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quarta-feira, 20 de maio de 2009

PARECE QUE TODOS MORREM, MENOS A GENTE!


"Walzinha, minha filha querida!
Quanta saudades sinto de você. Éramos uma família bem feliz, não é? Nem sempre tive a cabeça muito no lugar, gostava de jogar bola (era bom nisso); o tio Carlinhos falava : 'O Nelsinho é bom de bola', lembra?

Era meio moleque, gostava de estar com os amigos e a família. Nem sempre estávamos juntos, porque o trabalho exigia que me ausentasse por vezes. Mas eu sempre os levava comigo, em meu coração. Vani, companheira fiel e sempre alegre, Tivemos uma vida simples, mas as alegrias não faltaram.

Wal, não entendi bem quando fui tirado de vocês, mas com o tempo, com muito estudo e fé, compreendi que antes mesmo de estarmos juntos, nos comprometemos e aceitamos uma vida que raramente pode ser mudada. Parti e a deixei. Sofreu e sofri também. As orações que fez por mim foram como um bálsamo e me fez ver que realmente era um ser privilegiado por ser amado assim, como sempre fui. Você nunca me pediu ou impôs condição para me amar. Me amava, simplesmente, por ser boa e por ser melhor e mais evoluída que o pai.

Quero pedir perdão pelas vezes que deixei de ser o pai companheiro que talvez devesse ser. Mas tudo o que fiz foi sem maldade. Sempre fui feliz assim e nunca me aquilo. Preocupei com a morte. Parece que todo mundo morre, menos a gente, né! Agora sei que estava errado e me arrependo por não ter feito mais por vocês, ou a deixado em melhor situação.

Aqui tudo é tranquilo. Passei tempos sem poder dar notícias porque precisava aprender muita coisa, mas agora tive a oportunidade de deixar uma mensagem e lhes dizer que sinto muita falta de vocês. Que eu as amo de todo o meu coração e que sempre que me é permitido as visito e deixo o meu carinho e o meu amor.

A você, Wal, desejo tudo de bom: saúde, paz e muito amor em seu coração. Quero que saiba que nada acaba e que nos encontraremos um dia. A vida e a morte não existem. Existe um lapso de tempo, uma lacuna que nos obriga e permite aprender coisas que não demos importância, para só depois reencontrarmos e voltarmos, melhores, mais maduros e mais 'pé-no-chão'.

Saudades grandes de vocês todos. Que Deus os abençoe e guarde. Estou bem e feliz e, principalmente, em fase de aprendizagem. É como começar a primeira série sem saber ler ou escrever, só que as lições são em relação à alma, ao amor, à caridade, a Deus. Lições que servirão para todo o sempre. Voltarei, se me for permitido, para trazer mais notícias. Fiquem em paz. Oro e peço sempre por vocês. Um beijo carinhoso do pai que te ama muito."

Assinado : Nelson (psicografia)

Data: 14 de maio de 2009
Local: Sorocaba (SP)
Médium: S.A.O.G.

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

ESTIVEMOS JUNTOS EM MUITAS VIDAS

“Venho pra agradecer pelo que tem feito por nós. Nós que nos comprometemos junto da espiritualidade numa missão de amor e carinho.

Você que já foi minha mãe, minha filha, meu tudo em muitas outras vidas. Você que está ligada a mim e eu a você há séculos, num pacto de amor sem fim.

Você em quem eu posso confiar e contar sempre.

Sei que não é nada normal a mensagem de alguém que se encontra encarnado. Sei da dificuldade que você terá em acreditar nestas palavras; afinal, estamos juntos de novo em mais uma vida. No momento meu invólucro material se encontra adormecido e aproveito para vir te agradecer e pedir que não desista de mim nesta vida, nem de meus pais. Pais que escolhi e aceitei num compromisso maior.

Não desanime nunca, nem se deixe abater pelo desânimo, achando que é impossível a união de dois seres tão diferentes e tão iguais. Eles precisam desta chance que foi dada e o sucesso desta empreitada depende da nossa força, do nosso amor e da caridade fraternal para com eles. Eles, por muitas vezes, como tem sido, se desentenderão, mas você vai estar lá para reverter o que parece irreversível.

Estou feliz pelo nosso reencontro e sei que posso contar com você.

Ah! O tio Marcos não precisa ficar com ciúme, porque estamos todos no mesmo barco. Ciúme é uma palavra feia, mas só usei paa que ele entenda que faz parte desta família.

Um grande e forte abraço. Precisava agradecer e pedir para que continue. Estaremos sempre unidos pelo amor de Deus Pai. Fiquem com Deus e em Paz. Orem por mim para que eu não me perca neste caminho e não fuja desta missão. Com muito carinho.”

Assinado : Adilson Batschauer (psicografia)
Data : 26 de junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

PERDER ALGUÉM É PERDER PARTE DE NÓS

"Quantas saudades de meus pais que já partiram para a grande viagem! Quantas lembranças que nos arremetem lá no passado e podemos até ouvi-los em nossos pensamentos. Meu pai, um espírita convicto que me passou tantos exemplos de humildade e honestidade que graças a Deus ,pude passa-los aos meus filhos. Lembro-me dos passeios que fazíamos todos juntos e ríamos por nada,apenas pelo prazer de rir e ser feliz. Minha mãe,com suas mãos abençoadas que fizeram os sapatinhos e casaquinhos de todos os netos e bisnetos e estava sempre fazendo um crochê para dar de presente,distribuindo seu carinho e afeto a todos que a rodeavam. Eu estou sempre dizendo que agora ela deve estar fazendo sapatinhos para os anjinhos!!!Mas como dói a ausência,a falta de notícias,a casa vazia,abandonada!Eu falava com ela todos os dias infalivelmente às 10h da manhã.Quando eu demorava um pouquinho ela já ligava primeiro e agora eu não tenho mais prá quem ligar e contar as novidades dos filhos, da orquídea que floresceu ou do ponto de crochê que eu queria fazer.Como o tempo passa rápido ! Agora dia 25 de abril já lá se vão 15 anos que o papai partiu e minha mãezinha fez 2anos e 5 meses. Eu tenho certeza de que eles estão bem porque só fizeram o bem.E isso me conforta muito e oro todos os dias pedindo que Deus ilumine a caminhada deles no plano espiritual."L.M. - Paraná

Nas muitas manifestações que recebemos, boa parte relaciona-se à perda de parceiros de vida. Aqueles espíritos que escolhemos, antes de iniciarmos esta atual "viagem", para nos acompanharem e com eles compartilhar alegrias e tristezas. Para juntos evoluirmos, dia-a-dia, a despeito de eventuais pendências que possam advir de vidas passadas.

Bem sabemos que no caso de pais e filhos, parece insuperável a dor da ausência. "Entrar numa casa vazia pode ser, para quem perdeu o marido, a mulher, os pais ou os filhos, uma das experiências mais difíceis do cotidiano. Quando este alguém morre, o mundo parece desmoronar. Inicialmente, somos tomados pela perplexidade, como se nos encontrássemos num país estrangeiro e ninguém falasse nossa língua.

"Nós nos sentimos perdidos, como num pesadelo de que não conseguimos acordar. Vagamos como se estivéssemos adormecidos e, mesmo assim, uma terrível tristeza nos traz de volta à realidade. Nosso companheiro ou nossa companheira partiu e ficamos incompletos e vulneráveis. Não há ninguém que nos motive a despertar pela manhã ou nos convença a ir dormir à noite. Na realidade, não conseguimos enfrentar a hora de ir sozinhos para a cama. Tudo isso faz parte do processo normal de sofrimento.

"Perder alguém é, em certo sentido, perder parte de nós mesmos. Confiávamos um no outro, éramos íntimos, e nos apoiávamos em todas as ocasiões. Agora, quando mais precisamos de sua companhia, estamos sós. Tudo que construímos juntos parece sem sentido e vazio, porque não podemos compartilhar. Parece quase impossível fazer parte de um mundo em que ele ou ela não esteja mais presente".

Qualquer um pode observar que, ainda entre pais e filhos aparentemente sem sintonia, o abalo é gigantesco. No dia em que um deles morre, o outro deixa de ser aquele de sempre. Prevalece a angústia. Alguns parecem jamais se recuperar e ficam as lembranças dos velhos dias felizes. Crêem que só serão verdadeiramente felizes quando se encontrarem de novo em espírito. Então, aquela parte deles que morreu renascerá.

Mas não é necessário esperar tanto. Nossa experiência demonstra que nada mais irreal do que a sensação de distanciamento, de perda. Seus pais, que a amavam tanto, continuam em seu coração, vivem com você; mas não apenas isto. Suas almas a acompanham em sua jornada, mas, não menos certo, precisam de ajuda para poder ajudá-la. Sua angústia é a angústia dele, quando sente que nada podem fazer para te consolar.

Por isto, digo que um exercício eficaz para superar o trauma da ausência é conversar. Isto mesmo. Podem te achar maluca, mas você e eu (ao menos) sabemos que não é ! Converse com quem se foi, mas de maneira positiva, alegrando-se na certeza de que eles existem e assim ajudando-os a compreender seu novo estado. Fale com else como foi seu dia, suas dúvidas, seus planos e peça a sua opinião. De uma maneira ou de outra, por iniciativa própria (quando permitido) ou por intermédio de espíritos de luz, seu recado lhe chegará, mesmo que através dos sonhos.

Pode ser um exercício doloroso, pois quem ficou quer mais. Mas lembre-se, sempre, que a ajuda precisa ser mútua. Portanto, tanto mais estará fazendo bem aos pais que se "distanciaram" na medida que reconhecer esta verdade e aceitá-la, com paz no coração. Não se vincule a uma comunicação que pode nunca vir, pois a espera e a falta podem se transformar em flecha de dor. E sua dor, não se esqueça, é a dor deles. Viva este momento com confiança na imortalidade do espírito, pois só esta certeza, sincera e sólida em seu coração, fará curar as cicatrizes e ajudar quem se foi.

Marcos Grignolli

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

FAMÍLIA: A VIDA É UMA MISSÃO CONJUNTA

Gostaria de uma informação, meu pai tem 85 anos e era um homem com ótima saúde, super ativo, não dependia de ninguém. No começo do ano passado ele sofreu um derrame (AVC), e hoje não anda, não come sozinho, ficou totalmente dependente. Ele está muito perturbado, pois todos os dias chora muito e pede a morte. E tem dias também que chama toda a família dele que já é falecida, pai, mãe e os irmãos e alguns vizinhos que já faleceram a bastante anos.Não está sendo fácil, acompanhar essa situação que ele se encontra, pois eu que sou a única filha sofro muito. Sou eu que cuido dele 24 horas por dia. Tive que abandonar meu trabalho, deixar de lado minha vida pra ficar com ele. Gostaria de saber na visão dos espíritas porque meu pai está passando por esse sofrimento? Tem alguma coisa a ver comigo também? E porque ele fica chamando as pessoas falecidas? R. Z. (por e-mail)

Todos nós, pelo menos dentro da concepção Espírita, temos uma história de vida pré-definida. Não se trata de karma ou dharma, de destino ou influência dos astros. Na doutrina, acreditamos que somos, todos, almas imortais, que passam por várias experiências (vidas), no intuito de aprender e evoluir. Por isto, entre uma existência e outra, buscamos aprender e definir os objetivos de vida de nossa próxima etapa. Escolhemos as pessoas com as quais desejamos ter relacionamento e com as quais buscaremos resgatar dívidas, buscar perdão ou que, apenas, queremos auxiliar. Tudo isto, por absoluta necessidade, nos vem envolto em esquecimento, que (bem analisado) é tão-só um aspecto a nos ajudar na missão de ajudar, sem esbarrar em antigos rancores e antipatias.

Apesar disso, não aceitando ou não compreendendo esta dinâmica das vidas sucessivas, muitos leitores nos chegam com raiva de Deus. Eles vêem a morte ou a própria vida como forma de punição e se perguntam como um Deus de amor pode ter semelhante atitude. A experiência nos ensina que, nesses momentos, a palavra mais sábia pode soar vazia. Portanto, nos resta ser solidário, embora ressaltando que a crença na continuidade da vida demonstra que não existe um Deus vingativo e punitivo.

Sofrer a morte de um ente querido, bem o sabemos, é um processo que destroça o coração. Mas, não menos raro, viver no sofrimento pode ser uma prova ainda mais dolorosa para a fé e o entendimento.

É essencial que tenhamos paciência, que não nos precipitemos. Não há um plano a seguir, nenhum calendário que ajude a controlar os males e desafios dessa nossa existência. Alguns se recolhem em si mesmos e encontraram uma força espiritual interior que jamais suspeitaram que tivessem. Tais pessoas relatam que agora têm uma ligação muito mais forte com Deus e falam como o enfrentamento das adversidades deu-lhes a chance de aprender sobre o amor.

Mas o importante é saber que o retorno de cada um de nós a esta Terra tem objetivos bastante definidos. Quando esse objetivo é cum­prido, partimos. Algumas almas necessitam viver uma vida longa, enquanto outras precisam apenas de uma experiência breve, antes de retornar a seu lar espiritual. A escolha é feita antes de encarnarmos em nosso corpo. Quando conseguimos olhar a vida dessa maneira, aceitando que o tempo e o espaço são dimensões terrenas e que somos seres eternos, podemos começar a entender a natureza da vida e da morte com muito maior clareza.

Seu pai (e muito provavelmente, também você) esboçou antes de reencarnar esta trajetória de vida. Por alguma razão ele tem que passar por esta experiência, mas contou com a sorte de tê-la como filha, com toda sua força e fé, que tanto o ajudaram nos piores momentos. Mas pense que também você, de alguma maneira, tivesse ou tenha aceitado tal provação, somente para estar perto dele e cumprir este papel. Isto explica, de certa forma, tamanha dor. A dor de quem muito ama e gostaria de fazer mais. Mas nossas existências são feitas de estágios, de momentos, que costumamos chamar de “vidas”. Este momento da longa história de vocês passou e teve a mais alta nota. E virão outros e outros, nos quais vocês estarão ainda mais ligados e solidários, num amor eterno, como eterno somos todos nós : espíritos aprendizes.

Quanto ao chamamento ou visões de pessoas já falecidas, pode significar que a doença rompeu barreiras comuns a todos nós, facilitando-lhe a comunicação com os espíritos que já se foram. Este é um acontecimento comum e não lhe deve causar susto ou preocupação, pois a presença real ou mesmo a "fantasia" de tais comunicações certamente ajudam-no a superar esta situação atual.

Marcos Grignolli

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sábado, 28 de março de 2009

FILHO, SAUDADES - Dudu Lasta - II

"Nosso filho, João Eduardo Lasta, retornou ao Plano Espiritual em 28/04/2006, com apenas 24 anos de idade. Deixou muita saudade, mas também deixou muitas recordações e muitas alegrias para todos nós. Prestamos esta singela homenagem ao nosso amado e inesquecível filho, irmão e amigo João Eduardo Lasta. Um dia iremos nos encontrar! Fique com Deus filho". Veja outros vídeos.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

QUERO DESFAZER O ESTRAGO QUE PROVOQUEI


"Mamãe Clarinda e Papai Natal, graças a Deus recebem este espaço que me permite entregar-lhes notícias capazes de amenizar um coração saudoso. Quanto a mim, procuro encontrar com oportunidades para que eu seja capaz de me desfazer de vez do estrago que fiz através de um ato impensado. Tenho encontrado com muitos que me aceitam na condição de amigo e, tenho na vovó Luzia um anjo cuidadoso que tem me oferecido condições de me encontrar, com o carinho que penso eu ser o mesmo que minha querida mãe deseja me entregar.

Não posso escrever por muito tempo, mas o que entrego à vocês, penso eu que poderá nos auxiliar e nos sentir mais próximos um ao outro. Morgana, minha irmã, meus beijos; preciso de suas lembranças, e sua proteção, ...Beija por mim a vocó Nilza, o vovô Braz e o vovô José. Mãe e Pai, Deus nos ajuda e não nos deixará sem forças para que não cumpramos com nossas obrigações perante a esta dificuldade que sentimos ser a maior encontrada por nós. Meu carinho à todos."

Assinado : Elton Alves Oliveira (psicografia)

Data: 10 de junho de 2006
Local: Fraternidade Espírita José Xavier - Três Lagoas (MS)

Médium:
Celso de Almeida Afonso

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sábado, 14 de março de 2009

FIQUE COM DEUS, FILHO ! - Dudu Lasta - I

"Nosso filho, João Eduardo Lasta, retornou ao Plano Espiritual em 28/04/2006, com apenas 24 anos de idade. Deixou muita saudade, mas também deixou muitas recordações e muitas alegrias para todos nós. Prestamos esta singela homenagem ao nosso amado e inesquecível filho, irmão e amigo João Eduardo Lasta. Um dia iremos nos encontrar! Fique com Deus filho. Veja outros vídeos.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

SE QUEREM AJUDAR, QUE OREM POR MIM !


"Mamãe Clarinda e papai Natal, pego um lápis para me dirigir a vocês e confirmar minha presença nesta festa em que vejo cada coração, entregar e entregue ao outro como a lembrar o ensino de Jesus. Amar-vos da maneira que eu vos amei. Mãe e pai, me sinto no dever de pedir sempre o perdão, que sei não me negarão. Espero que eu possa retribuir um dia todo bem que vocês me entregam.

Não quero ofender a ninguém, mas gostaria que aqueles que me condenam esquecessem um pouco, digo a eles que eu sei sim que cometi um grande erro, mas não é necessário que fiquem repetindo o que eu sei de cor. Se querem me auxiliar se tem por mim alguma estima, que orem por mim. Morganna, minha irmã, você a cada dia está mais linda, é bom encontra-lá assim. Dá por mim um beijo na vovó Nilza, no vovô Braz, vovô José.

Luciane, a Luzia e nosso Antônio abençoou você, obrigado pelo carinho dedicado a mim. Mamãe Clarinda, Papai Natal confio que faço de tudo para estar bem, meus beijos e a certeza de que meu coração permanece protegido pelo seus.Beijos. Elton"

Assinado : Elton Alves Oliveira (psicografia)

Data: 17 de junho de 2007
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

MÃEZINHA, EU JÁ VI VOCÊ CHORAR...


"Oi, mãezinha Márcia! Oi, mãe! Paizinho Fabiano, oi! Beijão forte, forte mesmo! Vovô Irineu está me ajudando a escrever esta carta. Ele está feliz e a pouco falamos da fé e alegria de vocês por receberem estas notícias. Sabe, mãe, naquelas poucas horas de hospital, senti em determinado momento como um pássaro voando. Era-me difícil abrir os olhos para ver o que acontecia. Em determinado momento parecia pousar. Foi aí que vi ao meu redor tantas coisas lindas. Pisava num gramado verde, macio como um tapete. Bem próximo a mim, vi um senhor encostado no tronco de uma linda macieira. Ele atirava pedrinhas no lago que estava próximo.

Ele me chamou. Quando me aproximei, disse-me: 'Senta do meu lado, vamos conversar'. Eu, porém disse a ele: 'Minha mãe e meu pai não gostam que eu converse com desconhecidos'. Ele, no entanto, com um leve sorriso insistiu: 'Senta. Seus pais não ficarão tristes com a sua atitude'. Foi aí que me assentei e por longo tempo ouvi lindas histórias, enquanto observava a beleza do lago à nossa frente. Admirava as borboletas que passavam. Escutava no cantar dos pássaros a alegria de uma música de paz.

Mãe... Pai... Era, aquele senhor, o vovô Irineu. Quando dormi para acordar por aqui, ele estava do meu lado, sempre me dizendo: 'Felipe, Jesus e Maria, sua mãe, cuidam de seus pais. Não se preocupe. Quando Jesus e Maria acharem que é o momento, nós vamos encontrá-los e você dirá a eles de seu amor de filho. Enviaremos abraços de festas e alegrias para a nossa Isabel, a Maria, nosso Vitório. Tenho certeza de que eles ficarão felizes. Vamos abraçar sua irmã, nossa Juju - nossa Júlia. Você vai ficar certo de que Jesus e Maria não deixaram sem proteção aqueles que você ama'.

Mãezinha, eu já vi você chorar. Você também, pai. O vovô Irineu me explica o porquê e aí eu não fico triste. Tenho feito muitos amigos por aqui. Estou me sentindo bem. Até sei escutar a quem me pede para esperar, quando me dá vontade de chegar em casa para abraçá-los. Beijo, mãe, bem forte em você, pai, e na Júlia. Não demora, eu venho com outras notícias. É o que me diz o vovô Irineu que deseja paz e confiança a todos! Meu amor". (Ele faz uns rabiscos que representa um avião, um carrinho e matinhos.)

Assinado : Felipe Lima Gandolfo (psicografia)
Data: 11 de abril de 2008
Local:
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Uberaba (MG)
Médium:
Celso de Almeida Afonso

Esclarecimentos :
1. Márcia e Fabiano: Pais; 2. Poucas horas de hospital: Foi tudo muito rápido e avassalador ( de uma virose a SARS); 3. Vovô Irineu : avô paterno - Desencarnado em 11/12/89; 4. Nossa Isabel : avó materna;5. Maria: avó paterna, esposa do vovô Irineu;6: Vitório: avô materno; 7. Nossa Juju - Júlia: Neta do vovô Irineu e irmã do Felipe. Felipe Lima Gandolfo - Nascimento: 06/01/2003. Voltou para Vida Espiritual em 08/02/2008 com 5 anos de idade.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

QUEM SÃO NOSSOS PAIS ?

Quando abrimos os olhos, neste mundo, vimos debruçados sobre nosso berço, duas pessoas especiais: nosso pai e nossa mãe. Nos primeiros anos nos sentimos dependentes deles. E, mesmo o simples fato de eles estarem a nos olhar, se constituía em segurança para nós.

Assim, aprendemos a andar, amparados pelos seus braços. Nossos machucados receberam curativos e beijos. Aprendemos a andar de bicicleta, enfrentamos as ondas do mar, as águas da piscina.

Suas mãos nos conduziram à escola e quando fomos ali deixados pela primeira vez, pareceu que algo se quebrou dentro de nós.

Mas sempre havia um lugar para voltar: nosso lar. À medida que os anos foram passando, deixamos de ser dependentes. Andamos com nossos pés, agimos com nossa vontade, alçamos vôos mais altos, ou rasos.

E, alguns de nós, passamos a olhar os pais de forma diferente. Quem são eles para desejarem comandar a nossa vida? Quem são eles para dizerem o que devemos ou não fazer? Quem são?

Nossos pais são Espíritos que, quase sempre, guardam relações afetivas conosco de longa data. Amigos que aceitam nos receber como filhos, desejando encurtar distâncias entre nós e o progresso. Espíritos que se dispõem a nos oferecer um corpo, a nos proteger, a nos amar.

Exceções existem, é verdade. Espíritos não tão amigos que se reencontram para ajustes do passado. Mas, se nos impõem disciplina, se nos exigem atitudes, é porque desejam colaborar com nosso progresso. Para isso, Deus nos confiou à sua guarda. E porque esse compromisso está registrado em sua memória espiritual, tanto quanto pelos laços de afeto que nos unem, eles se importam conosco. Pensemos nisso. Vivamos com eles o melhor possível. Afinal, não estarão sempre conosco.
A partir de artigo do Momento Espírita. Leia texto integral

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

VISITO A TODOS QUE AMO - Dado


"Querida Cidinha, que alegria poder te ver aqui, nesta Casa de Paz e Consolo. Eu, Dado, estou aqui, porque você também aqui está. Eu tenho estado sempre presente em sua vida, porque jamais a morte física (do corpo), poderia nos separar. Realmente, continuo a viver, estou numa outra cidade, numa cidade de paz, e de aprendizado.

Vibrei de alegria quando no meio de tantos, fui chamado para “escrever”. A emoção é muito forte, você não pode nem imaginar, mas sei que eu vou conseguir chegar até o final.
Que bom... Querida irmãzinha, que você ajudou-me nesta tarefa de hoje, porque precisava muito de você para estar aqui hoje. Conversamos muito, durante a noite e combinamos tudo. Deu tudo certo, Graças a Deus!

Preciso dizer a você, querida, que eu tive muito amparo antes, durante e após o meu desencarne. O que aprendi em vida muito me ajudou deste lado de cá. Eu estou em paz, com muita saudade da família querida, da esposa querida, dos filhos, neto e todos que tive que deixar aí. Mas era a minha hora, o momento era aquele e meu pai e avô, só me deram amor e paz no final.

Não posso negar que tive um pouco de medo, nos seus pulsos firmes de avô e pai, levantaram-me e eu sigo agora aprendendo e auxiliando o quanto posso. Eu visito todos os que amo, sempre que posso, me preocupo com todos e peço pela felicidade de cada um.

A mamãe peço força e coragem para seguir na sua vida, pois estamos aqui pedindo por sua saúde e felicidade. A companheira e amiga querida, o meu amor eterno e o meu agradecimento pela ajuda e força em todos os momentos de minha vida física, eu te amo, e preciso que esteja em paz e siga sua vida sempre na paz e na caridade de Deus. Estamos sempre ligados porque muito construímos de bom, a nossa família querida. Tenho saudades de todos, de você Cidinha, nem precisa falar. Eu estou bem, e peço que siga a vida de vocês, fazendo o melhor que puderem. Um grande abraço".

Assinado : JOSÉ EDUARDO BASTOS (DADO)

Data : 09 de abril de 2006
Local : Centro Espírita Perseverança (SP)
Médium : Fátima - Colaboração : Cássia Bastos

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

QUANDO EU TIVER PARTIDO

Amanhã, quando eu tiver partido, desejo que você me recorde como alguém que muito a amou. Desejo que você me recorde como aquela pessoa que esperou meses para que você desabrochasse no mundo. E, quando lhe viu, pequenina, necessitado de tantos cuidados, teve outros tantos meses de sobressalto, constatando a sua fragilidade.

Desejo que você recorde que foi muito amada; amada pela beleza dos seus traços, pelo brilho dos seus olhos e pela graça de cada gesto seu. Desejo que recorde que aguardei seus primeiros ruídos para que me dessem a certeza de que você podia dominar as palavras. Vibrei com cada conquista sua. Estive ao seu lado quando você foi juntando as letras e leu sua primeira frase. E seu primeiro livro.

Busquei-a na escola, nos dias de sol e de chuva. E, mais de uma vez, andei com você na chuva, porque você, criança, adorava andar na chuva. Que se lembre das tantas vezes que a levei ao parque. Rolei com você na grama. Subi e desci morros porque você dizia que queria vencer a montanha. E nunca lhe disse que aquilo era só um pequeno morro. Escalei a montanha, e atravessei o pequeno arvoredo, brincando de explorar florestas.

Quando eu não mais estiver ao seu lado, nesta vida, lembre que eu lhe acompanhei as vitórias na escola, na dança, na música. Recorde dos meus aplausos, das lágrimas de felicidade, dos sorrisos e dos abraços. Recorde das idas à biblioteca, das pesquisas realizadas em conjunto, da busca nos livros e na internet.

Eu espero que você tenha tudo guardado na sua lembrança. Os presentes escolhidos, os passeios programados, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante, o lanche, o sorvete. E, sobretudo, que você recorde das nossas conversas; dos valores morais que exemplifiquei, dos diálogos com Deus de que lhe falei tantas vezes. Das preces que juntas fizemos, nas noites mal dormidas, nos dias de enfermidade, nos momentos de alegria.

Porque muito a amei, de onde eu estiver prosseguirei a velar por você. E isso eu desejo que você nunca esqueça. O mundo poderá lhe apresentar espinhos e machucar seus sentimentos. O sucesso desejado poderá não chegar. Pessoas poderão lhe voltar as costas. Mas, eu estarei velando por você porque o amor não morre com o tempo, nem desaparece quando nos transferimos de um mundo para o outro.

Por fim, espero que você me possa recordar... Porque far-me-á muito bem, onde eu esteja, receber as flores do seu coração, perfumadas, sedosas, dizendo que vivo em sua memória e na doçura da sua afeição.

A partir de artigo do Momento Espírita. Leia texto integral

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

MEU PAI CHORAVA BAIXINHO - Eduardo

“Morri há algum tempo. Não sei ao certo quanto tempo, mas posso dizer que peguei o tempo da internet. Por aí seu que não faz tanto tempo assim. Venho para trazer notícias e deixar um recado ao meu pai querido. Meu pai, meu ídolo, meu herói e que pouco tempo tive para lhe fazer feliz. Tentei sendo bom aluno, tentei gostando das mesmas coisas que ele, como, por exemplo, pescar e usar sua pequena oficina.

Ele se orgulhava e dizia que eu seria como ele. Que pedaços madeira se transformariam em belos móveis. Em peças que enfeitariam as casas das pessoas.

Sempre fez tudo com muito amor e se dedicou ainda mais depois que eu morri. Foi triste! Ele se controlava e chorava baixinho; e num cantinho da marcenaria tentava manter vivas as lembranças de nós dois juntos.

Ah, pai querido! Como sinto falta de seu sorriso, das suas mãos calejadas quando bagunçava meu cabelo, já que ele não era muito delicado pra demonstrar carinho. Mas eu sentia que ele me amava e muito. Ainda mais o admiro hoje quando vejo que, apesar da dor, se mantém firme e continua me amando. Nunca blasfemou ou questionou a Deus o por quê de nossa separação. Conduziu nossa família, impedindo que ela se abalasse ou ruísse.

Minha mãe é muito feliz por ter um anjo a seu lado, que cuida e consola. Meu pai Afonso. Esse é seu nome. Afonso guerreiro, amoroso, honesto e acima de tudo confiante em Deus. Pai querido! Quero que saiba que apesar do acidente ter parecido muito feio, não sofri quase nada. Mesmo o tempo que fiquei em coma, sempre senti o seu amor e isso me aliviou todas as dores. Quando os médicos disseram que eu já não mais estava vivo, que foi declarada morte cerebral, eu já não estava no corpo. Já via tudo de um canto da sala. A movimentação foi grande, mas para mim era normal aquilo tudo pois a vó Maria já estava junto de mim. Eu percebi que, se ela estava ali, tendo morrido há tanto tempo, eu também tinha tido o mesmo fim. Na verdade um novo começo...

Quero que saiba que estou bem e que sinto muitas saudades de todos, mas de você posso dizer que a saudade chegada doer. Cuida da mãe e da mana. Elas precisam de você. Um monte de beijo. Que Deus o abençoe e lhe dê forças para continuar nesta caminhada com tanta honra e bondade. Fica com Deus.

Eu amo você, não esqueça disso nunca.

Ah! Guarda meu martelinho, o de cabo vermelho, tá bom. Um beijo. Voltarei se Deus permitir”.


Assinado : Eduardo, "Du" (psicografia)

Data : 23 de outubro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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domingo, 30 de novembro de 2008

NOSSOS VELHOS

"Somente hoje, por um acaso, estou conhecendo este site maravilhoso. Gostaria de pedir uma orientação espiritual do que e como fazer no trato e convivência com a minha mãe. Ela esta com 89 anos e a cada dia, por mais que pedimos a Deus para que nos dê compreensão e mansidão, às vêzes nos falta a calma. Já por várias vezes pediu a morte, inclusive com tentativas. Isto já acontece desde que o meu pai (João Cardoso Pereira), desencarnado em dez/74, ainda era vivo. Agora só somos eu e minha outra irmã que diz não suportar mais. O que podemos fazer para amenizar este quadro? Gostaríamos de fazer algo em benefício dela e nosso ainda nesta vida. Agradeço de coração esta ajuda". Eunice

Pais heróis e mães rainhas do lar. Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? Fizeram 80 anos.

Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.

Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.

É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça? Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.

Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.

É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.

Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco, possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa. Afinal, nossos heróis de ontem serão nossos heróis eternamente ...

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

SEUS OLHOS NÃO ME VÊEM

"Estou tão próximo de você e seus olhos não me vêem...
Estou inteiro, mãe.
Sou todo seu filho".

Trecho de mensagem psicografada pelo médium Celso de Almeida Afonso, em reunião pública, na noite do dia 23/05/2008, no Centro Espírita "Aurélio Agostinho", em Uberaba (MG).
Veja outros vídeos na página Partida e Chegada no YouTube

Leia também :
Celso de Almeida - Peço que rezem por mim
Celso de Almeida - Entrevista
Aos Meus Amigos - Chico Xavier (psicografia)

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DIA DOS PAIS : UMA REFLEXÃO

Vivemos uma época de profundas transformações, quando os valores que regem a sociedade estão sendo questionados. Como nos dias atuais, nunca se buscou tanto o prazer e a satisfação doentia das paixões. Contudo, ao mesmo tempo, nunca se sentiu tanta falta de orientação e amparo à família. Amparo que possa preparar o homem para a modernidade, sem levá-lo à bancarrota moral.

Sem dúvida, as mudanças fazem parte do processo de evolução. Somente com a luz viva da verdade espiritual, com o conhecimento da reencarnação, com o entendimento da destinação evolutiva do homem; com a compreensão da lei de ação e reação, o ser humano conseguirá captar a importância da busca pela riqueza espiritual, cumprindo o mister de renovar a sociedade, renovar os homens.

A renovação das criaturas se fará através da educação. A educação se inicia na infância, desde os primeiros momentos do espírito encarnado. E a responsabilidade de educar estas almas que retornam compete aos pais. Se há grande importância em dirigir um carro, dirigir uma empresa, maior ainda é a importância de dirigir um espírito eterno em seus primeiros passos na presente encarnação. As situações meramente humanas passam, mas a moral, o caráter, os sentimentos são elementos divinos que caracterizam a alma, que na infância se encontra predisposta à chance de reajustar-se e aprender novas lições.

Em Allan Kardec temos magistral questão: "Pode considerar-se como missão a paternidade? É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro".

O compromisso de sermos pais ou mães foram assumidos na pátria espiritual e reafirmados por ocasião de nosso casamento, na formação da nova família. A responsabilidade dos pais é imensa na educação dos filhos. Não somente na preocupação de dar-lhes alimento, vestuário, lazer, escola, conforto, mas principalmente na dedicação em colocar-lhes no coração os sentimentos e virtudes que os orientarão e lhes iluminarão os caminhos.

Novamente Kardec elucida: "Os espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho". Deste modo, ninguém poderá subtrair dos genitores a responsabilidade da tarefa. Isto não significa, em hipótese alguma, que os pais devam realizar uma incrível "mágica" e transformar seus filhos em "anjos" em alguns anos de convivência. O que Jesus nos pede é que sejamos sempre esforçados e dedicados a tão importante encargo, não desanimando ante as dificuldades ou desprezando o lar pela busca obsessiva dos fatores transitórios.

O Espírito não se modificará profundamente de um momento para outro. Porém, todo bom exemplo, toda boa palavra, toda corrigenda sincera, todo diálogo, toda energia, todo carinho, toda disciplina e todo amor jamais se perderão, mesmo que tenham sido encaminhados a um coração endurecido pelo mal, ainda carregando muitas dificuldades.

O mais importante não é darmos "shows" de virtudes paternais, e sim que nossos filhos, ao deixarem a vida física, estejam mais enriquecidos espiritualmente e moralmente do que quando chegaram a ela, mesmo que teimem em recalcitrar, resistindo teimosamente em abandonar às próprias sombras.

Para os pais espíritas o grau de compromisso aumenta, tendo em vista o rico e inestimável material que trazem em mãos: a Doutrina Espírita. Com o horizonte descerrado pelo Espiritismo, o trabalho educativo ganha uma dimensão mais profunda e as possibilidades de acerto se multiplicam. Compete a estes pais aproveitarem a fecundidade destes recursos. Devemos desenvolver o caráter de nossos tutelados, ministrar- lhes as noções religiosas imprescindíveis, oferecer-lhes o melhor esforço de exemplificação, dar-lhes assistência material e moral constante, indicar-lhes um rumo certo a seguir, orientar-lhes constante e carinhosamente, apoiá-los, protegê-los, ajudá-los, ser-lhes amigos, amá-los, animá-los em seus ideais, incentivá-los em suas virtudes, auxiliá-los a enfrentarem as influências perniciosas, a invigilância, a ignorância.

O grande trabalho dos pais não é esconder o filho dos problemas, e sim prepará-los, dando-lhes as armas com as quais poderá triunfar sobre estes desafios. Podemos dizer que, antes de conhecer o Espiritismo, educar era difícil; agora, com o Espiritismo, continua e às vezes até aumenta a dificuldade. Só que estaremos tão mais bem preparados que, a par da dificuldade,produzimos e acertamos mais. E, para isso, procuremos na Casa Espírita a escola da alma que nos amparará e iluminará na grande missão a cumprir. Aos pais e dirigentes espíritas envia-se o alerta: que em todos os agrupamentos espíritas nasçam atividades voltadas para a preparação e apoio aos pais. Que nós, pais espíritas, sejamos os tradutores de Jesus junto a nossos filhos, iluminados pelo Evangelho; Educando-os com segurança e convicção.

Ademir Munhoz (do livro: Um Desafio Chamado Família)
O autor é advogado, perito judicial e um estudioso da Doutrina Espírita.
Palestrante e dirigente, atua na região de Sorocaba (SP)
Leia também :

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domingo, 3 de agosto de 2008

CRIANÇAS VÊEM, CRIANÇAS FAZEM...

O vídeo acima foi elaborado como peça principal de uma campanha que combate à violência infantil na Austrália, país onde uma criança é abusada a cada 13 minutos. Produzido pela organização Napcan, retrata a educação dos pais aos filhos e a consequência/influência dos seus atos no crescimento deles. Com o slogan "crianças vêem, crianças fazem", propõe uma reflexão de nossos atos, com chocantes imagens de crianças agredindo, sendo estúpidas ou com um cigarro na mão; e é a mais bem sucedida campanha do gênero no mundo, com grande repercussão em festivais de vídeos institucionais da Europa.

O desafio proposto a todos é simples: somos capazes de exibir comportamentos positivos para nossas crianças (um tema que abordamos recentemente no blog). A fundação australiana acredita que um fator crítico para romper o ciclo de abuso e negligência é a positiva mudança comportamental no nível individual. Nada mais correto. Na verdade, todos temos que aceitar nossas responsabilidades pessoais na educação de nossas crianças, pois é sabido que elas imitam o comportamento dos adultos. Observe, então, seus próprios comportamentos, seu modo de agir perante filhos, sobrinhos ou mesmo crianças desconhecidas e verá que a banalidade de certos atos adultos podem significar, sim, raízes perigosas para nossos amigos do futuro. Veja o vídeo e dê sua opinião (antes de apertar o play desative nossa playlist no final da página para evitar conflito de trilhas).

Veja também : Coisas que aprendi com você

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domingo, 29 de junho de 2008

COISAS QUE APRENDI COM VOCÊ

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua, e aprendi que é legal tratar bem os animais.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.

Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração, e aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer comida e levar para uma amiga que estava doente, e aprendi que todos nós temos que ajudar a tomar conta uns dos outros.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você me dando um beijo de boa noite e me senti uma pessoa amada e segura.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e aprendi que nós temos que cuidar das pessoas que gostamos. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que eu tinha que ser responsável.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você se desculpar com uma amiga, embora tivesse razão, e aprendi que às vezes vale a pena abrir mão de um ponto de vista para preservar a amizade. Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.

Quando você pensava que eu não estava olhando, foi que aprendi a maior parte das lições que precisava para ser uma pessoa boa. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria lhe dizer: “Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!”

Nossos gestos e nossas ações produzem lições mais efetivas do que muitas palavras vazias. Lembre-se sempre: alguém está observando e aprendendo algo com você, em todos os momentos. Permita que ele aprenda coisas boas.
A partir de mensagem do Momento Espírita. Leia texto integral

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

NÃO ABANDONE O MILAGRE DA VIDA - Henrique


"Nunca pude imaginar estar em um lugar como este! E, no entanto, quanta ajuda recebi! Aliás, na minha vida toda só vivi e fiz coisas inesperadas. Desde muito pequeno sempre demonstrei ter um temperamento forte e rebelde. Acredito que isso também se deva a criação que meus pais me deram. Eles sempre me fizeram acreditar que eu podia ser e fazer tudo o que bem entendesse. Quero deixar claro, que não os culpo por nada que me aconteceu, apenas eles me fizeram crer que eu era uma espécie de super-herói e que por mais que eu me metesse em alguma enrascada, sempre daria um jeito e tudo acabaria bem. E foi assim que aconteceu até os meus vinte e sete anos.

Vivi de forma desregrada. Abandonei a faculdade, só ia até a empresa que era herdeiro quando bem entendia, ou melhor, quando precisava de grana. O meu tempo era tomado por viagens alucinadas, drogas e tudo o mais que leve um homem ao fundo do poço.

Lembro-me com nitidez da manhã chuvosa de março, quando acordei com muita febre. No início imaginei que fosse apenas um resfriado. Porém, como a febre não cedia, recorri a minha mãe, à qual não procurava e evitava há mais de um ano. Levado ao médico e depois de feito alguns exames, foi constatado que eu estava contaminado com a “Maldita”. Era assim que a AIDS era chamada no meio dos viciados no final da década de 80. Naquele momento, percebi que meu mundo restrito e superficial de super-herói havia desabado.

Foi com muita dor que percebi que aqueles que eu considerava como amigos foram se afastando de mim com certo ar de repugnância. No início achei que seria auto-suficiente para me cuidar sozinho, mas com passar do tempo, com a evolução do vírus e da depressão tive que recorrer àqueles que eu só procurava quando estava em apuros.

Depois de três anos, não resistindo mais as dores físicas e morais impostas por essa doença, apelei mais uma vez para minha covardia e acabei ingerindo uma dose muito alta de calmantes que me levaram ao suicídio. Santo Deus! Eu imaginava que era o fim, mas havia algo que podia ser pior que o preconceito e o HIV. Quanto desespero, quanta angustia senti! Faltam-me palavras para descrever os sentimentos que me acompanharam ao perceber que o fim não existe.

O conflito de sentimentos é tão intenso que não sei ainda como suportei. Mas diante da explosão de sensações, senti um arrependimento profundo e pedi perdão a minha mãe que ainda hoje está encarnada, foi aí que minhas dores começaram a ser suavizadas. Um amigo espiritual me levou até uma casa espírita, muito parecida com esta, onde recebi os primeiros–socorros para depois ir para uma colônia de tratamento.

Com o tempo fui recobrando minha lucidez e tendo consciência dos erros cometidos.

Ainda hoje me vigio constantemente para manter o equilíbrio e agora estou podendo contar minha história para pedir a todos aqueles que vierem a ler estas palavras que, por mais difícil que seja a caminhada, não desista, não abandone o milagre da vida que é tecido a cada segundo. Por mais que haja pedras no caminho, no final haverá uma estrada florida e um Deus de amor vos esperando de braços abertos dizendo que sempre esteve e estará ao nosso lado.

E nesta oportunidade, gostaria também de pedir perdão aos meus pais Luíz Antonio e Walquiria, com a fé que estas palavras chegarão até eles".

Assinado : Henrique de Souza Vasconcelos
Data : Junho de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium: T.T.V.M.

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domingo, 23 de março de 2008

O ARREPENDIMENTO NOS AÇOITA SEM PIEDADE


“Pede pra ela ter calma, paciência, que tudo se resolve. As descobertas recentes fazem parte da fraqueza do ser humano. Ainda há muito a evoluir. Estamos nesta vida de passagem. Uns conseguem renunciar a si mesmos pelo próximo. Outros tem como que um limite e quando acham que chegaram a esse limite, ficam cegos aos mandamentos de Deus Pai. Não se rebelam por maldade, não por falta de religião. Quando não se tem uma religião, uma crença em algo maior, quando se acha que tudo se acaba com a morte, é mais fácil procurar um bem estar momentâneo, mas o arrependimento sempre vem e nos açoita sem piedade. Criar os filhos não significa lição cumprida. Há que se amparar a todos que nos são caros.

Talvez uma imaturidade que deveria ter terminado com o tempo, teima em permanecer olhando para a vida como se não fôssemos seres responsáveis.

Que Deus se apiede dele e abrande o coração de minha filha querida, que já sofre tanto com a enfermidade que lhe toma o corpo. Às vezes preferimos não ver o que se passa por nos sentirmos fracos. Dizemos que se as coisas acontecessem em outra fase de nossas vidas, quando temos saúde e vitalidade, enfrentaríamos o problema. Mas como enfrentá-lo quando estamos debilitados? Doentes física e espiritualmente, quando a depressão ronda e arruma um jeito de se instalar...

Eu digo que nada é pior do que querer não ver. ‘Cobrir o Sol com a peneira’, como dizem. Tanto sacrifício, tanta luta por uma vida melhor, para criar os filhos e lhes dar o melhor... E quando chega a hora de colher os frutos, a doença nos acomete e mostra que todo o dinheiro do mundo de nada serve.

Corpos separados, pensamentos distantes, infelicidade de ambos os lados. Apiedo-me dos dois, porém ele, se quisesse, se tentasse, se acreditasse em Deus, poderia não ser tão fraco. Os filhos ficam decepcionados com o pai, sofrem pela mãe, mas nada podem fazer, afinal têm suas vidas a seguir. E uma dívida puxa a outra e outra e novamente, em outra vida, deverão reunir-se para dar um outro final a esta história.

Peço àqueles que acreditam no poder da oração, que orem pelo bem dos meus. Peço a Deus Pai Todo Poderoso que dê mais forças a minha filha querida e que, se não fosse pedir muito, colocasse um pouco de maturidade no marido e pai. Talvez tenha chegado a hora dele fazer renúncias. Abrir mão da falta de crença. Perceber que ‘tolerar’ não é o bastante. Deve aceitar com resignação o mal que acomete a Lúcia e ter amor por ela. Cuidar porque sente prazer e não por obrigação.

As vezes os olhos não vêem, mas o coração dela sabe e sente que se tornou um estorvo. Ninguém fica doente porque quer e tudo na vida tem um porque. Devemos sempre tentar aprender com os percalços e passar por eles sem perder a fé. O problema é perder o que não se tem... Que Deus nos ilumine a todos e leve luz e tranqüilidade ao lar dos meus filhos Toninho e Lúcia.

Que meus netos perdoem o pai e não lhe queiram mal. Que o pai possa reconhecer o erro e tente e sinta no coração a vontade de reparar o erro. Todos erram e Deus em sua infinita bondade perdoa sempre. Mas nem sempre a nossa consciência passa por cima de nossos erros. Aí, encontramos e nos enfiamos no inferno por um tempo que parece não ter fim.

Deixo meu sentimento profundo de amor e rogo a Deus pela solução menos dolorosa dentro do lar da minha querida Lúcia. Um beijo sincero e saudades da minha filha”.

Assinado : Manezinho
Data : Março de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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