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domingo, 26 de julho de 2009

"A VOLTA" : LIVRO TRAZ 'PROVAS' DA REENCARNAÇÃO




Na Segunda Grande Guerra, em missão ao longo do Pacífico, um piloto da Marinha americana foi abatido pela artilharia japonesa. Seu nome poderia ter sido esquecido e sua memória não passaria de uma cruz a mais no "Memorial dos Heróis de Guerra", em Washington, de não fosse pelas desconcertantes memórias de um menino chamado James Leininger. Filho único, James, à época com apenas 2 anos, começou a ter pesadelos quase todas as noites e acordar seus pais aos berros, debatendo-se em agonia, gritando frases como: "O avião está em chamas!" A partir de então, o pequeno James passou a transmitir informações detalhadas não apenas em seus pesadelos mas também desperto, enquanto brincava e desenhava, no dia-a-dia da família. Mostrava um conhecimento sobre aviões que jamais lhe havia sido transmitido, passou a revelar nomes e sobrenomes, dados geográficos e até mesmo o que (descobriram mais tarde) seria a designação de um porta-aviões da 2ª Guerra Mundial. Como James poderia deter tantas informações se ainda não estava em idade escolar? Seriam lembranças de situações vividas pelo menino que seus pais desconheciam? Seriam memórias de uma vida passada? Seria mesmo a reencarnação uma hipótese a ser considerada?

Muito poucas pessoas -- incluindo aqueles que conheceram piloto -- acreditam que James é o soldado reencarnado. Seus pais, Andrea e Bruce, naturalmente céticos, provavelmente eram as pessoas menos susceptíveis a acreditar em tal história. Mas ao longo do tempo, foram convencidos pelas evidencias de que seu filho teve uma vida anterior. Segundo eles, James precocemente demonstrou interesse por aviões (nada surpreendente para um menino americano). Mas quando completou dois anos, passou a ter pesadelos regulares e acordar gritando, pedindo socorro. Andrea diz que a mãe dela foi a primeiro a sugerir que James estava lembrando uma vida passada.

Certa vez, Andrea comprou-lhe um avião de brinquedo e mostrou ao filho o que parecia ser uma bomba na sua parte inferior. Ela diz que James a corrigiu, revelando o nome técnico do equipamento. Foi justamente quando os pesadelos pioraram, ocorrendo de três a quatro vezes por semana e Andrea decidiu estudar o trabalho da consultora e terapeuta Carol Bowman (autora de "O Amor me trouxe de volta"), que acredita que os mortos, não raro, renascem. Com a orientação de Bowman, eles começaram a incentivar James para compartilhar suas memórias e imediatamente os pesadelos começaram a tornar-se menos frequentes. James também começou a falar mais facilmente sobre seu passado, o que, segundo a autora, é comum em crianças até os cinco anos de idade. "Eles não tiveram o condicionamento cultural ou experiência suficiente nesta vida", disse ela.

Ao longo do tempo, o menino revelou detalhes sobre a extraordinária vida de um ex-combatente -- principalmente na hora de dormir, quando ele estava sonolento. Dizem que o James disse que o avião tinha sido atingido por japoneses e caiu. Contou também detalhes sobre missões, equipamentos utilizados por um avião tipo Corsair, sobre o porta-aviões do qual arrancou a partir ("Natoma") e o nome de alguém que voou com ele ("Jack Larson"). Após alguma investigação, Bruce descobriu que "Natoma" e Jack Larson eram reais. O "Natoma Baía" foi um pequeno porta-aviões, utilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra; e Larson estava morando em Arkansas. A partir de então, desvendar esta história se tornou obsessão de Bruce, pai de James. Ele passou a pesquisar na Internet, consultar registos militares e entrevistar homens que serviram a bordo do "Natoma Baía".

Seu filho disse que tinha sido "abatido" em Iwo Jima. James também havia assinado um de seus desenhos da infância com a inscrição "James 3." Bruce logo descobriu que o único piloto da esquadra morto em Iwo Jima foi James M. Huston Jr e que sua aeronave tinha recebido uma rajada de balas no motor. Tais informações foram confirmadas por outro piloto, Ralph Clarbour, que fazia a retaguarda naquela operação de guerra e que pilotava ao lado de James M. Huston Jr. durante uma incursão perto de Iwo Jima, em 3 de março de 1945. Clarbour disse que o viu o avião do companheiro ser atingido por fogo antiaéreo. "Eu diria que ele foi atingido na cabeça, bem no meio do motor", disse ele.

Com tantas evidências, os pais passaram a acreditar que seu filho teve uma vida passada em que ele era James M. Huston Jr. "Ele voltou porque deve terminar alguma coisa, a qual desconhecemos." Mas Paul Kurtz, Professor da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo, que dirige uma organização que investiga alegações paranormais, diz que os pais se "auto-enganaram". "Eles são fascinados pelo misterioso e eles construíram um conto de fadas", defende. Com o passar dos anos, as lembranças de James começam a desvanecer-se, mas sua paixão por aviões persiste."Ele parece ter experimentado alguma coisa que eu não acho que seja única, mas a forma como lhe foi revelado é bastante surpreendente", observa Bruce.

Apesar dos céticos, este tem sido considerado o caso mais documentado de reencarnação já estudado e a história é tão atraente que virou livro: "A Volta" (Editora BestSeller, 320 págs, R$.19,90) , escrito a seis mãos pelos pais Bruce Leininger e Andrea Scoggin Leininger e pelo romancista Ken Gross. Para saber mais, visite o blog do livro, que será lançado em agosto. E baixe aqui o primeiro capítulo de "A Volta".


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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

REENCARNAÇÃO : A PERIGOSA CURIOSIDADE

Algumas pessoas são despertadas para suas vidas passadas por acaso. Outras, por sua vez, morrem de curiosidade e nunca conseguem lembrar nadinha de suas vidas passadas. Por quê isso acontece? Não podemos saber com certeza, mas podemos deduzir que quem se lembra, tem um motivo para isso. Há muitas técnicas para vivenciarmos nossas vidas passadas. Mas, antes, porém, precisamos nos fazer uma pergunta de suma importância: essa viagem é realmente necessária?

Antes de mergulhar em águas que você desconhece — embora já tenha estado nelas, cabe a você perguntar a si mesmo se está pronto para fazer isso. À maioria de nós adora a idéia de termos tido uma outra vida glamourosa, heróica, fantástica, em que éramos belíssimos, corajosos e pessoas muito in­teressantes. E pra isso que estamos prontos e é isso que queremos ver. O problema é que a maio­ria de nós, por mais lindos que tenhamos sido, cometemos erros, e são esses erros que aparece­rão pra você.

E você pergunta: por quê? Quando espiamos a nossa outra vida estamos procurando a causa de algum "defeito" que possuímos nesta. Ao menos, é isso o que um dispositivo misterioso de nossa mente acha. Assim, ao invés de nos vermos exe­cutando um ato heróico, vamos ver a origem de um medo ou de um problema que nos aflige. Você está pronto pra encarar sua face mais sombria no espelho?

Eu mesma sempre tive uma curiosidade enor­me de saber sobre minhas vidas passadas. Pesquisei e estudei até estar pronta para descobrir. Não descobri até hoje. Sabe por quê? Por que temi ver a sombra ao invés da luz. Tenho tido uma boa vida, com uma boa família e os melhores amigos que alguém poderia ter; tenho feito boas escolhas e tenho orgulho de quem sou. Agora, se eu olhasse para mi­nha outra vida e visse que jo­guei esses mesmos amigos num calabouço, que usei pessoas para conseguir o que queria e que abandonei meu cachorro quando ele ficou velho? Isso acabaria com minha imagem de mim mesma. Aí nós lembramos daquela frase assustadora: "quem con­serta, é porque já quebrou".

O risco de dar de cara com criminoso no espelho é grande demais para matar uma curiosi­dade. Por isso, desisti de descobrir quem fui e me contento em saber quem sou. Por isso também lhe peço uma auto-análise antes de em­barcar numa terapia de vidas passadas. Não faça por curiosidade, nem por brincadeira. Faça ape­nas se tiver um problema sério, algo que o pertur­be e atrapalhe. E comum que pessoas com pro­blemas de relacionamento encontrem as raízes disso em outras vidas e, vendo a causa derrepente, consigam encontrar a solução. Como problemas sérios, considere qualquer coisa que seja um obstáculo para sua evolução pessoal. Isso inclui problemas de relacionamentos, vocações equivocadas, incapacidade de realização profissional, problemas com a família, desvios de personalidade, problemas de saúde, medos inexplicáveis e até inabilidade de lidar com dinheiro.

Por Eddie Van Feu
Este é o décimo artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de umtrabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz doassunto vidas sucessivas um tema apaixonante. Extraído da série "Wicca",n. 35 (Reencarnação), Editora Modus



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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

REENCARNAÇÃO : A ARMADILHA DO SUICÍDIO

Durante o romantismo, folhetins de amores impossíveis circulavam entre jovens de todas as idades. O envolvimento emocional era tão gran­de com a história e os personagens que, quando o romance terminava em tragédia e os amantes não podiam ficar juntos, a tristeza era tão grande que centenas de pessoas se suicidaram. No Japão me­dieval, era sinal de honra e coragem terminar com sua própria vida caso fosse vencido.

Pela Lei do Karma, o suicídio é um problema sério. Muitas pessoas se sentem deprimidas por­que sentem, lá no fundo, aquela vontade louca de voltar pra casa. Para elas, o suicídio é uma forma de voltar pra casa. Para outras, é um jeito de rugir dos problemas. Em ambos os casos, estão enga­nadas.

Sabemos que o suicídio não é bem visto por­que interrompe seu processo de aprendizado. é como sair para o recreio antes da hora. Você perde a aula e só encontra um pátio vazio. Há quem diga que é preciso ter coragem para tirar a própria vida, quando nós sabemos que é preciso coragem mesmo para continuar vivendo. No fim, suicidas são pessoas que abandonaram a batalha. Por isso tendemos a ficar tão zangados com eles! Nos largaram sozinhos no campo de batalha, os cretinos! Mas para onde vão essas almas?

Há um lugar tenebroso chamado Vale dos Suicidas, escuro, frio, fedido e feio. Para lá vão os que desistiram repetidas vezes de suas vidas. Pra você ver como a divindade é paciente, é preciso que cometamos o mesmo erro várias vezes para que nos enviem a um lugar tão horrível. Não é um lugar legal e, vale lembrar, que suicidas tendem a repetir o padrão de comportamento (fugir quando a coisa fica feia). Muitos deles acabam reencarnando como pessoas excepcionais, para que sintonizem as emoções mais básicas e não usem sua inteligência para se matar.

Mesmo suicidas têm novas chances. Mas o caminho que trilham é doloroso demais para valer o experimento. Por isso, fica o recado. Por mais preta que a situação esteja, jamais desista. Vá até o fim! Finja que é um vídeo game e use até o último pontinho de vida para lutar e ficar. Morrer lutando, seja contra uma doença ou para defender algo ou alguém, é mais honroso do que morrer fugindo.

Por Eddie Van Feu
Este é o décimo artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um
trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do
assunto vidas sucessivas um tema apaixonante. Extraído da série "
Wicca",
n. 35 (Reencarnação),
Editora Modus

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sábado, 12 de julho de 2008

REENCARNAÇÃO : O PAÍS EM QUE NASCEMOS

O karma social engloba religião e política e reflete problemas que você venha a ter com ou­tras pessoas num sentido mais social. Fazer parte de determinado grupo de trabalho, estudo ou de moradores de uma região está também ligado às suas ações passadas. Isso inclui compartilhar conseqüências de decisões tomadas por um gru­po social. Você, mesmo que odeie o meio em que vive, tem uma ligação com aquelas pessoas e com aquele lugar. Isso inclui suas amizades (e mesmo a falta delas). Muita gente se sente fora de con­texto. Olha em volta e se pergunta: "O que eu estou fazendo aqui?" Não sente uma ligação com as pessoas ou com a sociedade em que vive. Essas pessoas precisam aprender e/ou fazer algo ali e, basta que fiquem atentas, que logo entende­rão o que é.

Uma forma que o Universo encontrou de so­lucionarmos alguns de nossos problemas é nos colocando juntos novamente em relações de tra­balho. Por isso, quando um chefe ou um colega de trabalho parece encrencar conosco, provavel­mente plantamos essa sementinha de antipatia numa outra vida. Por outro lado, quando um chefe ou um colega de trabalho parece não se dar bem com ninguém, é também um problema de vida passada, porém relativo à própria pessoa. Muita gente sofreu nas mãos de senhores, chefes e pa­trões egoístas e cruéis. Quando os papéis se in­vertem, elas têm a chance de agirem como gostariam que tivessem agido com elas. Ao invés disso, aproveitaram a chance para ir à forra. Isso explica os péssimos políticos, os chefes horrorosos e as pessoas que poderiam usar sua posição para ajudar, mas preferem atrapalhar.

O karma nacional está ligado à nação a que você pertenceu. Não quer dizer que você reencarne sempre no mesmo lugar, mas que você tenha um elo grupal com as pessoas que dividiram o mesmo país com você. E comum que grupos in­teiros de um país reencarnem em outro de acor­do com suas afinidades.

Terroristas que têm essa mania feia de explo­dir coisas são pessoas com um ódio muito cru de uma outra forma de viver. Dá pra imaginar se os caras que jogaram aviões em prédios não teriam seu ódio pelos Estados Unidos nascido em outra vida, como, por exemplo, Hiroshima. Muita gen­te passou o pão que o diabo amassou quando as bombas caíram nas duas cidades japonesas e o ódio pode tê-las guiado a uma vingança cega. Do mes­mo jeito, as pessoas do "WTC" sofreram o que chamamos de desencarne coletivo. Algo as levou aqui­lo. Pode até ter sido uma ação única, mas o mais provável é que tenha sido uma série de ações e escolhas de várias vidas.

Há uma espécie de ditado espírita que diz: "Quem conserta, é porque que­brou". Os antigos eram pes­soas de conhecimento inigualável.

Não tem lado bom ?!

Claro que tem! A contraparte do karma é o dharma, o que fizemos de certo. Se olharmos bem, veremos o monte de coisas boas que temos: bons amigos, uma família legal, um país bonito e uma sociedade alegre. Temos a opção de estudarmos e lermos sobre o que quisermos, a liberdade de seguir o caminho que escolhermos. Isso é mais do que nossos antepassados já tiveram em outros tempos! Vejamos o que mais... Temos cinema, pipoca e chocolate, tardes tranqüilas de domingo e passeios divertidos sob o céu. Olha, isso é mais do que muita gente tem por aí! Logo, vendo as coisas boas que temos, podemos acreditar que cada uma delas é o nosso dharma se apresentando, nos dando um tapinha nas costas e dizendo: "Muito bem! Nessa, você acertou!"

Por Eddie Van Feu
Este é o nono artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante. Extraído da série "Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

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