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sábado, 13 de junho de 2009

NÃO EXISTE VIDA APÓS A MORTE, SÓ A MORTE!

"Eu não tenho nada — ela disse. Eu não sabia dizer se ela falava para si mesma ou para mim. — Meu marido faleceu. Meus filhos estão crescidos. Estou sozinha. Abandonada. Se tivesse coragem, eu me mataria".

Suas palavras horrorizaram-me. Ter cometido suicídio e acabar em um lugar tão terrível quanto esse a fez pensar em se matar. Uma consideração pervertida e inexorável dentro de uma reflexão.

— Eu me sinto tão pesada — ela disse. — Tão cansada e pesada. Mal consigo levantar meus pés. Durmo o tempo todo, mas sempre acordo exausta. Eu me sinto vazia. Oca.

As palavras de Albert voltaram para me atormentar. — O que acontece aos suicidas — ele disse — é que eles têm um sentimento de estarem vazios por dentro. Seu corpo físico foi eliminado prematuramente, seu corpo etérico preencheu o vazio. Mas esses corpos etéricos têm a sensação de vazio pelo tempo que seus corpos físicos teriam de viver.

Dei-me conta, naquele momento, por que tinha sido impossível entrar em contato com sua mente. Ao se colocar neste lugar, ela removeu sua mente de todas as lembrancas positivas. Sua punição — embora tenha sido auto-imposta — era relembrar apenas as situações adversas em sua vida. Ver o mundo que ela lembrava por meio das lentes do negativismo total. Nunca ver a luz, apenas sombras.

— Como era aqui antes? — perguntei impulsivamente. Senti um frio no estômago. Comecei a sentir medo.

Ann olhou para mim, mas parecia mirar as trevas dos seus pensamentos enquanto respondia. Pela primeira vez ela disse frases mais extensas.

— Eu vejo, mas não claramente — ela disse. — Eu ouço, mas não claramente. Acontecem coisas que não entendo completamente. A compreensão está sempre a alguns passos à minha frente. Jamais consigo alcançá-la. Tudo está distante de mim. Sinto raiva por não ouvir ou ver direito, por não entender. Por que sei que não sou eu que está perdendo coisas. Mas que tudo à minha volta é vago e me mantém a poucos passos da compreensão. Sei que sou enganada de algum modo. Lograda.

“Coisas acontecem na minha frente e vejo acontecendo, mas não tenho certeza se entendo, mesmo parecendo que estou. Há sempre algo mais acontecendo que não consigo compreender. Algo que sempre perco, embora não saiba como estou perdendo ou por quê.

Tento entender o que está acontecendo, mas não consigo. Mesmo agora, enquanto converso com você, sinto que estou perdendo alguma coisa. Digo a mim mesma que estou certa, que tudo à minha volta está distorcido. Mas mesmo quando penso assim, tenho uma premonição de que sou eu. Que estou tendo outra crise nervosa, mas não consigo identificá-la desta vez porque é sutil demais e além da minha compreensão.

Tudo me escapa. Não consigo descrever isso de maneira melhor. Assim como nada funciona na minha casa, nada funciona na minha mente também. Estou sempre confusa, sem referências. Eu me sinto como se estivesse nos sonhos que meu marido tinha.”

(...)

Ela balançou a cabeça, parecendo uma criança apavorada.
— Você não entende por que eu digo essas coisas? — eu disse. — Não é só o fato de meus filhos terem os mesmos nomes que os seus filhos. Não só o fato de minha esposa ter o mesmo nome que o seu. Seus filhos são meus filhos. Você é minha esposa. Não sou apenas um homem que se parece com seu marido. Eu sou seu marido. Nós sobrevivemos...

Parei quando ela se levantou bruscamente. — Mentira! — ela gritou.
— Não! — dei um salto. — Não, Ann!— Mentira! — ela berrou. — Não existe vida após a morte! Apenas a morte!

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sábado, 6 de junho de 2009

PENSE NA MORTE COMO UM SONO NECESSÁRIO


"A vida na Terra é apenas um panorama de vividas observações que parecem reais para você.
Por que a vida após a morte deveria parecer menos real?
Mas não quero confundir você.
Ela vai parecer real o suficiente para você.
E, por favor, meu irmão, não a tema.
A morte não é a rainha dos terrores.
A morte é uma amiga.
Considere desse modo. Você tem medo de dormir à noite? Claro que não. Porque você sabe que acordará de novo.
Pense na morte da mesma maneira: um sono do qual, inevitavelmente, você acordará.
A verdadeira vida é um processo de se tornar. A morte é um estágio nessa progressão. A vida não é seguida pela não vida.
Há apenas uma única continuidade de ser.
Somos parte de um plano, jamais se esqueça disso. Um plano para levar cada um de nós para o nível mais alto de que somos capazes. Este caminho será sombrio algumas vezes, mas levará, com certeza, à luz.
No entanto, jamais se esqueça de que pagamos por cada ato, pensamento e sentimento cometidos por nós.
Uma frase da Bíblia diz tudo.
O que um homem planta, um homem colhe.
As pessoas não são punidas pelos seus atos, mas pelos próprios atos.
Eu gostaria que as pessoas acreditassem nisso.
Gostaria que os homens e as mulheres de todo o mundo soubessem, além de qualquer sombra de dúvida, que eles terão de enfrentar as conseqüências de sua vida.
O mundo poderia mudar da noite para o dia.
Que Deus o abençoe.
Eu volto para meu amor".


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSA TRISTEZA

Encha um copo de água pela metade e mostre-o a duas pessoas: uma diz que ele está meio cheio, e outra diz que ele está meio vazio. Para a psicologia, temos dois processos psicológicos diferentes. Se você se fixar na plenitude, vai se sentir repleto; se fixar no vazio, você será esvaziado. É uma lei mágica: quando um doente não pensa senão na sua doença, o seu estado piora, porque todo o pensamento negativo provoca a desagregação. Ele que pense em saúde, e esse pensamento curá-lo-á.

Pode ser que lhe faltem muitas coisas, mas, se quiser que lhe falte ainda mais, fixe-se nessa falta!... Pense, antes, que você é herdeiro de uma imensa riqueza, e verá todas as melhorias que se seguirão. Alguns, seja o que for que se lhes apresente, estão habituados a ver o lado bom das coisas e das situações, ao passo que outros só vêem os inconvenientes. Bem entendido, uns e outros têm razão, mas esta "razão" age, interiormente, de duas maneiras diferentes. Habituando-se a ver as faltas, as lacunas, os defeitos, você vai ficando cada vez mais triste, desanimado, azedo. É o que acontece quando alguém se detém no que lhe falta.

Para mostrar a alguns o quanto se enganam e fazem mal a si próprios, dizendo que lhes falta isto, que lhes falta aquilo, eu lhes digo : a Natureza é implacável: você pode gritar, chorar, ameaçar, que ela não muda nada; você é que tem que se inclinar, que obedecer, que se por de acordo com ela. Sim, ela é implacável, irredutível. Você dirá que ela é cruel... Não, ela só pensa em tornar os humanos inteligentes, belos e, sobretudo, felizes. Aceite esta filosofia que lhe mostra que você é filho de Deus, herdeiro de um tesouro que só espera o momento em que você seja capaz de o colher.

O que faz falta aos humanos é uma filosofia, e não qualquer outra coisa; eles têm tudo em si e à sua volta e estão sempre a se queixar. São rabugentos - é isso! -, sempre rabugentos, porque lhes falta uma filosofia. Eis o atual estado de muitas pessoas no mundo: sentem-se infelizes, queixam-se, querem, até, suicidar-se. Não conseguem compreender que só elas são responsáveis pelo seu estado. É a maior das tolices ficar prostrado a um canto, infeliz, no vazio, por ser incapaz de vê-las!

Suponha que numa outra encarnação você foi cruel para com certas criaturas. Para lhe mostrarem quanto mal lhes fez, são elas agora que, por sua vez, fazem-lhe sofrer, mas você não compreende que a culpa é sua. Na realidade, essas injustiças, visíveis e reais, são a expressão de uma justiça invisível. Por uma razão ou por outra, você merece o que lhe acontece. O que impede os humanos de evoluir é o fato de pensarem que as dificuldades ou os infortúnios são o resultado de uma injustiça. Algumas pessoas pensam que escapam às dificuldades pondo fim à vida. Na verdade, é ainda pior, depois, quando estiverem do outro lado, porque ninguém tem o direito de partir antes do termo; é uma deserção que terá de ser paga duas vezes, três vezes mais caro. Lá em cima não há lugar para aqueles que quiseram desertar da terra, e não querem recebê-los: terão de sofrer tanto tempo quanto o que ainda lhes restava viver na terra.

A atitude de quem põe fim à sua vida é extremamente repreensível. Em primeiro lugar, essas pessoas são ignorantes, porque não conhecem a razão das provações que têm de suportar. Depois, são orgulhosas e são fracas, porque não suportam as dificuldades. Demonstram, pois, ignorância, orgulho e fraqueza. E o mundo invisível fica descontente com esses seres porque eles abandonaram o seu posto. A maioria dos humanos pensam que vieram à terra para viver em felicidade e realizar as suas ambições. Mas não: eles vieram à Terra para pagar suas dívidas, para se instruírem e se reforçarem. É por isso que o Céu não pode ter estima por quem tomou a decisão de pôr termo à sua vida.

É claro que se pode dar ao suicídio toda a espécie de explicações. Mas, sejam quais forem as razões por que um homem ou uma mulher se suicida, pode-se dizer que a verdadeira razão é esta: trata-se de uma criatura que não sabe que Deus colocou nela possibilidades incríveis de triunfar em quaisquer condições de vida. Existem seres a quem nenhum acontecimento, nenhuma situação abala, porque têm um sistema filosófico ao qual se agarram. Os humanos estão muito mal instruídos e, à mais pequena decepção, pensam que a única solução é o suicídio. O que quer isso dizer? Que são gênios? Que são seres tão excepcionais que não podem suportar o mal no mundo?... Não, são pobres miseráveis privados de tudo: de inteligência, de amor, de força; só a sua fraqueza os leva a acabarem assim.

Se você conseguir se educar para não procurar satisfazer unicamente as suas cobiças, mas a considerar todas as dificuldades como um meio de exercer a sua vontade, então, esteja certos de que jamais você se suicidará. Nem mesmo a miséria, as privações, a doença ou a solidão conseguirão lhe vencer. Você é que triunfará. Os jovens devem persuadir-se ao menos de uma coisa: o mundo é vasto e eles não estão sós. O que mais leva as pessoas ao suicídio é a falta de amor. Quando alguém perdeu o amor, só deseja morrer; a vida não tem sentido. A vida está ligada ao amor. Isto é tão verdadeiro que, se você estiver nos braços daquele ou daquela que ama, vai querer sempre viver. Se suprimir o amor, você morrerá. Muitas pessoas suprimiram o amor e agora perguntam a si próprias por que razão já não têm gosto por nada. Pois bem, é justamente porque nelas não há amor. Quanto a mim, já encontrei o segredo: eu amo a Fraternidade, e como amo a Fraternidade, todas as questões estão resolvidas. Só penso nela, nada mais existe na minha cabeça, ela dá sentido à minha vida. Faça você a mesma coisa e jamais terá o desejo de se suicidar.

(Texto extraído do livro "Respostas à Questão do Mal" - Edições Prosveta; Portugal)

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sábado, 30 de maio de 2009

VIDA APÓS VIDA, A LIÇÃO DO APRENDIZADO

Shakespeare descreveu a morte da seguinte maneira: “o país não descoberto de cujas fronteiras nenhum viajante retorna”. Uma descrição maravilhosa, mas totalmente imprecisa. Todos nós descobrimos este país depois de nossa “morte”. Além disso, é uma fronteira da qual todos os viajantes um dia devem retornar.

Somos três coisas em uma só : — espírito, alma e corpo, o último terço, na vida em Terra, é composto de corpos físico, etérico e astral. Não discutirei nosso espírito desta vez. Nossa alma contém a essência de Deus dentro de nós. Essa essência direciona nosso curso de vida, guiando nossa alma por meio de muitas experiências de vida. Cada vez que uma porção da alma desce para a carne, ela absorve aquela experiência e progride, tomando-se enriquecida com isso. Ou... é prejudicada por ela.

Isso era essencialmente o que Albert dissera, lembrei. O suicídio de Ann prejudicara sua alma e agora ela tinha optado por absorver experiência positiva suficiente para reconstruí-la.

— Como este eu maior é aumentado ou diminuído? — continuou — Pela memória. Cada um de nós tem uma memória interna e outra externa, a externa pertence ao nosso corpo visível, a interna ao nosso corpo invisível ou espiritual. Cada pensamento que tivemos, desejamos, falamos, realizamos, ouvimos ou vimos é inscrito nesta memória interna.

“Essa lembrança abrangente sempre fica na ‘casa do Pai’, crescendo ou diminuindo com o resultado de cada nova vida física. O corpo astral, ou espiritual, volta à Terra, mas permanece o mesmo. Apenas o corpo de carne e seu etérico são alterados.

Existe uma linha de comunicação entre o ser mais elevado e qualquer que seja a forma física que a alma tenha escolhido. Por exemplo, se o ser físico recebe uma inspiração, ela vem da alma. A chamada ‘pequena voz’ é o conhecimento de antigas lições que alertam um indivíduo para não cometer um ato que prejudicaria sua alma.

No entanto, na grande maioria das vezes, exceto nos casos daqueles nascidos receptivos à sua existência ou que, olhando para seu interior, meditando, tornam-se conscientes dela, a penetração do seu verdadeiro eu raramente é percebida.

O processo funciona da seguinte maneira: vida após vida de esforço, intercalada com períodos de descanso e estudos neste plano, gradualmente direciona a alma para aquilo que ela quer ser. Algumas vezes, o que não é obtido em vida pode ser alcançado na vida após a morte para que o próximo renascimento seja acompanhado por um maior nível de consciência, mais habilidade em realizar a aspiração definitiva em direção a Deus.Assim, as três coisas em uma que nós somos experimenta uma tríade de encarnação, desencarnação e reencarnação. O homem deve estar bem consciente de como morrer, porque ele fez isso muitas vezes. Ainda assim, cada vez que ele retorna para a carne, com raras exceções, ele se esquece de novo.”

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

DOENTES DA ALMA CONSPIRAM CONTRA A VIDA

"O homem não raramente é obsessor de si mesmo. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio indivíduo. São doentes de alma". (Allan Kardec)

Tão grave quanto a obsessão provocada por influências espirituais externas, é a chamada auto-obsessão. A Grande maioria dos pacientes que sofrem de auto-obsessão -s obsessores de si mesmos, portanto, doentes da alma --, preferem jogar toda a culpa de seus problemas e aflições aos espíritos, não assumindo a responsabilidade que são else próprios a causar seus problemas.

Trata-se de um distúrbio psíquico desencadeado pela mente doentia do próprio enfermo que gera um estado permanente de desequilíbrio emocional, tal como: constante impaciência, irritação freqüente, mágoa prolongada, inveja, ciúme patológico, egocentrismo acentuado, medos excessivos, aberrações sexuais, comportamentos obsessivo-compulsivo, e outros comportamentos desajustados.

Entretanto, é importante salientar que a auto-obsessão pode abrir uma brecha para que os espíritos obsessores inimigos se aproveitem dessas imperfeições do paciente para então obsediá-lo gerando, por exemplo, a síndrome do pânico e outros transtornos psíquicos, como a depressão, doenças orgânicas e diversos comportamentos patológicos. Tais pacientes percorrem os consultório médicos em busca de um diagnóstico nem sempre identificado corretamente pelos médicos pelo fato da auto-obsessão ser uma doença da alma, portanto, mais difícil de ser detectada.

As terapias medicamentosas não são eficazes, pois são resultados da própria imaturidade psicológica e espiritual do enfermo, que cultiva com freqüência a inveja, ciúme, inferioridade, egoísmo, orgulho, ira, medos, insegurança, desconfiança, etc.. São pacientes muito voltados para si mesmos, preocupados excessivamente com doenças (hipocondríacos), que sofrem por antecipação (preocupados excessivamente), dramatizam os fatos do cotidiano, cultivando o coitadismo (sentimentos de autopiedade); são vitimas de si próprios, atormentados por si mesmos.

Na qualidade de enfermos da alma, facilmente se descontrolam, com explosões de ira no trabalho, em casa ou no trânsito. Na auto-obsessão, somos prisioneiros dos nossos pensamentos negativistas e pessimistas, que nos sufocam e nos aprisionam.

Psicólogo. Acesse seu Site.

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sábado, 23 de maio de 2009

OBRIGADO, AMOR, POR TUDO


"Sei que a morte é uma separação momentânea mais é muito difícil viver sem ver esta pessoa do nosso lado,tocar,conversar,abraçar sei que é egoismo e entendo que a vida tem que continuar mais a saudade dói muito 0 que faço é pedir a Deus forças para continuar e rezo para não lembrar a minha vida passada para poder continuar em frente sem meu marido a quem continuo amando muito apesar da ausência física. Deus é quem me ampara e me mostra uma luz que devo seguir". Giselda Castilho Dutra

A dor da perda é absolutamente amplificada quando aquele que se foi é nosso amor de alma. Não há o que falar para aplacar o sentimento de vazio e o autor que melhor retratou esta situação limite foi o Richard Matherson, autor de Amor Além da Vida (Butterfly, 285 pags., R$.22,90). O lançamento do livro já foi comentado aqui no blog, mas hoje aproveito o comentário de acima para publicar alguns trechos da obra:

"O que você pensa torna-se seu mundo. Você pensava que isso se aplica ainda mais aqui, pois a morte é um redirecionamento da realidade física para a mental - um ajuste para campos mais altos de vibração.(...) A existência do homem não muda quando ele tira um casaco. Não muda quando a morte remove o casaco de seu corpo. Ele ainda é a mesma pessoa. Não é mais spabio. Não é mais feliz. Não é melhor. É exatamente o mesmo. A morte é meramente a continuação em outro nível."

"As atitudes das pessoas em relação àqueles que morreram são vitais. Como a consciência dos que morreram é muito vulnerável a impressões, as emoções daqueles que ficaram para trás podem ter um efeito sobre eles. Uma angústia intensa cria uma vibração que pode causar dor nos que partiram, impedindo que progridam. Na verdade, é desastroso que as pessoas pranteiem os mortos, protelando sua adaptação à vida após a morte. Os falecidos precisam de tempo para alcançar sua segunda morte. A cerimônia funerária deveria ser um meio de libertação pacífica, não um ritual de luto."

"— Quero lhe dizer obrigado em palavras agora — eu disse a ela. — Não sei o que acontecerá conosco. Rezo para fiquemos juntos em algum lugar, algum dia, mas no momento, não sei se isso é possível. É por isso que vou agradecer agora tudo o que você fez por mim, tudo o que você significou para mim. Alguém que você nunca conheceu me disse que pensamentos são reais e eternos. Então, mesmo que você não entenda minhas palavras agora, sei que chegará um dia no qual o que eu disse tocará você.”

Pressionei sua mão entre minhas palmas para aquecê-la e disse a ela o que eu sentia.

"Obrigado, Ann, por todas as coisas que você fez por mim em vida, das pequenas às maiores. Tudo o que você fez foi importante e eu quero que saiba da minha gratidão por isso.

Obrigado por se preocupar comigo quando eu tinha qualquer tipo de dificuldade. Por me apoiar quando eu me sentia deprimido. Obrigado pelo seu senso de humor. Por me fazer rir quando eu precisava disso. Por me fazer rir quando eu não precisava nem esperava, mas apreciei o sabor extra que isso acrescentou à minha vida. Obrigado por cuidar de mim quando eu estava doente. Obrigado pelas lembranças das coisas que fizemos juntos e pelos filhos.

Obrigado pelas lembranças de nós dois sozinhos. Fazendo viagens de fins de semana ou passeios a lugares interessantes. Fazendo compras juntos. Caminhando. Sentados no banco e admirando as montanhas ao entardecer. Eu colocava meu braço em volta dos seus ombros, você se inclinava contra mim e nós observávamos o pôr-do-sol.

Obrigado por deixar que eu fosse eu mesmo. Por lidar comigo como eu era, não como você imaginava que fosse ou como queria que fosse. Obrigado por ser tão compatível com minha mente e emoções. Obrigado por ser tolerante com minhas falhas. Por não esmagar meu ego nem permitir que ele ultrapassasse os limites do bom senso. Obrigado por me transformar sem jamais ter feito isso deliberadamente. Por me ajudar a entender melhor quem eu sou. Por me ajudar a realizar mais coisas do que eu jamais conseguiria sozinho.

Obrigado por gostar de mim e de me amar, por não ser apenas minha esposa e amante, mas também minha amiga. Peço desculpas por todos os momentos que decepcionei você, por cada momento que deixei de dar a compreensão que você merecia. Peço desculpas por não ter sido paciente e gentil quando eu deveria ter sido. Peço desculpas por todos os momentos que fui egoísta e incapaz de ver suas necessidades. Sempre amei você, Ann, mas, muitas vezes, eu a decepcionei. Peço desculpas por todos esses momentos e agradeço a você por me fazer sentir mais forte do que eu era, mais sábio do que eu era, mais capaz do que eu era. Obrigado, Ann, por agraciar minha vida com sua adorável presença, por acrescentar a doce medida de sua alma à minha existência. Obrigado, amor, por tudo.”

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

DEUS ESPERA DE NÓS ATITUDE E FELICIDADE


"Gostaria de pedir ajuda a vocês pois ando muito triste e desiludida,minha vida não tem muito sentido,me sinto só,abandonada e sem entender direito o que aconteceu e o porque de ter acontecido,tenho tido pensamentos pessimistas,de dor e lamento,sei que estou errada mas as vezes é mais forte que eu...tenho esperança que mesmo sem conhece-los talvez vocês possam me explicar o que até hoje não entendo e nem aceito. Tive um relacionamento com um homem bem mais velho que eu por um período de um ano e dois meses. Foi uma história meio conturbada de muito apego,cobranças e paixão, eu me envolvi muito e ele também, mas como eu era casada nunca pudemos assumir publicamente apesar de cogitarmos essa possibilidade. Ele teve alguns problemas financeiros e acabou suicidando-se,no dia 06 de abril do ano de 2007,antes porém me telefonou diversas vezes e eu não atendi as suas chamadas... Pra mim foi um choque tão grande que eu só pensava em morrer para ir encontrá-lo. Fiquei muito doente de tristeza, parei até de trabalhar, sinto a presença dele muito próxima a mim e não consigo superar essa tragédia. Não consigo ir adiante, estou presa ao passado e isso me atrapalha muito tanto emocionalmente como profissionalmente... Já faz dois anos que tudo aconteceu e parece que foi ontem. Vivo com a sensação de culpa, achando que eu poderia tê-lo ajudado, que eu deveria ter sido mais presente, mais compreensiva. Acho que eu poderia ter tentado evitar tudo isso...me sinto um pouco responsável. ( L.P. )

"Aqui estamos hoje com o propósito único de dar alívio às dores experimentadas por milhares de irmãos. Uns as aceitam de melhor forma por conhecerem um pouco da nossa doutrina, outros ainda se sentem fragilizados e impossibilitados de serem aliviados pelos pensamentos cultivados ou que lhes foram impostos pelos que vieram antes deles e fecharam os olhos a novos ensinamentos.

Deus está entre nós e entre todos os que o querem por perto. Ele, independente da crença, não nos abandona. Ele sabe de nossas necessidades e as provê de acordo com nosso merecimento. Ninguém jamais carregará uma cruz mais pesada do que a que possa suportar. Mas, por outro lado, 'a quem muito foi dado, muito será cobrado'. Isso significa que, hora ou outra, seremos obrigados a prestar contas do que fizemos de nossas vidas, de nossos dons.
Deus não daria mais a uns do que a outros se não lhes fosse exigir mais. Não daria condições de andar a quem quisesse apenas ficar deitado.Deus quer que ajamos e que caminhemos em direção do aprimoramento espiritual, que é a única coisa que tem realmente importância desde nossa primeira estada no plano material.

Se fosse só para adquirir riqueza material, uma só vida bastaria. Daria para ajuntar o suficiente para não precisar mais retornar. O problema é muito mais complexo e simples ao mesmo tempo. Se nos ligássemos a Deus, se fizéssemos dos seus ensinamentos nossa prioridade, já andaríamos a passos largos. Nossa evolução depende da nossa boa vontade, do amor que consigamos passar aos outros seres, independente de quem são e de onde vieram.

Só o amor consegue mudar nossos pés e fazer com que evoluamos e progridamos no caminho, na jornada da vida. Portanto, precisamos nos doar mais, ficar mais atentos ao que pede e espera nosso Pai. Agradando-o, estaremos conquistando benefícios a nós mesmos.

Deus espera de nós atitude, caridade, bondade e perseverança. Pobre daquele que desiste da vida terrena achando que dará cabo do sofrimento. Pobre daquele que continua nesta vida tratando-a como um fardo pesado e como que cumprindo tempo. Nada sairá do lugar. Voltará para o mesmo onde parou ou onde resolveu deixar a vida passar. Ninguém se exime de suas obrigações, deixando-as de lado, fingindo que elas não existem. Elas estão e estarão lá por séculos e séculos, até que sejam transpostas e que com isso se aprenda o que deveria ser aprendido.

Em tudo, mesmo nas coisas mais simples, existem lições verdadeiras e sérias que devemos analisar e, muitas vezes, dar um rumo diferente às nossas vidas, às nossas ações, atitudes e necessidades. Vamos procurar viver em comunhão com Deus, seguir as palavras que nos deixou e, como operários dedicados, cumprir nosso trabalho com amor e sem esperar nada em troca além de amor e evolução. Que Deus nosso Pai esteja sempre conosco e que a cada pedra em nosso caminho possamos nos armar e transpô-la ao invés de tentar dar a volta. Um abraço fraterno do sempre fiel e irmão, companheiro de jornada."





Assinado : Josué
Data : 14 de maio de 2009
Local: Sorocaba (SP)
Médium : SAOG

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

ESPÍRITO DE UM SUICIDA E SUA ANGÚSTIA

Trazemos hoje a íntegra de um programa exibido pelo canal pago A&E e que trata de uma pesquisa paranormal sobre um suposto espírito de um homem que cometera suicídio. A abordagem é distante do que conhecemos no Brasil e defendida pela Doutrina Espírita, mas mostra, ainda assim, aspectos relevantes sobre a gravidade de tão drástica decisão de vida.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

'SÍNDROME DO PÂNICO' : SENSAÇÃO DE MORTE


Vítimas desse distúrbio lotam os consultórios de psiquiatras e psicólogos em busca de soluções para um medo capaz de tornar a vida insustentável. Afinal, a síndrome provoca medo desproporcional e paralizante. Cada vez mais gente vem sendo diagnosticada pelos especialistas como portadores do mal. “A doença alcançou seu pico e, no meu ponto de vista, ninguém está livre de sofrer dela”, avalia o psiquiatra Paulo Gaudêncio, colunista da revista Nova.

Os estudos revelam que as mulheres entre 20 e 35 anos são as mais atingidas. “É nessa fase que as pessoas sofrem mais pressões profissionais e pessoais”, explica a psicoterapeuta. Hoje, já se sabe com exatidão que até 70% das causas da doença são genéticas, enquanto as 30% restantes estão relacionadas ao uso de drogas, remédios e fatores ambientais — entre eles (adivinhe!) o stress.

Os homens também não estão escapando da tormenta e já são igualmente engolidos por esses tsunamis de terror. Curioso é que, no passado, a proporção era de duas de nós para cada um deles. “Por causa do machismo, muitos não queriam admitir que tinham a doença, achando que era sinônimo de fraqueza”, opina Rosana Laiza, presidente da Associação Nacional da Síndrome do Pânico.

Como classificar o medo regular do pânico
“Qualquer pessoa pode experimentar essas mesmas sensações de angústia durante um assalto, um vôo com turbulência ou um acidente de carro, por exemplo, mas só quem sofre da doença tem um ataque de pânico sem motivo concreto”, esclarece o psiquiatra Sérgio Tamai, chefe do departamento de psiquiatria e psicologia médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Em outras palavras, no “transtorno do pânico”, como é chamado pela ala médica, ocorrem crises de ansiedade sem que de fato exista uma situação de perigo. “São ataques aleatórios que surgem de maneira inesperada”, explica a psiquiatra Laura Guerra, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que coordena nesse momento a versão brasileira de um estudo mundial sobre o tema promovido pela World Mental Health Survey.

Quem sofre de pânico cobra muito de si e dos demais, é perfeccionista, centralizador e vive tenso, segundo Rosana. “Então, se essas características fazem parte da sua personalidade, você deve procurar uma vida mais equilibrada a fim de diminuir as chances de desencadear o transtorno”, recomenda.

Antes que o mal cresça, os especialistas recomendam as seguintes providências:

Tomar remédios sob orientação médica
“Antidepressivos ajudam a diminuir as crises, mas precisam ser ingeridos durante um ano para evitar as recaídas”, orienta o psiquiatra Márcio Bernik. Vale lembrar que a automedicação é perigosa e pode agravar o quadro. Consultar um especialista é imprescindível, pois novas substâncias salvadoras surgem a cada dia.

Buscar ajuda
“A psicoterapia auxilia o paciente a descobrir que tipo de crença interior pode apresentar relação com os sintomas”, explica Laura.

Cuidar da alimentação
É possível diminuir a intensidade dos ataques com hábitos simples. “Um deles é diminuir o consumo de substâncias estimulantes, como cafeína e chocolate”, diz Tamai.

Mexer o corpo
“Fazer exercícios e aprender técnicas de relaxamento também colabora bastante para manter a calma durante as crises”, sugere Bernik.

Dividir o problema
Em São Paulo, a Associação Nacional da Síndrome do Pânico (www.associacaonsp.com.br) organiza grupos de auto-ajuda e oferece tratamento psicológico. “Quem não consegue sair de casa pode assistir às palestras por vídeo”, afirma a psicoterapeuta Rosana Laiza.
Abril Notícias. Leia texto original

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domingo, 25 de janeiro de 2009

SUICÍDIO : É CEGUEIRA ACHAR SUA DOR MAIOR

"Renascer no paraíso fora da Terra". Com esse ideal, os 39 membros da seita Heaven’s Gate (Portão do Paraíso) cometeram o maior suicídio coletivo da história dos Estados. Em 1978, na Guiana, o pastor americano Jim Jones induziu membros da sua igreja a tomarem juntos suco de abacaxi repleto de cianureto e mais de 900 pessoas morreram. Em março de l996, em Venâncio Aires, cidade gaúcha de 55 mil habitantes, ganhou notoriedade por um número assustador. A cidade foi a recordista mundial de suicídios. Em janeiro, na Estância Cerrito, a 65 km de Itaqui, no Rio Grande do Sul, Manoel Antônio Sarmanho Vargas, o último filho vivo do ex-presidente Getúlio Vargas, também resolveu pôr termo à vida exatamente como fez o pai, desferindo um tiro no próprio peito. No ano de l996, Margaux Hemingway, famosa atriz de Hollywood, neta do escritor americano Ernest Hemingway, suicidou-se em sua mansão nos mesmos moldes que o avô.

Pesquisas realizadas em Nova York por especialistas do jornal Washington Post revelaram que morrem no mundo 85 milhões de pessoas por ano, isto é: 7 milhões por mês, 240 mil por dia, 10 mil por hora ou, ainda, 165 por minuto e o índice de morte por suicídio e loucura, nesse contexto, era tão assustador. E são exatamente nos países ricos que o número de óbitos por suicídios é maior. A França enfrentou uma onda assustadora em fevereiro de 2008. Nesse país, o consumo de hipnóticos e tranquilizantes aumentou em mais de 200 % de uma década para cá. Atualmente se ingere por ano mais de 75 comprimidos de bezoadiazepina (sonorífero) por pessoa.

Sob o ponto de vista médico e considerada a doença do século XX, responsável por muitos suicídios, a depressão tem preocupado os especialistas. Os psiquiatras estimam que de cada grupo de 100 pessoas, 15 têm a probabilidade de desenvolver a depressão. Isso corresponde a aproximadamente 700 milhões de deprimidos na Terra. Sob a ótica sociológica, o escritor francês Albert Camus, no seu livro intitulado "O Mito de Sísifo", defende a tese de que só existe um problema filosófico realmente grave: o suicídio.

A questão 949 do Livro dos Espíritos esclarece quando afirma ser o suicídio resultado da ociosidade, da falta de fé, e geralmente da saciedade. Emmanuel ensina que o suicídio é como alguém que pula no escuro sobre um precipício de brasas. É pura cegueira acharmos que a nossa dor seja maior que a do próximo, há pessoas que sofrem situações muito mais cruéis que a nossa. Adiar dívida significa reencontrá-la mais tarde com juros somados com cobrança sem moratória.

Jorge Hessen
A partir de artigo do
Diário da Manhã. Leia texto integral

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domingo, 30 de novembro de 2008

CARTA AOS COLEGAS DA ESCOLA

"Aqui me encontro por dois motivos. O primeiro: quero que as pessoas a quem amei e que me amaram saibam que a morte não existe. Que como tudo na vida, tem um começo e um fim. Que tudo o que vai, volta. Que saímos da pátria espiritual para a escola da terra e assim que a aula termina, assim que o curso é concluído, a gente volta para casa.

Feliz daquele que vai às aulas, que frequenta o curso e dele sai com mais conhecimento. Feliz daquele que pode dizer que aprendeu a lição; e que teve tempo de repassar. Retornamos para casa em período de 'férias', as quais temos para repensar o que foi feito, para analisar se o curso foi produtivo, se nos acrescentou algo. Depois das 'férias', depois de nos prepararmos, de arrumarmos a mochila, o estojo, os livros e cadernos, voltamos a estudar novamente. Voltamos à escola para recomeçar de onde paramos.


Uns passam de ano e seguem para um curso 'mais puxado', com um grau de dificuldade maior. Estes estão preparados para novos desafios, novas lições e sairão com a sensação de mais conhecimento, de evolução, com a sensação de dever cumprido.

Outros recebem a notícia de reprova. A notícia de que terão de cursar a mesma aula, aprender as mesmas lições, por não terem passado nas provas finais. Não tinham condição de passar pois não estudaram ou não frequentaram o curso com a responsabilidade necessária. Mataram aula e não sabiam do que se tratavam as questões da prova. Os assuntos pareciam-lhes desconhecidos. Pena!

Aos que sentem minha falta, deixo meu carinho e amor e a certeza de que fui feliz e sou feliz. Que me sinto como que aprovado no curso e aproveitando minhas 'férias' e me preparando para voltar às aulas na hora certa. Aos que deixaram a sala de aula para saírem mais cedo para o recreio, deixo meu pesar. Sinto muito por eles e pelo desfecho do 'ano letivo'. Pela decepção que lhes acometerá a alma diante da notícia da reprova, da notícia de que terão de cursar novamente as mesmas aulas.

Eles saíram mais cedo para aproveitar o que não tem importância. Me entristeço e peço a Deus que lhes dê a consciência antes que seja tarde. Vivemos para aprender. Deixo meu carinho e amor a todos àqueles que passam por esta escola e espero de coração que todos saiam vencedores. Beijos aos filhos queridos".

Psicografia: Gilberto Bertolucci (ou Bortolucci)
Data : 27 de novembro de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium : S.A.O.G.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

REENCARNAÇÃO : A ARMADILHA DO SUICÍDIO

Durante o romantismo, folhetins de amores impossíveis circulavam entre jovens de todas as idades. O envolvimento emocional era tão gran­de com a história e os personagens que, quando o romance terminava em tragédia e os amantes não podiam ficar juntos, a tristeza era tão grande que centenas de pessoas se suicidaram. No Japão me­dieval, era sinal de honra e coragem terminar com sua própria vida caso fosse vencido.

Pela Lei do Karma, o suicídio é um problema sério. Muitas pessoas se sentem deprimidas por­que sentem, lá no fundo, aquela vontade louca de voltar pra casa. Para elas, o suicídio é uma forma de voltar pra casa. Para outras, é um jeito de rugir dos problemas. Em ambos os casos, estão enga­nadas.

Sabemos que o suicídio não é bem visto por­que interrompe seu processo de aprendizado. é como sair para o recreio antes da hora. Você perde a aula e só encontra um pátio vazio. Há quem diga que é preciso ter coragem para tirar a própria vida, quando nós sabemos que é preciso coragem mesmo para continuar vivendo. No fim, suicidas são pessoas que abandonaram a batalha. Por isso tendemos a ficar tão zangados com eles! Nos largaram sozinhos no campo de batalha, os cretinos! Mas para onde vão essas almas?

Há um lugar tenebroso chamado Vale dos Suicidas, escuro, frio, fedido e feio. Para lá vão os que desistiram repetidas vezes de suas vidas. Pra você ver como a divindade é paciente, é preciso que cometamos o mesmo erro várias vezes para que nos enviem a um lugar tão horrível. Não é um lugar legal e, vale lembrar, que suicidas tendem a repetir o padrão de comportamento (fugir quando a coisa fica feia). Muitos deles acabam reencarnando como pessoas excepcionais, para que sintonizem as emoções mais básicas e não usem sua inteligência para se matar.

Mesmo suicidas têm novas chances. Mas o caminho que trilham é doloroso demais para valer o experimento. Por isso, fica o recado. Por mais preta que a situação esteja, jamais desista. Vá até o fim! Finja que é um vídeo game e use até o último pontinho de vida para lutar e ficar. Morrer lutando, seja contra uma doença ou para defender algo ou alguém, é mais honroso do que morrer fugindo.

Por Eddie Van Feu
Este é o décimo artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um
trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do
assunto vidas sucessivas um tema apaixonante. Extraído da série "
Wicca",
n. 35 (Reencarnação),
Editora Modus

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domingo, 22 de junho de 2008

SUICÍDIO : NÃO DEIXAMOS DE EXISTIR - Jean


"A vida é uma obra divina e não devemos dispor dela, como muitos de nós ainda fazemos. Por motivo torpe, por coisas de menor importância, achamos que não temos mais valor ou oportunidade de construirmos um futuro melhor... Daí jogamos tudo para o alto. E achamos que resolveremos os problemas deixando de existir. Isso, amigos, ainda se passa com muitos dos encarnados, mesmo aqueles que ainda tem conhecimento de que a vida na matéria é passageira. Que estamos aqui para evoluir, para ter o aprendizado que ainda necessitamos.

Por motivo torpe, fazemos coisas horríveis, como matar, roubar e ainda cometer suicídio. Digo isso pois onde me encontro há muitos irmãos iguais a mim, que erraram muito e agora estão tentando aprender e a modificar nossas idéias sobre o que acreditávamos.

Eu sou um suicida em potencial. Em várias oportunidades, cometi o suicídio. E cada vez era de forma diferente e por motivos variados. Hoje, depois de muito tempo na erraticidade, comecei a compreender que isso aconteceu comigo por falta de religião; por falta de crer que havia algo melhor, que é o conhecimento.

Estou bem agora, tentando aprender e compreender o sentido da vida; para quando retornar não errar mais e contar com a ajuda dos meus pais, que estão aptos a me ajudar, a caminhar na senda do bem e do amor ao próximo.

Sempre fui muito egoísta e por isso fiz o que fiz. Espero que, de agora em diante, tudo possa mudar, tudo seja diferente. Vou me esforçar para que isto aconteça."

Psicografia de : Jean

Data: 12 de junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : T.

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

QUE FAZER QUANDO ALGUÉM PENSA EM SUICÍDIO

Alexandrina Meleiro, médica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, sugere três atitudes:

1- A primeira coisa é vencer o tabu de falar sobre morte e suicídio com a pessoa que está com essa idéia na cabeça. Enfrente o tema. Não tente disfarçar a situação. Cerca de 70% das pessoas que se mataram comunicaram antes de alguma forma suas intenções e ninguém deu ouvidos. Preste muita atenção no que ela tem a dizer. A pessoa precisa perceber que tem um fator de proteção em sua vida, ou seja: família, amigos, alguém de confiança que esteja disposto a ouvir.

2- Tente mostrar para ela que, por pior que seja a situação, sempre existe um plano B. Muitas pessoas se suicidam porque perderam muito dinheiro, ou romperam algum relacionamento onde eram dependentes afetivamente, por serem jogadores patogênicos, por gravidez na adolescência etc. Mas sempre existe uma saída para qualquer um desses becos.

3- Se a situação for muito grave, você deve levá-la a um profissional para que ele avalie o diagnóstico. Se é o caso de dar remédios, de internar, de indicar uma psicoterapia.

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O VALOR DA TRISTEZA OU A BUSCA DA FELICIDADE

Um estudo questiona a eficácia dos antidepressivos. E novas pesquisas mostram que a infelicidade pode ser boa para nós

Quando foi lançado nos Estados Unidos, em 1987, o mais famoso medicamento antidepressivo do mundo chegou a ser apontado, pela revista Scientific American, como um “anjo que ilumina as trevas da alma”. O Prozac foi o primeiro de uma série de remédios que visam alterar o nível de serotonina, uma substância química do cérebro relacionada à sensação de prazer. Com as mudanças das últimas duas décadas no modo como a ciência médica encara a depressão, esses medicamentos se tornaram campeões de venda.

O número de pílulas consumidas no mundo inteiro pulou de 4 bilhões, em 1995, para 10 bilhões, em 2004, um aumento de 150%. No Brasil, também se registrou um salto. Há três anos, 20,6 milhões de comprimidos foram vendidos no país. No ano passado, foram 24,4 milhões (um aumento de 18,5%).

Por isso, um estudo lançado na semana passada na Public Library of Science Medicine (Biblioteca Pública da Ciência Médica) causou grande impacto. O pesquisador Irving Kirsch, da Universidade de Hull, no Reino Unido, e seus colegas revisaram os estudos clínicos de vários antidepressivos e concluíram que, nos casos de depressão leve, seus efeitos não são melhores que os de placebos (Os placebos, pílulas sem substância ativa, são usados em um grupo separado de pacientes para avaliar quanto da melhora se deve ao remédio e quanto apenas ao efeito psicológico de ser atendido e medicado).

Kirsch utilizou estudos que a indústria não havia divulgado. Os laboratórios foram obrigados a liberá-los pela Food And Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos. A indústria rebateu a conclusão, dizendo que Kirsch analisou poucos estudos. Além disso, outro estudo, lançado também na semana passada pelo Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos, afirma que o uso de antidepressivos ajuda a diminuir a taxa de suicídios.

Essa discussão provavelmente terá vida longa. E dá força a uma questão de fundo: por quê buscamos com tamanha avidez a felicidade? Boa parte do sucesso dos remédios está não numa epidemia de depressão, como apontou o psiquiatra Derek Summerfield em um recente artigo no Journal of the Royal Society of Medicine, mas numa “epidemia de receitas de antidepressivos”.

Os antidepressivos são um avanço extraordinário, diz o psiquiatra paulista Renato Del Sant, diretor do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. “Mas, para receitá-los, é preciso uma avaliação longa e precisa. Hoje, os psiquiatras estão mais preocupados em acompanhar os avanços da neurociência do que em se debruçar no histórico do paciente, muitas vezes até por falta de tempo. Por isso, o diagnóstico está cada vez mais superficial.”

David Cohen, Amauri Segalla, Kátia Mello e Martha Mendonça
Reportagem publicada originalmente na Revista Época (Edição nº 511)

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SUICÍDIO: A FALSA SOLUÇÃO DO PROBLEMA


“Quando você quer morrer, não pensa na dor que as pessoas que gostam de você sentirão e sim no alívio que vai dar a eles”
A escritora paulista Stella Florence, 40, viu a morte bem de perto quando tinha 24 anos. “Eu era muito apaixonada por um cara e nós fomos para o Rio de Janeiro passar uns dias. Numa noite, ele estava muito alterado e quis transar comigo. Eu recusei e ele me bateu e fez sexo comigo à força. Eu me senti péssima. Depois disso, ele chegou em casa com uma mulher muito bonita. Aí que fiquei arrasada de vez. Quando eles saíram, só tive forças para chegar até a varanda do apartamento e me debruçar. Quando fui pular, um copo de vidro que estava ao meu lado se estilhaçou, do nada. Isso me assustou e ajudou a sair do transe. Percebi que, quando você quer morrer, não pensa na dor que os outros vão sentir e sim no alívio que vai dar. Pensa que as pessoas vão ficar melhor sem você, sem sua presença triste, nefasta”, desabafa Stella.

M.R., 32, designer, tentou o suicídio por overdose aos 22 anos. “Desde que eu era adolescente sofria pela falta de compreensão da minha família e amigos. Eu me senti excluída por todos e até de mim mesma. Isso gerou um grande conflito de personalidade. Quando a gente está deprimida tenta fugir completamente da realidade. E vale tudo!” – revela M.R. Aos 22 anos, ela teve uma nova fase de depressão. Foi a época em que se envolveu com drogas. “Eu quis acabar com meu sofrimento e apelei para as drogas pesadas. Mas alguma coisa me impediu de morrer. Depois disso, descobri que todo buraco tem mola e virei a mesa. Hoje não me deixo mais afundar...”, finaliza.

A maioria das tentativas de suicídio é cometida pelas mulheres

A explicação, segundo a psiquiatra Alessandra Diehl Reis, da Universidade Federal de São Paulo, é que os homens buscam formas mais brutais de suicídio, como tiro ou enforcamento. Raramente as mulheres usam essas técnicas, preferem os soníferos, e, portanto, têm mais chances de serem socorridas e sobreviver. Para a psicóloga Rejane Bronhara Puttinni, diferentemente do homem, a mulher quando não consegue mais expressar suas emoções ligadas a fatos que a contrariam, acaba se fechando. "Elas realmente adoecem e é uma tristeza muito profunda no coração, no sentimento e na emoção", conta a psicóloga.

Por Gisela Rao
Reportagem publicada originalmente no Portal iTodas

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

NÃO ABANDONE O MILAGRE DA VIDA - Henrique


"Nunca pude imaginar estar em um lugar como este! E, no entanto, quanta ajuda recebi! Aliás, na minha vida toda só vivi e fiz coisas inesperadas. Desde muito pequeno sempre demonstrei ter um temperamento forte e rebelde. Acredito que isso também se deva a criação que meus pais me deram. Eles sempre me fizeram acreditar que eu podia ser e fazer tudo o que bem entendesse. Quero deixar claro, que não os culpo por nada que me aconteceu, apenas eles me fizeram crer que eu era uma espécie de super-herói e que por mais que eu me metesse em alguma enrascada, sempre daria um jeito e tudo acabaria bem. E foi assim que aconteceu até os meus vinte e sete anos.

Vivi de forma desregrada. Abandonei a faculdade, só ia até a empresa que era herdeiro quando bem entendia, ou melhor, quando precisava de grana. O meu tempo era tomado por viagens alucinadas, drogas e tudo o mais que leve um homem ao fundo do poço.

Lembro-me com nitidez da manhã chuvosa de março, quando acordei com muita febre. No início imaginei que fosse apenas um resfriado. Porém, como a febre não cedia, recorri a minha mãe, à qual não procurava e evitava há mais de um ano. Levado ao médico e depois de feito alguns exames, foi constatado que eu estava contaminado com a “Maldita”. Era assim que a AIDS era chamada no meio dos viciados no final da década de 80. Naquele momento, percebi que meu mundo restrito e superficial de super-herói havia desabado.

Foi com muita dor que percebi que aqueles que eu considerava como amigos foram se afastando de mim com certo ar de repugnância. No início achei que seria auto-suficiente para me cuidar sozinho, mas com passar do tempo, com a evolução do vírus e da depressão tive que recorrer àqueles que eu só procurava quando estava em apuros.

Depois de três anos, não resistindo mais as dores físicas e morais impostas por essa doença, apelei mais uma vez para minha covardia e acabei ingerindo uma dose muito alta de calmantes que me levaram ao suicídio. Santo Deus! Eu imaginava que era o fim, mas havia algo que podia ser pior que o preconceito e o HIV. Quanto desespero, quanta angustia senti! Faltam-me palavras para descrever os sentimentos que me acompanharam ao perceber que o fim não existe.

O conflito de sentimentos é tão intenso que não sei ainda como suportei. Mas diante da explosão de sensações, senti um arrependimento profundo e pedi perdão a minha mãe que ainda hoje está encarnada, foi aí que minhas dores começaram a ser suavizadas. Um amigo espiritual me levou até uma casa espírita, muito parecida com esta, onde recebi os primeiros–socorros para depois ir para uma colônia de tratamento.

Com o tempo fui recobrando minha lucidez e tendo consciência dos erros cometidos.

Ainda hoje me vigio constantemente para manter o equilíbrio e agora estou podendo contar minha história para pedir a todos aqueles que vierem a ler estas palavras que, por mais difícil que seja a caminhada, não desista, não abandone o milagre da vida que é tecido a cada segundo. Por mais que haja pedras no caminho, no final haverá uma estrada florida e um Deus de amor vos esperando de braços abertos dizendo que sempre esteve e estará ao nosso lado.

E nesta oportunidade, gostaria também de pedir perdão aos meus pais Luíz Antonio e Walquiria, com a fé que estas palavras chegarão até eles".

Assinado : Henrique de Souza Vasconcelos
Data : Junho de 2008
Local: Sorocaba (SP)
Médium: T.T.V.M.

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