, são tão grandes que não conseguimos ver). Aprende­mos em família, com amigos, com inimigos e com o mun­do a nossa volta. Daí a noção de que estamos onde deveríamos estar, pois há algo na nossa situação tentando nos ensinar alguma coisa. Quando estamos na pior, deprê, sem dinheiro, frustrados por qualquer coisa, devemos procurar a lição em­butida nisso. Nada vem sem sua dose de aprendi­zado. Momentos felizes nos ensinam coisas, tanto quanto os tristes. A diferença é que tendemos a não prestar atenção nos momentos felizes e por isso temos que passar pelos tristes (...) . Só que às vezes a reguada dói...

Como sempre digo, temos duas formas de aprender: por bem ou por mal. Crescemos com o conceito de sofrimento que leva ao paraíso e nos viciamos a escolher não necessariamente a porta mais estreita, mas com certeza, sempre o caminho mais doloroso. Eis porque parecemos muitas vezes nos auto-boicotar, seja em relacionamentos, seja na carreira profissi-onal.

E duro termos que encarar a verdade agora. Sofrimento não tem nada a ver com aprendi­zado. Você pode sofrer como um coitado e nem por isso aprender alguma coisa. Também podemos viver plenamente sem dor e aprendermos mui­tas coisas. Tudo é uma questão de reaprender­mos a ver o mundo. Por exemplo, quando algo dá errado por causa de algo que fizemos, não é um castigo divino. E mui­ta presunção de nossa par­te acreditar que a Divin­dade presta tanta atenção assim em nós a ponto de monitorar cada passo em busca de uma oportunidade de castigo. Devería­mos substituir a frase "Deus castiga..." por "Deus ensina...". Quando erramos, esse erro se voltará contra nós. Isso é fato, mas não um castigo. E apenas uma forma da Providência nos mostrar que o erro que cometemos doeu em outra pessoa e que a dor dos outros é também sua. Algumas pes­soas não precisam sentir isso para entender essa simples lição de empatia, mas outras ainda se di­vertem torturando animais e provocando dor em seres humanos, física e emocionalmente. É o caso de diversos maridos violentos, traficantes cruéis e pitt-boys sem noção. Assim, a Providência vai dar um jeito de explicar isso a eles (...).

Como não recebemos um manual de instru­ções dizendo qual o nosso cronograma de aulas, muitas vezes demoramos a entender qual é a lição que temos que aprender. Uma boa dica é viver a vida com olhos mais abertos. Olhe as coisas mais profundamente. Procure entender a raiz de seus sentimentos, bons e maus. Muitaz vezes, culpamos uma pessoa ou uma situação quando o problema está dentro da gente.

Nem tudo o que vivemos é efeito de nossas ações e escolhas. Também estamos sujeitos às ações e escolhas dos outros. Conversando com um amigo certa vez, lembro como ele estava frustrado e revoltado com o fato de não estar imune à uma magia, uma vez que ele era cristão. Seus argumentos eram até interessantes: "Eu escolho não participar disso e não é justo que eu possa ser atingido". Mas as coisas não são bem assim. Você pode escolher não ser assaltado, mas isso tam­bém depende do ladrão. Podemos escolher não pegar um engarrafamento, mas isso depende de um monte de motoristas estressados. A partir do momento em que vivemos no mesmo planeta, as ações de um interferem nas dos outros. Não parece muito jus­to, mas isso também faz parte da lição. Devemos aprender a viver juntos e entender que tudo o que fazemos gera um efeito.

Outra coisa : nem tudo que vivemos é efeito. As vezes, é a causa. Ou seja, criamos uma situação que antes não existia. Vamos dizer, por exemplo, que você, agora, sem mais nem menos, resolva ajudar um mendigo na rua. Você lhe dá dinneiro, compra-lhe roupas, leva-o a um restaurante e lhe oferece um emprego. Supondo que o mendigo lhe fique grato para o resto da vida, há duas possibilidades aí: ou você já conhecia esse mendigo de outras vidas e lhe devia algo que está pagando agora, mesmo sem saber; ou você acaba de conhecê-lo e, numa vida futura, ele lhe pagará em dobro a bon­dade que o tirou das ruas. O mesmo funciona para ações ruins. Podemos criar um inimigo nesta vida ou simplesmente reviver uma inimizade de outras vidas. Tudo isso tem a ver com o carma e o dbarma, dos quais falaremos a seguir.

Por Eddie Van Feu
Este é o sexto artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.
Extraído da série "
Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus


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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

REENCARNAÇÃO - OUTROS CASOS

Muitas pessoas procuram pro­vas da existência da reencarnação com determinação incrível. Ou­tras parecem ter nascido acreditando nisso, como se fosse uma verdade que sempre fez parte de­las. O fato é que, a fé é bela, mas a lógica ajuda. Nossas mentes não estão mais tão entregues à ré e pre­cisamos que certas coisas façam sentido. Precisamos conhecer as regras.

Nada mais interessante para isso ao que mostrar alguns casos que comprovam que não estamos birutas. Alguns se tornaram famosos, enquanto outros ainda são desconhecidos. O que mais atrai em todos esses casos é que eles poderiam aconte­cer com qualquer um de nós.

O Porão Oculto

Uma paciente submetida à hipnose contou ter sido uma judia que viveu durante a perseguição anti-semita em York. Ela contou com detalhes ao hipnotizador Arnall Bloxnam que teve que fugir da cidade para escapar da turba de linchadores, escondendo-se no porão de uma igreja.

Uma equipe de televisão que estava acompa­nhando o caso (o apresentador era Magnus Magnusson) investigou e conseguiu, com as in­formações dadas pela mulher, encontrar a igreja. Apesar de possuir todos os detalhes descritos na sessão de hipnose, a igreja não tinha porão. Como ainda assim o caso era interessante e esta fosse a única falha, foi escolhido para ir ao ar assim mes­mo (estavam fazendo um documentário). Assim que terminaram a primeira parte da re­portagem, um grupo de operários que trabalhava na restauração da dita igreja encontrou por acaso o porão mencionado pela mulher. Ele estivera fe­chado e esquecido por várias décadas e não cons­tava nem mesmo em registros.

O caso do bêbado mirim

Esse aconteceu em 1971, no Sri Lanka (antiga Ceilão), no su­búrbio de Colombo. Um guri de nome Sudith que nem com­pletara ainda os dois anos de idade insistia com sua família que seu nome na outra vida era Sammy. Segundo o garoto, ele vivia em Gorakana com sua mulher, Maggie e que era um vendedor de araca engarrafada (uma espécie de bebida forte destilada de arroz e melaço). Um dia, bebeu demais e brigara com a esposa. Saiu de casa para andar e foi atrope­lado por um caminhão (morreu, claro).

O menino apresentava desde cedo gostos estranbos para uma criança, como araca e cigarros, além de determinado tipo de roupa que não era comum para sua idade. Tinha um temperamento brigão e às vezes, violento, mas também tinha rompantes de generosidade. Ele também vivia insistindo para que o levassem a Gorakana. Um monge foi cbamado e conversou longamente com Sudith. Depois, com anotações em mãos, foi à Gorakana e descobriu o seguinte:

Até seis meses antes do nascimento de Sudith, um homem vivera em Gorasana. Seu nome era Sammy Fernando e ele fora um operário de fer­rovia e vendedor de araca. Teve uma mulher cha­mada Maggie e seu pai chamava-se Jamis. Sammy morrera, segundo testemunhos, atropelado por um caminhão em frente de casa, logo após uma briga com a esposa. Diziam que era um homem violento e brigão, bebia feito um gambá, tinha uma generosidade impulsiva e era fumante inveterado.

O caso atraiu a atenção de muita gente e foi estudado por lan Stevenson, professor de psiqui­atria da Universidade da Virgínia e diretor do De­partamento de Estudos de Personalidade, no cen­tro médico da universidade. Estudioso sério, Stevenson pesquisou cada detalhe do caso Sudith e não conseguiu encontrar nenhuma falha nos relatos da criança.

Certa feita, a família de Sammy visitou Sudith que, mesmo nunca tendo visto aquelas pessoas, correu para a mulher, cha­mando-a de Maggie. Abra-çou-a, disse que a amava e culpou-a pela sua morte. A criança também tinha medo de policiais e um ter­ror patente de caminhões.

Guerreiro, sempre

Em dezembro de 1917, o capitão George S. Patton, um americano que nunca tinha pisado naquela região, desembarcou em Langres, uma pequena cidade ao nordeste da França. Um ofici­al francês logo se ofereceu para mostrar a cidade ao capitão, que prontamente respondeu: "Não será preciso. Eu a conheço muito bem!"

No local da cidade esteve, na Antiguidade, um acampamento romano e Patton afirmara sem titubear que já vivera na França como um legionário romano. Os papéis se inverteram e foi Patton a mostrar a cidade aos oficiais lo­cais, apontando onde haviam sido os locais de antigos templos romanos, do anfiteatro, do campo de treinamento, do fórum e até o local onde Júlio César montara seu acampamento.

Patton acreditava em reencarnação e cos­tumava creditar seu sucesso na área militar ao fato de já ter sido soldado em outras vidas. Na Segunda Guerra Mundial, um general britâ­nico chegou a cumprimentá-lo pelo talento no que fazia, dizendo: "Você teria sido um grande marechal de Napoleão, se tivesse vivido no sé­culo XVIII". Ao que Patton, com um sorriso, respondeu: "Mas eu fui!".

Por Eddie Van Feu
Este é o quarto artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.
Extraído da série "
Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

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terça-feira, 4 de setembro de 2007

MORO NUM LUGAR BONITO - ANGÉLICA


“Meu nome é Angélica. Tenho 12 anos. Estou bem. Moro num lugar bonito onde as cores são mais coloridas. Onde o calor é mais calor e onde o frio é mais frio. As flores cheiram mais. Os passarinhos cantam mais e eu sou feliz.

Estou com minha avó Carminha. Ela veio um pouco antes de mim. Aliás, ela é mãe da mãe da minha mãe. Minha ‘biza’. Mas minha avó sempre dizia que quando a gente morre tudo continua como antes.

Continuo freqüentando as aulas. Estou aprendendo e começo a perceber que posso ajudar. Foi tudo tão rápido... Minha mãe ficou tão triste... mas ela aceitou bem. Ela é espírita. Eu também era; até freqüentava aulinhas aos sábados.

Só vim pra dizer que estou bem e feliz. Meu irmão Carlos está bem, mas se continuar assim, andando com quem não pensa nos outros, acabará como eles. Ele tem pensado em fazer besteiras e minha mãe precisa saber. Quer fumar. Tento ajudar, mas ele não me ouve.

Eu caí... quebrei o pescoço eu acho. Mas não sofri... nem senti. Vi um pouco de correria, mas tudo se acalmou em pouco tempo. Minha mãe é uma pessoa boa. Vovó ajuda muito. Mas falem pra ela sobre o Kaká. Ele precisa de ajuda. Não quero que ele fume e fique como os outros, meio dormindo e meio acordado.

Vou indo. Deixo um beijo e um abraço pra meus pais e um beijo grande pra vovó Madalena. Com saudades da filha amorosa e da neta carinhosa.”

Assinado : Angélica
Sorocaba, Setembro de 2006.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 14 de maio de 2007

O TREM DA VIDA - Silvana Duboc

Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura muito interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos que estarão sempre conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos no cominho, amizade e companhia insubstituível... Mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser mais que especiais para nós embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristeza. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por este trem de forma que , quando desocupam seu acento, ninguém sequer percebe. Curioso é perceber que alguns passageiros que nos são tão queridos, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o percurso, atravessemos, mesmo que com dificuldades, o nosso vagão e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado para sempre.

Não importa, a viagem é assim, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperanças, despedidas... porém, jamais retornos. Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender, pois nós também fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá. Eu me pergunto se quando eu descer desse trem sentirei saudades... acredito que sim. Separar-me de algumas amizades que fiz será, no mínimo, dolorido.

Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito riste, mas me agarro à esperança de que em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar mais feliz será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, ou até aquele que está sentado ao nosso lado. Façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem da vida.

Leia texto original no site da autora Silvana Duboc.

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