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segunda-feira, 9 de março de 2009

PRESTE ATENÇÃO NO QUE DIZ SUA ALMA

Todos nós conhecemos uma doença na África Central chamada de doença do sono. O que precisamos saber é que existe uma doença semelhante que ataca a alma - e que é muito perigosa, porque se instala sem ser percebida. Quando você notar o menor sinal de indiferença e de falta de entusiasmo, fique alerta!

“A única maneira de prevenir-se contra esta doença é entendendo que a alma sofre, e sofre muito, quando a obrigamos a viver superficialmente. A alma gosta de coisas belas e profundas. Dê a ela pelo menos o silêncio dos dias de domingo - quando você pode escutá-la sem ser perturbado pelo barulho da vida diária”.

O conselho - importantíssimo - vem de Albert Schweitzer, médico e missionário, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1952.

Paulo Coelho (03 de Fevereiro de 2009)

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

LIÇÕES DA FRUSTRAÇÃO E DA DOR

"Desculpe-me mas novamente estou aqui pedindo uma palavra sua, pois vejo o quanto é difícil o telefone tocar de lá para cá. Já procurei por vários meios esta comunicação, inclusive recebi uma mensagem, mas não acreditei. É difícil eu bem sei, mas peço forças para aguentar a saudade, principalmente que esta chegando o dia dos pais, e vai ser o primeiro que vou passar sem ele. Como já lhe falei anteriormente, ele morreu em abril de 2008, e para mim ainda é muito recente e a dor ainda esta muito presente dentro de mim. Rezo muito por ele e espero que esteja bem". Marilene

"Seria um presente tão lindo e maravilhoso, que nem ouso achar que mereço.. Quando ele puder e eu merecer, também queria muuuuuito saber dele. Oh, como queria meu Deus!" Mãe de Michel
(da Comunidade no Orkut)


Costumo dizer que devemos extrair da dor e da frustração lições para nossa vida. Neste sentido, o não atendimento de nossos pedidos, o silêncio e a aparente falta de explicações para os mistérios da vida... Para aquilo que julgamos certo e justo...

Claro que todos gostaríamos de uma comunicação, de um consolo ou de uma prova da continuidade da vida. Mas, assim como o véu do esquecimento nos poupa de sentimentos duros e constrangimentos desnecessários na reencarnação, a falta de notícias algumas vezes pode significar que nosso papel, no momento, pode ser muito mais de dar do que de receber.

Em psicografia recebida por Chico Xavier, o espírito Emmanuel nos lembra que aqueles que se vão conservam, após a morte do corpo, idênticos defeitos e as mesmas inclinações que o caracterizavam neste mundo. E adverte : "É ainda reduzido o número dos que despertam na luz espiritual plenamente cônscios da sua situação, porque diminuta é a percentagem de seres humanos que se preocupam sinceramente com as questões do seu aprimoramento moral. A maioria dos desencarnados, nos seus primeiros dias da vida além do túmulo, não encontram senão os reflexos dos seus péssimos hábitos e das suas paixões, que, nos ambientes diversos de outra vida, os aborrecem e deprimem".

Portanto, embora sem afastar a esperança, tenhamos a realidade de nossas infinitas limitações e da necessidade de aprimorarmos nossos sentimentos e, principalmente, ajudar aquele que se foi, pois os espíritos dos entes queridos, estando em paz em sua nova condição, e ainda que em silêncio, estarão sempre ao nosso lado, nos amparando e buscando conter nossas lágrimas.

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domingo, 13 de janeiro de 2008

O COMPORTAMENTO EM ENTERROS E VELÓRIOS

A tradição do velório é realmente necessária? No momento que o corpo é velado, o espírito do desencarnado está presente? E na hora de seu enterro? Estas são algumas questões levantadas por uma leitora do blog em nossa Comunidade no Orkut e que, pelo interesse geral, decidimos compartilhar com todos. O fato é que aquele que se desliga do corpo, além do choque, via de regra tem as idéias ainda confusas. Mas cabe dizer que, embora seja possível dar uma visão geral sobre a situação, é evidente que não há uma regra única, pois não somos únicos e imutáveis. Logo, o que nos ocorre, inclusive a “morte” — que integra a própria vida, como aceita no Espiritismo —, depende de nossa trajetória neste plano, de nosso equilíbrio, de nossas escolhas e crenças.

O certo é que, ao deixar o corpo, cada um escreve sua própria história, dependendo da violência do desencarne, da agonia da doença e da paz interior. Por conta disso, todos entram numa fase de adaptação, que pode durar horas, meses ou mesmo anos, variando principalmente de acordo com sua evolução moral. Nas palavras de Javier Godinho : “Nessa passagem, o espírito prepara-se para longo sono, do qual despertará sem noção de tempo e espaço, até se adaptar à nova dimensão. Será como um mergulhador que retorna numa cápsula do fundo do mar para a quarentena de adaptação a seu ambiente natural”.

O “Livro dos Espíritos” ensina que a separação não se opera instantaneamente. A alma se liberta gradualmente e não escapa como um pássaro cativo que, de repente, ganhasse a liberdade. Esferas material e espiritual se tocam e se confundem e o espírito se liberta, pouco a pouco, dos laços que o prendem ao corpo. Os laços se desatam, não se quebram. Em vida, o espírito fica preso ao corpo através do seu envoltório semi-material (perispírito). A morte é a destruição somente do corpo e não do perispírito.

“A perturbação que se segue à morte -- completa Javier Godinho -- nada tem de dolorosa para o justo, aquele que esteve na Terra sintonizado com o Céu, errando por ser humano, mas decidido na prática sistemática do bem. Para os que viveram presos ao egoísmo, escravos dos vícios e ambições mundanas, a morte é uma noite, cheia de horrores, ansiedades e angústias. Nos casos de morte coletiva, todos os que perecem ao mesmo tempo nem sempre se revêem”.

No mesmo sentido, Richard Simonetti, no livro “Quem tem medo da morte?”, considera que aqueles que não cogitam na Terra "objetivos superiores", ficam retidos por muito tempo, até que consigam se afastar da matéria ou, ao menos, da sensação das necessidades materiais. Logo, não raro a presença do desencarnado em seu próprio velório. Por isto se diz que as conversas vazias e os comentários irresponsáveis, assim como os desvarios dos inconformados e o desequilíbrio dos descontrolados, repercutem negativamente na percepção de quem está indo embora. Temos o dever de contribuir para que os velórios, se necessários por tradição, se transformem em ambientes de serenidade.

Nessa hora a melhor prece é o silêncio. Conversemos o necessário, em voz baixa e, principalmente, falemos no “morto” com discrição, evitando pressioná-lo com lembranças e emoções passíveis de perturbá-lo, principalmente se forem trágicas as circunstâncias do seu falecimento. E oremos. Agindo de maneira diversa, pode ter certeza que a insensibilidade pode ser dolorosa a quem se despede.

O espírito precisa de vibrações de harmonia, que só se formam através da prece sincera e de ondas mentais positivas. Oração sentida e de bons pensamentos.

O choro, como já dissemos, não é proibido, mas deve limitar-se à saudade, jamais à revolta. Caso contrário, faremos da tradição de velar o corpo um sofrimento a mais àquele que já enfrenta a dupla dor do falecimento: o difícil desprendimento do físico e a “perda” de todas as pessoas que ama de uma única vez.

Leia mais em tópico da Comunidade Partida e Chegada

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