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quinta-feira, 4 de junho de 2009

ESCOLHA AS COMPANHIAS PARA SEUS SONHOS


Gostaria de saber o que significa o sonho que tenho. Sonho sempre com minha mãe; que está voltando para casa; que não morreu. Que foi tudo um engano e que estava escondida para ver se sentiríamos sua falta. O que faço? Sinto muito sua falta e esses sonhos me deixam arrasada o dia todo. Por favor me ajudem". L. (por e-mail)

Vou lhe responder utilizando as oportunas observações da autora Cheyla Bernardo Fett, divulgadas no Jornal Boa Nova (Edição 12, de julho de 1997). Como ela bem anota, para alguns, os sonhos podem ter significados ocultos. Para outros, são pura fantasia. Há pessoas que nem sonham. Para nós, espíritas, os sonhos podem ser vistos como uma prova da imortalidade e independência da alma com relação ao corpo. Segundo "O Livro dos Espíritos", a partir da questão 400 até 418, o sonho é a lembrança que temos das experiências que nosso espírito vive no mundo astral enquanto nosso corpo dorme. Durante o sono, a alma se desprende e pode vagar por lugares aqui na terra ou no plano espiritual, encontrando pessoas conhecidas ou não e vivenciando atividades agradáveis ou não, segundo sua natureza.

Uma pessoa acostumada aos vícios pode ter seu espírito atraído a bares ou boates durante o sono, e aí ela vai encontrar espíritos afins e praticar o que gosta. Uma pessoa acostumada a fazer o bem pode encontrar outros bons espíritos e freqüentar hospitais, asilos, visitar espíritos que sofrem no astral e levar sua ajuda. Ou mesmo ir a lugares belos e estudar. Durante esse desprendimento também podemos encontrar entes queridos que se foram e conversar, saber do seu estado ou receber conselhos.

Ao despertarmos, nem sempre nos lembramos completamente do que fizemos no plano espiritual. Às vezes, não nos lembramos de nada, e dizemos então que não sonhamos. Outras, lembramos apenas vagamente do que aconteceu, guardando alguma impressão boa ou ruim da experiência. Apenas em algumas ocasiões podemos nos lembrar dos sonhos com clareza e narrarmos seus detalhes, dos quais guardamos profunda impressão. É o que acontece, por exemplo, quando sonhamos com um parente falecido que nos diz do seu estado no além ou quando alguém, mesmo desconhecido, nos dá conselhos úteis.

Há também os sonhos provenientes do nosso subconsciente. Neste caso não são experiências reais as vividas pelo nosso espírito, mas apenas lembranças das nossas ocupações ou problemas diários. Esses sonhos normalmente são mais confusos, funcionando como uma válvula de escape para nossas emoções.

O motivo de nem sempre nos lembrarmos dos sonhos é a força da impressão que ele nos causa. Se nós simplesmente nos envolvemos com as mesmas atividades que estamos acostumados durante o dia, nenhuma impressão forte guardamos ao acordar. Mas se vivenciamos algo diferente ou importante, ficaremos impressionados e nos lembraremos. Infelizmente, essa impressão forte nem sempre é boa. É o que acontece no caso dos pesadelos.

Os maus sonhos têm como causa algum desequilíbrio oculto ou não em que vivemos. Quando estamos excessivamente preocupados com ganhar dinheiro, podemos sonhar com problemas no trabalho, desemprego, assaltos e coisas parecidas. Se o excesso de zelo for com a nossa aparência, podemos sonhar com acidentes, morte ou doença. Se nos agarramos demais com as pessoas de quem gostamos, às vezes sonhamos com a sua perda ou com desentendimentos. Todo comportamento que se afasta do equilíbrio, revelando orgulho, egoísmo, vaidade, ciúme, avareza e qualquer defeito da alma acaba tendo como conseqüência os pesadelos. Eles servem como alerta de que precisamos nos corrigir para ter paz na consciência.

Há ainda um aspecto mais perigoso, porém interessante: da mesma forma que os bons espíritos aproveitam nosso desprendimento para dar bons conselhos ou conversar, os maus também podem se aproximar para nos perturbar. Eles aproveitam o desequilíbrio moral que citamos acima e nos provocam os pesadelos, que normalmente são aqueles que nos deixam impressionados por mais tempo. Em alguns casos mais graves, em que os pesadelos se repetem ou são freqüentes, acabamos por ter nosso comportamento diário alterado por causa dos sentimentos ruinsdespertados por esses sonhos, como o medo, tornando-nos agressivos e arredios. Nossa saúdetambém fica prejudicada pela falta de descanso noturno.

É aí que o Espiritismo pode novamente nos ajudar. Além de nos esclarecer sobre o que pode estar acontecendo conosco, podemos encontrar socorro no centro espírita. Lá receberemos as lições que nos farão reorientar nossas vidas, através das palestras ou de orientações particulares (conversando com os dirigentes da casa). Podemos achar em nós mesmos os defeitos que nos prejudicam e trabalhar para corrigi-los. É no centro espírita também que pode ser percebida a participação de um mau espírito provocando nossos pesadelos. Uma equipe mediúnica poderá afastá-lo até que reencontremos o equilíbrio. Ao mesmo tempo, os passes ajudarão a recompor a saúde física. Se você ou alguém com quem convive está sofrendo com esse problema, procure o centro espírita. Ele poderá ajudá-los.

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sábado, 23 de maio de 2009

OBRIGADO, AMOR, POR TUDO


"Sei que a morte é uma separação momentânea mais é muito difícil viver sem ver esta pessoa do nosso lado,tocar,conversar,abraçar sei que é egoismo e entendo que a vida tem que continuar mais a saudade dói muito 0 que faço é pedir a Deus forças para continuar e rezo para não lembrar a minha vida passada para poder continuar em frente sem meu marido a quem continuo amando muito apesar da ausência física. Deus é quem me ampara e me mostra uma luz que devo seguir". Giselda Castilho Dutra

A dor da perda é absolutamente amplificada quando aquele que se foi é nosso amor de alma. Não há o que falar para aplacar o sentimento de vazio e o autor que melhor retratou esta situação limite foi o Richard Matherson, autor de Amor Além da Vida (Butterfly, 285 pags., R$.22,90). O lançamento do livro já foi comentado aqui no blog, mas hoje aproveito o comentário de acima para publicar alguns trechos da obra:

"O que você pensa torna-se seu mundo. Você pensava que isso se aplica ainda mais aqui, pois a morte é um redirecionamento da realidade física para a mental - um ajuste para campos mais altos de vibração.(...) A existência do homem não muda quando ele tira um casaco. Não muda quando a morte remove o casaco de seu corpo. Ele ainda é a mesma pessoa. Não é mais spabio. Não é mais feliz. Não é melhor. É exatamente o mesmo. A morte é meramente a continuação em outro nível."

"As atitudes das pessoas em relação àqueles que morreram são vitais. Como a consciência dos que morreram é muito vulnerável a impressões, as emoções daqueles que ficaram para trás podem ter um efeito sobre eles. Uma angústia intensa cria uma vibração que pode causar dor nos que partiram, impedindo que progridam. Na verdade, é desastroso que as pessoas pranteiem os mortos, protelando sua adaptação à vida após a morte. Os falecidos precisam de tempo para alcançar sua segunda morte. A cerimônia funerária deveria ser um meio de libertação pacífica, não um ritual de luto."

"— Quero lhe dizer obrigado em palavras agora — eu disse a ela. — Não sei o que acontecerá conosco. Rezo para fiquemos juntos em algum lugar, algum dia, mas no momento, não sei se isso é possível. É por isso que vou agradecer agora tudo o que você fez por mim, tudo o que você significou para mim. Alguém que você nunca conheceu me disse que pensamentos são reais e eternos. Então, mesmo que você não entenda minhas palavras agora, sei que chegará um dia no qual o que eu disse tocará você.”

Pressionei sua mão entre minhas palmas para aquecê-la e disse a ela o que eu sentia.

"Obrigado, Ann, por todas as coisas que você fez por mim em vida, das pequenas às maiores. Tudo o que você fez foi importante e eu quero que saiba da minha gratidão por isso.

Obrigado por se preocupar comigo quando eu tinha qualquer tipo de dificuldade. Por me apoiar quando eu me sentia deprimido. Obrigado pelo seu senso de humor. Por me fazer rir quando eu precisava disso. Por me fazer rir quando eu não precisava nem esperava, mas apreciei o sabor extra que isso acrescentou à minha vida. Obrigado por cuidar de mim quando eu estava doente. Obrigado pelas lembranças das coisas que fizemos juntos e pelos filhos.

Obrigado pelas lembranças de nós dois sozinhos. Fazendo viagens de fins de semana ou passeios a lugares interessantes. Fazendo compras juntos. Caminhando. Sentados no banco e admirando as montanhas ao entardecer. Eu colocava meu braço em volta dos seus ombros, você se inclinava contra mim e nós observávamos o pôr-do-sol.

Obrigado por deixar que eu fosse eu mesmo. Por lidar comigo como eu era, não como você imaginava que fosse ou como queria que fosse. Obrigado por ser tão compatível com minha mente e emoções. Obrigado por ser tolerante com minhas falhas. Por não esmagar meu ego nem permitir que ele ultrapassasse os limites do bom senso. Obrigado por me transformar sem jamais ter feito isso deliberadamente. Por me ajudar a entender melhor quem eu sou. Por me ajudar a realizar mais coisas do que eu jamais conseguiria sozinho.

Obrigado por gostar de mim e de me amar, por não ser apenas minha esposa e amante, mas também minha amiga. Peço desculpas por todos os momentos que decepcionei você, por cada momento que deixei de dar a compreensão que você merecia. Peço desculpas por não ter sido paciente e gentil quando eu deveria ter sido. Peço desculpas por todos os momentos que fui egoísta e incapaz de ver suas necessidades. Sempre amei você, Ann, mas, muitas vezes, eu a decepcionei. Peço desculpas por todos esses momentos e agradeço a você por me fazer sentir mais forte do que eu era, mais sábio do que eu era, mais capaz do que eu era. Obrigado, Ann, por agraciar minha vida com sua adorável presença, por acrescentar a doce medida de sua alma à minha existência. Obrigado, amor, por tudo.”

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

EM SONHO, TOQUEI, ABRACEI E BEIJEI MEU FILHO


"Meu filho Eduardo faleceu no dia 21/12/2008, com 27 anos. O Eduardo era um rapaz aparentemente saudável. No dia 3 de dezembro ele estava viajando a serviço, quando a noite no hotel sentiu uma forte dor lombar, que fez com que fosse para o pronto-socorro. Lá descobriram que a artéria abdominal havia sofrido uma rachadura. Foi realizada uma cirurgia para colocar uma prótese. A cirurgia correu bem, mas logo que passou a anestesia e ele foi desentubado sofreu uma parada cardiorespiratória, entrando em coma, e assim ficou até falecer. Foram dias terríveis, de dor e incerteza. Mas, dia desses, sonhei que caminhava em passos rápidos numa noite escura sobre um gramado, e era acompanha por uma pessoa que não lembro quem era. Na minha frente via uma casa com janela grande de vidro e uma sala muito iluminada. Quando cheguei perto notei que haviam pessoas na sala. Ao chegar mais perto vi o meu filho em pé na parte em que a janela estava aberta. Comecei a chorar e corri para a janela, ele se debruçou sobre a janela e me abraçou, dizendo: 'mãe porque tu chora, eu estou bem, e estou lhe preparando uma surpresa, só não posso lhe contar o que é'. Eu o beijei, abracei, e logo estava dentro da sala. Então ele me falou: 'mãe não chora eu to sempre contigo, você não me sente? eu estou bem, não se culpe pelo que aconteceu, se não fosse agora iria ser outro dia, mas ia acontecer. Eu estou feliz, eu moro com estas pessoas que estão aqui comigo'. Nesse momento vi que havia na sala um casal de idosos e um rapaz. Ai, meu filho os apresentou dizendo que o rapaz se chamava Everton, que havia falecido a 5 anos atrás e que era da região de Cruz Alta, e o casal de idosos se chamavam Jaks. Após ele me abraçou. Como num susto eu acordei. E, que em nenhum momento meu filho chorou, ele estava tranquilo, bonito, mais magro, realçava limpeza vestido numa camisa pólo branca. Estou pedindo resposta porque o sonho foi tão real, pois nele eu senti que toquei, abracei e beijei o meu filho. Eu senti. Após esse sonho passei alguns dias mais tranquila, parecia que eu havia aplacado um pouco a minha saudade. Será que meu sonho foi real, ou só loucura de uma mãe saudosa demais?" N.P. (Grupo Partida e Chegada)

Certamente já deve ter visto neste nosso espaço uma série de artigos que tratam sobre sonhos e a dimensão espiritual que eles tem para aqueles que crêem na espiritualidade. Sabemos que o sono é um veículo de desprendimento e ligação com o mundo invisível, oportunidade na qual algumas janelas se abrem. Vamos a muitos lugares, mas também lugares, coisas e pessoas (principalmente aquelas que nos são mais caras) vêm até nós. O que virá não pode ser previsto, mas sim desejado. Por esta razão defendo que devemos buscar pensamentos positivos, reconfortantes e de caridade nos minutos que antecedem o sono. A oração também é um instrumento poderoso, principalmente para aqueles atingidos por pesadelos e visitas indesejadas.

No seu caso, o forte elo de ligação com seu filho lhe permitiu viajar pelo mundo etéreo das imagens e sensações. Os sonhos, defende o escritor Márcio de Carvalho, "são a primeira forma de mediunidade que se conhece". Através deles, projetamos nosso espírito e, não raro, temos contato ou notícias das pessoas que amamos, estajam elas neste ou em outro mundo.

Por isto a importância do pensamento e dos sentimentos. Sabemos que não devemos "perturbar" o espírito de um ente querido com tristeza excessiva, choro e lamentação. Se enviamos irradiações mentais perturbadoras, criaremos problemas para sua vivência numa nova realidade. Por outro lado, os pensamentos de carinho e saudades (sem o ranço de dor) são positivos e pavimentam seu caminho na nova fase da vida.

Pelo que nos conta, é exatamente este o estado de seu filho, acolhido que foi por espíritos que, de alguma forma, lhe são afins. Esta é a informação que nos importa neste momento, pois é um erro buscar ostensivamente informações que não nos é dado conhecer, ou compreender enigmas de nossas vidas que somente a vivência, a seu justo tempo, nos serão revelados. Digo isto, em suma, para que creia na comunicação real e absolutamente clara que teve, ainda que relativamente recente a viagem realizada por seu filho. Mas também para que não se apegue ao significado ou que busque antecipar acontecimentos que estão e não devem sair do futuro. A "surpresa" a qual ele se referiu somente lhe será indicada quando ou muito tempo depois que houver acontecido, sendo relevante apenas conhecer e ter a certeza da presença dele, em qualquer plano que seja, a velar por você e pelas pessoas que amava.

Em troca, ajude-o como puder. Procure comprender melhor os mistérios da vida e da morte e cultive o hábito da oração. Se os sonhos são uma espécie de mediunidade em estado embrionário, a prece serve como um meio de comunicação mais eficiente que e-mails, telegramas ou sedex. Simplesmente porque transporta algo absolutamente mais rico e valioso, o sentimento.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

MEU IRMÃO, COMPANHEIRO E PROTETOR

Como é estranha essa sensação de que você não está mais aqui fisicamente! Quanta saudades tenho de ti Tiago*, meu irmão, companheiro e protetor... Como sinto não ter te dito mais vezes como te amava (e ainda amo) e de como você era importante para mim....

Como faz falta tua voz... tuas ligações... e até o ciúmes que tinha de mim, mas te agradeço por vir me visitar em sonho. Fico bem feliz quando isso acontece, somente gostaria que acontecesse com mais frequência.

A mãe parece forte, parece ter aceitado, mas na sua intimidade, quando está sozinha tenho certeza que ela chora muito de saudades de ti. O pai, por um tempo, parece que não se importou com mais nada, apenas queria ir ao teu encontro, mas agora, passado já 1 ano e 7 meses, parece que está voltando a reagir e perceber que as coisas acontecem como devem ser. E o Vitor as vezes ainda fala do `Pica Pau' (apelido do tio). Como ele ainda é criança, peço à Deus que ele não se esqueça com facilidade de ti.

Sei que nosso destino é escrito antes de encarnarmos, e que temos opção de escolher ou não se queremos aceitar os desafios que virão, pois temos data certa para nascermos e morrermos, por isso aprendi a aceitar tudo o que aconteceu.

Peço-te desculpa pelas atitudes que tomei em relação àquela pessoa... mas já estava sofrendo tanto com tua partida que não quis ficar perto de tanta falsidade e mentira... Preferi me afastar.... e tu sabe como sou "cabeça-dura" e que quando digo que não quero, raramente volto atrás.

Apesar da imensa saudade que tenho. estou bem. Tenho um emprego bom e tudo vai indo muito bem. E no casamento sou muito feliz (sei que você sempre se preocupou com isso). O Adriano é uma pessoa maravilhosa, e não tenho do que me queixar dele. Mas queria muito que você ainda estivesse fisicamente aqui, porque quando acontece alguma coisa comigo sempre penso em te ligar, mas percebo que isso não será possível.

Também quero que você saiba que não tenho rancor da pessoa que te tirou de nós, pois, sabemos que acidentes acontecem a todo instante, ainda mais na tua profissão. Fico um pouco triste somente quando vejo um caminhão dirigido por rapazes que aparentam ter a tua idade. Me dá uma dor no peito....

Rezo para que esteja na paz de Deus e que tenha aceitado tua nova condição de vida logo que desencarnaste. Continue conosco sempre!!! Faça com que possamos sentir tua presença! Com muito amor da mana.
Daiane

*Tiago de Oliveira Soldatelli, nasceu no dia 13/09/1980 em Vacaria/RS e desencarnou no dia 25/09/2007 em Campo Verde (MT), devido um acidente de caminhão

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domingo, 3 de maio de 2009

SONO : O ENCONTRO COM PESSOAS AFINS


É cada vez frequente em nossa caixa de e-mails, na Comunidade no Orkut e na Rede de Amigos do blog o questionamento sobre sonhos. Muitas das vezes, os leitores buscam algo que foge às nossas possibilidades, que é a interpretação das imagens e fatos ocorridos durante o sono. Outras tantas perguntas relacionam-se as lembranças de sonhos que se vão, ficando a nítida sensação de que ocorreram encontros importantes dos quais não recordamos. É sabido -- e já tratamos aqui do assunto -- que o sono é um momento de concessão, no qual nos é permitido superar as dificuldades intuitivas e nos comunicarmos com pessoas afins e entes queridos que se foram. É o momento em que nosso espírito se liberta desse mundo e no qual aprendemos e nos consolamos.

O desprendimento da alma pelo sono constitui oportunidade única para entrarmos em relação com aqueles que se foram ou com nossos mentores. Afirmam-nos a doutrina que "é tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas" (questão 414 de 'O Livro dos Espíritos'). Por outro lado, o sonho "é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono". No entanto, nem sempre recordamos nossas experiências após despertar. Dizem os Benfeitores Espirituais que isso se dá porque ainda não temas "a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades" (questão 402 de 'O Livro dos Espíritos).

Em parte o esquecimento pode ser creditado às características da matéria que compõe nosso corpo físico. "O corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais" (questão 403 de 'O Livro dos Espíritos'). É muito justa esta observação da Espiritualidade, pois em nossa condição de Espíritos encarnados, constituem-se memórias conscientes apenas aquelas reminiscências que foram captadas pelos orgãos correspondentes (olhos e ouvidos).

Em função disso, muitos questionam a utilidade destes encontros, alegando que as idéias e conselhos compartilhados durante o sono não possam ser aproveitados na vida. Neste ponto, esclarecem os Espíritos que "pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento" (questão 410a de 'O Livro dos Espíritos'). Até porque a grande maioria destes diálogos diz respeito a temas que interessam mais à vida espiritual do que à corpórea.

Portanto, percebemos que a possibilidade de encontro com entes queridos durante o sono é real e freqüente. Aliás, o sono é "a porta que Deus lhes abriu para que possam ir ter com seus amigos do céu" (questão 402 de 'O Livro dos Espíritos'). Mas, para que isso aconteça, mais do que o simples fato de querer quando desperto, é preciso evitar que as paixões nos escravizem e nos conduzam, durante o sono, a campos menos felizes da experiência espiritual.

"Aquele que se acha compenetrado desta verdade eleve o seu pensamento, no momento em que sente aproximar-se o sono; solicite o conselho dos Bons Espíritos e daqueles cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham assisti-lo, no breve intervalo que lhe é concedido. Se assim fizer, ao acordar se sentirá fortalecido contra o mal, com mais coragem para enfrentar as adversidades" (item 38 do Capítulo XXVIII de 'O Evangelho Segundo o Espiritismo').

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

FAMÍLIA: A VIDA É UMA MISSÃO CONJUNTA

Gostaria de uma informação, meu pai tem 85 anos e era um homem com ótima saúde, super ativo, não dependia de ninguém. No começo do ano passado ele sofreu um derrame (AVC), e hoje não anda, não come sozinho, ficou totalmente dependente. Ele está muito perturbado, pois todos os dias chora muito e pede a morte. E tem dias também que chama toda a família dele que já é falecida, pai, mãe e os irmãos e alguns vizinhos que já faleceram a bastante anos.Não está sendo fácil, acompanhar essa situação que ele se encontra, pois eu que sou a única filha sofro muito. Sou eu que cuido dele 24 horas por dia. Tive que abandonar meu trabalho, deixar de lado minha vida pra ficar com ele. Gostaria de saber na visão dos espíritas porque meu pai está passando por esse sofrimento? Tem alguma coisa a ver comigo também? E porque ele fica chamando as pessoas falecidas? R. Z. (por e-mail)

Todos nós, pelo menos dentro da concepção Espírita, temos uma história de vida pré-definida. Não se trata de karma ou dharma, de destino ou influência dos astros. Na doutrina, acreditamos que somos, todos, almas imortais, que passam por várias experiências (vidas), no intuito de aprender e evoluir. Por isto, entre uma existência e outra, buscamos aprender e definir os objetivos de vida de nossa próxima etapa. Escolhemos as pessoas com as quais desejamos ter relacionamento e com as quais buscaremos resgatar dívidas, buscar perdão ou que, apenas, queremos auxiliar. Tudo isto, por absoluta necessidade, nos vem envolto em esquecimento, que (bem analisado) é tão-só um aspecto a nos ajudar na missão de ajudar, sem esbarrar em antigos rancores e antipatias.

Apesar disso, não aceitando ou não compreendendo esta dinâmica das vidas sucessivas, muitos leitores nos chegam com raiva de Deus. Eles vêem a morte ou a própria vida como forma de punição e se perguntam como um Deus de amor pode ter semelhante atitude. A experiência nos ensina que, nesses momentos, a palavra mais sábia pode soar vazia. Portanto, nos resta ser solidário, embora ressaltando que a crença na continuidade da vida demonstra que não existe um Deus vingativo e punitivo.

Sofrer a morte de um ente querido, bem o sabemos, é um processo que destroça o coração. Mas, não menos raro, viver no sofrimento pode ser uma prova ainda mais dolorosa para a fé e o entendimento.

É essencial que tenhamos paciência, que não nos precipitemos. Não há um plano a seguir, nenhum calendário que ajude a controlar os males e desafios dessa nossa existência. Alguns se recolhem em si mesmos e encontraram uma força espiritual interior que jamais suspeitaram que tivessem. Tais pessoas relatam que agora têm uma ligação muito mais forte com Deus e falam como o enfrentamento das adversidades deu-lhes a chance de aprender sobre o amor.

Mas o importante é saber que o retorno de cada um de nós a esta Terra tem objetivos bastante definidos. Quando esse objetivo é cum­prido, partimos. Algumas almas necessitam viver uma vida longa, enquanto outras precisam apenas de uma experiência breve, antes de retornar a seu lar espiritual. A escolha é feita antes de encarnarmos em nosso corpo. Quando conseguimos olhar a vida dessa maneira, aceitando que o tempo e o espaço são dimensões terrenas e que somos seres eternos, podemos começar a entender a natureza da vida e da morte com muito maior clareza.

Seu pai (e muito provavelmente, também você) esboçou antes de reencarnar esta trajetória de vida. Por alguma razão ele tem que passar por esta experiência, mas contou com a sorte de tê-la como filha, com toda sua força e fé, que tanto o ajudaram nos piores momentos. Mas pense que também você, de alguma maneira, tivesse ou tenha aceitado tal provação, somente para estar perto dele e cumprir este papel. Isto explica, de certa forma, tamanha dor. A dor de quem muito ama e gostaria de fazer mais. Mas nossas existências são feitas de estágios, de momentos, que costumamos chamar de “vidas”. Este momento da longa história de vocês passou e teve a mais alta nota. E virão outros e outros, nos quais vocês estarão ainda mais ligados e solidários, num amor eterno, como eterno somos todos nós : espíritos aprendizes.

Quanto ao chamamento ou visões de pessoas já falecidas, pode significar que a doença rompeu barreiras comuns a todos nós, facilitando-lhe a comunicação com os espíritos que já se foram. Este é um acontecimento comum e não lhe deve causar susto ou preocupação, pois a presença real ou mesmo a "fantasia" de tais comunicações certamente ajudam-no a superar esta situação atual.

Marcos Grignolli

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domingo, 19 de abril de 2009

PRECISAMOS VIVER AS DORES E AS ALEGRIAS

"Acho que meu comentário talvez seja censurado, mas creio que a vida é só isso mesmo: do berço à morte. E fim! Também tenho vontade de sair dessa enquanto não estou jogada em uma cama de hospital, velha e só. É feio e triste, mas é a realidade. Rose (Comentário à postagem A Vida: 'Tenho tantas perguntas')

A política do blog é de garantir a liberdade de expressão e troca de idéias. Portanto, não fazemos sequer aprovação prévia dos comentários e, em dois anos de existência, apenas em uma oportunidade tive que excluir um comentário, mas nunca por divergir, e sim por dirigir palavras ofensivas a uma integrante de nossa Rede de Amigos.

Quanto à tua posição, não me cabe convencê-la, pois sou contra a doutrinação ou pregação. Como observado no texto acima, exponho a minha crença, a minha verdade, que não é e nem precisa ser a sua. A nossa intenção é justamente conviver e tentar ajudar as pessoas a enfrentarem a dor da perda. A sensação de vazio, de revolta e de insegurança, embora indesejáveis, são absolutamente comuns e compreensíveis.

Aliás, se observar postagens relativas a suicídio e especialmente alguns comentários, verificará que eventuais argumentos e idéias de consolo são absolutamente incompreendidos por aqueles cuja depressão e desesperança cega os olhos. Não costumo contra-argumentar em desfavor desse estado de espírito, pois, ao contrário de muitas outras páginas, não somos afeitos a polêmicas estéreis.

Somos todos, você bem sabe, folhas em branco lançadas ao tempo. Folhas que aceitam idéias e desenhos apenas quando não embaçadas pela sujeira ou engomadas pela chuva. Então, há momento certo para escrever, lançar idéias... Não se buscam papéis ao vento, mas, sim, aqueles que caem de bom grado à nossa frente.

Entenda, por fim, que precisamos viver nossos momentos com intensidade. Os momentos de dor e de alegria. E seremos inteiramente maduros quando passarmos a crescer em cada um deles, com a mesma intensidade.


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sábado, 18 de abril de 2009

'NÃO MORREMOS, O AMOR NOS LIGA ETERNAMENTE'

Reencarnação, tema muito importante para os dias de hoje. As pessoas estão muito acomodadas e somente o sofrimento, a perda de entes queridos é que as faz acordar para a realidade da vida. E o melhor, é saber que nós não morremos que o amor nos liga eternamente... E que através de estudos e exercícios podemos senti-las ou nos comunicarmos. E é maravilhoso saber que o filho que hoje estamos recebendo em nosso lar pode ser um antepassado querido ou alguém a quem precisamos perdoar ou sermos perdoados . Quando todos tiverem essa compreenção, o mundo será muito melhor. Wilma Vinhas (Grupo Partida e Chegada)

Falamos aqui neste espaço, frequentemente, sobre a reencarnação e sobre como levamos vári­as vidas para aprendermos a viver, não como seres humanos, mas como espíritos que se dispõem a prender. No papel, tudo parece fácil, como num manual de instruções. Já na vida normal, porém... Nada parece tão simples. O que acontece é que podemos até sair determinados a fazer tudo certo, mas quando chegamos aqui, com um médico dando palmadas no nosso traseiro e aquele monte de luzes e sons e coisas que não entendemos, esquecemos tudo. Então temos que aprender a nos encaixar numa família, numa escola, num bairro, num trabalho, numa re­ligião, numa sociedade, enfim, num mundo inteiro, e acabamos esquecendo de nos encaixarmos nos planos que tínhamos para nós.

Saber mais sobre a reencarnação é fundamental para crescermos, evoluirmos e aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre a estrada que trilhamos. Precisamos freqüentemente de algo que nos lembre o que tínhamos que fazer.

Além disso, há o risco permanente de excessivo apego às regras em detri­mento do melhor para todos. Nós também podemos cair, eventualmente, numa armadilha do ego. Ninguém está imune. A vida é uma eterna prova, desde o nascimento até a passagem. Por isto, devemos prometer jamais nos entregarmos à preguiça e ao descaso, à indiferença e ao desânimo. Vamos continuar estudando, aprendendo e dando nosso melhor ao mundo e, quando alguém nos balançar o dedo como uma vara com alguma ordem imbecil, vamos domi­nar o desejo de explodir e devolver a provocação com um sorriso gentil.

No final, não precisamos esperar um momento espe­cial para nos tornarmos o que sonhamos ser. Nosso aprendizado está nas pequenas coisas, nos afagos, nas palavras certas, no olhar bonito que embeleza o mundo. Aí está nosso aprendiza­do. Creio que, no fim, é mais importante vivermos cada dia com beleza de gestos do que nos tornarmos os melho­res em um trabalho, função ou competição qualquer.

Os espíritos nos lembram que muitas vezes deixamos de ver o mundo e a vida como os presentes que são. Nos perde­mos em queixas, brigas e remorsos. Esquecemos de ver o riso e a beleza que às vezes se ocultam, mas ainda estão lá. Elas lembraram a mim, eu lembro a vocês. Sempre have­rá pessoas nos atrapalhando e tentando tornar a vida alheia mais sem cor, sem graça e mais difícil. Cabe a você permi­tir que consigam ou não. Aprenda isso e, não importa o que você tenha feito em outras encarnações, estará fazen­do bom uso desta.

Por Eddie Van Feu
A partir de artigo de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.
Extraído da série "
Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

"NÃO SEI O QUE FAZER PARA MUDAR MINHA VIDA"

"Estou precisando muito de orientações, um caminho certo a seguir... Desde os meus 15 anos me envolvi com uma pessoa muito carente, porém seus caminhos não são muito certos.Temos uma ligação muito forte. Infelizmente ele fez o que não devia e acabou sendo preso, passei 6 anos (dos 19 ate os 24) visitando ele, conversando, mostrando que ele poderia ser uma pessoa diferente .. E ele acreditou em mim. No final de 2006 quando voltei de uma visita feita a ele, não consegui entrar em casa, as portas estavam fechadas e minha família não me deixou entrar... Acabei indo morar de favor com uma amiga, então resolvi alugar uma casa e morar sozinha. No final de 2007 ele saiu e veio morar comigo, outra pessoa, estava muito feliz, outra cabeça, decidido a mudar de vida... Foi duro a batalha por emprego, nessa época estava de ferias e durante 1 mês consegui ajuda-lo a percorrer o caminho da procura por emprego, como era apenas eu trabalhando passávamos um pouco apertado, mas íamos seguindo, ate que ele conseguiu um emprego, mas foi demitido. Passados 4 meses ele já estava se desesperando para arrumar emprego. Foi quando eu comecei a mudar, devido ao desgaste do dia a dia fui perdendo a paciência por qualquer coisa, (...) acabei humilhando ele muito em palavras "Dizendo que ele dependia de mim"... Não era eu sabe? No mês seguinte ele começou a conhecer novas amizades, que abriram as portas para ele voltar a vida antiga que levava, infelizmente sempre a única coisa que ele soube fazer...Ele me escondeu durante alguns meses, acabei descobrindo e brigamos feio... Ele está sofrendo, vejo em seu semblante e eu também... Já não consigo mais trabalhar, estou afastada do serviço a 4 meses, me tratando, não tenho mais ânimo para nada e não sei o que fazer para mudar toda essa situação, peço a Deus todos os dias e para os bons espíritos para me orientarem. PS: minha família ainda não aceita, moramos a mais de 1 ano juntos e eles não sabem, tenho medo de contar, de decepcionar as pessoas, da reação das pessoas, mas também não quero abrir mão dele, eu o amo e sinto que tenho algo inacabado com ele, algo que preciso concluir..." - T.N.

Sabe, crescemos na maioria das vezes, ouvindo que a família é a única instituição criada por Deus. E num dado momento, mais cedo ou mais tarde, nos perguntamos: "Ora, se Deus é perfeito, santo, paz, amor e alegria, por quê tantas famílias, que deveriam ser instituições de paz, amor, carinho, fraternidade, são na maioria das vezes o foco dos nossos maiores problemas?"

Como bem acentuado pela jornalista Marcela Melo, no filme “Casamento Grego”, podemos ver claramente isso. A personagem principal, cuja característica apresentada é totalmente inversa à de sua família, se vê numa enroscada quando tem que apresentar o primeiro e único namorado à parentela que é totalmente unida, mas, possui seus traços que para ela nada condizem com sua realidade de vida. Pessoas escandalosas, desequilibradas, um tanto quanto loucas talvez.

Quem nunca passou uma situação semelhante? Somos seres humanos, e temos neuroses; e isso já foi comprovado pelo Ministério da Saúde. Mas mesmo assim, não admitimos, não acreditamos, e seria interessante cuidarmos disso, e o quanto antes melhor!

O interessante de toda essa história, é que somos capazes de compreender, dar conselhos, e até mesmo ajudar pessoas com problemas semelhantes, mas alheios aos nossos, e quando chega nossa vez, tudo se desmorona! E vem sempre aquela perguntinha: O que fazer?? O problema certamente está em querer se ajudar e isso só depende de nós. O grande golpe de mestre, é se desligar de todas as dependências e co- dependências que muitas vezes carregamos das nossas famílias e não queremos nos desprender. Muitas vezes nem nos damos conta disso. E inconscientemente tudo isso vira parte de nós. Ficam enraizados!

O ideal é nos conscientizar que cada ser humano é único no mundo e a nossa felicidade é individual. Não devemos, aliás, não podemos depender do outro para ser feliz, mas sim e somente de nós mesmos. De nos querer bem, nos amar incondicionalmente e nos permitir ou até mesmo nos obrigar a nos fazer felizes!

Outro cuidado importante é não sair de toda essa guerra e levar todas as neuroses familiares e problemas criados ao longo dos anos para os nossos relacionamentos futuros ou para nossa vida pessoal, pois como falamos, somos únicos, e encontraremos , claro, se quisermos, nossa maneira saudável e equilibrada de viver, se quisermos.

É óbvio que existem famílias ótimas, lares quase perfeitos, verdadeiros portos seguros, onde se pode viver equilibradamente, ter paz e muita alegria. Mas qual é o segredo dessas famílias? Nota-se que 90% dessas famílias, ou mais, vem de casamentos baseados em sinceridade, amor, cumplicidade. A criação dos filhos é feita a dois mesmo. O Casal assume a posição de um só. Ambos participam de tudo e em tudo estão unidos na mesma opinião cedendo e compreendendo. Não existe competitividade em nenhum ângulo. São relacionamentos desenvolvidos à base de conversas, diálogos abertos, carinho, troca, e apoio mútuo..

Existem sim, os problemas, afinal de contas, nunca viveremos sem eles, mas acredite: Podemos viver com nossos problemas do dia a dia sem deixar que ele nos domine. Vamos nos permitir ser felizes em nossas próprias casas, com nossas famílias, deixando que os problemas venham sim. Vamos ajudar, compartilhar, mas nunca deixar que eles nos dominem, pois somos, cada um nesse universo, responsável pela nossa própria felicidade e temos o direito de achá-la, onde quer que ela esteja. Deixemos que a paz, o amor e a compreensão sejam bases sólidas para nosso relacionamento familiar hoje e sempre.

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

CUIDEMOS DE NOSSAS FERIDAS

"É com o coração cheio de esperança que começo a escrever este e-mail. Meu nome é Ana. No dia 14 de abril de 2007, fomos abençoados por Deus por um presente Divino, chegava a Terra nosso anjinho Raphael, foram noves meses de imensa felicidade, amor, alegria e tudo era perfeito... Até que no dia 26 de janeiro de 2008, toda essa alegria desapareceu em frações de segundos, em um sábado um moço de apenas 18 anos, com poucos meses de carta, subiu em cima da calçada onde estava eu, meu esposo e o Raphael em seus abraços, o carro pegou os dois por traz e não deu tempo nem de ver direito o que tinha acontecido, quando me dei conta, vi meu filho, meu anjinho, de apenas nove meses ter a sua vida interrompida por uma imprudência, peguei ele do chão, pedi a Deus que não o tirasse de mim, mas ele não resistiu, faleceu momentos depois no Hospital....Meu esposo depois de algumas cirurgias e de alguns dias internados, hoje, apesar das sequelas, está bem, estamos bem na medida do possível... É dicifil escrever sem chorar...é dificil não sentir saudades, mas sabemos que apesar de tudo, ele está bem no plano espiritual, mas a dor da saudade é tanta, que as vezes a revolta bate em nossos pensamentos e corações.... Sei que Deus em Sua bondade infinita, é perfeito em todas as decisões e não quer o sofrimento de seus filhos... Peço que se puderem, se for possivel, digam ao nosso filho amado é quanto ele é importante para nós, não foi, é e sempre será o nosso pirulito (era assim que o chamavamos) e que se Deus um dia permitir estarei com ele novamente nos meus braços quando deixar este corpo que abriga esta alma cheia de saudades.....
Filho: Te amaremos eternamente!!!!"
( Ana )

Ana, o Blog Partida e Chegada tem o objetivo de, na medida do possível, esclarecer, levar alento e ajudar pessoas que tiveram alguma perda, mas que crêem que há vida após a morte.

Sinto muito por tudo o que passou, bem como pelo que sua família está passando ainda; mas nesta vida, a gente passa por muitas provações e nem todas nos parecem justas.
Sempre nos perguntamos... "por quê comigo?"

Mas também... porque não com a gente? Somos todos iguais e nós espíritas que acreditamos em reencarnação, em débitos desta e outras vidas, acreditamos também que para quitar tais débitos, voltamos e passamos por provações. Se pudéssemos nos lembrar do que fizemos, talvez entenderíamos melhor o que nos acontece hoje. Mas, por outro lado, não nos valeria de nada, afinal, não haveria evolução alguma.

Perder alguém que se ama é muito, muito dolorido e essa dor se mostra mais ou menos aguda dependendo da estreita ligação entre nós e quem partiu. O choro não é proibido nem ruim, contanto que seja sincero e que se dê apenas por saudade. O que não pode acontecer, é chorarmos de revolta, achando que foi injusto, que Deus não é bom. Deus é justo e bom. E por isso mesmo nos dá a possibilidade de voltar e reparar erros. E nos dá a oportunidade de nos reencontrarmos com as pessoas que amamos. Mas, precisamos ter calma, paciência, resignação e encarar a vida como uma prova. Não estamos aqui à toa. Todos nós temos um porque. Tentemos pensar nas lembranças boas...

Quanto à psicografia, via de regra, espíritos jovens ainda não estão em condições ou, talvez, ainda não tenham permissão para tal. Mas o mais importante é que estejam bem, amparados e conscientes de seu novo estado. Quanto a nós, temos nosso caminho e as perdas e dores fazem parte dele.

Gostariamos de ajudar, a despeito de nossas imensas limitações. Queremos e esperamos que os pais se sintam melhor e que o que estão sentindo abrande com o tempo... Que consigam ver a importância de quem ficou neste plano para aqueles que partiram.

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segunda-feira, 30 de março de 2009

CRIANÇAS ÍNDIGO, CATÁSTROFES E OS ESPÍRITAS

"Minha cunhada começou a estudar e a frequentar um centro kardcista de São Paulo, fui algumas vezes com ela, mas não consegui criar afinidade. Essa mesma cunhada me procurou esse domingo, me dizendo que foi convocada para uma reunião com todos os trabalhadores do centro. Essa reunião foi presidida pelo mentor espiritual da casa e o motivo dessa convocação era para informar de uma catástrofe que estava prevista para 2013, mas que será antecipada para 2010. Achei muito estranhos os dados que ela me passou, e a proporção da tragédia também, achei tudo meio fantasioso. Me fez refletir sobre o assunto e perguntei, para que então os espíritos estariam passando uma informação, se ela disse, que eles já a dão como irreversível. Ela me disse que o tal mentor, disse, que nós aqui da terra estamos atrapalhando o desenvolvimento de outros planetas e que por isso ocorreria uma tragédia que se abateria por toda a costa brasileira e outros continentes. Já ouvi especulações e previsões sobre o mesmo assunto, para anos diferentes, mas nunca assim transmitida por um centro.
Ela me falou que o próprio mentor disse que é de conhecimento de outros centros essa informação e então decidi me informar. A.O.
Embora não seja adepto de polêmicas tão caras ao meio espírita, a mensagem de nossa leitora A.O. e outros visitantes, tratando do mesmo tema, me obriga a fazer algumas ponderações. As chamadas previsões a que se refere surgiram no meio espírita há alguns anos e vem se espalhando como um e-mail viral, apoiado em meias verdades e muita fantasia. Trata-se de um “que” de fanatismo ão e muito de falta de bom-senso ou estudo crítico, caracteres fundamentais do Espiritismo defendido por Kardec e que é a corrente com a qual me identifico e defendo. Tais males, comuns a diversas religiões, manteve-se afastado do Espiritismo, mas invadiu as mentes com força a partir do momento em que as divergências na doutrina fizeram surgir grupos tão ímpares.

Estas “previsões” não são nenhuma novidade e tais eventos têm sido previstos e estudados há séculos por diversos grupos espiritualistas. Mas agora eles têm sido anunciados por espíritos supostamente confiáveis. Resumindo, o que dizem é que o planeta passará por mudanças incríveis nunca vistas antes. Dizem que a geografia do planeta passará por profundas alterações. As pessoas terão maior tendência para o espiritual e para a mediunidade. Espíritos mais perfeitos já começam a encarnar em nosso meio (a polêmica das “crianças índigo”). Espíritos retardatários que não aproveitarem bem sua última encarnação, terão que encarnar em planeta inferior à Terra. A própria física conhecida sofrerá mudanças. Isso para resumir o que tem sido falado a respeito.

Isto não passa de uma verdade parcial e que resume-se à ciranda de evolução do ser humano e do próprio planeta. Todos nós nascemos e renascemos para aprender e evoluir e, sendo a Terra nossa residência, evidentemente também passará por reformas e melhorias. Nada de anormal. Nesta esteira, surgem, como sempre os vanguardistas que gostam de propagandear “novos conhecimentos” e os inevitáveis e indesejáveis “gurus”, que aproveitam-se de maneira consciente ou não do interesse e do pânico gerados.

Um deles chama-se Albertino Saloio, um suposto médium português de Figueira da Foz e que apresenta-se como “parapsicólogo” e “profeta do século 21”. Desde 2005, ele vem divulgando previsões e fundando suas idéias em uma série de tragédias pinçadas aqui e ali (ataque às Torres Gêmeas, tsunamis e os grandes incêndios) e que, a seu entender, justificariam novas e inevitáveis catástrofes. Segundo ele, o mundo está “convalescente” e “a ganância do lucro dum capitalismo neoliberal, a ganância das forças do mal”, levarão ao que chama de “novo holocausto”. Segundo a “Mãe Diná de Portugal”, “meteoritos ou outros corpos celestes” se chocarão com a Terra e haverá “tremores de terra, ondas gigantes, a partir do ano 2010, para terem uma melhoria a partir do ano 2016”. Mas adverte : “ninguém espere bons tempos durante estes anos que ainda faltam”.

Confuso, junta às suas previsões o discurso moralista da existência da Aids como “castigo” de Deus e tem coragem de incluir neste impensável balaio de desgraças até mesmo a “gripe aviária” que atingiu a China há pouco mais de quatro anos. Por aí vai seu pensamento irresponsável, mas sequer vale a pena reproduzi-lo...

Pena, no entanto, que não seja único. Na Rússia, um jovem chamado Boriska, um reconhecido superdotado, passou a ser encarado como um ser especial, capaz de antecipar o futuro, curiosamente recheado de desgraças. Ele nasceu na cidade de Volzhskii num hospital suburbano, embora oficialmente, com base nos documentos oficias, a sua terra natal é a cidade de Zhirnovsk, na região de Volgogrado. Seu aniversário é 11 de janeiro de 1996. O menino possui uma memória excepcional e uma incrível capacidade para captar novas informações. Contudo, os seus pais logo notaram que seu filho estava adquirindo esses informações inéditas, de algum outro lugar …

Foi então que Boriska disse sobre sua “vida anterior” em Marte, sobre o fato de que o planeta foi, de fato, habitada, mas como resultado das mais poderosas e destrutivas catástrofe, perdera sua atmosfera e que hoje todos os seus habitantes tiveram de viver em cidades subterrâneas. Interessantemente, Boriska acha que agora finalmente chegou o tempo para que os “seres especiais” nasçam na Terra. “O renascimento do planeta se aproxima. Novos conhecimentos virão em grande quantidade, trazendo uma mentalidade diferente para os terráqueos.” E suas previsões são de que “os pólos vão se inverter” . A primeira grande catástrofe com um dos continentes aconteceria em 2009. Próxima em 2013 e será ainda mais devastadora.

Para outros arautos do catastrofismo há uma notória insatisfação de "Deus" com a resistência ao evangelho cristão e, para punir os incrédulos, haverá o desaparecimento de bebês e crianças, provocando um caos mundial. Em 1991, Bill Lambert, diretor da Casa da Teosofia da Nova Inglaterra (EUA), afirmou que este evento será necessário para a evolução do planeta. Acidentes ocorrerão nas ruas e nas estradas, nas ferrovias, na aviação, nos portos etc. Tal como ocorreu no dia 11/09/2001 quando o World Trade Center foi alvo do maior atentado terrorista da história.

O progresso de todos os seres da criação é o objetivo de tudo que acontece. Tenhamos a consciência aberta ao bom-senso e procuremos entender o mundo à nossa volta, cientes de que a solidariedade é o verdadeiro laço social, não só para o presente, mas, como está em "Obras Póstumas" (Kardec), "estende-se ao passado e ao futuro, pois que os mesmos indivíduos se encontram e se encontrarão para juntos seguirem as vias do progresso, prestando mútuo concurso. Eis o que faz compreender o Espiritismo pela eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres". Ou seja, a vida é feita de dificuldades, alegrias e provações, tudo no intuito da evolução e o simples aniquilamento de pessoas não me parece a melhor maneira de conseguir a melhoria do caráter do ser humano. Eu, você e Deus bem sabemos disso. Pena que alguns dirigentes não alcancem tal entendimento.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

DEUS FALOU COMIGO PELA INTERNET

Estou com serios problemas com meu filho mais velho... e neste dia me encontro com o coração pesado, por todo o dia... Não estava conseguindo orar e nem pedir a Deus que me ajude e me dê forças pra seguir na minha luta aqui nesta Terra. Então, com a alma pesada e envolta em confusão e sem saber que atitude tomar, escrevi no Google... (vejam vocês, que ingenuidade a minha! Buscar o Mestre no Google).

Mas Ele sentiu que essa foi a única forma que eu encontrei diante do meu desespero de pedir sua ajuda e , de forma clara, "falou comigo". Nossa gente!!! Ele poderia simplesmente não responder nada! Calar-se, pois essa não é a maneira mais adequada de se pedir a Sua Bendita ajuda e muito menos conversar com Ele. Mas como Deus me ama e muito, Ele veio até mim imediatamente, quando digitei: "quero falar com Deus".

Surgiu diante de meus olhos tristes e desanimados a seguinte mensagem, a qual transcrevo abaixo, exatamente, como me veio. Uma resposta clara a todas as minhas angustias e preocupações nesta tenebrosa semana.

Por que te confundes e te agitas diante dos problemas da vida?
Deixe que eu cuide de todas as tuas coisas e tudo será melhor. Quando você se entregar a mim, tudo se resolverá com tranqüilidade segundo meus desígnios.Não te desespere, não me dirija uma oração agitada, como se quisesse exigir o cumprimento dos teus desejos.
Evite as preocupações, as angústias e os pensamentos sobre o que pode acontecer depois.
Não queira mudar os meus planos, querendo impor suas idéias. Repouse em mim e deixe minhas mãos tocarem no seu coração.
O que mais te causa danos são suas razões, suas próprias idéias e você querer resolver as coisas a sua maneira. Se te parecer que as coisas pioram ou se complicam apesar de tua oração, siga confiando. Feche os olhos da alma e confia. Mesmo que a dor seja tão forte, a ponto de derramar lágrimas. Estarei com você e com a sua família em todos os momentos. Coloque todas as suas tristezas em minhas mãos. Nunca desistirei de você... Não tenhas medo... Me dê a tua mão...

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domingo, 1 de fevereiro de 2009

PEDIDO DE SOCORRO DE UMA MÃE...

"Não sei nem bem como começar esta mensagem, que é mais um pedido de socorro de uma mãe desesperada com a perda de sua filha querida. Moro em Niterói (RJ) e há dois anos (em 25/11/2006) perdi minha filha Maria Stella Ferreira Guimarães, falecida sete dias depois de completar 38 anos de idade (18/11/2006), no Hospital Espanhol (Rio de Janeiro), após um sofrimento intenso que já perdurava desde 2004, quando foi descoberto um câncer no peritoneo. Minha filha era linda, querida e uma guerreira, exemplo de abnegação e coragem. Fiquei quase louca e até hoje ainda estou sob tratamento psiquiátrico (depressão profunda). Choro desesperadamente o tempo todo sem conseguir me controlar. Tento entrar em contato com ela mas nada consigo. São inúteis todas as tentativas de vê-la (mesmo que seja em sonho), ou receber uma mensagem dizendo como se encontra. É terrível para mim essa ausência de contato. Sinto que eu vou morrer se não receber uma mensagem dela. Pelo amor de Deus, quem puder fazer essa caridade por mim... Creio que o único meio de me conformar é ter uma notícia dela". Maria Lúcia (Mensagem da Rede de Amigos Partida e Chegada)

Sei que a dor abate sobre seu coração pela perda de sua filha, que a morte arrebatou. Mas não se extinguiu, simplesmente prosseguiu em outra dimensão. Pedes notícias dela, seja através dos sonhos ou por carta psicografada para acalmar sua dor. Mas nem sempre isto é possível, pois cada um tem seu momento ou mesmo permissão para entrar em contato conosco. Podendo levar anos ou segundos, dependendo do fortalecimento do espírito que desencarnou, de suas conquistas morais e espirituais e, também, de nossas dores que os afetam tanto podendo até mesmo desestruturá-los em sua nova vida. Por isto mesmo precisam de permissão dos espíritos superiores para se comunicarem conosco.


A morte não existe, sua filha apenas mudou de estado (encarnada para desencarnada) e você sabe que irá encontrá-la novamente, portanto não se desespere e não lhe dê o desgosto de vê-la somente triste. É natural o desespero, a dor profunda de saber que não compartilharás da sua convivência, do seu afeto e do relacionamento abençoado que vocês tiveram..

Ao invés do desespero, acalma-te e envolve sua filha em lembranças de carinho, amor e orações consoladoras, que as receberá reconfortando e acalmando suas angústias e as dores que por acaso ainda possa experimentar. Assim, logo que possível, poderá receber permissão para visitar-te, acalmando você ainda mais e lhe sendo eternamente grata pelo seu amor e compreensão nos desígnios de Deus.

Sua filha nos momentos de sua doença foi corajosa e digna, lutou até o fim sem reclamar de Deus os seus sofrimentos do corpo, pois naquela hora estava amparada por espíritos superiores e principalmente Deus que lhe dava forças para suportar suas provas, elevando seu espírito à uma esfera divina acalmando-a e renovando sua paz interior. Acalma-te o espírito com a oração e com a certeza que no momento oportuno Deus permitirá que ela se comunique com você de alguma maneira, pois o seu desespero é angustiante para ela e, portanto, prejudicial ao seu progresso espiritual. Notícias, tens dela a todo instante, quando pensas nela com o seu carinho, seu amor de mãe, sabendo que neste instante de alguma forma ela está com você, mesmo que seja só dentro de seu coração.

O que para mim é o mais importante, o amor que ambas tem uma para com a outra no coração da alma. Não sei se fiz bem ao te escrever assim, mas algo em mim pediu que o fizesse, pois nunca escrevi a ninguém, nem mesmo para consolar da dor. A vontade interior neste momento falou mais alto e fiz o que meu coração pediu, desculpe-me se falei algo que não te ajudou, mas espero sinceramente que Deus lhe ajude a superar esta dor, a qual sei que é imensa e só o tempo diminuirá, mas não acabará aqui, somente quando se reencontrarem. Que a paz esteja contigo amiga.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

MORTE NÃO INTERROMPE A VIDA


Gostaria de saber se após a morte, o espírito pode nos ver. Perdi um parente querido e sinto muito a sua falta. Há como receber alguma mensagem?

A diversidade de situações é muito grande, portanto o acesso do parente ao meio material dependerá de muitas variáveis difíceis de antecipar. Entre essas variáveis pode estar o tempo e a habilidade dele em visitar brevemente o meio material e manter sua capacidade de não se desequilibrar.

Em alguns casos, é comum que o espírito não se dê conta de que desencarnou. Há situações em que o desencarnado fica um bom tempo adormecido e isolado das frequências mentais da Terra para evitar que receba a angústia da família, pois isto só aumentaria seu sofrimento. É muito importante compreender que a morte do corpo interrompe a trajetória do ser, mas não interrompe sua vida ou sua história.

Procure enviar pensamentos bons e estudar um pouco sobre a vida, as leis e o significado da vida É importante que você reconstrua sua serenidade e conduza sua vida no sentido de aproveitar bem o seu tempo na Terra (Ser Espírita, n. 1, pág. 22).

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sábado, 10 de janeiro de 2009

A FELICIDADE POSSÍVEL


"Eu estava lendo um artigo do Angel Blog (Vende-se tudo), que falava de pessoas que iriam se mudar de um país para outro e tiveram que se desfazer de tudo o que tinham de material. Mas na vida o que vale é o que se leva no coração,os sentimentos, o bem que se faz para os outros e para si.
Estava pensando em tudo isso (e na minha vida). Que tive um marido maravilhoso um companheiro, um amigo... Mais não sei se fiz tudo que eu poderia fazer por este amor. Agora que não tenho mais ele acho que não falei tudo o que queria ter falado. Do quanto o amava e amo e o quanto ele era importante para mim. Como é a vida... Precisa acontecer certas coisas para que a gente dê valor para o que se tem de mais precioso: um grande amor. Eu posso disser que fui muito feliz e que amei e fui muito amada, só que deveria ter demonstrado muito mais o que senti por essa pessoa. Sempre fica um ponto de interrogação. Será que deveria ter feito mais, ter curtido mais, ter falado mais o que sentia? Fique com Deus meu amor um dia vamos nos encontrar."
Giselda

Os relacionamentos são a experiência mais importante de nossa vida. Sem eles, não somos nada. Isso porque nós só sabemos quem somos quando nos relacionamos com alguém. Felizmente, não há um sequer de nós que não tenha um relacionamento. Tudo que sabemos e experimentamos a respeito de nós mesmos vem através de nossos relacionamentos, que são essenciais para nossa felicidade. Bem por isto, o escritor Neale Donald Walsch (autor de "Conversando com Deus"), disse que "todos os relacionamentos são sagrados". E explica: "Em algum lugar, bem dentro de nosso coração e de nossa alma, sabemos disso. Daí em nosso imenso desejo de multiplicar os relacionamentos e de que tenham significado". E não entendemos porque temos tantos problemas nas relações.

Mas, via de regra, os conflitos resultam das dificuldades de dar importância ao outro, utilizando o conceito romântico, mas absolutamente realista e necessário, de que "somos um só". Falo da imensas possibilidades de um relacionamento feliz, sincero, cúmplice, companheiro... Algo que, como no depoimento acima, por vezes só percebemos quando já não mais o temos.

Por isto, espero que possamos (todos) aprender mais sobre as relações e melhorá-las. Espero que todos nos lembremos de como amar. Já soubemos como amar. Sabíamos como viver sem expectativa, sem medo, sem necessidade de dominar o outro ou de ser superior a ele. Se conseguirmos retornar a essa condição, poderemos curar nossas vidas, curar nosso verdadeiro amor e conhecer a felicidade possível.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PSICOGRAFIA : A RESPOSTA QUANDO PRECISAMOS

Recebo com alegria as manifestações de carinho e, principalmente, de agradecimento, mas me sinto na obrigação de, uma vez mais, esclarecer o papel e as imensas limitações de nosso espaço. Primeiramente, embora não seja uma página pessoal, acabo sendo identificado como único responsável pela eventual ajuda que buscamos dar às pessoas feridas pela dor da perda. Erroneamente, para alguns, pode ficar a impressão de que podemos mais do que nossa restrita vontade de auxiliar; que somos melhores do que parecemos ou que haja qualquer tipo de auto-promoção. Como já tive oportunidade de escrever aqui, na Comunidade no Orkut e em e-mails de resposta, não sou médium. Faço parte de um grupo de médiuns que se reúne em duas casas e que, eventualmente, faz psicografias, em complemento ao trabalho de assistência material e espiritual. E, na verdade, sou o único do grupo que não possui qualquer sensibilidade mediúnica : não vejo, não sinto, não tenho qualquer intuição.

Não tenho "poderes", como dizem os leigos, ainda que Divaldo Franco defenda que somos, todos, potencialmente sensitivos. Tenho apenas fé, uma fé tranqüila e inquebrantável, que me sustenta e acho que me possibilita ajudar de alguma maneira. Talvez justamente por não ter qualquer envolvimento mediúnico tenha me incumbido (ou me incumbiram) de realizar este trabalho de divulgação das mensagens, de esclarecimento e de buscar confortar as pessoas.

Por isto criamos o Blog Partida e Chegada e uma Comunidade no Orkut, onde divulgamos psicografias, artigos e reportagens sobre o espiritismo; derivando para nosso Grupo no Yahoo e, recentemente, a nossa Rede de Amigos. Como demonstram os números, tem sido possível fazer algo efetivo, mas, com realismo, ainda longe do que gostaríamos e imensamente o oposto da enorme expectativa dos que nos escrevem. Como já ressaltamos inúmeras vezes, as comunicações mediúnicas são limitadas às condições dos espíritos que se foram, de seus familiares e das circunstâncias de vida e de desencarne de cada um. Não existe uma regra rígida para que ocorram e, embora possa parecer contraditório, esta é uma medida exata da justiça de Deus.

Portanto, espero que considerem eventuais mensagens psicografadas aqui reproduzidas como meras amostragens de situações, muitas das vezes, semelhantes às suas; instrumentos de consolo e de comprovação da vida após a morte. Não procurem tal elo como um fim em si mesmo ou mera satisfação de uma curiosidade. Vejamos, todos, em cada texto, seu sentido único, pois a morte também faz parte do sentido da vida e as respostas das quais precisamos nem sempre estão disponíveis quando queremos; mas sim quando precisamos.

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