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sábado, 14 de fevereiro de 2009

MORAL ESPÍRITA É UMA CONDUTA ESPONTÂNEA

Há uma tendência bastante forte, no meio espírita, para um tipo de moral religiosa que se caracteriza pelo artificialismo. Compreende-se que grande número de pessoas, em conseqüência das heranças do passado e dos exemplos de presente, não consigam adotar outra forma de conduta. Mas não é justo que os espíritas mais esclarecidos, de mente suficientemente aberta para as novas perspectivas que a doutrina abre sobre o mundo, continuem a formalizar-se na vida social.

O Espiritismo, ensina Kardec: "é uma questão de fundo e não de forma". De nada vale o exagero nas boas maneiras, a voz macia e os extremos de pureza formal, — não comer carne, não fumar, não tomar bebidas alcoólicas, não freqüentar festas mundanas, não contar nem ouvir anedotas picantes, — se o coração não estiver limpo. A pureza que o Espiritismo nos ensina é interior. Deve, por isso mesmo, reger a nossa conduta, em vez de esperarmos que uma conduta artificial nos purifique.

Quando o Espiritismo ensina que os formalismos do culto exterior são inúteis, ensina também que toda exterioridade sem raízes no coração é igualmente inútil. E é o mesmo que Jesus ensinava, ao repelir os formalismos da hiprocrisia farisaica. Veja-se o caso do ascetismo, da fuga ao mundo, às responsabi-lidades. pesadas da vida em sociedade, que o Espiritismo condena como produto do egoísmo. Se a encarnação é a nossa possibilidade de relações com pessoas e meios sociais, a que estamos ligados em virtude do passado, é claro que devemos aproveitar essa oportunidade e não inutilizá-la. Estamos, agora, no lugar certo, como diz uma recente mensagem mediúnica, e seria prejudicial fugirmos a ele.

O espírita não tem motivo algum para retornar às práticas da moral farisaica. A doutrina lhe ensina a espontaneidade, a naturalidade, e a correção dos seus erros e dos seus defeitos na própria relação com os semelhantes. É na vida de relação que podemos evoluir. Querer forçar a evolução com abstenções e atitudes falsas, seria iludir-nos a nós mesmos e também aos outros, o que é ainda mais grave. Ninguém vira santo por meio de fórmulas. Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, como Jesus ensinou, mas o que sai da boca. Nossa conduta deve refletir o que somos, e por isso devemos cuidar muito mais do nosso coração do que das nossas aparências.

J. Herculano Pires (O Homem Novo)

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSAS AÇÕES

"O senhor pediu que eu abordasse o porquê de tanta violência no mundo, e começo respondendo que o homem exterioriza o que lhe vai n´alma. O homem violento vai de encontro a toda caridade de Deus em resgatá-lo. Recebe todas as chances, todos os chamados, mas encontrará sempre o que procura pela lei da afinidade.

Há muito, estamos procurando falar aos corações das criaturas sobre a real necessidade de mudarem-se a si mesmo, de buscarem conseguir valores morais para que o futuro espiritual do planeta possa ser melhor. Ainda estamos com sentimentos desregrados, com paixões desmedidas, com cobiças aviltantes, com maldades vergonhosas, e o trabalho é lento e exige muito sacrifício e renúncia, pois Deus recuperará todos os corações.

E então, meu pai, a violência diminuirá quando o homem domesticar seus instintos, controlando sua mente, que governa suas ações, no caminho do bem. As drogas deixarão de existir o dia que as criaturas se conscientizarem de que a morte não existe e cada um é responsável por toda ação que pratique. E, para que esse dia chegue, é que estamos trabalhando ativamente. Deus é grande.”

Assinado : Fábio Nasser (psicografia)
Data: 29 de janeiro de 2009
Local: Centro Espírita Irmã Dulce – Rua F-28 nº 185, Goiânia (GO)
Médium: Mary Alves

A carta psicografada é endereçada ao pai, Batista Custódio, e foi reproduzida pelo jornal Diário da Manhã, na coluna de Javier Godinho

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O MELHOR CAMINHO - Luiz Sérgio

Somos e estamos juntos e sempre com a proteção de Deus, de seu filho maior e da espiritualidade bondosa. Mas isto aconteceu principalmente pelo ‘acordo’ pré-estabelecido entre nós. Devemos, contudo, agir com retidão moral, retidão nas atitudes e pensamentos. Devemos nos conduzir sempre tendo em mente o objetivo de nos desviarmos do caminhos fáceis e belos, que muitas vezes nos levam à degradação e, consequentemente, desapontando aqueles que tanto nos querem bem e ajudam e, principalmente, aqueles que de boa vontade se unem a nós neste trabalho.

Precisamos observar regras! Precisamos observar condutas; maneiras de agir... Precisamos deixar as paixões que nos envolvem e que nos tiram do caminho. Paixões estas que nos trarão tristeza e sofrimento. Paixões que nos levarão à queda e ao ‘ranger de dentes’.

Deixemos as paixões para aqueles que não se comprometeram com a espiritualidade, em trabalhar em nome de Deus. Paixões como sexo, o dinheiro, a busca pela beleza... Paremos e pensemos se estamos agindo de forma correta! Seguimos os ensinamentos do Mestre Maior? Quase nunca! Somos falhos! Somos pequenos, mas para crescer um milímetro que seja diante de Deus, precisamos abrir mão aquilo que não leva a nada, embora para nós pareça ter importância.

Vamos abrir os olhos? Vamos seguir o que foi dito para o nosso próprio bem! Orai e Vigiai! Se fizéssemos apenas isso deixaríamos de sofrer horrores com o arrependimento mais tarde.

Ah! Como parece fácil dar conselhos! Mas não é. Só posso falar e falo porque já estive no lugar de vocês e só depois de muita dor, aprendi que nada disso vale a pena. Que todo prazer momentâneo, diante da vida eterna, não vale o resultado, a colheita.

Vamos refazer a plantação, vamos refazer nossa visão do que plantar para que a colheita não se faça tão amarga. Cuidemos de nossa alma para que ela possa evoluir sempre, sem quedas muito grandes e de difícil ascensão. Por Deus, ouçam os conselhos a fim de serem reconhecidos como filhos produtivos e trabalhadores. Que os bons pensamentos façam parte das vossas horas e lhes mostrem o melhor caminho a ser seguido.”

Assinado : Luiz Sérgio (psicografia)
Data : 26 de junho de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DIA DOS PAIS : UMA REFLEXÃO

Vivemos uma época de profundas transformações, quando os valores que regem a sociedade estão sendo questionados. Como nos dias atuais, nunca se buscou tanto o prazer e a satisfação doentia das paixões. Contudo, ao mesmo tempo, nunca se sentiu tanta falta de orientação e amparo à família. Amparo que possa preparar o homem para a modernidade, sem levá-lo à bancarrota moral.

Sem dúvida, as mudanças fazem parte do processo de evolução. Somente com a luz viva da verdade espiritual, com o conhecimento da reencarnação, com o entendimento da destinação evolutiva do homem; com a compreensão da lei de ação e reação, o ser humano conseguirá captar a importância da busca pela riqueza espiritual, cumprindo o mister de renovar a sociedade, renovar os homens.

A renovação das criaturas se fará através da educação. A educação se inicia na infância, desde os primeiros momentos do espírito encarnado. E a responsabilidade de educar estas almas que retornam compete aos pais. Se há grande importância em dirigir um carro, dirigir uma empresa, maior ainda é a importância de dirigir um espírito eterno em seus primeiros passos na presente encarnação. As situações meramente humanas passam, mas a moral, o caráter, os sentimentos são elementos divinos que caracterizam a alma, que na infância se encontra predisposta à chance de reajustar-se e aprender novas lições.

Em Allan Kardec temos magistral questão: "Pode considerar-se como missão a paternidade? É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro".

O compromisso de sermos pais ou mães foram assumidos na pátria espiritual e reafirmados por ocasião de nosso casamento, na formação da nova família. A responsabilidade dos pais é imensa na educação dos filhos. Não somente na preocupação de dar-lhes alimento, vestuário, lazer, escola, conforto, mas principalmente na dedicação em colocar-lhes no coração os sentimentos e virtudes que os orientarão e lhes iluminarão os caminhos.

Novamente Kardec elucida: "Os espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho". Deste modo, ninguém poderá subtrair dos genitores a responsabilidade da tarefa. Isto não significa, em hipótese alguma, que os pais devam realizar uma incrível "mágica" e transformar seus filhos em "anjos" em alguns anos de convivência. O que Jesus nos pede é que sejamos sempre esforçados e dedicados a tão importante encargo, não desanimando ante as dificuldades ou desprezando o lar pela busca obsessiva dos fatores transitórios.

O Espírito não se modificará profundamente de um momento para outro. Porém, todo bom exemplo, toda boa palavra, toda corrigenda sincera, todo diálogo, toda energia, todo carinho, toda disciplina e todo amor jamais se perderão, mesmo que tenham sido encaminhados a um coração endurecido pelo mal, ainda carregando muitas dificuldades.

O mais importante não é darmos "shows" de virtudes paternais, e sim que nossos filhos, ao deixarem a vida física, estejam mais enriquecidos espiritualmente e moralmente do que quando chegaram a ela, mesmo que teimem em recalcitrar, resistindo teimosamente em abandonar às próprias sombras.

Para os pais espíritas o grau de compromisso aumenta, tendo em vista o rico e inestimável material que trazem em mãos: a Doutrina Espírita. Com o horizonte descerrado pelo Espiritismo, o trabalho educativo ganha uma dimensão mais profunda e as possibilidades de acerto se multiplicam. Compete a estes pais aproveitarem a fecundidade destes recursos. Devemos desenvolver o caráter de nossos tutelados, ministrar- lhes as noções religiosas imprescindíveis, oferecer-lhes o melhor esforço de exemplificação, dar-lhes assistência material e moral constante, indicar-lhes um rumo certo a seguir, orientar-lhes constante e carinhosamente, apoiá-los, protegê-los, ajudá-los, ser-lhes amigos, amá-los, animá-los em seus ideais, incentivá-los em suas virtudes, auxiliá-los a enfrentarem as influências perniciosas, a invigilância, a ignorância.

O grande trabalho dos pais não é esconder o filho dos problemas, e sim prepará-los, dando-lhes as armas com as quais poderá triunfar sobre estes desafios. Podemos dizer que, antes de conhecer o Espiritismo, educar era difícil; agora, com o Espiritismo, continua e às vezes até aumenta a dificuldade. Só que estaremos tão mais bem preparados que, a par da dificuldade,produzimos e acertamos mais. E, para isso, procuremos na Casa Espírita a escola da alma que nos amparará e iluminará na grande missão a cumprir. Aos pais e dirigentes espíritas envia-se o alerta: que em todos os agrupamentos espíritas nasçam atividades voltadas para a preparação e apoio aos pais. Que nós, pais espíritas, sejamos os tradutores de Jesus junto a nossos filhos, iluminados pelo Evangelho; Educando-os com segurança e convicção.

Ademir Munhoz (do livro: Um Desafio Chamado Família)
O autor é advogado, perito judicial e um estudioso da Doutrina Espírita.
Palestrante e dirigente, atua na região de Sorocaba (SP)
Leia também :

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sábado, 4 de agosto de 2007

SOMOS RESPONSÁVEIS - Irmã Clarissa

Que a paz de Jesus esteja conosco! Venho hoje para falar um pouco do direito do ter e do ser! O homem tem em mente que está evoluindo constantemente, mas infelizmente esse pensamento se dá nas grandes massas apenas pelos avanços científicos, tecnológicos e pelas grandes descobertas!

O ser – humano tem esquecido que também é preciso evoluir moralmente, a ter a fé regrada e raciocínio lógico para que não corramos o perigo de cair no fanatismo e no misticismo. E sem a fé racional e a evolução moral caímos no abismo do pensamento do ter.

Todos nós sentimos uma vez ou outra na vida o sentimento de posse, o que é perfeitamente aceitável no grau evolutivo em que nos encontramos. Porém, não podemos cair nas garras do consumismo absurdo que arrastam multidões a comprar coisas que nem são necessárias à sua vida. Mas principalmente é preciso frisar os perigos que esse pensamento de posse possam nortear certas cabeças fazendo-as acreditar que uns tem direitos sobre outros.

Isso não é verdade!

Somos espíritos individuais, não dependemos de ninguém, somos auto-suficientes para suportar todas as dores e todos os sorrisos da jornada, lembrando sempre que o Pai Maior nos ampara e que não nos é dado um fardo maior do que possamos suportar.

Somos os responsáveis por todos os nossos erros e por todos os nossos acertos. Pensando assim, veremos que não nos é dado o direito de possuir ou responsabilizar quem quer que seja por motivo algum.

Devemos levar em conta o ser.
O que somos como somos.
O ser feliz
O ser saudável
O ser amoroso
O ser caridoso
Que Jesus vos guarde na palma de suas mãos!"

Assinado : Irmã Clarissa

Sorocaba, Agosto de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : T.T.V.M.

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domingo, 17 de junho de 2007

MEUS PULMÕES NÃO AGÜENTARAM - Fábio Escobar

Notas da Psicografa:
Fábio Escobar, falecido aos 32 anos
Dores nas costas (pulmões), falta de ar
Mãe : Alda, Alba ou Alma

“Meu Deus! Ainda sinto as dores que foram causadas pelo meu descaso com o templo que o Pai me delegou. Fiz mal a mim e a muitos que estiveram ao meu lado. Danifiquei órgãos vitais e como me arrependo desta insensatez . Meus pulmões não agüentaram tanto estrago causado por cigarro (nicotina) fumo e a maconha. Estragaram com meu corpo e hoje pago o preço desta minha displicência. Me faltou ar quando eu mais queria viver. Nunca havia dado muita importância ao corpo, pois me sentia imortal. Por mais que me dissessem (e minha mãe dizia) do mal que eu me consumia, achava natural continuar. Afinal, o que teria a perder ?

Só percebi quando meus órgãos começaram a falhar, a precisar de ajuda. Quando começaram a falhar e dar sinais de que já era o bastante o mal que eu mesmo provocava.

Desencarnei ainda jovem. Tinha 32 anos e ... como minha mãe sogreu... Como sempre, elas sempre sofrem mais. Peço perdão a ela e a Deus por tudo que fiz. Peço orações e pensamentos positivos a fim de dar um pouco de alívio à dor que me restou.
Estou arrependido e choro muitas vezes por ter me deixado levar pelas ditas drogas. Meu Pai me perdoe! Que eu possa de alguma maneira refazer, ou seja, reparar o dano por mim causado. Já fui socorrido e orientado. Só vim pra passar esta mensagem de que drogas, vícios, prazeres que causam o mal não nos levam a nada, a não ser a degradação moral e espiritual.

Ainda assim agradeço muito a Deus Pai Todo Poderoso por ter me permitido receber ajuda. Hoje, mais conformado e arrependido, deixo um abraço apertado e um beijo cheio de carinho à minha mãe querida.”

Assinado : Fábio Escobar

Data : Junho de 2007.
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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