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quinta-feira, 9 de abril de 2009

VIDA E POESIA - Josué

"Esse azul e céu azul
esse céu de azul anil
azul ainda mais lindo
quando no céu do meu Brasil


Eu gosto de fazer trovas.
De pensar e encontrar
palavras que vêm de dentro
e possam o meu amor expressar.

Se um dia eu voltar
pra essa terra de meu Deus
Quero fazer versos, fazer trovas
pros teus filhos e filhos meus

Sou andante neste mundo
procuro sempre o melhor
O melhor pra todo mundo

É viver só no amor.

Meu nome é Josué.
Que Deus abençoe a todos e faça de vossas
vidas uma poesia. A vida é boa ou ruim
e isso depende de cada um de nós.
Se levamos uma vida fútil,
terminamos ficando sós.

A vida é uma benção.
Aqui, aí ou em qualquer lugar.
Deus estará sempre conosco
se nosso objetivo é amar.

Saudações, carinhos e abraço do irmão.”

Assinado : Josué (Poeta)

Data : Maio de 2007.
Local : Sorocaba (SP)
Médium : S.A.O.G.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A MORTE DEVAGAR

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu gurue seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas quatorze polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. 

Morre lentamente quem passa os dias se queixando da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Martha Medeiros (Nov.2000)
O poema "Morre lentamente", atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido seus versos como votos online de um feliz ano-novo.
O poema na verdade é uma crônica intitulada "A morte devagar" da escritora e poeta
Martha MedeirosA mesma crônica foi citada por Clemente Mastella, ex-ministro italiano da Justiça, em discurso que comunicou sua renúncia ao cargo, em janeiro de 2008. Na época, Mastella também atribuiu o trecho ao poeta chileno.

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terça-feira, 10 de junho de 2008

FANTASMAS

Fantasmas
Que cruzam as ruas e não se vêem.
Que buscam e não encontram
Eu não sei o que.
Que choram nas esquinas.
Que ficam presos as suas antigas casas e escombros.
Que não abandonam o campo santo.
Que vagueiam sem destino.
Que dormem eternamente onde perderam o corpo.
Que violentos tentam destruir seus desafetos.
Que malévolos dirigem outros a escuridão.
Que silenciosamente curtem sua solidão.
Que nada vêem se não sua perdição.
Que imaginam castigos vãos.
Que miseravelmente obsediam seus irmãos.
Que nem sabe que morreram.
E seguem como nada houvesse ocorrido.
Que não entendem o silêncio dos que amam.
A solidão absoluta a que foram abandonados.
E não lembram sequer um segundo.
Que têm um porto seguro.
E basta desejá-lo: Deus.

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domingo, 8 de junho de 2008

TUDO É AMOR (SIGNIFICADOS) - Chico Xavier



Vida-É o Amor existencial.
Razão-É o Amor que pondera.
Estudo-É o Amor que analisa.
Ciência-É o Amor que investiga.
Filosofia-É o Amor que pensa.
Religião-É o amor que busca Deus.
Verdade-É o Amor que se eterniza.
Ideal-É o Amor que se eleva.
Fé-É o Amor que se transcende.
Esperança-É o Amor que sonha.
Caridade-É o Amor que auxilia.
Fraternidade-É o Amor que se expande.
Sacrifício-É o Amor que se esforça.
Renúncia-É o Amor que se depura.
Simpatia-É o Amor que sorri.
Altruísmo-É o Amor que se engrandece.
Trabalho-É o Amor que constrói.
Indiferença-É o Amor que se esconde.
Desespero-É o Amor que se desgoverna.
Paixão-É o Amor que se desequilibra.
Ciúme-É o Amor que se desvaira.
Egoísmo-É o Amor que se animaliza.
Orgulho-É o Amor que enlouquece.
Sensualismo-É o Amor que se envenena.
Vaidade-É o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão opróprio Amor que adoeceu gravemente.

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

PAZ ...

Onde encontro a paz? ...
Pergunto-me a todo instante.
Procurei-a há tempos idos
Num lugarejo distante...
Procurei-a num largo anfiteatro
E ainda não achei...

Procurei-a, desta vez, num circo
E também não encontrei...
Então pensei: Está no lar!...
Mas também lá não estava.

E pus-me novamente a buscá-la
Nos canteiros floridos, no pôr-do-sol,
Em todas as maravilhas do Universo
E nada consegui encontrar...

Um dia, embaraçada com tanta busca,
Perdi-me dentro de mim
E... Qual não foi a minha surpresa!

Lá estava ela...
A sorrir...


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domingo, 30 de março de 2008

A CEIFADORA

Por doce que possa ser a ceifadora.
Pelas dores que pode estancar.
Pelo trabalho e tribulações que nos poupe.
Pelo descanso àquele que estava sofrendo.
Que parte para o mundo maior.
Em Luz.
Por mais poemas que eu faça para ela.
Tentando sufocar,
Apaziguar,
Diminuir,
A dor que causa.
Os laços que nos prendem ao que partiu.

São tão sólidos como aço.
São vidas e vidas unidas que se separam nesse instante
Neste último olhar,
Neste último suspiro
Que eu posso nem ouvir.
A morte dói.
Como se extirpassem um órgão nosso.
A cru...

Agradeço a Ti meu Pai celeste.
Pela graça de crê
Que nos encontraremos de novo.
E que o tempo tudo amortece.
Até essa dor.

Mallika Fittipaldi (Blog Poemas e Encantos)

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sábado, 22 de março de 2008

NÃO SEI - Cora Coralina


Não sei... se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.

Para receber este poema como slide, clique aqui

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domingo, 24 de fevereiro de 2008

É PRECISO AGIR


Primeiro levaram os negros,
Mas não me importei com isso.
Eu não era negro.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas não me importei com isso.
Eu também não era operário.

Depois prenderam os miseráveis,
Mas não me importei com isso,
porque eu não sou miserável.

Depois agarraram alguns desempregados,
Mas como eu tenho um emprego,
também não me importei.

Agora...
Agora estão me levando.
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém,
ninguém se importa comigo.

O poema é de Bertolt Brecht, dramaturgo e poeta alemão do século XX

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O MAIS É NADA ( Navegue )


“Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá. Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra. Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos. Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu. Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu. As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces. O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o! Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!

Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa. Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela. Abra todas as janelas que encontrar e as portas também. Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho. Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas. Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for. Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso. Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam. Olhe para o lado, alguém precisa de você. Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca. Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os. Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura. Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!

“Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada”.

Fernando Pessoa
___________________________________________________________
Para receber esta mensagem como slide (PPS), clique aqui.

Não é pacífica a informação de que tais versos sejam de Fernando Pessoa, segundo a escritora Fátima Oliveira. Afinal, o poeta usou vários heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Durante a 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância, em Durban, África do Sul (2001), houve uma homenagem a Fernando Pessoa, feita pela CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe), quando foi lida a poesia acima. Durban tem algo especial com Fernando Pessoa, nascido em Lisboa ( 13.6.1888). Pessoa morou na cidade até 1905, quando voltou para estudar em Lisboa.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

PASSANDO PELA VIDA - Mallika Fittipaldi


Suave é o córrego da vida,
Para aquele que nada espera.
Tudo faz sem receio de perda.
E nem ganância de ganhos.

Leve é o decorrer da vida.
Para quem é paciente consigo mesmo.
Para quem se perdoa.
Para quem se conhece.

Agradável o correr do tempo.
Para quem não se incomoda com suas marcas.
Para quem sabe que elas são inerentes a vida.
Impossíveis de não tê-las.

Aprazível a caminhada.
Para quem observa cada momento.
Está presente em cada situação.
Vive cada instante.

Doce é a vida.
Para quem ama.
A todos sem distinção.
Sem apego.
Sem sofreguidão.

Amena é a vida de quem deseja somente o necessário.
E não se corrompe com o consumismo.
Com a aparência.
Com o poder.

Agradável é o fim da vida.
Que começa outra vida.
Para quem soube viver com pouco.
E doar muito.

Conheça o Blog Poemas e Encantos, de Mallika Fittipaldi

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

PAI NOSSO - Mons. José Silvério Horta


Pai Nosso, que estás nos Céus
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Neste mundo de escarcéus.
Santificado, Senhor,
Seja o Teu nome sublime,
Que em todo Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.

Venha ao nosso coração,
O teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada redenção.
Cumpre-se o teu mandamento
Que não vacila e nem erra.

Nos Céus, como em toda a Terra
De luta e de sofrimento.
Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão no caminho,
Feito de luz, no carinho
Do pão espiritual.

Perdoa-nos, meu Senhor,
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
De iniqüidade e de dor.
Auxilia-nos também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar aos nossos irmãos
Que vivem longe do bem.

Com a proteção de Jesus
Livra a nossa alma do erro,
Neste mundo de desterro,
Distante da vossa luz.
Que a nossa ideal igreja,
Seja o altar da Caridade,
Onde se faça a vontade
Do vosso amor ...
Assim seja.

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, ditada pelo EspíritoMonsenhor José Silvério Horta, constante do livro "Parnaso de Além-Túmulo,(12ª Ed. - FEB).

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sábado, 17 de novembro de 2007

O ESPÍRITO E A ALMA DE UMA FLOR

Por Altamirando Carneiro


A poetisa portuguesa Florbela de Alma da Conceição Espanca nasceu em Vila Viçosa, Portugal, em 8 de dezembro de 1894. Desencarnou na véspera do seu 36° aniversário, confessando que se suicidou, conforme psicografia registrada no livro "Antologia do Mais Além", do médium e escritor Jorge Rizzini. Florbela iniciou seus estudos nos liceus de Évora e, dois anos depois, ingressou na Faculdade de Direito de Lisboa, onde estudou até o terceiro ano.

Publicou "Livro de Mágoas", "Livro de Soror Saudade e Charneca em Flor", sua obra-prima, considerado um dos mais notáveis livros de poesias em língua portuguesa. Contudo, Florbela não viu a obra editada; morreu semanas antes.


À poesia de Florbela Espanca caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude.

Vamos apresentar dois sonetos da poetisa, o primeiro dela encarnada e o segundo, já como Espírito. Em Para quê?, Florbela Espanca demonstra toda a contrariedade, tristeza e desencanto que lhe vai na alma e que poderiam ser melhor compreendidos com a convicção de que, estando num mundo de expiações e provas, todas essas contrariedades são infortúnios passageiros, na caminhada evolutiva do Espírito. Já em Minha Cruz, Florbela fala do suicídio que cometera. Esse poema pode ser conferido no livro "Antologia do Mais Além", de Jorge Rizzini.

Altamirando Carneiro é jornalista e escritor. Dirige o jornal O Semeador e a Sociedade de Arte Poética Castro Alves. Texto publicado originalmente na Revista Universo Espírita, n. 30, pág. 16.


PARA QUÊ?

Tudo é vaidade neste mundo vão...
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!

Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisem pelo chão!...

Beijos de amor! Pra quê?... Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!

Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!


MINHA CRUZ

Revejo novamente a minha cruz!
Voltam com ela todos os cansaços...
Quem me cortou os pulsos?
Doem-me i os braços!
E essa morta? Quem trouxe à meia luz?

Tem a face de mármore... os pés nus...
Por onde, dize lá, foram teus passos?
Tens nos olhos tristes, puros, olhos baços.
-Essa morta sou eu! Cristo Jesus!

Ninguém tanto sofreu num só momento
Estava viva e soluçava ao vento!
E eu era a louca que tombara morta...

Trinta anos a minha alma a vaguear...
Por certo alguém a viu nesse lugar,
A bater, sempre em vão, de porta em portal

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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ORAÇÃO DE SANTO AGOSTINHO


A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.

Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.

Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.

Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.

A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Porque eu estaria for a de teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista ?

Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca tuas lágrimas e se me amas,
não chores mais.

Extraído do site sca.org

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domingo, 7 de outubro de 2007

POEMA - Mário Quintana


INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO

Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:

"Ponham-me a cruz no princípio...E a luz da estrela no fim!"

Mário Quintana

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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

ALMA QUERIDA


ALMA QUERIDA !
SE PUDESSE TE DAR ALGO,
QUE POR TUDO VALESSE,

SÓ TE DARIA ESSE
PEDIDO AO CORAÇÃO:
ESQUECE E SEGUE EM FRENTE.

QUE O CAMINHO URGENTE
DE LUZ E REPARAÇÃO
TEM GUARIDA E TRILHA PRIMEIRA
AQUELA QUE, ALTANEIRA,
COMEÇA NO PERDÃO.

O ESQUECIMENTO É IMPORTANTE.
CARREIA LUZES E FLORES,
MAS PARA TODAS AS DORES,
COMO SÓ EXISTE SAÍDA,
DURANTE A NOSSA VIDA
NA ACEITAÇÃO BENDITA.

ACREDITA
QUE AQUILO QUE TE FALO
VALE COMO CONVITE.
NÃO EVITE A TUA MÃO
A QUEM, POR ENGANO
E IGNORÂNCIA,
LANÇOU-TE EM CAMINHO ESCURO.

QUE POR MAIS DURO QUE SEJA,
ESTENDE A ESSA PESSOA
A TUA ALMA TÃO BOA
E OFERECE OUTRA VEZ, PERDÃO!

TU ÉS FILHA DE DEUS E DEUS
É O PAI MISERICORDIOSO.
AQUELA FLORZINHA AMIGA,

QUE VIVE DENTRO DE TI
ESPERANDO SER REGADA
PELA LÁGRIMA DA EXPERIÊNCIA

CRESCERÁ ASSIM, MINHA AMIGA,
SERÁ UMA CANTIGA,
QUE QUANDO A LUZ DO DIA BRILHAREM
TEU CORAÇÃO
VERÁS COMO SINFONIA
A MÚSICA DA ALEGRIA:
PERDÃO!”

Assinado : Sem Identificação

Sorocaba, Agosto de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : João

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quarta-feira, 18 de julho de 2007

FELIZ POR ENTENDER

"Eu venho de longe
contente, cantante.
De um mundo distante
de outro porvir.

Trago alegria
da música e da poesia,
com muita emoção
pra alegrar seu coração.

Tantos lugares andei
Tanta gente conheci
Tanta gente amei
Agora... estou aqui.

Feliz por entender
que a vida não cessa.
Que Deus é bondade
e não só promessa.

Distribuo amor.
Essa é a minha meta.
Não sou nada, nem tudo,
mas gosto de ser poeta.

Bênçãos de luz prateada
recaiam sobre o povo.
Sigamos na mesma estrada
e comecemos todo de novo.

Deixo meu carinho, minha alegria
e meu abraço fraterno
a todos os irmãos de hoje, de ontem.
Enfim, a tudo o que é eterno.”

Assinado : Sem identificação
Data : Julho de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : SAOG

Temas : espiritismo - psicografia - mensagens - oração nossa

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domingo, 17 de junho de 2007

ALMA MINHA GENTIL - Camões

Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
alguma cousa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a DEUS, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.

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