
sábado, 4 de julho de 2009
PALPITE ERRADO

sexta-feira, 19 de junho de 2009
AGENDA DO MÉDIUM CELSO DE ALMEIDA AFONSO
O médium Celso de Almeida Afonso visitará a cidade de Três Lagoas no dia 21 de junho , onde desenvolverá seu trabalho de psicografia. A visita já tornou-se tradicional, sendo repetida há 22 anos. As psicografias serão realizadas na sede do "Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier", às 19h30min. Na abertura haverá apresentação do "Coral de Vozes José Xavier" e, na oportunidade, será lançado o CD “Saudando o Professor”, cujas músicas foram compostas por Celso de Almeida Afonso, que é também intérprete de algumas.Três Lagoas - Dia 21 de junho de 2009, no "Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier"
Informações : (067) 3521-0808 Cel: (067) 9231-1966
Atendimento : à tarde, a partir das 14h00, e psicografia, a partir das 20h00
Para solicitar mensagens é necessária a presença de algum familiar. Entrada Franca.
Fonte : Centro Espírita Aurélio Agostinho - Departamento de Difusão do Livro e Imprensa
Avenida Lucas Borges, n. 61 - Bairro Fabrício - Uberaba (MG)
Reuniões às segundas-feiras (a partir das 18h30) e sextas-feiras (a partir das 18h30)
Informações : (034) 3312-6583 e 9935-6583
quinta-feira, 4 de junho de 2009
ESCOLHA AS COMPANHIAS PARA SEUS SONHOS

quinta-feira, 21 de maio de 2009
DEUS ESPERA DE NÓS ATITUDE E FELICIDADE

Deus não daria mais a uns do que a outros se não lhes fosse exigir mais. Não daria condições de andar a quem quisesse apenas ficar deitado.Deus quer que ajamos e que caminhemos em direção do aprimoramento espiritual, que é a única coisa que tem realmente importância desde nossa primeira estada no plano material. 
quarta-feira, 20 de maio de 2009
PARECE QUE TODOS MORREM, MENOS A GENTE!

Quanta saudades sinto de você. Éramos uma família bem feliz, não é? Nem sempre tive a cabeça muito no lugar, gostava de jogar bola (era bom nisso); o tio Carlinhos falava : 'O Nelsinho é bom de bola', lembra?
Assinado : Nelson (psicografia)
Médium: S.A.O.G.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
EM SONHO, TOQUEI, ABRACEI E BEIJEI MEU FILHO

Certamente já deve ter visto neste nosso espaço uma série de artigos que tratam sobre sonhos e a dimensão espiritual que eles tem para aqueles que crêem na espiritualidade. Sabemos que o sono é um veículo de desprendimento e ligação com o mundo invisível, oportunidade na qual algumas janelas se abrem. Vamos a muitos lugares, mas também lugares, coisas e pessoas (principalmente aquelas que nos são mais caras) vêm até nós. O que virá não pode ser previsto, mas sim desejado. Por esta razão defendo que devemos buscar pensamentos positivos, reconfortantes e de caridade nos minutos que antecedem o sono. A oração também é um instrumento poderoso, principalmente para aqueles atingidos por pesadelos e visitas indesejadas.No seu caso, o forte elo de ligação com seu filho lhe permitiu viajar pelo mundo etéreo das imagens e sensações. Os sonhos, defende o escritor Márcio de Carvalho, "são a primeira forma de mediunidade que se conhece". Através deles, projetamos nosso espírito e, não raro, temos contato ou notícias das pessoas que amamos, estajam elas neste ou em outro mundo.
Por isto a importância do pensamento e dos sentimentos. Sabemos que não devemos "perturbar" o espírito de um ente querido com tristeza excessiva, choro e lamentação. Se enviamos irradiações mentais perturbadoras, criaremos problemas para sua vivência numa nova realidade. Por outro lado, os pensamentos de carinho e saudades (sem o ranço de dor) são positivos e pavimentam seu caminho na nova fase da vida.
Pelo que nos conta, é exatamente este o estado de seu filho, acolhido que foi por espíritos que, de alguma forma, lhe são afins. Esta é a informação que nos importa neste momento, pois é um erro buscar ostensivamente informações que não nos é dado conhecer, ou compreender enigmas de nossas vidas que somente a vivência, a seu justo tempo, nos serão revelados. Digo isto, em suma, para que creia na comunicação real e absolutamente clara que teve, ainda que relativamente recente a viagem realizada por seu filho. Mas também para que não se apegue ao significado ou que busque antecipar acontecimentos que estão e não devem sair do futuro. A "surpresa" a qual ele se referiu somente lhe será indicada quando ou muito tempo depois que houver acontecido, sendo relevante apenas conhecer e ter a certeza da presença dele, em qualquer plano que seja, a velar por você e pelas pessoas que amava.
Em troca, ajude-o como puder. Procure comprender melhor os mistérios da vida e da morte e cultive o hábito da oração. Se os sonhos são uma espécie de mediunidade em estado embrionário, a prece serve como um meio de comunicação mais eficiente que e-mails, telegramas ou sedex. Simplesmente porque transporta algo absolutamente mais rico e valioso, o sentimento.
domingo, 17 de maio de 2009
FEB LANÇA PROJETO DO CENTENÁRIO DE CHICO
A Federação Espírita Brasileira (FEB) apresentou esta semana o projeto "Centenário de Chico Xavier", homenagem ao médium brasileiro conhecido mundialmente. O aniversário de 100 anos de Xavier, comemorado em abril de 2010, será celebrado com o lançamento de filmes, eventos regionais e um congresso aberto aos seguidores de todo o país. As homenagens incluem a produção de um documentário com depoimentos e dois filmes baseados em textos psicografados por Chico.Chico Xavier viveu a maior parte da vida em Uberaba (MG) e, nas últimas décadas de vida, longas filas se formavam com gente de todas as religiões à espera de uma consulta com o médium. “As pessoas iam em busca de consolo. Muitas iam em total desespero porque perderam alguém”, disse. Xavier, desde os 17 anos, psicografava mensagens de pessoas desencarnadas. Os textos escritos por ele na adolescência não eram compatíveis com a formação simples do rapaz, por isso chamaram a atenção.
Na década de 20, Chico Xavier escreveu uma série de textos em prosa e poema, posteriormente publicados em revistas. O trabalho chamou a atenção de seguidores do espiritismo, que incentivaram o médium a publicar seu primeiro livro: "Parnaso de além-túmulo". Entre a série de psicografias presenciadas por César Perri, presidente da FEB, estava a de um jovem que pedia para a mãe parar de chorar com tanta frequência pela morte dele. “Ele disse que era como se ela estivesse empinando um papagaio: a cada vez que chorava, puxava um pouco a linha”.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
ESTIVEMOS JUNTOS EM MUITAS VIDAS
Assinado : Adilson Batschauer (psicografia)
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.
A POSSÍVEL PSICOGRAFIA ENTRE ENCARNADOS
A mensagem acima ressalta a possibilidade do comunicante estar encarnado, evento não tão raro, mas incomum e do qual tivemos notícia da ocorrência apenas em mensagem recebida no início do blog, no ano de 2007. Sabemos que a influência dos espíritos sobre os encarnados é exercida através da sintonia vibratória entre eles. Ligamo-nos aos espíritos por meio da fusão magnética das vibrações, ou seja, pelos pensamentos estabelecemos uma reciprocidade vibratória, atraindo aqueles espíritos que mais se afinem com nosso padrão de pensamento, estabelecendo uma ponte de comunicação que ligará nossa mente à mente daquele que se comunica e vice-versa.Para que o intercâmbio aconteça é fundamental a sintonia das mentes atuem no mesmo nível vibratório. Portanto, não se descarta a possibilidade de que, reunidas condições favoráveis, pessoa encarnada se comunique através da psicografia. Em palestra realizada em 2004, Carlos de Brito Imbassahy revelou que o fenômeno só é possível quando aquele que se comunica utiliza, ainda que inconscientemente, algum processo de liberação do seu corpo.
Na literatura espírita, Kardec abordou o tema no “Livro dos Médiuns” (Cap. XIX), mas foi Ernesto Bozzano que, resumindo o assunto, relatou uma série de casos para análise, classificando-o em grupos. O mais comum seria justamente das mensagens transmitidas ao médium durante o estado de inconsciência de pessoas durante o sono, em estado de vigília ou bilocação.
Caso famoso, citado por Imbassahy, exemplifica a influência dos guias espirituais na manifestação mediúnica de um encarnado que precisava de ajuda. A narrativa nos dá conta de uma pessoa que, estando muito mal, vítima de um acidente num local sem socorro, libera-se momentaneamente do corpo e é trazida a uma sessão mediúnica para se manifestar por psicofonia, dando o local do acidente e do seu estado de semiconsciência.
Trata-se, em suma, de aspecto ainda controverso, mesmo no meio espírita, mas que a nosso ver importa justamente no que as demais e clássicas psicografias mais importam, o conteúdo. Não teorizo e nem busco polêmica sobre as muitas questões da doutrina, justamente porque julgo uma discussão vazia e desnecessária. Então, como sempre, cuido apenas de abordar este ou aquele tema a título de informação, esta sim valiosa e enriquecedora.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
QUANDO AGONIZAVA, VI O QUANTO ERREI
“Meu nome é José Luiz. Morri num acidente horrível numa viagem de negócios; sofri muito, fiquei preso nas ferragens e ainda sinto o gosto do ferro na minha garganta.Fiz muita coisa errada e, enquanto estava agonizando, um filme da minha vida passou pela minha frente e vi quanto errei com as pessoas. Fui um monstro. Fiz mal a muitas pessoas. Não roubei, mas tirei o pouco que eles tinham em nome da minha justiça. Meu sócio Alfredo me pressionava para que fizesse as cobranças. As vezes o odeio por isso, mas quando fazia, fazia sem dó nem piedade. Pouco importava se era viúva e tinha crianças envolvidas. Queria o que me era devido a qualquer custo. Hoje vejo fazerem o mesmo com minha família. Minha companheira Eloíza — da qual nunca fui companheiro — sofre e não tem como se manter e as dívidas que deixei, materiais e espirituais a deixam desesperada.
Sofro muito, sinto dores horríveis e não sei como sair disto. Peço ajuda e apesar de não acreditar em orações, vejo que talvez só isso foi verdade, seja a única coisa que pode curar meu sofrimento. Meu filho Alberto e meu filho Rodrigo só aprenderam a gastar o que eu tirava dos outros. Tinha uma vida fútil e ‘boa’ pra eles, mas não quero que sigam o mesmo caminho do pai. Pai que não fui; pai que fez falta no exemplo e na dignidade... Peço que me ajudem em nome de um Deus pra quem nunca tive tempo. Um Deus que nem eu mesmo acreditei que existisse.
Nada posso fazer por mim ou pelos meus além de implorar que lhes seja aliviado o sofrimento. Que Deus me ajude e ajude a minha família e a todos que prejudiquei. Assim me despeço e agradeço e a oportunidade.
Um abraço dolorido e angustiante de uma pessoa que precisa de ajuda.”
Assinado : José Luiz (psicografia)
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.
terça-feira, 5 de maio de 2009
MANIFESTAÇÃO MEDIÚNICA DO ENCARNADO
Primeiramente, vamos diferençar dois casos que se confundem com a manifestação mediúnica do encarnado. O primeiro deles é a manifestação anímica, onde a própria pessoa se libera do corpo, num fenômeno erroneamente conhecido como "desdobramento" e se manifesta psicofonicamente como se fosse uma Entidade distinta, usando os recursos do seu próprio aparelho orgânico. O segundo caso é dito manifestação subconsciente porque a pessoa entra num transe simples e ela mesma, sem perceber que está transmitindo idéias próprias, manifesta-se como se fora um desencarnado.Em nenhum desses dois casos há a presença de qualquer outra personalidade, quer de pessoa encarnada, quer de desencarnado.
O que, de fato, se conhece como manifestação mediúnica do encarnado é um fenômeno em que o médium em vez de servir como "aparelho" para que, por seu intermédio, tenhamos a comunicação de um Espírito qualquer, por ele, em condições semelhantes, quem se apresenta é alguém vivendo como nós, na Terra, por algum processo de liberação do seu corpo, encontrando meio, através da mediunidade desta pessoa para se comunicar com os assistentes.
Classificação
Kardec aborda o assunto no Livro dos Médiuns, capítulo XIX e Alexej Akzacof dedica um capítulo do seu livro Animismus und Spiritismus ao assunto, relatando uma série de casos para análise. Todavia, foi Ernesto Bozzano que, resumindo o assunto, fez a seguinte classificação deste fenômeno, num trabalho intitulado Estudo dos Fenômenos Anímicos e Mediúnicos, dividindo-o nos seguintes grupos:
1. Mensagens inconscientemente transmitidas ao médium;
1.1. - por pessoas durante o sono;
1.2. - por pessoas em estado de vigília;
1.3. - por pessoas em processo de bilocação;
2. - Mensagens obtidas por vontade exclusiva do médium, no caso, com clarividência, clariaudiência, telemnésia e outros fenômenos simultâneos;
3. - Mensagens em que o manifestante expressa sua vontade;
4. - Manifestação do moribundo no momento agônico;
5. - Mensagens intervivos com interferência de uma Entidade espiritual.
6. - Outros tipos não estudados.
Não se torna necessário destaque a cada caso, já que, pela sua própria conceituação, ela diz o que cada um deles representa.
No Livro "Animisme ou Spiritisme" Bozzano já apresenta, de forma um pouco resumida, o mesmo assunto o que nos leva a admitir que ele tenha ampliado a matéria, incluindo casos de outros autores e citando ocorrências diversas para exemplificar sua exposição. São seus destaques os casos apresentados por William Thomas Stead onde fatos psicográficos denotam que, na maioria dos acontecimentos, os manifestantes nem sempre estão conscientes da manifestação e que, posteriormente, comprova-se o fato por decorrência das informações prestadas.
Kardec abordando o assunto no capítulo XIX do Livro dos Médiuns, pelo seu conteúdo, apresenta respostas que lhe foram dada e do que se poderia admitir a priori é que estes fenômenos só ocorrem por psicofonia e psicografia, no entanto, a resposta dada pela Entidade ao codificador esclarece que tal manifestação ocorre como se o encarnado estivesse na condição de Espírito livre e não por processos anímicos, como no caso da telepatia e na transmissão do pensamento, o que nos leva a admitir que ele possa ocorrer em todos os casos mediúnicos.
Um outro esclarecimento prestado pela Entidade dirime dúvida a respeito dos que, ao interpretarem o fenômeno da comunicação mediúnica seja ela meramente influência do próprio médium e que, no caso da comunicação de outrem não haja o fenômeno por essa natureza, mas, como sendo puramente anímico, ou seja, transmissão do pensamento emitido pelo manifestante e recebido pelo aludido médium.
Então, os detratores da doutrina resolveram atribuir a fenômenos idênticos toda e qualquer manifestação do morto, por isso, torna-se importante destacar o presente estudo para que se tenha uma posição correta da fenomenologia em si.
Estudo geral
Akzacof intitula de "escrita automática" a psicografia em si e apresenta casos diversos em que o comunicante seja um encarnado, mostrando a diferença entre este que outro fenômeno, onde, no caso do "morto" pode-se identificar sua personalidade, tal como no da manifestação de um encarnado, contudo, usando a sua individualidade terrena que possuía antes do seu desenlace.
Então, trata-se, pois, da identificação em ambos os casos, evidenciando que se trata de um ou de outro caso segundo as evidências.
Kardec ainda nos dá referência em artigos a depoimentos prestados pelo Dr. Maximillien Perty, suíço seu contemporâneo, possivelmente ex-colega da Escola Pestalozzi, segundo o qual ele evidencia a comunicação de uma sua conhecida que, através da médium, escreve sua mensagem usando sua letra e não a da médium. Ele testou, comprovando o fato.
A médium era uma professora conhecida de Perty e a comunicante fora sua aluna (ou ainda o era, na época) e que alega que ainda não fizera o trabalho escolar de casa, àquela hora.
A médium
estava esperando mensagem do seu falecido marido e, em vez dela, veio a da aluna. Ela própria duvidara da comunicação, atribuindo-a a alguma Entidade brincalhona, por isso, junto com o Dr. Perty, resolvera apurar a veracidade do fato. Naquele momento, a aluna comunicante participava de uma festa que se prolongara até tarde e, de fato, ela estava muito preocupada por não ter feito ainda a lição. Pelo seu depoimento, ela se recolhera para cumprir o seu dever e, de repente, depara-se com a imagem da professora e lhe transmite o fato, só não entendia porque a professora escrevera o que ela lhe dizia.Este é um caso típico de comunicação em estado de vigília, embora muitos pensem que tal não seja possível.
Olympio Campos, que fazia as vezes de meu irmão, de uma feita, caminhava pela rua e seu viu cercado por alguns colegas, em outro lugar distinto, falando com eles. Posteriormente soube que, naquele local, de fato, o grupo se reunia e, de repente, um médium dá passividade permitindo que ele se comunique, confirmando aquilo que vira e, inclusive, o que houvera dito ao grupo. Olympio só não percebera que sua comunicação ocorria pelo processo psicofônico através de um médium. Sua sensação era a de que estava falando diretamente para a turma.
Há, ainda, um caso curioso de telemnésia, contado por Hyslop.
Como todos sabem, mnésia quer dizer "memória" em grego, daí, o termo "amnésia" definir o esquecimento dos arquivos da memória. E "tele" à distância. Segundo Hyslop. Esta memória pode ser transmitida e lida por terceiros, sem ser por telepatia que é idêntico ao radar. Na telemnésia a leitura se dá sem que o emissor esteja pensando no assunto para que o telepata possa ler.
O caso contado relata um médium que, por vontade própria, resolve ler o pensamento de um dos presentes e, em vez de ter contacto com o conhecimento do que o presente estava imaginando, entra em transe tipo mediúnico e transmite um assunto que o outro estava estudando, incluindo as hipóteses que este formulou, mas, que, no momento, não estava presente em sua mente.
Aqui, todavia, embora seja um dos casos estudados por Bozzano, eu, particularmente, classifica-lo-ia como anímico, pois não me parece ter havido o processo da manifestação do outro que estaria presente à reunião e, para seu espanto, o médium transmite algo que ele não estava pensando, todavia, que estava em seu consciente, porque era assunto de estudo.
No caso William Stead, inglês de Embleton, pode-se dizer que, durante muito tempo, dedicou-se a pesquisas correlatas com manifestações de encarnados e ele próprio, vindo a falecer no acidente de afundamento do Titanic em abril de 1912, teria vindo comunicar a seus familiares, no momento agônico, que estava embarcado no navio e que este havia sofrido sério acidente que o estava levando ao afundamento. Conta cenas do que estava ocorrendo a sua volta e pressente que seja seu fim. De repente, o médium entra em convulsão e seu guia se manifesta explicando que o comunicante acabara de passar para a vida espiritual, motivo por que perdera o contacto com o médium.
Há um caso atribuído a Akzacof, mas que não está incluído em seu livro e que exemplifica a influência dos guias espirituais na manifestação mediúnica de um encarnado que precisava prestar esclarecimentos acerca de determinado assunto.
A narrativa nos dá conta de uma pessoa que, estando muito mal, vítima de um acidente num local sem socorro, libera-se momentaneamente do corpo e é trazida a uma sessão mediúnica para se manifestar por psicofonia, dando o local do acidente e do seu estado de semiconsciência. Ele era alpinista e resolvera ir buscar um material que esquecera em determinado lugar, onde fora com colegas, a passeio. Sozinho, todavia, despencou-se do barranco e ninguém sabia que ele houvera ido para lá. E lá ficaria para sempre.
Evidentemente, os que receberam esta comunicação prepararam uma equipe de socorro e encontraram o comunicante tal como houvera informado. Mas, como
a vítima não dominava a técnica da intercomunicação, seus amigos espirituais resolveram ajudá-lo para que ele pudesse ser socorrido. Ainda havia muito que viver.
A descrição dá o nome das pessoas envolvidas e o relato é complementado por uma série de conclusões a respeito do fenômeno, tido inédito pelos participantes.
Do grupo estudado por William Crookes, destacamos os casos descritos por Florence Marryat, sua amiga pessoal que relata os fenômenos de Katie King através da médium Florence Cook, no livro There is no Death onde ela própria declara que fora sujet dos fenômenos mediúnicos mais estranhos, onde os comunicantes não eram desencarnados, pelo contrário, eram pessoas "vivas" suas conhecidas que, vinham, através dela, dar as mais inusitadas comunicações.
No seu relato ainda constam casos de pessoas estranhas que lhe vinham dar informações as quais ela passava para o grupo de pesquisa a fim de comprová-las, chegando à conclusão de que, de fato, os encarnados também podem se comunicar mediunicamente com outras pessoas.
O curioso da sua narrativa é que, aqui, as comunicações eram dadas através de tiptologia; ela segurava um pequeno bastão que ia batendo e outra pessoa ia contando as batidas correspondendo cada uma à ordem alfabética das letras. Onde parasse, a letra era assinalada por uma outra pessoa e a seqüência delas formava palavras inesperadas e frases perfeitas.
Pelos seus depoimentos, fica evidenciado que o encarnado pode se comunicar mediunicamente por diversos processos, não estando restrito ao psicofônico nem ao psicográfico.
No caso de bilocação, há exemplos históricos, como o de Antonio de Pádua, em que o dito santo deixa seu corpo em Assis - Itália - e aparece a fiéis em outros locais. Um exemplo típico de materialização do espírito de um encarnado, mais uma vez levando-nos a admitir que o fenômeno pode ocorrer em todas as gamas do mediunismo.
Neste caso, o que se presume é que haja um médium de efeitos físicos cedendo energia ectoplásmica - senão o próprio transportado - para que a aparição possa ocorrer porque, em se tratando de visão geral, não se explica que seja caso de vidência mediúnica porque esta só acontece para os que tenham este tipo de mediunidade.
Análise física do fenômeno
Evidentemente, nada ocorre na dita natureza sem obedecer às leis universais imutáveis.No caso da manifestação mediúnica do "morto" é que se tenha em vista que o Espírito atue em nosso meio sob os diversos aspectos devidamente estudados por Kardec, quer nos fenômenos personalísticos, quer nos ectoplásmicos.
Quanto a manifestações de encarnados, evidentemente, embora, sob aspecto mediúnico, o fenômeno seja o mesmo, pelo aspecto físico ele é bem diferente, senão, vejamos:
Primeiramente, o Espírito encarnado tem que possuir uma propriedade de desvinculamento do corpo sem ruptura do dito laço prateado, hoje considerado como sendo o duplo energético de acoplamento do campo biofísico com o campo perispiritual. Coisa à qual o desencarnado não está sujeito.
Além disso, torna-se essencial que o encarnado possa se deslocar, livre do corpo, como no caso que comum e impropriamente se chama de "desdobramento" à falta de termo específico, e se manifestar no outro ambiente para o qual vá. O desencarnado, não tendo vínculo com nenhum corpo material, volita livremente por qualquer ambiente, já o encarnado está sujeito a uma série de fatores de deslocamento, inclusive de atrito dito viscoso, pois ele possui, além do perispírito - que é livre para o desencarnado - o lastro bioenergético do seu campo vital orgânico, coisa que os antigos observadores jamais imaginaram ou supuseram, mas que, sem dúvida, acontece, porque o encarnado tem uma estrutura corpórea que lhe vincula a parte perispiritual manifesta ao somático.
A coisa não é assim tão fácil de se imaginar e se pensar, supondo que o Espírito possa sair do seu corpo sem romper seus ligamentos ou liames corpóreos com a mesma facilidade em que o passageiro desembarca de uma condução.
À falta de qualquer estudo neste campo, ouso sugerir uma série de coisas plausíveis, para que, quando se formar alguma equipe de pesquisa que queira averiguar o fenômeno com uso de aparelhos espectrográficos, tenha uma referência de caráter científico.
A dificuldade toda, porém, é a de que o fenômeno sempre ocorre fora dos controles de pesquisa: nunca se está presente ou se supõe que alguém esteja se liberando do corpo (e não se desdobrando, feito folha de papel), no momento em que tal ocorre, salvo nos casos de condicionamento. Mas, nestes casos, geralmente, o sensitivo é induzido pelo condicionador e obedece a seu comando. Por outro lado, seria preciso que este condicionador possuísse um médium à sua disposição para tentar que o sensitivo liberado de seu corpo pudesse se manifestar através dele.
Aí, complica tudo, mas, já seria um início.
Uma outra observação importante é o fato de que, para toda esta ocorrência haverá um consumo de energia. Sabe-se, por informação prestada a W. Crookes de uma Entidade que se materializava através do médium Dunglas Home que a energia que os Espíritos usam a fim de que possam se manifestar no domínio físico de nossa existência é retirado do ectoplasma celular orgânico através da presença de um médium que permita sua "catálise" através dele, embora não tenha explicado como isso ocorra.
Admitindo-se o fato como verdade, temos que levar em conta, primeiramente, a parte em que a alma encarnada se emancipa do seu corpo; neste caso, ela pode usar seus próprios recursos comuns ao fenômeno vulgarmente dito "desdobramento". Faria parte das funções orgânicas e só ocorre no sensitivo que tenha tal propriedade.
A partir desse momento, o deslocamento desta alma é rigorosamente idêntico a todos os casos; a etapa seguinte é que nos traria a indagação: que recursos tal criatura usaria para se manifestar?
Talvez, usando certas informações, possamos entender que, embora vinculada a um corpo, nesta fase, a alma é um Espírito como outro qualquer e, neste caso, ao apresentar mediunicamente através de um sujet, use os mesmos recursos do desencarnado, consumindo energia do próprio médium que é mensurável por aparelhos espectrográficos, não só capazes de caracterizar a presença do campo espiritual do manifestante, como, ainda medir-lhe a intensidade.
Uma coisa, porém, é certa: este fenômeno consome tais energias, sem o que jamais se realizaria.
É preciso que nós, espíritas, comecemos a nos habituar com essas idéias e passarmos a nos dedicar a tais estudos, porque não será evangelizando ninguém que conseguiremos fazer chegar aos cientistas e pesquisadores de um modo geral os conhecimentos doutrinários da codificação e os ensinamentos de Jesus defendidos por Kardec.
A evangelização simples já existe há quase dois mil anos e só conseguiu afastar a Ciência da verdade em nosso campo.
domingo, 3 de maio de 2009
SONO : O ENCONTRO COM PESSOAS AFINS

O desprendimento da alma pelo sono constitui oportunidade única para entrarmos em relação com aqueles que se foram ou com nossos mentores. Afirmam-nos a doutrina que "é tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas" (questão 414 de 'O Livro dos Espíritos'). Por outro lado, o sonho "é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono". No entanto, nem sempre recordamos nossas experiências após despertar. Dizem os Benfeitores Espirituais que isso se dá porque ainda não temas "a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades" (questão 402 de 'O Livro dos Espíritos).
Em parte o esquecimento pode ser creditado às características da matéria que compõe nosso corpo físico. "O corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais" (questão 403 de 'O Livro dos Espíritos'). É muito justa esta observação da Espiritualidade, pois em nossa condição de Espíritos encarnados, constituem-se memórias conscientes apenas aquelas reminiscências que foram captadas pelos orgãos correspondentes (olhos e ouvidos).
Em função disso, muitos questionam a utilidade destes encontros, alegando que as idéias e conselhos compartilhados durante o sono não possam ser aproveitados na vida. Neste ponto, esclarecem os Espíritos que "pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento" (questão 410a de 'O Livro dos Espíritos'). Até porque a grande maioria destes diálogos diz respeito a temas que interessam mais à vida espiritual do que à corpórea.
Portanto, percebemos que a possibilidade de encontro com entes queridos durante o sono é real e freqüente. Aliás, o sono é "a porta que Deus lhes abriu para que possam ir ter com seus amigos do céu" (questão 402 de 'O Livro dos Espíritos'). Mas, para que isso aconteça, mais do que o simples fato de querer quando desperto, é preciso evitar que as paixões nos escravizem e nos conduzam, durante o sono, a campos menos felizes da experiência espiritual.
"Aquele que se acha compenetrado desta verdade eleve o seu pensamento, no momento em que sente aproximar-se o sono; solicite o conselho dos Bons Espíritos e daqueles cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham assisti-lo, no breve intervalo que lhe é concedido. Se assim fizer, ao acordar se sentirá fortalecido contra o mal, com mais coragem para enfrentar as adversidades" (item 38 do Capítulo XXVIII de 'O Evangelho Segundo o Espiritismo').
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
PERDER ALGUÉM É PERDER PARTE DE NÓS

Nas muitas manifestações que recebemos, boa parte relaciona-se à perda de parceiros de vida. Aqueles espíritos que escolhemos, antes de iniciarmos esta atual "viagem", para nos acompanharem e com eles compartilhar alegrias e tristezas. Para juntos evoluirmos, dia-a-dia, a despeito de eventuais pendências que possam advir de vidas passadas.
Bem sabemos que no caso de pais e filhos, parece insuperável a dor da ausência. "Entrar numa casa vazia pode ser, para quem perdeu o marido, a mulher, os pais ou os filhos, uma das experiências mais difíceis do cotidiano. Quando este alguém morre, o mundo parece desmoronar. Inicialmente, somos tomados pela perplexidade, como se nos encontrássemos num país estrangeiro e ninguém falasse nossa língua.
"Nós nos sentimos perdidos, como num pesadelo de que não conseguimos acordar. Vagamos como se estivéssemos adormecidos e, mesmo assim, uma terrível tristeza nos traz de volta à realidade. Nosso companheiro ou nossa companheira partiu e ficamos incompletos e vulneráveis. Não há ninguém que nos motive a despertar pela manhã ou nos convença a ir dormir à noite. Na realidade, não conseguimos enfrentar a hora de ir sozinhos para a cama. Tudo isso faz parte do processo normal de sofrimento.
"Perder alguém é, em certo sentido, perder parte de nós mesmos. Confiávamos um no outro, éramos íntimos, e nos apoiávamos em todas as ocasiões. Agora, quando mais precisamos de sua companhia, estamos sós. Tudo que construímos juntos parece sem sentido e vazio, porque não podemos compartilhar. Parece quase impossível fazer parte de um mundo em que ele ou ela não esteja mais presente".
Qualquer um pode observar que, ainda entre pais e filhos aparentemente sem sintonia, o abalo é gigantesco. No dia em que um deles morre, o outro deixa de ser aquele de sempre. Prevalece a angústia. Alguns parecem jamais se recuperar e ficam as lembranças dos velhos dias felizes. Crêem que só serão verdadeiramente felizes quando se encontrarem de novo em espírito. Então, aquela parte deles que morreu renascerá.
Mas não é necessário esperar tanto. Nossa experiência demonstra que nada mais irreal do que a sensação de distanciamento, de perda. Seus pais, que a amavam tanto, continuam em seu coração, vivem com você; mas não apenas isto. Suas almas a acompanham em sua jornada, mas, não menos certo, precisam de ajuda para poder ajudá-la. Sua angústia é a angústia dele, quando sente que nada podem fazer para te consolar.
Por isto, digo que um exercício eficaz para superar o trauma da ausência é conversar. Isto mesmo. Podem te achar maluca, mas você e eu (ao menos) sabemos que não é ! Converse com quem se foi, mas de maneira positiva, alegrando-se na certeza de que eles existem e assim ajudando-os a compreender seu novo estado. Fale com else como foi seu dia, suas dúvidas, seus planos e peça a sua opinião. De uma maneira ou de outra, por iniciativa própria (quando permitido) ou por intermédio de espíritos de luz, seu recado lhe chegará, mesmo que através dos sonhos.
Pode ser um exercício doloroso, pois quem ficou quer mais. Mas lembre-se, sempre, que a ajuda precisa ser mútua. Portanto, tanto mais estará fazendo bem aos pais que se "distanciaram" na medida que reconhecer esta verdade e aceitá-la, com paz no coração. Não se vincule a uma comunicação que pode nunca vir, pois a espera e a falta podem se transformar em flecha de dor. E sua dor, não se esqueça, é a dor deles. Viva este momento com confiança na imortalidade do espírito, pois só esta certeza, sincera e sólida em seu coração, fará curar as cicatrizes e ajudar quem se foi.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
CELSO DE ALMEIDA : FÉ, SAÚDE E EQM
Quando se fala em fé e cura, logo lembramos do Espiritismo, doutrina baseada na crença da sobrevivência da alma e da existência de comunicação, por meio da mediunidade, entre vivos e mortos. E as pessoas que crêem no Espiritismo -- no Brasil, são 4 milhões, segundo o IBGE -- encontrassem suporte para o desenvolvimento da fé. Mas você acredita que quem tem fé encara melhor os desafios que a vida nos coloca? Quem tem fé enfrenta melhor os problemas, tem mais força? O que pensam médicos e cientistas? Todos acreditam que a fé move montanhas?
O cardiologista Roque Marcos Savioli, trabalha em São Paulo e acredita que a fé, independentemente da crença religiosa, tem um papel importante na recuperação do doente. "A doença não é só física. Tem uma dimensão psíquica e uma dimensão espiritual", destaca. Savioli já escreveu três livros sobre a ligação entre fé e cura. Ele conta que, nos Estados Unidos, o estudo da espiritualidade já é uma matéria do curso de medicina. Cita também pesquisas que indicam que, quem tem fé, não só tem mais chance de cura como também mais expectativa de vida.
Para falar da força da fé nos processos de cura, em agosto de 2005, a apresentadora Ana Maria Braga conversou no estúdio com o médium Celso Almeida Afonso, de Uberaba (MG). Ele é seguidor de Chico Xavier. Já psicografou mais de 15 mil cartas em diversos idiomas em 23 anos de trabalho.Outra convidada foi a pedagoga aposentada Lucy Lutfi, que já viveu duas experiências de quase-morte. A partir delas, sua vida mudou completamente.
A conscientologista Malu Balona pesquisa esse fenômeno de quase-morte há 10 anos. Ela é integrante do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, que estuda fenômenos de clarividência, de experiência fora do corpo e parapsiquismo. Não tem relação com religião. As pesquisas sobre a quase-morte começaram na década 1970, com o americano Raymond Moody.
Não há uma seqüência padrão, mas muitos relatam entrar em um túnel de luz; encontrar parentes falecidos, conhecidos ou não; se ver em frente a uma barreira, que pode ser um rio, uma porta; ter uma sensação de paz, serenidade, bem estar; encontrar um ser de luz, que varia de acordo com a crença de cada um. Malu diz ainda que, depois de passar por uma experiência de quase-morte, a maioria das pessoas se torna mais altruísta, tem maior senso ético e respeito pelo outro ser humano.
Veja abaixo os demais vídeos:
PARTE II
PARTE III
PARTE IV
Veja também:
"Estou para ser julgado"
Entrevista com Celso de Almeida
quinta-feira, 16 de abril de 2009
CELSO DE ALMEIDA FAZ "NOITE DA PSICOGRAFIA"
Para solicitar mensagens é necessária a presença de algum familiar.
Fonte :
Centro Espírita Aurélio Agostinho - Departamento de Difusão do Livro e Imprensa
Avenida Lucas Borges, n. 61 - Bairro Fabrício - Uberaba (MG)
Reuniões às segundas-feiras (a partir das 18h30) e sextas-feiras (a partir das 18h30)
Informações : (034) 3312-6583 e 9935-6583
quarta-feira, 15 de abril de 2009
PERDOE - SE
"Se um dia caíres no caminho, não diga nunca ao teu pobre coração.És mau, és traidor.
Ingrato e desleal.
Não olhes mais para o céu.
Não tens perdão..."
Muitas vezes nós mesmos somos nossos mártires. Muitas vezes pedimos perdão ao Pai, mas não nos perdoamos de fato. Se não conseguimos perdoar nossos próprios erros, como faríamos para perdoar um irmão. Se soubesses o mal que fazei a vos mesmos esta dureza no coração, se soubesses que serve de exemplo a teus filhos e às pessoas que amam... Sejam caridosos consigo mesmos. Isto também faz parte da nossa evolução. Amar a si e amar ao próximo.
Fiquem com Deus e força na caminhada.”
Assinado : Lilico
Local : Sorocaba ( SP)
terça-feira, 14 de abril de 2009
O TRABALHO É MUITO...

Assinado : Augusto
Médium : S.A.O.G.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
SOMOS, AQUI, CONTINUIDADE
"Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de Boa vontade! Meus caríssimos irmãos, aqui eu vim em paz. Gostaria de dividir com vocês minhas experiências e vivências do lado de cá. Aqui tudo é calmo, tranqüilo e cheio de luz. O cheiro, o aroma é agradável, tudo é muito limpo e nos dá uma sensação enorme de bem estar. Somos aqui continuidade do que somos aí. Nada muda. O trabalho aumenta, mas em vez de cansar, revigora e nos deixa saciados em relação ao cumprimento do nosso dever. A sensação quando se faz a passagem — travessia, como queiram chamar — é de que nada mudou. Só temos a sensação de que temos mais a fazer além do que já fizemos.
Se fizemos o bem, devemos continuar. Se fizemos o mal, temos a chance de nos redimir e começar a viver realmente nos ensinamentos de Deus Pai.
Assinado : Frederico
Médium : S.A.O.G.
domingo, 12 de abril de 2009
MEUS FILHOS FORAM DISTRIBUIDOS COMO ANIMAIS

Meus filhos foram distribuídos como animaizinhos de estimação. Só dois deles continuam juntos. Sou muito triste. Não consigo ajudá-los. Nada posso fazer por eles. Morri por falta de cuidados, por ser pobre e carente.
Depois, cheguei à conclusão de que minha morte chegou por culpa minha. Não cuidei do corpo como deveria. Fui deixando sem pensar nos meus pequenos. Como meu culpo. Mas... já é tarde. Hoje só posso dizer que se não for por Deus, meus filhos não terão futuro. Sinto que causei isto tudo. Que toda a desgraça foi por descuido. Sofro por não ter como voltar no tempo e fazer o que deveria ter feito.
Não tem ninguém por eles. E quando percebo que tudo poderia ser diferente, me dilacero, me culpo e a dor toma conta de meu ser. Não sei o que fazer. Me sinto desesperada e culpada : meus filhos nada sabem de mim.
Peço perdão a Deus Pai Todo Poderoso e que cuide de meus filhinhos. Tudo é muito recente, ainda estou confusa. Vim aqui pra pedir, além de perdão a Deus e a meus filhos, muitas preces.
Preciso de oração, preciso de ajuda. Que Deus Pai me ouça e me ajude. Sei que nele tudo posso, mas pequei e muito. Até mesmo o abandono dos meus filhos pelo meu marido foi culpa minha. Precisava falar.
Agradeço a oportunidade e mais uma vez peço ajuda. Deus os abençoe.”
Local : Sorocaba (SP)
sexta-feira, 10 de abril de 2009
MEU NOME É VITOR

Venho a pedido da minha mãe. Ela quer notícias minhas para, talvez, se sentir mais aliviada. Acho que ela, como toda mãe, se sente responsável pelo meu desencarne. Tive sérios problemas de respiração e, quando menos se esperava, as coisas pioraram e eu morri. Nem foi muito novidade para mim. Acho que eu até já esperava, apesar de ter apenas quinze anos. Mas meus pais (minha mãe) se desesperou. Fez perguntas, tentou saber o porquê, mas quem somos nós pra querer saber ou que Deus nos dê satisfação de seus atos, não é mesmo!?
Pois é... Eu morri, mas pra mim não foi difícil. Minha mãe tomou outros caminhos e graças a uma amiga, começou a ler e perceber que a morte não existe. Hoje ela é mais tranqüila, mas ainda quer notícias pra ter certeza de que estou bem . Mamãe Elaine — ou Eliana (nota do transcrevente) —, eu estou bem e feliz. Meu tempo por aí terminou e talvez, o bom de tudo isso tenha sido você perceber que a vida continua.
Sei que pensa em mim e tenta não ficar me chamando. Que sente minha falta, mas agradece a Deus pelo tempo que estivemos juntos. Eu te amo e sempre te amei. Vou te esperar, porque nossa vida vem de outras... e meu amor por você não é pequeno, nem de agora. Sei que quando você ouve uma música que eu gostava se lembra e tenta não chorar. Não faça isso. Chore se tiver vontade. Só não blasfeme como muita gente faz.
Choro é normal naqueles que perdem um ente querido. Viva, dedique-se, ajude e tente compreender que estaremos juntos. Nosso senhor ensina que devemos praticar a caridade. Pratique e continue ajudando outras mães que não têm o mesmo conhecimento seu. Eu estou bem, estudo (como sempre gostei de fazer) e continuo fazendo tudo certinho como você sempre se orgulhou.
Minha vó me ajuda nas lições como você fazia, lembra ! Aqui é lindo. Te amo muito e agradeço a oportunidade que me foi dada para conversar com você. Pena meu pai estar longe de você. Te amo. Que Deus permita minha visita a você sempre. Beijos.”
Assinado : Vitor
Médium : S.A.O.G.
