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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

MEU DEUS (ORAÇÃO)

Meu Deus… Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis.

Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade,
e se me dás forças, não tires o meu raciocínio.
Se me dás êxito, não me tires a humildade se me dás humildade, não tires a minha dignidade.

Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade,
e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério.

Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros.

Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso. Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito.
Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade.

Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me despojas do êxito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.

Se me despojas do dom da saúde deixa-me a graça da fé.
Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência.

Meu Deus... se me esquecer de Ti Tu não Te esqueças de mim !

Oração atribuída a Mahatma Gandhi
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

MEU PAI CHORAVA BAIXINHO - Eduardo

“Morri há algum tempo. Não sei ao certo quanto tempo, mas posso dizer que peguei o tempo da internet. Por aí seu que não faz tanto tempo assim. Venho para trazer notícias e deixar um recado ao meu pai querido. Meu pai, meu ídolo, meu herói e que pouco tempo tive para lhe fazer feliz. Tentei sendo bom aluno, tentei gostando das mesmas coisas que ele, como, por exemplo, pescar e usar sua pequena oficina.

Ele se orgulhava e dizia que eu seria como ele. Que pedaços madeira se transformariam em belos móveis. Em peças que enfeitariam as casas das pessoas.

Sempre fez tudo com muito amor e se dedicou ainda mais depois que eu morri. Foi triste! Ele se controlava e chorava baixinho; e num cantinho da marcenaria tentava manter vivas as lembranças de nós dois juntos.

Ah, pai querido! Como sinto falta de seu sorriso, das suas mãos calejadas quando bagunçava meu cabelo, já que ele não era muito delicado pra demonstrar carinho. Mas eu sentia que ele me amava e muito. Ainda mais o admiro hoje quando vejo que, apesar da dor, se mantém firme e continua me amando. Nunca blasfemou ou questionou a Deus o por quê de nossa separação. Conduziu nossa família, impedindo que ela se abalasse ou ruísse.

Minha mãe é muito feliz por ter um anjo a seu lado, que cuida e consola. Meu pai Afonso. Esse é seu nome. Afonso guerreiro, amoroso, honesto e acima de tudo confiante em Deus. Pai querido! Quero que saiba que apesar do acidente ter parecido muito feio, não sofri quase nada. Mesmo o tempo que fiquei em coma, sempre senti o seu amor e isso me aliviou todas as dores. Quando os médicos disseram que eu já não mais estava vivo, que foi declarada morte cerebral, eu já não estava no corpo. Já via tudo de um canto da sala. A movimentação foi grande, mas para mim era normal aquilo tudo pois a vó Maria já estava junto de mim. Eu percebi que, se ela estava ali, tendo morrido há tanto tempo, eu também tinha tido o mesmo fim. Na verdade um novo começo...

Quero que saiba que estou bem e que sinto muitas saudades de todos, mas de você posso dizer que a saudade chegada doer. Cuida da mãe e da mana. Elas precisam de você. Um monte de beijo. Que Deus o abençoe e lhe dê forças para continuar nesta caminhada com tanta honra e bondade. Fica com Deus.

Eu amo você, não esqueça disso nunca.

Ah! Guarda meu martelinho, o de cabo vermelho, tá bom. Um beijo. Voltarei se Deus permitir”.


Assinado : Eduardo, "Du" (psicografia)

Data : 23 de outubro de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A CORAGEM DE FAZER A DIFERENÇA

Uma pessoa só pode fazer alguma diferença em pleno caos? Quantas vezes utilizamos como desculpa a frase: De que adianta? Sou somente um ... Mas, uma mulher, durante a Segunda Guerra Mundial, pensou diferente, agiu e fez a diferença para nada menos de 2.500 vidas. Pouco conhecida embora, Irena Sendler arriscou sua vida para salvar outras vidas. Enfermeira, tinha trânsito livre no gueto de Varsóvia, um quarteirão de 4 quilômetros quadrados, onde foram colocadas 500.000 pessoas.

Espalhando notícias, entre os nazistas, de que tifo e outras doenças contagiosas acometiam os confinados no gueto, ela planejou e colocou em prática arriscada estratégia. Seu objetivo: salvar o maior número possível de crianças judias, retirando-as do gueto. A parte mais difícil era convencer as mães a lhe entregarem os filhos. Lamentos, choro, gritos. Mas, em caixas de ferramentas, sacolas, malas, cestos de lixo, sacas de batatas, por dentro do casaco, ela ajudou a retirar crianças do quarteirão.

Por ser idealista, o horror da guerra não lhe arrefeceu a esperança da primavera de paz. E ela preservou em dois frascos, enterrados sob uma árvore, as identidades de cada uma das crianças: nome verdadeiro e para onde fora encaminhada. Conseguiu adesão de mais de uma dezena de pessoas, através das quais conseguia documentação falsa para os pequenos. Em 1943, ela foi presa e levada à prisão de Pawiak. A Gestapo desejava que ela confessasse o paradeiro das crianças: quantas seriam? Quem seriam? Onde estavam?

Irena teve quebrados seus pés e suas pernas e sofreu tortura. A ninguém delatou e nada informou. Condenada à morte, foi salva a caminho da execução por um oficial alemão, subornado pela Resistência. As pernas fraturadas e as torturas sofridas tiveram como conseqüência a cadeira de rodas. Manteve, até o final dos seus dias, a serenidade no olhar e o sorriso nos lábios. Essa mulher corajosa se foi no dia 12 de maio de 2008. Foi indicada pelo governo polonês, com o apoio do governo de Israel, ao prêmio Nobel da Paz.

Uma mulher que fez a diferença, com vontade e determinação. Fez a diferença porque não ficou reclamando da situação, mas colocou mãos à obra e realizou a sua parte, acenando esperanças.

A partir de mensagem do Momento Espírita. Leia texto integral

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

NUNCA MAIS É MUITO TEMPO ...


"Nunca mais é muito tempo e o que levamos de nós nem cabe e é pra sempre. Gostaria de dividir com outras pessoas esse meu sentimento, tão parecido com o de tantos outros amigos que encontrei por esse Blog. Um sentimento tão universal, que nessas horas nos sentimos ainda mais irmãos. Assim como tantos por aqui, fui tomada pela saudade, sacudida, arrancada de minhas raízes mais profundas após a perda de uma pessoa que para mim ainda é única, meu PAI. Fui tomada pelo inconformismo, que me levou posteriormente a uma busca por respostas, ainda permaneço nessa busca constante, de perguntas a mim mesma, a minha sanidade por vezes e por outras quando me atrevo a Deus.

No auge do meu sofrimento e revolta, me inconformava por ter perdido a companhia desse que era o meu maior amigo, meu confidente, meu amor, meu irmão e por fim, meu filho... me doía lembrar de seu sofrimento e me enlouquecia, como em um pesadelo constante a lembrança de seus últimos dias, de seu sofrimento, me sentia impotente, culpada por lembrar-me da esperança, no início de seu tratamento, quando acreditávamos, que venceríamos esse câncer, descoberto assim tão derrepente. Lembrava-me desse sentimento de acreditar que nada de mal acontecer ia a ele, lembrava-me da força que tinha para encorajá-lo e me sentia pequena perante a perda inevitável.

Foi quando me dei conta, do tamanho da sua ausência, foi quando me dei conta do tamanho de sua presença!!!! A dor que sinto hoje por essa distância cruel e impiedosa e tão grande quanto a presença dele em toda minha vida, só sinto essa ausência angustiante por que tive sua presença tão confortante por tantos anos de minha vida, só me desespero ao lembrar de sua partida e, por vezes, não acreditar nela. Porque sua vida ao meu lado foi construída por sentimentos que tempo e nem distância nenhuma conseguem amenizar. Sou então uma felizarda, uma filha abençoada, filha de Deus e de meu pai, porque tive como pai alguém tão especial, tão importante, que me deixou assim, atordoada por sua falta, alguém insubstituível que me deixou assim tão marcada por sua presença a meu lado, presença tão forte e tão real que ainda faz parte de mim, como o ar que respiro, como tudo que eu vejo e sinto.

Meu pai esta comigo, em um lugar que ninguém, nunca, poderá tira-lo, da minha alma, da minha vida!!! Devo então, somente agradecer a Deus a oportunidade de ter tido em minha vida esse presente, e agradecer a compreensão que tenho de que sofro, porque tive o que perder. Poderia ter passado por essa existência sem nunca saber o que foi ser amada por alguém tão especial, sem saber o que foi amar a um pai, como eu amo meu pai, sem ter tido prazer de ter dividido parte de minha existência com esse pai que me acompanhara por toda a eternidade. Tive ainda a oportunidade de retribuir um pouco, perto de tanto que ele fez por mim em toda sua vida, cuidando dele em sua doença, sendo sua amiga e companheira em sua saúde e nos bons momentos.

Sei que nossa missão juntos ainda não terminou, ainda me resta ampará-lo nessa nova caminhada, assim como fiz nos seus últimos meses, assim como ele me amparou em todos meus anos de vida. Me resta pedir e orar a bondade de Deus, que faça por ele agora aquilo que não está mais ao meu alcance, cuidando e amparando seu coração. Me resta pedir a Deus, que a saudade não me tire a sanidade para que eu possa continuar dando-lhe forças daqui, e não o enlouquecendo com a angustia da saudade e de perguntas e duvidas intermináveis. Que eu possa ser Luz, como ele sempre foi Luz e sempre será para mim e que ele ainda possa buscar em mim o consolo e o conforto que sempre encontrou, nesse que mais que sua filha, foi designada por Deus sua companheira de jornada. Meu pai Almir de Oliveira, faleceu de câncer generalizado dia 21 de marco de 2006, aos 66 anos. Um grande abraço a todos, e aqueles que assim como eu sofrem a perda de alguém tão especial, reflitam, e não se deixem tomar pelo desespero, nessas horas permitam-se receber ajuda, pecam a Deus por paz, por vocês e por aqueles que se foram mas ainda precisam de nos." UM PAI SEGURA A MÃO DE UM FILHO POR POUCO TEMPO EM SUA VIDA, MAS SEU CORACÃO ELE NÃO SÓ SEGURA COMO O CARREGA PARA SEMPRE".

Adriana de Oliveira

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

SOMOS MAIORES QUE NOSSOS PROBLEMAS

A capacidade do ser humano de superar as dificuldades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu do que é capaz. Um desses é o pianista João Carlos Martins, que começou a estudar piano aos 8 anos de idade e, após 9 meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo. Dedicou-se à obra de Bach.

No auge da fama, jogando futebol caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão. Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido.

Como conseqüência, teve afetado o movimento de ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a seqüela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos. Era o fim de um pianista.

Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música. Aos 63 anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A platéia rompeu em aplausos.

Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach. A Ária da Quarta Corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a melodia. Martins a executou ao piano com três dedos.

A impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins. Mas como ele existem muitos exemplos. Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade. Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor. De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora.

Portanto, por mais difícil que pareça, siga o caminho de seu desejo, de seu sonho nesta vida e não se deixe jamais abater pelas dificuldades. Pense: você a pode vencer. Vença-a.

A partir da mensagem Driblando a Adversidade, do site Momento Espírita
No vídeo acima, o maestro toca "Eu sei que vou te amar" no Programa do Jô.
O apresentador chora e comove a platéia.

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sábado, 12 de janeiro de 2008

NOSSOS PROBLEMAS - Emmanuel

De modo geral, um problema surge à frente e consideramo-nos para logo batidos pela aflição. Não raro, contornamo-los através da fuga deliberada. Noutras ocasiões, antes de arrostá-los, resvalamos em desânimo ou rebeldia. E lá se vai a oportunidade da promoção.

Às vezes, nós - espíritos eternos - perdemos sucessivas encarnações, simplesmente pelo medo de facear certas dificuldades justas e necessárias ao nosso burilamento. Problemas, no entanto, constituem o preço da evolução. Não há conhecimento sem experiência e não há experiência sem provas.

Em todos os níveis da Natureza prevalecem semelhantes princípios. O embrião da planta vive na semente um problema fundamental: como atravessar o envoltório que o resguarda, para construir o seu próprio caminho na direção da luz? A lagarta enfrenta outro: onde encasular-se para ser borboleta? Não fossem os desafios e exercícios da escola, a cultura, tanto quanto a civilização, seriam tão-somente idéias remotas no campo da Humanidade.

Não te amedrontes ante os problemas que te visitem. São eles recursos naturais da existência, medindo-te a capacidade de adaptação e crescimento.

Nunca te certificarias se possuis bastante reservas de coragem, sem o obstáculo que te ensina a decifrar os segredos da auto-superação, e jamais saberias se realmente amas, sem a dor que te ajuda a desentranhar os mais puros sentimentos do coração.

Problemas são sinônimos de lição. Se tens o caminho repleto deles, isso significa que chegaste à madureza de espírito, com a possibilidade de freqüentar simultaneamente vários cursos de aperfeiçoamento no educandário do mundo.

Bendize o ensejo de testemunhar a tua abnegação e a tua fé, porque todo momento de compreender e perdoar, auxiliar e edificar, é hora de aprender e tempo de progredir.

De "Alma e Coração", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

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