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terça-feira, 21 de julho de 2009

ATRIZ DIZ QUE É PROTEGIDA POR ANJOS

A atriz Cameron Diaz ("Jogo de Amor em Las Vegas") recentemente declarou que conta com a proteção de anjos da guarda e que eles estiveram presentes durante toda sua vida. Diaz afirma que desde a infância tem seus "protetores" e seu espírito é imortal.

"Acho que temos muitas vidas e nossos espíritos são eternos. Sei que tenho muitos anjos, que me guardam o tempo todo. Sei disso desde que eu era criança e sou muita grata por isso", declarou a atriz.

Enquanto se apóia nos anjos, a atriz está em cartaz nos Estados Unidos com o drama "My Sister's Keeper", dirigido por Nick Cassavettes, no qual ela aparece com um visual completamente diferente, careca. O filme conta a história de uma jovem que é concebida para salvar a vida de sua irmã mais velha, que tem câncer.

Também estão no elenco os atores Alec Baldwin (da série "30 Rock") e Abigail Breslin ("Pequena Miss Sunshine"). "My Sister's Keeper" deve estrear no Brasil no dia 25 de setembro.

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domingo, 18 de janeiro de 2009

RAZÃO E RELIGIÃO : ESPIRITISMO

No ano que se inicia, comemora-se o centenário da morte do cientista e médico Cesare Lombroso, fundador da Antropologia Criminal. Lombroso foi um dos epígonos da Escola Penal Positiva italiana. Lombroso negava o livre-arbítrio por acreditar na determinação absoluta da prática delituosa por fatores antropológicos.

Escreveu, em "A Mulher Delinquente", que esta possui fundamentalmente caracteres que a aproximam do selvagem e da criança. Mais tarde, sob influência de Ferri deu relevo aos aspectos ambientais na produção do fato delituoso, além de concluir, no final da vida, em consequência de sua adesão ao espiritismo, que dentre os criminosos poucos poderiam ser considerados como natos.

Curiosa é a caminhada do cientista em direção ao espiritismo. Lombroso negou-se diversas vezes a participar de experiências espíritas. Em março de 1891, concordou em presenciar uma sessão e impressionou-se. Poucos meses após a primeira experiência, Lombroso já manifestava se envergonhar de haver combatido com violência a possibilidade de fenômenos espíritas. Experiência impressionante foi a aparição, em 1902, de sua mãe em diversas sessões, uma figura com a mesma estatura e a mesma voz, na maioria das vezes chamando-o de "fiol mio".

Indagado por um jornalista em 1906 sobre os fenômenos espíritas, disse que por educação científica fora sempre contrário ao espiritismo, mas constatou fatos. Escreveu, então, em 1909, perto de morrer, o livro "Hipnotismo e Mediunidade". Dentre tantos fenômenos e experiências que relata, muitos dos quais testemunhou, curiosos são os casos judiciários, como o da revelação por espírito de jovem falecido em navio de ter sido envenenado com ingestão de amêndoas com rícino, fato este depois constatado por perícia.

Alan Kardec, no Livro dos Espíritos, reconhece o livre-arbítrio, mas admite que não são os caracteres físicos que determinam o comportamento, e sim a natureza do espírito encarnado, que pode ter inclinação para o mal, mas possui o poder de enfrentar com o seu querer a tendência manifestada. Isto recoloca a angustiosa questão do livre-arbítrio ou do determinismo. A meu sentir, a liberdade não pode ser indiferente. Cabe situar o homem em suas circunstâncias biológicas e sociais, pois age no mundo que o circunda. O homem possui uma liberdade, mais que situada, sitiada, sem deixar de ter, contudo, uma esfera de decisão última pela qual define a realização da vontade e a do seu próprio modo de ser. Sem liberdade perdem sentido a dignidade do homem e a imortalidade do espírito.
Advogado, professor-titular da Faculdade de Direito da USP, ex-ministro da Justiça. Leia texto integral

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sábado, 17 de janeiro de 2009

É PRECISO PENSAR ...

"A Doutrina dos Espíritos ensina a pensar; não o que pensar.” Espírito Antonio Grimm

Não sou chegado a novelas, mini-séries e outras programações do gênero. Contudo, numa "daquelas noites", assisti a um pequeno trecho de "Os Maias", na Rede Globo, onde um padre comunicava ao pai de um jovem suicida que, infelizmente, este não poderia ser enterrado no campo santo (?) porque transgredira uma norma divina imperdoável, ao acabar com a própria vida.

Muitas coisas me passaram pela cabeça naquele momento. Prá falar a verdade, fui dormir matutando em como pode alguém fazer uma idéia tão ridícula de Deus. Depois me lembrei de quando era menino, na Escola São José, onde o padre João, nas aulas de religião, também falava isso. Pensei no Antigo Testamento, onde Deus mais parece um carrasco, de gênio irascível e vingativo, condenando a torto e a direito por qualquer toma lá, dá cá, proferindo sentenças muitíssimo piores do que nossos Juizes terrenos que, pelo menos, consideram os antecedentes, a conduta social, a personalidade e, principalmente, a individualização da pena, além de outras circunstâncias.

Fiquei imaginando em como temos preguiça de pensar. Como pudemos criar um Deus tão incompatível com aquele que Jesus nos ensinou! "...eu não sou bom, bom é meu Pai que está no céu"? Daí prá frente, a doutrina de amor e consolação, ensinada e exemplificada por Jesus, deu lugar ao radicalismo, à violência, ao terror e à intimidação. Ocupando os suntuosos e sinistros templos de pedra, e freqüentando os palácios do poder, como deuses na terra, os cristãos, achando-se detentores da verdade, transformaram-se em terríveis perseguidores dos que ousavam discordar de seus pontos de vista.

Temos de pensar, meus irmãos, e parar de dizer amém ou aleluia para tudo que nos ensinam. Qualquer coisa que contrariar Jesus deve ser imediatamente descartado. É preciso pensar!
Adonai Albaluz Tótaro
O autor é Ten Cel PM e Cmt do 19o BPM em Teófilo Otoni (MG). Leia texto integral

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

REVISTA SER ESPÍRITA : ESPÍRITO DE PESQUISA

Seguindo uma tendência do mercado editorial brasileiro, que tem investido cada vez mais em temas relacionados à vida após a morte, à espiritualidade e à reencarnação, foi lançada em dezembro a Revista Ser Espírita. A publicação foi concebida por membros da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), uma entidade que, sob a orientação de espíritos dedicados à pesquisa, interpretação e divulgação do conhecimento espírita, vêm estudando, desde 1953, as leis naturais que regem a vida do espírito.

Segundo o editor, Emerson Zanon, “é dos resultados deste novo olhar sobre a vida que a revista pretende tratar em suas edições”. Ele defende que uma proposta que chama de “construtivista”, na qual o Espiritismo não se limita aos ensinamentos de Allan Kardec. Afinal, construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. “Esta visão nos permite avaliar a importância de uma contínua releitura dos princípios espíritas”, conclui o editorial da primeira edição.

Na revista de dezembro são discutidos, ainda, temas como recuperação da saúde; histórias de vida; o pensamento espírita e o risco dos relacionamentos como consumismo. A Revista Ser Espírita será mensal e é coordenada pela Editora MundoGEO.

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

USP DIVULGA ESTUDO SOBRE PERFIL DOS MÉDIUNS

Estudo com 115 médiuns kardecistas de São Paulo indica que a maioria possui alto nível socio-educacional
Na literatura científica, muitas vezes os médiuns são descritos como pessoas de baixa escolaridade e renda. Sua mediunidade deve ser entendida como um "mecanismo de defesa" ou como um quadro dissociativo ou psicótico. No entanto, um estudo realizado pelo psiquiatra Alexander Moreira de Almeida com médiuns espíritas de São Paulo mostrou um perfil diferente: os médiuns apresentaram um alto nível socio-educacional e eventuais transtornos menores do que os encontrados na população em geral.

Almeida constatou que 46,5% das pessoas tinham curso superior, 76,5% eram mulheres, menos de 3% estavam desempregados, e a idade média era de 48 anos. A maioria era espírita há mais de 16 anos, vieram de famílias não-espíritas e as vivências mediúnicas começaram na infância. "Esse perfil se encaixa no último censo do IBGE, que mostra um crescimento da proporção de espíritas conforme aumenta a escolaridade da população", comenta o psiquiatra, que apresentou sua tese de doutorado à Faculdade de Medicina (FMUSP).

Os participantes do estudo atuam em nove centros espíritas kardecistas da Capital. O médico aplicou um questionário a 115 médiuns. Almeida ainda utilizou questionário que rastreia a presença de transtornos mentais e uma escala que mostra como a pessoa se relaciona em sociedade. A partir daí, foram selecionados 24 médiuns, analisados com uma entrevista psiquiátrica padrão e pelo DDIS (Dissociative Disorders Interview Schedule), um questionário que detecta transtornos dissociativos.

A escala investiga a presença de 11 sintomas importantes para o diagnóstico de esquizofrenia - vozes dialogando na sua cabeça, vozes comentando as suas ações, ter suas ações produzidas ou controladas por alguém ou algo fora de você, entre outros. "Os médiuns apresentaram, em média, quatro deles, mas a presença dos sintomas não indicou a existência de nenhuma doença mental", afirma. "Além disso, eles também apresentaram uma boa adequação social e demonstraram ter uma saúde mental melhor que a da população em geral". Não houve correlação entre freqüência de atividade mediúnica e problemas mentais ou desajuste social.

Almeida é membro do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos (Neper) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. O núcleo tem como objetivo estudar as questões religiosas e espirituais segundo o enfoque científico, sem vínculo com nenhuma corrente filosófica ou religiosa.

"Durante muito tempo a Psiquiatria encarou a mediunidade como um transtorno mental", conta. "Só a partir das décadas de 50 e 60 é que houve uma mudança de mentalidade, e essas manifestações passaram a ser vistas como sendo não-patológicas quando vivenciadas dentro de uma religião." De acordo com Almeida, o último censo do IBGE mostrou que o espiritismo ocupa a quarta posição entre as religiões praticadas no Brasil, país com a maior população espírita do mundo. A tese está disponível para consultas no Portal Conhecimento.

Valéria Dias (Agência USP)

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sábado, 13 de outubro de 2007

CELSO DE ALMEIDA : "Peço só que rezem por mim"

Celso de Almeida Afonso, nasceu em Araxá. Espírita, exerce a função de ourives em Uberaba e freqüenta o "Centro Aurélio Agostinho", onde há mais de quarenta anos pratica a mediunidade. A mãe de Celso, espírita convicta e praticante, levava o filho às reuniões. Algum tempo depois, o menino de 14 anos, viu nitidamente o pai (falecido há dois anos) em seu quarto. "Foi terrível, inexplicável. Ainda hoje não consigo descrever o que senti", diz num tom sério. A partir daí, o menino só dormiu com a luz do quarto acesa.

Aos dezesseis anos, morando em São Paulo, Celso foi a Sacramento visitar uma tia. A cidade estava em polvorosa. Todos falavam do homem que psicografava e trazia mensagens dos espíritos. Era Chico Xavier. Naturalmente, todos os espíritas iriam vê-lo e Celso decidiu comparecer ao evento. Vendo o tumulto e o número considerável de pessoas, afastou-se rapidamente. Foi quando uma senhora pediu: "Chico, autografa esse livro pra mim". Chico olhou na direção dele e disse: "Só se o Celso me emprestar a caneta que ele tem no bolso", conta o espírita.

Chico Xavier aproximou-se de Celso e o apresentou para a comitiva que o acompanhava: "Esse rapaz vai trabalhar conosco em Uberaba". Não querendo retrucar, Celso nada disse. Mas sabia que seria quase impossível trabalhar com Chico Xavier. A família era de Araxá, morava em São Paulo e não conhecia ninguém de Uberaba. "Só prá ver como é a vida: voltei para São Paulo, minha mãe ficou muito doente. O clima da cidade fazia muito mal para ela. Minha irmã casou e foi morar em Uberaba. Por causa da doença da minha mãe mudamos pra casa da minha irmã. Em apenas dois anos a previsão se cumpriu!", Celso garante.

Iniciando sua caminhada no Espiritismo, Celso participava das reuniões e, aos 23 anos, fez sua primeira psicografia. Porém não aceitava essa faculdade mediúnica. Tinha receio de ser chamado de charlatão, ser julgado pelas pessoas. Para ele, era difícil largar sua casa, a família e sentar numa mesa para psicografar na frente de uma enorme quantidade de pessoas. Certo dia, Chico Xavier o procurou e fez a inevitável pergunta: "Quando começa a psicografar ?". Celso, meio constrangido, alegou não ter capacidade para se expôr. Chico o observou em silêncio e disse: "Então você é melhor que Jesus. Ele foi julgado! Ora, Celso, se te chamarem de impostor você sabe que não é, e se te chamarem de santo, você também sabe que não é.. E mais: julgado, todos os dias nós somos: em casa, na rua, no emprego... O que importa é o trabalho a fazer."

Diante da insuperável argumentação, Celso começou efetivamente a psicografar perante o povo nas reuniões espíritas. "Peço apenas que essas mães rezem por mim... enquanto minhas orações chegam só até esse telhado aqui, a prece de mãe arromba a porta do céu!", afirma às gargalhadas.
A partir de reportagem de Karla Marília Meneses, no site Revelação On-line

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domingo, 16 de setembro de 2007

PARCERIA COM EDITORA ABRIL


Iniciamos com esta postagem uma série de parcerias com publicações nacionais, envolvendo a Editora Abril, a revista "Universo Espírita" e a "Revista Cristã de Espiritismo". Nosso objetivo é disponibilizar algumas reportagens e artigos veiculados por tais veículos, todos enquadrados no padrão e estilo do Blog Partida e Chegada.

Inaugurando tais parcerias trazemos a primeira de seis matérias veículadas originalmente no Almanaque Abril- Coleção, edição comemorativa aos 150 anos de O Livro dos Espiritismo. Com alta qualidade e textos bem trabalhados, as revistas - exemplares 1 e 2, que trazem Allan Kardec e Chico Xavier na capa - tratam de assuntos exclusivamente ligados ao Espiritismo. Há temas como “O Livro dos Espíritos”, “Transcomunicação Instrumental”, “O passe”. As edições foram vendidas nas bancas e em supermercados e, ainda, na Loja Virtual da Editora Abril. Ao final da reportagem indicamos um link de acesso, embora os exemplares estejam momentaneamente esgotados.

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