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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

PAI NOSSO DE NATAL (Sevilha)

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PAI NOSSO, QUE ESTÁS NOS CÉUS
E na terra que está morrendo e nos olhos das crianças que não tem prá comer

SANTIFICADO SEJA TEU NOME E
que todo mundo saiba de Tua mão generosa, de Tua força e de Teu poder

VENHA A NÓS O TEU REINO
E que brilhe o mais limpo, o melhor, o mais puro…o melhor de nosso ser

FAÇA-SE A TUA VONTADE
E se leve o lixo, a violência e a mentira até desaparecer

ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Protege-nos Senhor. Ajuda-nos Senhor.

DÁ-NOS HOJE O NOSSO PÃO DE CADA DIA
E que a natureza se reparta entre o povo de maneira natural

E PERDOA NOSSAS OFENÇAS
Como Tu nos ensinaste a querer a Teus irmãos e a saber perdoá-los

ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AQUELES QUE NOS OFENDEM
Nos ofendem a injustiça, os tiranos, os covardes, os racistas e a dor.

NÃO NOS DEIXA CAIR EM TENTAÇÃO
Nem permita que adoeça o bonito, o cristão, nem o amor do coração

E LIVRA-NOS DO MAL
Bendiga-nos Senhor. Escuta-nos Senhor.
AMÉM

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

LUZ DA LEMBRANÇA - OS PARENTES QUE SE FORAM

O período de festas, bem como as diversas outras datas comemorativas (aniversário, nascimentos) ou meras reuniões familiares são, por vezes, momentos de tristeza, de agonia, de depressão para grande número de pessoas que perderam entes ou pessoas que lhes eram muito caras.

Este sentimento, não há como negar, em grande parte pode ser creditado à solidão, este mal da alma humana. Mesmo em família, nem sempre nos sentimos à vontade, integrados à maneira de viver e de comemorar o Natal ou outras datas. Outro aspecto a considerar é a saudade que sentimos dos que já partiram. Não podemos esquecer que também deixamos amigos no mundo dos espíritos que nos aguardam um dia. Portanto, devemos compreender que somos os maiores, senão os únicos, responsáveis pela onda de sentimentos que nos afetam; que atingem nossos amigos e parentes próximos; e, numa dimensão diversa, os entes que partiram para outro plano da vida.

O estudioso espírita Mauro Operti observou em entrevista ao IRC, que a maneira de saber se os entes desencarnados estão bem é rezar, “pedir a Deus que lhe permita sentir o carinho daquele de quem você gosta”. “Com o tempo e a prática — completa — aprendemos a nos dirigir mentalmente àqueles de quem gostamos e as evidências subjetivas que colhemos desses contatos nos dão a certeza de que realmente estivemos com eles. Mas é preciso aprender a fazer as rogativas mentais com tranqüilidade, confiança e á certeza da assistência espiritual de nossos guias. Peçamos (...) e esperemos com serenidade”. Devemos, neste sentido, entender que nascemos, vivemos e até mesmo “morremos” para aprender a viver em relação aos outros e à própria vida. Saibamos, como afirma Mauro Operti, que “Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro.

Porque Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico”. Esta é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia.

Por isto, importante a atitude da família. Em regra, sempre, mas de maneira particular nas datas comemorativas, onde as ondas mentais, as lembranças são mais presentes, reais e amorosas. Léon Denis examinando a questão diz: "Os pensamentos de amor e caridade, as vibrações dos corações afetuosos brilham para” os desencarnados como raios na névoa que, por vezes, o envolve. “Ajudam-no a soltar-se dos últimos laços que a acorrentam à Terra.”

O posicionamento mental dos familiares ante a “morte” é fundamental na recuperação do espírito. Pensamentos de revolta e desespero o atingem como dardos mentais de dor e angústia, dificultando a sua recuperação. André Luiz mostra que a atitude inconformista da família pode criar "teias de retenção", prendendo o Espírito ao seu corpo (Fonte: IDE-JF Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG).

Complementa Léon Denis, ao falar do hábito de velar os “mortos” : "O cerimonial religioso, em uso, pouco auxílio e conforto dá, em geral, aos defuntos. Bem poucos dos que formam o acompanhamento pensam no defunto e consideram como dever projetar para ele um pensamento afetuoso." André Luiz chega a dizer, que "felizes são os indigentes, porque são velados nas câmeras dos institutos médico-legais", porque o velório e o sepultamento são quase sempre, mais um motivo de sofrimento para o desencarnante.

O pensamento elevado, e sobretudo a prece sincera são infinitamente mais valia para o equilíbrio do desencarnante. Allan Kardec afirma que o melhor presente que podemos dar a um ente querido que partiu é orarmos sinceramente em seu benefício: "As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra têm por fim, não apenas proporcionar-lhes uma prova de simpatia, mas também ajudá-los a se libertarem das ligações terrenas, abreviando a perturbação que segue sempre à separação do corpo, e tornando mais calmo o seu despertar" (ESE-cap XXVIII it 59).

Vale, como sempre, a lição de André Luiz:

"Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.A caridade é dever para todo clima.O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se.Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário, fazendo o mesmo nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam elas pessoais ou gerais.A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.O corpo que morre não se refaz." (Do Livro"Conduta Espírita, Pelo Espírito de "André Luiz" Psicografia de Francisco Cândido Xavier).

Em conclusão, devemos agir com resignação. Entendimento do sentido da vida, que compreende a morte do corpo e o princípio da evolução do espírito. Para tanto, devemos nos portar no sentido de ajudar, de amparar e compreender os encarnados e desencarnados. Para tanto, a oração e a simplicidade das reuniões familiares; a lembrança carinhosa, com saudade, mas sem dor, ajuda e proporciona luz aos que se foram e nos ilumina o caminho para a continuidade de nosso próprio caminho.

Marcos Grignolli

Resposta a questionamento formulado na Comunidade Partida e Chegada no Orkut

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O QUE MUDA POR SER NATAL ? - Josué

“Aqui estou para falar sobre este momento; sobre esta época de Natal. Época em que todos parecem estar mais sensíveis, mais solidários, mais dispostos à doação.

O que muda por ser Natal ? Dizem que as pessoas se deixam envolver pelo espírito de Natal e por esta razão agem e sentem de modo diferente, mais humano, mais fraterno. Não seria isto hipocrisia? Não seria isso apenas uma desculpa para não fazer esse sacrifício durante e em outras épocas do ano?

Que espírito de Natal, qual nada... É talvez uma maneira de se mostrar e parecer bom. Por quê tal espírito não nos envolve outras vezes, em épocas que ninguém vai ver ou saber das nossas boas ações.

Cuidado meus caros irmãos! Aqueles que recebem o olhar da gratidão, o nome de bom homem neste mundo, talvez esteja perdendo a oportunidade do crescimento espiritual e do reconhecimento do nosso Pai. Que reconhecimento ainda terão, se já o desfrutaram aqui?!

Vamos ser solidários o tempo todo, em nossos mais íntimos sentimentos, em nossos corações, sem alarde, sem propaganda.

Nesta época corremos atrás, pedimos ajuda (coisas que poucos gostam de fazer em tempo integral), nos mobilizamos, doamos nosso tempo...

Não seria muito mais digno sentir e pensar e agir sempre assim? Será que nossos irmãos necessitam de carinho, roupas, alimento, apenas neste mês de dezembro?

Deslocamo-nos à periferia tentando ver o problema alheio, a necessidade e, depois das festas de final de a no, achamos que estamos com o dever cumprido com a tal solidariedade tão invocada nesta época.

Não estou aqui para julgá-los, mesmo porque me entristeço quando olho para trás e vejo que fui exatamente assim; quando percebo que poderia ter sido melhor e que, já aqui, teria sentido menos vergonha das minhas ações.

Ouçam-me amigos, vamos ajudar sempre. Vamos manter o coração puro e calcado na caridade. Os irmãos socorridos serão beneficiados, mas vocês serão mil vezes mais.

Que Deus esteja no coração de cada um de nós. Que nosso carinho, nossa preocupação com nossos irmãos sejam permanentes. Cristo Nosso Senhor assim o fez do dia em que nasceu até o dia em que sua tarefa chegara ao fim. E Ele espera isso de todos nós.

Um abraço fraterno. Um desejo ardente de boas festas e principalmente de calor humano no coração de vocês. Muita paz, muita luz e muita sabedoria para o crescimento.”

Assinado : Josué
Data : Dezembro de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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