
sábado, 4 de julho de 2009
PALPITE ERRADO

terça-feira, 30 de junho de 2009
OS ESPÍRITOS ESTÃO POR TODA PARTE

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sábado, 27 de junho de 2009
DISCOVERY RETRATA BUSCA PELA CURA ESPIRITUAL
A seus 41 anos, Marcia Paulino sofre de diversos transtornos no abdômen, que lhe provocaram até o momento 43 operações, 28 no intestino. Os médicos não explicam porquê lhe sucede isto. Para tratar de resolver seus problemas, Marcia visita a um médium para submeter-se a um rito de cura. Este é o tema de um novo episódio da série "Fator Desconhecido", do canal Discovery., já tratado aqui neste espaço. Discovery Channel abandonou o mundo real para adentrar-se nas ciências ocultas. A série procura respostas a alguns dos fenômenos paranormais mais populares de todos os tempos: exorcismos, aparições de fantasmas, sessões de ouija ou viagens fora do corpo, apresentados através de casos reais ocorridos na América Latina e Espanha.
Cada episódio aborda um tema diferente, ao que os responsáveis da série se acercam com rigor e profissionalidade, tratando de encontrar a possível explicação científica a estes fenômenos. Para tanto, conta com apoio de parapsicólogos, médicos, cientistas e reconhecidos estudiosos de temas paranormais, que tratam de interpretar de um ponto de vista científico estes acontecimentos.
terça-feira, 23 de junho de 2009
UM RESGATE ESPIRITUAL
Por ser um jovem tímido e sensível e por não gostar de esportes, eu não tinha muitos amigos. Procurava ser simpático e amigável,mas evitava os encrenqueiros. Mike Marks era o valentão da classe na quinta série. Sentava- se no fundo da sala e passava o tempo todo fazendo o que pudesse para prejudicar a concentração da turma. Ele se irritava facilmente e parecia ter uma maldade intrínseca, difícil de controlar. Nosso professor de história, o Sr. Reed, era um homem calmo, que dava aulas vivas e interessantes. Um dia, Mike abusou da paciência do Sr. Reed. O professor chamou-o para a frente do grupo e bateu nele várias vezes com a vareta que usava para fazer os apontamentos na lousa.Então, vi o espírito. Como muitas de minhas visões, ele tinha um halo luminoso a seu redor. Era um homem alto, moreno, de cabelos castanhos. Ficou em pé à direita de Mike e assistiu com tristeza à surra que o garoto levava. A certa altura, levou as mãos ao rosto para evitar ver aquela cena terrível. Percebi que era o espírito do pai de Mike e que ele queria pedir desculpas ao filho. Eu gostaria de ter podido transmitir a mensagem a Mike, mas na ocasião foi impossível. Senti pena do garoto, imaginando que o coitado devia apanhar do pai e que por isso agia daquele jeito. Talvez suas explosões fossem um grito por socorro.
Eu estava morto de medo, pois ele era suficientemente louco para me jogar dali.. "Me larga! – gritei". Mas Mike apenas riu. De repente, o espírito que havia estado ao lado de Mike na sala de aula apareceu de novo, parecendo ainda mais brilhante. O espírito me enviou seus pensamentos.
– Seu pai está falando comigo – disse a Mike.
– Você ficou louco! – gritou Mike.
ter um caso extraconjugal. Ela havia pedido o divórcio ao pai de Mike no dia em que ele morreu.– Não se culpe – prossegui, transmitindo a mensagem do pai.
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domingo, 21 de junho de 2009
ESPÍRITOS SE COMUNICAM POR INSTRUMENTOS
Além de apresentar testemunhos em cada um dos casos, a produção entrevistou parapsicólogos, médicos, cientistas e estudiosos de temas paranormais. O objetivo do programa é buscar respostas - científicas ou "aparentadas" - para alguns dos fenômenos inexplicáveis.
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terça-feira, 16 de junho de 2009
ESPÍRITOS ENTRE NÓS : A DAMA DE ROSA

Um ano depois, eu estava na missa dominical, esperando o momento da comunhão, quando senti uma dor de estômago tão intensa que tive que me deitar no chão entre o assento e o enuflexório.
e ser quem é. Assim como hoje eu o estou ajudando, um dia você ajudará também os outros, trazendo-lhes paz.sexta-feira, 15 de maio de 2009
A POSSÍVEL PSICOGRAFIA ENTRE ENCARNADOS
A mensagem acima ressalta a possibilidade do comunicante estar encarnado, evento não tão raro, mas incomum e do qual tivemos notícia da ocorrência apenas em mensagem recebida no início do blog, no ano de 2007. Sabemos que a influência dos espíritos sobre os encarnados é exercida através da sintonia vibratória entre eles. Ligamo-nos aos espíritos por meio da fusão magnética das vibrações, ou seja, pelos pensamentos estabelecemos uma reciprocidade vibratória, atraindo aqueles espíritos que mais se afinem com nosso padrão de pensamento, estabelecendo uma ponte de comunicação que ligará nossa mente à mente daquele que se comunica e vice-versa.Para que o intercâmbio aconteça é fundamental a sintonia das mentes atuem no mesmo nível vibratório. Portanto, não se descarta a possibilidade de que, reunidas condições favoráveis, pessoa encarnada se comunique através da psicografia. Em palestra realizada em 2004, Carlos de Brito Imbassahy revelou que o fenômeno só é possível quando aquele que se comunica utiliza, ainda que inconscientemente, algum processo de liberação do seu corpo.
Na literatura espírita, Kardec abordou o tema no “Livro dos Médiuns” (Cap. XIX), mas foi Ernesto Bozzano que, resumindo o assunto, relatou uma série de casos para análise, classificando-o em grupos. O mais comum seria justamente das mensagens transmitidas ao médium durante o estado de inconsciência de pessoas durante o sono, em estado de vigília ou bilocação.
Caso famoso, citado por Imbassahy, exemplifica a influência dos guias espirituais na manifestação mediúnica de um encarnado que precisava de ajuda. A narrativa nos dá conta de uma pessoa que, estando muito mal, vítima de um acidente num local sem socorro, libera-se momentaneamente do corpo e é trazida a uma sessão mediúnica para se manifestar por psicofonia, dando o local do acidente e do seu estado de semiconsciência.
Trata-se, em suma, de aspecto ainda controverso, mesmo no meio espírita, mas que a nosso ver importa justamente no que as demais e clássicas psicografias mais importam, o conteúdo. Não teorizo e nem busco polêmica sobre as muitas questões da doutrina, justamente porque julgo uma discussão vazia e desnecessária. Então, como sempre, cuido apenas de abordar este ou aquele tema a título de informação, esta sim valiosa e enriquecedora.
terça-feira, 5 de maio de 2009
MANIFESTAÇÃO MEDIÚNICA DO ENCARNADO
Primeiramente, vamos diferençar dois casos que se confundem com a manifestação mediúnica do encarnado. O primeiro deles é a manifestação anímica, onde a própria pessoa se libera do corpo, num fenômeno erroneamente conhecido como "desdobramento" e se manifesta psicofonicamente como se fosse uma Entidade distinta, usando os recursos do seu próprio aparelho orgânico. O segundo caso é dito manifestação subconsciente porque a pessoa entra num transe simples e ela mesma, sem perceber que está transmitindo idéias próprias, manifesta-se como se fora um desencarnado.Em nenhum desses dois casos há a presença de qualquer outra personalidade, quer de pessoa encarnada, quer de desencarnado.
O que, de fato, se conhece como manifestação mediúnica do encarnado é um fenômeno em que o médium em vez de servir como "aparelho" para que, por seu intermédio, tenhamos a comunicação de um Espírito qualquer, por ele, em condições semelhantes, quem se apresenta é alguém vivendo como nós, na Terra, por algum processo de liberação do seu corpo, encontrando meio, através da mediunidade desta pessoa para se comunicar com os assistentes.
Classificação
Kardec aborda o assunto no Livro dos Médiuns, capítulo XIX e Alexej Akzacof dedica um capítulo do seu livro Animismus und Spiritismus ao assunto, relatando uma série de casos para análise. Todavia, foi Ernesto Bozzano que, resumindo o assunto, fez a seguinte classificação deste fenômeno, num trabalho intitulado Estudo dos Fenômenos Anímicos e Mediúnicos, dividindo-o nos seguintes grupos:
1. Mensagens inconscientemente transmitidas ao médium;
1.1. - por pessoas durante o sono;
1.2. - por pessoas em estado de vigília;
1.3. - por pessoas em processo de bilocação;
2. - Mensagens obtidas por vontade exclusiva do médium, no caso, com clarividência, clariaudiência, telemnésia e outros fenômenos simultâneos;
3. - Mensagens em que o manifestante expressa sua vontade;
4. - Manifestação do moribundo no momento agônico;
5. - Mensagens intervivos com interferência de uma Entidade espiritual.
6. - Outros tipos não estudados.
Não se torna necessário destaque a cada caso, já que, pela sua própria conceituação, ela diz o que cada um deles representa.
No Livro "Animisme ou Spiritisme" Bozzano já apresenta, de forma um pouco resumida, o mesmo assunto o que nos leva a admitir que ele tenha ampliado a matéria, incluindo casos de outros autores e citando ocorrências diversas para exemplificar sua exposição. São seus destaques os casos apresentados por William Thomas Stead onde fatos psicográficos denotam que, na maioria dos acontecimentos, os manifestantes nem sempre estão conscientes da manifestação e que, posteriormente, comprova-se o fato por decorrência das informações prestadas.
Kardec abordando o assunto no capítulo XIX do Livro dos Médiuns, pelo seu conteúdo, apresenta respostas que lhe foram dada e do que se poderia admitir a priori é que estes fenômenos só ocorrem por psicofonia e psicografia, no entanto, a resposta dada pela Entidade ao codificador esclarece que tal manifestação ocorre como se o encarnado estivesse na condição de Espírito livre e não por processos anímicos, como no caso da telepatia e na transmissão do pensamento, o que nos leva a admitir que ele possa ocorrer em todos os casos mediúnicos.
Um outro esclarecimento prestado pela Entidade dirime dúvida a respeito dos que, ao interpretarem o fenômeno da comunicação mediúnica seja ela meramente influência do próprio médium e que, no caso da comunicação de outrem não haja o fenômeno por essa natureza, mas, como sendo puramente anímico, ou seja, transmissão do pensamento emitido pelo manifestante e recebido pelo aludido médium.
Então, os detratores da doutrina resolveram atribuir a fenômenos idênticos toda e qualquer manifestação do morto, por isso, torna-se importante destacar o presente estudo para que se tenha uma posição correta da fenomenologia em si.
Estudo geral
Akzacof intitula de "escrita automática" a psicografia em si e apresenta casos diversos em que o comunicante seja um encarnado, mostrando a diferença entre este que outro fenômeno, onde, no caso do "morto" pode-se identificar sua personalidade, tal como no da manifestação de um encarnado, contudo, usando a sua individualidade terrena que possuía antes do seu desenlace.
Então, trata-se, pois, da identificação em ambos os casos, evidenciando que se trata de um ou de outro caso segundo as evidências.
Kardec ainda nos dá referência em artigos a depoimentos prestados pelo Dr. Maximillien Perty, suíço seu contemporâneo, possivelmente ex-colega da Escola Pestalozzi, segundo o qual ele evidencia a comunicação de uma sua conhecida que, através da médium, escreve sua mensagem usando sua letra e não a da médium. Ele testou, comprovando o fato.
A médium era uma professora conhecida de Perty e a comunicante fora sua aluna (ou ainda o era, na época) e que alega que ainda não fizera o trabalho escolar de casa, àquela hora.
A médium
estava esperando mensagem do seu falecido marido e, em vez dela, veio a da aluna. Ela própria duvidara da comunicação, atribuindo-a a alguma Entidade brincalhona, por isso, junto com o Dr. Perty, resolvera apurar a veracidade do fato. Naquele momento, a aluna comunicante participava de uma festa que se prolongara até tarde e, de fato, ela estava muito preocupada por não ter feito ainda a lição. Pelo seu depoimento, ela se recolhera para cumprir o seu dever e, de repente, depara-se com a imagem da professora e lhe transmite o fato, só não entendia porque a professora escrevera o que ela lhe dizia.Este é um caso típico de comunicação em estado de vigília, embora muitos pensem que tal não seja possível.
Olympio Campos, que fazia as vezes de meu irmão, de uma feita, caminhava pela rua e seu viu cercado por alguns colegas, em outro lugar distinto, falando com eles. Posteriormente soube que, naquele local, de fato, o grupo se reunia e, de repente, um médium dá passividade permitindo que ele se comunique, confirmando aquilo que vira e, inclusive, o que houvera dito ao grupo. Olympio só não percebera que sua comunicação ocorria pelo processo psicofônico através de um médium. Sua sensação era a de que estava falando diretamente para a turma.
Há, ainda, um caso curioso de telemnésia, contado por Hyslop.
Como todos sabem, mnésia quer dizer "memória" em grego, daí, o termo "amnésia" definir o esquecimento dos arquivos da memória. E "tele" à distância. Segundo Hyslop. Esta memória pode ser transmitida e lida por terceiros, sem ser por telepatia que é idêntico ao radar. Na telemnésia a leitura se dá sem que o emissor esteja pensando no assunto para que o telepata possa ler.
O caso contado relata um médium que, por vontade própria, resolve ler o pensamento de um dos presentes e, em vez de ter contacto com o conhecimento do que o presente estava imaginando, entra em transe tipo mediúnico e transmite um assunto que o outro estava estudando, incluindo as hipóteses que este formulou, mas, que, no momento, não estava presente em sua mente.
Aqui, todavia, embora seja um dos casos estudados por Bozzano, eu, particularmente, classifica-lo-ia como anímico, pois não me parece ter havido o processo da manifestação do outro que estaria presente à reunião e, para seu espanto, o médium transmite algo que ele não estava pensando, todavia, que estava em seu consciente, porque era assunto de estudo.
No caso William Stead, inglês de Embleton, pode-se dizer que, durante muito tempo, dedicou-se a pesquisas correlatas com manifestações de encarnados e ele próprio, vindo a falecer no acidente de afundamento do Titanic em abril de 1912, teria vindo comunicar a seus familiares, no momento agônico, que estava embarcado no navio e que este havia sofrido sério acidente que o estava levando ao afundamento. Conta cenas do que estava ocorrendo a sua volta e pressente que seja seu fim. De repente, o médium entra em convulsão e seu guia se manifesta explicando que o comunicante acabara de passar para a vida espiritual, motivo por que perdera o contacto com o médium.
Há um caso atribuído a Akzacof, mas que não está incluído em seu livro e que exemplifica a influência dos guias espirituais na manifestação mediúnica de um encarnado que precisava prestar esclarecimentos acerca de determinado assunto.
A narrativa nos dá conta de uma pessoa que, estando muito mal, vítima de um acidente num local sem socorro, libera-se momentaneamente do corpo e é trazida a uma sessão mediúnica para se manifestar por psicofonia, dando o local do acidente e do seu estado de semiconsciência. Ele era alpinista e resolvera ir buscar um material que esquecera em determinado lugar, onde fora com colegas, a passeio. Sozinho, todavia, despencou-se do barranco e ninguém sabia que ele houvera ido para lá. E lá ficaria para sempre.
Evidentemente, os que receberam esta comunicação prepararam uma equipe de socorro e encontraram o comunicante tal como houvera informado. Mas, como
a vítima não dominava a técnica da intercomunicação, seus amigos espirituais resolveram ajudá-lo para que ele pudesse ser socorrido. Ainda havia muito que viver.
A descrição dá o nome das pessoas envolvidas e o relato é complementado por uma série de conclusões a respeito do fenômeno, tido inédito pelos participantes.
Do grupo estudado por William Crookes, destacamos os casos descritos por Florence Marryat, sua amiga pessoal que relata os fenômenos de Katie King através da médium Florence Cook, no livro There is no Death onde ela própria declara que fora sujet dos fenômenos mediúnicos mais estranhos, onde os comunicantes não eram desencarnados, pelo contrário, eram pessoas "vivas" suas conhecidas que, vinham, através dela, dar as mais inusitadas comunicações.
No seu relato ainda constam casos de pessoas estranhas que lhe vinham dar informações as quais ela passava para o grupo de pesquisa a fim de comprová-las, chegando à conclusão de que, de fato, os encarnados também podem se comunicar mediunicamente com outras pessoas.
O curioso da sua narrativa é que, aqui, as comunicações eram dadas através de tiptologia; ela segurava um pequeno bastão que ia batendo e outra pessoa ia contando as batidas correspondendo cada uma à ordem alfabética das letras. Onde parasse, a letra era assinalada por uma outra pessoa e a seqüência delas formava palavras inesperadas e frases perfeitas.
Pelos seus depoimentos, fica evidenciado que o encarnado pode se comunicar mediunicamente por diversos processos, não estando restrito ao psicofônico nem ao psicográfico.
No caso de bilocação, há exemplos históricos, como o de Antonio de Pádua, em que o dito santo deixa seu corpo em Assis - Itália - e aparece a fiéis em outros locais. Um exemplo típico de materialização do espírito de um encarnado, mais uma vez levando-nos a admitir que o fenômeno pode ocorrer em todas as gamas do mediunismo.
Neste caso, o que se presume é que haja um médium de efeitos físicos cedendo energia ectoplásmica - senão o próprio transportado - para que a aparição possa ocorrer porque, em se tratando de visão geral, não se explica que seja caso de vidência mediúnica porque esta só acontece para os que tenham este tipo de mediunidade.
Análise física do fenômeno
Evidentemente, nada ocorre na dita natureza sem obedecer às leis universais imutáveis.No caso da manifestação mediúnica do "morto" é que se tenha em vista que o Espírito atue em nosso meio sob os diversos aspectos devidamente estudados por Kardec, quer nos fenômenos personalísticos, quer nos ectoplásmicos.
Quanto a manifestações de encarnados, evidentemente, embora, sob aspecto mediúnico, o fenômeno seja o mesmo, pelo aspecto físico ele é bem diferente, senão, vejamos:
Primeiramente, o Espírito encarnado tem que possuir uma propriedade de desvinculamento do corpo sem ruptura do dito laço prateado, hoje considerado como sendo o duplo energético de acoplamento do campo biofísico com o campo perispiritual. Coisa à qual o desencarnado não está sujeito.
Além disso, torna-se essencial que o encarnado possa se deslocar, livre do corpo, como no caso que comum e impropriamente se chama de "desdobramento" à falta de termo específico, e se manifestar no outro ambiente para o qual vá. O desencarnado, não tendo vínculo com nenhum corpo material, volita livremente por qualquer ambiente, já o encarnado está sujeito a uma série de fatores de deslocamento, inclusive de atrito dito viscoso, pois ele possui, além do perispírito - que é livre para o desencarnado - o lastro bioenergético do seu campo vital orgânico, coisa que os antigos observadores jamais imaginaram ou supuseram, mas que, sem dúvida, acontece, porque o encarnado tem uma estrutura corpórea que lhe vincula a parte perispiritual manifesta ao somático.
A coisa não é assim tão fácil de se imaginar e se pensar, supondo que o Espírito possa sair do seu corpo sem romper seus ligamentos ou liames corpóreos com a mesma facilidade em que o passageiro desembarca de uma condução.
À falta de qualquer estudo neste campo, ouso sugerir uma série de coisas plausíveis, para que, quando se formar alguma equipe de pesquisa que queira averiguar o fenômeno com uso de aparelhos espectrográficos, tenha uma referência de caráter científico.
A dificuldade toda, porém, é a de que o fenômeno sempre ocorre fora dos controles de pesquisa: nunca se está presente ou se supõe que alguém esteja se liberando do corpo (e não se desdobrando, feito folha de papel), no momento em que tal ocorre, salvo nos casos de condicionamento. Mas, nestes casos, geralmente, o sensitivo é induzido pelo condicionador e obedece a seu comando. Por outro lado, seria preciso que este condicionador possuísse um médium à sua disposição para tentar que o sensitivo liberado de seu corpo pudesse se manifestar através dele.
Aí, complica tudo, mas, já seria um início.
Uma outra observação importante é o fato de que, para toda esta ocorrência haverá um consumo de energia. Sabe-se, por informação prestada a W. Crookes de uma Entidade que se materializava através do médium Dunglas Home que a energia que os Espíritos usam a fim de que possam se manifestar no domínio físico de nossa existência é retirado do ectoplasma celular orgânico através da presença de um médium que permita sua "catálise" através dele, embora não tenha explicado como isso ocorra.
Admitindo-se o fato como verdade, temos que levar em conta, primeiramente, a parte em que a alma encarnada se emancipa do seu corpo; neste caso, ela pode usar seus próprios recursos comuns ao fenômeno vulgarmente dito "desdobramento". Faria parte das funções orgânicas e só ocorre no sensitivo que tenha tal propriedade.
A partir desse momento, o deslocamento desta alma é rigorosamente idêntico a todos os casos; a etapa seguinte é que nos traria a indagação: que recursos tal criatura usaria para se manifestar?
Talvez, usando certas informações, possamos entender que, embora vinculada a um corpo, nesta fase, a alma é um Espírito como outro qualquer e, neste caso, ao apresentar mediunicamente através de um sujet, use os mesmos recursos do desencarnado, consumindo energia do próprio médium que é mensurável por aparelhos espectrográficos, não só capazes de caracterizar a presença do campo espiritual do manifestante, como, ainda medir-lhe a intensidade.
Uma coisa, porém, é certa: este fenômeno consome tais energias, sem o que jamais se realizaria.
É preciso que nós, espíritas, comecemos a nos habituar com essas idéias e passarmos a nos dedicar a tais estudos, porque não será evangelizando ninguém que conseguiremos fazer chegar aos cientistas e pesquisadores de um modo geral os conhecimentos doutrinários da codificação e os ensinamentos de Jesus defendidos por Kardec.
A evangelização simples já existe há quase dois mil anos e só conseguiu afastar a Ciência da verdade em nosso campo.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
OS ESPÍRITOS ESTÃO ENTRE NÓS
Perder um ente querido pode ser uma das dores mais profundas que podemos sentir. Imersos na saudade, na tristeza e muitas vezes na culpa, nos agarramos à memória e nos questionamos se algum dia voltaremos a nos encontrar. Em "Espíritos entre nós", o médium americano James Van Praagh afirma que os espíritos de pessoas queridas estão sempre à nossa volta, olhando por nós e até interferindo em nossas escolhas para tomarmos o caminho certo. No entanto, não são apenas esses espíritos bons que nos cercam. Muitas vezes, pessoas que morreram tragicamente continuam presas à Terra, e isso pode gerar uma série de transtornos e sofrimentos.Mas como identificar os espíritos que estão ao nosso lado? Como saber se são anjos ou assombrações? Como reconhecer os sinais que eles nos enviam? Como compreender suas mensagens? Neste livro, James Van Praagh ensina técnicas e exercícios que vão nos ajudar a compreender melhor o outro lado da vida, aliviando nossos medos e nos fazendo enxergar a morte com mais naturalidade.
A maioria das pessoas sente uma mistura de medo e fascínio quando ouve histórias de
espíritos. Talvez essa atração venha do fato de que muitos de nós já passamos por alguma experiência que não conseguimos explicar: ouvimos passos, tivemos a sensação de que estávamos sendo observados, vimos vultos. Na verdade, o que motiva tanto o medo quanto o fascínio é a nossa eterna busca pela resposta de um dos grandes mistérios da existência: o que acontece depois da morte? quarta-feira, 29 de abril de 2009
VIDA APÓS A MORTE VIRA TESE UNIVERSITÁRIA
O tema de vida após a morte será motivo de debate em campo alheio aos centros espíritas. Sonia Rinaldi, que há mais de 20 anos pesquisa o assunto, prepara-se para um desafio : levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”. Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para todos.
Segundo ela, chegaram a chamá-la na PUC para eu mudar o tema de sua tese. "Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno - a deles será endossar a autenticidade e - dentro das possibilidades -, tentar explicá-lo".
Mas o tema é espinhoso quando tratado fora da crença da reencarnação. Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. "Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, já que as vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem etc. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram", revela.
Independente de tal trabalho, Sonia Rinaldi promove workshops, nos quais pretende ensinar os parentes a manter contato com seus entes que partiram. "Em todos os cursos que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras… não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação", diz.
Religião, para a pesquisadora, se esconde atrás de dogmas e, não respeitando a lógica, pode estar com os dias contados. "Ou algo é “verdade” ou não merece crédito. E tudo que é “verdade” tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido".
sexta-feira, 27 de março de 2009
UM ESPÍRITO ESCREVEU PARA VOCÊ - IV

Por Suzane Frutuoso (Revista IstoÉ)
A caridade é um ponto central do espiritismo e, segundo especialistas, as pessoas acabam considerando um pedido da pessoa que partiu ainda mais urgente. Jakson, engenheiro e físico até então cético, afirma que o espírito do filho Jeison demonstrava preocupação com as crianças - assim como quando estava vivo - tanto nas cartas quanto na comunicação que os dois iniciaram. "Anoto ideias nunca imaginadas que ele me envia por pensamento. Não ouço sua voz, mas sinto suas palavras", garante Jakson. Numa dessas inspirações, Jeison teria dito ao pai: "Por que não fazer um instituto para ajudar crianças?"
Ele levou adiante a proposta. Em 1996, surgia a ata de fundação do Instituto Jeison da Criança, com sede no Jardim Novo Santo Amaro, bairro carente de São Paulo, que realizou 1.790 atendimentos odontológicos em 2008 e distribuiu cestas básicas para famílias cadastradas. Rosário trabalha lá como dentista, enquanto Jakson cuida da administração. A despesa mensal de cerca de R$ 10 mil fica por conta do casal. O próximo passo é abrir uma sala para aulas de computação no local. Logo após a fundação do instituto, Jeison disse em uma carta: "Vocês estão tecendo o caudal de luz para as crianças minhas amigas." As palavras rebuscadas de Jeison são explicadas pelo espiritismo, para o qual continuar estudando faz parte da evolução. Rosário diz ainda que Jeison sempre mostrou interesse por poesias e seu vocabulário era mais rico do que o da maioria dos adolescentes.
Segundo a doutrina espírita, o desencarnado (como são chamadas as pessoas que morreram) pode levar dias ou anos para se comunicar. Com o contato rápido do espírito da mulher, Suzana, o professor de dança de salão catarinense Edson Coelho Gaspar, 45 anos, viu seu sofrimento aliviado e assim pôde recuperar forças, voltar ao trabalho e cuidar das filhas de 10 e 7 anos. "Edson, meu amor, obrigada pela luz que deste. Nossas pérolas precisam de você. Não se entregue agora. Saudade sim, tristeza não", dizia a primeira mensagem de Suzana para o marido, que chegou apenas quatro dias após sua morte. Ela morreu em decorrência de um atropelamento em setembro do ano passado.
Espírita há mais de 20 anos, Edson diz que a comunicação por meio da psicografia dá a sensação de que a
pessoa amada está apenas longe, mandando notícias. "É como se fosse uma grande viagem", afirma o professor."Mas é uma lapidação dura do espírito para nossa evolução." Quando lê as cartas de Suzana para as filhas, as meninas sorriem. Aos que recebem uma carta de alguém querido a quem não podem mais tocar, beijar e abraçar, letras, assinaturas e até o conteúdo acabam não importando tanto. Mesmo sem uma indicação forte que demonstrasse realmente ser a filha Bianca nas palavras que a mensagem trazia, Rosemeire - um das pessoas presentes na sessão de psicografia da médium Marilusa - não tinha dúvida. "É ela aqui", dizia, enquanto segurava a carta, a qual olhava com o carinho com que só uma mãe pode olhar um filho. Uma alegria que resulta em serenidade, compreendida apenas por quem sente uma saudade que ultrapassa a eternidade.Veja postagens anteriores
Revista IstoÉ de 06/02/2009 (Texto integral)
quinta-feira, 26 de março de 2009
UM ESPÍRITO ESCREVEU PARA VOCÊ - III

A autoconfiança que a mulher, Suzana, teve em vida o catarinense Edson Coelho Gaspar - espírita há 20 anos - reconhece nas palavras das mensagens que o espírito dela envia por meio da psicografia. Morta em setembro após um atropelamento, aos 44 anos, Suzana procura confortar o marido nas cartas, indicando que o tempo diminuirá a dor e que as filhas de 10 e 7 anos precisam dele.
Ela enviou um acróstico (texto em que a primeira letra de cada frase forma uma palavra), hábito que tinha desde a adolescência, com as iniciais do nome do marido. É a carta a seguir. A primeira parte indica que a mãe de Edson, também já falecida, estava perto de Suzana. "Ermínia chega e abraça / Dson (seu filho adorado). / Somos duas que dizemos / o quanto o temos amado. / Nunca te abandonaremos. /Como tudo está difícil / o importante é seguir. / Então, meu amor, prossegue. / Lutas, conquistas por vir. / Humildade e alegria./ O mais virá no porvir. / Gostar é pouco pra nós. / Amor é que nos enlaça. / Sabes que sempre estarei / para o que der e vier. /Amor, as nossas princesas / risos e amor."
Depois disso, Ivani deixou de ser uma católica não-praticante e mergulhou no espiritismo. Hoje, ela também acredita que Emerson interveio no sequestro relâmpago da irmã Roberta Cury, 35 anos, em 2003. No carro com o filho de três anos, ela chorava pedindo ao sequestrador que não lhe fizesse nada, pois sua mãe já perdera um filho e não aguentaria novamente essa dor. "De repente, ele parou o carro e disse que, pelo meu irmão que estava no céu, me deixaria ir embora sem levar nada", conta Roberta.
Em 25 de novembro de 2008, o espírito de Emerson mostrou à família como agiu: "Peço licença para a aventura-desventura da Roberta no sequestro relâmpago (...) dando uma de anjo da guarda para a mana", dizia a mensagem.A psicografia alcançou tamanha popularidade graças às respostas que dá, mesmo subjetivas, devolvendo esperanças a quem perdeu uma pessoa querida.
A reportagem de ISTOÉ presenciou uma sessão, em São Paulo, conduzida por Marilusa Moreira Vasconcellos, uma das médiuns de psicografia mais respeitadas no espiritismo. Enquanto ela recebia as mensagens em uma sala fechada (há também demonstrações em público, mas depende do dia e do lugar), 13 pessoas participavam de uma palestra sobre a doutrina e oravam. Elas aguardavam o contato de filhos, esposas, mães que partiram.Cerca de uma hora e meia depois, Marilusa retornou, chamando as pessoas pelo nome. Não há como não se emocionar. Valquiria (ela não quis revelar o nome todo) tremia e chorava ao ler as palavras que teriam sido ditadas pelo espírito do marido, Jocimar, morto seis meses atrás. "Te amo mais do que demonstrei", foi a frase apontada na carta por Valquiria, que teve de ser amparada por uma amiga para ir embora. Rosana Elias sorria e enxugava as lágrimas, enquanto lia a carta da mãe, morta há dois anos, após uma cirurgia no coração. "Ela era minha grande companheira. É difícil, mas as cartas ajudam", conta Rosana. Desde o falecimento da mãe, ela corre centros espíritas na busca de mais um contato.
Para Rosim
eire Galiazzi, saber que a filha Bianca, morta aos 17 anos de meningite, está bem em outro lugar "alivia a saudade".Para especialistas, a verdade da psicografia é baseada na fé. "A pessoa está sensível e baixa a guarda quando recebe uma mensagem dessas. A credibilidade de quem envia também é fundamental", afirma o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Mas não entro no mérito se existe ou não.O que importa é quem recebe a mensagem acreditar para se sentir confortado." Na opinião do pesquisador Valter da Rosa Borges, a psicografia é uma manifestação psíquica que acontece por telepatia, cujo conteúdo se origina do inconsciente da outra pessoa, o qual o médium seria capaz de alcançar. "Procedimentos psicoterapêuticos convencionais podem resgatar a pessoa da dor. A fé, porém, fornece segurança e sentido existencial", diz Borges.quarta-feira, 25 de março de 2009
UM ESPÍRITO ESCREVEU PARA VOCÊ - II
Por Suzane Frutuoso (Revista IstoÉ)
Mensagens psicografadas já serviram até como prova em processos judiciais. O caso mais recente aconteceu em Viamão, no Rio Grande do Sul, em 2006. Iara Barcelos, acusada pelo assassinato do amante, Ercy Cardoso, foi absolvida pelo júri depois que a defesa apresentou uma carta psicografada por um médium que teria sido enviada pelo espírito de Ercy. Iara não quis falar sobre o caso. O advogado dela, Lúcio de Constantino, disse que a carta foi uma prova relativa, que "somada às outras firma o contexto probatório". Valter da Ros a Borges, exprocurador de Justiça em Pernambuco (e um dos pioneiros no Brasil da parapsicologia, estudo dos fenômenos incomuns da mente humana), diz ser possível aceitar a carta psicografada como prova com base no Artigo 332 do Código Civil: "Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos.." E no Artigo 157: "O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova." Mas o especialista alerta que uma psicografia só pode ser válida em um processo "se reforçar outras provas ou trouxer um fato novo."
No Brasil, há outros três casos de homicídio em que a decisão judicial se fundamentou em comunicações mediúnicas psicografadas por Chico Xavier. Foram absolvidos José Divino Gomes, em Goiás, em 1976; José Francisco Marcondes de Deus, em Mato Grosso do Sul, em 1980; e Aparecido Andrade Branco, no Paraná, em 1982. Durante 13 anos, entre as décadas de 70 e 80, o criminólogo Carlos Augusto Perandréa pesquisou mensagens psicografadas por meio da grafoscopia, técnica que estuda a grafia usada em perícias, na avaliação de assinaturas de bancos e no Judiciário.. O resultado indicou que as assinaturas nos textos psicografados eram idênticas a das pessoas que morreram.

Já os livros de Zibia, com um marketing eficiente, se tornaram presença garantida na lista dos mais vendidos de temas em geral.A cren
ça nas mensagens do além se fortalece pela riqueza de detalhes sobre a convivência da pessoa com seus familiares ou sobre o momento da morte, revelações, afirmam os envolvidos, que o médium não teria como saber se alguém não lhe contasse. Uma carta psicografada foi a única coisa que trouxe a empresária paulistana Ivani Tereza Cury, 60 anos, de volta à vida.Em 1989, seu filho Emerson, 17 anos, levou um tiro quando estava num carro com amigos. Cansado de estudar, quis sair um pouco para espairecer um dia antes do vestibular para engenhariaO motorista do carro ao lado do que estava Emerson não gostou de pedir passagem e não ser atendido.
No semáforo, desceu do carro e atirou aleatoriamente no veículo. O rapaz permaneceu cinco dias em coma, até morrer. "Fiquei revoltada. É uma dor tão forte", lembra Ivani.Amigos lhe deram livros de Chico Xavier e a levaram para assistir a palestras sobre espiritismo. Até que, meses depois, recebeu o primeiro recado do filho. "Em outras vidas fui ruim e tive que passar por isso", dizia a mensagem. No espiritismo, acreditase que pagamos hoje por erros de vidas passadas. "Foi difícil aceitar. Mas, quando Emerson passou a dar detalhes de acontecimentos da nossa família, não tive mais dúvida", diz. A primeira vez que Ivani teve certeza foi numa manhã na qual, sentindo uma mistura de saudade e raiva, começou a gritar no quarto dizendo que Deus ficara de braços cruzados permitindo a morte de seu filho. De tarde, ao chegar ao centro espírita, havia uma mensagem para ela: "Mãe, Deus não estava de braços cruzados", dizia.Veja amanhã a terceira postagem
Revista IstoÉ de 06/02/2009 (Texto integral)
terça-feira, 24 de março de 2009
UM ESPÍRITO ESCREVEU PARA VOCÊ - I
Por Suzane Frutuoso (Revista IstoÉ)Os resíduos brancos do sal marinho ainda estavam nos cabelos longos, lisos e escuros de Jeison quando sua mãe, a dentista Maria do Rosário Sosa, 58 anos, encontrou seu corpo. Filho único, o rapaz morreu afogado aos 15 anos, enquanto surfava na praia gaúcha de Capão da Canoa, em 1993. "Era como se tivéssemos morrido juntos. Passei um ano chorando", diz Rosário. Na tentativa de digerir o sofrimento intenso, ela e o marido, Jakson, 57 anos, deixaram Porto Alegre, onde moravam, para recomeçar a vida em São Paulo. Na capital paulista, por meio de familiares, conheceram o espiritismo. Quem visitou primeiro um centro foi Jakson.
Ao contar sua perda, uma das voluntárias do lugar disse a ele que o espírito de um rapaz, com as mesmas descrições da história de seu filho, já deixara uma mensagem a um médium. "Eu sou um surfista que partiu nos mares do Rio Grande do Sul", teria dito. Dali em diante, detalhes como "a prancha amarela com adesivo de guitarra" batiam com o caso de Jeison. Sem conhecer nada da doutrina, o empresário ficou em choque. Semanas depois, junto com a esposa (eram católicos não-praticantes), passou a frequentar a casa e receber cartas de Jeison - que hoje somam mais de 100. "A prancha na qual parti retorno no mesmo embalo trazendo comigo os beijos que lhe dou com um estalo", dizia uma das primeiras mensagens do jovem. "Ele sempre repetia 'mãe, um beijo com um estalo para você'", lembra Rosário, emocionada.
A perda de uma pessoa amada é uma das maiores tristezas que alguém pode viver. Rosário e Jakson só retornaram à alegria quando passaram a ter convicção de que o filho está bem, presente
como sempre, e que, como depois de uma longa viagem, será possível reencontrá-lo. E, segundo o casal, quem garante tudo isso é ele mesmo, por meio de uma carta. Essa paz era o que faltava para se reerguerem e buscarem ser pessoas melhores a cada dia como gratidão pela bênção de ter notícias do rapaz. A psicografia tem esse poder. Para muitos, o fenômeno em que médiuns transcreveriam mensagens enviadas por espíritos (leia quadro) prova que a vida não acaba com a morte física. Numa nação em que 20 milhões se consideram simpatizantes do espiritismo e 2,3 milhões declaram seguir a doutrina fundada pelo francês Allan Kardec, as mensagens psicografadas chegam às mãos de milhares de crentes - ou não - todos os dias nos 12 mil centros espalhados pelo País, segundo dados da Federação Espírita Brasileira.
Veja amanhã a segunda postagem
Revista IstoÉ de 06/02/2009 (Texto integral)
