LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin

.

Mostrando postagens com marcador enterro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador enterro. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de janeiro de 2008

O COMPORTAMENTO EM ENTERROS E VELÓRIOS

A tradição do velório é realmente necessária? No momento que o corpo é velado, o espírito do desencarnado está presente? E na hora de seu enterro? Estas são algumas questões levantadas por uma leitora do blog em nossa Comunidade no Orkut e que, pelo interesse geral, decidimos compartilhar com todos. O fato é que aquele que se desliga do corpo, além do choque, via de regra tem as idéias ainda confusas. Mas cabe dizer que, embora seja possível dar uma visão geral sobre a situação, é evidente que não há uma regra única, pois não somos únicos e imutáveis. Logo, o que nos ocorre, inclusive a “morte” — que integra a própria vida, como aceita no Espiritismo —, depende de nossa trajetória neste plano, de nosso equilíbrio, de nossas escolhas e crenças.

O certo é que, ao deixar o corpo, cada um escreve sua própria história, dependendo da violência do desencarne, da agonia da doença e da paz interior. Por conta disso, todos entram numa fase de adaptação, que pode durar horas, meses ou mesmo anos, variando principalmente de acordo com sua evolução moral. Nas palavras de Javier Godinho : “Nessa passagem, o espírito prepara-se para longo sono, do qual despertará sem noção de tempo e espaço, até se adaptar à nova dimensão. Será como um mergulhador que retorna numa cápsula do fundo do mar para a quarentena de adaptação a seu ambiente natural”.

O “Livro dos Espíritos” ensina que a separação não se opera instantaneamente. A alma se liberta gradualmente e não escapa como um pássaro cativo que, de repente, ganhasse a liberdade. Esferas material e espiritual se tocam e se confundem e o espírito se liberta, pouco a pouco, dos laços que o prendem ao corpo. Os laços se desatam, não se quebram. Em vida, o espírito fica preso ao corpo através do seu envoltório semi-material (perispírito). A morte é a destruição somente do corpo e não do perispírito.

“A perturbação que se segue à morte -- completa Javier Godinho -- nada tem de dolorosa para o justo, aquele que esteve na Terra sintonizado com o Céu, errando por ser humano, mas decidido na prática sistemática do bem. Para os que viveram presos ao egoísmo, escravos dos vícios e ambições mundanas, a morte é uma noite, cheia de horrores, ansiedades e angústias. Nos casos de morte coletiva, todos os que perecem ao mesmo tempo nem sempre se revêem”.

No mesmo sentido, Richard Simonetti, no livro “Quem tem medo da morte?”, considera que aqueles que não cogitam na Terra "objetivos superiores", ficam retidos por muito tempo, até que consigam se afastar da matéria ou, ao menos, da sensação das necessidades materiais. Logo, não raro a presença do desencarnado em seu próprio velório. Por isto se diz que as conversas vazias e os comentários irresponsáveis, assim como os desvarios dos inconformados e o desequilíbrio dos descontrolados, repercutem negativamente na percepção de quem está indo embora. Temos o dever de contribuir para que os velórios, se necessários por tradição, se transformem em ambientes de serenidade.

Nessa hora a melhor prece é o silêncio. Conversemos o necessário, em voz baixa e, principalmente, falemos no “morto” com discrição, evitando pressioná-lo com lembranças e emoções passíveis de perturbá-lo, principalmente se forem trágicas as circunstâncias do seu falecimento. E oremos. Agindo de maneira diversa, pode ter certeza que a insensibilidade pode ser dolorosa a quem se despede.

O espírito precisa de vibrações de harmonia, que só se formam através da prece sincera e de ondas mentais positivas. Oração sentida e de bons pensamentos.

O choro, como já dissemos, não é proibido, mas deve limitar-se à saudade, jamais à revolta. Caso contrário, faremos da tradição de velar o corpo um sofrimento a mais àquele que já enfrenta a dupla dor do falecimento: o difícil desprendimento do físico e a “perda” de todas as pessoas que ama de uma única vez.

Leia mais em tópico da Comunidade Partida e Chegada

Continue lendo...

PRECE PARA QUEM ACABA DE MORRER

Diante da perda de um ente querido ou mesmo de um estranho, devemos nos valer da prece, além do sentimento de paz e fé, para buscar auxiliá-lo. Como ensina Kardec, a oração não servirá como um "testemunho de simpatia", mas, e principalmente, terá efeito de auxiliar-lhe o desprendimento e "abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar". Portanto, como dito, a eficácia está na sinceridade do pensamento e não na quantidade das palavras. Importa tocar o coração e não falar à intelectualidade.

Mesmo por isto, a oração que trazemos é um mero exemplo, pois é preciso falar com o sentimento e, para tanto, na maior parte das vezes, sequer precisamos de palavras.


Prece para quem acaba de morrer

Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de N..., a quem acabaste de chamar da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!

Bons Espíritos que o viestes receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia presto da perturbação inerente à passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para as reparar, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada. N..., acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, presente aqui te achas entre nós; tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.

Despiste o envoltório grosseiro, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade. Já não tens diante de ti o véu que às nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.

Vais, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.

Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.

A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam. Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.

Nesse, onde te encontras, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.

"O Evangelho Segundo o Espiritismo" (Coletânea de Preces - Itens 59 e 60)

Continue lendo...