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quarta-feira, 29 de julho de 2009

PINTOR CEGO CONFRONTA CIÊNCIA E MISTÉRIO DA VIDA



O jornalista Milton R. Medran Moreira trouxe, na edição impressa do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), um artigo interessante, propondo uma interpretação filosófico-espírita para o fenômeno do pintor turco cego nascença, Esref Armagan. A história, revelada pela Discovery Channel, vem de Ankara, a Turquia, país no qual Esref nasceu cego, há 53 anos, e onde é comparado ao arquiteto Filippo Brunelleschi, por dominar a difícil arte da perspectiva. Ele pinta casas, barcos, pássaros e borboletas, embora ele nunca tenha visto de fato quaisquer destas coisas. Ele pinta com cores vivas, embora jamais tenha visto cor, luz ou sombra. Durante os anos, Armagan desenvolveu os próprios métodos dele por criar a arte e ninguém o ensinou ou descreveu que técnicas para usar. Ele começou com lápis e antes dos 18 anos estava pintando com os dedos, primeiro em papel e depois em telas comuns. Hoje em dia, ele trabalha principalmente com acrílico de secagem rápida.

Depois de exibir seu trabalho em mais de vinte exposições na Turquia, Holanda, a República Tcheca e China, Armagan surpreende os estudiosos ao colocar em xeque nosso conhecimento de quanto as pessoas cegas podem entender sobre nosso plano visual. O psicólogo John Kennedy, diretor de Ciências de Vida na Universidade de Toronto, pesquisa a psicologia de percepção e cognição em pessoas cegas, e submeteu o artista a bateria de testes nos quais ele puxou uma série de objetos sólidos, inclusive um cubo em perspectiva. Testes adicionais, no laboratório de Neuroscience de Universidade de Harvard, demonstraram que Armagan misteriosamente ativou seu córtex visual, recrutando-o através de outros sentidos. Como último desafio, o médico levou o pintor à Itália para confrontá-lo com a obra-prima da perspectiva de Brunelleschi, o Batistério de Florença. E Armagan novamente surpreendeu, reproduzindo com outros sentidos (e em perspectiva), as formas do prédio à sua frente, que jamais viu, mas que "visualizou" somente por meio de uma maquete.

Esta história surpreendente revela que o cérebro tem o potencial para se adaptar, de acordo com as necessidades individuais. A habilidade do cérebro para reorganizar suas funções baseado em informação nova e experiências estão definidas como plasticidade de neural.
Pois é nesta perspectiva que entra a análise de Milton Medran, que explica o fenônemo a partir de uma frase conhada por Aristóteles : "nada está no intelecto que não tenha primeiro passado pelos sentidos". Ou seja: é pela visão, pelo tato, pelos sentidos corporais, enfim, que adquirimos o conhecimento. Sem experienciar, nada aprendemos. E é assim que nasceu a arte de Armagan, que toca nas flores, nas plantas, nas pessoas e, depois, reproduze-as.

Para o jornalista, porém, "o pintor que nasceu sem os olhos nem sempre teria sido cego. Sua alma, antes de aprisionar-se ao corpo, percebera e retivera as imagens que hoje pinta mesmo sem as ver. Para os neurocientistas, no entanto, há um campo no cérebro onde se formam as imagens captadas pela visão. Quem não enxerga, como Esref, pode suprir isso com os outros sentidos, especialmente o tato, formando, naquela mesma área cerebral, as imagens que consegue reproduzir em tintas com seu pincel".

Minton Medran, que também é diretor de Comunicação Social do "Centro Cultural Espírita de Porto Alegre", conclui que o mistério por trás do "inexplicado" encontra justificativa na lei das vidas sucessivas e pelas reminiscências que delas guarda a alma ou espírito. "Uma lei em tudo racional, capaz de interpretar o fenômeno Esref. Mas para aceitá-la será preciso enfrentar dois dogmas da pós-modernidade: o de que a alma não existe, e o de que se, vá lá, possa existir, é coisa que deve ser aprisionada no quarto escuro do mistério e da fé", finaliza.

Marcos Grignolli

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

PESQUISADORES INGLESES INVESTIGAM EQM


Pesquisadores estão empregando técnicas engenhosas para solucionar o mistério da experiência de quase-morte (EQM). Seria realidade ou pura imaginação? Um hospital britânico se equipou com aparelhos eficazes para testar pessoas dadas como clinicamente mortas, mas que voltam à vida. Um cientista francês também desenvolveu um método próprio. Reportagem da AFP.

Artigos relacionados:
EQM : Explicações da ciência sobre a morte
O mistério da experiência fora do corpo


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domingo, 19 de julho de 2009

EQM : EXPLICAÇÕES DA CIÊNCIA SOBRE A MORTE

Em 1991, Pam Reynolds, moradora de Atlanta, Georgia, teve uma experiência de quase morte (EQM). Reynolds se submeteu a uma cirurgia de aneurisma cerebral e o procedimento exigiu que os médicos drenassem todo o sangue de seu cérebro. Ela foi mantida literalmente com morte cerebral pela equipe médica durante 45 minutos. Apesar de ter estado clinicamente morta, quando foi ressuscitada ela descreveu coisas incríveis. Relatou experiências que teve enquanto estava morta, como conversar com parentes mortos. O mais surpreendente de tudo é que Reynolds conseguiu descrever aspectos do procedimento cirúrgico, como a serra de ossos usada para remover parte de seu crânio (em inglês) [fonte: Parker (em inglês)].

O que é extraordinário (embora não seja único) no caso de Reynolds é que se trata de uma combinação de experiência de quase morte e experiência fora do corpo (EFC). A ciência também progrediu na explicação desses estranhos fenômenos. Dois estudos sobre esses dois aspectos da experiência de Reynolds aconteceram em 2007. Cada um parece explicar como uma pessoa pode ter uma EQM, mas explicam experiências como as de Reynolds?

Near-death experiences
Courtesy StockXchng
Estima-se que aproximadamente 18% das
pessoas que ressuscitaram depois de ataques
cardíacos relataram experiências de quase morte

Aproximadamente 18% das pessoas trazidas novamente da morte após um ataque cardíaco disseram ter tido uma EQM [fonte: Time (em inglês)]. Muitos religiosos podem não se surpreender com essas descrições, mas a idéia de que a consciência e o corpo humano existem separadamente intriga a ciência. Uma pessoa com morte cerebral não deveria ser capaz de formar novas memórias - ela não deveria ter nenhum tipo de consciência, na verdade. Então, como pode algo além da metafísica explicar as EQMs?

Um estudo da Universidade de Kentucky rapidamente ganhou território entre os cientistas como possivelmente a melhor explicação para as EQMs. Os pesquisadores dessa universidade teorizaram que o misterioso fenômeno é, na verdade, um exemplo de disfunção do sono, invasão de movimento rápido dos olhos ou invasão MRO. Nesse distúrbio, a mente de uma pessoa pode acordar antes de seu corpo, tendo alucinações e a sensação de estar fisicamente solta do corpo.

Os pesquisadores de Kentucky acreditam que as EQMs são, na verdade, invasões MRO acionadas no cérebro por eventos traumáticos, como ataques cardíacos. Se isso for verdade, significa que as experiências de algumas pessoas após a quase morte são uma confusão por terem entrado rápida e inesperadamente em um estado de sonho.

Essa teoria ajuda a explicar o que sempre foi um aspecto complicado sobre as EQMs: como as pessoas podem experienciar visões e sons depois de confirmada a morte cerebral? A área em que a invasão MRO é acionada fica no tronco cerebral - região que controla a maioria das funções básicas do corpo - e ela pode funcionar independentemente da parte superior do cérebro. Então, mesmo depois de as partes superiores do cérebro terem morrido, o tronco cerebral pode continuar funcionando e a invasão MRO ainda pode acontecer [fonte: BBC (em inglês)].

Essa parece ser uma boa explicação para as EQMs, mas e as EFCs? Elas são a mesma coisa? Leia a próxima seção para descobrir as diferenças entre as experiências de quase morte e as experiências fora do corpo.

Josh Clark. "HowStuffWorks - A ciência explica a vida após a morte?". Publicado em 23 de outubro de 2007 (atualizado em 15 de janeiro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/ciencia-vida-apos-morte.htm (20 de julho de 2009)

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O MISTÉRIO DA EXPERIÊNCIA FORA DO CORPO

A teoria da invasão MRO para as esperiência de quase morte explica as aparentes alucinações que acompanham as EQMs, ao passo que outro aspecto continua sendo um mistério. Como uma pessoa pode ver seu corpo depois de ter morrido? Embora as experiências fora do corpo tenham sido, algumas vezes, relatadas como parte de experiências de quase morte, elas também podem acontecer sozinhas, indicando que são diferentes das EQMs.

Life after death
Foto cedida Dreamstme
Uma pesquisa mostra que diferentes partes
do cérebro podem ser responsáveis pelas experiências fora do corpo e pelas experiências de quase morte

Isso foi descoberto em uma pesquisa quase acidental. Para descobrir a causa dos ataques epiléticos (em inglês) de uma paciente de 43 anos, o neurologista suíço Olaf Blanke fez um teste de mapeamento cerebral usando eletrodos plantados no cérebro para determinar que área controlava determinadas funções. Enquanto uma região era estimulada, a mulher teve uma repentina experiência fora do corpo. Ela disse para Blanke que pôde ver seu corpo por cima [fonte: New York Times].

Blanke determinou que, ao estimular eletricamente o giro angular, uma parte da junção temporal parietal, ele poderia induzir EFCs. O que é extraordinário é que a paciente experimentou uma EFC a cada vez que seu giro angular foi arbitrariamente estimulado.

A qualquer momento o cérebro é atingido por informações. Como resultado, ficamos insensíveis às visões e sons em nosso redor, como o zumbido de uma lâmpada fluorescente. A junção temporal parietal (JTP) é responsável pela classificação e organização dessas informações em um pacote coerente.

A JTP também é a região que controla a compreensão que temos de nosso próprio corpo e de sua situação no espaço. Blanke acredita que um problema nessa região é o que causa as EFCs. Se qualquer uma das informações que está sendo classificada pela junção temporal parietal ficar cruzada, então aparentemente podemos nos desprender dos limites de nosso corpo - mesmo que apenas por um momento.

Tanto a teoria de Blanke como a da Universidade de Kentucky explicam as EFCs e EQMs, mas e quando juntamos as duas para uma explicação para experiências como a de Pam Reynolds? Isso ainda não responde como ela e outras pessoas se viram fora de seus corpos enquanto se encontravam em estado de morte cerebral.

As EQMs podem ser um resultado da invasão MRO, ativada no tronco cerebral, mas as EFCs são controladas por uma região da parte superior do cérebro, que está clinicamente morta quando as EQMs acontecem. Além disso, parece lógico acreditar que a parte superior do cérebro ainda precisa funcionar para interpretar as sensações produzidas pela invasão MRO acionada no tronco cerebral.

Mesmo que a combinação da teoria da Universidade de Kentucky e a de Blanke não explique as EQMs, isso não significa que elas estejam erradas. Pesquisas em uma área sempre levam a atalhos em outras. Talvez descubramos que uma função orgânica pode estar por trás das EQMs.

Se a neurologia aparecer com a explicação definitiva para as EQMs, o mistério ainda pode continuar. A ciência poderia explicar o "como", deixando o "porquê" sem resposta. Descobrir uma explicação para as EQMs pode abrir uma porta para o mundo metafísico, que poderia ser muito explorada pela ciência.

Como o físico dr. Melvin Morse escreveu, "o fato de as experiências religiosas (em inglês) serem baseadas no cérebro, não diminui seu significado espiritual. Na verdade, pode-se argumentar que as descobertas de substratos neurológicos em experiências religiosas fornecem evidências de sua realidade objetiva" [fonte: Morse (em inglês)].

Josh Clark. "HowStuffWorks - A ciência explica a vida após a morte?". Publicado em 23 de outubro de 2007 (atualizado em 15 de janeiro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/ciencia-vida-apos-morte1.htm (20 de julho de 2009)

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sexta-feira, 20 de março de 2009

DOCUMENTÁRIO TRAZ IMAGENS DE ESPÍRITOS

"As pessoas que você conhecerá agora acreditam que filmaram fantasmas de verdade. Algumas imagens são estranhas, outras são perturbadoras, outras são chocantes. Mas nenhuma pode ser comprovada. Elas são reais. Decida você mesmo". Este é a introdução do documentário que disponibilizamos hoje, veiculado inicialmente pelo canal GNT, e que traz imagens curiosas sobre a aparição de espíritos em diversas partes do mundo.

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5

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quarta-feira, 4 de março de 2009

FÉ REFORÇA EFEITOS DOS MEDICAMENTOS


Os passes, a música, a fé e os medicamentos reforçam os efeitos da psicoterapia. Até a médica que dirige o departamento de psiquiatria do hospital se surpreende com os bons resultados dos tratamentos. "A espiritualidade se liga à questão do amor. Todo paciente que recebe carinho e afeto tende a responder de maneira mais pronta à terapia e ao tratamento farmacológico", avalia a psiquiatra Judite Pereira da Silva. Segundo Tadeu, a paz do ambiente e a energia que vem da espiritualidade também se encarregam de agilizar a recuperação dos doentes. "Você pega uma pessoa de surto e dois, três dias depois, ela já está voltando à normalidade, convivendo bem, se socializando. Não tem outra explicação, é essa a parte espiritual", ele acredita.

Impressionante também é como Tadeu consegue manter o hospital. A única receita certa vem do SUS para pagar os funcionários. Todas as outras despesas são pagas com doações de empresários e moradores de Araxá. Nunca faltou comida, remédio, nem conforto para os doentes.

"Eu digo que é decorrente da ajuda espiritual. A gente consulta tudo o que a gente vai fazer aqui. A gente não faz muito pela nossa cabeça. Não é nenhum fanatismo, porque sou contra o fanatismo. Mas nós temos essa obediência que sempre deu certo", conta Tadeu. Um homem simples que dedica sua vida aos doentes. José Tadeu da Silva aprendeu na infância, com a mãe, a cuidar dos desamparados. Ela morreu, mas ele continuou o seu trabalho. Hoje, Tadeu tem 47 anos e, com a ajuda da comunidade, construiu um dos maiores hospitais da região de Araxá, interior de Minas Gerais.

Segundo ele, o projeto teria vindo do mundo espiritual. São dez mil metros quadrados de área construída; quase 300 pessoas trabalhando, entre voluntários e empregados. São duas especialidades: geriatria e psiquiatria. O Ministério da Saúde supervisiona e aprova o trabalho, tanto que ajuda o hospital com recursos do SUS, o Sistema Único de Saúde.

Para os doentes mentais da região e os idosos, o hospital é o caminho da cura. No local, os males do corpo e da mente são tratados por especialistas que buscam na espiritualidade um reforço para a medicina. Esta parceria, além de abreviar os tratamentos, segundo os médicos, também tem conseguido unir várias correntes religiosas.

O pastor faz pregações na enfermaria. Duas vezes na semana, os doentes também recebem a visita de um padre. "Eu falei para o Tadeu que tinha muita vergonha dele, porque ele faz coisas que não tenho coragem de fazer, como dar banho nos doentes mais asquerosos. Pode ser que ele esteja mais perto de Deus do que eu", avalia padre José Perfeito.

Os espíritas costumam se reunir com os pacientes no jardim do hospital. Um coral formado por médiuns, enfermeiros e médicos transmite harmonia. Além de cantar, eles rezam. Em uma sessão de passes, tentam ajudar as pessoas a encontrar o equilíbrio mental. "O passe acalma o paciente", justifica Tadeu, diretor do hospital Casa do Caminho.

Pesquisas espirituais - Globo Repórter
Veja mais : íntegra do programa de março de 2003 (22/02/09)

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terça-feira, 3 de março de 2009

MEDIUNIDADE : SEGREDOS DO CÉREBRO

O grande desafio dos pesquisadores é descobrir se os espíritos se comunicam com o homem. O doutor Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, acredita que a ciência avança na busca desta explicação. Ele estudou em detalhes a glândula pineal do ser humano. Descobriu que ela carrega pequenos cristais.

Para o psiquiatra, essas pedras funcionariam como antenas na captação de mensagens de um outro plano. Observação importante: o doutor Sérgio notou, em repetidos exames de ressonância magnética, que os médiuns carregam no cérebro uma quantidade maior desses cristais.

"Não há pessoas que não tenham esses cristais. O que eu tenho observado é que há pessoas que têm uma quantidade grande desses cristais. E não depende da idade. Essas pessoas, em teses, teriam capacidade maior de seqüestrar o campo magnético", explica o doutor Sérgio Felipe.

Pesquisas espirituais - Globo Repórter
Veja mais : íntegra do programa de março de 2003 (22/02/09)
Próxima postagem : Fé e medicina

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segunda-feira, 2 de março de 2009

MEDIUNIDADE : CIÊNCIA ESTUDA FENÔMENOS

O estudo dos fenômenos era restrito às religiões. Hoje, começa a despertar interesse de algumas áreas da ciência. O Hospital das Clínicas de São Paulo criou um núcleo de estudos para tentar comprovar a interferência espiritual no nosso corpo. São psiquiatras experientes que se reúnem duas vezes ao mês para avaliar o andamento das pesquisas e trocar informações. "Existe uma resistência muito grande e muito preconceito. A existência desse grupo é justamente fazer pesquisas no sentido de comprovar esses fenômenos de uma maneira estruturada", conta o psiquiatra Franklin Ribeiro.

Uma das fontes de pesquisa do psiquiatra Franklin Ribeiro fica em um prédio de nove andares. No local, funciona a Federação Espírita de São Paulo. A federação é uma espécie de universidade espiritual. Mais de 11 mil pessoas estudam lá. São alunos da doutrina e das pesquisas sobre os fenômenos atribuídos ao espiritismo.

O doutor Franklin foi acompanhar um trabalho de desobsessão - um ritual semelhante ao que os católicos chamam de exorcismo. Muitas daquelas pessoas se dizem perseguidas por espíritos ruins, inimigos ocultos, que já morreram e que estariam perturbando os vivos. Como se livrar deles? Tarefa para os médiuns.

Em uma corrente de orações, eles cercaram a vítima e tentaram atrair o suposto obsessor. De repente, uma médium se transformou. Os que conhecem o processo explicaram que ela acabara de incorporar o espírito atormentado. Começava um trabalho de convencimento. Às vezes, segundo os especialistas da doutrina, o espírito insiste em continuar perturbando.

"O espírito que chegou estava muito ligado à moça que estava aqui. Então, não estava conseguindo se desligar, estava confusa. Estávamos convencendo a ela ir, mas ela não estava querendo ir", diz a médium e economista Mônica Lange.

O doutor Franklin assistiu a tudo com a curiosidade de um pesquisador. Mas que contribuição essas manifestações podem trazer ao mundo acadêmico da medicina? "Antigamente, qualquer manifestação religiosa e espiritual era vista pelos médicos como alguma coisa de doentia. Hoje, nós estamos podendo observar esses fenômenos e investigar. Sabemos que as pessoas que têm essas manifestações nem sempre são doentes mentais", diz o psiquiatra.

Pesquisas espirituais - Globo Repórter
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domingo, 1 de março de 2009

MEDIUNIDADE : REAÇÕES DO CÉREBRO

A equipe do Globo Repórter acompanhou o trabalho de dois especialistas: o psiquiatra Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, e o neurologista Sebastião Alvernaz, da Escola Paulista de Medicina. Eles estudam as reações de um cérebro em transe. O aparelho de eletroencefalograma, de última geração, faz o mapeamento cerebral. Para que o exame dê certo, o médium não pode ser portador de nenhuma doença psíquica, como a epilepsia, por exemplo. Os médicos só querem registrar as interferências espirituais.

O doutor Sérgio Felipe pediu ao suposto espírito incorporado no médium para emitir sinais que pudessem ser identificados no aparelho. O médium atendeu e o aparelho começou a registrar os sinais. Até os abalos musculares captados pelos sensores são pesquisados. O especialista consegue analisar cada movimento.

"Pode ser simplesmente um abalo muscular do médium, mas pode ser também que a atividade eletroencefálica tenha desencadeado esses abalos. Isso não é normal. Se você gravar uma pessoa normal, que não tenha epilepsia, ela não apresenta isso”, revela o neurologista Sebastião Alvernaz.

Segundo os pesquisadores, os resultados dos exames indicam que o transe provoca estranhas alterações no cérebro. "Há indícios de que altera, mas não é só eletroencefalograficamente. Altera ritmos cardíacos e outras funções do chamado sistema nervoso autônomo", revela o psiquiatra Sérgio Felipe.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

MEDIUNIDADE : INVASÃO DE PRIVACIDADE

Em uma casa de aparência humilde, na orla marítima de Salvador, mora uma mulher considerada um fenômeno. Telma Brito Melo teria o poder de ler pensamentos. Mais do que isso: ela seria capaz de entrar nos arquivos da nossa memória e, em segundos, revelar experiências que já vivemos, segredos que nunca revelamos.

Telma tem 45 anos e conta que na infância começou a ver e ouvir espíritos. Os pais achavam que era loucura, mas mudaram de idéia no dia em que a vidência da filha evitou uma tragédia. "Falei com meu pai que era para gente sair de casa, porque ela ia cair. No horário exato que o espírito avisou, a casa caiu", ela lembra.

Aos poucos, esse poder paranormal foi ganhando fama e surpreendendo até quem estudou muito para entender o complexo mecanismo da mente. A psiquiatra Ana Maria Fernandes se interessa tanto pelo fenômeno que chega a pedir ajuda de Telma para tratar de alguns dos seus pacientes.

O Globo Repórter acompanhou a consulta da cabeleireira Emília Alvarez. A médium Telma Brito Melo se concentrou, segurou as mãos dela e logo entrou em transe. Aí começou o fenômeno. A consciência de Emília acabara de ser invadida.

Momentos remotos da vida que a cabeleireira guardava em segredo acabaram sendo revelados. No meio da consulta, a médium começou a se coçar, irritada. Era a manifestação de uma doença que não pára de atormentar a cabeleireira.

"Sempre sinto esta coceira no mesmo lugar. É no pescoço. Já fiz tratamento e parei. Fiz exames, tomei vacinas antialérgicas. O médico diz que tenho que tomar remédio durante cinco anos. Ela falou tudo certinho, inclusive os lugares que coçam", confirma Emília.

Telma viveu os sintomas e deu uma explicação para a estranha doença de Emilia: ela acha que tudo isso é provocado por um espírito obsessivo. “Se essa energia que está no campo dela sair, ela pode ficar livre dessa coceira. Mas se o espírito - é de outra vida - ficar, pode tomar o melhor remédio do mundo que não adianta", afirma a médium.
O Globo Repórter convidou um pesquisador para conhecer os poderes atribuídos a Telma. O professor Carlos de Brito Imbassahy é físico, mora no Rio de Janeiro e há mais de 20 anos estuda os fenômenos paranormais.

Diante da médium, ele se submeteu a uma consulta, mas usou uma técnica muito comum entre os investigadores dessa área: procurou não pensar em nada no momento, tentou deixar a mente livre, vazia. Tudo para dificultar o trabalho dela. Em transe, Telma percebeu o bloqueio. A porta da consciência do professor parecia estar fechada.

Mas ela não desistiu - queria muito conhecer a vida atual do professor. "Eu gosto de viver. Temos que viver o agora. Pode me chamar de apressado. Ultimamente, o que eu tenho é pressa. Eu gosto de voar, não gosto de ser controlado. Viver é a coisa mais importante na face da Terra”, diz Telma, durante o transe.

O professor Imbassahy tomou um susto. Não imaginava que alguém fosse capaz de invadir tanto a sua personalidade. "Eu sou realmente assim. É a primeira vez que eu vejo esse tipo de fenômeno. Dentro da física, não tem explicação, é algo de novo”, ele comenta.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O PODER DA FÉ DESAFIA A MEDICINA

Para homens acostumados a verdades cientificas, não é fácil. Como acreditar em fenômenos que a medicina não explica? Doutor Roque Savioli é um cardiologista que acredita em milagres. Diretor do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), ele diz que a fé o transformou em um médico melhor.

"No momento que eu tive um encontro com Deus, modifiquei a minha vida. Aí eu tive que encarar o doente como corpo e espírito", conta o médico. Foi assim que o doutor Savioli começou a perceber e valorizar situações que muitas vezes passavam despercebidas.

A história do vendedor Sílvio Petrini Barata, por exemplo, marcou a vida do médico. Durante uma cirurgia cardíaca, comandada por doutor Savioli, ele se sentiu fora do seu corpo. "Eu me vi morrendo na maca do hospital. Eu vi o meu coração bem escuro, os médicos tentando reanimar e ouvi o médico dizendo: ‘Perdemos ele’", lembra o paciente.

Sílvio, na verdade, entrou em coma profundo. Ele conta que durante 14 dias fez uma viagem muito estranha. Esteve em um lugar, que segundo ele, só pode existir no plano espiritual. "Era um salão muito grande, muito escuro e com sombras. No fundo, havia um portal, de onde vinha uma luz muito forte, e um casal na porta”.

“Disse meu nome. Aconteceu alguma coisa comigo, porque eu estava em uma sala de cirurgia. Era uma cirurgia sem problema. Esse casal acenava para mim, como se dissessem: ‘tenha calma’. Eles não falavam nada, mas davam a entender com gestos”, conta Sílvio.

“Quando eu comecei a falar que meu nome era Sílvio, ouvi uma voz muito forte que vinha de lá de dentro dizendo assim: ‘Você pode retornar. Eu lhe dei o livre arbítrio: você poderia escolher o que você bem quisesse ter sido e você escolheu ser exatamente o que você é. Esta é sétima oportunidade que lhe dou e não lhe darei mais oportunidade’”.

“O casal mandou que eu fosse embora, porque a coisa estava feia para mim. Era uma voz áspera, muito poderosa”, relata Sílvio. Quando conseguiu sair do coma, a primeira pessoa que Sílvio viu foi o médico. O doutor Savioli estava ao seu lado. "Eu vi o Sílvio dizendo que havia morrido e achando que eu tinha morrido também. Aí eu falei que não", conta o médico.

O doutor Savioli diz que até hoje não encontrou explicação na medicina para o que aconteceu com Sílvio. "Nada de estranho aconteceu. A cirurgia foi normal, tudo absolutamente dentro dos padrões normais esperados. Realmente, foi muito estranho que ele tenha demorado tanto tempo para voltar da anestesia", declara o cardiologista.


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

REGRESSÃO : VIAGEM AO PASSADO

Viagens a um passado que transcenderia ao nosso corpo físico. Teria a nossa memória um arquivo secreto de momentos que não experimentamos nesta vida? O homem carrega com ele lembranças de vidas passadas? Especialistas em terapias que utilizam a técnica da regressão estão tentando desvendar esse mistério.

Os psicólogos paulistas Manoel Simão e Júlio Peres fizeram o mapeamento cerebral de alguns dos seus pacientes, durante as sessões de regressão, usando aparelhos de tomografia computadorizada. Foi uma experiência inédita. E o que revelaram os exames?

A área do cérebro ativada quando os pacientes entram em uma hipotética vida passada é a da memória. A parte que comanda os circuitos da imaginação, durante a regressão, não entra em atividade, garante o psicólogo.

"As vias neurofisiológicas utilizadas para o resgate de memórias traumáticas de vida atual foram também utilizadas para o resgate de situações traumáticas de vidas passadas - supostas vidas passadas. Os circuitos neurofisiológicos que estão relacionados à fantasia são outras estruturas”, explica o psicólogo Júlio Peres.

O publicitário Tertuliano Pinheiro se submeteu à regressão e diz ter se encontrado em duas outras existências. "A primeira vivência foi na Roma Antiga. Utilizava o poder para praticar o mal. Vivia emitindo ordens. Ouvia os gritos das pessoas. Foram muitos erros cometidos. Exercia o poder da forma mais errada. Ele tomou bens", revela.

Ao descobrir tudo isso, Tertuliano encontrou o caminho para se livrar de todas as suas aflições. A depressão, o medo do escuro, o pânico, tudo desapareceu. “Hoje eu sou outra pessoa, de bem com a vida. Sem dúvida isso aconteceu por causa da regressão. Não é questão de achar, é de sentir", diz o publicitário.

Sentir, mergulhar em uma memória desconhecida sem perder a consciência. Isso seria mesmo possível? "Não importa o nome que se atribua a esse conteúdo. De fato, ele é verdadeiro, genuíno para o paciente, porque ele dispara emoções. E o paciente se liberta de dificuldades a partir do resgate dessas situações", explica o psicólogo Júlio Peres.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SAÚDE PARA CORPO E MENTE

Médicos que trabalham em um instituto de pesquisas em São Paulo dizem que o tratamento espiritual ajuda no tratamento clínico. O instituto, comandado pelo psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, é uma clínica de saúde mental que não cuida apenas do corpo e da mente -cuida da alma também.

A parte mais surpreendente dos tratamentos funciona no sub-solo do prédio. Os pacientes que passam pelos divãs e ambulatórios são encaminhados depois para o Centro de Pesquisas de Medicina e Espiritualidade.

Uma sessão de passes dentro de uma clínica. A diferença para um centro espírita é que, neste caso, os pacientes são pesquisados por seus médicos. Segundo o doutor Sérgio Felipe, este modelo de tratamento também está sendo estudado pelo ministério da saúde dos Estados Unidos.

"A prece, a imposição das mãos e o dom espiritual, ou mediunismo, são utilizados por todas as religiões. Então, se nós estamos fazendo pesquisa sobre o efeito do tratamento espiritual, ele tem que ser produtivo em que contexto? No religioso ou científico", observa o psiquiatra.
A atriz Carla Ferreira é uma das pacientes do instituto de pesquisas. Ela sofreu tanto com uma depressão pós-parto que deixou até o marido transtornado. "Eu não lembro direito como cheguei. Eu sei que estava totalmente fora de mim, não conseguia chegar perto da minha casa", ela conta.

Carla precisou de dois meses de tratamento para vencer a depressão. "É como se eu tivesse conhecendo o mundo pela primeira vez, de novo. Eu vejo que em toda a minha vida eu fugi da minha essência. Agora é como se eu fosse uma folha em branco e tivesse começado a escrever a minha história de novo", declara.

Segundo o doutor Sérgio Felipe, esse casamento da medicina com a espiritualidade, pelo menos no instituto, está dando certo. Ele está convencido de que só medicação e psicoterapia não resolvem tudo.

"Entre os casos de depressão, 80% são curados com as medicações e psicoterapia. Os outros 20% não se curam. Então, quando você soma o tratamento espiritual, você amplifica as possibilidades de melhora do paciente", avalia o médico.
Pesquisas espirituais - Globo Repórter
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

MEDIUNIDADE DESDE A INFÂNCIA

Ao primeiro olhar, a sala de espera é de um ambulatório. Os doentes chegam, relatam seus problemas e aguardam a ajuda dos médicos, como em qualquer hospital. O que não é comum naquele local é a medicina.

Casa do Caminho, Juiz de Fora, sul de Minas. Quem vai em busca de cura acredita que especialistas que não estão mais entre nós continuam combatendo doenças, salvando vidas. O instrumento para tantos poderes seria dona Isabel Salomão. Ela diz que convive com o espírito de um médico português que morreu no Brasil há quase 200 anos.

A mediunidade de dona Isabel vem da infância. Ela conta que quando tinha 9 anos começou a ver os espíritos. "No ambiente em que eu estivesse, eles trabalhavam, faziam reuniões, coisas que eu ouvia e não entendia. Via e não sabia classificar essas presenças. Só aos 22 anos foi que eu encontrei a doutrina espírita".

Noite de sexta-feira, a Casa do Caminho recebe mais de 800 pessoas. É assim toda semana. A grande maioria vai buscar a energia das mãos de dona Isabel - um remédio poderoso que viria da espiritualidade.

Muitas das curas que ocorreram na Casa do Caminho são consideradas inexplicáveis pela medicina. Fenômenos que obrigaram médicos a pesquisar. O método da pesquisa é baseado em informações prestadas pelos próprios pacientes. Eles são acompanhados antes, durante e depois dos tratamentos. Os resultados, dizem os médicos, são surpreendentes.

A aposentada Ilka Fontes de Carvalho, de 66 anos, diz que sentia dores horríveis na coluna. Pelas imagens da ressonância magnética, era uma hérnia de disco. "Não podia me mexer, não podia andar, nem calçar, não podia nada. Não tinha cama, nem sofá, nada", lembra a paciente.

Dona Ilka já se preparava para uma cirurgia. Mas antes resolveu procurar Isabel e começou a receber os passes da médium. "No primeiro passe, vim carregada. No segundo, eu já vim andando. A hérnia desapareceu e eu não precisei fazer cirurgia", ela diz. Dona Ilka nunca mais sentiu dores na coluna.

"A medicina tradicional tem responsabilidade com o corpo físico. Agora é preciso que ela entenda do espírito, porque todas as doenças começam no espírito. Se não curar o espírito, a doença do físico prossegue", comenta dona Isabel.
Veja mais : íntegra do programa de março de 2003 (22/02/09)
Próxima postagem : Saúde para corpo e mente

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

GLOBO REPÓRTER FALA SOBRE MEDIUNIDADE

Veja abaixo (em cinco partes) a íntegra do Programa Globo Repórter, que foi ao ar em março de 2003. Nele foram expostos estudos e entrevistas relacionando a mediunidade e a ciência. A partir de terça-feira (24/02), uma série de reportagens complementam o tema.

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

ESPÍRITO DE UM SUICIDA E SUA ANGÚSTIA

Trazemos hoje a íntegra de um programa exibido pelo canal pago A&E e que trata de uma pesquisa paranormal sobre um suposto espírito de um homem que cometera suicídio. A abordagem é distante do que conhecemos no Brasil e defendida pela Doutrina Espírita, mas mostra, ainda assim, aspectos relevantes sobre a gravidade de tão drástica decisão de vida.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE ?

O que acontece conosco depois da morte? É possível voltar? Dois terços das população de todo o mundo, pessoas das mais distintas religiões, acreditam que sim. Mas, a ciência moderna persiste em rejeitar essa idéia. Existem evidências científicas sobre vidas passadas? A resposta pode estar em um grupo de crianças que cientistas de diferentes áreas vêm estudando.

Essas crianças, ainda muito jovens, manifestaram memórias extremamente vivas de existências e mortes experiência das anteriormente à vida que levam atualmente. Elas forneceram detalhes surpreendente sobre pessoas que jamais conheceram, lugares em que nunca estiveram e fatos que não presenciaram, pelo menos não nesta vida. Nos vídeos a seguir, reprodução de documentário da Discovery (!Reencarnação Histórias de Vidas Passadas"), você acompanhará o trabalho dos pesquisadores deste fascinante assunto em busca de provas sobre a existência, ou não, da reencarnação.

Parte I

Parte II

Parte III


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sábado, 23 de agosto de 2008

TRISTEZA : SEM OBSTÁCULOS, NÃO HÁ VITÓRIA

Uma segunda defesa da tristeza pode ser resumida pelo famoso ditado do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “O que não me mata me torna mais forte”. Ele aponta para o valor da adversidade. Como disse Paulo, em sua Carta aos Romanos: “O sofrimento produz resistência, a resistência produz caráter e o caráter produz a fé”.

Algumas pessoas que passam por grandes traumas, como a perda de um ente querido, relatam que se tornaram mais completas depois de passar pela experiência, afirma o psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade de Virgínia, nos EUA, em seu livro The Happiness Hypothesis (A Hipótese da Felicidade). “Quem passa por episódios traumáticos aprende a se conhecer melhor e passa a valorizar as coisas que realmente têm importância”, escreveu Haidt. Elas dão mais valor à amizade, à família, ao tempo livre, apreciam o que têm e entendem melhor seus limites.

“Só quem vive emoções profundas e passa pela dor e pelo sofrimento é capaz de se realizar na plenitude. O homem é um ser ambíguo”, diz o filósofo brasileiro Franklin Leopoldo e Silva, que no ano passado publicou um livro chamado Felicidade – Dos Filósofos Pré-Socráticos aos Contemporâneos.

Não é por algum ingrediente precioso que o sofrimento molda o caráter. Para Haidt, isso acontece porque nós somos seres viciados em contar histórias. O que sabemos sobre nós mesmos é um relato que continuamente reescrevemos, escolhendo o que lembrar do passado e o que projetar para o futuro. As adversidades nos ajudam a criar histórias melhores. (Ou você acha que a Branca de Neve seria um bom conto se a bruxa nunca a tivesse envenenado? Hamlet teria feito sucesso se não vivesse atormentado pelo drama do assassinato de seu pai?)

É claro que os traumas, assim como podem “purificar”, podem matar. Ou estragar uma vida inteira. Crianças são especialmente suscetíveis. Algumas pesquisas mostram que a melhor época para enfrentar um grande desafio na vida é a que vai do início da adolescência até os 20 e poucos anos – quando é assim, a probabilidade de o episódio servir de estímulo, em vez de fator de paralisia, é maior.

Os estudos modernos estão de acordo com as teses levantadas há meio século por um dos maiores estudiosos de mitologia do mundo, o americano Joseph Campbell. No livro O Herói das Mil Faces, ele descreve um esquema comum a quase todos os grandes mitos da humanidade, incluindo as grandes religiões. Para se tornar um herói, a personagem recebe um “chamado”, tenta rejeitá-lo, é obrigada finalmente a aceitar a missão, viaja, passa por alguma provação, encontra alguém ou algum objeto mágico que lhe forneça uma revelação, volta mais forte, vence o obstáculo inicial e, com isso, liberta os demais, ou lidera-os no caminho da redenção. Pense em seu herói favorito, ou na história de Moisés, Jesus, Maomé, Buda, e compare com o roteiro de Campbell.

Por que é sempre assim? Para Campbell, essa trajetória faz parte de nossa psique. Em nossa formação individual, passamos também por um enredo parecido. Somos os heróis de nossa história. Quando o obstáculo é feroz demais, ou quando nos perdemos no deserto, estabelece-se o quadro neurótico. Nesses casos, o remédio é indicado. Mas tomá-lo antes de ter a oportunidade de confrontar nossos demônios é desperdiçar a oportunidade de crescer.

Marvin Minsky, um dos pais da inteligência artificial e pesquisador do MIT, nos EUA, uma das universidades mais renomadas do mundo, resumiu a questão de forma precisa. “Se pudéssemos deliberadamente controlar nossos sistemas de prazer, seríamos capazes de reproduzir o prazer do sucesso sem a necessidade de realizar coisa alguma – e isso seria o fim de tudo.”
Reportagem publicada originalmente na Revista Época (Edição nº 511)

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sábado, 12 de julho de 2008

TRISTEZA : A FELICIDADE TEM LIMITE ?

Dizem os pesquisadores atuais que a felicidade tem e "deve ter" limites. Nesse campo estão os argumentos apresentados por Diener: ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis, menos atentas a riscos. Além do pragmatismo de Diener, há uma questão de essência. “Cedo ou tarde na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável”, escreveu o escritor italiano Primo Levi, um sobrevivente de um campo de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. “Poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza, eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer ‘infinito’.”

Há ainda uma terceira forma de entender os limites da felicidade. Só conseguimos ter a percepção de um sentimento em comparação com outros estados de ânimo. Como demonstram vários estudos, é a variação do humor que nos causa espasmos de alegria ou de tristeza.

“Felicidade em excesso é indesejável, porque leva a uma capacidade menor de apreciá-la”, diz o historiador inglês Stuart Walton, autor de Uma História das Emoções, publicado no ano passado no Brasil. No livro, Walton examina as emoções que considera primordiais (como medo, raiva, tristeza e felicidade) e as relaciona à vida moderna. “Se você tem algo o tempo todo, não pode dizer se aquilo é bom ou ruim”, diz. “É preciso descartá-lo para saber se a tal coisa lhe oferece ganhos ou perdas.” Portanto, quem diz que é 100% feliz pode não estar falando a verdade.

Felicidade, por definição, não é um estado de espírito permanente. Fosse assim, as pessoas seriam mais fortes na vida.

“A felicidade pode chegar com um amor, com uma conquista, com um fato que transformou de maneira positiva o indivíduo”, diz Walton. “Mas ela não fica para sempre. De uma hora para outra, pode e provavelmente vai partir.” Assim como a infelicidade.

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

CURAS ESPIRITUAIS : O PODER DA ÁGUA

A água magnetizada registra uma alteração na sua estrutura molecular
Anos atrás, numa reunião de amigos, uma das pessoas do grupo, tendo um familiar com doença de pele que teimava em não desaparecer, ouviu falar que nos centros espíritas, por vezes os espíritos curavam, quando podiam, e que algumas pessoas levavam garrafas de água que eram magnetizadas pelos espíritos. Nesse sentido, a mãe dessa pessoa resolveu apelar para o auxílio espiritual. Levou uma garrafa de água com o seu nome, e no fim da reunião espírita, trouxe-a para casa, colocando todos os dias um pouco de água sobre a pele. Passadas duas semanas, o problema de pele acabou por se resolver, ficando a pessoa convencida da intervenção do mundo espiritual sobre aquela água, mesmo sem perceber muito bem como isso se teria passado.

O observador menos atento certamente dirá que a pessoa em pauta foi vítima do efeito de placebo, isto é, acreditando no hipotético tratamento dos espíritos, a sua mente teria gerado mecanismos de auto-cura, sendo esta apenas de fundo psicológico.

Há uns anos atrás, assistindo a um seminário de Divaldo Pereira Franco, num dos intervalos ele me disse que uma entidade espiritual lhe dizia para que eu lhe levasse uma garrafa de água para magnetizar em meu benefício. Timidamente, fui comprar duas garrafas de água, entregando-lhe. Passado algum tempo, ele devolveu esclarecendo que quando a água estivesse no meio da garrafa, deveria encher a mesma com água do mesmo teor, devendo beber todos os dias um pouco dessa água. Qual não foi o meu espanto, quando ao beber a referida água, à noite, verifiquei que a mesma cheirava rosas, fruto de um fenômeno de efeitos físicos protagonizado por esse médium. De realçar que o cheio e sabor de rosas se manteve durante cerca de 4 meses, apesar da garrafa estar sempre sendo completada.

A água, tratada pelos espíritos, sofre uma alteração na sua estrutura molecular, fato este comprovado. Neste sentido, artigo de Hernâni Guimarães Andrade sobre "Água Fluida" refere que um cientista, Edward Brame, teria constatado que a água magnetizada por curadores psíquicos registrava uma alteração na sua estrutura molecular que se mantinha cerca de 4 meses. Quando soube, não pude deixar de ficar espantado, pois tais experiências em laboratório estavam em perfeita sintonia com minha vivência. Bernard Grad, bioquímico canadiano, fez igualmente experiências com curadores psíquicos, demonstrando em laboratório que a ação do magnetismo humano interfere na estrutura molecular da água, alterando a sua tensão superficial e os ângulos das pontes de hidrogênio da molécula da água.

Perante tais provas científicas, o efeito placebo perde todo o seu poder já que perante fatos em laboratório, repetíveis, não há argumentos baseados em crenças pessoais. Quando lhes é permitido superiormente, os espíritos podem interferir beneficamente na nossa vida, agindo no nosso corpo espiritual (perispírito) que assim modificado vai provocar uma alteração no nosso corpo físico.

José Lucas
Artigo publicado em Jornal das Caldas, Portugal. Leia texto integral.
Bibliografia:
- Gerber, Richard – Medicina Vibracional
- Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos
- http://www.adeportugal.org/
- www.caldasrainha.net/lucas

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