Lançado no início de dezembro, pode ser encontrada nas livrarias ou no site DVD Versátil, a primeira entrevista do médium espírita Chico Xavier (1910 -2002) na televisão brasileira gravada três anos antes de sua participação no programa "Pinga-Fogo". Além dessa entrevista histórica realizada pelo jornalista Saulo Gomes, a obra traz mais de uma hora de extras, incluindo raros vídeos da época com Chico Xavier. Abaixo, acompanhe depoimento do jornalista sobre seu encontro com o médium mineiro.quarta-feira, 17 de junho de 2009
A PRIMEIRA ENTREVISTA DE CHICO PARA A TV
Lançado no início de dezembro, pode ser encontrada nas livrarias ou no site DVD Versátil, a primeira entrevista do médium espírita Chico Xavier (1910 -2002) na televisão brasileira gravada três anos antes de sua participação no programa "Pinga-Fogo". Além dessa entrevista histórica realizada pelo jornalista Saulo Gomes, a obra traz mais de uma hora de extras, incluindo raros vídeos da época com Chico Xavier. Abaixo, acompanhe depoimento do jornalista sobre seu encontro com o médium mineiro.segunda-feira, 15 de junho de 2009
CHICO XAVIER : TRAILER BATE RECORDE
A produção sobre Chico Xavier tem estréia prevista para 2 de Abril de 2.010, bem no dia do aniversário do médium. Cinco anos foi tempo que o diretor Daniel Filho levou para levar a biografia de Chico Xavier, escrita por Marcel Souto Maior ao cinema. As filmagens de "Chico Xavier - Uma Vida de Amor", deverão começar em março deste ano (2009). O ator escolhido para viver o médium mineiro foi Nelson Xavier, de 67 anos, que tem uma notável semelhança com o homenageado.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
ATOR SE EMOCIONA AO FALAR DE CHICO XAVIER
E como se preparou para o personagem?
Em março fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou, e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos... Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico. Toda vez que eu falo dele me emociono (fala com olhos marejados) e a figura da minha mãe ficou muito presente, porque ela se foi há uns 10 anos e o Chico me aproximou dela de novo. Conheci as pessoas de lá, os lugares por onde ele passou, as revelações. Foi uma forte emoção. Agora vou fazer uma digressão: não me acho uma pessoa inteligente. Todo mundo se acha inteligente. Eu me acho intuitivo.
Em que sentido?
É me emocionando que conheço as coisas. O Brasil me emociona. Sou um indignado com o país. Jesus me emociona, quando falou há mais de dois mil anos: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Minha formação é de comunista e acredito na solidariedade humana. Nunca me voltei para esse lado da religião. Mas não posso negar que fui tocado. Espiritismo é uma militância. As pessoas devem trabalhar pelo próximo.
O que mudou em sua vida depois que conheceu a obra de Chico Xavier?
Estou me cobrando para trabalhar em função disso, de ajudar ao próximo. Nunca neguei a existência de energias, de forças. Só que a minha crença era que depois da morte sua identidade acaba. Não acredito mais nisso, agora acho que ainda permanecem indivíduos distintos. É uma coisa forte. Não posso continuar com a atitude que tinha antes. Acredito no progresso da humanidade como todo comunista. É lento, mas há progresso. É o amor que leva a isso. Democracia é uma falsidade.
Voltando ao filme, você frequentou o Lar Frei Luiz, no Rio, para ajudá-lo?
Ficava indignado. Eu me sentia desqualificado porque ignorava quem era Chico Xavier. Hoje essa ordem inverteu: me sinto elogiado. Se eu soubesse quem era me sentiria enobrecido.
Qual foi a reação das pessoas quando descobriram que você viveria Chico Xavier?
Tanto as pessoas de Uberaba, quanto o Daniel acham que, por eu não ser comprometido com o espiritismo, vejo com mais amplitude. É um olhar de quem é de fora. O filme vai ser um sucesso não só no Brasil quanto internacionalmente. O Chico é uma pessoa de importância equivalente ao Alan Kardec. É tido como reencarnação do Kardec. O Chico vai dar uma força. Ele é uma das pessoas mais queridas e conhecidas no mundo, mais que o Pelé.
E como foi o contato com Eurípedes, filho adotivo de Chico Xavier?
Ele é uma pessoa recatada, reservada, não é expansiva. Guardou 22 ternos do pai e todas as outras roupas e ainda me deu três ternos. Trouxe aquilo na viagem feito um manto sagrado. Fiquei com um terno, que é inglês, lindo (risos), e dei os outros para a produção. São roupas que vou usar no filme. Eu me senti o máximo com a roupa dele. Coube em mim, só fiz alguns ajustes. Mas era como se fosse meu...
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Diretor será Daniel Filho
quarta-feira, 3 de junho de 2009
CHICO XAVIER : PRODUÇÃO ESCOLHE LOCAÇÕES
Ainda de acordo com o produtor, faltam quatro semanas e meia para o início das filmagens. “Portanto, este é o tempo que Uberaba tem para apresentar um projeto viável para receber este trabalho. Nada é irreversível. Mesmo que algumas tomadas sejam planejadas para outros municípios e realizados neles, a terra onde Chico Xavier ficou conhecido poderia ganhar outras filmagens, como na Casa da Prece, por exemplo. Gostaríamos de resgatar também as ladeiras daquela época”, informa.
Júlio Uchoa garante que com os recursos técnicos é possível resgatar as características das ruas e praças uberabenses da década de 70. “Utilizaríamos o que chamamos neste mundo cinematográfico de stock-shot. Tiraríamos das imagens, com recursos tecnológicos, prédios que não estavam presentes no cenário da cidade naquela época. Com o apoio da computação gráfica podemos construir aquela Uberaba em variadas localidades”, garante.
O produtor lembra que, durante as mais de duas semanas que ficaria em Uberaba, cerca de mil figurantes da cidade seriam mobilizados e circulariam por diferentes pontos. “Teríamos em ação, também, entre 120 e 140 pessoas integrando a equipe de produção”. Uchoa destaca também que o elenco pode contar com mais artistas de peso, além de Nelson Xavier e Ângelo Antonio, que viverão o médium em diferentes momentos da vida. “Tony Ramos e Christiane Torloni estão quase certos”, admite.
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
LIVRO TRAZ CURIOSIDADES SOBRE CHICO XAVIER
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
COMEÇA PRODUÇÃO DE CHICO XAVIER, O FILME
Em fevereiro, inicia em Minas Gerais pesquisa para um novo projeto do diretor Daniel Filho, coordenador da "Globo Filmes": filmar a vida do médium Chico Xavier. “Não sou espírita, nem católico. Sou materialista. Estou mais para física quântica que para espiritualismo. Mas a insistência dos espíritas para que fizesse o filme me comoveu. É a história interessante de um homem abnegado, um tema que merece atenção”, explica.Daniel conheceu pessoalmente o médium mineiro. “Chico Xavier é um dos homens mais importantes do Brasil. Vou mostrar o ser humano, o homem que tem aura, que puxa para si a responsabilidade de paz e de espiritualidade, no sentido de paternidade. Quero manter o respeito que os brasileiros têm por esse homem humilde, que disse que só queria ir embora quando o povo estivesse feliz. Por coincidência, morreu aos 92 anos, no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 2002”, observa.
Para ele, o melhor momento do cinema é a hora de filmar. “O resto é trabalho”, diz. Daniel compara o cinema à música, a direção à regência de orquestra. O mais importante, na opinião dele, é a boa história. Por isto, justifica, a escolha pela biografia do médium, baseada no livro "As Vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior.
João Carlos Daniel, filho único de pais artistas, começou ainda criança trabalhando em circo, e não parou mais. Fez de tudo – foi ator, diretor, produtor e criador de programas e novelas – até se tornar um dos homens mais importantes da televisão do país. “Não fui criado pela Globo, sou um dos criadores dela”, afirma, com orgulho. Aos 71 anos, Daniel experimenta momento especialmente feliz. “Sempre quis viver de cinema e estou tendo essa possibilidade. Apesar de acharem meus filmes antigos, rejuvenesci. A vida tem jeito depois dos 60”, brinca. Jogando em várias posições, ele participou de quase 40 filmes, projetos desenvolvidos desde 1999. Estima-se que essas produções bateram a casa dos 9 milhões de espectadores.
Daniel dirigiu Se eu fosse você 1 e 2. Foi ele quem reuniu os atores Glória Pires e Tony Ramos, que nunca tinham trabalhado juntos na telona. Têm o dedo dele trabalhos indicados ao Oscar, como o longa Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, do qual foi co-produtor. A lista de sucessos é grande: 2 filhos de Francisco, Auto da Compadecida, Carandiru e Vinicius, para ficar nos títulos mais conhecidos. “Amo cinema como um todo. Sou fã, rato de cinema – não de cinemateca. Fazer televisão foi só uma forma de pagar as contas”, afirma.
domingo, 4 de janeiro de 2009
TRAJETÓRIA DE HERCULANO PIRES
José Herculano Pires, nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou nesta capital em 09/03/1979. Filho do farmacêutico José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal.Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, "Sonhos Azues" (contos), e aos 18 anos o segundo livro, "Coração" (poemas livres e sonetos). Já possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava nos jornais e revistas da época, da província de São Paulo e do Rio. Teve vários contos publicados com ilustrações na Revista da Semana e no Malho.
Foi um dos fundadores da União Artística do Interior (UAI), que promoveu dois concursos literários, um de poemas pela sede da UAI em Cerqueira César, e outro de contos pela Seção de Sorocaba.
Mário Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção literária de A Razão, em São Paulo, que publicava um poema de sua autoria todos os domingos. Transformou (1928) o jornal político de seu pai em semanário literário e órgão da UAI. Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos), onde adquiriu o jornal "Diário Paulista" e o dirigiu durante seis anos. Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemaja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou "Estradas e Ruas" (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Millet comentaram favoravelmente.
Em 1946 mudou-se para São Paulo e lançou seu primeiro romance, "O Caminho do Meio", que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins. Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados. Exerceu essas funções na Rua 7 de Abril por cerca de trinta anos.
Autor de 81 livros de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia, Pedagogia, Parapsicologia, Romances e Espiritismo, vários em parceria com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita... Lançou a série de ensaios Pensamento da Era Cósmica e a série de romances e novelas de Ficção Científica Paranormal. Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível.
Graduado em Filosofia pela USP em 1958, publicou uma tese existencial: "O Ser e a Serenidade".
De 1959 a 1962, exerceu a cadeira de filosofia da educação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara. Foi membro titular do Instituto Brasileiro de Filosofia, seção de São Paulo, onde lecionou psicologia. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de 1957 a 1959. Foi professor de Sociologia no curso de jornalismo ministrado pelo Sindicato.
José Herculano Pires foi presidente e professor do Instituto Paulista de Parapsicologia de São Paulo. Organizou e dirigiu cursos de Parapsicologia para os Centros Acadêmicos: da Faculdade de Medicina da USP, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e em diversas cidades e colégios do interior. Fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas de São Paulo em 23/01/1948. O Clube funcionou por 22 anos. Foi, ainda, membro da Academia Paulista de Jornalismo onde ocupou a Cadeira "Cornélio Pires" em 1964.
Herculano pertenceu também a União Brasileira de Escritores, onde exerceu o cargo de Diretor e Membro do Conselho no ano de 1964. José Herculano Pires foi Chefe do Sub-Gabinete da Casa Civil da Presidência da República no governo do Sr. Jânio Quadros no ano de 1961, onde permaneceu até a renuncia do mesmo. Espírita desde a idade de 22 anos não poupou esforço na divulgação falada e escrita da Doutrina Codificada por Allan Kardec, tarefa essa à qual dedicou a maior parte da sua vida.
Durante 20 anos manteve uma coluna diária de Espiritismo nos Diários Associados com o pseudônimo de Irmão Saulo. Durante quatro anos manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier sob o título "Chico Xavier pede Licença". Foi Diretor fundador da revista "Educação Espírita" publicada pela Edicel.
Em 1954 publicou Barrabás, que recebeu um prêmio do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, constituindo o primeiro volume da Trilogia Caminhos do Espírito. Publicou em 1975, Lázaro e com o romance Madalena concluiu a Trilogia. Traduziu cuidadosamente as obras da Codificação Kardecista enriquecendo-as com notas explicativas nos rodapés. Essas traduções foram doadas a diversas editoras espíritas no Brasil, Portugal, Argentina e Espanha. Colaborou com o Dr. Júlio Abreu Filho na tradução da Revista Espírita.
sábado, 20 de setembro de 2008
VIDA DE CHICO XAVIER EM QUADRINHOS
Será lançada no mês de outubro, pela Ophera Graphica, a revista "A Vida de Chico Xavier", uma versão em quadrinhos da biografia do médium brasileiro. O projeto foi desenvolvido pelo ilustrador italiano Eugenio Colonnese, criador de Mirza, que morreu em agosto de 2008, aos 79 anos. Radicado no Brasil, Colonnese completaria 79 anos no dia 3 de setembro. O motivo de sua morte foi falência múltipla de orgãos.Colonnese sofreu um desmaio em fevereiro deste ano, quando passava férias com a familia de sua filha Liliana no Guarujá, no litoral paulista. Descobriu-se então que ele estava com o pulmão muito debilitado devido ao intenso consumo de cigarros. Após o seu primeiro internamento hospitalar em fevereiro deste ano, Colonnese realizou uma história em quadrinhos com sua personagem mais conhecida Mirza, e outra de "Morto do pântano". Também concluiu a graphic novel "A vida de Chico Xavier", que será lançada em outubro pela Opera Graphica.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
BEZERRA : ELENCO SE EMOCIONA NA PRÉ-ESTRÉIA
O filme "Bezerra de Menezes: o Diário de um espírito" teve pré-estréia na noite da última segunda-feira, no Cine Odeon, no Centro do Rio de Janeiro, e emocionou o elenco presente. O longa-metragem, que é dirigido por Glauber Filho e Joe Pimentel, conta a história de vida do médico cearense que depois de exercer a medicina e se infiltrar na política descobriu o poder do espiritismo estimulado por um livro de Allan Kardec. Aos 55 anos de idade, o médico que viveu de 1831 a 1900, se viu diante da necessidade de abraçar o espiritismo com todas as forças e passou a se dedicar aos pobres, repartindo o pouco que possuía e atendendo aos chamados de necessitados.O papel de Bezerra de Menezes é vivido pelo ator Carlos Vereza, que estava visivelmente emocionado com a conclusão do projeto. Ele, que é espírita, contou : "Eu procurei não ler nada e nem fazer grandes pesquisas para viver o personagem, fiz o meu trabalho em cima de compaixão. Sem dúvida, o momento que mais me surpreendeu foi quando o médium baiano Divaldo Franco viu o espírito de Bezerra de Menezes do meu lado durante a exibição do filme-piloto, foi muito emocionante". O ator Caio Blat, que como ele mesmo disse só teve uma “participação afetiva” no longa, aparece apenas uma vez, mas acha que o filme tem que ser visto por todos, mesmo pelos que não são espíritas.
O produtor do filme, Luis Eduardo Girão, ficou impressionado como todo o projeto deu certo do início ao fim, segundo ele a única dificuldade foi encontrar locações parecidas com a época e o local do filme. "O mundo hoje está muito carente de mensagens de paz, de pessoas que trabalham pelo próximo. Bezerra passou mensagens através da psicografia de Chico Xavier, e com as premiéres por todo o Brasil estamos vendo que ele é admirado em muitas religiões. A mensagem dele vai fluir através desse filme em um mundo conturbado pela violência, acreditamos que as pessoas vão perceber que o amor vale a pena", disse.
Apesar disso, as primeiras críticas ao filme destacam a pouca qualidade técnica, que seria fruto das mudanças no curso do projeto, que nasceu como um documentário e derivou para um longa-metragem. Por esta razão e por ter sido feito por espíritas e para espíritas, os profissionais de cinema duvidam que ele tenha força para se manter no circuito comercial.
O filme, que estréia nesta sexta-feira (29/08), em apenas quatro salas de cinema do Rio, conta com Carlos Verza no papel título e participações especiais de Lúcio Mauro, Caio Blat, Paulo Goulart Filho e Ana Rosa.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
BEZERRA DE MENEZES : FILME ESTRÉIA ESTE MÊS
Estréia nacionalmente, no próximo dia 29, o longa metragem "Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito", dirigido pelos cineastas cearenses Glauber Filho e Joe Pimentel. O filme conta a história do deputado e médico cearense que, devido a sua dedicação, ficou conhecido como o "Médico dos Pobres". A data de lançamento marca as comemorações dos 177 anos de nascimento de Bezerra de Menezes.
Além de Carlos Vereza no papel de Bezerra de Menezes, fazem parte do elenco nomes como Lúcio Mauro, Ana Rosa e Caio Blat. A produção é da Trio Filmes, com realização da Estação da Luz (CE) e distribuição da Fox Filmes, e teve locações no Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro.
“O filme conta a história de um homem comum que descobre o espiritismo, mas continua devoto de Nossa Senhora. A gente coloca os fenômenos no filme como algo normal, que não assusta. O público reflete se aquilo está acontecendo ou não”, afirma o diretor que não é espírita, apenas simpático à religião. Ele acredita que o longa serve como uma espécie de gatilho para que se diminua o preconceito contra a doutrina.
Para o cineasta, a mensagem da obra é a forma com que Bezerra de Menezes (1831-1900) levou sua vida. “Ele amava o próximo, se despediu dos valores materiais. É um exemplo a ser seguido por todos. Hoje, as pessoas se divertem com a violência nos cinemas”. Gláuber também declara que outra intenção do trabalho é mostrar que falar de paz e de espiritualidade não é “piegas”, como, de acordo com ele, muitos tratam essa temática. “Queremos mostrar que não é assim. Quebrar esse estigma que foi construído na sociedade brasileira”, explica.
Com um orçamento de cerca de R$2 milhões, "Bezerra de Menezes – O diário de um espírito" é distribuído pela Fox Film do Brasil e pela Globofilmes, tem Carlos Vereza no papel do protagonista e ainda conta com participações de Ana Rosa, Lúcio Mauro e Caio Blat, entre outros. “Quando vimos o Vereza na novela 'Sinhá Moça', percebemos que a barba era igual à do Bezerra de Menezes. Contamos com o fato dele ser espírita também. A partir daí procuramos um elenco que fosse da doutrina ou que transitasse por esse meio”, conta o diretor.
O filme é realizado com tecnologia digital e finalizado em 35mm, e tentará fazer uma reconstituição de época para representar o Ceará e o Rio de Janeiro do Século XIX. A vida do médico espírita será contada com passagens ficcionais e relatos de pesquisadores de sua vida e obra. A pesquisa histórica ficou por conta de Luciano Klein, biógrafo de Bezerra de Menezes, além de pesquisa iconográfica nos principais acervos do país.
BEZERRA DE MENEZES : PIONEIRO DO ESPIRITISMO
Nascido na atual Jaguaretama (CE), Adolfo Bezerra de Menezes veio ao mundo filho de um tenente-coronel da Guarda Nacional, portanto em uma família de boa condição social. Aos 24 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de seguir o sonho da medicina. Na capital carioca, notabilizou-se pelo trabalho comunitário. Com o cearense, nenhum paciente ficava sem atendimento. Depois de passar pela Academia Imperial de Medicina, entre outras, o viés social de sua vida o fez entrar para a política, sendo inclusive eleito como deputado geral da Província do Rio de Janeiro.Abolicionista, Menezes teve o primeiro contato com o espiritismo em 1875, quando recebeu uma cópia da tradução para o português do Livro dos Espíritos, obra de Allan Kardec. A partir daí, dedicou grande parte do seu tempo à doutrina.
O médico presidiu a Federação espírita Brasileira por diversas vezes, traduziu publicações estrangeiras e fundou a primeira livraria voltada ao espiritismo. Faleceu em 1900, vítima de um acidente vascular cerebral. Entre os médiuns que psicografaram mensagens de Menezes, estão o mineiro Chico Xavier e o baiano Divaldo Franco.
sábado, 17 de novembro de 2007
A HISTÓRIA DA LETRA : LENDA E REALIDADE

"Não sei por que você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar
Você marcou a minha vida
Viveu morreu na minha historia
Chego a ter medo do futuro
E da solidão que em minha porta bate
E eu gostava tanto de você
Gostava tanto de você
Eu corro e fujo destas sombras
Em sonhos vejo esse passado
E na parede do meu quarto
Ainda esta o seu retrato
Não quero ver para não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você
E eu gostava tanto de você
Gostava tanto de você..."
Ao contrário do que insinua o texto, pode não se tratar de mais uma história de um homem abandonado pela mulher que amava. Circula pela internet a informação de que o autor queria homenagear a filha, falecida. Todavia, não há informação concreta de que o compositor Edson Trindade, falecido em 05/02/1993, tivesse perdido alguma filha, ao contrário de Tim Maia (Sebastião Rodrigues Maia), que perdeu uma filha quando esta tinha 15 anos, num acidente de carro.
Embora só viesse a ser gravada em 1973, no LP "Tim Maia", “Gostava Tanto de Você” é do final dos anos 50. A música fez muito sucesso já naquele ano. O compositor Edson Trindade era amigo de Tim Maia desde 1957 quando participaram juntos do conjunto de rock "Os sputnicks" e, em 1958, do conjunto "The snakes", junto com Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Arlênio Gomes.
a história de que a letra da música homenageia a filha falecida do autor pode ser mais uma das muitas lendas que circulam na rede de computadores. A única hipótese possível é de que Trindade, que figura como único autor, tenha composto letra e música especialmente para homenagear a filha do amigo cantor. O texto aqui vale apenas como referência e homenagem, já que é lançado este mês, pela Editora Objetiva, a biografia do músico ("Vale Tudo - O som e a fúria de Tim Maia", de Nelson Motta). Veja vídeo da entrevista com o jornalista e produtor musical. (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jaime Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
domingo, 21 de outubro de 2007
SUELY SCHUBERT "ENTREVISTOU" ALLAN KARDEC
Suely Caldas Schubert, é natural de Carangola (MG). Ainda criança seus pais mudaram-se para Juiz de Fora (MG), onde ainda reside. De família espírita, dedica-se desde a adolescência a diversas atividades doutrinárias, especialmente no âmbito da mediunidade e da divulgação do Espiritismo. É uma das fundadoras da Sociedade Espírita Joanna de Ângelis e sua atual presidente. Desde 1971 atua na Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora, onde já exerceu diversos cargos e atualmente é diretora do Departamento de Assuntos da Mediunidade.Como escritora lançou seu primeiro livro "Obsessão/Desobsessão: Profilaxia e Terapêutica Espíritas", em 1989, pela FEB. Em seguida, "Testemunhos de Chico Xavier" (1986), também editado pela FEB. Em 1989, "O Semeador de Estrelas" e em 1996, "Ante os Tempos Novos", ambos pela LEAL. "Mediunidade: Caminho para ser Feliz", é a sua 5ª obra, editada em 1999, pela DIDIER. Em 2001, lançou "Transtornos Mentais", pela Minas Editora. É também expositora, realizando palestras e Seminários, no Brasil e no exterior. Recentemente, lançou "Entrevistando Allan Kardec", pela FEB. Não se tem registros de entrevistas dadas por Allan Kardec, mas a escritora espírita Suely Caldas Schubert decidiu inovar. Ela reuniu textos de Kardec, adequou perguntas e fez um livro de entrevistas com o Codificador do Espiritismo.
Temas como afeições, atualização do Espiritismo, autoridade da Doutrina Espírita, caridade, crianças, Deus, egoísmo e educação, família, fé, felicidade, Jesus, morte e obsessão fazem parte do livro. Todas as respostas foram retiradas das obras de Allan Kardec: "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno", "A Gênese" e "O que é o Espiritismo". A autora também utilizou textos de "Obras Póstumas" e da "Revista Espírita", editada por Kardec de 1858 a 1869. Essa viagem pelo universo do pensamento de Allan Kardec favorece uma visão de conjunto da Codificação Espírita, possibilitando ao leitor constatar o quanto ele efetivamente brilha, instrui e edifica.
A VIDA DE CHICO XAVIER NO CINEMA
O diretor Daniel Filho tem o projeto de filmar um longa sobre o médium brasileiro Chico Xavier (1910-2002) e outro sobre os 19 últimos dias de vida do presidente Getúlio Vargas (1882-1954). Mas o projeto vem enfrentando uma série de dificuldades. O cineasta já descartou dois roteiros, porque "nenhum deles ficou legal".Está partindo para a terceira versão, desta vez com o roteirista Marcos Bernstein ("Central do Brasil"), que é também diretor ("O Outro Lado da Rua"). Por ser "agnóstico", Filho se sente numa "situação inusitada" ao tentar narrar no cinema a trajetória "do homem bom, extremamente bom, inacreditavelmente bom" que ficou célebre ao psicografar cartas e é venerado por milhões de seguidores do espiritismo.
